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PSP detém 55 pessoas por desobediência em Lisboa

20 October 2026 at 10:23
PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve hoje 55 manifestantes que alegadamente resistiram quando a força de segurança retirou as tendas da Acampada de Lisboa que se encontrava na Praça D. Pedro IV (Rossio).

Em comunicado, a PSP refere que as 55 pessoas detidas por desobediência foram “conduzidas para instalações policiais e [vão ser] presentes à Autoridade Judiciária competente logo que possível”.

De acordo com a polícia, foi desenvolvida “no dia de hoje, pelas 05:45, uma operação policial nacional devidamente coordenada, na Praça D. Pedro IV (Rossio), em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto”. Foram apreendidas, na capital, 228 estruturas de acampamento pela Polícia Municipal.

“Neste momento há registo de dois feridos ligeiros, tendo um cidadão sido assistido no local e um transportado a unidade hospitalar”, precisa a PSP.

A força de segurança adianta que as manifestações se encontravam previamente comunicadas às autoridades competentes, mas acrescenta que a comunicação do exercício do direito de manifestação “não dispensa o cumprimento das demais disposições legais, nomeadamente quanto aos limites temporalmente estabelecidos e às condições de ocupação do espaço público”.

“Neste sentido, e verificados os pressupostos legais para a cessação das manifestações, a PSP desenvolveu ações de diálogo, mediação e sensibilização junto dos participantes, no sentido de promover a desmobilização voluntária e a remoção das estruturas de acampamento existentes”, prossegue.

A intervenção, é também referido, foi conduzida “segundo critérios de necessidade, adequação e proporcionalidade, com recurso aos meios legalmente admissíveis e estritamente indispensáveis para ultrapassar a resistência verificada”.

Japão deteta uso de ferramenta chinesa de IA em ciberataques contra empresas

20 October 2026 at 09:01

A empresa japonesa de cibersegurança GMO confirmou a utilização de uma ferramenta chinesa de inteligência artificial (IA) em ataques informáticos contra cerca de 20 empresas no Japão, após incidentes semelhantes contra instituições financeiras sul-coreanas.

“Durante uma investigação à infraestrutura de origem dos ataques, no âmbito de uma violação de segurança dirigida a empresas japonesas, confirmámos a utilização do Artex, um sistema autónomo de testes de intrusão baseado em IA”, indicou na segunda-feira a GMO Cybersecurity by Ierae, filial do conglomerado tecnológico japonês GMO, no seu blogue.

O responsável pela investigação, Daiki Fukumori, explicou que a ferramenta foi identificada em ataques contra cerca de duas dezenas de empresas japonesas, metade das quais pertencentes ao mesmo setor de atividade.

Esta concentração levou os investigadores a suspeitar da existência de campanhas de ciberataques “direcionadas por país e setor”, através da utilização de diferentes servidores.

A descoberta surge depois de a multinacional de cibersegurança CrowdStrike ter revelado, no início do mês, que o Artex foi utilizado numa campanha de ataques contra instituições financeiras da Coreia do Sul.

Fukumori afirmou que existem suspeitas de que as empresas japonesas estejam a ser atacadas com os mesmos métodos.

Nos últimos meses, uma vaga de ciberataques no Japão expôs os dados pessoais de milhões de pessoas, afetando empresas de vários setores e organismos públicos.

A situação levou o responsável pela estratégia de cibersegurança do Partido Liberal Democrático, Masaaki Taira, a afirmar que o país enfrenta um “estado de emergência no ciberespaço”.

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