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¿Merece la pena estudiar un máster?

22 October 2026 at 08:33

¿Sigue siendo suficiente un título universitario para adentrarse en el mercado laboral? Ya no está tan claro. En un entorno en el que ampliar la formación se presenta cada vez más como una vía para mejorar las oportunidades profesionales, cursar un máster puede parecer el siguiente paso lógico. Pero se trata de una decisión que cuesta dinero, tiempo y, en ocasiones, ingresos que se dejan de percibir mientras se estudia. Este esfuerzo se suma, además, a una preocupación creciente sobre si esa inversión se traducirá en una mejora real. Por eso, la pregunta no es solo si uno puede permitirse un máster, sino qué obtiene a cambio: ¿abrirá puertas que de otro modo permanecerían cerradas? ¿Ayudará a progresar en una carrera profesional o permitirá que esta cambie de rumbo?

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© Hispanolistic (Getty Images)

Un grupo de estudiantes de MBA levantan sus manos durante una de sus clases.

Salazar e as origens do marketing político em Portugal

22 October 2026 at 00:04
Desde cedo o Estado Novo utilizou ferramentas estéticas e metodológicas da propaganda moderna, contribuindo largamente para uma clara aproximação ao que hoje chamamos marketing político.

E tu, Ricardo Costa?

21 October 2026 at 15:48

Aqui há uns tempos o meu filho mais novo tirou as amígdalas e com isso tivemos oportunidade de estar mais tempo juntos, em casa, durante a sua recuperação. E foi fácil e giro encontrar assuntos comuns em frente à televisão.

A televisão tem tido sempre esse papel central nas casas das famílias. Aglutinador. E se antigamente eram a Cornélia e as primeiras novelas brasileiras, depois poderá ter perdido alguma dessa capacidade até que o Covid chegou e nos sentou a todos em casa. E, de novo, a TV ganhou centralidade e nova vida com os canais a registarem audiências recordes, mas também com novas realidades como o streaming e o Youtube que começou aí a sua evolução de saltar do ecrã pequenino do telefone para o ecrã gigante das smartTV´s. E essa evolução é tal que já vemos tudo ou quase tudo lá, desde música a séries e até mesmo jogos do Campeonato do Mundo de futebol.

Voltando às amígdalas do meu filho e às horas que passamos juntos em frente ao ecrã da televisão a vermos YouTube, admito que me maravilhei: devorámos horas e horas de episódios de “outdoor boys” e muitas outras coisas relacionadas. Ou seja, tudo o que são os nossos interesses comuns estavam e estão lá para maratonas. Mas depois foi cansando. Vimos muito, mas quando mais víamos, mais me parecia mais do mesmo.

E foi aí que me chegou a dúvida em relação a esta utilização nova do equipamento TV. É que se sempre vi a televisão e a sua programação, desde entretenimento a informação, como uma janela para o mundo, para me abrir horizontes. Mas agora ela deixou de ser uma janela e parece-me mais um espelho. Um espelho aumentado de todos os meus interesses, mas de onde o algoritmo não me deixa sair facilmente e quase que, mesmo com muitas horas de conteúdo, não me mostra tanto o novo, mas só o reflexo de mim, um reflexo do que gosto agora, permitindo pouca descoberta para o que eu não estava à espera.

Por isso, porque achei que poderia estar a ser injusto e porque há quem sabe muito mais de televisão do que eu, pedi ajuda ao Ricardo Costa, ex-jornalista e administrador do grupo Impresa e perguntei-lhe: e tu, Ricardo, também pensas que o aparelho de TV pode estar a deixar de ser uma janela para o mundo para se transformar num espelho dos nossos interesses? Ou estamos só numa fase híbrida e evolutiva, em que curadoria de programação e conteúdos estão a aprender a conviver?

 

Resposta Ricardo Costa:

Caro António, ao contrário do Nuno Jerónimo na crónica anterior, vou discordar. Talvez seja vício dos painéis de comentário, mas convém não concordarmos em tudo. Primeiro temos de circunscrever o que estamos a discutir: a televisão é programada por um algoritmo? Não. Mas existem hoje conteúdos que se veem na televisão e que são condicionados ou programados por algoritmos? Sim e sim.

Para situar a questão convém recuar muito além da operação às amígdalas do teu filho. A televisão, como os jornais ou a rádio, nasceu como mass media. Ora, como o nome indica, a televisão trabalha para audiências vastas, cruzando dois conceitos claros: grandes denominadores comuns e simultaneidade. Mesmo num contexto de declínio de consumo, os dois conceitos mantêm-se inalterados.

Estou a escrever(-te) numa terça. Ontem, o último segmento do Jornal da Noite — o SIC Verifica, dedicado integralmente a fact checking — durou 30 minutos, com 9,7 pontos de rating, quase 1 milhão de espectadores em média. Logo de seguida — após um simpático break — veio o último episódio da novela Vitória e, com mais um simpático break, a nova novela Destino Maior, as duas com 8,2 e 8,1 pontos de rating.

As duas novelas, tal como a que se seguiu, Páginas da Vida — podes contar ao teu filho que viste a original da Globo, que esta tem um elenco estupendo e que a versão da Carminho do Wave está ao nível da do Tom Jobim — estão disponíveis em simultâneo na Disney e na Amazon Prime. Porquê? Tu sabes a resposta. Denominador comum e recorrência. E muita qualidade, claro. Tudo bens escassos.

A net está cheia de fact cheking. Se ficares interessado pelo tema, o algoritmo vai dar-te fact cheking, queiras ou não. Se fores de direita, vai expor-te a políticos de esquerda. Se fores de esquerda, é ao contrário. Se detestares um político, vai dar-te gasolina para o regares. Se gostares de outro, tê-lo-ás a saltar de nenúfar em nenúfar no teu ecrã.

Quem quiser consumir o SIC Verifica tem por onde escolher. Está no site da SIC Notícias inteiro ou por assunto, e, claro, está desagregado em redes, comandado pelos algoritmos das plataformas. Mas há quase 1 milhão de pessoas que preferem vê-lo num alinhamento linear. Porquê? Tu sabes a resposta. Curadoria, alinhamento bem feito, boa televisão.

Sabemos desde sempre que um algoritmo é o contrário de linearidade. Sabemos há cem anos que um ecrã de televisão é plano. Sabemos há vinte anos que o mundo é plano, no sentido que Thomas Friedman lhe deu, com a globalização e a tecnologia a nivelarem a concorrência económica em todo o planeta. E sabemos agora que estamos a assistir à convergência desses conceitos — linearidade, algoritmo e mundo plano — no ecrã de televisão.

Esse ecrã é janela e é espelho, depende do que se faça dele e do que se faça para ele.

Decisões que não podem esperar começam com dados confiáveis

21 October 2026 at 13:00

Em julho de 2026, a inadimplência atingiu 9,2 milhões de empresas brasileiras, somando R$ 238,6 bilhões em dívidas, segundo levantamento da Serasa Experian. Com a maior parte dos casos concentrada entre micro e pequenas empresas, o cenário reforça um desafio para os negócios: como identificar riscos com agilidade e confiança antes que se transformem em prejuízos?

Em um mercado que exige respostas cada vez mais rápidas, antecipar possíveis imprevistos pode fazer toda a diferença. A inteligência artificial tem ajudado para essa agilidade ao permitir a análise de grandes volumes de informações em poucos segundos. No entanto, antes fosse a rapidez o único fator relevante.

Para fazer escolhas mais seguras, é preciso ter informações confiáveis, especialmente quando um erro pode comprometer os resultados de uma empresa, tanto no curto quanto no longo prazo. Sem dados de qualidade e uma análise capaz de interpretar o contexto, até mesmo uma resposta rápida pode levar ao caminho errado.

É nesse ponto que entra a IA², abordagem desenvolvida pela Serasa Experian, a maior datatech do país. O conceito parte da inteligência analítica da companhia, potencializada pela inteligência artificial. Enquanto a capacidade analítica permite identificar e contextualizar os dados mais relevantes para uma avaliação precisa de cada situação, a IA amplia o poder de processamento para apoiar decisões mais ágeis e confiáveis.

Se antes dados e modelos analíticos já faziam parte das operações da Serasa Experian, hoje, com a inteligência artificial, a empresa intensificou ainda mais a velocidade e o volume de informações processadas, reforçando sua posição como referência no mercado de datatech.

 

Encontrar quem tem maior chance de comprar

Alcançar muita gente não significa chegar às pessoas certas. Para uma área de marketing, uma audiência numerosa perde valor se boa parcela dos consumidores tiver pouca afinidade com aquilo que está sendo anunciado.

Modelos de propensão cruzam diferentes variáveis para estimar a chance de compra. A IA acelera esse processamento e seleciona, entre milhões de consumidores, os grupos mais aderentes a cada campanha e os momentos mais adequados para abordá-los.

Segundo a Serasa Experian, clientes que combinam esses recursos registram economia de até 50% no investimento em mídia. Uma seleção mais precisa do público reduz o desperdício de verba com anúncios dirigidos a pessoas com baixa propensão à compra.

Em campanhas de grande alcance, essa seleção pode ser atualizada à medida que novos registros são incorporados. A inteligência artificial analisa grandes bases e atualiza os grupos de consumidores sem exigir uma avaliação individual de cada pessoa.

 

Mais dados entram na decisão de crédito

Histórico de pagamentos, Score e renda há tempos fazem parte da avaliação de crédito. Hoje, registros transacionais e aspectos do contexto domiciliar e relacional ajudam a ampliar essa análise sobre o consumidor.

O cruzamento dessas variáveis permite diferenciar os perfis de risco e identifica solicitações que reúnem condições para aprovação sem flexibilizar os critérios adotados pela empresa.

De acordo com a Serasa Experian, seus clientes registram redução de até 67% no tempo de análise, acompanhada de aumento nas taxas de aprovação.

Em operações com milhares de solicitações, reduzir etapas manuais encurta a espera por uma resposta e aumenta o número de pedidos analisados. A qualidade das informações, os modelos adotados e os critérios definidos para a concessão ajudam a sustentar cada decisão.

 

Fraude exige resposta em segundos

Poucos segundos separam uma compra corriqueira de uma transação que merece investigação. Reconhecer sinais suspeitos com agilidade é essencial, mas verificações excessivas criam atrito para clientes legítimos e prejudicam a conversão.

Na biometria facial, algoritmos examinam características da imagem e cruzam esses elementos com outros mecanismos de proteção. A análise procura indícios de irregularidade em plataformas que recebem um grande número de transações simultaneamente.

A Serasa Experian informa que suas análises de biometria facial atingem mais de 90% de acurácia. A tecnologia também identifica padrões emergentes e automatiza etapas da investigação, reduzindo o tempo de resposta diante de tentativas de fraude.

A automação, no entanto, exige acompanhamento, revisão de critérios e governança, da origem e do tratamento das informações à definição dos limites de cada tecnologia.

O endereço também pesa no crédito rural

Renda, dívidas e histórico de pagamentos não são os únicos elementos considerados na avaliação de um produtor. Cultura plantada, características da propriedade e localização também entram na análise de uma operação de crédito rural.

Dados financeiros e cadastrais são cruzados com aspectos comportamentais, produtivos e de conformidade. O monitoramento geoespacial reúne informações sobre a propriedade e seu entorno, enquanto modelos preditivos e IA entram na avaliação do risco de crédito e de fatores socioambientais.

Imagens, localização, histórico financeiro e características produtivas detalham cada operação. Em carteiras extensas, esse cruzamento direciona a atenção para casos que exigem investigação adicional e identifica oportunidades comerciais de acordo com as características de cada região.

Entre clientes da Serasa Experian que adotam essa abordagem, a redução da inadimplência em operações de crédito rural chega a 50%.

Diferentes desafios pedem análises sob medida

Cada área ou negócio enfrentam desafios próprios e, por isso, exigem respostas que considerem seus contextos. Com soluções que atendem a diferentes segmentos das empresas, a Serasa Experian aplica a abordagem IA² para transformar dados em análises mais personalizadas, de acordo com as necessidades de cada operação. Ao potencializar sua inteligência analítica com inteligência artificial, a datatech ajuda empresas a antecipar riscos e identificar oportunidades para tomar decisões mais ágeis e confiáveis.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.

Visa's CMO is giving the brand a new look and betting that less is more

21 October 2026 at 13:00
NEW YORK, NEW YORK - SEPTEMBER 25: Frank Cooper III speaks onstage during the Whitaker Peace & Development Initiative (WPDI) 2026 Gala at Gotham Hall on September 25, 2026 in New York City. (Photo by Jason Mendez/Getty Images for The Whitaker Peace & Development Initiative )
Visa CMO Frank Cooper III is freshening up the company's look.

Jason Mendez/Getty Images for The Whitaker Peace & Development Initiative

  • Visa is rolling out a new "V" to pop on mobile screens as people move to contactless payments.
  • It's the company's first refresh of this size since 2021.
  • Other brands have increasingly leaned on symbols and pared-down names for better mobile visibility.

Visa is betting that less is more when it comes to how it shows up to customers.

Starting Wednesday, the letter "V" will replace "Visa" in the center of its credit cards and on its digital properties, the company exclusively told Business Insider.

Visa's move signals that after 50 years of using the name, it feels it has enough brand recognition to be represented by a single letter. The change is also meant to pop more on small screens as people conduct more of their lives on their mobile devices.

In addition to the "V," Visa is introducing a new font, called Visa Sans, lopping off the serif in the first letter of "Visa."

Visa promotional photo showing new corporate branding
"V" will now stand in for "Visa."

Visa

The changes were developed by Visa's in-house creative studio and Base Design. It's Visa's first significant refresh since 2021, when it introduced a blue, white, and yellow flag-like brand symbol and a new font. With the new "V," that brand symbol will go away.

"There was an opportunity for us to modernize that and make it feel fresh, particularly for the next generation of consumers," Frank Cooper III, CMO of Visa, told CMO Insider. "We think it marries well with the evolution of the brand overall."

Cooper said the process took about a year.

"We do not have an awareness issue. We have deep trust. Playing around with the brand positioning is no light matter," he said.

Other big brands have increasingly leaned on symbols and pared-down names for better visibility on smaller screens.

Mastercard dropped its name from its logo in 2019. Google introduced a sans-serif logo and a new, four-color "G" icon in 2015.

Dan Nicholas, design director at creative studio Super Okay, said the move to a singular V aligns with a mobile-first approach that tech and media brands like Verizon and The New York Times have taken, in which they adopt a single letter as an icon.

He said the move simplifies Visa's appearance but could undermine brand recognition.

"What remains to be seen in the rollout is how Visa manages this new equity," he said. "If thoughtfully and strategically executed and invested in over the next few years, we can see it becoming a strong way for the brand to express itself."

Visa sees its visual changes as a companion to an effort to associate itself with culture and aspiration. It enlisted celebrities like Pharrell Williams for its "Power of Small Steps" campaign and has a partnership with the FIFA World Cup that extends through 2030. This year's World Cup campaign promoted its contactless payment option to emphasize that Visa's long-running slogan, "everywhere you want to be," was more than just a physical destination.

"We see that phrase now as representing both a physical destination and a personal aspiration," Cooper said.

Read the original article on Business Insider

Influencers have a baby boomer problem

21 October 2026 at 12:45
1950s distressed father holding baby while talking on telephone. (Photo by Debrocke/ClassicStock/Getty Images)
Baby boomers, like this baby right here, often find influencers … annoying.

Debrocke/ClassicStock/Getty Images

Influencer marketing to baby boomers hits different — and not in the way brands intended.

Research from Morning Consult, conducted exclusively for Business Insider, reveals a stark generational divide in attitudes toward influencers. Boomers — people born between 1946 and 1964 — are distrustful of influencers, skeptical of their recommendations, and more likely to find their content "annoying."

In the survey of roughly 2,000 US adults conducted in September, 31% of boomers said they trust influencer recommendations at least somewhat, compared with 62% of Gen Z and 64% of millennials. Two in five (40%) boomers surveyed said they trust influencers less than they did a few years ago.

Stacked Bars

Sure, plenty of adults become set in their ways and harder to persuade as they age. But advertising pros said there's another factor that could help explain boomers' wariness of influencer marketing: brands themselves continue to overlook the older generation.

"Brands are terrified of taking any dollars away from speaking to young people," said Jennifer Meehan, an EVP at the communications agency Edelman.

That fear also extends into the creators they look to partner with.

Florian Dost, a marketing professor at Brandenburg University of Technology in Germany, interviewed influencer agencies and talent managers as part of a recent study. Some of the managers his team interviewed found that older influencers often drove higher campaign conversion rates, but brands rejected them.

"Agencies may know that," Dost said. "They certainly sometimes try to put it forth because they also see the numbers. But clients don't want to hear."

Bar Chart

Boomers' distaste for influencers presents a challenge for CMOs.

The generation is a considerable consumer force, accounting for 42% of spending among affluent US households, according to Visa research from last year. With US marketers forecast to spend $40 billion on creator economy partnerships and ads this year, per Business Insider sister company EMARKETER, brands risk leaving a lucrative audience on the sidelines.

Getting boomers to click

Stewart Reynolds, 56, a Canadian comedy creator who posts under the name Brittlestar, said that older consumers rarely see themselves reflected in influencer marketing, which tends to favor young, attractive influencers.

Reynolds, a Gen Xer, said 45% of his audience is over 45 years old. And while he has landed plenty of brand deals with the likes of Yorkshire Tea, Yoplait, and Dairy Farmers of Ontario, he jokingly admits he's jealous of the opportunities that his son, Gregor Reynolds, another successful comedy creator, receives.

"He's getting brand deals and campaigns that I wouldn't get because I'm not young and fit," Reynolds said.

Stewart Reynolds, 56, a Canadian comedy creator who posts under the name Brittlestar
Stewart Reynolds, 56, a Canadian comedy creator who posts under the name "Brittlestar."

Terry Manzo

It's not just the brands, though.

Marketing insiders said some of the disconnect could be explained by influencers failing to create content that's relatable to an older audience. About a quarter (26%) of boomers surveyed by Morning Consult said influencer content made them feel annoyed — the highest proportion of any generation. Only 5% of boomers said it made them feel happy, versus 28% of Gen Z, 30% of millennials, and 13% of Gen X. Other generations said influencer content was most likely to leave them feeling "entertained," while boomers' top choice was "annoyed."

A separate study published earlier this year by Edelman, which surveyed more than 17,000 respondents worldwide, found that just 24% of boomers said they followed a content creator, compared with 86% of Gen Z, 77% of millennials, and 51% of Gen X.

The age of the influencers older generations see on their screens isn't the only factor at play.

"It's less about finding someone who's the same age and more about finding someone they can see something of themselves in," said Lucy Kruszynski, global head of brand at influencer marketing agency Buttermilk.

Shared interests and experiences can be more powerful than demographic similarities, she said. As boomers enter retirement, many have more time to rediscover hobbies and passions that took a backseat during their working lives. Brands could tap into those interests by partnering with creators who share their enthusiasm for pursuits like music, art, or home improvement.

Some of the most successful boomer creators have scored deals that lean into these passion points. The boomer weightlifting influencer Marlene "Granny Guns" Flowers has more than 4.5 million followers across her social platforms and has collaborated with brands such as YoungLA and Ryse Supps. Barbara Costello, who is in her 70s and known as "Brunch with Babs," has more than 9 million followers and has scored partnerships with brands that range from the furniture brand Birch Lane to Nellie's Eggs and Walmart.

Stacked Bars

Brands may also have to exercise patience when trying to convert older consumers. The Morning Consult survey found that 43% of boomers said they had never purchased a product based on an influencer's recommendation.

For brands accustomed to measuring influencer marketing success in clicks and immediate sales, that could require a rethink. Kruszynski said some boomers follow creators for months, sometimes up to a year, before feeling comfortable purchasing something they've recommended.

"Even though there is absolutely a level of annoyance and a lack of trust, I don't think that baby boomers are immune to influencer marketing," Kruszynski said. "Brands need to think about how creators can build credibility through consistent content over time."

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TikTok is shifting advertising to YouTube after Meta says 'no thanks'

21 October 2026 at 11:45
Mark Zuckerberg (Meta) and Shou Zi Chew (TikTok)
Mark Zuckerberg's Meta has blocked Shou Zi Chew's company, TikTok, from advertising in some markets.

Finn Gomez/Getty Images; Shawn Thew-Pool/Getty Images

  • TikTok is moving on quickly after losing access to Meta's ads platform in some markets.
  • It's shifted ad spend to YouTube, Pinterest, and mobile-app networks, according to Sensor Tower.
  • TikTok was a prominent ad spender on Meta before its ousting on October 8.

TikTok's message to Meta: If you won't take our ad dollars, your competitors will.

Meta took a bold stance this month by blocking ByteDance, TikTok's parent company, from running ads on Meta apps in some markets. Why? Well, Meta's answer was pretty straightforward. It didn't want to "run ads from a competitor whose goal is to pull people off our apps."

TikTok is now redirecting that ad spend elsewhere.

Since the ban went into effect on October 8, TikTok has shifted its ad budgets to other platforms like YouTube and Pinterest, according to allocation estimates provided to CMO Insider by the analytics firm Sensor Tower.

The share of TikTok's ad spend that went to YouTube rose to 17% between October 9 and October 16, up from 9% in the first week of October. Meanwhile, its ad spend on Pinterest grew to 9% during the same period, up from 3% in the first week of October. A majority of TikTok's spend — 58% — went to mobile-app ad networks like Google's AdMob, up from 19% at the start of October, when Meta was still an option.

Meta's move against TikTok "highlights the growing intensity of the competition across the digital landscape and across the two of them," said Kate Black, EVP of social strategy at Horizon Media. "For marketers, this really just reinforces the need to be agile and build balanced media strategies — and not having all your eggs in one basket."

Meta's TikTok ousting isn't unprecedented. Other platforms like Amazon have previously blocked competitors from running ads, while Twitter in late 2022 restricted users' ability to link to their accounts on social apps like Instagram and Mastodon, calling it "free promotion."

"Declining promotional services to a competitor is a normal business practice across industries," a Meta spokesperson said. Meta's changes will impact advertising policies in the US, Canada, Egypt, Indonesia, Japan, Thailand, and Vietnam.

For Meta, a company that pulled in $117 billion in revenue in the first half of 2026, losing one advertiser won't hurt much. Still, TikTok and ByteDance were notably prominent spenders on Meta's apps, according to Sensor Tower.

Meta will also lose ad spend from third-party marketers that link to TikTok or other ByteDance properties in their ads, further increasing its potential losses. Direct-to-consumer brands that may want to drive potential customers to TikTok Shop will miss out.

No Meta, no problem

For TikTok, losing access to Meta's more than 3 billion monthly users is a setback.

Like any social media giant, TikTok is incentivized to grow, grow, grow. Ads that target new users and drive new app downloads are part of the playbook — a strategy Meta uses to promote its own apps, like Instagram, too.

One TikTok staffer focused on user acquisition, James Gao, posted a LinkedIn callout on Sunday asking people to get in touch if they had ad inventory that could help the company meet its goals.

Horizon Media's Black said that while Meta controls the "lion's share" of social budgets, there are plenty of viable alternatives when it comes to using an ad to drive an action like an app download. Besides Google, YouTube, and Pinterest, marketers are increasingly turning to other platforms like Snapchat and Reddit, she said.

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Portugueses preveem gastar valor recorde de 369 euros na Black Friday

21 October 2026 at 07:13

A intenção de compra dos consumidores portugueses na Black Friday está a crescer, com 88% dos inquiridos a admitir fazer compras durante o evento. Segundo o estudo da Netsonda para a Worten, ao qual o +M teve acesso, a previsão de gasto médio fixou-se nos 369 euros, superando em 42 euros o valor apontado no último ano e acima dos valores dos anos anteriores, incluindo durante o período da pandemia. Adicionalmente, 27% dos consumidores revelam a intenção de gastar mais nestas compras do que em 2025.

“Este aumento demonstra que a Black Friday continua a ser um dos momentos comerciais mais relevantes do ano para os portugueses, que esperam por esta altura para fazer compras mais planeadas, adquirir produtos de maior valor ou antecipar as compras de Natal“, aponta ao +M Andreia Vaz, head of brand & CX da Worten.

Além disso, acrescenta, “atualmente temos consumidores mais informados e exigentes, que valorizam não só o preço, mas também cada vez mais a confiança, a conveniência e a experiência de compra”. “As intenções declaradas não se traduzem necessariamente em compras, mas são um indicador importante das expectativas dos consumidores”, ressalva a mesma responsável.

Tecnologia lidera preferências e antecipação do Natal ganha peso

A tecnologia mantém-se como a categoria de produtos mais procurada (47%), seguida pela moda e acessórios (32%), eletrodomésticos (32%) e livros (29%). Apesar de a maioria dos inquiridos (74%) indicar que pretende comprar maioritariamente para uso próprio, quase metade (48%) assume o objetivo de antecipar as compras natalícias — um crescimento de nove pontos percentuais face a 2025.

O mesmo estudo revela ainda um mercado dividido quanto ao nível de planeamento: 41% dos potenciais compradores acompanha a evolução dos preços com antecedência, enquanto 36% assume não realizar qualquer preparação.

“Nos últimos anos, temos verificado uma tendência de maior planeamento, comparação de preços e utilização de diferentes canais ao longo do processo de decisão, embora continuem a existir consumidores que aproveitam oportunidades sem uma preparação prévia”, sublinha Andreia Vaz.

Worten lidera notoriedade e aposta em serviços além do preço

Em Portugal, de acordo com este estudo, a Black Friday é um conceito conhecido por 96% dos inquiridos. A Worten posiciona-se como a marca mais recordada espontaneamente pelos consumidores (83%), à frente da Fnac (45%) e da Rádio Popular (35%). A insígnia lidera igualmente as intenções de compra para a edição deste ano, reunindo a preferência de 57% dos inquiridos (62% junto do público masculino e 52% no público feminino). Na edição de 2025, 49% dos compradores efetuaram aquisições na Worten, superando plataformas e insígnias como a Amazon (27%) e a Fnac (20%).

Para fazer face à concorrência e tentar transformar a notoriedade em conversão efetiva, a marca diz ter preparado uma proposta de valor alargada. “Começamos a preparar a Black Friday praticamente com um ano de antecedência, envolvendo equipas comerciais, logística, tecnologia, marketing e lojas, para garantir uma experiência simples e consistente em todos os canais”, explica Andreia Vaz.

A estratégia da marca inclui a garantia do melhor preço dos últimos 60 dias, devolução da diferença caso o valor baixe, financiamento até 10 vezes sem juros e extensão do prazo de devoluções gratuitas em loja até 31 de janeiro. “Mais do que competir apenas pelo preço, queremos continuar a ser a marca em que os portugueses confiam”, afirma a responsável.

Canais de comunicação e hábitos de compra

Quanto aos canais escolhidos pelos clientes da Worten para efetuar as compras durante a campanha, 53% pondera deslocar-se às lojas físicas e 49% tenciona utilizar o ecossistema digital da marca.

Ao nível do impacto dos meios de comunicação na notoriedade das campanhas, a televisão (66%) e as redes sociais (57%) mantêm-se como os principais pontos de contacto. Contudo, os canais digitais próprios das marcas — nomeadamente os sites (77%) e as aplicações móveis (76%) — registam a maior influência declarada na decisão de compra dos consumidores.

Em sentido inverso, a recomendação por parte de familiares e amigos registou um decréscimo de 13 pontos percentuais em comparação com 2025, ocupando a sétima posição nas fontes de influência (66%).

O estudo Black Friday 2026, realizado pela NetSonda para a Worten, decorreu entre os dias 9 a 18 de setembro de 2026. Foram realizadas mil entrevistas online, com uma amostra representativa da população portuguesa entre os 18 e os 54 anos. Esta dimensão de amostra corresponde a uma margem de erro de próxima dos 3,10%.

Feira Nacional do Cavalo passa a chamar-se Caixa Golegã

By: + M
20 October 2026 at 18:59

A Feira Nacional do Cavalo passa a chamar-se Caixa Golegã – Feira Nacional do Cavalo, na sequência de uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que passa a namimg sponsor. O acordo coincide com a 50.ª edição do evento e com o ano em que o banco assinala 150 anos.

A associação coloca a marca da CGD num dos eventos de referência do setor equestre português, que, segundo o banco, recebe cerca de um milhão de visitantes ao longo de nove dias. A exposição não se limita ao recinto, aponta, com as transmissões em streaming dos principais momentos a chegarem anualmente a espectadores de cerca de 30 países.

O patrocínio integra a presença da CGD em iniciativas ligadas ao setor agropecuário, juntando-se a eventos como a Feira Nacional da Agricultura, a Ovibeja e a Agroglobal. A estratégia permite ao banco associar-se a atividades económicas e profissionais do setor primário.

A Feira Nacional do Cavalo tem também uma dimensão económica para a região, com impacto no alojamento, na restauração, no comércio e nos serviços. Em 2026, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, reconhecimento da sua relevância cultural e da ligação histórica à tradição equestre portuguesa.

Havas Media avança com “ajustes na estrutura”. Rita Amzalak de saída

20 October 2026 at 12:45

Rita Amzalak, desde 2015 managing partner Havas Media, está de saída da agência, sabe o ECO/+M. A profissional, que também fez parte do Comité Executivo do grupo, vai deixar a agência no final do ano. A sua saída faz parte de uma reestruturação da agência, que vai abranger mais duas pessoas.

"A Havas Media Portugal procedeu a um ajuste pontual da sua estrutura, enquadrado na evolução do negócio e nas necessidades atuais da organização”, comentou apenas ao +M Fernanda Marantes, CEO do braço…

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O céu licenciado em Washington

20 October 2026 at 07:36

Há uma pergunta que quase ninguém fez quando se soube que o regulador americano das comunicações autorizou a SpaceX a lançar mais quinze mil satélites. Com que direito um regulador americano licencia uma empresa americana para ocupar o céu de todos? A resposta é simples e pouco tranquilizadora. Com todo o direito.

O Tratado do Espaço Exterior, de 1967, proíbe que qualquer Estado se aproprie do espaço. Mas determina também que cada Estado responde pelas actividades espaciais dos seus nacionais, incluindo as empresas privadas, e que as deve autorizar e supervisionar. A autorização americana não é, por si, um abuso. É o mecanismo previsto no tratado.

O tratado exige também que sejam tidos em conta os interesses dos outros Estados. Mas uma obrigação não é uma garantia. O que vejo nos Estados Unidos é uma disposição crescente para fazer prevalecer a capacidade americana sobre as reservas dos outros.

Trump tornou-a mais explícita. Não me parece que a tenha criado, nem que a sua saída baste para a desfazer. O tratado foi escrito em plena Guerra Fria para impedir que uma potência reclamasse a Lua ou uma órbita como território. Cumpriu esse propósito. Não previu uma empresa privada capaz de preencher camadas inteiras de órbita baixa com milhares de satélites.

A 8 de Outubro, a SpaceX anunciou um acordo para comprar até 14 MHz de espectro na faixa dos 800 MHz, sujeito à aprovação do regulador. É uma banda baixa, boa para chegar ao interior dos edifícios e suportada pela generalidade dos telemóveis. Dias antes, o regulador americano tinha autorizado, com condições, uma constelação de quinze mil satélites desenhada para falar directamente com telemóveis comuns. E dispensou a empresa de alugar espectro a um operador terrestre para vender serviço móvel.

Ninguém se apropriou do espaço. Mas há quem o ocupe, e quem ocupa primeiro condiciona quem vem a seguir. Não é teoria. A 8 de Outubro, a SpaceX anunciou um acordo para comprar até 14 MHz de espectro na faixa dos 800 MHz, sujeito à aprovação do regulador. É uma banda baixa, boa para chegar ao interior dos edifícios e suportada pela generalidade dos telemóveis. Dias antes, o regulador americano tinha autorizado, com condições, uma constelação de quinze mil satélites desenhada para falar directamente com telemóveis comuns. E dispensou a empresa de alugar espectro a um operador terrestre para vender serviço móvel. As acções dos grandes operadores americanos caíram logo a seguir.

A empresa diz que vai construir também infra-estrutura terrestre. Não está apenas a preparar um serviço vindo do espaço, mas uma rede que combina satélites e capacidade em terra. O objectivo declarado é deixar de ser o complemento por satélite dos operadores e passar a ser um deles. Isto são factos. O que se segue é leitura minha.

Os satélites não vêem fronteiras. A constelação autorizada em Washington cobre o planeta. A licença americana diz onde a empresa pode prestar serviço, não por onde os satélites passam. O mercado americano é o primeiro teste de um modelo que, se funcionar, não tem razão para ficar por lá.

Na Europa, a defesa é regulamentar. O espectro continua a ser soberano. Um satélite pode passar sobre Portugal, mas só presta serviço cá com autorização portuguesa ou europeia. A faixa dos 2 GHz, particularmente adequada para ligar satélites a telemóveis, é harmonizada na União e as licenças actuais caducam em Maio de 2027. Uma delas faz parte do espectro que a SpaceX está a comprar.

Em Maio, a Comissão propôs prolongar os direitos actuais até 2029, sem permitir a sua transferência. Para os futuros, qualquer mudança de controlo dependerá de autorização prévia. E um terço da faixa ficará reservado para uso governamental, ligado ao IRIS², a constelação de satélites que a União está a construir para ter comunicações seguras próprias.

É uma boa defesa em tempo de paz. A Ucrânia mostrou o que vale em tempo de crise. Quando foi preciso, os satélites que funcionaram foram os que já lá estavam. Numa crise, o regulamento cede à capacidade instalada, e a dependência converte-se em poder negocial. As concessões que se recusam num concurso público aceitam-se com a corda na garganta.

O IRIS² é necessário, mas chega tarde e é pequeno. Os primeiros lançamentos estão previstos para 2029 e o serviço para 2030. T erá 348 satélites, pensados sobretudo para governos, defesa e emergências. A rede Starlink de banda larga já ultrapassa os onze mil em órbita, sem contar com a nova constelação móvel agora autorizada. A regulação compra tempo. Não compra autonomia.

A nuvem, a inteligência artificial, a publicidade digital e agora as telecomunicações por satélite são o mesmo problema visto de ângulos diferentes. Durante anos foram tratados como dossiês separados, cada um com o seu regulador e a sua lógica. A pressão de Trump tornou mais difícil continuar a tratá-los assim. Talvez seja a única coisa boa que fez à Europa. Não sei se já os vê como um único dossiê. Gostava que sim. Mas não sei onde estão os incentivos.

A dependência não acaba na defesa. A nuvem, a inteligência artificial, a publicidade digital e agora as telecomunicações por satélite são o mesmo problema visto de ângulos diferentes. Durante anos foram tratados como dossiês separados, cada um com o seu regulador e a sua lógica. A pressão de Trump tornou mais difícil continuar a tratá-los assim. Talvez seja a única coisa boa que fez à Europa. Não sei se já os vê como um único dossiê. Gostava que sim. Mas não sei onde estão os incentivos. Ninguém paga hoje por uma autonomia que só servirá amanhã se não sentir o risco. E o risco sente-se pouco.

O que vejo em muita gente é o hábito de achar que tudo vai correr bem. Foi assim que cresceram, e foi assim que viram crescer os pais. Desta vez pode não ser assim. Perdemos memória histórica. O que aconteceu entre 1914 e 1945 parece pertencer a um mundo encerrado. Reconhecer os nomes de Hitler e Estaline não é compreender o que os seus regimes representaram, nem como se tornaram possíveis. Quem deixa de reconhecer os mecanismos do domínio dificilmente percebe quando uma dependência começa a transformar-se nele.

Em Portugal, a fragilidade é anterior ao satélite. As telecomunicações vivem de receitas por cliente herdadas de um tempo com menos concorrência. As fidelizações seguram-nas, mas uma fidelização é uma barragem, não um fosso. Segura a água enquanto dura. A entrada recente de um operador com preços que o mercado não conhecia mostrou como o equilíbrio é frágil. Se a internet passar a ser comprada sozinha, o pacote deixa de segurar o resto.

Há aqui uma ironia. Durante anos, pareceu racional aos distribuidores manter baixo o preço dos conteúdos, e as televisões pagaram por isso. Mas são os conteúdos que sustentam o pacote, e é o pacote que sustenta a receita por cliente. Talvez sejam também a melhor protecção contra um ataque vindo do espaço. O satélite pode transportar os conteúdos. Não traz consigo os direitos, as marcas e a relação com o público.

Só que, para proteger, o conteúdo tem de valer o que vale. Enquanto os canais generalistas tiverem um preço simbólico e a lei garantir a qualquer distribuidor acesso em condições transparentes, razoáveis e não discriminatórias, um recém-chegado pode também exigir esse acesso. E, se os conteúdos estiverem disponíveis em condições equivalentes, não protegem quem já cá está. O que enfraqueceu as televisões pode acabar por desarmar também quem as enfraqueceu.

Um entrante com custo marginal baixo, escala global e paciência não precisa de vencer esta guerra. Precisa de esperar que alguém tenha de vender. A física do espectro urbano não mudou, e ninguém serve Lisboa só com satélites. Mas quem tem o céu pode comprar a terra. Basta que um activo terrestre fique à venda pelo preço certo e que o governo que avalia a operação já não a ache inaceitável. Nenhuma das duas coisas parece hoje tão improvável como há cinco anos.

O satélite não cria nenhuma destas fragilidades. Encontra-as feitas. Um tratado que impede a soberania mas não a ocupação. Um regime de espectro pensado para operadores nacionais. Fidelizações pensadas para financiar redes. Um preço de conteúdos fixado para outro tempo. T odos cumpriram o seu propósito. T odos servem hoje outra coisa.

Quanto tempo resiste um regulamento quando a capacidade está do outro lado? Vão os conteúdos continuar a valer pouco até ao dia em que forem a única coisa que distingue uma oferta de outra? E quando um activo terrestre português estiver à venda, quem estará sentado à mesa?

O futuro da colaboração entre agências e clientes

19 October 2026 at 22:13
Como se constrói uma nova relação de trabalho entre agência e cliente e o que muda na forma de criar valor em conjunto? É este o ponto de partida para a conversa com Guilherme Coelho, Managing Partner da CSA Havas Portugal.

Changan promove com a Seleção gama de pick-ups usada pela Rússia para lançar drones contra a Ucrânia

By: + M
19 October 2026 at 15:56

A campanha “Stay in the Game!”, com que a fabricante chinesa Changan Automobile promove o patrocínio à Seleção Nacional, inclui a gama de pick-ups Hunter. Viaturas desta gama estão a ser usadas pelas forças russas para lançar drones contra a Ucrânia, segundo a Slidstvo.Info, agência ucraniana de jornalismo de investigação independente.

Fruto do contrato assinado em maio com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a imagem de cinco jogadores, entre os quais Cristiano Ronaldo, está a ser utilizada para promover cinco modelos de automóveis. Num vídeo divulgado em julho pelo propagandista russo Vladimir Solovyov, uma pick-up Hunter surge a ser utilizada como plataforma de lançamento de drones de ataque.

Segundo o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), que também publicou a investigação em parceria, foram importadas para a Rússia 327 pick-ups Hunter em 2024, com mais 145 a terem chegado durante os primeiros três meses de 2025. De acordo com dados do grupo de análise automóvel Inovev citados pelos jornalistas, a Changan aumentou as exportações para o mercado russo após a saída de fabricantes europeus e norte-americanos, na sequência da invasão em larga escala da Ucrânia.

Questionada pela Slidstvo.Info, a FPF afirmou que o contrato de patrocínio passou por um processo de compliance “rigoroso”. Já a Changan Automobile não respondeu ao pedido de comentário.

Judite Mota é candidata à direção do Clube da Criatividade de Portugal 18 anos depois

By: + M
19 October 2026 at 11:57

Judite Mota, CCO da Publicis e desde 2024 vogal da direção do Clube da Criatividade de Portugal (CCP), é candidata à presidência da associação, encabeçando a única lista apresentada para o biénio 2026-2028. As eleições realizam-se online a 22 de outubro, depois de o prazo para a apresentação de candidaturas ter terminado a 15 de outubro.

A Lista A propõe uma combinação de continuidade e renovação, com João Madeira, diretor criativo executivo da Fuel, como vice-presidente.

A direção integra ainda Mafalda Quintela, diretora criativa da Mafalda&Francisco, Margarida Borges, designer e cofundadora da Desisto, Daniel Caeiro, diretor de estratégia da Uzina, como vogais e José Maria Machado, diretor de contas da BBDO, como tesoureiro.

No Conselho Fiscal, Mário Mandacaru mantém-se como presidente, acompanhado por Anabela Vaz Borges, em representação da BDO, e Maria Magalhães. A Mesa da Assembleia Geral conserva igualmente a composição atual, com Luís Alvoeiro na presidência, Luís Mileu como vice-presidente e José Ricardo Monteiro como secretário.

O programa da Lista A estabelece oito prioridades para o próximo biénio, entre as quais o reconhecimento do talento nacional, a formação de uma nova geração de criativos e a internacionalização da criatividade portuguesa.

A candidatura pretende também reforçar a ligação às escolas de criatividade, manter os programas dirigidos aos jovens profissionais e dar continuidade às relações com o Art Directors Club of Europe e o One Club of Creativity.

A dignificação da profissão é outra das linhas de atuação propostas, incluindo a procura de uma sede permanente para o Clube e o desenvolvimento de parcerias que promovam a reflexão sobre inovação, ética, sustentabilidade, cultura laboral e responsabilidade social.

A lista propõe ainda continuar a descentralizar as atividades do CCP, com a realização de eventos fora de Lisboa e uma maior integração de profissionais de outras regiões, bem como aprofundar a relação com os anunciantes e promover um mercado mais inclusivo, equitativo e participativo.

A relação com as agências associadas, através de contactos regulares com os seus diretores criativos, integra igualmente o programa, com o objetivo de responder aos desafios do setor em matéria de representação e formação.

Sob o lema “Uma nova Direção na mesma direção”, a candidatura defende a continuidade dos princípios do Clube, acompanhada pela entrada de novos membros e ideias. O programa pretende também prosseguir a transformação do Clube dos Criativos num Clube da Criatividade, alargando a representação às diferentes disciplinas que trabalham a criatividade em comunicação.

Judite Mota, foi presidente do então Clube da Criatividade de Portugal entre 2004 e 2008 e sucede a Susana Albuquerque, presidente do CCP nos últimos quatro mandatos.

Só me saem dupes e cenas tristes…

19 October 2026 at 11:11

Há uma palavra nova para um expediente antigo: dupe. Vem de duplicate e apresenta um produto como alternativa mais barata a outro, conhecido e desejado. Nas redes sociais, a descoberta chega em êxtase: ‘parece o original, mas custa apenas uma fração do respetivo preço’. Pode ajudar a escolher. Também pode ser uma maneira bastante económica de pôr uma marca alheia a trabalhar para nós. Sem contrato e, aparentemente, sem sequer um obrigado.

Convém distinguir o dupe da cópia parasitária, ou copycat, ou lookalike. Nesta última, não se copia o nome: vão-se buscar as cores, as formas, as letras e a arrumação da embalagem. Tudo coisas perfeitamente banais, dirá o imitador. Curiosamente, depois de juntas, lembram sempre uma marca que já vende bem. Não é preciso convencer o consumidor de que está a comprar o original. Às vezes, basta aquele segundo de familiaridade. O resto faz-se na prateleira.

O dupe anunciado sem rodeios poupa esse trabalho. Em vez de esperar que alguém pense ‘isto lembra-me aquela marca’, diz logo qual é a marca que deve ser lembrada. A boleia deixa de ser discreta: vem no título, aparece na pesquisa e circula nas partilhas. A identidade é de uns, a promoção rende a outros. Há quem lhe chame esperteza comercial. Visto do banco de quem paga a viagem, tem menos graça.

Nem tudo o que se vende ‘ao estilo’ de uma marca constitui uma infração, ou sequer se parece com ela. Cada caso exige olhar para o produto e para o contexto. Mas, antes de abrir o link, podemos fazer uma pergunta simples: estamos a comparar para esclarecer ou a chamar uma marca conhecida para vender o produto de outra pessoa?

Apenas entre 20 e 30 de Setembro, retirei do meu clipping os títulos abaixo. Deixo-os aqui porque a sequência vale mais do que uma explicação. Estes operadores não são os únicos, nem estas publicações têm o exclusivo da fórmula. Há, pelos vistos, muita gente a descobrir a mesma ‘genialidade’:

  • Aldi lança calças de trabalho estilo Carhartt ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Aldi lança coluna portátil (estilo JBL Clip) com funcionalidade genial ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Conjunto de caixas estilo Tupperware do Aldi vai voar das prateleiras (Versa)
  • Lidl proibido de vender sandálias de estilo Birkenstock. Arrisca pagar 5 mil euros por dia (News in Cascais)
  • Lidl lança cardigan de malha (estilo Ralph Lauren) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança blazer (estilo Sacoor) ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Só falam dos tachos estilo Le Creuset da Ikea porque não viram estes mais baratos (e mais bonitos?) (Versa)
  • Lidl lança gabardine (estilo Ralph Lauren) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança pincéis de maquilhagem estilo Real Techniques ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Lidl lança ténis de corrida (estilo Adidas) ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Lidl lança liquidificadora portátil com bateria (estilo Nutribullet) ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Aldi lança calças estilo Sacoor ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança potente berbequim (estilo Bosch) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança saco estilo Longchamp ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Lidl lança relógio (estilo Audemars Piguet Royal Oak) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança mochila estilo Eastpak ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Aldi lança botas estilo Dr. Martens ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Lidl lança aparafusadora premium com bateria (estilo Black+Decker) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança balança com funcionalidade premium (estilo Withings) ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Aldi lança casaco premium estilo Carhartt ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Mercadona lança popular chocolate estilo Kinder Bueno ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Aldi lança galochas estilo Hunter ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança máquina para barba e cabelo (estilo Philips) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança mini bomba de ar portátil genial (estilo Xiaomi) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança alisador de cabelo (estilo Rowenta) com funcionalidade genial ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Action lança estendal em torre (estilo Vileda) ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Lidl vende caixas para frigorífico (estilo Tupperware) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Aldi lança calças de ganga (estilo Levi’s) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Aldi lança camisola polar (estilo Columbia) ao preço mais baixo de sempre (MSN Portugal)
  • Aldi lança mochila estilo Kanken ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)
  • Lidl lança calças chino (estilo Ralph Lauren) ao preço mais baixo de sempre (Magazine HD)

Mais de trinta títulos num intervalo de dez dias. Dezenas de produtos e marcas, quase uma única frase. Troca-se o produto, muda-se a marca entre parênteses e mantém-se a notícia bombástica: ‘ao preço mais baixo de sempre’. A criatividade, essa, está em promoção permanente.

Mais baixo de sempre em relação a quê? Desde quando? Com que histórico? Perguntas aborrecidas, reconheço. O título tem espaço para o entusiasmo; para a explicação, já não costuma sobrar. ‘Premium’ certifica tudo. ‘Genial’ tanto serve para uma coluna como para uma bomba de ar ou um alisador. As caixas ‘vão voar das prateleiras’ e o chocolate é ‘popular’ porque alguém decidiu escrevê-lo. Não faltam adjetivos. Faltam, por vezes, as razões para os usar. O leitor recebe entusiasmo comercial em formato de notícia e quem construiu a marca entra na festa como patrocinador involuntário.

Uma marca conhecida não apareceu ontem entre dois parênteses. Houve desenvolvimento de produto, qualidade, design, distribuição, comunicação e anos de experiências dos consumidores. O nome traz expectativas. Usá-lo como chamariz para um produto de terceiro permite ir buscar atenção e credibilidade sem pagar o trabalho que as criou. É eticamente questionável e concorrencialmente desleal, ainda que a qualificação jurídica de cada caso dependa dos factos. O ‘estilo’ pode ser barato. A reputação que lhe dá jeito custou dinheiro.

‘Mas o consumidor sabe o que está a comprar!’ Muitas vezes, sabe. E então? O benefício pode ter sido recolhido muito antes de chegar à caixa registadora: quando a marca conhecida o fez abrir o artigo, pesquisar o produto ou olhar para uma alternativa que, pelo seu próprio nome, talvez passasse despercebida. Uns fornecem o atalho mental, outros recebem os cliques. Se a alternativa desiludir, nem todas as associações feitas pelo caminho desaparecem por magia.

No grande consumo, as cópias parasitárias aproveitam uma compra rápida e rotineira, entre milhares de referências. Antes de ler, reconhecemos cores, formas e grafismos. Isoladamente, cada elemento pode ser vulgar; em conjunto, pode ser uma identidade construída durante anos. O imitador hábil fica suficientemente perto para ganhar a atenção e suficientemente longe para deixar uma discussão jurídica sobre cada pormenor. Ele ganha segundos na prateleira. O titular da marca ganha anos de processo. Uma distribuição de tarefas verdadeiramente ‘genial’.

O dupe promovido por comparação explícita nem precisa de tanta ginástica visual: o título faz o serviço. Se a aparência também ajudar, melhor ainda. Mas não vale meter tudo no mesmo saco. Há concorrentes que oferecem qualidade e preço inferior por mérito próprio. Há comparações honestas que ajudam a escolher. O que merece escrutínio é fazer da identidade de outro a principal razão para olhar, clicar ou comprar. Ter uma proposta própria também devia fazer parte do negócio.

Precisamos de instrumentos que avaliem a impressão global no contexto real da compra e o aproveitamento da reputação alheia. E de respostas que cheguem antes de a gama desaparecer e dar lugar à seguinte. Com proporcionalidade, claro: ninguém deve ser dono de uma cor vulgar, de uma forma funcional ou do direito a vender mais barato. A concorrência deve afirmar-se pela qualidade, inovação, serviço e preço. Construir uma identidade própria não é uma extravagância que se possa exigir apenas aos originais.

Também há uma responsabilidade editorial básica. Quem usa uma marca para promover outra oferta deve explicar a comparação, verificar o que afirma sobre preço e desempenho e distinguir informação de publicidade. Escrever ‘estilo’ não transforma uma associação comercial em análise independente. E repetir ‘genial’ até à exaustão prova sobretudo que se encontrou uma maneira descansada de encher títulos.

Defender as marcas não é pedir ao consumidor que pague mais nem fechar a porta às alternativas. É reconhecer que notoriedade e inovação têm autores e custos. O consumidor merece escolhas verdadeiras; as empresas merecem competir sem financiar, à força, a promoção de quem as imita. Quanto ao ‘preço mais baixo de sempre’, talvez haja finalmente uma resposta segura: é aquele a que se está a vender a imaginação de quem escreve estes títulos.

A vender o local sem traduções, Filipe Bonina, da Octant Hotels, na primeira pessoa

19 October 2026 at 10:42

Filipe Bonina, diretor de marketing da Octant Hotels

“Nunca comunicamos nada que não estejamos absolutamente convencidos de que é verdadeiro. Se acharmos que a verdade que temos não é suficientemente interessante para o consumidor, significa que temos de desenvolver mais o nosso produto.” É assim que Filipe Bonina, diretor de marketing da Octant Hotels, traduz em conversa com o +M como o conceito “Local Kind of Luxury” é aplicado no marketing.

Este conceito esteve na base da criação da Octant em 2022 pelo grupo de gestão hoteleira Discovery Hotel Management (DHM). A marca reuniu hotéis que já existiam e que “estavam falidos, basicamente” antes de serem recuperados. O grupo nunca construiu um hotel de raiz para a Octant. No entanto, faltava uma base comum para vários locais, com conceitos e arquiteturas diferentes. Um dos focos foi o localismo. “Queremos ser o melhor hotel para se estar e para se conhecer cada uma das regiões onde estamos.”

Por trás está uma leitura do que procura quem viaja. “Na hospitalidade temos o dever de defender aquilo que é verdadeiro. Vivemos numa época em que estamos rodeados de ilusões. Em momentos de lazer sobretudo, há uma tendência muito forte para as pessoas procurarem coisas de verdade, ou seja, saberem que aquilo que lhes é proposto e oferecido realmente tem uma base e uma raiz que é absolutamente verdadeira “, defende.

“Em Portugal, temos a mania de traduzir tudo. Os hóspedes que tentamos cativar gostam da verdade”

Filipe Bonina admite que “todos os dias” são tentados a fugir do localismo, mas que a persistência tem permitido “evoluir para cada vez mais ter este posicionamento concretizado”. O posicionamento é o mesmo quer para o mercado nacional, quer para o internacional. “Desde a raiz daquilo que produzimos, temos sempre a preocupação de ter uma mensagem e também formatos que se apliquem a todos os mercados em que estamos presentes”, nota.

Nos restaurantes dos hotéis, o conceito passa por produtos e receituário locais. “Não somos absolutamente rigorosos nisso, porque achamos que podemos, dentro da tradição gastronómica portuguesa, também apresentar a um hóspede estrangeiro pratos de outras regiões do país e, portanto, não vemos isso como uma falha no posicionamento”.

A aposta no local levou a marca a criar o “Como em Casa”, iniciativa que convida habitantes das localidades onde estão os hotéis a preparar refeições para os hóspedes, com base na cozinha da região. O nome nunca foi traduzido, nem nos Estados Unidos (EUA). “Limito-me a imitar os italianos que toda a gente adora e que, por exemplo, nunca traduzem nada para ninguém. Em Portugal, temos a mania de traduzir tudo. Os hóspedes que tentamos cativar gostam da verdade, não gostam de chegar a um sítio e de repente perceber que andaram a tentar imitar aquilo que eles têm em casa”, argumenta.

Nos vídeos, as cozinheiras falam em português, com legendas para os mercados estrangeiros. “Mostramos pessoas que vão encontrar se vierem a Évora. Isto cria uma comunicação quase documental que acreditamos que é valorizada hoje em dia”. O formato também tem resultado. Foram feitas peças de cerca de 30 segundos, uma por hotel, e no YouTube mais de 80% das pessoas viram-nas até ao fim, segundo dados da marca. “A questão não é se é curto ou se é longo. Quando estamos a expor uma peça, estamos também a entreter as pessoas, para além de estarmos obviamente a apresentar-nos como produto. Se somos suficientemente interessantes, a peça até pode ter 5 minutos. Claro que o esforço é muito maior”, considera.

A lógica do localismo aplica-se às experiências, cada vez mais importantes num país que “vendia basicamente turismo de sol”, em que as pessoas iam à praia “e depois iam todas vermelhas para casa, mas felizes”. Com mais investimento em destinos menos óbvios e do interior, é preciso “oferecer mais profundidade na estadia”, defende. O risco, alerta, é acabar “num catálogo de milhares de experiências, todas assim mais ou menos”.

No caso da Octant, têm procurado o contrário, de forma a que o hóspede diga “só aqui é que eu poderia ter tido esta experiência ou nunca tinha visto isto”. Exemplos dados por Filipe Bonina passam, no Octant Douro, por passeios no rio num barco rabelo reconstruído, assim como por um festival dedicado à região que celebrou o rio “desde a nascente até à foz”. Quando o mercado começa a imitar, considera que o caminho passa por “continuar a imaginar coisas para estarmos sempre um bocadinho à frente”.

Quatro anos depois do lançamento, a prioridade é consolidar. A Octant começou com oito hotéis e passou para seis, deixando cair unidades mais pequenas que “teriam alguma dificuldade em acompanhar o ritmo de crescimento pretendido”. A expansão virá depois, quando todos os hotéis atuais chegarem ao nível desejado, e é “muito improvável” que passe por outros hotéis que já pertencem ao grupo.

Consolidar passa também por melhorar os hotéis atuais. As expansões deste ano no Octant Praia Verde e no Octant Vila Monte, este último onde as obras ainda decorrem, têm sido divulgadas aos poucos, para “não parecer só uma coisa bang que aconteceu”. Este verão, o foco esteve sobretudo no Praia Verde, um hotel que “depende muito da época alta” e onde a marca queria arrancar bem.

Para ganhar o foco na consolidação, a estrutura acionista decidiu em fevereiro “autonomizar” a marca. “Foi uma espécie de spin-off”, que abrangeu os departamentos top line como o marketing, o revenue e as vendas. A nova entidade partilha alguns serviços com o grupo, mas opera de forma independente. Filipe Bonina, até então diretor de marketing da DHM, ficou só com a Octant, e Cláudia Silva, que fazia parte da equipa, passou a dirigir o marketing do resto do negócio.

Com a autonomia, Filipe Bonina ganhou tempo para o detalhe. “Uma marca de luxo de hospitalidade precisa de detalhe”, defende. Passou a visitar mais os hotéis e a observar “como os hóspedes atuam, o que é que pensam de nós, o que é que encontram de bom e mau”. Longe do dia a dia de um portefólio que incluía campos de golfe, a equipa pode concentrar-se na estratégia e nos projetos para o futuro das seis unidades, “de uma forma muito criteriosa e muito detalhista”.

“Sentimos que muitas vezes éramos viciados para aquilo que é a nossa realidade e não para a compreensão do mercado internacional”

A equipa de marketing é composta no total por seis pessoas. Dois marketing managers ligados aos hotéis, que fazem a estratégia da marca e de cada unidade e trabalham com as agências. Depois uma pessoa dedicada à produção e ao desenvolvimento de experiências. “Esta é a pessoa que, depois da ideia estar concretizada, tem de a produzir e garantir que vai para o ar.” Há ainda a responsável pelas relações públicas e marketing de influência (Ana Stilwell) e um responsável pela gestão e desenvolvimento do ecossistema digital.

O marketing de influência é feito internamente, sem parceiro externo, com “uma curadoria muito grande” dos perfis convidados. “Queremos garantir que mantemos alguma genuinidade naquilo que é a experiência que depois passamos também para fora e que não é uma coisa construída artificialmente”. As peças de que mais gosta são aquelas em que se percebe que as pessoas “foram para um hotel nosso com os filhos e estão, de facto, a partilhar um fim de semana bem passado”.

A rede de parceiros segue uma lógica entre o local e o internacional. Na criatividade, a mais recente é a holandesa KesselsKramer, escolhida pela experiência em hospitalidade e em mercados externos. “Estamos em Portugal mas estamos a vender uma parte importante do nosso produto para o estrangeiro. Sentimos que muitas vezes éramos viciados para aquilo que é a nossa realidade e não para a compreensão do mercado internacional. Portanto, encontrámos uma agência que tem esta experiência de trabalhar neste tipo de negócios”.

Na comunicação, há uma agência por mercado. A Burson em Portugal, a Laura Davidson Public Relations nos EUA, a Sauce Collective no Reino Unido e a IMS Consulting em Espanha, que cobre também a Europa Central. A marca conta ainda com as agências criativas Experimenta Studio e Poets & Painters — esta também no design –, a agência digital Voilà Maison, o designer Diogo Potes, a produtora Tendência Fidalga, de Afonso Sousa, as agências de eventos H2N e Lohad e a fotógrafa Joana Freitas.

“Quando vendemos um produto de hospitalidade, estamos a pedir às pessoas não só dinheiro, mas também o seu tempo de lazer, que é um bem muito escasso”

O passado no grande consumo

Filipe Bonina chegou à hotelaria depois de passar muitos anos no grande consumo, em empresas como a Unilever, a Kellogg, a Coca-Cola e a Central de Cervejas e Bebidas. “Estou sempre a dizer que é a primeira vez que eu trabalho numa coisa que não se mete dentro de uma embalagem”, brinca. Precisava de “uma experiência nova” e encontrou uma indústria numa fase “muito divertida para quem trabalha nela”, a passar de um setor “muito tradicional, muito familiar” para um que”se está a sofisticar e a crescer”.

Questionado sobre o que trouxe do grande consumo, responde sobretudo com o que mudou. Na hotelaria, nota, a valorização do produto e da experiência é “muito profunda”, e as críticas, boas ou más, são “sempre muito efusivas”. A razão, acredita, está no que se pede ao cliente, e ajuda a explicar a regra com que a marca comunica.

“Quando vendemos um produto de hospitalidade, estamos a pedir às pessoas não só dinheiro, mas também o seu tempo de lazer, que é um bem muito escasso. A maior parte de nós tem 22 dias de férias por ano”. Por isso, diz, o marketing tem de ser “mais responsável do que em qualquer outro setor” onde trabalhou. “É muito errado iludir as pessoas. Isso tem um preço e paga-se rapidamente em pouco tempo”.

E dá um exemplo: “Na Coca-Cola era bom a bebida estar fresca, mas se um dia não está, gastámos dois euros e passados cinco minutos já não nos lembramos. Uma experiência má de hospitalidade, nunca mais somos visitados por aquelas pessoas.”

Para ser um bom profissional de marketing, defende, bastam senso comum, disciplina e criatividade. Não é preciso “nenhuma formação muito específica nem excecional”. “O marketing é para parvos”, brinca. O senso comum, ressalva, é “uma coisa muito difícil de alimentar e de produzir”. Já a criatividade “alimenta-se e cria-se a viver”.

“Viver significa estarmos expostos à atividade cultural, ao dia a dia das pessoas e que não sejam só as pessoas da nossa bolha privada. Compreendermos realidades que estão para além da nossa”, exemplifica.”Quando se passa de um bom marketeer para um marketeer excecional, é esta a parte que faz a maior diferença — perceber que a nossa vida não é um espelho da humanidade nem das pessoas que queremos impactar”, resume.

No seu caso, ajudou ter passado por várias empresas e países — exemplo dos anos em Madrid pela Coca-Cola –, mas sobretudo a curiosidade. “Há pessoas que já estiveram em mais de 50 países e que os viveram muito pouco.” Em Madrid, foi aos sítios onde os bailarinos de flamenco vão depois dos espetáculos e aos restaurantes mais populares, “não apenas aos Michelin e recomendados”. “É importante depois também desligarmo-nos um pouco de preconceitos e estarmos abertos para criarmos amizades com pessoas que são diferentes de nós. Isso depois também nos leva para outras dimensões e para outros sítios“, nota.

Outro ponto de inspiração podem ser os transportes públicos. “É um local de observação muito bom de comportamentos. Para percebermos como é que as pessoas estão, o que querem, procuram, atuam, o que falam”. “Acho que nos transportes públicos se calhar nunca tive nenhuma ideia, mas acho que alimentei o meu subconsciente com esses momentos.” As ideias, essas, surgem-lhe a conduzir.

Fora do trabalho, vive na Ajuda, em Lisboa, “e não é num palácio”, brinca. Gosta de cinema, de ir ao Estádio da Luz ver o Benfica e de desfrutar de vinho e queijo. “Costumo dizer que ninguém é infeliz enquanto está a beber vinho e a comer queijo.”

No seu dia a dia, faz questão de que todas as semanas haja “coisas divertidas e ligeiras” para fazer, e deixa um conselho.”Não vivam para as férias. Depois, quando forem de férias, podem vir para os Octant, mas até lá alimentem a vida todos os dias com coisas divertidas e boas”.

Esse tipo de atitude, acredita, “faz com que não estejamos ansiosos no último dia de férias quando vimos trabalhar, porque não vai ser assim tão mau. Nem as férias são tão boas como às vezes imaginamos, nem os dias de trabalho tão maus como às vezes os percebemos. A vida tem de ser levada com alguma ligeireza”.

Filipe Bonina em discurso direto
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Que campanhas gostava de ter feito/aprovado? Porquê?
A nível nacional, a da marca Olá, na primeira campanha de Inverno, que mostrava um vendedor de gelados a caminhar e a apregoar gelados numa praia deserta e que assinava “nos locais habituais”. A nível internacional, a campanha da Patek Philippe: “Você nunca possui realmente um Patek Philippe. Você apenas cuida dele para a próxima geração.” A razão para ambas as escolhas deve-se à clareza e à simplicidade com que expõem o posicionamento de longevidade e justificam a compra.
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Qual é a decisão mais difícil para um marketeer?
Abandonar um caminho. Ter a capacidade para reconhecer que algo que lançámos não funciona e que tem de ser retirado ou transformado.

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No seu top of mind está sempre?
Ser diferente.
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O briefing ideal deve…
Ser como uma boa anedota: curto e claro, sem necessidade de explicação. Se assim for, o resultado final também será assim.

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E a agência ideal é aquela que…
Que nos desafia, que entrega diferença e que tem um bom serviço.

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Em publicidade é mais importante jogar pelo seguro ou arriscar?
Arriscar.

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O que faria se tivesse um orçamento ilimitado?
Demitia-me e procurava uma empresa que precisasse de mim.
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A publicidade em Portugal, numa frase?
Cheia de medo. Culpa de clientes e agências.

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Construção de marca é?
Coragem e persistência.
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Que profissão teria, se não trabalhasse em marketing?
Dono de uma gelataria.

M.L.B. Playoff Ads With Sydney Sweeney and Megan Fox Draw Backlash

17 October 2026 at 21:03
Commercials promoting a gambling platform and endorsing male enhancement have rankled fans, and even athletes. Who is in charge?

© Michael M. Santiago/Getty Images

A billboard ad in Times Square for the sports-betting site Novig featuring the actress Sydney Sweeney. She appeared in commercials aired during the Major League Baseball playoffs.
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