Passos Coelho, e o anti-intelectualismo primário da política


As manifestações dos últimos dias pela habitação em Lisboa e no Porto -- e que também são infiltradas por uma agenda radical anti-capitalista -- exprimem a revolta de quem trabalha e continua sem conseguir pagar uma casa, numa crise que exige respostas urgentes do Governo, além das que foram já tomadas em matéria fiscal e de licenciamento. Mas as propostas para travar as rendas, impedir os despejos sem alternativa e afastar os investidores agravam o risco de arrendar e desincentivam a oferta, deixando os manifestantes na contradição de exigirem mais casas enquanto defendem medidas que tornam mais difícil o aumento de imóveis disponíveis.
A assembleia do Rossio aprovou seis propostas que vão do recuo na legislação do arrendamento, que está agora em discussão no Parlamento, à suspensão dos despejos de quem não tenha alternativa habitacional,…
Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.
Já é assinante? Iniciar sessão
Ver todos os planosA Cerealis está a negociar em exclusivo a compra da francesa Panzani à CVC Capital Partners, uma operação que dará origem a um grupo alimentar com cerca de mil milhões de euros de faturação anual e 1.800 trabalhadores. O valor de aquisição não foi divulgado, mas o novo grupo resultante desta operação terá uma avaliação de aproximadamente 1,8 mil milhões de euros (Enterprise Value) e será liderado por Pedro Moreira da Silva, atual vice-presidente executivo da empresa portuguesa.
A Cerealis prepara-se assim para comprar uma empresa com uma faturação superior à sua. A Panzani registou receitas de 620 milhões de euros em 2025, enquanto o grupo português faturou 400 milhões.…
Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.
Já é assinante? Iniciar sessão
Ver todos os planosE, de repente, o Porto teve a sua versão de Madrid, com tendas numa praça, assembleias populares e uma mobilização que juntava à habitação uma agenda ideológica bastante mais vasta (e que desapareceu ao longo dos dias por taticismo politico). A inspiração espanhola era assumida pelos organizadores, logo no primeiro dia, uma manifestante ouvida pela Lusa exigia que Portugal cortasse relações com Israel, entre queixas sobre as rendas e os combustíveis. A habitação era a causa imediata, mas o protesto trazia outras bandeiras desde o início.
O protesto começou no dia 10, as autoridades retiraram as tendas no dia 12 e, no dia 14, uma assembleia decidiu voltar a montá-las. Os participantes tinham continuado a manifestar-se entretanto, pelo…
Assine o ECO Premium e continue a ler esta e todas as notícias exclusivas, sem limites.
Já é assinante? Iniciar sessão
Ver todos os planos