São Brás de Alportel acolheu, a 9 de agosto, a primeira edição do “Trail Entre a Serra e o Mar”, uma iniciativa que convidou os participantes a percorrer alguns dos cenários naturais únicos que marcam a identidade do concelho.
Com paisagens entre a serra e o mar como pano de fundo, a prova aliou desporto, natureza e descoberta do território, proporcionando aos participantes uma experiência marcada pela beleza das paisagens algarvias.
A iniciativa coube à Associação Cultural Sambrasense, com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que aposta na realização deste evento como um eixo prioritário na estratégia de valorização desportiva e turística do território.
“Foi muito importante ver concretizada esta primeira edição do Trail Entre a Serra e o Mar, uma aposta fundamental no potencial do nosso território, vivido através do desporto. São iniciativas como esta, que aliam atividade física, natureza e convívio, que contribuem para dar a conhecer São Brás de Alportel e para valorizar da nossa paisagem e dos trilhos que estão ao dispor destas atividades”, reagiu a presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, no final da prova.
A iniciativa foi organizada pela Associação Cultural Sambrasense, e contou com o apoio da Associação de Atletismo do Algarve, do Município de São Brás de Alportel e da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel.
Entre trilhos, serra e horizonte, esta primeira edição mostrou também a riqueza de um território que se descobre passo a passo, em contacto com a natureza e com o desafio do desporto.
No término da prova, estiveram presentes na cerimonia de entrega de troféus, todos os elementos do executivo a tempo inteiro: a Presidente Marlene Guerreiro, a Vereadora Mónica Inácio e o Vice-Presidente com o Pelouro do Desporto, Pedro Ornelas, bem como o Presidente da Assembleia Municipal, Vitor Guerreiro.
No interior do Espírito Santo, uma rua estreita concentrava algumas das principais empresas brasileiras de fabricação de arcos de violino: Arcos Brasil, Archets Brasil, Bogen Schaeffer e Horst John & Co. O polo no distrito de Guaraná, em Aracruz, havia se consolidado nas décadas de 1970 e 1980, quando o comerciante alemão Horst John se estabeleceu na região e passou a enviar jovens locais à Europa para aprender a arte da archeteria.
Segundo as autoridades brasileiras, o que parecia um polo artesanal especializado escondia um sofisticado esquema de extração e comercialização ilegal do pau-brasil — a árvore que dá nome ao país e que, após séculos de exploração, figura hoje entre as mais ameaçadas da Mata Atlântica. A madeira avermelhada da espécie é considerada, há séculos, a matéria-prima ideal para arcos de instrumentos de corda, e um único arco pode custar entre cinco e 10 mil dólares no mercado internacional.
O esquema funcionava por meio de uma fraude sistemática na documentação florestal. A legislação brasileira proíbe, desde 1993, o corte do pau-brasil nativo e a exportação de sua madeira em estado bruto. Em 2006, o cerco se fechou ainda mais após a espécie entrar no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES); a exportação de toras de pau-brasil foi proibida pela legislação brasileira. Para continuar operando legalmente, as empresas de Guaraná deveriam utilizar apenas estoques históricos comprovadamente cortados antes dessa data. O que os fiscais do Ibama descobriram, a partir de 2018, foi que as empresas inseriam informações falsas nos sistemas oficiais de registro florestal para que seus estoques nunca diminuíssem no papel — enquanto, na prática, eram continuamente renovados com madeira extraída ilegalmente, em grande parte do Parque Nacional do Pau-Brasil, em Porto Seguro, na Bahia.
Marco Raposo, dos mais renomados fabricantes do Brasil, teve atividade paralisada pelo IBAMA por transportar arcos e varetas sem autorização
Em 2021, a Polícia Federal deflagrou as operações Ibirapitanga I e II, que resultaram na apreensão de mais de 230 mil varetas, no indiciamento de 32 pessoas e na descoberta de uma rede comercial que se estendia por 34 países ligando pequenas oficinas do interior capixaba a comerciantes na Itália, Alemanha, França e nos Estados Unidos. Uma planilha analisada pela reportagem lista 220 nomes — de fabricantes de arcos, comerciantes e empresas que conectam produtores brasileiros a compradores em quatro continentes.
A “árvore-rei” é considerada a maior e a mais antiga árvore de pau-brasil. Com cerca de 600 anos, tem 40 metros de altura e 7,13 metros de circunferência
O contrabando nos aeroportos
Parte desse comércio passava diretamente pelos aeroportos. Em setembro de 2021, o fabricante de arcos Marco Raposo foi detido no aeroporto de Guarulhos com 208 arcos de pau-brasil na bagagem, a caminho da Suíça. O processo foi arquivado e Raposo foi inocentado na esfera judicial, mas o caso segue tramitando na esfera administrativa. Sete meses depois, foi interceptado novamente — desta vez com 114 arcos prontos e 120 varetas, rumo a Londres, onde havia aberto uma empresa alguns anos antes.
O comerciante italiano Francesco Marano foi interceptado duas vezes em 2022. Em fevereiro, autoridades identificaram uma remessa no aeroporto de Viracopos, em Campinas: 137 varetas de pau-brasil e 281 de jutaí-peba destinadas à Itália, sem rastreabilidade no sistema Documento de Origem Florestal (DOF) e sem os certificados CITES exigidos. Em junho, foi flagrado na alfândega do Rio de Janeiro com outras 70 varetas. O destino era a Bows Tone Wood, sua empresa nos arredores de Cremona — cidade italiana mundialmente associada à tradição da luteria. No mesmo mês, autoridades apreenderam 83 arcos atribuídos a Horst John & Co no aeroporto de Guarulhos (SP) e outros 25 da Bögen F. Schaeffer em Campinas (SP), por não apresentarem a licença de exportação exigida pelo governo brasileiro.
Daniel Visciano, IBAMA, combate o contrabando de fauna e madeira no Aeroporto Guarulhos
Em setembro de 2022, a Polícia Federal chegou a uma conclusão: nem multas, nem suspensões de atividade, nem a primeira fase da Operação Ibirapitanga haviam sido suficientes para interromper o comércio ilegal. A madeira continuava circulando mesmo enquanto as investigações avançavam.
O paradoxo do lobby
O movimento que se seguiu surpreendeu até os investigadores, segundo apurou a Agência Pública. Felipe Bernardino Guimarães é analista ambiental do Ibama com mestrado em Biologia Vegetal e ênfase em Anatomia da Madeira. Desde 2018, coordenou a Operação Dó Ré Mi — a investigação que, a partir de inconsistências nos estoques declarados pelas empresas de Guaraná, ajudou a desvendar o esquema e abriu caminho para as operações da Polícia Federal — e passou onze dias nos galpões apreendidos, contando vareta por vareta. Da posição de quem acompanhou de dentro cada movimento dos investigados, Guimarães descreve o que viu: “Eles contrataram assessoria de imprensa, fizeram todo o lobby com os políticos locais no Espírito Santo, dentro dos órgãos, como o Ministério da Agricultura, onde têm muito acesso. Promoveram uma reunião lá dentro do Ministério para deixar a imagem deles limpinha. Estavam sempre com publicações na imprensa, comprando espaço.”
Respondendo a processos criminais, alguns dos principais fabricantes indiciados passaram a atuar publicamente como defensores da proteção ao pau-brasil — financiando representantes em fóruns internacionais, apoiando projetos de lei e pressionando por mudanças nas regras da CITES.
Museo do Violino, onde estão expostos os instrumentos mais importantes feitos pelos mestres luthiers de Cremona, Itália
Quando a reportagem visitou Marco Raposo em sua casa e oficina em Domingos Martins, cidadezinha no interior do Espírito Santo com ares europeus, ele explicou como funcionava o negócio antes das operações: “Na maioria das vezes, eu chegava à Europa, alugava um carro e viajava para visitar vários compradores.” Quando foi interceptado em 2021, pretendia vender a mercadoria em Cremona, durante a tradicional feira anual de música que reúne centenas de luthiers e compradores do mundo inteiro.
Depois das apreensões, Raposo mudou de estratégia. Ao lado do fabricante Celso de Mello, contatou, em 2024, Daniel Neves, presidente da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima). Neves revelou-se um dos principais defensores da inclusão do pau-brasil no Apêndice I da CITES — a lista das espécies com proteção máxima — e participou de reuniões oficiais em Genebra, Brasília e, por fim, na conferência da CITES no Uzbequistão, no final de 2025. Raposo relatou à Pública que tanto ele quanto Celso de Mello financiaram a participação de Neves em reuniões oficiais.
Procurado pela reportagem, Neves disse não ter recebido “nenhuma taxa, remuneração ou pagamento pessoal” dos dois fabricantes de arcos.
Como presidente da Anafima, Neves diz representar empresas do setor musical em todo o Brasil e afirma que participa de grupos de trabalho públicos voltados à rastreabilidade da madeira, como a Rede de Florestas da CNI e um grupo de trabalho sobre o pau-brasil criado em 2025 pela CONABIO, a Comissão Nacional da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Embora as empresas de Raposo e De Mello sejam associadas à Anafima, acrescentou Neves, a organização “não responde pelos assuntos jurídicos de seus associados”.
RESPOSTA NA ÍNTEGRA
Integra de perguntas e respostas com Daniel Neves, presidente da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima) 1. O senhor confirma ter sido contratado ou remunerado por Marco Raposo e Celso de Mello em 2024? Em que termos e com que finalidade?
Não. Não houve contratação, não houve contrato e não houve pagamento a mim. A participação da ANAFIMA foi financiada como descrito acima, em defesa de posições que a associação já havia adotado e tornado públicas.
2. No momento da contratação, o senhor sabia que ambos respondiam a processos criminais por extração e comércio ilegal de pau-brasil?
A premissa não se aplica, pois não houve contratação. Sobre o ponto de fundo: as operações do IBAMA e da Polícia Federal tiveram ampla repercussão na imprensa brasileira, e eu tinha conhecimento delas como qualquer pessoa que acompanhe o setor. Nunca tive acesso aos autos, nunca atuei em nenhum processo e nunca tive qualquer papel na defesa jurídica de pessoa ou empresa.
Sobre isso, faço um pedido, que diz respeito à precisão e não a qualquer indivíduo. A própria apuração da reportagem registra que nenhum dos processos decorrentes dessas operações foi concluído. Peço que o texto não apresente processos em andamento como conclusões definitivas, em nenhum dos sentidos. Perguntas sobre a situação jurídica de uma empresa específica devem ser dirigidas a ela e a seus advogados. Não me cabe responder por elas, e a ANAFIMA não fala pelos assuntos jurídicos de seus associados.
3. Como o senhor avalia a coincidência entre a sua contratação e o engajamento público dos dois fabricantes na defesa da proteção da espécie na CITES?
Não houve contratação, portanto não há coincidência a avaliar. Mas a questão de fundo — por que a posição da ANAFIMA mudou — merece resposta direta, e está inteiramente documentada.
Em 2022, a ANAFIMA se manifestou publicamente contra a inclusão da espécie no Apêndice I, sob o argumento de que isso penalizaria músicos e fabricantes legítimos. Essa posição está registrada em nossas próprias publicações e na imprensa brasileira da época.
Em abril de 2024, apresentei a posição revista da ANAFIMA de forma pública e internacional, em artigo assinado publicado pela The Strad — a principal revista internacional do mundo dos instrumentos de corda — sob o título “The pernambuco wood dilemma: a call for global responsibility and unity”. O artigo tratava diretamente da proposta de Apêndice I, afirmava que a diretoria da ANAFIMA estava disposta a apoiar a inclusão caso a extração ilegal persistisse, e trazia meu nome, meu cargo e meus contatos. Está disponível publicamente desde então:
A mesma posição foi publicada em português no site da ANAFIMA. Foi, portanto, anunciada com antecedência, nos dois idiomas, na principal publicação internacional do setor e para os nossos associados no Brasil — sete meses antes da Carta de Vitória e mais de um ano antes da CoP20. Qualquer pessoa da comunidade internacional de arcos podia lê-la. Muitas leram, e algumas discordaram.
Em 19 de novembro de 2024, no Congresso e Seminário Brasileiro do Pau-Brasil, realizado em Vitória (ES), uma sessão dedicada especificamente à proposta de Apêndice I chegou a uma posição de consenso. Em 25 de novembro de 2024, essa posição foi formalizada na Carta de Vitória.
Entre os signatários estão a Fundação SOS Mata Atlântica; o deputado federal Nilto Tatto; Julie Messias, ex-secretária nacional de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente; o INCAPER; um professor da Universidade Federal do Espírito Santo; o secretário estadual de Agricultura do Espírito Santo; três prefeitos; o presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado de São Paulo; o compositor Ivan Lins; o maestro Julio Medaglia; e o spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. O documento foi publicado na íntegra pelo CRBio-07, conselho profissional federal.
Nem Marco Raposo nem Celso de Mello assinam a carta.
Se a posição da ANAFIMA tivesse sido comprada, o mesmo teria de valer para todas as organizações e figuras públicas citadas acima — que chegaram a uma posição idêntica, no mesmo dia, no mesmo documento. Não creio que os leitores achem isso plausível.
Acrescento que a proposta de Apêndice I apresentada na CoP20 partiu do Estado brasileiro, por meio do IBAMA. Apoiar uma proposta soberana do próprio governo, ao lado da maior organização ambiental do país e de um deputado federal em exercício, não é manobra privada.
4. O senhor ou a ANAFIMA participaram, direta ou indiretamente, de iniciativas para legalizar o comércio de pau-brasil de reflorestamento ou para que a fabricação de arcos seja reconhecida como patrimônio cultural no Espírito Santo?
Sobre os plantios: sim, e isso nunca foi ocultado. É o segundo parágrafo da Carta de Vitória, publicada em novembro de 2024, e o próprio veículo noticiou o fato em novembro de 2025. A carta pede que o Apêndice I se aplique às populações de floresta nativa, permitindo o uso regulado de material de plantio — sujeito a quatro condições que ela mesma explicita: comprovação de que o material vem exclusivamente de plantios certificados e manejados; rastreabilidade robusta e certificação de origem ao longo de toda a cadeia; licenças especiais de exportação emitidas pela Autoridade Administrativa da CITES; e medidas rigorosas contra fraude e contra a mistura de material de origem silvestre com material de plantio.
Isso não é uma brecha inventada por lobistas. O próprio Artigo VII, parágrafo 4, da Convenção prevê que espécimes de uma espécie vegetal do Apêndice I reproduzidos artificialmente para fins comerciais sejam tratados como espécimes do Apêndice II. Defender a inclusão no Apêndice I e, ao mesmo tempo, sustentar um fornecimento de plantio regulado e rastreável não são duas estratégias. É uma só posição, e segue o texto do tratado. As quatro condições da Carta de Vitória são mais rígidas que o parâmetro mínimo da Convenção, não mais frouxas.
É também, na minha avaliação, o único desfecho possível. Enquanto não houver oferta legal, haverá oferta ilegal. Isso não é defesa de ninguém. É a razão pela qual o comércio ilegal sobreviveu a todas as restrições impostas desde 2007.
Sobre o patrimônio cultural: [RESPOSTA FACTUAL]. Seja qual for o estágio dessa discussão, o reconhecimento de uma prática cultural imaterial protege saberes e ofício. Não autoriza o uso de madeira de origem ilegal nem cria exceção à legislação ambiental brasileira ou às obrigações da CITES. Qualquer sugestão de que o título de patrimônio possa blindar uma atividade contra uma restrição comercial é juridicamente incorreta.
5. Como o senhor justifica atuar internacionalmente em defesa da proteção do pau-brasil sendo financiado por fabricantes investigados?
Não sou financiado por eles. Mas quero tratar da premissa mais ampla, porque ela merece ser examinada à luz da própria apuração da reportagem.
A International Pernambuco Conservation Initiative, criada em 1999 e citada na reportagem de novembro como participante legítima deste debate, se define como uma iniciativa voluntária financiada por archetiers. Se o financiamento vindo do setor de arcos desqualifica uma organização para falar sobre a Paubrasilia echinata, desqualifica igualmente os dois lados desta disputa. Se não desqualifica, então a pergunta não é quem paga, e sim o que se defende e se isso é declarado. No caso da ANAFIMA, o que foi defendido é público, foi publicado com antecedência na principal revista internacional do setor e foi assinado por trinta pessoas e instituições.
Acrescento que o resultado da CoP20 não combina com a estratégia descrita pela reportagem. A proposta brasileira de Apêndice I não foi aprovada. A espécie foi mantida no Apêndice II, sob a Anotação #10 revisada, com cota zero para espécimes de origem silvestre no comércio internacional. A nota pública do próprio IBAMA, de 17 de dezembro de 2025, descreve o efeito com clareza: a partir de 5 de março de 2026, fica proibido o comércio internacional do pau-brasil nativo e de seus produtos derivados. Esse é o resultado que a ANAFIMA apoiou. É a restrição mais dura já imposta a esta espécie, e é pior — não melhor — para todos os fabricantes de arcos do Brasil.
Se a objeção é que eu defendi posições, então sim: é isso que faz o presidente de uma associação setorial. Fiz isso abertamente, com base em posições publicadas previamente sob o meu nome, e a partir de um grupo de trabalho do Ministério do Meio Ambiente. A objeção que as perguntas de fato fazem é que eu teria sido contratado para isso. Não fui.
6. O senhor gostaria de acrescentar algum esclarecimento sobre o seu papel na ANAFIMA em relação a este caso?
Três pontos, no interesse da precisão.
Primeiro, uma questão sobre a própria apuração. A reportagem de 25 de novembro de 2025 identificou os dois arqueteiros que sustentariam o que ali se descreveu como um novo bloco de poder como Marco Raposo e Júlio Batista, do J.B. Atelier e da Souza Bows. O e-mail que recebi agora cita Marco Raposo e Celso de Mello. São pessoas diferentes. Peço que se confirme qual das informações está correta antes da publicação, e com base em quê o segundo nome mudou.
Segundo, o texto deveria distinguir com clareza quatro coisas distintas: os processos contra pessoas específicas; o papel institucional da ANAFIMA; o meu papel como presidente eleito; e o debate público mais amplo no Brasil sobre a conservação e o manejo sustentável da Paubrasilia echinata. Reunir tudo isso em uma única narrativa produz um relato que não é preciso.
Terceiro, sobre o formato do problema. Claudia Mello, coordenadora do Grupo de Trabalho Pau-Brasil do IBAMA, disse aos próprios repórteres deste veículo que há forte lobby da União Europeia e dos Estados Unidos contra controles sobre o comércio de arcos, e que esses mercados mantêm estoques acumulados há décadas e exportam grandes volumes todos os anos, ao mesmo tempo em que resistem ao ônus de documentar a origem legal. Essa é a outra metade da cadeia. Uma investigação que examina apenas a extração no Brasil descreve a oferta e omite a demanda que a financia. Digo isso não para desviar das responsabilidades brasileiras, que são reais e que a ANAFIMA já reconheceu publicamente, mas porque um relato de metade da cadeia não explica por que este comércio se mostrou tão duradouro.
O biólogo florestal do IBAMA Felipe Bernardino Guimarães lidera operações de fiscalização desde 2018, enfrentando o comércio ilegal de pau-brasil
Para Guimarães, a estratégia tinha uma lógica clara: “Eles ficaram jogando isso na mídia, sempre puxando a palavra ‘cultural’. Tentaram plantar a ideia do Vale do Arco, em Aracruz. A intenção era tornar a atividade de produção de arcos de pau-brasil um patrimônio cultural do Espírito Santo — pois daí é uma atividade que não pode cessar.”
O que parecia uma contradição tornou-se uma estratégia de duas frentes: ao defender o endurecimento da proteção à espécie na CITES, esses fabricantes buscavam também abrir caminho para a legalização do uso comercial do pau-brasil de reflorestamento — o que, se aprovado, reabilitaria seu papel central em um mercado global que movimenta milhões de dólares. E ao tentar transformar a archeteria em patrimônio cultural, blindariam a atividade contra qualquer tentativa de encerrá-la.
Exposição de arcos de violino na recepção da oficina Slaviero, em Cremona, Itália
Um projeto de lei apresentado em Brasília, quase ao mesmo tempo, ajuda a explicar o movimento. Foi elaborado, segundo Raposo, com contribuições dele próprio e do agrônomo Pedro Galveas, pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER), e apresentado em 2024 pelo deputado federal Evair Vieira de Melo — que, na época, estava no Progressistas (PP) e, desde abril de 2026, integra o Republicanos. Considerado o maior aliado de Jair Bolsonaro no Espírito Santo, Evair foi vice-líder do governo do ex-presidente na Câmara, entre 2020 e 2022. Técnico agrícola de formação, o deputado construiu sua carreira em torno do setor rural capixaba: presidiu o INCAPER por seis anos e a Comissão de Agricultura da Câmara, onde é conhecido por defender os produtores de café. O Espírito Santo é o segundo maior produtor nacional do grão. Os fabricantes de arcos ouvidos pela reportagem em Guaraná o descrevem simplesmente como “um amigo” — alguém que entende as demandas do setor e está disposto a defendê-las em Brasília. Evair conta que visitou empresas que estavam fechando no distrito e decidiu agir. “O Brasil não pode simplesmente, em troca de um protecionismo cego, acabar com uma cultura centenária que tem um ativo econômico importante”, disse em entrevista, em seu gabinete, em Brasília.
O PL 3284/24 foi aprovado em dezembro de 2024 pela Comissão de Agricultura da Câmara e, em agosto de 2026, pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na forma de substitutivo do relator, deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO). O novo texto amplia a proteção a todo o gênero botânico Paubrasilia, garante a rastreabilidade da madeira, da extração ao produto final, e incentiva a exploração econômica por meio de plantios comerciais registrados e licenciados, autorizando, inclusive, plantios em áreas de reserva legal em recuperação. O substitutivo também flexibilizou a proibição geral de corte de árvores com menos de 30 anos, prevista na versão original: caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça — ou seja, poderá ser aprovado sem votação em plenário, seguindo depois para o Senado. Para Evair, a lógica é de mercado: “No dia em que nós criarmos um ambiente comercial para o pau-brasil, vai acontecer o contrário — vão ampliar as áreas plantadas, não reduzir.”
A Fazenda Nova Aurora, com 70 hectares de produção de cacau consorciada com pau-brasil, no sul da Bahia
Plantar ou não plantar, eis a questão
Caminhando entre cacaueiros espalhados por um morro no sul da Bahia, Edmond Ganem aponta para o alto, acima da copa das árvores. Sobre a cobertura uniforme dos pés de cacau, os troncos de pau-brasil crescem retos e alcançam até 30 metros de altura.
O sistema, conhecido como cabruca, é comum na região cacaueira baiana. Árvores nativas formam uma cobertura que mantém a umidade necessária ao cultivo do cacau e a abertura entre as copas favorece o crescimento reto do pau-brasil, característica essencial para a fabricação de arcos de qualidade.
Ganem começou a plantar no início dos anos 2000, quando o preço do cacau despencava e o governo incentivava o reflorestamento com espécies nativas. “Descobri que um único arco de violino podia custar entre cinco e dez mil dólares”, conta. “Pensei: isso dá dinheiro. Vamos plantar.” Ele começou com duas mil mudas e hoje espalha cerca de sete mil árvores em duas fazendas. Ao lado de um galpão de secagem de cacau, ele mostra um tronco de pau-brasil serrado em blocos, mas pede que nenhuma fotografia seja tirada. O receio de não chamar a atenção do órgão é evidente. “O problema é a burocracia para obter a autorização de corte. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema) pode levar meses para liberar.” Segundo ele, tratava-se de uma amostra de pau-brasil plantada, encaminhada à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) para avaliar se as árvores apresentavam as características adequadas.
O agricultor Edmond Chemmes Ganem já plantou cerca de 3 mil árvores de pau-brasil
Parte da mesma árvore acabou num laboratório da Universidade Federal do Sul da Bahia, em Ilhéus, onde o professor Daniel Piotto coordena uma das principais pesquisas científicas sobre a espécie. Entre herbários, câmaras refrigeradas e pilhas de amostras provenientes de diferentes regiões do país, a equipe conduz uma espécie de arqueologia da madeira. Cada tronco é cortado, catalogado e submetido a testes que medem resistência, elasticidade e densidade — características que determinarão se uma árvore poderá, décadas mais tarde, transformar-se em um arco de violino.
“Analisamos mudanças nas características mecânicas, físicas e químicas da madeira ao longo do tronco”, explica Piotto. “Ao comparar diferentes populações e morfologias, conseguimos desenvolver modelos de crescimento.” As pesquisas têm sido financiadas há anos pela International Pernambuco Conservation Initiative (IPCI), uma rede criada por fabricantes europeus e norte-americanos de arcos no início dos anos 2000. Em 2023, a equipe recebeu um aporte de 2,5 milhões de dólares do Bezos Earth Fund, no âmbito de um projeto voltado à viabilidade econômica de plantações de árvores nativas.
Para Piotto, há uma oportunidade real de produção sustentável. Arcos de alta qualidade são produzidos com o cerne avermelhado mais denso da parte inferior do tronco, antes das ramificações. Os veios da madeira precisam ser retos, regulares e compactos, o que faz com que apenas uma pequena fração de cada árvore seja aproveitável. “A secagem também é decisiva”, explica. “Você pode cultivar uma árvore perfeita, mas, se não a secar corretamente, ela rachará”. O processo, segundo ele, pode levar muitos anos.
Piotto admite, porém, que plantações podem funcionar como fachada para lavagem de madeira ilegal. “Alguém pode cortar legalmente uma árvore plantada, entrar na floresta, derrubar uma nativa do mesmo tamanho e declarar que veio do reflorestamento.” Essa possibilidade ajuda a explicar por que o Ibama nunca homologou oficialmente projetos de plantio conduzidos pelos fabricantes e comerciantes investigados. Piotto defende que a saída está em sistemas de rastreabilidade — como a espectrometria e a análise por infravermelho —, em maior fiscalização e, ao mesmo tempo, na flexibilização das autorizações para o corte de árvores plantadas. Segundo ele, o mercado global de arcos poderia sobreviver por quarenta anos com apenas quatrocentos hectares cultivados.
Daniel Piotto lidera um projeto que analisa taxas de sobrevivência, desempenho de crescimento e propriedades da madeira de pau-brasil
O tom de Piotto mudou quando perguntado se lembrava de uma visita do analista do Ibama ao seu laboratório. “Ele se comportava como um policial. É biólogo, não engenheiro florestal” — uma crítica dirigida a Guimarães, que avalia que algumas plantações, como as iniciadas por Horst John no Espírito Santo, não produzirão madeira adequada. “Essas árvores têm galhos, nós na madeira. E onde há nós, os veios se interrompem. Isso inviabiliza a fabricação de arcos”, diz Guimarães. Ainda assim, ele reconhece que, entre os projetos existentes, as árvores cultivadas por Ganem são as que têm mais chances de gerar material aproveitável, mas mantém o alerta: “Os fabricantes preferem árvores com mais de cinquenta anos. E o risco de lavagem por meio de plantações é real.”
No fundo, os dois concordam num ponto: sem rastreabilidade real, qualquer autorização para corte de árvores plantadas vira porta aberta para a lavagem de madeira ilegal. A diferença é que Piotto acredita que a rastreabilidade é possível e que deve ser construída. Guimarães acredita que, enquanto os mesmos investigados controlam a cadeia produtiva, ela será burlada.
Conhecida como o berço da fabricação de violinos, Cremona é terra natal de luthiers lendários
De Guaraná, no Brasil; a Cremona, na Itália
O fabricante de arcos Thomas Gerbeth, que dirige o braço de língua alemã da IPCI (International Pernambuco Conservation Initiative), associação internacional de archetiers, estima que o mercado mundial inteiro poderia se sustentar com “trinta a cinquenta árvores adultas por ano.” Para ele, já existem evidências suficientes de que árvores plantadas podem ser usadas na fabricação de arcos. “Os colegas brasileiros recorreram a meios ilegais”, reconhece, em entrevista à Pública. “Mas o setor inteiro não pode ser responsabilizado”, ressalta.
A IPCI reúne cerca de duzentos fabricantes, sobretudo na Áustria, Alemanha, França e Estados Unidos, e ajudou a plantar aproximadamente 340 mil mudas nos últimos 25 anos — em um universo superior a dois milhões de árvores plantadas desde os anos 1970.
A conexão entre o Brasil e a tradição secular da luteria europeia revela-se com clareza em Cremona. Do alto da torre de 112 metros da catedral — a mais alta da Europa — os telhados avermelhados do centro medieval se espalham até desaparecerem na neblina da Pianura Padana. Por trás das fachadas históricas, funcionam cerca de duzentas oficinas e lojas de luthiers, com vitrines de violinos centenários e turistas que chegam em busca da herança de Antonio Stradivari.
Concerto matinal de domingo no Auditório Giovanni Arvedi, no Museo del Violino, Cremona
Foi durante a feira anual de música de Cremona que, em 2018, os Carabinieri (polícia italiana) apreenderam quinhentas varetas de pau-brasil que, segundo as autoridades italianas, haviam entrado ilegalmente no país e poderiam alcançar cerca de 500 mil euros no mercado. Marco Raposo estava na feira. A operação permanece como a única grande medida repressiva conhecida adotada na Europa.
É também nos arredores de Cremona que Francesco Marano mantém sua empresa de exportação de madeira. Os registros oficiais disponíveis estão longe de refletir a dimensão real do comércio. Análises de dados da CITES mostram que carregamentos destinados à Itália foram classificados como “law enforcement” em pelo menos oito ocasiões entre 2017 e 2020 — categoria usada para materiais apreendidos e posteriormente autorizados a retornar à origem. As autoridades italianas afirmaram não ter emitido nenhuma licença de importação de pau-brasil entre 2017 e 2024. O escritório da CITES da Comissão Europeia registrou, entre 2015 e 2023, a importação de apenas 1,95 metros cúbicos e 18,4 quilos de madeira provenientes de quatro países europeus. Mesmo considerando que um arco de violino pesa cerca de sessenta gramas, os números estão muito longe de refletir o volume real do que circula.
Atelier Slaviero, Cremona,Itália: enorme depósito guarda mais de 11 mil varetas de pau-brasil
Para Guimarães, é exatamente aí que a mudança para o Apêndice I da CITES poderia fazer diferença: “No momento em que entrar no Apêndice I, todos os Estados vão ser obrigados a fazer um rígido controle, inclusive dos estoques existentes, para saber se foram adquiridos legalmente. E tudo o que foi adquirido depois de setembro de 2007 teria que ter licença CITES. E eles não vão ter”, avalia. Para o analista, o argumento de que regras mais rígidas estimulariam o mercado ilegal não se sustenta: “A criminalidade sempre esteve ali. Mais alta do que já foi, não tem como ser. A tendência é que, com um controle rigoroso, haja menos interesse em lidar com essa matéria-prima e uma busca por outras alternativas.”
No Atelier Slaviero, o mestre cremonês Emilio Slaviero trabalha ao lado do filho Luca na fabricação de arcos de alta qualidade.
Numa oficina que parece um museu — dezenas de arcos em vitrines e paredes, herdados de gerações anteriores ou produzidos por ele e pelo filho —, o fabricante Slaviero recebeu a Pública. Aos 70 anos, ele é um dos archetiers mais disputados da Europa. Logo na entrada, um enorme depósito guarda mais de onze mil varetas de pau-brasil. Como cada arco leva cerca de uma semana para ser concluído, o estoque seria suficiente para abastecer gerações inteiras de fabricantes. Ao contrário de seus colegas brasileiros, Slaviero pode utilizá-lo livremente. Seu nome, no entanto, aparece num relatório da Polícia Federal de 2022 como um dos principais clientes de dois fabricantes cujos estoques e atividades haviam sido apreendidos pelo Ibama.
Em Cremona, Marco Raposo continua sendo lembrado pelos comerciantes que frequentam a feira anual de música. No Espírito Santo, fabricantes aguardam decisões judiciais enquanto galpões permanecem cheios de madeira apreendida. No sul da Bahia, árvores plantadas há mais de duas décadas seguem crescendo entre os cacaueiros — sem que seus donos saibam se um dia poderão utilizá-las.
Ao longo de cinco séculos, o pau-brasil atravessou diferentes ciclos: foi corante, símbolo nacional, madeira de exportação e matéria-prima de um mercado artesanal que liga pequenas cidades brasileiras a oficinas centenárias da Europa. Agora, tornou-se também objeto de disputas judiciais, científicas e diplomáticas. O desfecho permanece em aberto — e com ele, o destino da árvore que deu nome ao país.
O próximo Passeio Sénior, integrado no projeto “Vida com Ritmo – Programa Mais Vida à Vida”, convida a população sénior do concelho de Olhão a descobrir a história, a cultura e a beleza natural de Portimão e Alvor.
Ao longo de um dia de convívio e descoberta, os participantes terão oportunidade de visitar o Museu de Portimão, instalado nas antigas instalações da Fábrica de Conservas Feu, e conhecer a exposição permanente “Portimão, Território e Identidade”, que dá a conhecer a relação da cidade com o rio Arade, o mar e a indústria conserveira.
Durante a tarde, a visita prossegue pela Ria de Alvor, onde a paisagem natural se cruza com a memória e a tradição piscatória. Entre os pontos de interesse estão a antiga Lota e o histórico Edifício de Socorro a Náufragos, que alberga um barco salva-vidas dos anos 20 do século passado, testemunho da história marítima daquela região.
Dirigido a maiores de 60 anos residentes no concelho de Olhão, o Passeio Sénior realiza-se nas seguintes datas:
– Setembro – 15, 18, 22, 25 e 29;
– Outubro – 2, 6, 9, 13, 16, 20 e 23.
Inscrições:
– 31 de agosto – Junta de Freguesia de Moncarapacho, sede em Moncarapacho;
– 1 de setembro – Junta de Freguesia de Olhão, sala da sede;
– 2 de setembro – Junta de Freguesia de Pechão, sala da sede;
– 3 de setembro – Junta de Freguesia de Quelfes, sala da Patinha e sala da sede;
– 4 de setembro – Junta de Freguesia de Fuseta, Biblioteca na Fuseta.
Uma oportunidade para sair, conviver, conhecer novos lugares e descobrir o património que nos rodeia.
O Município de São Brás de Alportel manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Maria da Conceição, aos 113 anos de idade, a mulher mais idosa de Portugal.
Carinhosamente conhecida como “Rainha” na Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, onde residia, Maria da Conceição nasceu em 1912, dois anos antes da fundação do concelho de São Brás de Alportel.
Ao longo dos seus 113 anos de vida, foi testemunha de momentos marcantes da história de Portugal e do mundo, atravessando diferentes épocas e profundas transformações do país, desde o nascimento do concelho de São Brás de Alportel até à democracia, à integração de Portugal na União Europeia e à atualidade.
Ao longo dos anos, a sua longevidade e a sua história de vida foram motivo de carinho e reconhecimento por parte da comunidade são-brasense, que acompanhou e celebrou vários dos seus aniversários.
Em setembro de 2020, durante uma visita oficial ao concelho, o então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve oportunidade de conhecer Maria da Conceição. Desde então, fez questão de lhe dirigir uma mensagem de parabéns por ocasião do seu aniversário.
Mulher de atitude e boa disposição , Maria da Conceição conquistou o carinho de todos os que com ela privaram, deixando na memória de quem a conheceu a marca de uma personalidade singular e de uma vida extraordinariamente longa.
O Município de São Brás de Alportel recorda, com respeito, carinho e gratidão, esta são-brasense que deixa uma história de vida singular, marcada por mais de um século de memórias e vivências.
À família e muito especialmente à Santa Casa da Misericórdia, à que foi família, com uma dedicação e abnegação inexcedíveis, o Município apresenta as mais sentidas condolências, com profunda gratidão.
O Museu Municipal de Loulé convida as famílias a embarcarem numa viagem pelo património marítimo com a atividade “Famílias Navegadoras”, no próximo dia 28 de agosto, às 18h30.
O evento decorre na Antiga Lota de Quarteira, no âmbito da exposição “Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar. 6000 anos de História de Quarteira”.
A iniciativa propõe um fim de tarde dinâmico que cruza cultura, história e lazer. O programa arranca com uma visita orientada projetada para dar a conhecer a evolução do território e da comunidade que moldou a economia e a identidade local ao longo dos séculos.
A jornada culmina com um peddy paper desafiante, no qual os participantes vestem a pele de verdadeiros exploradores e utilizam o “Diário de Bordo” como mapa para desvendar a exposição de forma envolvente. Trabalhando em equipa, as famílias serão convidadas a desvendar desafios didáticos e de observação enquanto percorrem os quatro núcleos da exposição: «Explorar a Terra», «Explorar o Mar», «Ocupar e Viver» e «Território».
As vagas são limitadas. Os interessados devem realizar a sua inscrição através do e-mail servicos.educativos@cm-loule.pt ou pelo telefone 289 400 611.
No próximo dia 28 de agosto, pelas 22:30, no Largo Sebastião Martins Mestre (Paços do Concelho), o Município de Olhão e o Artelier? – Teatro de Rua apresentam o espetáculo de videomapping intitulado “200 anos em movimento”, com o apoio da Junta de Freguesia de Olhão.
Integrado no programa comemorativo do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão, o espetáculo assinala uma data particularmente significativa: 28 de agosto de 1826, dia a que corresponde a primeira ata que integra o acervo do Arquivo Municipal e que marca o arranque formal do funcionamento da estrutura camarária olhanense.
Ao longo de cerca de 70 minutos, “200 anos em movimento” propõe uma viagem pela história da Câmara Municipal de Olhão, revisitando acontecimentos, protagonistas e momentos marcantes dos seus dois séculos de existência. Através de uma linguagem contemporânea e de uma abordagem site-specific, o espetáculo recorre à tecnologia para projetar sobre os Paços do Concelho uma nova leitura da história e da identidade olhanenses.
A proposta artística vai, contudo, além da componente audiovisual. O espetáculo integra também uma dimensão de teatro participativo, colocando em interação, ao vivo, atores profissionais com elementos de diferentes núcleos e projetos teatrais não profissionalizados do concelho: a Universidade Sénior, o Grupo de Teatro Sénior de Olhão, o AlmaMonca, novo projeto teatral sediado em Moncarapacho, e jovens ligados à Casa Municipal da Juventude Hugo Charrão.
A criação do espetáculo resulta de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, que incluiu pesquisa histórica, investigação de campo junto da comunidade e releitura artística dos 200 anos de percurso da Câmara Municipal.
“200 anos em movimento” pretende, assim, transformar o espaço público num lugar de encontro entre memória, comunidade e criação artística, celebrando dois séculos de história municipal através de uma experiência dirigida a toda a população e a quem visita Olhão.
Portuguese President António José Seguro has officially signed into law a bill banning face-concealing attire in public spaces, with the move seen targeting the full-face Islamic veils like the burqa and niqab.
Addressing the national debate, President Seguro framed the decision around human interaction, stating: “The face should be considered a central element of human identity and communication.”
However, the former Socialist Party leader acknowledged the controversial nature of the ban, recognizing it as a matter of significant cultural and social sensitivity.
The law was largely backed by the country’s right-wing politicians and labeled the “burqa law” by Portuguese media. It passed parliament in July with the votes of right-wing parties, with the left firmly in opposition.
The new legal framework strictly limits garments designed to hide one’s identity in public spaces. It also penalizes forcing individuals to cover their faces based on gender, religion, or age.
Violators face financial penalties ranging from €150 to €3,000. There are, however, some exceptions. Wearing items that cover the face, such as medical masks, professional/artistic gear, and extreme weather wear, are all examples of exceptions under the law.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que decorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, ficaram marcadas pela presença de milhares de pessoas e por um programa recheado de iniciativas religiosas, musicais e culturais, sem esquecer as tradições do território.
O primeiro dia, a 13 de agosto, iniciou os festejos com uma missa na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, em Castro Marim, seguida de uma Procissão das Velas pelas várias artérias da vila.
A 14 de agosto iniciaram-se as celebrações na Zona Envolvente à Casa do Sal, com a abertura da Mostra de Artesanato, um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia e ainda um espetáculo do grupo de dança ARUTLA.
O grande destaque desta noite foi um grandioso concerto de Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que apresentou um espetáculo em nome próprio, a celebrar a música portuguesa.
O dia principal destas festas assinalou-se a 15 de agosto, começando com o Hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho, com a participação da Banda Musical Castromarinense.
Na tarde desse mesmo dia, decorreu a Recitação do Terço e uma missa solene na Igreja de Castro Marim, seguida do ponto alto das celebrações: a Procissão em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, o evento religioso com mais impacto no concelho, que atraiu uma multidão em nome da fé.
Nessa noite, o recinto da Mostra de Artesanato acolheu uma atuação de André Filipe Duo, seguido de um grande espetáculo protagonizado pelos portugueses The Gift, com a icónica Sónia Tavares na voz, que apresentaram os maiores êxitos de uma das bandas com mais sucesso a nível nacional.
A noite terminou com a performance do projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa, que utilizando a nostalgia e a sua energia, recordaram grandes músicas do passado e do presente.
O dia 16 de agosto foi dedicado à juventude, com uma tarde repleta de atividades como insufláveis radicais, jogos lúdicos e uma zona de animação, que antecipou o lançamento do Orçamento Participativo Jovem. Para terminar a tarde, decorreu uma Color Party com a atuação do DJ TuXx.
Já na noite de domingo, subiu ao palco a dupla Só Nós Dois, antecedendo a um grande espetáculo do alentejano Buba Espinho. A encerrar, a música eletrónica tomou conta do recinto pelas mãos da DJ Joana Faria.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires terminaram na segunda-feira, dia 17 de agosto, com o habitual concerto de verão da Banda Musical Castromarinense.
O evento foi organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a Paróquia de São Tiago.
El 20 de agosto de 2026 se realizó en el Alvear Palace Hotel de Buenos Aires la 23ª Conferencia del Council of the Americas (AS/COA), organizada junto a la Cámara…
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, esteve na segunda-feira, dia 17 de agosto, em Altura, para ficar a conhecer de perto os programas juvenis “Férias 5.0”, “Jovens pelo Ambiente” e “Férias Ativas” e os seus respetivos resultados, apoiados pelo Ministério e promovidos por associação de jovens e Município.
Na sede da associação juvenil Young Link, na antiga Escola Primária de Altura, a ministra esteve próxima dos jovens e ficou a saber mais acerca do programa “Férias 5.0”, que faz parte das “Férias Ativas de Verão” do Município de Castro Marim.
As “Férias 5.0” são uma aposta ganha deste programa, que junta as crianças, os jovens e a tecnologia, em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude e a associação Young Link, pretendendo integrar as áreas prioritárias tecnológico-científicas, com o objetivo de oferecer uma experiência geracional às crianças e jovens entre os 6 e os 10 anos, em vertente tecnológica de ocupação de tempos livres.
Esta iniciativa aborda temáticas como robótica, programação, inteligência artificial e comunicação digital, além de atividades alternativas como visitas e jogos.
No mesmo local, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto interagiu com os participantes do programa “Jovens pelo Ambiente”, que convida os mais novos a trabalharem no sentido crítico e a participarem ativamente na valorização do espaço público e preservação ambiental, através de atividades como a limpeza urbana ou a salinicultura, tendo entregado os seus certificados.
Margarida Balseiro Lopes assistiu ainda a uma aula de folclore com participantes das “Férias Ativas de Verão” do Município de Castro Marim, promovida pela Associação Cultural Amendoeiras em Flor, que promove as tradições do território junto dos mais novos.
Na antiga Escola Primária de Altura, foi ainda demonstrada outra atividade das “Férias Ativas de Verão” do Município de Castro Marim, que consistia na pintura de um mural, com a assinatura dos jovens do concelho.
Esta visita contou ainda com a participação do presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Ricardo Gonçalves, do vice-presidente, Paulo Santos, e ainda do diretor regional, Ricardo Pinto.
Edição de 2026 reforça a posição de Olhão como referência nacional na gastronomia ligada ao mar e no calendário de eventos do verão algarvio.
O 38.º Festival do Marisco de Olhão encerrou este sábado, 15 de agosto, depois de seis dias de celebração da gastronomia da Ria Formosa, da música e da identidade marítima do concelho. A edição de 2026 recebeu cerca de 50 mil visitantes, permitindo igualar os números registados no ano anterior e consolidar o evento como uma das principais referências gastronómicas e turísticas do Algarve.
Realizado no Jardim Pescador Olhanense, o Festival voltou a colocar em destaque a excelência do marisco e dos bivalves da Ria Formosa, a par de um cartaz musical diversificado, que contou com Matias Damásio, Deejay Telio, Némanus, Calema, Mariza e Daniela Mercury.
A edição deste ano ficou, também, marcada por um conjunto de melhorias introduzidas no recinto e na organização do evento, com destaque para o reforço do espaço disponível, o aumento das condições de segurança e a criação de um novo espaço dedicado à venda de marisco, contribuindo para uma maior fluidez e redução dos tempos de espera.
A diversificação da oferta gastronómica foi outra das apostas de 2026, com a estreia do Poke Market na área de street food e a presença da pastelaria Kubidoce, que apresentou especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, como o floripes e o moncarapachense.
Para o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, “com o recinto melhorado, o marisco de excelência e com a resposta de todos os serviços que fazem parte de um festival que se quer marcante, dinâmico, acessível e, acima de tudo, com um cartaz de excelência, conseguimos ter um ano muito, muito bom”.
O autarca destaca, ainda, que a edição de 2026 permitiu “perceber o seguinte: aumentar o espaço, aumentar a segurança e, acima de tudo, continuar com a grande qualidade de marisco que temos e com parceiros de excelência nessa área e, ao mesmo tempo, acompanhar a componente gastronómica com um cartaz de qualidade é a receita que torna o Festival do Marisco único e um dos eventos que marca a agenda do verão algarvio”.
Para Ricardo Calé, o balanço positivo desta edição resulta, igualmente, de um trabalho de preparação e aprendizagem a partir de outros grandes eventos realizados no país. “Tivemos muito cuidado para perceber aquilo que se passou este ano, não só aqui no Festival do Marisco, mas em outros eventos em todo o país. Encontrámos os melhores momentos, fizemos os contactos certos. Se acharam que este Festival do Marisco foi especial, aguardem pela 39.ª edição, que vai trazer muitas surpresas”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal de Olhão deixou, ainda, uma palavra de agradecimento a todos os que contribuíram para o sucesso do evento: “Muito obrigado a quem nos visitou e a todos os olhanenses pela forma como os receberam”.
Com cerca de 50 mil visitantes, o 38.º Festival do Marisco encerra, assim, uma edição que voltou a afirmar Olhão como capital da gastronomia ligada ao mar e reforçou a importância do evento para a promoção turística e económica do concelho, projetando a identidade, os produtos e a hospitalidade olhanense junto de milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
A próxima edição, a 39.ª, já está no horizonte e promete trazer novas surpresas a um dos eventos mais emblemáticos do verão algarvio.
Hoje, dia 12 de agosto, irá decorrer um eclipse solar parcial, com a lua a cobrir até 93,4% do disco solar.
Com previsão para ocorrer das 18h42, com o sol a pôr-se pelas 20h25, ainda eclipsado.
O eclipse é um raro fenómeno natural que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, projetando uma sombra na superfície terrestre que transforma o dia em noite.
Para ver o eclipse solar parcial corretamente, deve seguir as seguintes recomendações da Direção Geral de Saúde e da Proteção Civil:
– Nunca olhar diretamente para o sol sem a proteção adequada (óculos certificados – marcação CE e ISSO 12312-2);
– Confirmar que os óculos não apresentam riscos, furos, fissuras ou outros danos;
– Não utilizar óculos danificados ou cuja origem seja desconhecida;
– Não utilizar alternativas aos óculos certificados:
– Os óculos de sol, mesmo muito escuros, não protegem contra os danos causados pela observação direta do Sol;
– Não observar o Sol através de telescópios, binóculos, máquinas fotográficas ou outros equipamentos óticos sem filtros solares especificamente concebidos para esse efeito;
– Manter os óculos colocados durante toda a observação
– Procurar um local com vista completamente desimpedida para oeste-noroeste, sem serras, prédios ou arvoredo.
Para proteger as crianças:
– As crianças pequenas ou bebés não devem observar diretamente o eclipse, mesmo utilizando óculos certificados, uma vez que podem retirá-los inadvertidamente;
– Nas crianças mais velhas, explicar previamente a forma correta de utilização dos óculos e assegurar supervisão permanente durante a observação;
– Pode observar através de outros métodos, como a projeção do eclipse solar parcial utilizando uma folha e uma caixa de sapatos.
Cuidados a ter com equipamentos:
– Não apontar equipamentos como binóculos, máquinas fotográficas e telescópios diretamente ao sol, sem filtros solares específicos na abertura frontal.
Se observar o fenómeno sem os óculos recomendados, a queimadura solar pode provocar, entre outros:
– Visão turva ou desfocada;
– Aparecimento de uma mancha ou ponto cego no centro da visão;
– Alteração da perceção das cores;
– Sensibilidade anormal à luz.
Em caso de sintomas deve ser contactado o SNS 24 para devido aconselhamento e encaminhamento.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, em Castro Marim, vão decorrer entre os dias 13 e 17 de agosto, com uma programação que inclui várias iniciativas religiosas e culturais, sem esquecer as tradições do território.
No primeiro dia, a 13 de agosto, a partir das 21h00, haverá missa na Igreja de Castro Marim e sai para a rua a Procissão das Velas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que vai percorrer várias artérias da vila.
No dia seguinte, a 14 de agosto, a Zona Envolvente à Casa do Sal recebe a abertura da Mostra de Artesanato e um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia pelas 19h00, seguido de um espetáculo do grupo de dança ARUTLA pelas 21h00.
O destaque deste dia é Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que apresentará um grande espetáculo em nome próprio, celebrando a música portuguesa. A noite termina com a continuação do baile.
O dia principal destas festas assinala-se a 15 de agosto, começando pelas 09h00 com o Hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho.
À tarde, pelas 17h30, na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires decorrerá a Recitação do Terço, seguida de uma missa solene pelas 18h30.
O ponto alto destas celebrações decorre no mesmo dia, pelas 19h30, com a Procissão em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, um dos eventos religiosos do concelho que tem mais impacto e importância para a comunidade, que se une num momento de fé pelas ruas da vila de Castro Marim.
Já no recinto da Mostra de Artesanato, iniciam-se os concertos pelas 20h00 com André Filipe Duo, seguido de um grande espetáculo com os The Gift às 22h00 e terminando a noite com o projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa, pelas 00h00.
A 16 de agosto, o palco da Mostra de Artesanato recebe a atuação da dupla Só Nós Dois, pelas 20h00, antecipando um grande concerto de um dos cantores alentejanos mais conceituados: Buba Espinho. Para terminar, segue-se uma atuação energética da DJ Joana Faria.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires terminam a 17 de agosto, pelas 21h30, com o habitual Concerto de Verão da Banda Musical Castromarinense, no mesmo local.
O evento é organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a Paróquia de São Tiago.
A Avenida 24 de Junho, em Altura, vai transformar-se num autêntico sambódromo no sábado, dia 8 de agosto, com a realização do Carnaval de Verão, a partir das 22h00, com entrada livre.
Inspirado no cortejo de Carnaval, que é um dos mais celebrados no sotavento algarvio, esta iniciativa contará com carros e estruturas alegóricas, com foco no aproveitamento e na reutilização de materiais da edição que decorreu em fevereiro deste ano.
Com o mesmo tema, “Culturas e Tradições do Mundo”, o desfile contará com centenas de foliões e figurantes, que vão encher de cor e alegria a zona central da Avenida 24 de Junho, ao mesmo tempo que decorre o Mercadinho de Verão.
Integrado na programação da Animação de Verão em Altura, o evento termina no palco da Zona de Lazer, com um concerto dos “Pau de Arara”.
A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia de Altura, em parceria com o Município de Castro Marim.
O Jardim Pescador Olhanense volta a ser palco do maior evento gastronómico a sul do país.
De 10 a 15 de agosto, o 38.º Festival do Marisco reúne o melhor da gastronomia da Ria Formosa, um cartaz musical de excelência e várias novidades que prometem tornar a experiência dos visitantes ainda mais confortável e completa.
A inauguração oficial realiza-se na próxima segunda feira, dia 10 de agosto, pelas 19:30, e contará com a presença do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Considerado um dos eventos mais emblemáticos do verão algarvio, o Festival do Marisco volta a afirmar Olhão como capital da gastronomia ligada ao mar, dando destaque aos mariscos e bivalves mais frescos da Ria Formosa, preparados num ambiente único junto à frente ribeirinha.
À componente gastronómica. junta-se um cartaz musical de grande qualidade, com artistas nacionais e internacionais que prometem animar as seis noites do festival:
10 de agosto – Matias Damásio;
11 de agosto – Deejay Telio;
12 de agosto – Némanus;
13 de agosto – Calema;
14 de agosto – Mariza;
15 de agosto – Daniela Mercury.
A edição de 2026 apresenta, ainda, diversas novidades pensadas para melhorar a experiência de quem visita o recinto. Entre elas, destaca-se a criação de um novo espaço dedicado à venda de marisco, permitindo reduzir tempos de espera e proporcionar maior fluidez no serviço.
Na área de street food, para além das já habituais propostas como hambúrgueres e pizzas, estreia-se este ano o Poke Market, alargando a diversidade da oferta gastronómica disponível.
Os visitantes poderão, ainda, encontrar um espaço da pastelaria Kubidoce, que apresentará algumas das suas especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, como o floripes e o moncarapachense.
Outra das novidades passa pela distribuição de pulseiras com um código QR em praias e outros locais estratégicos. Através desse código, os visitantes poderão aceder a uma comunidade oficial no WhatsApp, onde serão disponibilizadas informações úteis sobre o evento, nomeadamente estacionamentos, acessos, entradas, localização dos espaços de restauração e outras informações práticas. No final, será, igualmente, possível responder a um questionário de satisfação, contribuindo para a melhoria contínua do Festival.
Atendendo ao facto de os Mercados de Olhão serem semifinalistas nacionais da iniciativa Novas 7 Maravilhas de Portugal, o recinto contará, igualmente, com um espaço dedicado à divulgação da candidatura, onde os visitantes poderão conhecer melhor este património emblemático do concelho e receber brindes alusivos à campanha.
Os bilhetes encontram-se disponíveis na Ticketline, nos pontos de venda habituais e também nas bilheteiras do recinto durante os dias do evento.
Durante seis dias, o Festival do Marisco volta a reunir os sabores únicos da Ria Formosa, a melhor música e milhares de visitantes, reforçando o seu estatuto como um dos maiores e mais importantes eventos turísticos e gastronómicos de Portugal.
Mais do que um festival, o Festival do Marisco é uma celebração da identidade marítima de Olhão, da excelência da sua gastronomia e da hospitalidade do concelho.
“Depois do sucesso das edições anteriores, que reuniram milhares de visitantes e dezenas de parceiros, o Existir Summer regressa em 2026 com um programa renovado e a mesma missão: transformar momentos de convívio em oportunidades para apoiar quem mais precisa.”
Nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, o Largo do Salão de Festas de Loulé volta a receber um dos eventos solidários mais aguardados do verão algarvio. A Existir – Associação para a Intervenção e Reabilitação de Populações Deficientes e Desfavorecidas promove mais uma edição do Existir Summer, uma iniciativa que une música, animação, gastronomia e responsabilidade social, proporcionando dois dias de convívio, partilha e alegria para toda a comunidade.
Com entrada livre, o evento decorrerá entre as 19h00 e a 01h00, convidando famílias, visitantes e turistas a viver uma experiência onde a diversão se alia à solidariedade. Mais do que um evento de verão, o Existir Summer é uma iniciativa que pretende sensibilizar a comunidade para a importância da inclusão e apoiar o trabalho diário desenvolvido pela Associação Existir na promoção da autonomia, da dignidade e da qualidade de vida das pessoas com deficiência e das suas famílias.
Um cartaz pensado para todas as gerações
A edição de 2026 apresenta um programa musical diversificado, reunindo artistas que prometem proporcionar duas noites memoráveis.
14 de agosto
Ruben Filipe
“Obrigado Marco Paulo”, espetáculo de homenagem interpretado por Luís Guilherme
15 de agosto
Melissa Simplício
Nuno & Soraia
Ao longo das duas noites, os visitantes poderão ainda desfrutar de uma ampla zona de comes e bebes, ideal para reunir familiares e amigos, bem como de um espaço dedicado aos mais pequenos, com várias atividades e momentos de diversão, tornando o Existir Summer um evento pensado para todas as idades.
Muito mais do que um evento
O Existir Summer nasceu com um objetivo muito claro: unir a comunidade em torno de uma causa solidária. Todas as receitas obtidas durante o evento revertem integralmente para o desenvolvimento das respostas sociais da Associação Existir, contribuindo para a continuidade dos projetos, atividades e serviços prestados diariamente aos seus utentes.
Ao longo das últimas edições, o Existir Summer afirmou-se como uma referência no calendário de verão do concelho de Loulé, reunindo milhares de visitantes, parceiros, voluntários e entidades que acreditam que a inclusão se constrói através da participação de todos.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, em Castro Marim, vão decorrer entre os dias 13 e 17 de agosto, com uma programação que inclui várias iniciativas religiosas e culturais, sem esquecer as tradições do território.
No primeiro dia, a 13 de agosto, a partir das 21h00, haverá missa na Igreja de Castro Marim e sai para a rua a Procissão das Velas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que vai percorrer várias artérias da vila.
No dia seguinte, a 14 de agosto, a Zona Envolvente à Casa do Sal recebe a abertura da Mostra de Artesanato e um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia pelas 19h00, seguido de um espetáculo do grupo de dança ARUTLA pelas 21h00.
O destaque deste dia é Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que apresentará um grande espetáculo em nome próprio, celebrando a música portuguesa. A noite termina com a continuação do baile.
O dia principal destas festas assinala-se a 15 de agosto, começando pelas 09h00 com o Hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho.
À tarde, pelas 17h30, na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires decorrerá a Recitação do Terço, seguida de uma missa solene pelas 18h30.
O ponto alto destas celebrações decorre no mesmo dia, pelas 19h30, com a Procissão em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, um dos eventos religiosos do concelho que tem mais impacto e importância para a comunidade, que se une num momento de fé pelas ruas da vila de Castro Marim.
Já no recinto da Mostra de Artesanato, iniciam-se os concertos pelas 20h00 com André Filipe Duo, seguido de um grande espetáculo com os The Gift às 22h00 e terminando a noite com o projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa, pelas 00h00.
A 16 de agosto, o palco da Mostra de Artesanato recebe a atuação da dupla Só Nós Dois, pelas 20h00, antecipando um grande concerto de um dos cantores alentejanos mais conceituados: Buba Espinho. Para terminar, segue-se uma atuação energética da DJ Joana Faria.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires terminam a 17 de agosto, pelas 21h30, com o habitual Concerto de Verão da Banda Musical Castromarinense, no mesmo local.
O evento é organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a Paróquia de São Tiago.
Los enfrentamientos de la madrugada entre policías y migrantes ilegales en la frontera con Ceuta, donde se usaron gases lacrimógenos y cañones de agua, habían quedado atrás a primera hora…