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Mercado revê aposta na Argentina enquanto dívida de 2027 entra no radar

22 October 2026 at 07:14

O risco-país da Argentina voltou a superar os 700 pontos nesta semana e atingiu o maior nível em cerca de um ano. O movimento chama atenção, mas o número sozinho explica pouco sobre o que está acontecendo com os ativos argentinos.

Por trás da piora está uma combinação de fatores externos, movimentos técnicos do mercado e uma discussão que deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos meses: como a Argentina chegará a 2027, ano de eleição presidencial e de vencimentos relevantes da dívida em moeda estrangeira.

São mais de US$ 30 bilhões em principal e juros no próximo ano, segundo levantamento do FMI (Fundo Monetário Internacional). A conta inclui compromissos com credores privados e organismos internacionais.

O volume não é um problema imediato de pagamento. Hoje, o país mantém pouco mais de US$ 50 bilhões em reservas. Parte das obrigações pode ser refinanciada e outra parcela envolve o próprio FMI.

O aumento do risco-país das últimas semanas, portanto, não deve ser explicado apenas por essa conta.

Parte importante da alta recente veio de fora da Argentina, avalia Daniel Marcatto, sócio e analista da Exploritas. A abertura das taxas dos títulos norte-americanos e o fortalecimento do dólar pressionaram os mercados emergentes.

A diferença é que a Argentina tende a responder de maneira mais intensa a esses movimentos: “o crédito argentino tem um beta muito elevado”, segundo Marcatto.

Na prática, quando o ambiente piora para emergentes, os títulos argentinos costumam sofrer mais. E o mesmo acontece no sentido contrário, quando há melhora global nas condições financeiras.

Se não bastasse isso, outubro também costuma ser um mês menos favorável para esse mercado.

Marcatto explica que fundos norte-americanos tradicionalmente fazem o rebalanceamento de suas carteiras neste período, antes do início de um novo ano fiscal em novembro. Historicamente, a janela entre dezembro e abril tende a ser mais favorável para títulos de mercados emergentes.

No caso argentino, houve ainda pressão de fluxos locais. Com a retomada das remessas de dividendos ao exterior, empresas argentinas passaram a vender posições em títulos soberanos para levantar caixa e fazer remessas. O fim da restrição retirou do mercado um comprador importante.

Essas tesourarias poderiam comprar papéis argentinos. Agora, parte delas está fazendo o contrário.

Daniel Marcatto diz que mais de US$ 4 bilhões já teriam sido enviados ao exterior nesse processo e que o volume pode ir de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões até o fim do ano.

A aposta ficou menos otimista

Se os fatores técnicos ajudam a explicar a velocidade do movimento recente, há também uma mudança mais profunda na maneira como investidores enxergam a economia argentina.

Para Fabio Giambiagi, argentino que é pesquisador no FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o mercado exagerou no otimismo em relação à capacidade de recuperação do país.

“O mercado fez uma aposta na Argentina que estava ‘comprando lotes na Lua’. Era delirante”, afirma.

Os números ajudam a entender a crítica. No início de 2025, o REM (Relevamiento de Expectativas de Mercado), levantamento do Banco Central argentino semelhante ao Focus brasileiro, apontava crescimento próximo de 3,7% para a economia em 2026. A expectativa de inflação para este ano estava em torno de 15%.

As projeções mudaram. No REM mais recente, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é projetado em apenas 1,5% em 2026. A inflação estimada para dezembro chegou a 30%.

“Aos poucos, o mercado foi percebendo a dimensão do problema. No começo havia uma perspectiva irrealista da evolução das principais variáveis”, diz Giambiagi.

A eleição presidencial argentina acontece apenas no próximo ano e a capacidade de Milei de manter apoio político e dar continuidade ao programa econômico começa a importar mais à medida que o calendário avança.

“Achar que o governo vai aprovar o que quiser é uma prova de miopia da análise econômica sobre a política”, diz Giambiagi. Para o economista, investidores subestimaram as dificuldades políticas do governo e também os efeitos do próprio estilo do presidente na construção de alianças.

Nesta semana, uma nova controvérsia surgiu durante uma viagem de Milei à Espanha. O argentino chamou o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável” pouco mais de um mês antes das eleições espanholas. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha respondeu dizendo que não aceita interferências externas e classificou a postura do presidente argentino como “indigna”.

Giambiagi cita episódios semelhantes dentro da própria Argentina e aponta para a postura que falta ao mandatário do país platino: “presidente em uma república faz política”.

O próximo governo continuará dependendo do Congresso para aprovar reformas e o ambiente político pode afetar diretamente a confiança dos investidores.

Giambiagi vê o calendário com preocupação. Segundo ele, a popularidade de Milei caiu em relação aos níveis observados no início do governo e uma eventual disputa de segundo turno pode se tornar especialmente difícil caso a oposição consiga concentrar o voto contrário ao presidente.

O país entra em 2027 com uma situação muito diferente daquela encontrada por Milei no início do governo. A inflação caiu, o resultado fiscal melhorou, as reservas cresceram e a balança comercial melhorou.

Ao mesmo tempo, as expectativas ficaram menos exuberantes e o mercado começa a olhar com mais atenção para a capacidade política do governo de sustentar o programa econômico.

“O mercado aos poucos está percebendo que não é uma festa”, diz Giambiagi.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

Milei hace política exterior a golpe de insultos: choques con Sánchez, Lula, Petro y Arce

22 October 2026 at 05:00

Javier Milei ha convertido sus insultos en una seña de identidad que levanta polvareda allí donde va. España y Brasil han vivido de forma esporádica lo que en Argentina ocurre a diario: opositores, periodistas y economistas críticos son calificados como “mierdas humanas”, “basuras repugnantes”, “imbéciles”, “idiotas” y “corruptos”, entre muchos otros agravios. En el exterior, sus blancos favoritos son líderes políticos progresistas, a los que denosta sin importar que sus palabras causen crisis diplomáticas inéditas entre países con lazos históricos.

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© EPV

Javier Milei y Flávio Bolsonaro en São Paulo, en julio.

Milei agita la campaña con insultos a Sánchez y abrazos a Ayuso

22 October 2026 at 04:30

Cuando se confirmó que Javier Milei volvía a España pero esta vez en plena precampaña electoral, el equipo de campaña del presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, no daba crédito. Parecía un regalo perfecto. Y lo fue. Hasta el alcalde de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, del PP, admitió que el viaje era un caramelo para el presidente. “Pedro Sánchez será el primero que esté muy feliz por la propaganda que le ha dado Milei hoy, estoy seguro”, llegó a decir el regidor.

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El líder del PP, Alberto Núñez Feijóo (i) y el presidente de la Junta de Andalucía, Juanma Moreno Bonilla (d),  este miércoles en Sevilla.El PSOE exhibe una lona en su sede de Ferraz durante la visita a España del presidente argentino, Javier Milei, este miércoles.

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© EPV

La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, se reúne con el presidente de la República Argentina, Javier Milei, en las instalaciones del Canal de Isabel II de la capital, este miércoles.

El PP confía en que el impacto de la visita de Milei se diluya el 29-N: “Si llega a venir la última semana sería distinto”

22 October 2026 at 04:30

No es la primera vez que sucede. Hace dos años, en junio de 2024, en la anterior visita de Javier Milei a España, Isabel Díaz Ayuso incomodó a Génova al otorgar al presidente de Argentina la medalla internacional de la Comunidad de Madrid, en un acto con toda la pompa del que fue ajeno el líder del PP. Ahora, en plena precampaña electoral, la presencia del histriónico mandatario latinoamericano vuelve a ser incómoda para el PP, salvo para la presidenta de la Comunidad de Madrid, que ha vuelto a reivindicarlo como un referente, al recibirlo calurosamente y exhibir complicidad con un abrazo mientras el líder de su partido lo ignoraba y ponía tierra de por medio con un acto en Sevilla centrado en las políticas de vivienda. Los populares son conscientes de que los insultos de Milei en Madrid a Pedro Sánchez, a quien llamó este miércoles “impresentable dictador”, pueden activar al electorado progresista, pero confían en que el impacto de la visita del presidente argentino se diluya porque aún faltan 40 días para la cita con las urnas. “Menos mal que ha venido ahora y no el 21 de noviembre, porque si llega a venir la última semana de campaña el escenario sería distinto”, admite un dirigente.

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La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, se reúne con el presidente de la República Argentina, Javier Milei, en las instalaciones del Canal de Isabel II de la capital, este miércoles.

Milei cede en Diputados: restituyen la ley que limita la venta de tierras a extranjeros

22 October 2026 at 00:59
La Cámara de Diputados aprobó por 124 votos contra 119, con seis abstenciones decisivas, el proyecto del ministro de Desregulación, Federico Sturzenegger, pero el oficialismo debió ceder: restituyó la ley que limita la compra de tierras rurales por extranjeros, que el decreto de Javier Milei había derogado. El texto vuelve al Senado.

Espanha diz não aceitar interferências externas e critica Milei: “Indigno”

21 October 2026 at 21:42

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha disse nesta quarta-feira (21) não aceitar interferências externas e chamou Javier Milei de “indigno”. Isso acontece após o presidente da Argentina chamar o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável”.

“A Espanha é uma nação soberana que não aceita ingerências externas, nem ataques e injúrias ao seu presidente e suas instituições eleitas, livre, democrática e soberanamente, nem tolera que ninguém atrapalhe essa convivência pacífica e democrática”, expressou a pasta em comunicado.

A fala de Milei foi feita durante visita do presidente argentino ao país europeu, que acontece a pouco mais de um mês das eleições espanholas. A votação foi antecipada para o dia 29 de novembro, depois que o Congresso não aprovou um pacote de medidas destinadas a mitigar a crise habitacional no país.

O governo de Sánchez, premiê da esquerda que tenta se reeleger, também fez referência à fala de Milei de que espanhóis deveriam “tirar os socialistas a pontapés” porque estão no “berço do liberalismo”.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha qualificou as falas do argentino como “insultos e calúnias” e afirmou que o líder do país sul-americano incitou “o uso da violência”.

“É indigno que uma pessoa que ostenta a mais alta chefia de uma nação realize visitas ao nosso país com o único objetivo de tentar gerar um clima de polarização e violência entre os espanhóis e entre nações irmãs, como são a espanhola e a argentina”, afirmou a chancelaria do país europeu.

Milei está na Espanha desde a última terça-feira (20) para uma série de eventos. O discurso no qual fez duras críticas a Sánchez ocorreu em um Fórum Econômico, na manhã desta quarta.

Durante a tarde, Milei fez uma ligação por vídeo com o candidato do partido Vox e se reuniu com a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, ambos de direita.

Quem é Javier Milei, presidente da Argentina

La historia de ‘Fanático’, el “temazo” con el que Sánchez le devolvió hostilidades a Milei

21 October 2026 at 19:19

Ya moneda corriente en Argentina, Javier Milei logró impresionar en España con el despliegue de su estilo habitual: insultos para periodistas, políticos y adversarios ideológicos. Se ensañó especialmente con el presidente del Gobierno español, Pedro Sánchez, a quien calificó de “impresentable dictador”, “corrupto” y “autoritario Pedrito”. Sánchez, preparado para sacar rédito de su antagonismo con el ultra, le devolvió las provocaciones con una alusión particularmente irónica. “Aprovechando que voy en el coche, camino de Burgos, para escuchar este temazo argentino. ¡Me encanta!”, escribió en sus redes sociales. La canción elegida fue Fanático, de la cantante argentina Lali Espósito, convertida en una suerte de himno de oposición al presidente argentino.

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© EPV

Lali Espósito durante un concierto en Madrid, en julio.

Inaceptable Milei

21 October 2026 at 18:49
Javier Milei, presidente de Argentina, en el Foro Nueva Economía, en el Casino de Madrid.

No habían pasado ni cinco minutos de su primer acto público en Madrid este miércoles cuando Javier Milei, presidente de Argentina, insultó gravemente al presidente del Gobierno de España. Ante un auditorio de empresarios, políticos y académicos de la órbita de la derecha española, habló del “siniestro socialismo del siglo XXI” y puso como ejemplo del mismo al “impresentable dictador Pedro Sánchez”. Entre el público del Casino de Madrid se oyeron aplausos. Se volvieron a oír cuando dijo que “hay que sacar a los socialistas a patadas”.

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Milei, a Abascal, en una videollamada: “Es un placer patear culos zurdos”

21 October 2026 at 17:38

“Amigo, ¿cómo estás? Che, dicen que no me querés más”, comenzó diciendo Javier Milei por si quedara algún charco más por pisar. “Por eso estás en mi despacho”, respondió irónicamente Santiago Abascal, antes de empezar a reír. El primero estaba en la fundación Disenso y el segundo, metido en una furgoneta en Avilés a punto de comenzar un mitin electoral.

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© Santiago Abascal y Javier Milei (RRSS)

Capturas de los vídeos publicados por el presidente argentino y el líder de Vox de la videollamada que han mantenido este miércoles.

Ayuso y Milei, un encuentro inoportuno zanjado con un abrazo entusiasta

21 October 2026 at 17:31

La Comunidad de Madrid cuenta con un equipo de comunicación de primer nivel que informa de todos los pasos que da Isabel Díaz Ayuso. La presidenta de Madrid habla prácticamente a diario y se somete a las preguntas de los periodistas de una forma que solo hacen algunos mandatarios latinoamericanos y Donald Trump. No hay ningún tema de relevancia nacional sobre el que no opine. Su agenda funciona como un reloj y se conoce siempre la tarde de antes. Puede anunciar una visita a la feria del melón o un discurso inaugural en un simposio del colegio de notarios. Sin embargo, su encuentro con todo un jefe de Estado se ha celebrado sin mucha pompa institucional y, de hecho, ha permanecido oculto hasta última hora.

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© EPV

Isabel Díaz Ayuso y Javier Milei, presidente de Argentina, se abrazan este miércoles en Madrid, donde han mantenido un encuentro a puerta cerrada.

Chequeo al discurso de Milei sobre Argentina: magnifica sus logros y omite datos desfavorables

21 October 2026 at 16:24

Desde que el economista Javier Milei asumió la Presidencia de Argentina, en diciembre de 2023, ha mantenido un discurso que tiende a agravar la dura herencia recibida por el kirchnerismo y a magnificar sus logros económicos. Este martes, durante su discurso en el Nueva Economía Forum en Madrid, además de volver a insultar a Pedro Sánchez, enumeró una catarata de datos como evidencia del avance económico del país sudamericano. La mejoría macroeconómica es innegable, pero no tan grande como la pinta. Su discurso, además, omite cifras desfavorables como el aumento del desempleo, el cierre de más de 30.000 empresas, la agonía de algunos sectores industriales, la morosidad récord de las familias argentinas por la imposibilidad de devolver créditos y la caída del poder adquisitivo de salarios y pensiones por el aumento del gasto en servicios como luz, gas, agua y transporte. A continuación se ofrece una revisión de algunos de los datos mencionados por el presidente argentino:

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Milei llama en Madrid “impresentable dictador” a Sánchez

Milei ataca a la prensa durante su visita: “Es corta intelectualmente, vale para tu caso”; “corrupta”; “no puedo respetar tu cerebro”

21 October 2026 at 15:51

Lo primero: el final. A la salida de la intervención de Javier Milei en el Casino de Madrid, a muy pocos metros de la Puerta del Sol, el presidente argentino se frenó en seco ante una nube de periodistas, a los que atendió durante casi un cuarto de hora. Esta escena, habitual en casi todos los actos a los que acuden políticos y que se le conoce en el mundillo periodístico como canutazo, activó al protocolo de seguridad del mandatario. Es más, frenó en seco a casi todos los invitados, que tuvieron que esperar a que terminara su atención a los medios para abandonar la sala.

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El presidente de Argentina, Javier Milei, a su llegada esta mañana al desayuno informativo.

Entidades divulgam manifesto pela valorização do serviço público

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Às vésperas do segundo turno das eleições gerais, dezenas de entidades representativas de servidores públicos federais divulgaram manifesto para alertar quanto à polaridade de propostas que se apresentam ao país no próximo domingo (25). 

Dois projetos de Estado profundamente distintos estão em disputa: um de esquerda e outro de direita. De acordo com as instituições, as consequências serão decisivas não só para o futuro do serviço público, mas também para as condições de trabalho, os direitos e a valorização de seus servidores.

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O documento, publicado nessa terça-feira (20), avalia que, de um lado, reaparecem propostas de reforma administrativa que, sob o argumento de modernizar o Estado, podem comprometer a estabilidade dos servidores, ampliar a precarização dos vínculos de trabalho e fragilizar a capacidade do Poder Público de atuar com autonomia, continuidade e independência técnica.

“A estabilidade não é privilégio corporativo: constitui uma garantia institucional contra pressões políticas e econômicas. É uma condição para que o servidor exerça suas atribuições em defesa do interesse público.”

O manifesto também critica a gestão do presidente argentino Javier Milei, embasada na política de redução da máquina administrativa. Decreto assinado nessa terça-feira pelo chefe do Executivo do país andino instituiu plano de demissão voluntária que pode alcançar 21 mil servidores públicos. Desde janeiro de 2023, o governo Milei fechou 77 mil vagas no serviço estatal argentino.

“A experiência argentina sob a gestão de Javier Milei – marcada por severas medidas de ajuste, cortes no setor público e redução de estruturas estatais – oferece um alerta sobre os custos sociais e institucionais de políticas dessa natureza."

Principais pontos

O documento das entidades que atuam em áreas estratégicas do Estado brasileiro cita as perspectivas de congelamento ou redução salarial, restrições ao ingresso de novos servidores e demissões em larga escala, medidas associadas a programas de ajuste fiscal que podem comprometer a prestação de serviços essenciais. 

"Não se trata apenas de discutir remunerações, mas de preservar carreiras, conhecimento técnico e capacidade de resposta do Estado às necessidades da população.”

As entidades de classe do serviço público também apontam como fundamental, o direito à negociação coletiva e à livre organização sindical. Para esses grupos, a interrupção dos canais de diálogo, o enfraquecimento das entidades representativas e as tentativas de restringir a atuação sindical ameaçam conquistas históricas e comprometem a construção de soluções negociadas para os conflitos entre servidores e governo. 

O manifesto ressalta que a experiência recente demonstra que o diálogo institucional pode produzir resultados concretos, ainda que insuficientes, para reparar integralmente as perdas acumuladas pelos servidores.

“Após anos de restrições e prolongada defasagem remuneratória, o atual governo retomou os processos de negociação com as entidades representativas e promoveu reajustes salariais para o funcionalismo federal, além de reabrir espaços de interlocução sobre condições de trabalho e valorização das carreiras.”

A carta também compara os modelos de gestão pública dos últimos governos. Segundo o texto, o período anterior, marcado pelo assédio institucional e moral, por conflitos com o funcionalismo e perseguição a servidores, restrições à negociação e iniciativas de reforma administrativa de caráter regressivo, deixou um legado de perdas do poder de compra, desvalorização e insegurança.
 
“O período atual, por sua vez, restabeleceu canais de diálogo e negociação, retomou reajustes e reconheceu a importância dos servidores para o funcionamento do Estado. Embora persistam desafios, a diferença entre esses modelos é concreta: de um lado, a redução de estruturas e a compressão de direitos; de outro, a reconstrução da interlocução institucional e a recuperação, ainda parcial, da valorização do serviço público.”

O manifesto também avalia que propostas de redução de gastos sociais e de cortes no orçamento federal podem comprometer políticas públicas essenciais de transferência de renda, moradia, fornecimento de medicamentos e de incentivo educacional.

As entidades destacam que defender o serviço público é atuar a favor da democracia, da capacidade do Estado de formular e executar políticas públicas de os direitos da população

“Neste momento decisivo, as entidades signatárias reafirmam seu compromisso com um Estado democrático, eficiente, socialmente responsável e capaz de assegurar direitos. A sociedade e os servidores públicos precisam avaliar com atenção as propostas em debate e suas consequências de longo prazo. O futuro do serviço público não é uma questão corporativa: é uma escolha sobre o país que queremos construir.”

O manifesto é assinado pelas seguintes entidades de classe:

  • Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional);
  • Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty);
  • Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp);
  • Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea (Afipea Sindical);
  • Sindicato Nacional dos Peritos Federais Territoriais (SINDPFA / Territorial Sindical);
  • Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait);
  • Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor);
  • Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB Sindical);
  • Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon Sindical);
  • Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita do Brasil (Anfip);
  • Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa);
  • Associação Nacional da Carreira de Desenvolvimento de Políticas Públicas (Andeps);
  • Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Superintendência de Seguros Privados (Sindsusep).

Spanish Students Protest Javier Milei’s Visit to University

21 October 2026 at 13:28

Demonstrators at Rey Juan Carlos University denounce his policies threaten public higher education.

On Wednesday, hundreds of Spanish students gathered at Rey Juan Carlos University (URJC) to protest the visit of far-right Argentine President Javier Milei, who was scheduled to participate in a forum during his stay in Madrid.

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Armed with pots and pans, whistles, Palestinian flags, and banners, the students waited for the Argentine leader, who arrived at the university escorted by several security vehicles with tinted windows.

“Milei, fascist, you’re on our list” and “Milei, you rat, die,” social activists opposed to the presence of the far-right politician shouted in unison.

The URJC for Public Education Platform has called for Milei’s invitation to be canceled, arguing that his presence contradicts the values of a public university.

El fascista de Javier Milei se encuentra ahora mismo en el campus de Vicálvaro de la URJC impartiendo una charla, acompañado de Díaz Ayuso.

Las estudiantes nos negamos a que nuestros campus sean utilizados como altavoces para los discursos reaccionarios. No pasarán. pic.twitter.com/fkriIKhmnn

— Sindicato de Estudiantes (@SindicaEstudian) October 21, 2026

The text reads, “The fascist Javier Milei is currently at the URJC’s Vicálvaro campus giving a talk, accompanied by Diaz Ayuso. We, the students, refuse to let our campuses be used as a platform for reactionary discourse. They shall not pass.”

“The campus must be a free space where we can all express our opinions,” said Sara Pazos Garcia, a doctoral student in health sciences, who denounced the university administration’s failure to respond to her statement rejecting the visit.

Alejandro, a spokesperson for the organization Socialism, criticized the university model promoted by Milei and Isabel Diaz Ayuso, the conservative president of the Community of Madrid.

“They represent the same university model, which involves defunding public universities to drive the working class out of them,” he said.

The protest took place under a heavy security deployment, with dozens of riot police officers stationed in front of the library and six police vans on the campus’ main street, while demonstrators chanted, “Police out of the university.”

teleSUR/ JF

Source: EFE

Milei saca el programa de la motosierra en el Casino (ante Jaime de Marichalar, Ramón Tamames y figuras del PP y Vox)

21 October 2026 at 12:33
El presidente argentino, Javier Milei, durante el desayuno informativo de Nueva Economía Forum, en el Casino de Madrid.

Esperanza Aguirre estaba decidida. Como el resto de invitados, quería pasar por el arco de seguridad. Pero nada, que no. Un agente de seguridad le ha indicado con la mano hacia la imponente y limpia escalera de caracol —en un gesto más propio de un pase de toros que de hombre uniformado— que no hacía falta. Minutos después, un hombre altísimo, enfundado en una gabardina beige, gafas de sol y apoyado en un bastón, subía también para escuchar a todo un presidente como el argentino Javier Milei en el Casino de Madrid.

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El presidente argentino, Javier Milei, antes de entrar al desayuno informativo.

Brasil rechaza las acusaciones del presidente argentino Javier Milei

21 October 2026 at 11:45
Desde el ámbito institucional brasileño se ha señalado que las manifestaciones del jefe de Estado argentino replican falsedades impulsadas por sectores derrotados en anteriores contiendas electorales.

Ayuso recibirá finalmente a Milei en un encuentro rodeado de secretismo

21 October 2026 at 10:27

Isabel Díaz Ayuso y Javier Milei, el presidente argentino, finalmente se encontrarán este miércoles a las cinco de la tarde. La reunión no ha sido anunciada por la Comunidad de Madrid hasta última hora y en un ambiente de secretismo. Será a puerta cerrada y sin rueda de prensa. Ni siquiera se ha informado en un primer momento sobre dónde se va a celebrar.

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© Presidencia de Argentina/EP

El presidente de Argentina, Javier Milei, saluda a la presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, durante la última jornada del Madrid Economic Forum, en el Palacio de Vistalegre, a 8 de junio de 2025, en Madrid (España).
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