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Flávio Bolsonaro propõe ‘voucher’ para creche: a troco de quê?

22 September 2026 at 16:00

Uma grande novidade deste período eleitoral é a constatação por parte das campanhas – de todos os espectros políticos – de que 51,5% do eleitorado é composto de mulheres. E que, por isso, falar delas e de pautas que as interessam talvez seja uma boa ideia. 

A aproximação da direita e da extrema direita ao público feminino não é de hoje. O crescimento de figuras como a Senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a própria Michelle Bolsonaro (PL-DF), ex-presidente do PL Mulher, são exemplos disso. 

Claro, existem personalidades e falas misóginas também na esquerda. Mas essa “direita pró-mulher” me é um pouco estranha porque, afinal, o projeto da direita é, em essência, machista. Afinal, o neoliberalismo é ancorado em políticas econômicas que não só prejudicam relativamente mais as mulheres como dependem de forma basilar da exploração gratuita de seu trabalho. 

Um exemplo bastante conhecido é o das creches públicas. Um projeto de Estado mínimo que se desresponsabilize do investimento na educação infantil nunca vai se preocupar em garantir vagas para todas as crianças. 

Isso, por um lado, reduz a possibilidade de autonomia econômica das mães, que têm restrita sua possibilidade de trabalhar fora porque precisam ofertar cuidado para as crianças em tempo integral – sem compensação financeira. Já que hoje, cerca de 30% das mulheres que não buscam trabalho remunerado afirmam não o fazer por precisarem se dedicar ao cuidado de familiares e a afazeres domésticos. 

Por outro lado, este projeto terceiriza para a figura das famílias – na prática, quase sempre só às mulheres – uma carga que deveria ser da sociedade como um todo, a de manter e reproduzir a vida. 

No caso das crianças, elas são a força de trabalho do futuro. 

Ou seja: o país só cresce, produz e prospera porque há algumas décadas uma parte das mulheres dedicou anos de suas vidas para criar gratuitamente quem hoje compõe a massa de trabalhadores. 

O benefício da educação das crianças é apropriado por todos, mas os custos são vistos como uma responsabilidade privada – e que tem gênero. 

Ou seja, a direita neoliberal prega o desmonte de um aparato de políticas públicas importantíssimas para a autonomia feminina. 

Voltando ao exemplo das creches, uma das propostas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é a ampliação da vaga de creches, usando como recurso, no caso de falta das vagas públicas, a distribuição de “vouchers” para creches particulares. 

Por trás de uma aparente defesa da autonomia das mulheres (que pouco convence a quem conhece o candidato, sua família e seu entorno político, com histórico de falas bastante machistas, diga-se de passagem) há uma repetição dessa mesma lógica neoliberal que estamos discutindo.

Ofertar “vouchers” para a educação pública é, de novo, tirar a responsabilidade do Estado e da coletividade e direcionar para o mercado privado. Além disso, tem efeitos ambíguos, pois raramente conduz a uma melhoria do serviço ofertado. Mercantilizar um serviço que não segue a lógica operacional de mercado traz mais malefícios do que ganhos. 

Uma política de “vouchers” expande, a princípio, o número de vagas, porque gera um incentivo financeiro para a criação de equipamentos de creche particular. Mas dificilmente os valores repassados às famílias serão suficientes para custear uma educação de elite. Criam-se aparelhos voltados para o atendimento desse mercado, com pior qualidade, superlotação e outras estratégias para garantir que uma atividade que não é muito lucrativa por princípio vire um bom “negócio”.

A educação infantil vira uma máquina de fazer dinheiro, e assim há ainda menos incentivo para resolver o problema da falta de vagas na rede pública. 

Quem perde são as crianças. E as mulheres que cuidam delas. 

Num outro caminho, a Política Nacional de Cuidados, instituída em dezembro de 2023, dá um passo na garantia do direito universal às creches públicas. Sua aprovação e a subsequente criação do Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida foram uma vitória importante do movimento feminista no governo atual. Meses antes fora criada a Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família, no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados, no Ministério das Mulheres. São dois órgãos criados para construir políticas sólidas para as mulheres. 

O Plano prevê a criação de 100 mil novas vagas em creches e pré-escolas até 2027. 

Segundo o MEC, no ano de 2025, 48,5 mil dessas vagas foram criadas. Uma melhoria, mas que não garantiu o cumprimento da meta do Plano Nacional da Educação, que estipulava 50% das crianças de 0 a 3 anos matriculadas até esse mesmo ano. O percentual final foi de 41,8%, o maior da história, mas ainda aquém do planejado. 

Ou seja, o caminho está colocado, mas os esforços atuais não bastam. Até porque a execução integral desta e de outras ações do plano depende de garantia orçamentária e compromisso político, que não estão dados por enquanto.

Mesmo numa vitória petista, será preciso pressionar pela continuidade e ampliação das políticas, e sobretudo por espaço para elas no orçamento.  

Percebendo que as mulheres serão força definidora nesta eleição, todos os candidatos direcionam a nós muitas propostas. 

Mas não sejamos ingênuas. Se, para uns, somos parte da vida e da agenda política – e, com eles, conseguimos negociar pelo avanço de nossas pautas – para outros, nossas aflições se tornam belos tíquetes para ainda mais mercantilização. 

Bodies of 10 women found dead in South Africa, sparking societal debate on GBV

22 September 2026 at 16:36

Fear and anger are growing in South Africa after the bodies of nine women were discovered across the Ekurhuleni municipality, east of Johannesburg, over the past two months, with police investigating whether the deaths are connected, a 10th body was confirmed this week. Three suspects have been arrested, and police have acknowledged a possible connection between some of the killings. What is not in dispute is the scale of the crisis the discovery has exposed, and the outrage it has provoked, protests against femicide have been held in the country in the weeks since.

Four of the nine women have so far been publicly identified, Elizabeth “Tsontso” Moselakgomo, 38, a mother who vanished during her regular afternoon run and was found days later behind a hotel in Rhodesfield; Itumeleng Kekana, 32, missing since July and found in August with multiple stab wounds; Dineo Evelyn Motapane, 38, found in KwaThema; and Gracious Nkomo, 28, a lodge worker in Kempton Park missing for more than two weeks before she was found. 

Anger over the response

The deaths have triggered protests and renewed criticism of the country’s response to gender-based violence. Residents and women’s rights campaigners have questioned why women are repeatedly advised to change their behavior, avoid isolated areas, walking alone or running alone, rather than placing greater emphasis on preventing perpetrators from committing violence.

The National Union of Metalworkers of South Africa (NUMSA) has been among the sharpest voices responding to the killings. In a statement condemning the deaths, the union insisted the killings should not be treated as a “crime wave” or a mystery, describing them instead as femicide and, more precisely, a war being waged against women. NUMSA’s argument is that this is not an aberration but the visible edge of something structural. The union points to police figures showing at least 569 women murdered nationally between April and June 2026 alone, by the verified count, with an unverified estimate closer to 892, roughly six women killed every day. Against this, nine deaths in one metro over two months is, in the union’s words, closer to the ordinary condition of the country, made visible only because the fear of a serial killer has made it a story the wider public can imagine touching them.

The statement also pushes back on the instinct to treat this primarily as a street-level danger. Of thousands of rape cases registered by police in the same quarter, the majority occurred in a residence, not a public place. The killings that draw headlines, a body beside a highway, represent a fraction of a type of violence whose center of gravity is the home.

The economics underneath the violence

NUMSA also refuses to treat gender-based violence as an individual pathology alone. It traces a line from the colonial and apartheid-era migrant labor system, which depended on women’s unpaid domestic and reproductive labor to keep wages artificially low through to the present, where South African women remain disproportionately unemployed (an official rate near 37.5%, against 44.9% for men) and disproportionately head of household. Over four in ten nationally, and closer to half in rural areas. Close to two million employed women work informally, without pensions, medical aid, or written contracts. When a woman who is also a breadwinner is killed, the union argues, it is not only a life lost but a household’s income and caregiving capacity lost with her.

Gender-based violence and femicide were declared a national disaster in South Africa in November 2025. Nearly a year on, the killings in Ekurhuleni are evidence, in the union’s reading, that the declaration has not translated into protection.

What’s being demanded

NUMSA has rejected the idea of policing alone and the state’s response so far has leaned on a security “lockdown” of Kempton Park to answer a crisis this size. Its demands include full funding of the national plan on gender-based violence and femicide, functioning forensic and mortuary capacity so victims can be identified quickly, safe transport for workers on early and late shifts, and the implementation of the ILO Convention 190 on violence and harassment in the workplace, which South Africa has ratified but not fully enforced. Alongside state accountability, the union is calling for community-based structures, street and area committees, explicitly modeled on the civic organizing of the anti-apartheid period to accompany women, support survivors, and track cases through the courts.

Investigations continue, but the fear, concern and anger surrounding the killings remain. The deaths of the women in Ekurhuleni have already forced a public reckoning with the scale of violence against women in South Africa and the urgent need for stronger action to protect women and hold perpetrators accountable.

Depuis le 31 août, il n'y a plus de service de médecine à Condom

22 September 2026 at 13:49

Depuis le 31 août 2026, le centre hospitalier de Condom (Gers) n’a plus de service de médecine générale. Vingt lits fermés faute de médecin titulaire. L’Agence régionale de santé (ARS) d’Occitanie a prolongé une suspension temporaire "jusqu’à nouvel ordre".

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Le 20 septembre, le conseil municipal a voté une motion de soutien aux personnels, s’opposant à cette fermeture de fait et exigeant une réouverture pérenne. Il a saisi l’ARS... c’est tout ce que la commune peut faire.

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Une fermeture devenue indéfinie

Le service de médecine générale du centre hospitalier de Condom devait déjà composer avec des interruptions temporaires. Durant deux ans, des médecins intérimaires se sont succédé sans permettre de stabiliser les effectifs. Début septembre, même un remplacement prévu a été annulé à la dernière minute, rendant impossible la continuité des soins. Les derniers patients ont alors été orientés vers d’autres structures.

Motion de soutien au service médecine - Gers - Condom - Le Petit Journal
Depuis le 31 août 2026, le service de médecine du centre hospitalier de Condom est fermé faute de médecin. Cette Lire la suite

Le directeur départemental de l’ARS, Frédéric Lopez, reconnaît que le service de vingt lits connaissait des difficultés récurrentes. Les urgentistes de Condom, déjà mobilisés le soir et le week-end, avaient été sollicités pour assurer la continuité. Mais cette organisation n’était pas tenable durablement. Selon l’ARS, aucune date de réouverture ne peut aujourd’hui être annoncée. Malgré le coût élevé des médecins intérimaires, calculé en milliers d’euros par vacation, l’ARS estime que l’absence d’activité coûte encore davantage à l’établissement. La fermeture ne constitue donc même pas une économie évidente.

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Quand l’administration suspend sans fermer

Le conseil municipal, dans sa motion du 20 septembre, demande une réouverture « rapide et pérenne » et saisit officiellement l'ARS. Mais une motion municipale n'a aucune force contraignante face à une agence régionale de santé qui répond à une tutelle parisienne, elle-même arbitrée par des enveloppes budgétaires nationales. Les élus et les personnels réclament des réponses alors que le territoire de la Ténarèze dépend de cet établissement de proximité.

Val de Briey : les urgences ferment encore cette nuit, après onze jours de fermeture en août
À Val de Briey, les urgences de l’hôpital Maillot ferment une nouvelle fois leurs portes, cette fois du 9 septembre à 20 heures au 10 septembre à 9 heures. Après onze jours de fermeture consécutifs en août, cette succession de suspensions pose une question simple : comment un service d’

Cette fermeture le rapport de force entre une administration centrale et des territoires ruraux dépossédés de toute capacité de décision. Les communes paient le prix d’une organisation sanitaire qui concentre les moyens ailleurs et laisse les petites structures à la merci d’un recrutement national défaillant. Pendant que l’ARS parle de sécurité et de pérennité, les patients du Gers perdent un service de proximité sans que quiconque ait réellement tranché devant eux.

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Where Cities and Oceans Meet

22 September 2026 at 13:00

What does it mean to live in a disappearing place? For Pioneer Works’ Broadcast, Brad Bolman, a professor of history and environmental studies at Tulane University, writes about New Orleans, the shifting borders between land and sea, and the political and economic forces that continue to shape the city’s fate in a time of climate catastrophe.

If Los Angeles is the city that has been imaginatively destroyed again and again in film and TV, as Thom Andersen argues in Los Angeles Plays Itself, New Orleans is the one that has been destroyed countless times in reality. We have survived worse and rebuilt before, many insisted. We’re staying.

It was a reaction as understandable emotionally as it was disconnected from environmental reality. But that gap is a feature of life in the Crescent City. As I watched my first Mardi Gras parade this spring, junk falling in never-ending torrents from brightly decorated floats, a friend sympathetically interjected, “This must be driving you crazy.” What they meant was that as someone who teaches about environmental history but isn’t from here, I must be especially affected by the throwaway culture of the city’s most famous fête and its tons and tons of plastic beads, made from the same fossil fuels that are causing sea levels to rise around us.

Au 1er octobre, votre garagiste n'aura plus le droit de faire votre carte grise

22 September 2026 at 08:30

Dès le 1er octobre, des milliers de garages pourraient perdre leur habilitation à établir les cartes grises. Pour s'y conformer, ils devront justifier de trois ans d’ancienneté et traiter au moins 200 dossiers par an. Une réforme qui entend répondre aux fraudes du Système d’immatriculation des véhicules (SIV), mais qui risque surtout de faire payer aux petits professionnels les défaillances du système public.

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Depuis 2009, les préfectures ont progressivement abandonné l’accueil physique pour les démarches d’immatriculation. Le SIV repose désormais largement sur un réseau de professionnels habilités : environ 33 000 entreprises réalisent près de 85 % des immatriculations.

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Trois ans d’ancienneté et 200 dossiers : le couperet du 1er octobre

L’arrêté du 21 juillet 2026 durcit les conditions d’habilitation. À compter du 1er octobre, les professionnels devront notamment justifier de trois années d’activité et avoir traité au moins 200 dossiers par an. Des garages pourtant habilités depuis la création du SIV en 2009 pourraient ainsi perdre leur autorisation s’ils n’atteignent pas ce volume.

Habilitation carte grise : ce qui change au 1er octobre 2026
Arrêté du 21 juillet 2026 : 3 ans d’ancienneté, 200 opérations, local dédié. Ce que le durcissement de l’habilitation carte grise change pour vous.

La Fédération nationale de l’automobile (FNA), qui représente plus de 170 000 entreprises, a alerté le 11 septembre sur les conséquences de cette échéance rapprochée. Dans certaines zones rurales, le retrait d’un professionnel peut signifier plusieurs dizaines de kilomètres supplémentaires pour effectuer une démarche autrefois accessible localement.

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La fraude du SIV sert-elle de justification à une concentration ?

La réforme intervient après la découverte d’un dispositif de fraude d’ampleur : près d’un million de véhicules auraient été immatriculés entre 2022 et 2024 par l’intermédiaire de structures fictives, avec environ 550 millions d’euros de pertes fiscales. L’État cherche donc à renforcer le contrôle d’un réseau devenu indispensable après la fermeture des guichets préfectoraux.

Cartes grises piratées: les garagistes victimes reçoivent la facture du fisc — plus de 6 millions d’euros réclamés
Depuis la fermeture des guichets préfectoraux, l’État a confié la gestion des cartes grises aux professionnels de l’automobile, tout en abandonnant la sécurité de son propre système. Le Trésor public réclame aujourd’hui aux garagistes victimes d’usurpation de compte les taxes foncières et d’immatriculation des véhicules

Mais la réponse soulève une question de responsabilité. Pourquoi un garagiste rural, qui n’a commis aucune fraude, devrait-il perdre son habilitation parce que l’administration n’a pas suffisamment surveillé son propre fichier ? Le seuil de 200 dossiers favorise mécaniquement les professionnels disposant d’un volume d’activité important, tandis que les petits garages assurant un service de proximité sont davantage exposés.

Carte grise : même si vous devez être tous chômeurs, la caste ne lâchera aucun de ses privilèges !
Pas une semaine ne passe sans que le secteur de l’automobile en Europe n’annonce des plans sociaux. Il faut dire

La FNA demande le retrait de l’arrêté, ou à défaut une période transitoire d’un an et un seuil abaissé à 100 dossiers. Elle envisage également un recours en urgence devant le Conseil d’État. Cet arrêté illustre une fois de plus comment la bureaucratie, après avoir failli, se retourne contre ceux qui rendent encore le service qu’elle a abandonné.

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How does the diversification of African partnerships with the East and West obstruct the continent’s development path?

22 September 2026 at 05:59
Even as the Euro-American stellionate collapses under its own weight and two-faced diplomacy signs its own bankruptcy, at the same time, Africa is charting its own paths to sovereignty beyond the impasse of hybrid partnerships. Since time immemorial, a basic principle of law has dictated that one should never be both judge and party. Yet […]

Gaza’s disabled left behind: ‘All our dreams are gone’

In Gaza, everyone is struggling to survive. For disabled people in Gaza, that struggle is multiplied. Rabab Nawfal and Suha Maqat, both wheelchair users, were champion athletes on Palestine’s national teams before Israel’s US-backed genocidal war. Two days before it began, they were playing qualifiers to represent Palestine abroad.

In this TRNN documentary report, they describe living through famine, fleeing bombardment in wheelchairs that no longer work, and asking for help that never comes. With 81% of Gaza’s roads damaged or destroyed and the UN documenting thousands of amputations, Israel is not only making life impossible for disabled Palestinians; it is creating a new generation of them.

Editor’s Note: This documentary report was filmed in Gaza City three weeks before the ceasefire in Gaza was shakily implemented beginning on October 10, 2025. Since the “ceasefire” began, Israeli forces have killed over 1,300 Palestinians, including 301 children, according to the Gaza Ministry of Health.

Credits:

  • Producers: Belal Awad, Leo Erhardt
  • Videographers: Ruwaida Amer, Mahmoud Al Mashharawi
  • Video Editor: Leo Erhardt
Transcript

Suha Maqat, Palestinian Athlete: 

I’m in a wheelchair—how am I going to escape? 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

There were days when we ate animal food, bird food. 

Suha Maqat, Palestinian Athlete: 

I lost my eye. What more do you want? 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

My dreams have been shattered. 

Narrator: 

In Gaza, everyone is struggling to survive. But for people with disabilities, that struggle is multiplied. Rabab Nawfal and Suha Maqat – both wheelchair users – were champion athletes before this war. 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

I’m one of those people who didn’t go to the south. I lived through famine twice. I lived it twice. No one asked after me. There were days when we didn’t eat anything. There were days when we ate animal food, bird food. We ate everything—animals, birds. Even those things were expensive, and then they were cut off. The day they were cut off, we stopped eating anything. 

Ramadan came during the famine. We didn’t eat anything. A long day passed, and we didn’t eat anything. We used to crave drinking water. We used to crave a piece of bread. We were hoping that the famine would never come back. But unfortunately, it did—and it’s still coming back. 

We’ve suffered a lot in life. I was abandoned. No one took responsibility for me. My mother and father used to take care of me, but they left. These days, my brother takes care of me—and he is injured. My life is ruined. No one is with me. No one cares. And the one person standing by me is injured. He can barely carry his own family. 

When we were displaced, he couldn’t help us. He wasn’t able. For people with disabilities like me, it’s been difficult to live through this war. Those who are not disabled can maybe manage their lives. They can move, walk long distances—but I can’t. 

Suha Maqat, Palestinian Athlete: 

The closest people to me abandoned me—they didn’t stand by me. They left me to fend for myself. I feel like I live in a forest with wolves and monsters. I can’t. I try to make things work,

but I can’t. I’m mentally exhausted. The circumstances of this war are incredibly difficult. Even the word displacement is difficult for the injured and disabled. 

When we left, my brother was injured and my sister was in a bad state. Even though he was injured, he was pushing my sister, as I pushed myself along. I got stuck in the sand, and they wanted to bomb the building next to us. It was the most difficult moment. I said to myself, now I’m going to be killed. It was the hardest moment of my life. 

I thought—how will I escape? How will I, in my wheelchair, escape? How am I going to get out? My brother was injured and couldn’t carry me. I thought, I’m done; there’s no life for me anymore. That’s it. I’m going to be killed. 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

The hardest thing I’ve experienced in this war has been displacement. I woke up one day and saw the Israelis in front of us. I was all by myself. I rushed out, but I couldn’t continue. There was a lot of shelling, shooting, bombs. It was a miracle I got out alive. It happened again and again—the same scenario repeated a thousand times. 

Narrator: 

Both Suha and Rabab rely entirely on their wheelchairs to move. Without them, the most basic tasks become impossible. Israel’s blockade has meant that access to this crucial item has been cut off. 

Even with functioning wheelchairs, with 81% of roads in Gaza now damaged or destroyed, access and movement is extremely limited. 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

There are no wheelchairs in Gaza. And without a wheelchair, I can’t move. The wheelchair takes me to my medicine, my food, my drink—I need it for everything. Right now, my chair is broken. I’ve lost all means of life. 

Suha Maqat, Palestinian Athlete: 

As you can see, my chair is broken. I push myself in it, I fall off all the time, I cut and bruise my legs. If someone kind is around, then I can move. Otherwise, I can’t. 

We requested wheelchairs, but it was no use. We asked and asked, and they said no. Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

My life before the war was very beautiful. I was a champion of Palestine’s disabled national team for strength games—basketball, tennis. I used to do all kinds of sports that suited my disability. I was a success story. I was a hero. These days, I feel worthless. Nothing in life. I can’t even get from here to there. I can’t move from here to there in a wheelchair. My life is 

gone. There is no life.

These days, we only dream of having the most basic things: flour, water. The simplest things—we can’t get. Drinking water—we can’t get it. 

Suha Maqat, Palestinian Athlete: 

Suha before is different from Suha today. I used to be a champion of Palestine. Today, I’m nothing. Today, just a daughter who needs her mother—who needs her mother to help her. 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

Two days before the war, we were playing qualifiers to represent Palestine internationally. But we didn’t manage it. On the day of the championship, the war erupted. So our dreams are gone. All our dreams are gone. My dreams have been shattered. 

I wanted to raise my son. I wanted to raise him well and teach him. Before the war, I wanted to enroll him in karate. I wanted him to become something. I couldn’t. I wanted him to be into sports like me—to become a doctor. I wanted him to grow up and help me in the future. But my dreams were shattered. I couldn’t do any of it. I can’t do anything. 

Narrator: 

According to the UN 4,800 amputations of limbs had been documented since the beginning of the war. Ten children were losing one or both legs every day. Gaza had become home to the largest group of child amputees in modern history. Not only is Israel making the lives of existing disabled people impossible, it is also creating an entirely new generation of people with disabilities. 

Suha Maqat, Palestinian Athlete: 

Gaza has become a city of ghosts. There is no life in Gaza. As you can see—look at how people are living. On sand! How can people live on sand? How can they occupy Gaza? How? 

We want peace of mind. We don’t want to lose any more loved ones. We’ve lost enough. Is it not enough that I lost my eye? What’s left? What more do you want? I lost my eye—what more do you want? What else should I lose? Nothing’s left. There’s nothing left in this world that I can lose. My family has left. I wish I could see my mother. See my father. 

Rabab Nawfal, Palestinian Athlete: 

Life has become unbearable. No matter how much I talk, I can’t describe what I am feeling or the life we are living. I used to be someone. Now I am nothing.

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Champion athletes Rabab Nawfal and Suha Maqat, two of Gaza's disabled people now in broken wheelchairs, on famine, displacement, and being forgotten by the world.

On Not Being a Homeowner

21 September 2026 at 18:34

In this personal essay at The New Yorker, Anna Holmes writes about growing up in Davis, California, a college town near Sacramento; the financial challenges her mixed-race family faced; and what it means to come from a family without the generational wealth that can make homeownership, and the financial security that comes with it, possible.

It’s hard to hear people who own property grumble about how little money they have. One friend who regularly moans about money has a four-bedroom home on the West Coast and a vacation house in New England. I’m unmoved by the financial lamentations of another friend, who owns a town house in New York with an apartment for a nanny or an in-law. Stuff like this makes me want to scream. Demonstrate some modicum of self-awareness! Read the fucking room! When a friend told me that her parents were going to help her buy a second home, I made a pointed remark that it must be nice to have access to that sort of capital. She conceded the point, graciously, and we moved on.

Quand l'urssaf invente sa propre méthode de calcul, la cour de cassation efface tout

21 September 2026 at 15:36

L’organisme chargé de redresser les entreprises sur la base des règles sociales vient lui-même d’être rappelé à l’ordre sur ses méthodes de calcul. Après un contrôle engagé en 2016, la Cour de cassation a jugé, le 3 septembre 2026, que sept chefs de redressement calculés selon un ratio non prévu par les textes devaient être annulés intégralement.

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Un « ratio maison » qui fait tomber sept redressements

Le contrôle concernait les années 2013 à 2015. L’Urssaf du Nord-Pas-de-Calais avait adressé sa lettre d’observations le 15 septembre 2016, avant une mise en demeure le 9 décembre de la même année. Sept chefs de redressement avaient été calculés à partir d’un ratio fondé sur le nombre de salariés atteignant la tranche A, plutôt que sur les données réelles permettant de déterminer les sommes à réintégrer.

Contrôle Urssaf : une méthode de calcul irrégulière fait annuler tout le redressement (arrêt du 3 septembre 2026) - Maître Hassan Kohen, avocat en droit pénal à Paris
Civ. 2, 3 septembre 2026, n° 24-11.310 : un redressement Urssaf calculé avec un ratio non prévu par les textes est annulé en totalité. Taux uniques, indemnité de conciliation, majoration de 10 % et intérêts : la méthode pour contester.

La cour d’appel d’Amiens avait annulé ces redressements. L’Urssaf voulait alors que seule la partie calculée irrégulièrement disparaisse, en conservant le reste. La Cour de cassation rejette cette approche : lorsque la méthode employée contrevient aux règles du Code de la sécurité sociale, les éléments ainsi calculés ne peuvent fonder le redressement, même lorsqu’ils reposent initialement sur des bases réelles.

Quand l'urssaf invente sa propre méthode de calcul, la cour de cassation efface tout
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Taux unique, intérêts : l’Urssaf également rappelée à ses obligations

L’arrêt va plus loin, l’Urssaf avait appliqué un taux unique de 2 % de versement transport à des établissements implantés dans des ressorts différents, alors que les taux peuvent varier selon les territoires. La Cour reproche également à l’organisme d’avoir appliqué des taux AT/MP sans vérifier leur correspondance établissement par établissement.

L’URSSAF fait placer une entreprise en redressement judiciaire pour 535 000 € de dettes… la cour d’appel n’en trouve que 36 000 €
Le 16 décembre 2025, un entrepreneur de la sécurité privée est placé en redressement judiciaire sur la foi d’un passif URSSAF de 535 303 €. Le 1er juillet 2026, la cour d’appel de Bordeaux découvre que 297 061 € de cette somme ( plus de la moitié) ne reposaient que sur

Elle rappelle aussi que l’indemnité forfaitaire de conciliation prud’homale bénéficie, sous conditions, d’une exclusion de l’assiette sociale dans la limite de deux plafonds de sécurité sociale. Les majorations de 10 % liées à des chefs annulés tombent avec eux. Enfin, les sommes indûment perçues doivent produire intérêts à compter de la demande de restitution, avec possibilité de capitalisation. L’Urssaf est condamnée aux dépens et à verser 3 000 euros à l’entreprise.

URSSAF : il déclare tout, on lui réclame quand même 17 837 €
n auto-entrepreneur de l’Yonne fournit à l’URSSAF l’intégralité de ses factures, corrige ses déclarations et demande le recalcul de ses cotisations sur son chiffre d’affaires réel. Malgré cela, l’organisme lui réclame 17 837 € sur la base de montants qu’il sait inexacts. Le tribunal

Entre le contrôle de 2016 et l’arrêt du 3 septembre 2026, l’entreprise aura attendu une décennie pour obtenir la validation définitive de l’annulation de sept chefs de redressement. Pendant tout ce temps, l'entreprise a plaidé face à un adversaire qui choisissait seul sa méthode, et devant des juges d'appel qui lui demandaient de prouver l'erreur de l'administration. Combien de sociétés, sans les moyens d'attendre une décennie, ont réglé sans discuter des redressements chiffrés de la même façon ?

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Le 27 septembre, votre commerçant sera contrôlé sur une loi que Paris n'a pas fini d'écrire

21 September 2026 at 08:25

Le 27 septembre 2026, de nouvelles obligations européennes sur la durabilité des produits entreront en application dans les commerces français. Publiée au Journal officiel de l'Union européenne le 28 février 2024, la directive laissait aux États plus de deux ans et demi pour s'y préparer. Le calendrier national est encore « en cours ». Le petit commerçant doit investir, reparamétrer son site et former son personnel. La sanction est pour lui ; le retard, pour l'administration.

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La directive européenne 2024/825 impose aux États membres d’avoir adopté leurs mesures nationales au plus tard le 27 mars 2026, avec une application à partir du 27 septembre.

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Bruxelles fixe la date, Paris termine encore ses textes

La directive (UE) 2024/825, adoptée le 28 février 2024, s’appliquera pleinement le 27 septembre 2026. Elle impose aux magasins physiques comme aux boutiques en ligne de réviser conditions de vente, informations précontractuelles et présentation d’un label harmonisé de garantie commerciale de durabilité. Le règlement d'exécution (UE) 2025/1960 fixe la maquette officielle du label harmonisé.

Directive européenne : les commerces devront s’y conformer à partir du 27 septembre 2026
À compter du 27 septembre 2026, la directive européenne 2024/825 impose aux commerces de réviser leurs fiches produits et d’afficher un label harmonisé sur les garanties commerciales de durabilité. Cette réforme majeure du droit de la consommation vise à renforcer la transparence et à promouvoir des achats plus durables.

Ce label, dont la maquette est fixée par règlement d’exécution, ne s’affiche que si le producteur offre une garantie supérieure à deux ans. En vente en ligne, le label se rattache à chaque modèle, non à la gamme : un appareil garanti cinq ans, un autre deux ans et une version reconditionnée n'offrent pas les mêmes droits. En rayon, étiquettes et documents de vente suivent. Le vendeur n'a pas à fouiller les sites des fabricants, mais doit afficher l'information dès qu'on la lui transmet.La Direction générale de la concurrence, de la consommation et de la répression des fraudes (DGCCRF) contrôlera. En juin, la DGCCRF invitait les professionnels à anticiper. Anticiper quoi, quand le texte national n'est pas arrêté ? La consigne donnée aux PME : solliciter les chambres de commerce et les fédérations.

Bruxelles a interdit votre sachet de ketchup — et personne ne vous a prévenu
Depuis le 12 août 2026, un règlement européen décide de la façon dont vous assaisonnez votre repas. Le sachet de ketchup, de moutarde ou de mayonnaise disparaît des tables si vous mangez sur place mais reste légal si vous sortez avec votre plateau. Une interdiction absurde, une note salée pour

En effet, le volet français n’est toujours pas totalement achevé. Le 28 mai 2026, la Commission a officiellement demandé à la France de compléter la transposition de la directive, après expiration du délai européen. La France disposait alors de deux mois pour répondre et communiquer les mesures manquantes.

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Le commerçant paie le prix de l’incertitude

Pour une petite entreprise, une obligation réglementaire ne se résume pas à quelques lignes dans le Journal officiel. Il faut identifier les produits concernés, modifier les fiches en ligne, contrôler les informations transmises par les fabricants, adapter les conditions de vente et, selon l’activité, former le personnel.

Affaire Charles Sapin : Sibyle Veil, manageuse au courage d’énarque...
Radio France a tenu 63 jours contre sa rédaction en 2019, seize en 2026. Sibyle Veil tient quand un ordre la couvre, plie quand la décision est la sienne.

Certes l’échéance imposée au professionnel est connue, tandis que le droit national censé l’encadrer a pris du retard. Le commerçant doit donc anticiper, engager des coûts et sécuriser ses pratiques alors même que la transposition française n’est pas achevée.

Le PEA est devenu le premier motif de litige financier en France : comment sécuriser le vôtre, étape par étape
Le PEA est le premier motif de litige traité par le médiateur de l’AMF. Transferts, éligibilité, retraits, décès : le protocole défensif étape par étape.

L’intention européenne , c'est à dire mieux informer l’acheteur sur la durabilité, la réparabilité et ses garanties, peut se comprendre. Mais dans cette nouvelle consigne, les contraintes s'appliquent immédiatement sur ceux qui vendent, tandis que les États membres et les institutions qui les édictent s’accordent des délais. En somme, Bruxelles décide, Paris transpose en retard, le commerçant règle la note.

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Russia, partito pro-Putin riconferma vittoria schiacciante alla Duma

Antonella Scott

Dopo la chiusura dei seggi, mentre da tutta la Russia arrivavano i primi risultati degli scrutini, il presidente del partito Yabloko, Nikolaj Rybakov, si è rivolto a quelli...

Sudan gold mine collapse leaves more than 80 dead

20 September 2026 at 16:08

At least 82 bodies had been recovered, according to local officials and activists, while dozens of other miners were feared trapped or missing. The latest figure represents an increase from the 67 deaths earlier reported by the Sudan Doctors Network as rescue operations continued.

The collapse occurred in an area controlled by the paramilitary Rapid Support Forces (RSF), which has been fighting Sudan’s military since April 2023. The continuing war has severely weakened state institutions and access to basic services across large parts of the country.

Limited rescue efforts

In a statement, the Sudan Doctors Network said they lacked basic safety and protective measures required at mining sites. It said search and rescue operations were continuing to locate survivors and people trapped beneath the rubble, warning that the death toll could rise.

The network called out the negligence that had exposed miners to grave risks and called on the authorities controlling the area to protect mining workers, provide medical and logistical support, and prevent unregulated mining activities from continuing without adequate safety measures.

Rescue operations have themselves been severely constrained. Murtada Ahmed, spokesman for the Kordofan Human Rights Observatory, told Radio Dabanga that the operation was progressing slowly because almost no specialized equipment was available. Local residents and miners have largely been forced to rely on their own efforts and basic machinery to recover bodies and search for people trapped underground.

A wider artisanal mining crisis

The disaster in Sudan comes only weeks after another major artisanal mining tragedy in the Central African Republic, where more than 100 people were killed when an artisanal gold mine collapsed following a landslide in the western part of the country.

Informal and small-scale mining provides a livelihood for millions of people and remains an important source of income in communities where formal employment opportunities are limited. At the same time, miners frequently work in dangerous conditions, with limited regulations, protective equipment, geological assessments, and emergency rescue capacity.

In Sudan, gold mining has become particularly important following the country’s economic collapse and war. The sector includes thousands of small-scale and informal operations, while gold-producing areas have also become economically and strategically important to the rival forces fighting for control of the country.

Disaster as Sudan’s war continues

The mine collapse is taking place as the war that has devastated Sudan since 2023 continues, producing widespread displacement, hunger, and the breakdown of essential services.

Read more: The Blue Nile front: Sudan’s war intensifies along Ethiopia’s border

West Kordofan is among the areas affected by the conflict between the RSF and the Sudanese Armed Forces. The control of mining areas by armed actors has added another layer of vulnerability for workers and surrounding communities.

La conversione al cattolicesimo di Mussolini e l’appello per salvare la sovranità dell’Italia

20 September 2026 at 09:15

di Cesare Sacchetti Le ultime ore, a Dongo, sono state le più buie ma anche le più serene per Benito Mussolini. Il suo stato d’animo era ormai rappacificato dal perdono che era riuscito nel momento più drammatico della sua vita ad accordare ai suoi nemici. Il Duce aveva fatto il gesto supremo, quello più difficile […]

L'articolo La conversione al cattolicesimo di Mussolini e l’appello per salvare la sovranità dell’Italia proviene da La Cruna dell'Ago - di Cesare Sacchetti.

Russia, il Cremlino prende il controllo di Auchan e Nestlé

Se la campagna elettorale del Cremlino poggia sull’esaltazione della guerra in Ucraina e sul relativo confronto con l’Occidente che la sostiene, mentre la Russia vota, l’offensiva contro l’Europa non prevede...

La justice est-elle possible au Kosovo ?

L'ombre des crimes imputés à l'ancienne guérilla plane sur le Kosovo depuis deux décennies. L'arrestation, en novembre, du président Hashim Thaçi et de plusieurs de ses anciens compagnons de l'Armée de libération du Kosovo (UÇK) sonnerait-elle enfin le glas de l'impunité ? Jusqu'à présent, les Occidentaux avaient soutenu sans faille le nouveau pouvoir, au nom de la stabilité et au mépris des victimes.

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Albana Ejupi. — Sans titre, 2019
Lukas Feichtner Galerie, Vienne

Ce 5 novembre 2020, le président du Kosovo Hashim Thaçi s'est présenté devant les médias, le visage défait, pour annoncer sa démission et confirmer son inculpation par les chambres spécialisées pour le Kosovo, qui siègent à la Cour internationale de justice de La Haye. L'ancien porte-parole, puis chef politique, de l'Armée de libération du Kosovo (UÇK) doit être jugé pour des crimes de guerre et des crimes contre l'humanité commis durant le conflit armé de 1998-1999 contre le régime serbe de Slobodan Milošević et dans les mois qui ont suivi. Quelques heures plus tôt, le chef du Parti démocratique du Kosovo (PDK), M. Kadri Veseli, député et ancien chef du Service d'information du Kosovo (SHIK, les services de renseignement de l'UÇK), a lui aussi confirmé son inculpation, tout comme le député Rexhep Selimi. La veille, M. Jakup Krasniqi, ancien porte-parole de la guérilla et ancien président du Parlement (2007-2014), avait été arrêté à Pristina. La publication de l'acte d'accusation, le 24 juin 2020, avait déjà contraint M. Thaçi à annuler une rencontre à Washington avec son homologue serbe Aleksandar Vučić. Les quatre responsables politiques arrêtés par le bureau du procureur spécial et transférés vers une prison des Pays-Bas doivent répondre de crimes en bande organisée : persécutions, arrestations arbitraires, châtiments cruels, tortures et meurtres.

Chargées de juger les crimes commis sur le territoire de l'ancienne province serbe entre le 1er janvier 1998 et le 31 décembre 2000, financées principalement par l'Union européenne, les chambres spécialisées sont rattachées au système judiciaire du Kosovo. Délocalisées à La Haye, elles sont composées de magistrats étrangers et constituent donc une juridiction hybride, partiellement internationale, comme les tribunaux spéciaux pour le Liban, la Sierra Leone ou la Centrafrique. Depuis l'été 2019, plusieurs dizaines d'anciens guérilleros ont été entendus, parfois en qualité de suspects, parfois en qualité de témoins. Le 24 septembre 2020, un premier inculpé a été transféré devant ses juges. Ancien commandant de la région de Llap (nord-est du Kosovo), M. Sali Mustafa est accusé d'avoir commis ou ordonné des crimes contre des Serbes, des Roms et des Albanais (détention arbitraire, torture, traitement cruel et meurtre) (1).

Un roman national mis à mal

À l'origine de la création des chambres spécialisées, il y a le rapport du député suisse Dick Marty, approuvé en janvier 2011 par l'Assemblée parlementaire du Conseil de l'Europe (2). Déjà connu pour son travail sur les prisons spéciales de la Central Intelligence Agency (CIA), M. Marty a enquêté sur l'arrestation extrajudiciaire de plusieurs centaines de civils serbes ou roms, leur probable déportation en Albanie et leur disparition. Il a mis également au jour des détentions illégales, tortures et assassinats d'Albanais considérés par l'UÇK comme des adversaires politiques, le plus souvent des militants de la Ligue démocratique du Kosovo (LDK), la formation de la figure tutélaire de la résistance albanaise au Kosovo Ibrahim Rugova (mort en 2006). Ces crimes ont été commis durant le conflit armé, mais aussi par la suite, après l'instauration en 1999 du protectorat international des Nations unies sur le Kosovo, alors même que plus de quarante mille soldats de l'Organisation du traité de l'Atlantique nord (OTAN) venaient de prendre position dans cette ancienne province méridionale de la Serbie (3).

Les traitements inhumains et dégradants ainsi que les disparitions dénoncés dans le rapport Marty avaient déjà été établis par la Mission d'administration intérimaire des Nations unies au Kosovo (Minuk) et par l'Organisation pour la sécurité et la coopération en Europe (OSCE) (4). Le Tribunal pénal international pour l'ex-Yougoslavie (TPIY) avait également enquêté sur les crimes imputés à l'UÇK, mais Mme Carla Del Ponte, sa procureure générale entre 1999 et 2007, explique dans ses Mémoires avoir été empêchée de pousser plus loin ses investigations (5). Pis, elle dénonce la destruction délibérée de certaines pièces à conviction. Les incriminations du rapport Marty ont été confirmées, en juillet 2014, par celui de M. John Clint Williamson, un diplomate américain appointé comme procureur indépendant par l'Union européenne. La création d'une juridiction ad hoc pour juger ces crimes valait constat d'échec du TPIY. Il a cependant fallu de fortes pressions de Bruxelles et de Washington pour que le Parlement du Kosovo valide, en 2015, la création des chambres spécialisées par un amendement constitutionnel.

Le rapport de M. Marty mettait également en évidence un possible trafic d'organes prélevés sur des prisonniers serbes pour des transplantations à l'étranger. L'énormité de cette allégation a immédiatement focalisé l'attention, provoquant une vague de démentis, comme s'il était impossible d'attribuer un tel crime à l'UÇK : Mme Florence Hartmann, ancienne porte-parole de Mme Del Ponte, alla jusqu'à qualifier cette dernière d'« irresponsable », tout en évoquant le spectre du « révisionnisme », qui consisterait à vouloir « relativiser » les crimes commis par les forces serbes en mettant en avant d'autres exactions (6). Ces soupçons de trafic d'organes pourraient bien être l'arbre cachant la forêt des crimes : ce n'est qu'un élément du rapport et, s'il est avéré, il n'aurait pas concerné un nombre important de prisonniers. Le rapport Marty met surtout en lumière la manière dont un petit groupe de militants, pour beaucoup originaires de la Drenica, une région du centre du Kosovo, a préempté le monopole de la lutte armée contre le régime serbe. Souvent unis par des liens familiaux, les membres de ce groupe n'ont pas hésité à éliminer leurs potentiels rivaux, avant d'accaparer le pouvoir et ses prébendes.

L'UÇK a donné naissance au PDK, qui pouvait s'appuyer sur les réseaux de l'ombre du SHIK, dont les activités se sont poursuivies longtemps après la guerre, mais aussi sur les vétérans, dont le nombre a connu une augmentation exponentielle une fois la paix revenue. Devenu un instrument de clientélisme, le statut d'ancien combattant ouvre des droits à divers avantages sociaux, et il a été octroyé moins en fonction des mois passés dans le maquis que d'allégeances politiques. L'administration internationale a longtemps été tétanisée par la crainte d'entrer en conflit avec ce groupe de pression (7), mobilisé à chaque arrestation d'un ancien commandant de la guérilla. Les magistrats des chambres ont compris son importance : immédiatement après l'interpellation de M. Mustafa, ils ont ordonné celle des deux chefs de la puissante Organisation des vétérans de l'UÇK, MM. Hysni Gucati et Nasim Haradinaj, accusés d'offense envers la justice, d'intimidation de témoins et de divulgation des secrets de la procédure.

Depuis la fin du conflit, les références à la « guerre patriotique » sont omniprésentes au Kosovo. Dans le récit héroïque de cette « libération », les crimes de guerre sont l'apanage du régime serbe de Milošević (8). Les combattants de l'UÇK auraient été les « alliés de terrain » de l'OTAN, qui décida d'intervenir en mars 1999 (9), tandis que Rugova aurait veillé sur le pays, en dépit de son impuissance à agir à Pristina, contrôlée par l'armée serbe. Ce roman national se révèle toutefois de moins en moins mobilisateur. D'une part, la révélation des crimes commis contre les militants de la LDK de Rugova a mis à mal la fiction de l'unité politique des Albanais du Kosovo. D'autre part, les références à l'héroïsme du maquis ne suffisent plus à justifier la mise en coupe réglée du pays par les anciens guérilleros, souvent avec l'active complicité des fonctionnaires internationaux en mission sur place, tétanisés par le risque de violences (10).

Le TPIY a jugé plusieurs hauts responsables serbes, comme l'ancien vice-premier ministre Nikola Šainović ou l'ancien vice-ministre de l'intérieur Vlastimir Đorđević, tous deux condamnés à dix-huit ans de prison, respectivement en 2009 et 2014. En revanche, si le TPIY a inculpé plusieurs anciens commandants de l'UÇK, aucun n'a été inquiété définitivement, à l'exception de Haradin Bala, condamné à treize ans de prison en 2005 pour des crimes commis dans le camp de Llapushnik/Lapušnik durant l'été 1998. M. Fatmir Limaj, supérieur hiérarchique de Bala, a été arrêté en 2003, mais il a été acquitté deux ans plus tard. Rentré blanchi au Kosovo et auréolé d'une réputation de « martyr », il s'est aussitôt relancé en politique. La Mission européenne pour l'instauration de l'État de droit au Kosovo (Eulex) a certes ouvert une nouvelle procédure contre lui, pour le meurtre de sept prisonniers serbes et un albanais dans le village de Kleçkë/Klečka, mais il a de nouveau été acquitté en mai 2012.

Des familles de victimes sceptiques

La protection des témoins demeure un enjeu essentiel, comme le montre le cas de M. Ramush Haradinaj, charismatique commandant de la guérilla dans l'ouest du Kosovo. Inculpé en mars 2005, alors qu'il était premier ministre, il s'était immédiatement rendu à La Haye, mais avait été acquitté le 3 avril 2008. Ce verdict fut cassé le 21 juillet 2010 par la cour d'appel du TPIY, qui ordonna sa remise en détention en raison de soupçons de pressions sur des témoins. À quelques semaines de l'ouverture du premier procès, en février 2007, un témoin crucial, issu de la communauté rom du Kosovo, Kujtim Berisha, avait été fauché par une voiture dans une rue de Podgorica, au Monténégro. M. Haradinaj fut de nouveau acquitté en novembre 2012.

Menaces, chantage ou violences physiques ne sont pas réservés aux témoins eux-mêmes, mais s'étendent à leurs proches. Résultat : de nombreuses personnes entendues par l'accusation refusent de se présenter à l'audience ou se rétractent à la barre. Agim Zogaj devait témoigner dans le procès mené contre M. Limaj par la mission Eulex. Ancien chef de la police militaire de la 121e brigade de l'UÇK, il fut le chef de la prison clandestine de Kleçkë/Klečka, où plusieurs civils albanais et serbes auraient été détenus, torturés et assassinés en 1998 et 1999, sous les ordres de M. Limaj. Il a été retrouvé pendu dans un parc de Duisbourg, en Allemagne, le 27 septembre 2011. Même si l'hypothèse du suicide n'a pas été officiellement écartée, sa famille a dénoncé les très vives pressions dont il faisait l'objet (11). Le témoignage écrit qu'il a laissé, accablant pour M. Limaj, n'a pas été retenu par les juges.

Quelques semaines après M. Marty, le député monégasque Jean-Charles Gardetto présentait un rapport devant l'Assemblée parlementaire du Conseil de l'Europe sur ce sujet brûlant de la protection des témoins (12). Il nous déclarait alors que celle-ci était « particulièrement difficile » dans un petit pays comme le Kosovo, où tout le monde se connaît. Il jugeait illusoire de se contenter de réinstaller ces témoins dans d'autres villes et régions que les leurs, tandis que leur accueil dans des pays tiers ne pouvait guère être envisagé à grande échelle (13).

L'entrée en fonction des chambres spécialisées s'est longtemps fait attendre, alimentant les doutes. Seraient-elles en mesure de juger des responsables de premier plan ou ne feraient-elles comparaître que des exécutants ? Les premières mises en accusation sont de nature à dissiper ces craintes. Pour autant, les chambres spécialisées réussiront-elles là où le TPIY a échoué, en faisant reconnaître l'impérieuse nécessité de la justice transitionnelle ? M. Negoman Marić, responsable de l'association des familles des disparus serbes de Rahovec/Orahovac, a perdu toute confiance en la justice et n'accepte qu'à contrecœur de répondre aux questions des journalistes. Pour lui, ces arrestations arrivent trop tard, plus de vingt ans après les faits, alors que beaucoup de témoins ont disparu. Les inculpés accepteront-ils enfin de parler ? Des « initiés » et des « repentis » auront-ils le courage de témoigner ? La société du Kosovo a certainement encore beaucoup de chemin à faire pour se réconcilier avec son passé et accepter de reconnaître les crimes commis par certains au nom de la lutte de libération.

Voir en ligne : /2020/12/DERENS/62566

(1) Audience de première comparution, chambres spécialisées pour le Kosovo, La Haye, 28 septembre 2020.

(2) Dick Marty, « Le traitement inhumain de personnes et le trafic illicite d'organes humains au Kosovo », rapport n° 12462, Assemblée parlementaire du Conseil de l'Europe, Strasbourg, 7 janvier 2011.

(3) Lire Jean-Arnault Dérens, « Au Kosovo, la “sale guerre” de l'UÇK », Le Monde diplomatique, mars 2011.

(4) « Human rights in Kosovo : As seen, as told », vol. II, 14 juin — 31 octobre 1999, OSCE, Vienne, 5 novembre 1999.

(5) Carla Del Ponte (avec Chuck Sudetic), La Traque, les criminels de guerre et moi, Éditions Héloïse d'Ormesson, Paris, 2009.

(6) Lire « Trafic d'organes au Kosovo : un rapport accablant », La valise diplomatique.

(7) Nathalie Duclos, Courtiers de la paix. Les vétérans au cœur du statebuilding international au Kosovo, CNRS Éditions, Paris, 2018.

(8) Sur le conflit, lire notre dossier en ligne « Vingt ans après, les plaies ouvertes du Kosovo », mars 2019.

(9) Cf. « Kosovo. Les fantômes d'une guerre de gauche », La Revue du crieur, n° 12, Paris, février 2019.

(10) Lire Ana Otašević, « Faillite de la mission européenne au Kosovo », Le Monde diplomatique, juin 2015.

(11) Jean Daville, « Crimes de guerre et protection des témoins au Kosovo : “Eulex m'a tuer” », Le Courrier des Balkans, 3 octobre 2011.

(12) « La protection des témoins : pierre angulaire de la justice et de la réconciliation dans les Balkans », résolution n° 1784 de l'Assemblée parlementaire du Conseil de l'Europe, 26 janvier 2011.

(13) Propos recueillis par Jean-Arnault Dérens, Le Courrier des Balkans, 26 janvier 2011.

12 millions d'euros d'argent public pour les migrants, partis dans l'immobilier marocain, sénégalais et mauritanien

18 September 2026 at 15:07

Près de 12 millions d’euros destinés notamment à l’hébergement de demandeurs d’asile auraient été détournés via des sociétés écrans avant de financer des opérations immobilières au Maroc, au Sénégal et en Mauritanie. Le 11 septembre, le tribunal judiciaire de Créteil a condamné l’ancien directeur territorial de Coallia à sept ans de prison et 500 000 euros d’amende.

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Le montage judiciaire retenu est lourd : détournement de fonds publics, escroquerie en bande organisée, blanchiment, prise illégale d'intérêts, corruption passive. Selon les éléments produits à l'audience, les subventions destinées à l'hébergement des demandeurs d'asile ont d'abord transité par des sociétés écrans avant d'être réinjectées dans des opérations immobilières au Maghreb et en Afrique de l'Ouest.

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Des millions transitent par des sociétés écrans

L’affaire remonte à des mouvements financiers détectés au printemps 2023 par Tracfin. Le service de renseignement financier avait relevé des opérations atypiques au sein de l’unité départementale de Coallia à Choisy-le-Roi, dirigée depuis 2012 par l’ancien responsable. Les enquêteurs du SDPJ du Val-de-Marne ont ensuite identifié plusieurs sociétés sans activité économique réelle qui auraient reçu plusieurs millions d’euros de l’association entre janvier 2020 et juillet 2024.

INFO MATCH - Créteil : l’ex-directeur d’une association d’aide aux migrants condamné pour avoir détourné 12 millions d’euros d’argent public
Cet ancien responsable territorial de l’association Coallia a été condamné aux côtés de six autres prévenus. Une amende de 50 000 € pour détournement de fonds par négligence a également été prononcée contre son ex-employeur.

Selon les éléments produits à l'audience, les subventions destinées à l'hébergement des demandeurs d'asile ont d'abord transité par des sociétés écrans avant d'être réinjectées dans des opérations immobilières au Maghreb et en Afrique de l'Ouest. Des salariés ont également décrit des demandes de rétrocommissions liées à des marchés. Une partie des fonds aurait finalement été blanchie dans des acquisitions immobilières au Maroc, au Sénégal et en Mauritanie.

12 millions d'euros d'argent public pour les migrants, partis dans l'immobilier marocain, sénégalais et mauritanien
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Une gestion associative sans surveillance

Le 11 septembre, Gaye C. a été condamné pour détournement de fonds publics, escroquerie en bande organisée, blanchiment, prise illégale d’intérêts et corruption passive. Son épouse et son frère ont chacun reçu trois ans de prison, dont deux avec sursis. Deux chefs d’entreprise ont été condamnés à quatre ans, dont trois avec sursis. L’association Coallia a elle-même été condamnée à 50 000 euros d’amende pour détournement de fonds par négligence.

Les Gilets jaunes reviendront-ils ? ou la sécession qui ne montera sur aucun rond-point
Appels au 17 octobre, gazole à 2,312 €. Il y aura du monde, il n’y aura pas de mouvement : la colère a quitté le rond-point pour la sortie individuelle.

Le montant prend une dimension particulière lorsque l’on considère l’importance de Coallia dans le dispositif public : l’association avait reçu 148 millions d’euros de subventions de l’État en 2022 au titre de la mission « immigration, asile et intégration ». Sa direction affirme n’avoir découvert les détournements qu’à la suite des investigations, évoquant notamment une faille du logiciel de paiement.

Pour 71 % des Français, 2027 a une odeur de dégagisme
71 % des Français veulent un vrai changement, 78 % jugent que les responsables ont mené le pays à la faillite. Trente ans de blocage expliquent ce chiffre.

Au-delà de la sanction pénale, cette condamnation interroge la chaîne entière de la subvention publique. L'argent du contribuable, censé financer des places d'hébergement pour demandeurs d'asile, a servi à constituer un patrimoine familial à l'étranger, avec la complicité de partenaires commerciaux extérieurs à l'association. Le jugement de Créteil expose les failles structurelles d'un secteur où la confiance accordée aux gestionnaires associatifs tient lieu, trop souvent, de contrôle effectif. La question reste ouverte : combien d’autres circuits similaires fonctionnent encore hors de tout regard effectif ?

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Électricité à 0,006 € le kWh: le privilège que 40 000 agents descendent défendre dans la rue

18 September 2026 at 08:34

Le "tarif agent" d’EDF offre à ses bénéficiaires une remise de plus de 95 % sur l’énergie. En 2024, les agents concernés ne payaient ainsi qu'environ 2,2 % du prix moyen de l’électricité acquitté par les autres consommateurs. Les 15 et 16 septembre, électriciens et gaziers se sont mis en grève pour que rien ne change.

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La Cour des comptes a chiffré l’avantage : en 2024, un agent d’EDF a payé 2,2 % du prix moyen de l’électricité et 1,8 % de celui du gaz acquittés par les autres Français, soit plus de 95 % de réduction. Coût moyen pour le groupe, Enedis compris : 621 millions d’euros par an entre 2018 et 2024, avec un pic au-delà du milliard en 2023. Et 3,9 milliards de passifs sociaux provisionnés fin 2024 pour maintenir l’avantage après la retraite. Le contribuable, lui, reçoit sa facture, il découvre qu’il finance, au centime près, le chauffage de ceux qui la lui envoient.

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Un avantage payé par le système

En 2024, le « tarif agent » représentait seulement 2,2 % du prix moyen de l’électricité payé par les autres consommateurs. Pour le gaz, le ratio descendait à 1,8 %. Autrement dit, une réduction supérieure à 95 %.

Grève chez EDF : les électriciens et gaziers se mobilisent pour défendre leur tarif préférentiel de l’énergie - ICI
Les salariés du secteur des industries électriques et gazières sont appelés à la grève ce mardi 15 septembre, par tous leurs syndicats, pour défendre leur “avantage énergie”. La mobilisation n’aura pas d’incidence sur les usagers, selon les syndicats.

Instauré en 1946, le « tarif agent » ouvre droit à un prix préférentiel sur l'électricité et le gaz. En bénéficient l'ensemble des salariés d'EDF, de GDF et des autres opérateurs historiques, ainsi que leurs retraités, sous réserve d'au moins quinze ans d'ancienneté dans ces entreprises.

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Selon les chiffres rapportés à partir des travaux de la Cour des comptes, son coût moyen pour le groupe EDF, Enedis compris, s'est élevé à 621 millions d'euros par an entre 2018 et 2024. En 2023, la charge a même dépassé un milliard d'euros. À la fin 2024, EDF avait en outre provisionné 3,9 milliards d'euros de passifs sociaux correspondant notamment au maintien de cet avantage après le départ à la retraite.

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Quand le privilège devient un rapport de force

Les 15 et 16 septembre 2026, électriciens et gaziers ont cessé le travail dans toute la France, mobilisés par leurs syndicats contre toute réforme du dispositif. Aucune annonce gouvernementale de suppression n'était pourtant sur la table : il s'agissait d'anticiper, de bloquer avant même que le débat ne s'ouvre. La méthode dit tout du rapport de force : un secteur sous statut particulier, capable de paralyser l'approvisionnement du pays, défend un privilège financé par la collectivité au moment même où les ménages subissent la hausse des prix de l'énergie. Face à eux, le consommateur dispose de peu de leviers.

Les privilèges des agents EDF coûtent 700 millions au contribuable
La Cour des comptes chiffre à plus de 700 M€ le coût du tarif agent d’EDF en 2024, et à 3,9 Md€ les passifs sociaux associés. Ce que dit le rapport.

Le gouvernement, mis en demeure par la Cour des comptes de se « mettre en conformité sur la valorisation de cet écart entre ce tarif et la valeur réelle de l’énergie », n’envisagerait pas de supprimer l’avantage mais d’alourdir sa fiscalité. Une question qui devrait être tranchée par arrêté ministériel.

Retraites : fin des régimes RATP et EDF, les fonctionnaires préservés
Dans la tourmente du mois de juillet, entre agitations en Afrique, remaniement ministériel et vacances au soleil, les décrets annonçant

Le « tarif agent » n’est pas un avantage concurrentiel : c’est un privilège de statut, financé par le consommateur et le contribuable. Les agents eux-mêmes le reconnaissent à demi-mot : « ça a plus une valeur symbolique qu’une valeur en argent », confie un retraité. Une valeur symbolique de 621 millions d’euros par an.

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Several arrested in protests against constitutional changes in DRC

17 September 2026 at 20:30

Protests rocked the Democratic Republic of Congo on Tuesday, September 15, as opposition supporters took to the streets in Kinshasa and several other cities to oppose proposed constitutional changes that they say could allow President Félix Tshisekedi to seek a third term.

The demonstrations were called by the opposition coalition C64 (Coalition Article 64), which has campaigned against changes to the Constitution and what it considers an attempt to remove the existing two-term presidential limit.

The demonstrations were also reported in several cities. In Kinshasa, hundreds of protesters gathered around the Limete area before the march was disrupted by clashes involving demonstrators and people identified as members of the Force du Progrès, a group affiliated with Tshisekedi’s ruling UDPS party. Police used tear gas and warning shots to disperse the crowd. At least 10 people were arrested in Kinshasa.

Opposition accuses authorities of an “ambush”

Martin Fayulu, leader of the Engagement for Citizenship and Development (ECiDé) and a leading C64 figure, accused authorities of deliberately allowing pro-government militants to attack the opposition march.

In a post following the confrontation, Fayulu said the C64 had agreed on its route with Kinshasa’s city authorities before the march. He alleged that protesters were then confronted in Limete by armed members of the Force du Progrès while police used tear gas against the marchers.

Fayulu wrote that the C64 had been “the victim of an ambush” and accused the authorities of using a political militia alongside security forces. He called on Kinshasa’s city authorities and the national government to explain what happened.

Read more: Lithium mining in the DRC: A new mineral rush spearheaded by the US, EU, and other major powers

The confrontation prevented the C64 march from reaching its planned destination and from delivering its memorandum to the authorities at the People’s Palace.

Opposition resistance has been building 

Tuesday’s demonstrations were the latest escalation in an opposition campaign that has been building since June, when there were protests after Congo’s parliament approved legislation allowing constitutional amendments to be submitted to a referendum.

The National Assembly and Senate have both backed the referendum legislation. Critics argue that the process could eventually open the way for amendments to the presidential term-limit provisions.

Tshisekedi was first elected president in 2018 and re-elected in 2023. Under the current Constitution, the president serves a maximum of two five-year terms. His current term runs until 2028.

The proposed constitutional changes have therefore become a major point of confrontation between the government and opposition. The C64 says it is defending the existing constitutional order and has rejected any change that could enable Tshisekedi to seek another term.

The protests and the crisis is happening as the government faces other major challenges, including conflict in eastern Congo and an Ebola outbreak.

Read more: Ebola spreads to 60 health zones in eastern DRC; UN warns of funding shortfall

Saudi Arabia Accuses Houthis of Targeting Mecca, Houthis Deny Involvement

17 September 2026 at 19:39
Saudi air defenses reportedly shot down a Houthi drone headed towards Mecca, the Saudi-led coalition said early Wednesday, while the Houthis denied responsibility for targeting the holy city. According to coalition spokesman Maj. Gen. Turki al-Malki, the drone was intercepted around 6:50 pm local time on Tuesday, with its wreckage falling south of the city. […]
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