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Opositores à mina fazem hoje bloqueio aos trabalhos

By: LUSA
9 October 2026 at 09:22

VTM

O presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes, disse à agência Lusa que o bloqueio visa a interrupção dos trabalhos numa das áreas da servidão administrativa e admite que se trata de uma necessidade de “escalar a resistência” perante a falta de respostas e da “inflexibilidade do Governo em escutar” as reivindicações da população.

Numa entrevista por telefone, disse que cerca de 30 populares se juntaram esta manhã para impedir que a Savannah Resources prossiga com os trabalhos e frisou que os “terrenos, quer baldios, quer particulares, são da população”.

Bloqueio minas Covas vtm
©DR

Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

Nélson Gomes afirmou que é “preciso fazer resistência ao projeto” e lembrou que a luta contra a exploração mineira se faz há praticamente 10 anos, com “muito prejuízo” para a vida de quem se opõe à mina.

“Mas nós sempre dissemos que não vamos desistir, a luta continua e cada vez a escalar mais, porque quando as entidades não nos respondem, não querem saber de nós, quando o Governo ignora completamente as preocupações da população, a vontade da população, não faz sentido”, sublinhou.

Acrescentando que este é um projeto “que põe em risco a qualidade de vida das pessoas, o meio ambiente, as águas.

“Portanto, este projeto tem tudo para dar errado. Nós não concordamos, não concordamos, não aceitamos”, garantiu.

O presidente da UDCB apontou à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “entidades que deviam fiscalizar o projeto e que não respondem às questões” que têm sido feitas, nomeadamente da desmatação que ocorreu fora o período autorizados e a retirada de água dos ribeiros.

Isto, frisou, “numa altura em que a água é escassa” e que até já há ribeiros que secaram.

“O Governo não se manifesta, está caladinho (…). Portanto, nós estamos a ser ignorados completamente. É um Governo que está a passar por cima da população, não faz sentido, nós somos portugueses como os outros, temos os mesmos direitos, portanto temos o direito de defender aquilo que é nosso”, sublinhou, realçando que esta é uma região classificada como Património Agrícola Mundial e que “agora estão a permitir que a Savannah venha a destruir esta zona”.

E apontou ainda aos “cerca de 10 projetos mineiros e pedidos de prospeção só na região do Barroso”.

O projeto mineiro em Covas do Barroso foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Two dead, nine injured from the wildfire in Salamina island near Athens

16 August 2026 at 16:27

Two people have died and at least nine suffered burn injuries during the wildfire that broke on the island of Salamina close to Athens in the early afternoon on Sunday, August 16, 2016. The fire allegedly broke out in two fronts in Peristeria and Selinia within 15 minutes. According to initial information, the first fire […]

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