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72 cientistas da UMinho estão entre os mais influentes do mundo

13 October 2026 at 18:55

A Universidade do Minho tem 72 cientistas no grupo dos 2% mais citados do mundo ao longo do último ano, segundo um estudo da Universidade de Stanford (EUA) e do grupo editorial Elsevier, foi hoje divulgado pela instituição.

A lista, chamada “World’s Top 2% Scientists 2026”, inclui quase 250 mil investigadores, sendo 1.060 deles ligados a instituições de Portugal. A UMinho surge com 17 unidades representadas e os seus primeiros nomeados na lista global são Natália Cruz-Martins (3.221.º lugar), Paulo Lourenço (5.738.º), Rui L. Reis (7.466.º), Fernando Pacheco-Torgal (9.545.º) e Assunção Flores (12.025.º).

De acordo com a UMinho, o documento apresenta os melhores investigadores do planeta por 20 áreas e 174 disciplinas, considerando o seu índice, o volume de publicações e as citações dos seus trabalhos, segundo dados da base Scopus referentes ao ano de 2025.

Esta lista anual surgiu em 2019, com o objetivo de “criar um repositório público sobre o impacto e a influência dos investigadores no progresso do conhecimento científico e para combater abusos de autocitação”.

Da parte da UMinho, o Centro de Engenharia Biológica aparece com 19 investigadores: António Vicente, Artur Cavaco-Paulo, Carla Manuela Silva, Diana Priscila Pires, Eduardo Gudiña, Hugo Oliveira, José António Teixeira, Joana Azeredo, Lígia Rodrigues, Lúcia Chaves Simões, Luciana Pereira, Lucília Domingues, Luís Melo, Madalena Alves, Miguel Gama, Nuno Cerca, Ricardo N. Pereira, Russell Paterson e Sónia Silva. O Centro de Física tem dez representantes: Carlos Miguel Costa, Filipe Vaz, Frank Nelson Crespilho, João C. Barbosa, José Pedro Silva, José González-Méijome, Nuno Peres, Pedro Libânio Martins, Senentxu Lanceros-Mendez e Vasco Teixeira.

Seguem-se com oito elementos o Grupo 3B’s (Banani Kundu, Miguel Oliveira, Nuno Neves, Rui L. Reis, Sandra Pina, Subhas Kundu, Tiago Silva, Vítor Correlo) e, com seis, o Centro Algoritmi (Anabela Alves, João Luís Afonso, João Varajão, Paulo Cortez, Sandro Pinto, Vitor Monteiro). Já o Centro de Microssistemas Eletromecânicos surge com Filipe Marques, Filipe Samuel Silva, Flávio Bartolomeu, Hélder Puga e Paulo Flores. Da parte do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde estão Agostinho Carvalho, António Salgado, João Espregueira-Mendes, Natália Cruz-Martins e Rui M. Reis.

Com três cientistas aparecem o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (Andrea Zille, Helena Felgueiras, Raúl Fangueiro), o Centro de Química (Daniela Correia, Renato Gonçalves, Rita Figueira) e o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (Joaquim Barros, Shaghayegh Karimzadeh, Paulo Lourenço).

A lista inclui igualmente Assunção Flores e Rute Santos, do Centro de Investigação em Estudos da Criança, além de Fernando Pacheco-Torgal e Paulo Ribeiro, do Centro de Território, Ambiente e Construção. Juntam-se ainda Ronaldo Sousa (Centro de Biologia Molecular e Ambiental), Beatriz Casais (Centro de Investigação em Gestão, Mercados e Sociedade), Anabela Carvalho (Instituto de Ciências Sociais), José Brilha (Instituto de Ciências da Terra), Loïc Hilliou (Instituto de Polímeros e Compósitos) e Rui A. Lima (Centro de Engenharia Mecânica e Sustentabilidade de Recursos).

O estudo da Universidade de Stanford e da Elsevier apresenta uma segunda lista, de “carreira”, em que da UMinho surgem também Marian Brownell Anderson (Escola de Medicina), José Covas, Júlio Viana (ambos do Instituto de Polímeros e Compósitos), Manuel Filipe Costa, Yuliy Bludov (ambos do Centro de Física) e Wolfram Erlhagen (Centro de Matemática).

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Artigo sobre importância da escuta vale distinção internacional a investigador da UMinho

12 October 2026 at 15:26

Luís Miguel Loureiro, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, foi distinguido pela International Listening Association (ILA) como autor do melhor artigo publicado em 2025 na International Journal of Listening, a principal revista científica mundial de estudos sobre Escuta, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a academia minhota explica que o argumento central do artigo laureado desenvolve-se a partir da noção de que, no ecossistema comunicacional contemporâneo, a Escuta se torna, não só, essencial à própria existência da comunicação, mas um imperativo ético, uma vez que a saturação ruidosa do visível, a velocidade e o frenesim da experiência social encapsulam o indivíduo e constituem um bloqueio a uma comunicação que produza significado, diferença e relação com o outro.

O prémio foi atribuído pela primeira vez nos quase 40 anos da International Journal of Listening, editada pela ILA e que faz parte do vasto portefólio de revistas científicas do grupo Routledge/Taylor & Francis. A revista integra o nível mais elevado de indexação Scopus, encontrando-se no primeiro quartil da escala global de referenciação, na área da Comunicação – um dos indicadores mais utilizados na medição da qualidade da ciência produzida à escala global.

O júri do conselho editorial da International Journal of Listening – formado por 40 investigadores de universidades espalhadas pelos cinco continentes, das Américas à Europa, da Oceânia à Ásia e a África – avaliou todos os trabalhos do último ano nesta publicação, destacando “Toward an Understanding of Listening as Ethics”, de Luís Miguel Loureiro, “pelo contributo inovador no avanço da pesquisa em Escuta”.

Ruído bloqueia compreensão da diferença e do outro

O artigo parte da teoria dos sistemas do sociólogo Niklas Luhmann e de duas experiências de silêncio e de ruído, para propor que, num mundo comunicacionalmente afundado no ruído, na intensidade e na aceleração, as práticas de Escuta se tornam decisivas para a própria comunicação. “O problema não é apenas som e informação em demasia, mas um ambiente que fecha o sujeito na sua subjetividade e bloqueia o acesso ao significado dos acontecimentos e à diferença”, nota Luís Miguel Loureiro.

“Escutar deixa de ser um mero complemento da comunicação, para se transformar num ato decisivo, criador da própria instância comunicacional, por isso, um ato com profundas consequências éticas, sociais e políticas, no qual o sujeito-ouvinte é, verdadeiramente um sujeito político, um sujeito de ação ligado ao mundo e ao outro”, diz o autor, citado no comunicado.

Biografia

Luís Miguel Loureiro tem 57 anos e é natural da Gafanha da Nazaré, no distrito de Aveiro. Inicialmente licenciado em Bioquímica, em Coimbra, em 1992, concluiria, vinte anos depois, o doutoramento em Ciências da Comunicação, na UMinho, onde é atualmente professor no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais, sendo diretor da licenciatura em Ciências da Comunicação. Acumula estas funções com as de investigador integrado do CECS e membro da equipa de coordenação do Barómetro para a Qualidade da Informação da UMinho.

Além do trabalho recente na área dos estudos da Escuta, os seus interesses de investigação têm vindo a desenvolver-se em torno da interseção entre jornalismo de guerra e propaganda, ativismo em rede e cultura visual.

Antes da carreira académica, foi jornalista durante três décadas, fundando a Rádio Terra Nova, na Gafanha da Nazaré, e passando depois pelas redações da Rádio Nova, da Rádio Comercial e, principalmente, da RTP, onde foi grande repórter e jornalista de investigação premiado (UNESCO, AMI, SPA). Para manter a ligação ao jornalismo, passou este ano a dirigir, pro-bono, o novo jornal digital De Norte a Sul.

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Modelo matemático da UMinho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo premiado em Itália

9 October 2026 at 16:21

Um modelo matemático desenvolvido na Universidade do Minho para explicar como o cérebro representa a passagem do tempo foi laureado com o Prémio de Melhor Artigo na 35.ª Conferência Internacional sobre Redes Neuronais, em Pádua, Itália, anunciou hoje a instituição.

A distinção foi atribuída pela Sociedade Europeia de Redes Neuronais, entre 296 apresentações candidatas.

O trabalho, intitulado “A dynamic neural field model of chronotopic map formation”, foi apresentado por Paulo Barbosa, aluno do 4.º ano do programa doutoral em Matemática Aplicada e investigador do Centro de Matemática da UMinho (CMAT). O estudo envolveu ainda o seu orientador, Wolfram Erlhagen (CMAT), além de Estela Bicho (Centro Algoritmi da UMinho) e Flora Ferreira (Centro de Matemática da Universidade do Porto).

“Estou feliz e grato pelo reconhecimento, porque mostra que a investigação feita em Portugal tem relevância internacional, porque foi atribuído pela comunidade científica num evento de grande prestígio, porque é uma excelente motivação para continuarmos a pesquisa e, a título pessoal, porque sou investigador em início de carreira”, diz o jovem de 28 anos e estudante na Escola de Ciências da UMinho (ECUM), citado em comunicado.

“Mapa do tempo”

“Na prática, desenvolvemos um modelo matemático para explicar como o cérebro consegue sentir a passagem do tempo”, descreve.

A questão é um dos grandes desafios da neurociência, pois não se conhece um órgão sensorial nem um circuito neuronal específico para essa função. O novo estudo centrou-se no “mapa do tempo” no cérebro, chamado cronotótipo. Diferentes grupos de neurónios respondem a diferentes durações, formando uma organização em que intervalos semelhantes estão associados a grupos mais próximos.

Segundo a UMinho, a principal novidade do novo modelo é explicar como diferentes formas de representar o tempo no cérebro podem estar relacionadas.

“Fomos os primeiros a descrever a conversão de um tempo para o outro”, realça Paulo Barbosa.

Esse modelo consegue ainda reproduzir fenómenos observados em experiências com animais, incluindo a adaptação a mudanças nos contextos temporais, e explicar também alguns enviesamentos que surgem quando estimamos intervalos de tempo.

Da neurociência à inteligência artificial

O trabalho faz parte da tese doutoral de Paulo Barbosa sobre plasticidade cerebral, ou seja, as ligações entre neurónios que se modificam e contribuem para comportamentos como a atenção e a tomada de decisão.

A investigação cruza matemática, neurociência, computação, inteligência artificial e robótica. O próximo passo é utilizar estes modelos no desenvolvimento de agentes inteligentes e robôs capazes de lidar com o tempo de forma próxima da humana.

“A perceção do tempo é essencial na interação com ambientes dinâmicos”, sublinha o autor.

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É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia

7 October 2026 at 12:18

O barcelense Pedro Ferreira Martins, da Universidade do Minho, está a representar Portugal no programa de design sustentável e intercâmbio cultural “Weaving Futures”, que reúne estudantes de dez países na Tailândia.

Em comunicado, a academia minhota explica que a agenda inclui, até 25 de outubro, um workshop intensivo em Banguecoque, experiências de imersão cultural e técnica em Chiang Mai e uma residência criativa de novo na capital tailandesa.

O objetivo é cruzar saberes do artesanato, diferentes culturas, design criativo e práticas sustentáveis para responder melhor aos desafios ambientais, sublinha o comunicado.

Pedro Ferreira Martins frequenta o 3.º ano da licenciatura em Design de Produto na Escola de Arquitetura, Arte e Design da UMinho, é de Barcelos e participa na iniciativa com apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O programa “Weaving Futures: a cross-cultural journey in sustainable design” é promovido pelo núcleo tailandês da EUNIC (EU National Institutes for Culture) e cofinanciado pela União Europeia. Junta alunos de instituições de nove países europeus (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Portugal) e do país anfitrião.

É de Barcelos e está a representar Portugal em projeto de design sustentável na Tailândia
Os participantes do programa. Foto: Princess Maha Chakri Sirindhorn Anthropology Centre

Esta metodologia prática e de intercâmbio visa colocar os alunos em contacto direto com o património artístico e os saberes locais, desafiando-os a integrá-los em propostas inovadoras de design contemporâneo que partilhem um compromisso firme com a responsabilidade ambiental. Os participantes trabalham também em pares, orientados por profissionais de ambos os continentes, para desenvolver novas visões e protótipos.

Estes trabalhos serão finalizados e apresentados publicamente naquele país asiático, no âmbito da Galleries’ Nights Bangkok (20 e 21 de novembro) e da Chiang Mai Design Week (5 a 13 de dezembro).

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Investigadores do Minho e do Porto criam “hidrogel inovador” para tratar melanoma

7 October 2026 at 09:08

Investigadores das Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho desenvolveram um hidrogel com potencial para tratar melanoma, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a FCUP dá conta deste “hidrogel inovador”, um material híbrido composto por nanocápsulas esféricas e um polímero (gel), podendo ajudar a tratar o melanoma, a forma mais grave de cancro da pele que, em Portugal, conhece 1.000 a 1.500 novos casos por ano.

Na prática, as nanocápsulas levam o fármaco usado no tratamento de vários tipos de cancro, o doxorrubicina, e o gel “funciona como uma espécie de barreira, permitindo controlar a libertação do medicamento”.

O hidrogel será aplicado na zona específica na pele que seja afetada pelo melanoma e pode complementar outros tratamentos e abordagens terapêuticas, incluindo após cirurgia.

“A libertação localizada e controlada do fármaco poderá reduzir a exposição de tecidos saudáveis e, consequentemente, alguns dos efeitos secundários associados à quimioterapia”, acrescenta a FCUP.

Os ensaios laboratoriais realizados no Minho mostraram “boa biocompatibilidade” e, em estudos anteriores, tinham confirmado que as nanocápsulas são sensíveis ao pH – na prática, entrando em contacto com tumores, geralmente apresentando um ambiente mais ácido, o sistema “poderá facilitar a libertação do medicamento”.

“À temperatura ambiente, o material é uma solução que pode ser facilmente manipulada e aplicada. Quando entra em contacto com a pele, devido à diferença de temperatura, ocorre rapidamente a transição para o estado de gel, o que favorece a sua permanência no local de aplicação”, descrevem Isabel Oliveira e Eduardo Marques, docentes na FCUP, citados na nota.

Segundo o primeiro autor do estudo, Rui Machado, compreender como as nanocápsulas e o gel interagem entre si foi uma das fases essenciais do processo, que foi desenvolvido no âmbito de uma tese de doutoramento em Química, que defendeu em abril.

Os resultados de dois anos de trabalho foram publicados no final de julho na revista da especialidade Applied Bio Materials, da Sociedade Química Americana, e os cientistas têm como próxima fase “avançar para estudos ‘in vivo’, de forma a avaliar a interação do hidrogel e do fármaco com o organismo”.

“O objetivo é continuar a explorar o potencial deste sistema inovador para se chegar a um tratamento anti-melanoma mais localizado e com menos efeitos secundários”, conclui a FCUP.

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Aeródromo de Braga vai ser ‘laboratório’ para alunos da UMinho

6 October 2026 at 16:34

A Câmara de Braga e a UMinho assinaram, esta terça-feira, um protocolo de “cooperação estratégica” para que os alunos da Licenciatura e Mestrado em Engenharia Aeroespacial possam realizar naquele local atividades de ensino aplicado, experimentação, teste e demonstração tecnológica, anunciou a autarquia.

Para o presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, esta parceria traduz uma visão de valorização dos ativos municipais ao serviço do conhecimento e do desenvolvimento do território: “O Aeródromo de Braga é um equipamento municipal com um potencial extraordinário que queremos explorar ao máximo, mas sabemos que sozinhos não o fazemos. Ao abrirmos as portas e estabelecermos esta ponte com a Universidade do Minho, estamos a fazer com que o conhecimento produzido na academia tenha um impacto direto na vida da população e na atração de talento, investimento e novos parceiros empresariais para o nosso concelho. A relação entre a Câmara Municipal e a Universidade do Minho é o maior e o mais verdadeiro motor de desenvolvimento deste território”.

Aeródromo de Braga vai ser 'laboratório' para alunos da UMinho
Foto: CM Braga

“Nós temos tido a preocupação de pegar nos equipamentos municipais que já temos, qualificá-los e devolvê-los à população. O aeródromo tem um potencial brutal e condições excecionais que não estavam a ser aproveitadas como deveriam. Apesar de o curso de Engenharia Aeroespacial estar sediado em Guimarães, percebemos que estas fronteiras se dissipam quando há empenho e capacidade de trabalhar em conjunto pelo bem do território”, sublinhou ainda João Rodrigues, durante a sua intervenção.

A vertente científica e a ligação ao território foram igualmente enaltecidas pelo reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes.

Aeródromo de Braga vai ser 'laboratório' para alunos da UMinho
Foto: CM Braga

“Esta parceria reforça a marca identitária da Universidade do Minho de ter os seus projetos científicos e pedagógicos sempre com um pé no território. Este não é um mero ato protocolar; prevê um plano anual de ação com atividades práticas no terreno real e o empenho da universidade em pensar as possibilidades de desenvolvimento e projeção futura desta plataforma operacional”, explicou.

Por seu lado, o presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Paulo Vicente, destacou a relevância formativa deste entendimento para os estudantes do curso: “Esta é uma oportunidade de ouro para alavancar a formação dos nossos estudantes. O acordo complementa de forma perfeita a nossa atuação, ligando a vertente de Engenharia Aeroespacial a um equipamento aeronáutico real e abrindo portas para novas parcerias com empresas e entidades do sector”.

O acompanhamento e a avaliação da execução deste protocolo de cooperação serão assegurados por uma Comissão de Acompanhamento copresidida pelo Executivo Municipal e pela Presidência da Escola de Engenharia da Universidade do Minho.

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Cirurgião admitido na UMinho pede apoio a Portugal para sair de Gaza

6 October 2026 at 11:42

A Universidade do Minho (UMinho) apelou à diplomacia portuguesa para que o cirurgião ortopédico Mahmoud Abushehada, admitido no mestrado de Biomedicina, possa sair da Faixa de Gaza.

A informação é hoje avançada pelo jornal Público (acesso restrito), dando conta que Mahmoud Abushehada foi admitido com uma média de 17,5 valores, mas continua à espera de apoio do Governo português para conseguir sair de Gaza.

“Apelamos vivamente a que sejam encontradas, com a maior brevidade possível, as soluções necessárias para que este colega possa dar continuidade à sua formação científica”, apelou a UMinho numa carta de apoio institucional pela direção do mestrado ao escritório de representação de Portugal em Ramallah, enviada em 01 de setembro.

De acordo com a mesma fonte, o Governo tem conhecimento do caso pelo menos desde julho, quando o PCP questionou o executivo. “Sem um processo de pedido de visto ativo ou uma carta oficial de apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal (MNE) ou da embaixada, é impossível garantir a coordenação fronteiriça necessária para que Mahmoud Abushehada possa sair de Gaza”, destacava o PCP.

“O escritório em Ramallah fechou completamente a este cidadão, alegando que os serviços de vistos não estão disponíveis para os residentes de Gaza, deixando-o num impasse burocrático”, acrescenta.

O Governo respondeu às questões no dia 06 de agosto, explicando que “um pedido de visto, incluindo para efeitos de frequência do ensino superior, deve ser, obrigatoriamente, apresentado presencialmente junto de um Posto Consular habilitado para o efeito, cumprindo o requisito da confirmação da identidade do requerente”.

“A apresentação de um pedido de visto está, ainda, sujeita à entrega de toda a documentação instrutória exigida pela legislação em vigor. A emissão de vistos para nacionais palestinianos residentes na Faixa de Gaza enfrenta constrangimentos significativos, decorrentes das restrições de mobilidade impostas e do encerramento, por motivos de segurança, do Centro de Pedidos de Visto da VFS Global em Gaza”, acrescenta o Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Rangel.

“Atendendo aos desafios referidos, o Estado Português permite que estudantes admitidos em instituições de ensino superior portuguesas e em território nacional possam apresentar os pedidos de visto no Escritório de Representação de Portugal em Ramallah ou, em alternativa, na Embaixada de Portugal no Cairo”, pode ler-se. No entanto, a deslocação aos postos consulares é da “responsabilidade do requerente, estando, por isso, sujeita ao deferimento das autoridades que exercem o controlo fronteiriço”.

Segundo o Público, um familiar do médico, que vive em Portugal desde 2000, já contactou a Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas (DGACCP), explicando que “não existem ‘meios próprios’ de saída autónoma da Faixa de Gaza”.

A DGACCP respondeu que não tem “competências, nem instruções” para “promover ou coordenar” questões ligadas à saída de cidadãos de Gaza.

Ao mesmo jornal diário, o gabinete de Paulo Rangel disse que “o MNE procurou flexibilizar as opções de acesso a um posto consular na região, salvaguardando as exigências legais aplicáveis”, mas salientou que as saídas de Gaza “competem exclusivamente às autoridades israelitas”. Para além disso, “não existe na legislação nacional um ‘visto humanitário’.”

Ao Público a Universidade do Minho confirmou que a vaga de Mahmoud Abushehada está garantida.

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