CMVM volta a apontar o dedo ao finfluencer “James Pereira”
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alterou o alerta que tinha emitido a 31 de dezembro de 2024 sobre Gonçalo Sousa Pereira, conhecido nas redes sociais como “James Pereira”, e acrescentou-lhe novas redes sociais e sites.
A decisão do Conselho de Administração, tomada na reunião de 8 de outubro e divulgada esta sexta-feira, volta a pôr o supervisor do mercado de capitais a apontar um finfluencer (influenciador financeiro) que, segundo o supervisor, não tem habilitação para atuar no mercado português.
No comunicado com as principais deliberações dessa reunião, a CMVM explica que a decisão surge “na sequência da análise de denúncias relativas a exercício não autorizado de publicidade e de prospeção dirigidas à celebração de contratos de intermediação financeira envolvendo instrumentos financeiros”.
A CMVM alerta os investidores que Gonçalo Sousa Pereira “não está habilitado junto da CMVM para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal”.
“A alteração de alerta emitido em 31 de dezembro de 2024, adicionando novas redes sociais e sítios da internet com divulgação de informação indevida”, e também “a resposta aos denunciantes”, lê-se no comunicado do supervisor.
O alerta da CMVM, refere que Gonçalo Sousa Pereira “não está habilitado junto da CMVM para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal” e visa os sites jamestradinggroup.com e jamestrading.net, assim como os perfis de “James Pereira” no Instagram, Telegram, TikTok, LinkedIn, Facebook e YouTube, e esclarecia que o visado não pode fazer publicidade nem prospeção de clientes para contratos de intermediação financeira.
Ao longo das contas que detém nas várias redes sociais, James Pereira promove esquemas de enriquecimento rápido através do forex, o mercado cambial, enquanto exibe uma vida de luxo para atrair investidores incautos.
Estes são padrões comuns identificados pelos reguladores nestes casos: ostentação de riqueza, linguagem técnica e promessas de lucros certos. Perante uma proposta com essas características, o investidor deve confirmar a habilitação de quem a faz antes de investir.
A CMVM recomenda que os investidores confirmem, antes de entregar dinheiro a seja quem for, se a entidade está autorizada a prestar serviços de investimento em Portugal. Essa verificação faz-se na lista de entidades autorizadas no Portal do Investidor.
É também conveniente consultar a listagem de alertas dirigidos aos investidores e ao público, divulgados pela CMVM e por outras autoridades congéneres, por forma a confirmar que a entidade ou a pessoa não está a atuar de forma indevida.
Quem tenha tido contacto comercial com pessoas que se apresentem como representantes das entidades visadas pode contactar a CMVM através da linha gratuita 800 205 339 ou do email cmvm@cmvm.pt.
