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Acampada de Lisboa contesta "ilegalidade" do protesto

19 October 2026 at 22:41

A Acampada de Lisboa contesta a apreciação de "ilegalidade" feita pelas forças de segurança em relação ao protesto contra as condições de vida e a crise de habitação, que tem juntado centenas de pessoas na capital desde sábado.

 

"O mais importante é dizer que a Acampada não é ilegal, porque a Constituição garante o direito à manifestação e à reunião, no artigo 45.º e, portanto, todas as pessoas têm o direito de se juntar, de se manifestar no espaço público e é isso que está a acontecer aqui", vincou Teresa Mamede, uma das porta-vozes da Acampada de Lisboa, em declarações à Lusa antes da terceira assembleia popular aberta na Praça D. Pedro IV, no Rossio.

Temendo uma intervenção das forças de segurança no local onde está montada uma centena de tendas – até porque a polícia fez hoje declarações afirmando que vai "esgotar ao máximo a via do diálogo" com os promotores dos protestos em Lisboa e Porto, mas avisou que mais dia menos dia, terá de agir sobre a situação –, Teresa Mamede assinala que "não se estão a cortar estradas, isto é uma praça aberta ao público, não há interferência com o trânsito".

Por isso, defende, "não há como restringir ou cortar o direito à manifestação no espaço público".

A Acampada do Porto – que começou no dia 10 – foi alvo de uma intervenção policial que causou perto de 40 feridos na madrugada de quinta-feira, depois de nesse dia se terem manifestado cerca de 3.000 pessoas na Praça D. João I.

A Constituição, aprovada em 1975, "é mais forte" do que o decreto anterior, Decreto-Lei n.º 406/74, que regula o exercício do direito de reunião e de manifestação em lugares públicos, aprovado em 1974, que está a ser invocado pela polícia para justificar uma eventual intervenção, compara Teresa Mamede.

"Se a polícia desmantelar este acampamento com violência, acho que isso é uma mensagem muito forte do Estado, do Governo, sobre o silenciamento do dissenso e isso é uma coisa inadmissível numa democracia", considera, recordando o que aconteceu em Espanha, onde o executivo não interveio sobre a acampada que persiste há dias no centro da capital, Madrid, tendo a questão chegado ao Tribunal Constitucional, que se pronunciou a favor do direito à manifestação e proibiu o desmantelamento da acampada.

"O Governo quer desmantelar a acampada porque não quer pronunciar-se sobre o fundo da questão (…), não quer responder ao que as pessoas estão a pedir", acusa, referindo-se à nova lei do arrendamento, aprovada na generalidade na Assembleia da República (com o voto a favor de PSD, IL e CDS-PP e a abstenção do Chega), que dá "facilidades aos senhorios e aos especuladores".

A proposta de lei do Governo para alterar o regime de arrendamento urbano introduz contratos mais flexíveis e despejos mais céleres.

Com a reforma proposta, que completa o pacote de medidas para combater a crise habitacional lançado há um ano pelo Governo, o despejo passa a poder ser iniciado ao fim de dois meses de rendas em atraso (em vez dos três atuais).

Além disso, o Governo deixou cair o travão de 2% de aumento para um novo contrato (em relação ao contrato anterior), excecionando apenas as pessoas com mais de 65 anos ou deficiência com incapacidade igual ou superior a 60% e rendimento anual inferior a 64.400 euros, e os senhorios podem passar a exigir três (em vez de duas) cauções adiantadas e sem limite de valor.

Questionada sobre se existe um canal de diálogo com a Câmara Municipal de Lisboa, Teresa Mamede confirmou que essa opção, debatida na assembleia aberta de domingo, "não foi ainda discutida" e adiantou que também não houve contactos da autarquia com os manifestantes.

Também as centrais sindicais ainda não responderam ao apelo de adesão à greve geral convocada em Espanha para 11 de novembro e que as acampadas em Lisboa e no Porto já acompanharam.

"Temos que aguardar para ver o que acontece", disse.

A Acampada de Lisboa, coletivo informal, horizontal e diversificado, com o lema "Não dá mais? Então monta a tua tenda!", voltou hoje a juntar centenas de pessoas, a partir das 19:00, numa assembleia aberta.

"Qualquer pessoa pode juntar-se nessa assembleia e há um espaço aberto em que qualquer pessoas pode fazer uma proposta, uma proposta política, uma proposta organizativa, e essas propostas são votadas no final da assembleia e depois tentam-se implementar através depois de grupos de trabalho", explicou Teresa Mamede.

A base da estátua de D. Pedro IV e de quatro figuras femininas que simbolizam as alegadas virtudes do monarca – prudência, justiça, fortaleza e moderação – já não tem espaço livre para cartazes, de modo que as reivindicações já extravasaram para a própria calçada.

"Não tenho casa, também me vão tirar a tenda?", questiona-se.

A assembleia popular arranca com música de luta e intervenção e o tempo entre propostas e votações é ocupado por palavras de ordem guiadas por vozes que já acusam o arrefecimento da noite e o cansaço dos dias.

Seguem-se sugestões de melhoria organizativa, por exemplo da circulação entre tendas e da comunicação interna, apelos à responsabilização pelas propostas e à atração de outras pessoas para o protesto, bem como reflexões sobre a segurança coletiva.

Um quadro em permanente atualização fixa as necessidades – nesta fase, sacos-cama, mantas, casacos, "cenas fofas para sentar", powerbanks e até castelos insufláveis ("por que não sonhar?") – e há um mealheiro que recebe "donativos para a revolução".

Um cartaz elenca as exigências do movimento: reversão da nova lei do arrendamento; fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional; travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários; aumento da habitação pública; recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais; aplicar tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

Acampada do Rossio permanece

Acampada do Rossio permanece "de pé e firme"

Cerca de uma centena de tendas permanecem na Praça D. Pedro IV, em Lisboa, algumas vazias e outras com pessoas que passaram a noite no protesto pelo direito à habitação.

Lusa | 15:45 - 19/10/2026

PSP não vai exceder poderes que a lei lhe dá, garante MAI

19 October 2026 at 22:37
Luís Neves assegurou que as forças de segurança agirão dentro da lei, mas avisou: tendas no espaço público "não podem violar" direitos de outros cidadãos.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Jovem motociclista morre em colisão com veículo ligeiro em Amares (Braga)

19 October 2026 at 22:17

Um jovem com cerca de 18 anos morreu esta segunda-feira na sequência de uma colisão entre um motociclo e uma viatura ligeira em Amares, no distrito de Braga, adiantaram à Lusa fontes da Proteção Civil e GNR.

 

O alerta para o acidente foi dado pelas 18h20, após uma colisão entre um motociclo e uma viatura ligeira em Carrazedo, Amares.

Do acidente resultou uma vítima mortal, um jovem com cerca de 18 anos, referiu fonte da GNR de Braga.

A mesma fonte indicou ainda que as causas do acidente estão a ser investigadas.

Fonte do Comando Sub-regional do Cávado indicou à Lusa que do acidente resultou ainda um ferido ligeiro, que seguia na viatura ligeira.

Para o local foram destacados elementos dos bombeiros de Amares, da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do INEM e da GNR.

Foi também destacada uma equipa de psicólogos do INEM.

Leia Também: Autocarro perde o controlo e embate em várias viaturas em Alverca

22h. Ventura acusa PS de ser cúmplice na crise de habitação

19 October 2026 at 22:14
O líder do Chega desafia os socialistas a apoiarem a proposta de deduções fiscais no crédito de habitação. Ainda, o secretário geral do PCP acredita que lei das rendas vai a tempo de ser travada.

Sismo na Venezuela afeta economia e comunidade portuguesa

19 October 2026 at 22:01

O duplo sismo de 24 de junho provocou uma forte retração na economia venezuelana, com o crescimento previsto a cair de 6,5% até junho para 2,5% em setembro, agravando as dificuldades das famílias portuguesas locais.

 

O alerta foi feito à Lusa pelo diretor-regional Comunidades Madeirenses e Cooperação Externa da Madeira, Sancho Gomes, no final de uma visita de 12 dias à Venezuela.

«O crescimento que estava a acontecer até junho, até aos sismos, era de cerca de 6,5% e a previsão para setembro foi de 2,5%. Portanto, houve uma retração económica bastante acentuada na Venezuela, que afeta toda a sociedade, os empresários e as famílias portuguesas, aqui residentes», disse precisando que os dados lhe foram revelados por uma instituição bancária durante um evento em que esteve presente.

Sancho Gomes destacou, no entanto, que «2,5% é mais do que o crescimento de qualquer país da União Europeia» e que «as questões económicas, já afetavam a muitas famílias» portuguesas.

«Temos muitas famílias que, infelizmente, não tiveram o sucesso, para o qual trabalharam, que [já] passavam por dificuldades e que eram apoiadas, inclusive, por organizações não governamentais de cariz humanitário. Obviamente, que muitas dessas famílias ficaram ainda mais desprotegidas», disse à Lusa.

E sublinhou que pensando nessas «centenas, talvez milhares de pessoas» que precisam de ajuda, o Governo da Madeira enviou apoios por 180.000 euros para ONG luso-venezuelanas.

Sancho Gomes explicou que na Venezuela participou em várias galas de solidariedade organizadas pela Academia do Bacalhau, com a participação do cantor madeirense Miro Freitas e o grupo luso-venezuelano Parceiros Banda Show, nas cidades de Caracas, Los Teques, Barquisimeto, Valência e Maracay, durante as quais alertou para a situação comunitária atual.

«Alertei, até exortei as pessoas, em todas as galas, a se manterem unidas na solidariedade, e para o facto de que as necessidades destas famílias não cessarão nos próximos tempos, e, portanto, será necessário continuar a apoiá-las, que, de parte do Governo [da RAM], há o compromisso de mantermos firme este apoio», disse.

Sancho Gomes explicou ainda que além de participar nas galas solidárias, esteve a acompanhar o trabalho das ONG que apoiam os portugueses e instituições que receberam apoio financeiro do Governo regional e da solidariedade de madeirenses.

Também que promoveu a cooperação nas áreas diplomática, consular, económica, cultural e educativa, articulando com autoridades diplomáticas e consulares portuguesas e autoridades da Venezuela.

«E, o programa foi integralmente cumprido, aliás, superamos claramente o inicialmente previsto», disse, sublinhando que promoveu também a madeirensidade em emotivos eventos, onde as pessoas, estiveram com o espírito solidário e também para celebrar a sua cultura e herança identitária.

«Pude acompanhar o trabalho que desenvolvido, pelo Lar Geriátrico de Maracay, pelo Lar Padre Joaquim Ferreira, pela Associação Só Bem, de Valência, pela Associação 'Regala una Sonrisa', pelas Damas de Beneficência de Caracas, e pelo Centro Luso-venezuelano de Cátia La Mar, e constatar que, de facto, os contratos programas estão a ser corretamente executados, que as verbas que o Governo Regional transferiu estão efetivamente a chegar às famílias necessitadas, e que tem sido desenvolvido um trabalho profundamente meritório», disse.

Explicou ainda que abordou a cooperação educacional com as universidades Central da Venezuela e de Carabobo, além de ter tido reuniões com o deputado Orlando Camacho e com o secretário da Economia de Carabobo para incentivar o investimento de empresas madeirenses naquela região.

«Tive a oportunidade de, junto dos nossos empresários, incentivá-los a participar na missão empresarial que está a ser organizada pela AICEP e que virá a Venezuela em novembro, porque poderá ser uma boa oportunidade para um cara a cara, entre empresários de origem portuguesa aqui na Venezuela, e empresários que venham de Portugal, de forma a estudar possibilidades de investimento», disse.

Sancho Gomes frisou ainda que os idosos portugueses dos lares da terceira idade, estão bem integrados, cuidados e acompanhados e que essas organizações têm capacidade para receber mais carenciados e afetados pelos sismos.

Também que contatou milhares de madeirenses e que «absolutamente ninguém», nem uma pessoa lhe manifestou «que queria regressar à região [Madeira]».

Leia Também: Sismo? Portugueses na Venezuela enfrentam desafio de reconstruir vidas

Após salvar a mãe, Rodrigo é distinguido com (novo) prémio: "Coragem"

19 October 2026 at 21:53

Com nove anos, Rodrigo ligou para o serviço de emergência depois de a mãe se ter sentido mal e ter desmaiado. Agora, juntamente com o técnico do INEM, recebeu o prémio "Heróis Júlio Cesar Andrino 2026". 

 

"Rodrigo Pinto e João Dias, técnico de emergência pré-hospitalar do INEM, foram distinguidos com o prémio "Heróis Júlio César Andrino 2026" na gala de Prémios da Cultura Júlio César Andrino, pelo exemplo de coragem e dedicação numa ocorrência de 5 de dezembro de 2025, em que o Rodrigo fez uma chamada para o 112 que foi decisiva para salvar a mãe", pode ler-se numa publicação no Facebook do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). 

Na partilha, o INEM salientou que "Rodrigo mostrou que até os mais novos podem ter uma papel decisivo numa emergência". Já "João Dias representa o profissionalismo, a dedicação e o compromisso dos profissionais do INEM, que diariamente trabalham para salvar vidas". 

"Dois heróis, duas histórias que se cruzam num momento decisivo e uma distinção que reconhece o valor de quem faz a diferença quando mais importa", sublinhou.

De recordar que Rodrigo, na altura com nove anos, ligou para o número de emergência 112 depois de a mãe se ter sentido mal e ter desmaiado ao volante do carro, em Malpica do Tejo, uma freguesia de Castelo Branco.

O menino estava com os irmãos mais novos quando a mãe desmaiou no interior do carro. Assustado, não perdeu tempo e ligou para o número de emergência.

A história de Rodrigo tornou-se conhecida em fevereiro deste ano, depois de o INEM ter partilhado nas redes sociais a chamada do pequeno Rodrigo. 

"Chamo-me Rodrigo, a minha mãe tem um problema no coração e tem um pacemaker", começou por explicar o menino ao assistente do INEM que atendeu a chamada, João.

O assistente perguntou a idade de Rodrigo, pedindo-lhe para manter a calma: "Só quero que mantenhas a calma, que eu vou ajudar-te, está bem?"

Durante a conversa, o menino contou que a mãe tem um "problema no coração", que está "desmaiada" e que está também acompanhado dos irmãos mais novos de seis anos, que estavam a dormir.

O assistente do INEM foi pedindo a Rodrigo para verificar o estado da mãe, inclusive que lhe tocasse, por forma a verificar se estava ou não consciente. A mãe viria a abrir os olhos, tendo-se depois queixado de dores no braço esquerdo. Assegurou-lhe ainda que ficaria "sempre em chamada" até que a ajuda chegasse ao local.

Após as perguntas de João, Rodrigo explicou que estava junto a uma paragem de autocarros, perto do Café Taco, e que o carro onde estava era um Ford Focus.

Depois de alguma conversa, na qual João procurou sempre que Rodrigo mantivesse a calma e acalmasse também os irmãos gémeos, o menino disse: "Consigo ouvir tinoni tinoni. Estou a ouvir."

Note-se também que, em junho, Rodrigo recebeu o Prémio Cidadão Nobre 2026 pelo seu "ato de elevada maturidade, presença de espírito e sentido de responsabilidade". 

Aos 9 anos, Rodrigo ligou para o INEM e salvou a mãe:

Aos 9 anos, Rodrigo ligou para o INEM e salvou a mãe: "Verdadeiro herói"

Rodrigo ligou para o número de emergência depois de a mãe se ter sentido mal e ter desmaiado. Na chamada com o assistente do INEM, foi explicando que a mãe tinha problemas de coração e que estava com os dois irmãos mais novos no interior do carro.

 Maria Gouveia | 23:05 - 10/02/2026

Dois detidos por tráfico de droga em Lisboa. Um agrediu PSP

19 October 2026 at 21:49

Dois homens, com 39 e 48 anos, foram detidos pela Polícia de Segurança Pública (PSP), na passada sexta-feira, dia 16 de outubro, em Marvila, Lisboa, pela prática dos crimes de tráfico de estupefacientes e de resistência e coação sobre funcionário. 

 

Em comunicado, a PSP explica que "a ocorrência teve lugar na Azinhaga das Saldanhas, local referenciado pela prática de tráfico e consumo de estupefacientes, quando os polícias da equipa de Intervenção Rápida, em contexto de patrulhamento preventivo, visualizaram um indivíduo a proceder à venda de produto estupefaciente". 

Na altura da abordagem policial, "o suspeito vendedor e dois presumíveis compradores tentaram colocar-se em fuga, tendo sido possível intercetar o primeiro". 

A PSP refere que, "no momento em que os polícias procediam à detenção do suspeito, vários indivíduos aproximaram-se do local, proferindo injúrias contra os elementos policiais, de forma agressiva, tentando impedir a detenção, vindo a agredir um dos polícias intervenientes".

"Em consequência da agressão, o elemento policial sofreu lesões na face e no pulso, tendo necessitado de assistência hospitalar, após a qual teve alta médica", aponta.

A PSP dá ainda conta que, no decurso da revista de segurança efetuada ao suspeito, foram apreendidas 21,60 doses de cocaína e a quantia de 22 euros em numerário.

Os dois homens foram detidos e conduzidos às celas de detenção do Comando Metropolitano de Lisboa, a fim de serem presentes à autoridade judiciária competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação. 

Leia Também: PSP deteve 15 condutores na Madeira, 13 por condução sob efeito de álcool

Segundo prémio do EuroDreams sai lá fora. Para Portugal, vêm 3.º prémios

19 October 2026 at 21:21

Nenhum apostador acertou na chave completa do EuroDreams desta segunda-feira, dia 19 de outubro, que vali 50 mil euros por mês durante 30 anos. 

 

No entanto, um apostador que registou o boletim no estrangeiro arrecadou o segundo prémio, que contempla dois mil euros por mês ao longo de cinco anos. 

Para cá, vêm apenas 18, de 150, terceiros prémios. Os apostadores que registaram o boletim em Portugal vão receber 495,99 euros. 

A chave vencedora de hoje era composta pelos números 1-2-10-15-23-26 e pelo número de sonho  3.

Nota: A divulgação destes resultados não dispensa a consulta na página oficial dos Jogos da Santa Casa da Misericórdia.

É dia de sorte? Eis a chave do EuroDreams desta segunda-feira

É dia de sorte? Eis a chave do EuroDreams desta segunda-feira

O primeiro prémio do EuroDreams contempla o pagamento de 50 mil euros mensais, ao longo de 30 anos. Já o segundo prémio equivale a dois mil euros mensais, que serão pagos durante cinco anos.

Notícias ao Minuto | 20:07 - 19/10/2026

Força Aérea esteve mais de 200 horas a combater fogos este ano

19 October 2026 at 21:21

Os helicópteros Black Hawk da Força Aérea estiveram envolvidos este ano em 56 missões de combate a incêndios, durante mais de 200 horas, e o ramo prevê reforçar este dispositivo em 2027 com as aeronaves C-130.

 

 
Estes dados foram anunciados durante uma cerimónia sobre a execução do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito da aquisição das aeronaves UH-60 Black Hawk e AW119 Koala, que decorreu com estas aeronaves expostas nas instalações do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide, Lisboa.

Este ano, e até à data, a esquadra "551- Panteras" esteve empenhada em 56 missões de combate a incêndios, em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que se traduziram em mais de 200 horas de voo e mais de 900 descargas.

No âmbito do PRR - que termina este ano - Portugal adquiriu um total de 13 helicópteros Black Hawk, nove vocacionados para o combate a incêndios rurais e mais quatro, anunciados por Nuno Melo no ano passado, para apoio à emergência médica.

Este ano, a Força Aérea participou pela primeira vez no combate direto aos incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) com estes helicópteros, marcando uma nova fase do apoio militar em missões de cariz civil. Estas aeronaves têm a vantagem de conseguir atuar em locais muitas vezes inacessíveis pelos bombeiros.

No final da cerimónia, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, adiantaram que a expectativa é ter no terreno no próximo ano também os aviões C-130, já equipados com os dois kits de combate a incêndios adquiridos pelo Governo, um investimento de cerca de 16 milhões de euros.

Nuno Melo apontou ainda que a estes meios deverão juntar-se, em 2029 e 2030, os bombardeiros pesados Canadair.

Durante a cerimónia, o ministro da Defesa Nacional realçou que "quando os recursos são escassos, o Estado está obrigado a racionalizar meios para conseguir as melhores respostas" e defendeu que as Forças Armadas, "representando o Estado, devem assegurar que se tudo falhar esse Estado lá está porque tem meios", referindo-se ao combate aos incêndios.

Nuno Melo recordou ainda as críticas feitas no ano passado à aquisição dos quatro helicópteros Black Hawk que se vão dedicar à emergência médica, insistindo que estes equipamentos vão servir este propósito e são adequados para aterrar nos heliportos destinados ao efeito.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea enalteceu que "Portugal passou a deter uma capacidade própria e permanente" no combate a incêndios, desenvolvida "praticamente de raiz", definindo-o como "um verdadeiro projeto de Estado".

O general Sérgio Pereira aproveitou a ocasião para alertar para a necessidade de reter os militares da Força Aérea, com vários anos de formação, que resultam numa excelência operacional "dificilmente substituível".

Também presente na cerimónia, o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, adiantou que comparativamente a 2025, registaram-se mais 5,4% de número de incêndios, "e mesmo assim, até o dia de ontem, 72,4% a menos de área ardida".

Nesta ocasião, Nuno Melo foi novamente questionado acerca do processo de substituição dos caça F-16 e sobre se no processo de ponderação será tido em conta o facto de o Presidente da República já ter insistido que a União Europeia (UE) deve ter autonomia em matéria de Defesa, optando por comprar tecnologia internamente, e sugerido uma concertação sobre os modelos de aviões.

Nuno Melo realçou que Portugal vai investir 5,8 mil milhões de euros em Defesa europeia no âmbito do SAFE, com retorno económico para o país, e afirmou que o Governo tem noção da necessidade de reforçar o pilar europeu de Defesa no âmbito da NATO.

"Agora, temos é que ter em conta tudo o resto, convém também que a Europa faça aquilo que comparativamente podemos encontrar noutros lados", acrescentou.

Realçando que há um conjunto variado de fatores a ter em conta, Nuno Melo insistiu que o processo ainda não está aberto e sublinhou que "não há nenhuma decisão no que tem a ver com equipamento militar emocional ou intuitiva".

"As justificações são fundamentalmente técnicas e devem respeitar um conjunto de critérios que depois são tidos em conta pelo Governo no momento da escolha efetiva", completou.

O negócio está a ser disputado entre os norte-americanos da Lockheed Martin (que produzem os F-35 Lightning II), os suecos da Saab (Gripen E), o consórcio europeu que inclui a Airbus (caças Eurofighters Typhoon) e os franceses da Dassault Aviation (Rafale).

[Notícia atualizada às 21h53]

Leia Também: Enxames de drones vão ajudar a combater incêndios na serra do Marão

Seguro quer acordo entre Governo e oposição na habitação

19 October 2026 at 21:20
O Presidente da República pediu que PSD/CDS-PP e partidos da oposição se entendam sobre propostas para a habitação, apontando estudantes e trabalhadores como casos urgentes.

© ESTELA SILVA/LUSA

António José Seguro falou aos jornalistas no Campus XXI, em Lisboa

Habitação: Trinta e cinco pessoas votam acampar esta noite no Porto

19 October 2026 at 21:09

Um total de 35 pessoas votou hoje, em assembleia popular, permanecer acampado na Praça D. João I, no Porto, onde há uma semana decorre um protesto pela habitação.

 

O grupo, que tem dezenas de tendas montadas desde sábado na praça, votou de mão no ar para contar quantas pessoas pretendem manter-se acampadas, contando 35 pessoas.

Antes, foram aprovados votos de solidariedade com a acampada em Lisboa e outros pontos do país, bem como pela articulação com associações de estudantes universitários na luta por habitação e quanto às propinas, estas por unanimidade.

Foi ainda aprovado por maioria, das cerca de 300 pessoas presentes, um voto de articulação para uma greve geral ibérica.

Na noite de domingo para segunda-feira, o movimento pela habitação foi avisado, como em Lisboa, de que a permanência e o acampamento eram ilegais, e que continuarem fá-los-ia incorrer em desobediência civil.

Muitos mantiveram-se no local, de onde a polícia se retirou, prosseguindo ao longo do dia com atividades.

A assembleia foi precedida de "Grândola, Vila Morena", de José Afonso, como em outros dias, e decorreu sob novo formato, com vários pontos de votação.

Já hoje, a PSP prometeu "esgotar ao máximo a via do diálogo" com os promotores dos protestos em Lisboa e Porto, mas avisou que vai haver uma intervenção policial caso as tendas não sejam desmontadas.

"Há um limite. Se não for possível pela via do diálogo e negociação, terá de haver uma intervenção da PSP", disse à Lusa o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Sérgio Soares, avançando que os manifestantes em Lisboa e no Porto estão a cometer uma "série de irregularidades".

Segundo a PSP, em causa está um "acampamento ilegal", uma vez que os manifestantes não têm qualquer licença das autarquias para montarem as tendas no Rossio e na Praça D. Joao I, bem como o facto de a lei não permitir manifestações e ocupação do espaço público depois da meia-noite e desrespeito pela lei do ruído.

O porta-voz da PSP frisou que a polícia está "a todo o custo" a tentar fazer perceber aos manifestantes que se podem manifestar, mas "há irregularidades que têm que cessar".

"As tendas não se podem manter 'ad aeternum'", disse, avançando que a PSP vai "esgotar a via da mediação", mas vai haver um momento em que, se não conseguirem por via do diálogo, a polícia terá de intervir.

O porta-voz da PSP desconhece quando será feita essa intervenção que, segundo o responsável, será "proporcional e adequada", referindo que está a ser feita uma permanente "avaliação do risco".

No Porto, dezenas de tendas estão montadas há vários dias na Praça D. João I no âmbito do protesto pelo direito à habitação que começou no dia 10, tendo ocorrido na madrugada de quinta-feira uma carga policial.

Também em Lisboa dezenas de tendas estão desde sábado no Rossio.

Leia Também: Acampada do Rossio permanece "de pé e firme"

Habitação. PR apela a entendimento entre Governo e oposição

19 October 2026 at 21:05
De passagem pela sede do Governo, no Campus XXI, Seguro pediu "seriedade" e "contributo de todos" para resolver o que considera "uma das preocupações centrais do nosso tempo".

© FILIPE AMORIM/LUSA

Balneário de estádio em Valongo reabre após foco de legionella

19 October 2026 at 20:48

O balneário masculino destinado aos árbitros no Estádio Municipal de Sobrado, em Valongo, no distrito do Porto, foi hoje reaberto após a terceira contra-análise negativa para a presença de 'legionella', informou hoje a autarquia.

 

Aquele balneário estava encerrado desde o dia 08 de setembro devido a um foco de Legionella pneumophila nos balneários, sendo que o protocolo obriga a três contra-análises negativas.

"Recebemos a terceira e última contra-análise negativa para a presença de 'legionella' e o balneário masculino destinado aos árbitros do Estádio Municipal de Sobrado foi hoje reaberto", informou aquela fonte.

A mesma fonte lembrou que o "estádio manteve sempre atividade desportiva, estando apenas condicionado o acesso aquele balneário".

As infeções por 'legionella' são causadas pela bactéria Gram-negativa Legionella pneumophila e, na maioria das vezes, afetam os pulmões, causando pneumonia e sintomas semelhantes à gripe.

A doença do legionário contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Legionella: Após contra-análise balneário de escola em Valongo pode abrir

Legionella: Após contra-análise balneário de escola em Valongo pode abrir

A Escola D. António Ferreira Gomes, em Ermesinde, concelho de Valongo, já pode retomar as aulas de educação física, após ter chegado hoje a terceira contra-análise negativa de 'legionella' nos balneários, revelou fonte da autarquia.

Lusa | 15:06 - 23/09/2026

Trio suspeito de arrombar viaturas em Espinho começa a ser julgado

19 October 2026 at 20:46

O Tribunal da Feira começou hoje a julgar um trio suspeito de furtar duas viaturas, uma delas de alta cilindrada, e de arrombar vários carros estacionados na via pública, em Espinho, para furtar bens do seu interior.

 

Os arguidos, um homem e duas mulheres, com idades entre 36 e 41 anos, estão acusados de dezenas de crimes de furto, burla, abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento e falsificação de documento.

Dos três arguidos, apenas uma das mulheres, ex-namorada do principal arguido, aceitou falar, confessando os factos em que participou.

Perante o coletivo de juízes, a mulher confirmou ter visto o ex-namorado a furtar bens do interior de viaturas, negando, contudo, que ele tenha arrombado os carros.

"Ele tinha o vício de meter a mão aos puxadores dos carros, para ver se eles estavam abertos", contou, afirmando que o arguido "nunca partiu nada".

Explicou ainda que o ex-namorado lhe dava os cartões bancários furtados para ela comprar tabaco, que seria depois vendido no bairro da Pasteleira, para conseguir dinheiro para a droga.

A mulher mostrou ainda arrependimento e disse estar a tentar mudar de vida.

Os crimes ocorreram entre fevereiro de 2024 e dezembro de 2025.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os arguidos furtaram diversos bens do interior de sete viaturas, incluindo cartões bancários com tecnologia 'contactless' [pagamento com a tecnologia de leitura por aproximação] que usaram para efetuar vários pagamentos.

Num dos casos, o MP diz que o arguido deslocou-se a uma agência bancária em três ocasiões distintas e fez levantamentos no valor de 2.265 euros, fazendo-se passar pelo titular da conta.

Ainda terá tentado fazer um quarto levantamento, mas o funcionário apercebeu-se que a cara do arguido não correspondia à pessoa retratada no cartão de cidadão e recusou a requerida operação bancária.

Para além dos furtos do interior de veículos, os arguidos terão furtado duas viaturas, uma delas de alta cilindrada.

Espinho: Patinhas sem Lar tem dívida de 34 mil euros a clínicas

Espinho: Patinhas sem Lar tem dívida de 34 mil euros a clínicas

A associação Patinhas sem Lar pede mais apoio da Câmara de Espinho devido a uma dívida acumulada de 34 mil euros a clínicas veterinárias, alegando que o apoio municipal não cobre as despesas com os animais errantes do concelho.

Lusa | 13:14 - 16/10/2026

BE/Lisboa acusa Moedas de "ziguezagues" na suspensão das trotinetes

19 October 2026 at 20:45

A vereação do BE em Lisboa acusou hoje o presidente do município de "ziguezagues" em relação às trotinetes partilhadas, entre o incentivo à sua utilização e a suspensão recentemente anunciada, considerando que mostram "um executivo sem estratégia".

 

"Estes ziguezagues mostram um executivo sem estratégia: primeiro anunciou que tinha encontrado a solução, depois incentivou a utilização das trotinetes usando meios da CML [Câmara Municipal de Lisboa] para promover as trotinetes partilhadas e, três anos depois, suspende o serviço, procurando responsabilizar apenas os operadores por um modelo que foi negociado, apresentado e defendido pela própria Câmara", defendeu o vereador do BE, Ricardo Moreira (em substituição de Carolina Serrão), em declarações enviadas à Lusa.

O presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), anunciou na quinta-feira, num vídeo publicado na rede social X, que o sistema de trotinetes partilhadas ia ser suspenso na capital, referindo vários problemas com a circulação destes veículos, como estacionamento indevido e circulação em contramão.

O BE salientou que "Moedas prometeu resolver o problema das trotinetes em 2023, voltou a reformular o acordo em 2025 e agora reconhece que o sistema falhou",

A proposta para suspender a circulação das trotinetes vai ser discutida em reunião de Câmara na quarta-feira, com aprovação garantida, uma vez que Carlos Moedas tem maioria absoluta na CML, alcançada em fevereiro com a delegação de pastas na vereadora independente Ana Simões Silva, que se desvinculou do Chega no início do ano.

Para o BE, "a retirada das trotinetes partilhadas vai aumentar a pressão sobre uma rede que já enfrenta falta de bicicletas, docas danificadas e estações inoperacionais".

Neste sentido, o Bloco vai apresentar uma proposta de alteração pela aprovação de um programa especial de investimento na rede de bicicletas GIRA, paralelo à suspensão dos sistemas partilhados de trotinetes.

"Atendendo à atual pressão sobre o sistema, aos problemas de indisponibilidade existentes e à transferência potencial de procura, considera-se necessário estabelecer como objetivos mínimos para os 12 meses seguintes um aumento de 30% do número de docas operacionais e de 50% do número de bicicletas disponíveis, acompanhado por um mecanismo de avaliação que permita ajustar estes valores à procura efetivamente observada", lê-se na proposta do BE, a que a Lusa teve acesso.

Adicionalmente, a vereação bloquista realça a necessidade de "assegurar que as novas bicicletas e docas estão efetivamente operacionais, distribuídas pelo território e disponíveis nos períodos e locais de maior procura".

"Lisboa não pode retirar uma alternativa de mobilidade suave sem garantir previamente uma resposta pública acessível e capaz de absorver essa procura", enfatizou Ricardo Moreira.

O vereador adiantou que o BE votará a favor da proposta do executivo se esta alteração seja aprovada. Caso seja rejeitada, o Bloco irá abster-se.

À margem de uma Reunião Mundial de Juízes, que decorreu em Lisboa na sexta-feira, o presidente da CML prometeu investir nas bicicletas partilhadas do sistema Gira, após a suspensão das trotinetes.

Na mesma ocasião, Carlos Moedas disse que no seu primeiro mandato foi dada "uma oportunidade às empresas, para que elas respeitassem", para que "as pessoas não andassem em contramão ou que as trotinetes não pudessem ficar abandonadas em todo o lado", mas "isso não aconteceu".

"Portanto, quem não cumpriu o acordo foram as empresas", pelo que "vamos resolver e vamos suspender" o serviço, salientou.

ACP apoia suspensão de trotinetes partilhadas em Lisboa

ACP apoia suspensão de trotinetes partilhadas em Lisboa

O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, manifestou satisfação com a suspensão das trotinetes partilhadas em Lisboa, anunciada pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, e destacou o processo para um referendo.

Lusa | 15:35 - 19/10/2026

Câmara do Porto pretende abrir Capela do Divino Coração de Jesus

19 October 2026 at 20:43

A Câmara do Porto está disponível para trabalhar com os proprietários da Capela do Divino Coração de Jesus para a abrir ao público e mostrar as duas esculturas de Soares dos Reis, revelou hoje o vereador da Cultura.

 

"Estamos disponíveis e manifestamos hoje a nossa disponibilidade para trabalhar com a família que é proprietária de uma notável capela do Porto, a Capela do Divino Coração de Jesus, um património que dispõe de duas esculturas notáveis de Soares Reis e trabalhar no sentido de que nestes anos, nestes dois anos, de algum modo essas esculturas possam ser vistas também na cidade, mas sobretudo olhar no futuro, no médio prazo, para a conservação, o restauro dessa capela e a sua devolução de uma forma mais permanente à cidade", disse Jorge Sobrado.

À margem da conferência de imprensa, que decorreu hoje no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, para anunciar a programação do 180.º aniversário do nascimento do escultor António Soares dos Reis, o vereador assumiu que a câmara está disponível para trabalhar com a família proprietária da capela do Porto, na Rua do Almada contígua ao Palacete dos Pestanas.

O vereador admitiu tratar-se de um caminho longo e não ter datas, nem cronograma, mas assumiu que o bicentenário – referindo-se ao quase bicentenário do nascimento (1847) do escultor Soares dos Reis -, deve servir também para "semear desejos de futuro".

"Não podíamos fechar os olhos ao facto de haver uma capela notável, que tem duas grandes esculturas de Soares Reis, e não formular esse desejo íntimo, agora partilhando com a própria cidade", ambicionou.

Outra das vontades que o vereador da Cultura destacou foi a de "reforçar a inscrição de Soares Reis no espaço da cidade".

Segundo Jorge Sobrado, a intenção será dar a conhecer à cidade uma das suas obras mais notáveis e populares - "Flor Agreste".

"Queremos reinscrevê-la de forma mais permanente nos Jardins do Palácio [de Cristal], criando ou produzindo essa escultura de uma menina, de uma filha de um carvoeiro, uma menina anónima, portuense, inscrevendo-a numa produção em bronze nos jardins do Palácio de Cristal", apontou.

O vereador da Cultura revelou que o município pretende criar um roteiro Soares dos Reis convidando artistas no feminino para recriarem novas versões da escultura "Flor Agreste".

"Convidando artistas mulheres contemporâneas a olhar para essa peça, para esse rosto e recriando, criando novas imagens, novas criações, novas apropriações a partir desse trabalho, neste caso no contexto da missão do Museu Aurélia e Sofia de Sousa, o museu feminista do Museu do Porto", ressalvou.

O autarca avançou ainda que o município quer criar um "Comité de Arte Pública" até ao final deste ano com o objetivo de ter um plano de salvaguarda da arte pública do Porto, com o apoio de especialistas e responsáveis técnicos da autarquia.

"Vamos constituir esse Comité de Arte Pública, que é um grupo independente em que participam também depois responsáveis técnicos da câmara, no sentido de salvaguardar e valorizar a arte pública no Porto", salientou.

O vereador explicou que o Comité de Arte Pública terá como propósito a "definição de prioridades de novas obras de arte pública na cidade".

"Perceber quais são as linguagens, os tópicos, os lugares que devem constituir-se como prioridades de novas intervenções. (…) Portanto, é respeitar o passado e criar novos futuros para a cidade, novos significados. A arte pública ressignifica os lugares, confere novos significados e sentidos de pertença à cidade e também mensagens da própria cidade, valores que a cidade quer respeitar e quer sublinhar", acrescentou.

Jorge Sobrado estimou que o grupo de trabalho fique constituído até o final do ano.

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Mais de 31 mil crianças vacinadas contra o VSR no 1.º mês da campanha

19 October 2026 at 20:35

Mais de 31 mil crianças foram vacinadas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no primeiro mês da campanha de imunização, revelam hoje dados da DGS, que destaca a "elevada adesão" a esta medida de saúde pública.

 

Para a Direção-Geral da Saúde, estes dados refletem também "o compromisso das famílias e dos profissionais de saúde na prevenção da doença respiratória grave em idade pediátrica".

"A infeção por VSR constitui uma das principais causas de doença respiratória nos primeiros meses de vida, podendo originar situações clínicas graves que requerem observação em serviço de urgência ou internamento hospitalar", alerta a DGS em comunicado.

A autoridade de saúde explica que, "ao reforçar a proteção das crianças mais vulneráveis, esta estratégia contribui para reduzir o impacto da doença nas famílias/cuidadores e para diminuir a pressão sobre os serviços de saúde durante os períodos de maior circulação de vírus respiratórios".

A campanha de imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) 2026/2027 teve início a 16 de setembro de 2026 e decorre até 31 de março de 2027, abrangendo crianças nascidas entre 16 de setembro de 2026 e 31 de março de 2027, imunizadas nas maternidades dos setores público, privado e social.

Engloba também crianças nascidas entre 1 de abril e 15 de setembro de 2026, bem como crianças pré-termo ou com outros fatores de risco para doença grave associada ao VSR, imunizadas nos cuidados de saúde primários ou em contexto hospitalar.

A DGS recorda que esta é a terceira época sazonal consecutiva em que Portugal disponibiliza gratuitamente esta estratégia de proteção contra o VSR.

"A continuidade da medida reforça o investimento na prevenção da doença respiratória grave nas crianças, contribuindo para a redução dos internamentos pediátricos e para uma maior proteção da saúde infantil", salienta.

SPMS admitem falhas na plataforma de vacinação devido à

SPMS admitem falhas na plataforma de vacinação devido à "elevada pressão"

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceram hoje constrangimentos na plataforma de gestão de vacinação, devido à "elevada pressão" no início da campanha sazonal, mas asseguram que o programa de vacinação nunca esteve em causa.

Lusa | 11:53 - 17/10/2026

Trabalhadores do Conta Lá avançam com pedido de insolvência

19 October 2026 at 20:34

Um grupo de trabalhadores do canal Conta Lá pretende avançar com um pedido de insolvência porque é a única forma de recorrerem ao fundo de garantia salarial, disseram hoje várias fontes da empresa contactadas pela Lusa.

 

De acordo com uma das fontes, há "um grupo de trabalhadores", mais de 50, que "vai avançar com o pedido de insolvência", uma vez que não estão a ver uma solução do projeto, têm salários em atraso há vários meses e esta é "a única forma de recorrer ao fundo de garantia salarial".

Contactado pela Lusa, Filipe Caetano, ex-trabalhador do Conta Lá também confirmou à Lusa que existe "um movimento de trabalhadores que vai pedir a insolvência".

Outra duas fontes contactadas, que pediram para não ser identificadas, confirmaram à Lusa que havia esta intenção do "pedido de insolvência".

Ao que tudo indica, já terá sido escolhido o escritório de advogados para avançar com o pedido.

Os primeiros salários em atraso no projeto Conta Lá começaram em maio, algumas pessoas - com salários mais baixos - terão recebido em setembro, mas de um modo geral, a maioria tem atraso de pagamentos entre quatro e cinco meses, segundo uma das fontes contactadas pela Lusa.

Entretanto, os diretores estão demissionários desde sexta-feira, devendo formalizar isso esta semana, segundo outra fonte.

A Lusa tentou contactar vários diretores do Conta Lá, mas até ao momento apenas um deles atendeu e não quis fazer comentários.

Em 12 de agosto, a assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, a qual nunca tomou posse.

O projeto precisava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, que até ao momento ainda não se concretizou.

BE pede ao Governo que apoie venda da Visão para evitar encerramento

BE pede ao Governo que apoie venda da Visão para evitar encerramento

O Bloco de Esquerda pediu ao Governo que apoie a venda imediata da Visão, alertando para o risco de encerramento até o fim do ano, após o plano de insolvência da empresa proprietária da revista.

Lusa | 14:01 - 17/10/2026

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