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Força Aérea reforça com dois novos satélites Constelação Atlântico

20 October 2026 at 20:36

A Constelação Atlântico foi reforçada esta terça-feira com dois novos satélites que vão ser operadoras pela Força Aérea e que adicionam capacidade soberana de Portugal para observar e monitorizar o território nacional e o espaço atlântico.

“Com estes dois novos satélites, Portugal reforça a sua capacidade soberana de observar, compreender e proteger aquilo que é seu. Mais capacidade no Espaço significa maior liberdade de ação na Terra”, afirma o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Autoridade Aeronáutica Nacional, General Sérgio da Costa Pereira, citado em comunicado.

Adquiridos pelo CTI Aeroespacial, no âmbito da Agenda New Space, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os dois satélites, CA-02 e CA-03, foram lançados esta terça-feira a bordo da missão Bandwagon-5, da SpaceX, através de um Falcon 9, a partir do Space Launch Complex 40, em Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos da América. Inicialmente, o lançamento esteve apontado para 19 de outubro.

Construídos pela finlandesa ICEYE, os dois satélites são equipados com tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), permitindo observar a superfície terrestre independentemente das condições meteorológicas e da hora do dia, e serão operados pela Força Aérea.

Os dois satélites já estabeleceram comunicações, encontrando-se em curso as operações de rotina necessárias à sua entrada em funcionamento.

“A capacidade soberana de Portugal em tecnologia SAR para o Atlântico dá um importante passo em frente com a adição destes dois satélites à sua constelação. A partir de Lisboa, continuaremos a desenvolver esta capacidade em colaboração com a CTI Aeroespacial e a Força Aérea Portuguesa”, afirmou Rui Costa, CEO da ICEYE Portugal, citado em comunicado.

A empresa finlandesa abriu recentemente a sua operação em Portugal, estando ligada à futura fábrica de satélites de Alverca, o Space Hub de Alverca, que está a ser criado em instalações da Força Aérea. Será nesse espaço que serão construídos os satélites adquiridos por Portugal no âmbito do SAFE.

Os satélites e o hub — com financiamento de 15 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — faz parte da estratégia do ramo das Forças Armadas no domínio espaço, do qual faz ainda parte adicionar capacidades de lançamento a partir de Santa Maria, para o qual a Força Aérea recebeu um financiamento de 15 milhões via PRR.

A nova estratégia de Von der Leyen para a região do Ártico

20 October 2026 at 20:02

Um centro de segurança marítima, mais navios quebra-gelos e um sistema de vigilância por satélite estão entre as iniciativas da nova estratégia europeia para o Ártico, apresentada por Ursula von der Leyen. Bruxelas quer reforçar a capacidade de monitorização da região, proteger infraestruturas críticas e melhorar a capacidade europeia para operar em condições árticas, numa resposta ao reforço da presença militar russa e às ameaças híbridas.

“Acabámos de adotar a nossa nova Estratégia Europeia para o Ártico. Já era tempo de o fazer. Não é a fronteira de outra pessoa. Faz parte da União Europeia. Três dos nossos Estados-Membros são países do Ártico, e mais de meio milhão de cidadãos da UE vivem no Ártico”, afirmou a líder do Executivo comunitário em Estrasburgo. No discurso em que apresentou a nova estratégia, a responsável defendeu que a Europa tem de adaptar a sua posição estratégica perante a evolução das ameaças, sem perder de vista a prosperidade das comunidades locais e a proteção ambiental.

A nova estratégia, publicada no site da Comissão Europeia, identifica três projetos de referência diretamente associados à segurança. O plano inclui ainda iniciativas para reforçar as comunicações por cabo e satélite e a investigação polar, áreas relevantes para a resiliência e a autonomia estratégica europeias.

Centro de segurança marítima para vigiar infraestruturas críticas

A Comissão Europeia quer desenvolver um Maritime Security Hub, um centro destinado a facilitar a partilha de informações sobre segurança, desde o fundo do mar até ao espaço.

A iniciativa será desenvolvida com os Estados-membros interessados e parceiros do Ártico, em linha com o plano de ação europeu para a segurança dos cabos submarinos. A primeira etapa passa pela criação de um centro dedicado aos cabos do Atlântico Norte e do Ártico, com funções de monitorização, proteção e apoio à reparação destas infraestruturas.

No seu discurso, Von der Leyen alertou para o facto de a Rússia estar a reconstruir a sua presença militar no Ártico e a desenvolver estratégias híbridas contra os países vizinhos, alterando o quadro de segurança da região. “Quando vemos a Rússia a reconstruir a sua presença militar no Ártico, a prosseguir estratégias híbridas contra os seus vizinhos e a transformar a segurança da região, isso tem impacto na União Europeia como um todo”, afirmou.

Reforço de navios quebra-gelos

Outro dos eixos passa pelo reforço da capacidade europeia para operar em águas cobertas de gelo. A Comissão pretende mapear as capacidades industriais disponíveis e as necessidades operacionais na região, além de apoiar o desenvolvimento tecnológico e a aquisição conjunta de quebra-gelos avançados. A estratégia prevê também a partilha de recursos entre países europeus para aumentar a disponibilidade destas embarcações.

Os navios desta tipologia permitem manter o acesso a zonas marítimas condicionadas pelo gelo e apoiar operações científicas, logísticas e de vigilância. A sua disponibilidade é, por isso, relevante para a presença europeia no Ártico, incluindo no apoio às comunidades locais e na capacidade de atuar em condições ambientais extremas.

Vigilância por satélite

A estratégia de Von der Leyen inclui um projeto-piloto específico para o Ártico, previsto para 2027, destinado a melhorar a consciência situacional e a vigilância do espaço marítimo. A iniciativa deverá combinar uma monitorização mais intensa por satélite com a partilha de dados entre os participantes. A intenção é permitir um acompanhamento mais completo da atividade na região e melhorar a capacidade de identificar riscos.

A vigilância constitui uma das prioridades de segurança identificadas por Bruxelas, que pretende aumentar a preparação europeia e reforçar a resposta a ameaças em diferentes domínios. O projeto-piloto integra o esforço para aproximar a informação recolhida por diferentes sistemas e autoridades, num território vasto e marcado por condições que dificultam a observação e as operações no terreno.

Cabo submarino entre a Gronelândia e a Europa

Para além dos três projetos incluídos diretamente no eixo da segurança, a estratégia prevê iniciativas de conectividade com relevância para a resiliência das infraestruturas europeias. Uma delas é o Pan-Arctic Cable, um projeto de ligação por cabo submarino que deverá ligar diretamente a Gronelândia à Europa, podendo haver futuras extensões para o Canadá e o Japão.

A iniciativa pretende garantir ligações mais seguras e resilientes numa região onde as infraestruturas digitais estão a ganhar importância económica e estratégica. O projeto deverá aproveitar investimentos europeus já realizados e parcerias internacionais na área da conectividade.

Satélites IRIS 2 para comunicações governamentais seguras

A estratégia inclui ainda o reforço da cobertura ártica do IRIS 2, o sistema europeu de conectividade por satélite destinado, entre outras aplicações, às comunicações governamentais seguras. A Comissão prevê acrescentar satélites para alargar a cobertura na região, em cooperação com os Estados-membros e os parceiros europeus.

O objetivo é melhorar a disponibilidade de comunicações seguras numa área onde a geografia e as condições ambientais dificultam a instalação e a manutenção de redes terrestres convencionais.

Centro europeu de investigação polar

A Comissão também apresenta a criação de um EU Polar Research Hub, um centro destinado a reforçar a ligação entre a ciência e a decisão política. A iniciativa deverá reforçar o European Polar Coordination Office (Escritório Europeu de Coordenação Polar), aproximando as atividades de investigação, observação e as infraestruturas científicas. A Comissão quer também melhorar o acesso aos recursos de investigação e reforçar a coordenação, incluindo com os povos indígenas.

A investigação polar é especialmente relevante para acompanhar os efeitos das alterações climáticas, que Von der Leyen colocou também no centro da estratégia. Segundo a presidente da Comissão, o Ártico está a aquecer “quase quatro vezes mais rápido que a média global”, com consequências para os padrões meteorológicos, os ecossistemas, a agricultura e os sistemas de água europeus.

“É por isso que a nossa estratégia mantém uma forte aposta na proteção do ambiente do Ártico e no avanço da transição limpa”, afirmou a líder do Executivo comunitário.

A Comissão procura, deste modo, manter a proteção ambiental como uma prioridade, mesmo num contexto em que a região ganha importância estratégica e económica. Para Von der Leyen, a segurança e o desenvolvimento do Ártico não podem ser separados dos efeitos das alterações climáticas.

Para tal, a estratégia inclui os projetos OceanEye, uma iniciativa de monitorização e observação dos oceanos que deverá reunir Estados-membros da União Europeia e parceiros internacionais, incluindo o Canadá e a Noruega, para recolher e partilhar dados oceânicos, e ainda o Destination Earth, o gémeo digital do planeta desenvolvido pela UE. A iniciativa combina dados do programa europeu de observação da Terra Copernicus, capacidade de supercomputação e ferramentas de previsão baseadas em inteligência artificial.

Rubio defende diálogo entre EUA, Rússia e China

By: Lusa
20 October 2026 at 19:45

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu esta terça-feira o diálogo entre Estados Unidos, Rússia e China, perante críticas de Kiev sobre uma possível cimeira entre os líderes das três potências nucleares.

“É preciso amadurecer um pouco no que diz respeito à política externa. Sinceramente, não creio que seja fora do normal que os líderes das três potências nucleares mais poderosas da Terra comuniquem entre si”, afirmou Rubio durante uma visita à Índia.

O chefe da diplomacia norte-americana reagia às críticas sobre uma eventual reunião entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, russo, Vladimir Putin, e chinês, Xi Jinping, durante a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para novembro em Shenzhen, na China.

Rubio argumentou que países podem manter “fortes divergências” sem que o diálogo represente uma concessão, posição que atribuiu também a Trump.

“Como é que se vai alcançar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia se não se falar com eles? É preciso falar com eles, certo?”, questionou. Segundo Rubio, manter canais de comunicação com a outra parte constitui “a base da diplomacia e das negociações”.

O secretário de Estado considerou também que uma conversa ao mais alto nível entre Washington, Moscovo e Pequim sobre temas como o controlo de armamentos seria “muito positiva para o mundo”.

“É importante que os líderes dos países com os arsenais nucleares mais poderosos do mundo, pelo menos, comuniquem entre si”, acrescentou Rubio.

A possibilidade de uma reunião tripartida foi criticada na segunda-feira pelas autoridades ucranianas, que avisaram que um encontro sem a participação de Kiev poderia encorajar Moscovo a prosseguir a guerra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que convidar Putin para uma reunião deste género “alimentaria o seu desejo de engrandecimento e dar-lhe-ia um estatuto que não merece”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou na segunda-feira que a possibilidade de um encontro entre os três dirigentes foi mencionada durante a conversa telefónica entre Putin e Trump em 9 de outubro.

Peskov afirmou, contudo, que não foi apresentada qualquer proposta concreta nem alcançado um acordo para a realização da reunião durante a cimeira da APEC.

NATO anuncia mobilização de meios adicionais para o mar Negro

By: Lusa
20 October 2026 at 18:31

A NATO vai mobilizar meios adicionais para o mar Negro, na sequência de uma série de ataques com drones contra navios comerciais, anunciou uma porta-voz da Aliança Atlântica. Os embaixadores da NATO reuniram-se esta terça-feira para debater o assunto em Bruxelas.

Desde o início de outubro, os incidentes têm-se multiplicado ao largo da Bulgária e da Roménia, países membros da União Europeia e NATO, com ataques atribuídos a drones russos, no contexto da guerra travada pela Rússia na Ucrânia.

A Aliança “enviará recursos adicionais para a região, nomeadamente para apoiar as atividades de vigilância, reconhecimento e investigação“, sublinhou a porta-voz da NATO, Allison Hart, no final da reunião.

“Continuaremos a apresentar uma frente comum e a garantir que estamos preparados e aptos a fazer face a qualquer ameaça”, assegurou.

Um avião norte-americano de patrulha marítima e reconhecimento, o P-8 Poseidon, começou a operar sobre o mar Negro a pedido da Bulgária, informação que foi confirmada pelo primeiro-ministro búlgaro, Roumen Radev.

Na quinta-feira, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reuniu-se em Bruxelas com Radev e o Presidente romeno, Nicusor Dan, e garantiu na altura que a Aliança iria continuar a adaptar a sua capacidade de defesa e dissuasão perante os recentes ataques contra navios comerciais no mar Negro.

Na mesma ocasião, o Presidente romeno afirmou que os aliados mantêm “o compromisso de defender cada centímetro” do território da Roménia, incluindo as águas e o espaço aéreo.

“A situação no mar Negro é grave. Estão a ocorrer ataques e afundamentos de navios mercantes. Há marinheiros mortos, feridos e desaparecidos muito perto das costas da Roménia e da Bulgária”, afirmou Dan. Segundo o chefe de Estado romeno, estão em causa “vidas humanas, o comércio mundial e as infraestruturas críticas”.

A Roménia anunciou no sábado ter abatido dois drones russos sobre o mar Negro. A 6 e a 13 de outubro, quatro navios mercantes foram atingidos por drones na zona económica exclusiva da Bulgária no Mar Negro. Dois afundaram-se e 21 marinheiros estão desaparecidos.

O mar Negro constitui uma artéria marítima essencial para a exportação mundial de cereais, recursos energéticos e matérias-primas para a indústria, o que torna a sua estabilidade vital para a segurança alimentar e energética internacional.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, denunciou esta terça-feira a intensificação dos ataques russos na região, advertindo que poderão provocar uma crise alimentar mundial. Nas mesmas declarações, a representante europeia instou Moscovo a deixar de impedir a exportação de cereais ucranianos.

TAP: Autarca de Beja diz existir estratégia para indústria aeronáutica na região

By: Lusa
20 October 2026 at 18:24

O presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, revelou que a estratégia em discussão para o concelho passa pela indústria aeronáutica, rejeitando que o concelho pudesse acolher a escola de pilotos anunciada para Tancos.

A posição do autarca surge após o anúncio do Governo, no passado dia 14, de que a proposta da Lufthansa para a aquisição de 44,9% do capital da TAP inclui um investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no distrito de Santarém. Esta opção foi criticada, no dia seguinte, pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que defendeu a instalação desta escola em Beja.

Numa publicação divulgada na rede social Facebook, na segunda-feira e consultada esta terça-feira pela agência Lusa, o autarca eleito pelo movimento Beja Consegue (que junta PSD, CDS-PP e IL), escreveu compreender o “desagrado” manifestado por muitos “com a decisão de instalar em Tancos a nova escola de pilotos associada à entrada da Lufthansa na TAP”.

Contudo, lembrou Nuno Palma Ferro, a Base Aérea n.º 11 (BA11), em Beja, é atualmente a unidade da Força Aérea Portuguesa (FAP) “com maior tráfego aéreo do país, com quatro esquadras e cinco frotas sediadas”, havendo ainda “a perspetiva de receber uma quinta”.

“O nosso espaço aéreo está muito ocupado e uma escola de pilotos, com atividade intensa e horários fixos, não é compatível com esta utilização”, argumentou. Por isso, continuou, para acolher a escola “Beja teria de abdicar de grande parte da sua base aérea”, o que “não é possível, nem estrategicamente desejável”.

Em contraponto, existe “uma estratégia, há muitos meses a ser discutida com parceiros, que centra a aposta [local] na indústria aeronáutica”, esclareceu. “É aí que Beja pode ser verdadeiramente estratégica para o país e é aí que temos de estar na primeira linha”, afirmou.

O autarca deu como exemplo a possível instalação no concelho de uma fábrica da brasileira Embraer, “já reconhecida como projeto de interesse público” pelo Governo e que, “a concretizar-se, poderá representar cerca de 300 postos de trabalho diretos”. “Se investimentos desta natureza forem para outras regiões, a Câmara Municipal de Beja far-se-á ouvir com toda a firmeza”, assegurou.

Nuno Palma Ferro escreveu ainda que, relativamente ao comunicado da CIMBAL, divulgado no passado dia 15, a Câmara de Beja, “apesar de ocupar a vice-presidência dessa entidade, não foi consultada e não se revê no seu conteúdo”.

Na sua publicação, o presidente da Câmara de Beja afirmou que, “durante demasiados anos, com diferentes governos (incluindo os do PSD) e executivos”, o país “não foi justo” para com a região. “Contudo, temos de saber exigir porque, quando reclamamos tudo por igual, perdemos credibilidade e foco. Escolher as nossas causas não significa desistir de outras, significa garantir que, quando Beja levanta a voz, é levada a sério”, concluiu.

A escolha de Tancos para acolher uma nova escola de pilotos da Lufthansa foi também criticada pelo deputado do Chega por Beja, António Carneiro, que considerou tratar-se de “uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito”.

Por sua vez, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afiançou que a utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela FAP não era “compatível com a utilização do aeródromo para a formação de pilotos com alta intensidade, por uma empresa como a Lufhtansa Tecnics”.

O assunto já levou inclusivamente o antigo presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio (PS), a revelar, na sua página na rede social Facebook, que, em julho de 2025, uma comitiva da Lufthansa deslocou-se à cidade, informando que pretendia instalar em Portugal uma escola de pilotagem.

“Quando reuni com o Grupo Lufthansa e os seus responsáveis por este investimento, percebi claramente que a sua preferência para esta escola recaía em Beja. Algo se passou, portanto, entre julho de 2025 e outubro de 2026”, afirmou o ex-presidente da autarquia alentejana.

Grã-Bretanha anuncia apoio aéreo defensivo à Arábia Saudita

By: Lusa
20 October 2026 at 15:43

A Grã-Bretanha anunciou hoje que vai alargar o apoio militar à Arábia Saudita contra os rebeldes huthis do Iémen, passando a incluir patrulhas aéreas “defensivas” realizadas por jatos da Royal Air Force (RAF).

O secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, afirmou que os aviões a jato Typhoon da Royal Air Force vão conduzir operações aéreas defensivas sobre a Arábia Saudita, ajudando a proteger as cidades sauditas, as populações civis e as infraestruturas contra mísseis e drones lançados pelos rebeldes no Iémen, que contam com o apoio do Irão.

O governante esclareceu que os aviões de combate britânicos não vão realizar ataques contra alvos huthis. O Reino Unido também vai enviar uma aeronave de transporte militar e um número não especificado de “conselheiros militares” para a Arábia Saudita, informou Streeting.

O anúncio surgiu após a decisão da Grã-Bretanha, no mês passado, de oferecer reabastecimento em voo aos aviões sauditas que operam contra as forças huthis. A missão vai prolongar-se durante 90 dias, disse Streeting.

O conflito entre os huthis e o Governo do Iémen — apoiado pela Arábia Saudita — voltou a intensificar-se, com os rebeldes a lançarem mísseis e drones contra a Arábia Saudita. O principal aeroporto internacional do país, em Riade, foi atingido várias vezes desde o início do mês.

Streeting condenou os ataques contra a Arábia Saudita e afirmou que o facto de terem como alvo o aeroporto demonstra “até onde os huthis estão dispostos a ir para agravar a situação na região”.

A Associated Press noticiou, no mês passado, que a Arábia Saudita solicitou aos países aliados — incluindo França, Grã-Bretanha, Paquistão e Egito — o envio de apoio de defesa aérea para a região, visando auxiliar na proteção contra mísseis e drones disparados pelos huthis e outros grupos apoiados pelo Irão.

Os Estados Unidos, que bombardearam os huthis durante as administrações de Joe Biden e durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), optaram por não adotar a mesma medida atualmente. Por outro lado, Streeting recordou a declaração escrita ao Parlamento de Londres frisando que o Governo britânico mantém a “posição clara” de que não existe uma solução militar a longo prazo para o conflito no Iémen. “Continuamos a apoiar um processo político liderado pelas Nações Unidas como o melhor caminho para uma paz duradoura”, disse.

O Iémen está envolvido numa guerra civil desde 2014, quando os huthis tomaram a capital, Sanaa, e grande parte do norte do país, forçando o Governo ao exílio em território saudita. No ano seguinte, uma coligação liderada pela Arábia Saudita interveio na tentativa de reconduzir o Governo ao poder. O conflito gerou um dos piores desastres humanitários do mundo e provocou a morte a mais de 150 mil pessoas até ao momento.

O porta-voz do primeiro-ministro Andy Burnham negou que a Grã-Bretanha estivesse a ser arrastada para o conflito. “O nosso apoio à Arábia Saudita é ponderado, proporcional e visa ajudar Riade a defender-se dos ataques incessantes dos huthis”, declarou o porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tom Wells.

Meo, Nos e Vodafone unem-se em tecnologia para evitar fraude que poderá substituir dupla autenticação

20 October 2026 at 13:53

É rara a aparição conjunta das principais operadoras de telecomunicações, mas esta terça-feira um “desafio” internacional e um desígnio de segurança digital ditou que assim acontecesse. Meo, Nos e Vodafone anunciaram que estão a trabalhar em conjunto em tecnologias para evitar a fraude, nomeadamente sistemas para travar que utilizadores de cartões clonados possam aceder ao homebanking ou fazer compras online.

O trio de telecoms aderiu à iniciativa internacional “GSMA Open Gateway”, promovida pela associação global que representa os interesses de mais de 750 empresas do setor, de forma a disponibilizar novas interfaces de programação de aplicações (API – Application Programming Interfaces) para as suas redes. Trata-se de uma camada de segurança adicional para as aplicações móveis, que está a ser vista como potencial substituto da dupla autenticação quando se faz login na conta de um banco ou de uma loja, por exemplo.

A diretora de Engenharia de Redes da Nos explicou que a principal mudança é que as API serão feitas de forma padronizada em vez de cada um construir o seu modelo e linguagem. Ou seja, segue um padrão internacional de componente técnica e de segurança, mas os programadores podem igualmente construir soluções em cima dessa infraestrutura. É como se já tivessem a receita preparada e certificada, mas, ainda assim, mantendo margem para inovar no ‘cozinhado’.

“Vai trazer simplificação à experiência dos utilizadores e reduzir a fricção do onboarding na utilização das aplicações. Como é suportada de forma transversal, padronizada dentro das normas globais da Camara [projeto de código aberto da GSMA], é suportada em todos os equipamentos terminais”, detalhou Judite Reis, numa conferência de imprensa que se realizou no Hotel Altis Belém, em Lisboa.

Porque é que é relevante? Numa perspetiva empresarial, se é uma aplicação para a banca ou defesa, tem exigentes requisitos de segurança. Por outro lado, na vertente de consumidor, funcionará como um filtro para tentativas de fraudes com segundas vias dos cartões de telemóvel ou SIM reciclados (que são atribuídos a outras pessoas). Imagine que o seu número de telemóvel passou para outra pessoa, mas mantém as autenticações online associadas a esse contacto. O sistema criado pelas telecoms com o apoio da Nokia – que faz a integração – deteta se é seguro fazer ou não a transação que pretende.

“País ganha por estarmos aqui os três”

“Qual é o potencial do lançamento destas ferramentas? O que é que ganha o país? Desde logo, ganha por estarmos os três aqui com a GSMA. Temos uma prova de que há protocolos internacionais para uma utilização massiva do verdadeiro potencial das API, que não está na redução da fraude, mas numa camada de segurança construída em cima da infraestrutura móvel. É uma oportunidade grande para acelerar a digitalização da economia e a integrar Portugal num ecossistema global, alinhado com os padrões internacionais”, afirmou o diretor sénior de Negócios Corporate e Empresariais da Meo, Filipe Arnaut Mendonça.

Na base desta cooperação está o objetivo de responder ao crescente desafio da fraude digital, cujo risco para os bancos aumentou 45% no último ano, segundo o Banco de Portugal. A ideia é que as organizações recorram a esta tecnologia para reforçar a verificação de identidade dos utilizadores e combater os atos ilícitos.

A Nos, a Meo e a Vodafone aderiram à iniciativa global GSMA Open Gateway

“Cerca de 70% dos portugueses foram alvo de fraude ou scam. É um problema e está a aumentar, porque, com o desenvolvimento da inteligência artificial, as tentativas de fraude são mais fáceis de orquestrar, portanto estrategicamente é muito importante [aposta nas API] e além disso temos mudanças regulatórias a caminho na União Europeia, nomeadamente com a PSD3. Quando falamos em API, falamos sinais de token fidedignos fornecidos em tempo real”, sintetizou Will McKay, responsável de Vendas e API de rede no grupo Vodafone..

Quais são as primeiras API disponíveis?

  • Number Verification (Verificação de número) –Ajuda as empresas a verificar as identidades dos clientes de forma mais segura e a reduzir o atrito nas jornadas digitais, permitindo uma autenticação mais rápida e segura.
  • SIM Swap (Troca de cartão de telemóvel) – Ajuda as empresas a detetar potenciais tentativas de apropriação de contas e de fraude, identificando quando um número de telemóvel foi recentemente associado a um novo cartão SIM.

No início do próximo ano ficará disponível a seguinte API, designada “Number Recycle” (“Número reciclado”). Esta API ajuda as empresas a protegerem as contas dos clientes e a impedir que informações confidenciais sejam enviadas à pessoa errada, identificando quando um número de telemóvel foi reatribuído a um novo utilizador. Na prática, a tecnologia vai perceber se o número foi “reciclado” e bloquear transações caso haja risco de apropriação de identidade.

Através destas API, que terão um formato “sim ou não” (em resposta à questão de se há risco), as empresas podem integrar as novas funcionalidades nos seus serviços de forma uniforme e escalável, independentemente da operadora móvel utilizada pelos seus clientes. “Temos 20 API padronizadas. É preciso garantir que vão chegando ao mercado de forma cadente”, diz Judite Reis. “São um complemento à dupla autenticação, mas arriscaria dizer que poderão ser substituto à autenticação múltipla”, completou Filipe Arnaut Mendonça.

Por detrás desta iniciativa conjunta – que os players recusam tratar-se de uma parceria e, portanto foge a eventuais problemas concorrenciais – está a GSMA Open Gateway, um grupo que disponibiliza API de rede padronizadas e interoperáveis, reúne mais de 80 grupos de operadores móveis e representa mais de 80% das ligações móveis em todo o mundo.

Portugal não pode ficar apenas a fabricar a defesa dos outros

20 October 2026 at 13:43

A discussão sobre o reforço da defesa europeia concentra-se nos grandes contratos, nas empresas estabelecidas e nos montantes anunciados. Segundo o relatório The State of Defence Tech 2026, da Dealroom e da Resilience Media, as startups europeias de defesa tinham captado o equivalente a cerca de 6,5 mil milhões de euros em capital de risco até setembro de 2026. Mas há outra pergunta, determinante para Portugal: quantas das nossas empresas poderão passar de fornecedoras de componentes a criadoras de produtos e tecnologias que respondam a novas necessidades? Temos exemplos em Portugal, de empresas tecnológicas que conquistaram mercados exigentes – o desafio é alargar essa capacidade a uma indústria que investiu, durante décadas, em conhecimento, equipamentos e competitividade internacional.

Podemos desperdiçar esta oportunidade se ficarmos apenas a produzir segundo especificações definidas por outros, longe de quem concebe os sistemas, detém a propriedade intelectual e conhece o cliente final. A subcontratação é essencial às cadeias de fornecimento, mas não deve ser o nosso limite de ambição. Precisamos de participar também nas decisões tecnológicas, no desenvolvimento e na comercialização, se quisermos colher os frutos do que semeamos.

Os têxteis técnicos, os polímeros, os compósitos, os moldes, a metalomecânica, os componentes automóveis e a eletrónica são bons exemplos. Quem domina materiais de elevada resistência pode contribuir para proteção individual ou equipamentos de emergência. Um fabricante habituado a reduzir peso e assegurar repetibilidade na produção pode adaptar processos a estruturas para plataformas especializadas. Isto não significa que qualquer componente civil passe a ser um produto de defesa. O Dual-use implica identificar uma necessidade concreta, adaptar a tecnologia, demonstrar desempenho e responder a exigências muito específicas.

Algumas oportunidades poderão ser exploradas dentro da empresa existente. Outras justificarão uma estrutura autónoma. Uma PME industrial com uma aplicação promissora pode criar uma spin-off, com equipa, capital e estratégia comercial próprios, mantendo uma ligação à empresa de origem através de participação, licenciamento ou produção. Evita subordinar o novo negócio às prioridades dos mercados tradicionais e ganha condições para atrair parceiros e investimento. Acima de tudo, pode capturar valor para além da venda de horas de engenharia ou peças fabricadas.

Uma spin-off, porém, não deve nascer apenas porque existe financiamento disponível. É indispensável definir quem detém a tecnologia, quem suporta a industrialização, como se partilha o risco, que problema o produto resolve e quem o poderá comprar. Transferir uma tecnologia para outra sociedade não significa, por si só, criar um negócio.

Portugal não precisa de apostar em todos os segmentos. Pode diferenciar-se onde já possui competências: proteção humana, materiais multifuncionais, estruturas leves, sensores, monitorização, dispositivos médicos, apoio a emergências e resiliência. A proximidade entre engenharia e ciências da saúde abre possibilidades especialmente interessantes. Soluções úteis em ambientes operacionais exigentes podem também servir bombeiros, proteção civil ou profissionais de saúde.

Há também o caminho inverso: uma startup que nasce da investigação, de uma ideia ou de uma necessidade identificada no terreno. A prova de conceito e o financiamento são passos importantes, mas a distância até ao produto comercial continua a ser enorme. Quem valida a solução com utilizadores? Quem fabrica as primeiras unidades? Quem garante qualidade, manutenção e integração num sistema maior? Muitas startups não precisam apenas de capital – precisam de acesso à indústria e aos primeiros clientes no seu caminho. E muitas empresas industriais precisam da capacidade de experimentação e da agilidade das startups. É nesta complementaridade que podemos ganhar escala, desde que a propriedade intelectual e a partilha de valor, e risco, sejam discutidas desde o início.

Esta ligação exige também financiamento adequado à passagem do protótipo à produção. Equipamentos, primeiras séries e fundo de maneio têm necessidades distintas das da investigação, pelo que o capital para desenvolver tecnologia deve ser acompanhado por instrumentos que permitam fabricar e cumprir as primeiras encomendas.

Há obstáculos que não desaparecem com um bom protótipo. A defesa tem exigências de fiabilidade, rastreabilidade, segurança e certificação. Consoante a tecnologia e a atividade, podem aplicar-se licenças, regras de transferência e exportação ou restrições no acesso a ambientes de ensaio. São requisitos legítimos, mas precisam de ser conhecidos cedo. Descobrir as condições de teste e comercialização quando o produto está quase pronto pode consumir os recursos de uma startup antes da primeira encomenda.

Os instrumentos europeus de financiamento abrem oportunidades, mas uma candidatura aprovada não comprova que existe mercado. Um demonstrador concluído também não garante capacidade de fornecimento. Temos de avaliar em conjunto a maturidade tecnológica, industrial, regulamentar e comercial. E integrar utilizadores, compradores e empresas capazes de industrializar e distribuir as soluções enquanto ainda há margem para as adaptar.

O Estado pode também assumir um papel mais ativo como primeiro comprador. Pode criar oportunidades de ensaio com utilizadores, projetos-piloto pagos e percursos claros entre a validação e a aquisição, com critérios de desempenho definidos desde o início. Uma primeira aquisição pode dar à empresa uma referência operacional, reduzir a incerteza para investidores e abrir portas a outros clientes. Para uma startup, compreender o caminho até à contratação é tão importante como conhecer os instrumentos que financiam o desenvolvimento.

Nem todas as empresas portuguesas terão tecnologia, vocação ou dimensão para desenvolver produtos de proteção e defesa. Nem é desejável que todas o tentem. Mas seria um desperdício que empresas com capacidade não chegassem a explorar esta possibilidade por falta de informação, parceiros ou acesso ao mercado.

Portugal não precisa de apostar em todos os segmentos. Pode diferenciar-se onde já possui competências: proteção humana, materiais multifuncionais, estruturas leves, sensores, monitorização, dispositivos médicos, apoio a emergências e resiliência. A proximidade entre engenharia e ciências da saúde abre possibilidades especialmente interessantes. Soluções úteis em ambientes operacionais exigentes podem também servir bombeiros, proteção civil ou profissionais de saúde. A dupla utilização é uma forma de diversificar mercados, não apenas uma categoria tecnológica.

É com esta perspetiva que estamos a consolidar o Hub de Proteção e Defesa, envolvendo a Fibrenamics, outros Grupos e Centros de Tecnologia e Inovação do ecossistema da Universidade do Minho. Queremos acrescentar capacidade concreta: aproximar necessidades operacionais de competências industriais, apoiar desenvolvimento e ensaios, estruturar novos veículos empresariais e criar ligações a integradores, investimento e clientes. O resultado deve medir-se por produtos vendidos, contratos firmados, fornecedores qualificados e empresas que crescem, e nunca somente pelo número de iniciativas lançadas.

Nem todas as empresas portuguesas terão tecnologia, vocação ou dimensão para desenvolver produtos de proteção e defesa. Nem é desejável que todas o tentem. Mas seria um desperdício que empresas com capacidade não chegassem a explorar esta possibilidade por falta de informação, parceiros ou acesso ao mercado. O objetivo é criar condições para que mais empresas transformem competências existentes em produtos próprios e mais startups ultrapassem a distância entre a ideia e a primeira encomenda. Não apenas para responder à procura nacional, mas para disputar oportunidades e integrar cadeias de valor à escala europeia.

Há uma história que ilustra bem o risco. Um filho chega a casa entusiasmado e diz ao pai: «Pai, pão com queijo é que é bom!» O pai pergunta: «Mas comeste?» E o filho responde: «Não, vi comer.» O entusiasmo com as oportunidades da defesa europeia merece a mesma pergunta. Precisamos de criar condições para que mais empresas portuguesas desenvolvam produtos próprios, conquistem clientes e façam crescer os seus negócios. Quando dissermos que esta oportunidade é boa, devemos poder dizê-lo porque a soubemos aproveitar e criar algo estruturante.

O sucesso não estará em ter todas as empresas na defesa, mas em permitir que mais empresas portuguesas tenham condições reais para competir nesse mercado.

Zelensky e enviado de Trump estão em Oslo para discutir proposta de paz

20 October 2026 at 13:39

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, já estão em Oslo para discutir uma nova proposta diplomática destinada a pôr fim à guerra na Ucrânia. As conversações, que juntam também os líderes da Noruega e da Finlândia, decorrem numa altura em que a relação entre Kiev e Washington se deteriora e Trump volta a criticar o chefe de Estado ucraniano, enquanto elogia a posição de Moscovo.

O avião de Zelensky aterrou no aeroporto de Gardermoen, nos arredores da capital norueguesa, por volta das 12h30 locais, menos uma hora em Portugal continental. Witkoff tinha chegado pouco antes e seguiu para o Grand Hotel, no centro de Oslo, onde decorrerão as reuniões. Jared Kushner, genro de Trump e também envolvido nos esforços de negociação dos Estados Unidos, participa por videoconferência.

“Estamos a manter todos os contactos que possam ajudar a trazer a paz. Iremos também discutir o reforço da nossa defesa aérea e a produção conjunta. Estou grato a todos os que apoiam a Ucrânia e um caminho digno para a paz”, escreveu Zelensky na rede social X.

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O encontro foi organizado a pedido de Zelensky e conta com a presença do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e do presidente finlandês, Alexander Stubb. Segundo a Axios, que cita um responsável norte-americano, representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus trabalharam durante a última semana na elaboração das propostas que estarão agora em discussão.

O plano deverá seguir duas linhas paralelas: definir garantias para o futuro da Ucrânia, incluindo a segurança, a integração europeia e a recuperação económica, e preparar uma proposta abrangente a apresentar à Rússia, com vista a criar condições para uma paz duradoura. Após as reuniões na Noruega, Witkoff deverá viajar para a Rússia, onde espera reunir-se com Vladimir Putin para discutir as ideias desenvolvidas com Kiev e os parceiros europeus, segundo a mesma fonte.

Trump elogia Moscovo e volta a pressionar Kiev

As conversações em Oslo decorrem num momento de tensão crescente entre a Ucrânia e os Estados Unidos. Na segunda-feira, Trump afirmou que “a Rússia, francamente, tem-se portado bem em relação à Ucrânia” e disse que Zelensky “não está a ajudar muito a resolver a situação”. O Presidente norte-americano apelou ainda a Kiev para encontrar “outra pessoa para negociar” o fim da guerra.

As declarações surgem depois de a Administração Trump ter aliviado sanções sobre o petróleo russo, alegando a necessidade de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, e de ter anunciado uma dispensa mais ampla de sanções previstas contra Moscovo.

Trump tem criticado repetidamente os ataques ucranianos às refinarias russas, que Kiev considera uma das poucas formas de responder aos bombardeamentos prolongados de Moscovo. A Ucrânia suspendeu durante vários dias os ataques a instalações petrolíferas russas a pedido do líder norte-americano, mas a Rússia não deu sinais de reduzir a intensidade dos seus próprios ataques.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia denuncia falhas no aviso antecipado de lançamentos de mísseis russos, limitações nas comunicações por satélite utilizadas para orientar drones ucranianos e atrasos na entrega de sistemas de defesa aérea financiados por aliados europeus. Washington rejeita as acusações de que esteja a reter informações de inteligência ou a impor restrições ao sistema militar Starshield, da SpaceX.

Antes da chegada a Oslo, Zelensky disse ter falado com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre os intercetores de mísseis balísticos, os sistemas de alerta antecipado e a necessidade de restabelecer as ligações por satélite.

“A situação com o Starlink/Starshield precisa de ser restaurada”, referiu o presidente ucraniano numa publicação na rede social X. “É claro que tudo isto acontece no contexto dos nossos esforços diplomáticos para pôr fim a esta guerra horrível e à morte constante de pessoas”, acrescentou.

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Marco Rubio, reconheceu na terça-feira que um lote de intercetores adquiridos para a Ucrânia ao abrigo do programa Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL) pode não ter sido entregue, mas que isso não se deveu a qualquer intenção política. “Penso que a conclusão importante é que não houve nenhuma diretiva política deliberada para prejudicar a Ucrânia”, disse aos jornalistas ao iniciar a sua viagem à Índia, citado pela Reuters.

Indra monta polo de blindados no norte de Espanha e mira contratos de 5.000 milhões

20 October 2026 at 12:30

A Indra Group está a preparar uma rede de três fábricas de veículos militares no norte de Espanha. O plano da companhia espanhola, com operação em Portugal, prevê mais de 200 milhões de euros de investimento e a criação de mais de 2.400 postos de trabalho, enquanto a empresa concorre a novos contratos de defesa.

Depois de ter conseguido adjudicações de programas terrestres avaliados em mais de 7.600 milhões de euros no ano passado, alguns através de consórcios, a empresa tem agora em vista novos contratos que totalizam cerca de 5.000 milhões, segundo o jornal espanhol El Economista.

Entre as oportunidades estão a renovação dos camiões médios e pesados de transporte tático do Exército espanhol, nas configurações 4×4, 6×6 e 8×8, e a modernização dos carros de combate Leopard. A estes programas poderão juntar-se novas oportunidades noutros países europeus, num contexto de reforço dos orçamentos e das capacidades militares.

Para responder a esta procura, a Indra está a desenvolver uma rede de três instalações industriais em Gijón, nas Astúrias, As Pontes, na Galiza, e Barros, também nas Astúrias. Os centros terão funções complementares e deverão repartir diferentes fases de produção, integração e validação de veículos e sistemas militares, com uma base industrial capaz de produzir e integrar cerca de 500 veículos militares por ano.

A expansão das fábricas de veículos terrestres faz parte de um plano industrial mais amplo, organizado em vários polos especializados. A Indra pretende concentrar a produção de veículos militares no norte de Espanha, desenvolver drones no centro do país, reforçar a produção de radares e sistemas de combate a drones no sul e potenciar as atividades espaciais na Catalunha.

O plano deverá criar mais de 1.000 empregos industriais diretos e 1.400 postos de trabalho em engenharia e funções altamente qualificadas, segundo a própria empresa.

A Indra justifica a escolha das localizações do norte pela tradição industrial da região e pela existência de mão de obra especializada, fornecedores e PME que podem integrar a cadeia de produção. A proximidade de universidades e centros de formação profissional é outro dos fatores invocados.

A localização também permite estreitar a ligação aos utilizadores finais dos equipamentos, incluindo o Arsenal Militar de Ferrol, as instalações da Armada na Galiza e unidades do Exército espanhol nas Astúrias. Esta proximidade poderá facilitar a validação dos sistemas, o apoio operacional e a adaptação dos equipamentos às necessidades das Forças Armadas.

Coreia do Sul anuncia retirada de parte do pessoal da embaixada em Kiev

By: Lusa
20 October 2026 at 10:29

A Coreia do Sul anunciou hoje a retirada de parte da equipa da embaixada em Kiev, face ao adensar da disputa diplomática sobre a transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para Seul.

“Após a ‘convocatória’ do embaixador [sul-coreano] na Ucrânia, medida que não gerou qualquer reação construtiva por parte das autoridades ucranianas, e perante a ameaça persistente de ataques aéreos em todo o território, o que torna difícil garantir a segurança da equipa, o Governo decidiu repatriar parte dos membros da sua missão diplomática”, declarou Park Doo-soon, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

O embaixador da Coreia do Sul na Ucrânia, Park Ki-chang, regressou ao país em 10 de outubro, dias depois de Seul ter repreendido o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter referido publicamente a transferência para Seul de dois soldados norte-coreanos capturados pelo exército ucraniano. As autoridades sul-coreanas pretendiam manter o sigilo em torno deste caso.

A decisão de Seul surge também na sequência das revelações feitas pelo jornal britânico The Guardian, segundo as quais 176 mil toneladas de produtos, “principalmente gasóleo”, tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto. As entregas foram alvo de críticas por parte de Kiev. O Governo sul-coreano ameaçou tomar “medidas adicionais”, cuja natureza não especificou.

O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, exigiu, além disso, desculpas oficiais, temendo que a divulgação da transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul pusesse em perigo as famílias dos soldados.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano reagiu afirmando que “a diplomacia deve prevalecer sobre a emoção”.

Nos e Telefónica fecham “acordo estratégico” para soluções de defesa e segurança

20 October 2026 at 08:00

A Nos e a Telefónica fecharam um “acordo estratégico” para desenvolver novas soluções de defesa e segurança, depois de no REPMUS, exercício de robótica e veículos autónomos organizado pela Marinha Portuguesa, os dois operadores terem demonstrado a capacidade de integrar as suas tecnologias 5G em cenários operacionais.

“Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis”, diz João Ricardo Moreira, administrador da Nos Comunicações.

Durante o REPMUS, que levou a Troia empresas e entidades dos países NATO, com participação de mais de 30 marinhas no maior exercício operacional de robótica e veículos autónomos, a Nos integrou as suas capacidades 5G com as da Telefónica, “demonstrando, em contexto operacional, a capacidade de interoperabilidade entre diferentes infraestruturas de telecomunicações e o seu potencial para suportar novos serviços e aplicações em cenários exigentes de Defesa e Segurança“.

Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis.

João Ricardo Moreira

Administrador da Nos Comunicações

No REPMUS deu mais um passo, com o fecho de uma parceria com a operadora espanhola. “Este acordo contribui para o reforço da soberania tecnológica europeia e foi possível graças ao apoio e à colaboração da Marinha Espanhola e da Marinha Portuguesa, que proporcionaram um ambiente operacional para testar e avaliar a aplicação destas tecnologias”, refere Javier López Gutiérrez.

“Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO”, destaca o diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha.

No âmbito deste “acordo estratégico”, as duas operadoras querem desenvolver em conjunto “soluções avançadas de conectividade, comunicações seguras e serviços digitais adaptados aos novos cenários de defesa”.

Interoperabilidade de redes, comunicações seguras, edge computing, inteligência artificial (IA), 5G avançado e novas arquiteturas de conectividade, bem como a sua integração com sistemas de comando e controlo, plataformas autónomas e outras tecnologias emergentes são as áreas que as duas empresas querem desenvolver em conjunto.

Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO.

Javier López Gutiérrez

Diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha

NOS no setor da defesa

Este é mais um passo no setor de defesa para a operadora nacional que criou, inclusive, uma empresa a Nos Security Technology para responder ao atual momento de forte investimento e procura por soluções de defesa na Europa, tal como avançou em abril o ECO/eRadar.

Através da Nos Security Technology, a operadora lidera o projeto HORUS, com financiamento de 3,68 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visando a criação de soluções que reforcem a resiliência do país face a ameaças híbridas, com conclusão prevista para maio de 2028.

E através do seu braço de Inovação, a NOS integra um consórcio europeu, financiado pelo Fundo Europeu de Defesa (call de 2024): o Neuroquad, projeto que visa ajudar pilotos militares a tomar as melhores decisão em momentos de elevada tensão ou stress.

Liderado pela Multiverse Computing SAS — integrando além da Nos Inovação, a Universidade Politécnica de Madrid, as tecnológicas europeias G.TEC, Oesia e Zabala, o Centro de Medicina Aeroespacial da Força Aérea Alemã, e a Força Aérea Espanhola—, o Neuroquad é totalmente financiado em cerca de quatro milhões de euros pelo Fundo Europeu de Defesa e envolve três grandes áreas de investigação: a neurotecnologia, a IA e a computação quântica.

Força Aérea quer C-130 a combater fogos em 2027

19 October 2026 at 21:55

Mais de 56 missões, mais de 200 horas de voo e 900 descargas em 32 teatros de operações é o balanço da participação direta da Força Aérea Portuguesa no combate aos fogos rurais com os Black Hawk UH 60. No próximo ano aguarda-se a chegada de dois C-130 já equipados com kits de combate aos incêndios e poderão, já nesse ano, entrar no rol de equipamentos para combate.

O balanço foi feito durante a cerimónia de execução do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito da aquisição das aeronaves UH-60 Black Hawk e AW119 Koala, no heliporto do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide.

Este ano, a Força Aérea participou pela primeira vez, com dois Black Hawk, no combate direto aos incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), adicionando capacidade de combate permitindo o acesso a locais muitas vezes inacessíveis aos bombeiros. No âmbito do PRR, Portugal comprou um total de 13 helicópteros Black Hawk, nove para o combate a incêndios rurais e mais quatro para apoio à emergência médica.

Portugal passou a deter uma capacidade própria e permanente” no combate a incêndios, desenvolvida “praticamente de raiz”, definindo-o como “um verdadeiro projeto de Estado”, apontou o general Sérgio Pereira, Chefe de Estado Maior da Força Aérea, resultando em mais de 200 horas de voo e 56 missões da Esquadra 551 Pantera, localizada na Base 8, em Ovar.

“O dispositivo [de combate aos incêndios] deixou de estar apenas centrado na resposta ao incêndio para reforçar a capacidade de o procurar, o detetar e o combater desde os primeiros momentos. E os resultados do momento mais crítico da campanha são encorajadores”, destacou Rui Rocha.

O secretário de Estado da Proteção Civil avança com números. “Entre julho e setembro, alcançamos uma taxa de sucesso de 94% no ataque inicial, acima dos 93,1% registados em 2025. No mesmo período reduzimos em 34% as ocorrências com duração a 90 minutos, foram 264 contra 414 no ano anterior; E considerando o período de janeiro a setembro, registamos uma redução de 29 para 12 incêndios com duração superior a 24 horas”, elenca.

“Comparativamente com 2025 tivemos mais de 5,4% em número de incêndios, e mesmo assim, até ao dia de ontem, estamos com 72,4% a menos de área ardida quando comparativamente a 2025”, referiu ainda.

No próximo ano, a expectativa é que aos helis no combate aos incêndios juntem-se os C-130, já equipados com os dois kits de combate a incêndios, um investimento de cerca de 16 milhões de euros. Em 2027, as aeronaves já “estão no terreno, em treino, como aconteceu com estes helicópteros. Se houver uma possibilidade, durante o treino, acontecer um caso real, nós atuaremos”, afiançou o Chefe de Estado Maior da Força Aérea.

A estes meios deverão juntar-se, em 2029 e 2030, os bombardeiros pesados Canadair. “Está decidida, aprovada em resolução do Conselho de Ministros, com produção no Canadá a entrega das duas aeronaves com data prevista uma em 2029 e outra em 2030. Pudessem as aeronaves ser produzidas mais rapidamente, mais cedo seriam entregues, ou seja, no primeiro momento possível serão entregues”, referiu ainda Nuno Melo, ministro da Defesa.

Força Aérea a incorporar helis para emergência médica

A Força Aérea já está a incorporar os quatro novos helis adquiridos para emergência médica. “A emergência médica já acontece na Força Aérea, apenas está a alargar esta capacidade com outros meios. Para que, complementarmente, se consigam salvar mais vidas”, referiu Nuno Melo.

“Isto é uma melhoria da qualidade de serviço aos cidadãos na proteção do transporte aeromédico, com uma qualidade excelente a bordo, do qual os doentes e os feridos vão beneficiar muitíssimo pelo ambiente a bordo que é visível”, destacou o general Sérgio Pereira.

Vodafone, Orange, Telefónica e Deutsche Telekom unidas para disponibilizar net por satélite nos telemóveis

19 October 2026 at 12:58

A Deutsche Telekom, a Orange, a Telefónica e a Vodafone assinaram uma carta de intenções para estudar a possibilidade de apresentar uma proposta no futuro processo de atribuição de espetro para serviços móveis por satélite (MSS) na Europa, ou seja, serviços que ligam comunicações satélite diretamente para os dispositivos móveis (direct-to-device). A iniciativa vai ao encontro do objetivo de reforço da soberania europeia ao nível das infraestruturas críticas de conectividade.

“A iniciativa apoia a ambição da Comissão Europeia de reforçar a soberania, a segurança e a resiliência da Europa no domínio das infraestruturas críticas de conectividade. Permitirá assegurar uma governação europeia responsável das principais infraestruturas espaciais”, pode ler-se em comunicado conjunto das quatro operadoras de telecomunicações europeias.

Visa ainda garantir a “todos os operadores de redes móveis um acesso aberto e não discriminatório para disponibilizarem serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos (Direct-to-Device — D2D) aos seus clientes”. Os mesmos “serão prestados através de um modelo concebido para promover a concorrência, reduzir a fragmentação do mercado e alargar as opções disponíveis para os consumidores em toda a Europa”.

Nesse âmbito, os quatro operadores tencionam criar na Europa “infraestruturas essenciais para as redes terrestres, bem como funções críticas de coordenação e monitorização, sem investirem diretamente numa constelação de satélites“, refere comunicado.

A constelação será assegurada por um parceiro do setor dos satélites, ainda não selecionado.

O anúncio dos operadores de telecomunicações surge pouco mais de um mês depois de na Cimeira do Espaço, em Paris, Macron ter instado as empresas europeias do setor a avançar com uma aliança para a oferta de tecnologia direct-to-device — no continente até 2030. Uma “nova infraestrutura essencial”, defendeu

“Daqui a dez anos, quero que os europeus disponham diretamente nos seus dispositivos e a partir do espaço de uma qualidade de ligação comparável à 5G em todo o lado. E isso é possível. Poderá chegar até aos centros de dados em órbita. Se esta tecnologia for dominada e disponibilizada a um custo razoável, este mercado será enorme e a Europa tem de participar nesta corrida por razões de soberania e de oportunidades económicas. Temos, a este respeito, de lançar uma aliança europeia para a tecnologia direct-to-device“, defendeu.

Marco Rubio nega pausa na partilha de informações dos EUA com a Ucrânia

By: Lusa
19 October 2026 at 12:08

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou hoje que não houve “nenhuma pausa” na partilha de informações de inteligência com Kiev e instou a Ucrânia a “terminar a guerra”.

No domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os EUA voltaram a partilhar informações com Kiev ao fim de “três dias”, agradecendo a Washington o fim do bloqueio, que dificultou a resposta da Ucrânia aos ataques russos.

Numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações “esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano”, referiu. “Estamos gratos por isso. Agora está a funcionar”, afirmou, acrescentando que a ausência durou “três dias, durante os ataques balísticos” de Moscovo.

“Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto ou porque é que partilha isto com a imprensa. Deviam perguntar-lhe. Não houve qualquer pausa”, declarou o secretário de Estado norte-americano. “Onde ele se deve concentrar (…) é em acabar com a guerra”, enfatizou Marco Rubio, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão.

Os EUA e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

No domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “não querer pôr fim” à guerra com a Rússia.

O líder norte-americano defendeu a decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que Moscovo se retirasse das negociações.

O republicano associou os ataques ucranianos contra as refinarias de petróleo russas à subida dos preços dos combustíveis a nível mundial, agudizada com a guerra no Médio Oriente desencadeada com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão. Marco Rubio reafirmou que as isenções de 60 dias visam ganhar tempo, “para ver se as discussões podem levar a algo positivo”.

Questionado a propósito de uma notícia do jornal norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o Presidente russo, Vladimir Putin, terá proposto a Trump e ao homólogo chinês, Xi Jinping, um encontro em novembro para discutir o fim do conflito — excluindo, portanto, a Ucrânia — o secretário de Estado foi evasivo. “Não sei se isso foi concretizado”, disse Rubio. Mas o presidente norte-americano “foi claro: deseja que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia chegue ao fim”.

“Quanto à nossa relação [com a Ucrânia], o nosso objetivo é acabar com a guerra”, um conflito que “ninguém está a ganhar”, acrescentou Rubio, sublinhando, mais uma vez, os riscos de o conflito se espalhar pela Europa.

Travessias irregulares de fronteiras da UE recuam até setembro

By: Lusa
19 October 2026 at 11:57

O número de travessias irregulares das fronteiras da União Europeia (UE) manteve uma tendência de queda entre janeiro e setembro, com uma descida homóloga de quase um terço, divulga hoje a Frontex.

De acordo com os dados preliminares da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, as travessias irregulares das fronteiras diminuíram para 91 mil no acumulado dos primeiros nove meses do ano, tendo sido registados recuos em quase todas as rotas migratórias.

Apenas no mês de setembro, foram detetadas cerca de 14.300 travessias, menos 28% do que em setembro de 2025, embora represente um aumento de 11% em relação a agosto, devido à melhoria das condições ao longo dos principais corredores marítimos.

A rota do Mediterrâneo Oriental e a do Mediterrâneo Central continuaram a ser as mais movimentadas, representando em conjunto quase 60% de todas as entradas irregulares na UE, e registaram recuos homólogos de, respetivamente, 56% e 15%.

A rota do Mediterrâneo Ocidental foi a única das mais importantes a registar um aumento, com as deteções a subirem 26%.

As deteções na rota da África Ocidental aumentaram acentuadamente em setembro, embora a rota continue a registar uma queda de 45% no conjunto dos nove meses.

Este período abrangeu também o primeiro verão completo sob o Pacto da UE sobre Migração e Asilo, que introduz um processo de triagem único e padronizado nas fronteiras externas da UE.

Os agentes da Frontex apoiam os Estados-membros em etapas do novo processo, incluindo a determinação da nacionalidade dos recém-chegados, a recolha de dados biométricos e a verificação de documentos.

Marinha com OK de 47 milhões para revisão do submarino Arpão

19 October 2026 at 11:54

Guarnição do submarino ArpãoMarinha Portuguesa

A Marinha Portuguesa obteve autorização até 47 milhões de euros para realizar uma revisão com docagem do submarino NRP Arpão, entre 2026 e 2028. A operação tem financiamento da Lei de Programação Militar.

A revisão planeada do NRP Arpão — um dos dois submarinos da classe Tridente Marinha Portuguesa — é uma “intervenção obrigatória no ciclo de sustentação dos submarinos, visando assegurar a segurança, fiabilidade, disponibilidade e desempenho operacional do navio, integrando ainda ações de inspeção estrutural, verificação de integridade do casco resistente, revisão de sistemas de propulsão, energia, navegação, combate, sensores e equipamentos de segurança, bem como substituição de componentes cuja vida útil se encontra no limite do ciclo técnico definido pelo sistema de manutenção planeada”, lê-se num despacho publicado na sexta-feira no Diário da República.

Esta uma revisão “imperativa para garantir a continuidade operacional do NRP Arpão, prevenindo a degradação de sistemas essenciais, mitigando riscos de falha em operação subaquática e assegurando o cumprimento dos requisitos de segurança associados à operação de submarinos convencionais”, pode ler-se no despacho do Ministério da Defesa. “A sua não realização acarretaria riscos significativos para a integridade do navio, para a segurança da guarnição e para a capacidade da Marinha em cumprir missões de soberania, vigilância, dissuasão e cooperação internacional”, refere ainda.

Embarque no submarino ArpãoMarinha Portuguesa

Assim, a Defesa autorizou a Marinha Portuguesa a realizar despesa com a contratação da “Pequena Revisão com Docagem – PR011+D011 – do NRP Arpão, até ao montante global máximo de 47.000.000,00 EUR (quarenta e sete milhões de euros), que não inclui o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), a financiar pelas verbas da Lei de Programação Militar, com inscrição no orçamento Marinha, na capacidade ‘Submarina'”, informa.

Os encargos orçamentais não podem exceder, em cada ano económico, os montantes 14,1 milhões de euros (2026); 23,5 milhões (2027) e, 9,4 milhões em 2028. Os montantes (que não incluem IVA) fixados para os anos de 2027 e 2028, “podem ser acrescidos do saldo apurado no ano que lhes antecede”.

O NRP Arpão foi construído no estaleiro alemão Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW), em Kiel, com a construção a ser iniciada em 2005. Foi entregue a Marinha Portuguesa em 22 de dezembro de 2010 chegou pela primeira vez a Base Naval de Lisboa em 30 de abril de 2011.

Zelensky sugere que Trump está a tentar forçar capitulação de Kiev perante Moscovo

By: Lusa
19 October 2026 at 10:06

O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que “parece que” o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

“Penso que foram dados passos no sentido de convencer a Ucrânia a capitular. Não estou a dizer que este seja o objetivo dos nossos aliados. Não quero pensar que os nossos aliados norte-americanos possam querer pôr fim ao conflito mais cedo à custa da Ucrânia. Mas é isso que parece”, disse Volodymyr Zelensky, numa entrevista à agência de notícias Bloomberg publicada no domingo.

O Presidente ucraniano tem criticado, nos últimos dias, as limitações que o sistema de comunicação por satélite norte-americano Starlink parece ter para a sua utilização para fins militares em território russo, bem como o abrandamento dos envios de mísseis de interceção Patriot.

Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os Estados Unidos liderados pelo republicano Donald Trump enviam apenas 12 mísseis Patriot por mês para a Ucrânia, um quarto do que o anterior presidente, o democrata Joe Biden, enviava. “Pagámos por essas armas”, argumentou. “Parte das entregas já está autorizada, mas o resto não, e não se trata de uma questão técnica”, sublinhou.

Zelensky sugeriu a Washington que Kiev poderia deixar de atacar as refinarias russas, tal como pretendem os Estados Unidos, se acelerassem a entrega dos mísseis Patriot para proteger as infraestruturas ucranianas. “Mas eles só querem que deixemos de atacar o gasóleo e, se atacarmos, cortam-nos o acesso a alguma coisa”, afirmou o líder ucraniano.

O Presidente norte-americano defendeu no domingo a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo. Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações. E apontou outro argumento: “A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer”. Por fim, insistiu no “grave dano” que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, “também nos Estados Unidos”.

Ainda na entrevista à Bloomberg, o líder ucraniano alertou que estes são “dias perigosos antes das eleições”, referindo-se às eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro e nas quais os republicanos de Trump tentam manter o controlo do Congresso.

“Mas depois das eleições a vida continua e acredito que ficará mais tranquila”, afirmou.

ADS fecha contrato de drones com Exército e tem na mira veículos terrestres não tripulados

19 October 2026 at 07:13

A Autonomous Defense Systems (ADS) fechou um contrato de cerca de 134 mil euros com o Exército Português para o fornecimento de 45 drones para os batalhões de Infantaria estacionados na zona militar da Madeira e dos Açores. Depois dos drones e sistema anti-drones, a empresa de Palmela já está trabalhar na entrada num novo segmento, o dos veículos terrestres não tripulados de uso dual. Com “vocação exportadora”, a companhia tem a Ucrânia e Brasil como mercados prioritários.

A empresa foi a vencedora do concurso lançado em junho pelo Exército Português para a compra de drones para dois Batalhões de Infantaria (BI) da Zona Militar dos Açores (ZMA) e o BI da Zona Militar da Madeira (ZMM), abrindo-se assim a primeira oportunidade para a empresa, constituída em julho do ano passado, trabalhar com o ramo das Forças Armadas.

“A oportunidade surgiu por concurso público lançado pelo Exército Português, ao qual a ADS apresentou proposta e que lhe foi adjudicado. São três tipos de sistemas: 30 drones FPV táticos de 7 polegadas, nove quadricópteros de vigilância e reconhecimento (ISR) e seis drones de treino. Demos-lhes nomes de aves das Regiões Autónomas que vão servir — Fura-bardos, Açor e Garajau — e são projetados e montados com orgulho em Portugal”, adianta Nelson Bensabat, cofundador e diretor-geral da ADS, ao ECO/eRadar.

Além do Exército, temos sido consultados por outras entidades da Defesa e da Segurança nacionais e internacionais, designadamente no domínio da vigilância costeira, e acompanhamos de perto a atividade da Marinha nesta área. São processos em curso, sobre os quais não podemos, nesta fase, adiantar detalhes.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

“Neste momento não temos outros contratos em curso ou fechados com este ramo. Contudo, vamos continuar a trabalhar para vencer outros concursos públicos no futuro, contribuindo assim para a capacitação do Exército Português, e simultaneamente estreitar num futuro próximo a relação com este ramo, desenvolvendo parcerias orientadas para tecnologias de duplo uso”, refere o gestor quando questionado sobre eventuais novos concursos com este ramo das Forças Armadas.

Mas Bensabat admite que há processos em curso com outras entidades do setor de defesa nacionais, mas não só. “Além do Exército, temos sido consultados por outras entidades da Defesa e da Segurança nacionais e internacionais, designadamente no domínio da vigilância costeira, e acompanhamos de perto a atividade da Marinha nesta área. São processos em curso, sobre os quais não podemos, nesta fase, adiantar detalhes”, afirma.

O mercado internacional é algo que a empresa tem na sua mira. Afinal, diz, a “vocação” da ADS é exportadora. “É no mercado externo que esperamos vir a ter o maior peso da faturação. Os mercados prioritários são os países da NATO, a Ucrânia e o Brasil”, diz. “Na Ucrânia, a ADS passou o processo de verificação da agência de aquisições de defesa e integra a sua lista de parceiros verificados“, refere ainda.

Para corporizar essa vocação exportadora, a empresa está a “acompanhar concursos em vários países europeus da NATO e a preparar candidaturas a programas europeus de financiamento da Defesa, em consórcio com parceiros de outros Estados-Membros”, revela, embora sem mais detalhes.

“A ADS tem código NCAGE [NATO Commercial and Government Entity, código obrigatório para qualquer empresa que queira participar em concursos públicos, fornecer bens ou prestar serviços à NATO e às forças de defesa dos países aliados] e produtos catalogados no sistema NATO, o que facilita a entrada nesses mercados”, destaca.

Na mira: veículos autónomos terrestres de duplo uso

Desde o seu arranque, o foco da empresa tem sido os sistemas não tripulados. Mas não apenas para vigilância. “A gama vai dos quadricópteros de vigilância e reconhecimento (ISR) e dos FPV táticos, incluindo configurações de ataque, até aeronaves de asa fixa e VTOL de maior alcance e autonomia”, descreve o diretor-geral da ADS.

A companhia tem ainda soluções anti-drone, como é o caso do sistema Sentinel360 — deteção, seguimento, identificação e mitigação —, o comando e controlo e a autonomia e inteligência artificial. “Projetamos e construímos à medida dos requisitos de cada cliente e conseguimos ter um protótipo a voar em quatro a seis semanas”, refere.

Nos veículos terrestres, temos em fase de conceção, com parceiros nacionais, um veículo não tripulado de duplo uso, de classe média e propulsão elétrica, com módulos para logística, evacuação de feridos e reconhecimento.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

E, na sua maioria, são equipamentos para uso civil e militar. “As mesmas plataformas que servem as Forças Armadas servem também missões civis, como o combate a incêndios, a proteção civil, a agricultura, o apoio logístico e a evacuação de feridos. É uma vertente que consideramos estratégica, tanto pela dimensão do mercado civil como pelo contributo para a resiliência nacional”, justifica.

Mas a ADS não está apenas focada nos veículos autónomos aéreos. Nelson Bensabat revela quais os próximos projetos em fase de desenvolvimento. “Nos veículos terrestres, temos em fase de conceção, com parceiros nacionais, um veículo não tripulado de duplo uso, de classe média e propulsão elétrica, com módulos para logística, evacuação de feridos e reconhecimento”, adianta.

No domínio marítimo, a atuação passa, para já, por sistemas aéreos de vigilância costeira, sendo que “os veículos de superfície não estão no nosso roteiro imediato”.

Produção em Palmela

Com seis pessoas, dois sócios-gerentes e quatro técnicos — a empresa é ainda “reforçada por parceiros industriais nacionais”, tendo ainda “uma forte componente de I&D, assegurada por recursos internos e por parcerias externas, nomeadamente com a academia” —, a ADS tem a sua produção em Palmela, “em instalações de 400 metros quadrados com áreas de montagem mecânica e eletrónica, impressão 3D, soldadura e I&D, áreas logísticas de receção de matéria-prima e expedição de produto acabado, e uma área de controlo de qualidade com zona de testes finais”, descreve.

“Basta que se concretize uma parte dos pedidos em carteira para termos de expandir a capacidade produtiva, e essa expansão vai acontecer. Falta decidir se será em Palmela ou noutro ponto do país — uma hipótese real —, decisão que tomaremos até ao final do ano, com base na solução que melhor garanta um crescimento sustentado.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

“Recorremos ainda a parceiros industriais nacionais para estruturas e subconjuntos mecânicos. Estamos a implementar um sistema de gestão da qualidade ISO 9001, com certificação prevista para o primeiro trimestre de 2027”, acrescenta.

Mas há planos para expandir a capacidade de entrega. “Basta que se concretize uma parte dos pedidos em carteira para termos de expandir a capacidade produtiva, e essa expansão vai acontecer. Falta decidir se será em Palmela ou noutro ponto do país — uma hipótese real —, decisão que tomaremos até ao final do ano, com base na solução que melhor garanta um crescimento sustentado”, adianta Bensabat.

O responsável não adianta no entanto que valor de investimento essa expansão de área de produção poderá implicar. O montante dependerá se a expansão for em Palmela ou noutra zona do país. “É uma dor de crescimento, mas uma boa dor.”

Nelson Bensabat também não revela valores de faturação. “Tratando-se de uma empresa em início de atividade, o valor é naturalmente, ainda um valor modesto, e o contrato com o Exército representa a nossa primeira referência de dimensão relevante”, diz.

Nesta fase, “o fundamental é consolidarmos o nosso crescimento e sermos reconhecidos no mercado como um player de referência, capaz de criar, para os nossos parceiros, soluções que respondam às suas necessidades operacionais”.

Mais de 480 paraquedistas participam em exercício operacional em Tancos

16 October 2026 at 19:19

Créditos: Primeiro-Cabo Pedro Dias/Exército Português.Cabo Pedro Dias/Exército Português

Depois de participar em setembro no exercício Falcon Leap nos Países Baixos com paraquedistas da Brigada de Reação Rápida, foi agora a vez de o Exército Português receber em Tancos militares neerlandeses para o exercício Apolo26. Mais de 480 militares participaram na operação aerotransportada de escalão Brigada, que envolveu cerca de 570 saltos em paraquedas e operações táticas terrestres.

Mais de quatro centenas militares portugueses e neerlandeses terminaram esta sexta-feira a sua participação no exercício Apolo26, o exercício anual da Brigada de Reação Rápida (BrigRR) do Exército Português. Nesse âmbito, foi ainda conduzida a operação Airborne Dagger 26, uma operação aerotransportada de escalão Brigada, envolvendo os três Batalhões Operacionais Paraquedistas — 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (1BIPara), 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (2BIPara) e Batalhão Operacional Aeroterrestre (BOAT) —, bem como 68 militares neerlandeses, contando com o apoio de aeronaves A400M de Espanha e C-130 e KC-390 da Força Aérea Portuguesa.

“Esta operação permitiu integrar o planeamento aéreo, associado à infiltração de forças por salto em paraquedas, com o planeamento e a execução de ações táticas terrestres, num cenário de elevada exigência operacional”, detalha porta-voz do Exército Português.

Créditos: Primeiro-Cabo Pedro Dias/Exército Português.Cabo Pedro Dias/Exército Português

“A participação de 68 militares paraquedistas dos Países Baixos constituiu uma importante oportunidade para aprofundar a cooperação aeroterrestre e a interoperabilidade entre forças aliadas, através da realização conjunta de saltos de abertura automática e de queda livre militar (Military Free Fall)”, destacou.

Desde o dia 12 de outubro até esta sexta-feira foram realizados “495 saltos de abertura automática, 63 saltos de queda livre militar e nove saltos em tandem, num total de 567 saltos em paraquedas. Na componente terrestre, foram executadas cinco ações táticas de escalão Pelotão, duas de escalão Companhia e uma de escalão Brigada”, detalha o porta-voz do Exército Português.

O exercício operacional permitiu consolidar a “prontidão operacional da Brigada de Reação Rápida e a capacidade do Exército Português para atuar de forma conjunta e combinada com forças aliadas”, destaca.

Veja aqui mais imagens o exercício Apolo26

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Exército português no Falcon Leap

Em setembro, paraquedistas da Brigada de Intervenção Rápida participaram nos Países Baixos no Falcon Leap, um exercício multinacional de operações aerotransportadas. Liderado pelas Forças Armadas neerlandesas, sobretudo pela 11 Air Assault Brigade, o exercício reúne forças paraquedistas, aeronaves de transporte e especialistas de vários países aliados, combinando treino militar real de lançamento de pessoal e carga.

Desde 2021 que os paraquedistas portugueses da Brigada de Reação Rápida, participam neste exercício multinacional que, este ano contou com a participação de 11 países aliados e 12 aeronaves de transporte aéreo tático, com um total de 1.600 militares.

“O Exército Português participou com 52 militares paraquedistas do Batalhão Operacional Aeroterrestre do Regimento de Paraquedistas e do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedistas do Regimento de Infantaria Nº 10, ambos da Brigada de Reação Rápida, juntamente com um vasto conjuntos de equipamentos aeroterrestres”, detalha o porta-voz do Exército Português.

No exercício executou-se o “planeamento, coordenação e execução de múltiplas missões aeroterrestres com a infiltração por intermédio de paraquedas de pessoal e cargas aérea, nomeadamente 15 Container Delivery System, 2 Platform Delivery System, 2.208 saltos em paraquedas de abertura automática”, descreve.

“220 paraquedistas dos países aliados no âmbito do cross-parachute tiveram a possibilidade de efetuar as suas infiltrações no salto de abertura automática, na aeronave portuguesa KC 390, com os procedimentos e equipamentos aeroterrestres em uso pelas Forças Armadas Portuguesas”, refere ainda.

Veja as imagens do exercício Falcon Leap:

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