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André Janones recebe alta e deixa hospital em São Paulo

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) recebeu alta na tarde desta terça-feira (20) e deixou o Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.

O parlamentar estava internado desde a madrugada desta segunda-feira (19), em razão de uma arritmia cardíaca. 

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Antes da hospitalização, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.

O deputado coordena o canal Exército do Lula, criado por ele para reforçar a campanha do presidente à reeleição. O canal tem mais de 5,6 milhões de seguidores.

“Eu tenho que trabalhar nessa reta final, não deixar de me alimentar, de me hidratar. Mas, pelo que eu sei até aqui, não foi nada grave, nada que eu precise ter algum cuidado redobrado. E eu volto com força máxima ainda. A gente fez realmente uma revolução digital no nosso país”, disse Janones ao deixar o hospital.

Esporte: conheça as propostas de Flávio Bolsonaro e Lula para a área

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O esporte como política pública é citado no plano de governo dos dois candidatos que disputam o segundo turno para a Presidência da República. A relação do tema com a educação é mencionada por ambos. As divergências se acentuam nas propostas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligadas à infraestrutura e na abordagem que dão ao esporte feminino.

A exclusão das atletas transexuais é a única menção ao esporte feminino do candidato do PL, mesmo sendo 2027 ano de Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil, a primeira vez do evento na América do Sul.

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Flávio também não menciona o programa Bolsa Atleta, que em 2026 teve o valor reajustado e alcançou o maior número de atletas da história: 11 mil contemplados, entre categorias que vão do infantil ao olímpico. O candidato do PL aborda apenas o aperfeiçoamento de bolsas esportivas para atletas de alto rendimento, em parceria com a iniciativa privada.

O programa de Lula é pensado como uma ampliação das políticas estruturantes realizadas no mandato 2023-2026, com o Plano Nacional do Esporte (PNEsporte), obras de infraestrutura, como construção de arenas, no Programa de Aceleração de Crescimento (Novo PAC), e o reconhecimento dos aspectos culturais do desporto e de seu potencial econômico e turístico.

As mulheres são citadas como protagonistas no programa do candidato do PT, com destaque para a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, com investimento para o sucesso do evento em oito capitais brasileiras e incentivo para seu potencial turístico.

>> Leia abaixo os planos de governo dos dois candidatos:

Cidadania e esporte

Os dois candidatos relacionam esporte à cidadania, mas partindo de pressupostos diferentes. Enquanto Flávio Bolsonaro destaca a relação do esporte com a educação e segurança dos jovens, transparece a concepção de que ele é uma ferramenta, quase uma tecnologia social ou meio para atingir esse objetivo.

"Preparar uma família para a vida (...) envolve o esporte, que tira o jovem da rua e ensina o que a sala de aula sozinha não ensina. Tudo isso faz parte do que é necessário para uma família subir na vida pelo próprio esforço", diz o programa do candidato do PL.

Assim como no plano de seu concorrente, Lula considera o esporte um elemento importante para a juventude, igualando-o à educação, ao acesso ao lazer e à cultura e às oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

A diferença mais perceptível está na forma como a peça petista atribui ao esporte a condição de vetor de transformação social e expressão da cultura brasileira, um "instrumento de desenvolvimento humano, inclusão social e dinamização", assim entendido em condição análoga à cultura.

O aspecto econômico do esporte também tem importância clara na concepção do plano de Lula. Pensado sob uma perspectiva de área econômica, aparece no plano como uma das indústrias criativas e áreas econômicas dinâmicas a serem priorizadas num próximo mandato.

"Queremos um país que reconheça a cultura, a economia criativa, e o esporte como forças estratégicas do desenvolvimento nacional, capazes de gerar trabalho, renda, inovação, pertencimento, qualidade de vida e desenvolvimento em todos os territórios brasileiros", destaca o programa.

Esporte e educação

O candidato Flávio Bolsonaro dá grande destaque à relação entre esporte e educação. Além de igualar a área às artes e à literatura como um dos componentes da educação Integral, propõe a abertura das escolas nos períodos de recesso, por meio do Escola nas Férias, e o direciona como estratégia para não "deixar a criança ociosa". Não detalha, porém, como seria a adesão ao programa ou quem o realizaria na prática.

O plano de Flávio também entende o esporte como atrativo e apoio para a educação. "O esporte é uma das ferramentas mais poderosas que existem para formar um jovem, e uma das mais desperdiçadas pelo poder público. Ele ensina disciplina, resiliência, trabalho em equipe e mérito, tira a criança da rua e do celular, dá saúde ao corpo e à mente e, para alguns, abre a porta de uma profissão. Nós tratamos o esporte como o que ele é: instrumento de liberdade individual, disciplina, superação e oportunidade real, com foco na formação de caráter e na saúde mental do jovem."

A peça de Lula não estabelece uma relação direta entre o espaço escolar e as políticas de esporte para a juventude, mas estabelece um plano claro com a abertura de uma instituição especializada de ensino superior, a Universidade do Esporte, já aprovada na Câmara. Ela aparece como elemento para estabelecer uma rede nacional de pesquisa, inovação e tecnologia do esporte, voltada para a formação de quadros técnicos para a área, melhorando a qualidade da gestão esportiva no esporte de alto rendimento.

Gestão de equipamentos

O candidato à reeleição destacou suas ações anteriores, ao longo principalmente do último mandato, como exemplos da importância que dá ao tema. Citou as ações dentro do Novo PAC, com construção de centros esportivos em centenas de municípios, a estruturação de programas de longo prazo e a aprovação no Congresso do projeto da Universidade do Esporte.

O programa cita as unidades do Arena Brasil e a continuidade do investimento nos equipamentos e em seu funcionamento como um dos objetivos centrais em um novo governo.

Sem especificar diretamente em relação ao esporte, mas de maneira genérica em outras partes de seu programa, Lula defende a gestão direta de equipamentos, em parceria com estados e municípios, incluindo parceiros locais como organizações não governamentais (ONGs) e projetos sociais na realização de atividades e atendimento aos beneficiados. Assume, pois, uma visão crítica a privatizações, restringindo-as a áreas de grande concentração de capital e complexidade técnica, como grandes obras dos setores energético e de infraestrutura.

As propostas de Flávio Bolsonaro em relação aos esportes de alto rendimento têm menção direta e reiterada da importância das ações com a iniciativa privada e seu patrocínio, "em parceria com clubes, faculdades e universidades". Prevê brevemente o fomento, por meio de editais, ao uso de tecnologia e ciência de dados por confederações e clubes.

Como estratégia de ampliação do alcance das políticas esportivas nas escolas, o candidato do PL aposta em parcerias público-privadas, para uso da infraestrutura das escolas como fomento ao esporte competitivo, organizando "times escolares, treinos no contraturno e competições municipais e estaduais". Entende, ainda, que o fomento aos times escolares pode evitar a evasão e a repetência.

TSE: Lula autoriza quebra de sigilo bancário se Flávio fizer o mesmo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, enviou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando que sejam levantados seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como de seus familiares, desde que o mesmo seja feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário no segundo turno da corrida presidencial, que ocorre neste domingo (25). 

No documento, Lula diz cumprir promessa feita durante o debate na emissora de TV Band, no último domingo (18), quando desafiou Flávio a abrir as informações para o eleitor. 

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Além do sigilo relativo aos últimos oito anos, o presidente colocou à disposição da Justiça os sigilos da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e de seus cinco filhos - Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. 

“Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros”, diz o documento. 

A peça lista apenas uma pessoa jurídica vinculada a Lula – a L.I.L.S. PALESTRAS, EVENTOS E PUBLICAÇÕES LTDA –, enquanto elenca cinco pessoas jurídicas que teriam ligações com Flávio, incluindo uma offshore. 

“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior a próxima quarta-feira (21), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, diz a peça. 

Segundo Lula, seus sigilos e de seus familiares devem ser retirados caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo em relação a si, à esposa Fernanda, aos pais – o ex-presidente Jair Bolsonaro e a suplente de deputada federal Rogéria Bolsonaro (PL-RJ) – e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. 

A petição foi encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques.  

"Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto. E eu quero ver se ele tem coragem”, disse Lula nesta terça (20) em evento de campanha em São Luiz. 

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Flávio faz motociata no Pará; Lula participa de marcha no RS

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Os candidatos a presidente Flávio Bolsonaro e Lula tiveram agendas de campanha no Pará e no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (19). 

>> Veja abaixo o dia dos candidatos:

Flávio Bolsonaro

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha na manhã desta segunda-feira (19) em Marabá (PA), no sudeste do estado, onde participou de uma motociata.

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Durante o evento, o candidato defendeu o direto à propriedade privada e falou sobre a regularização de terras no Pará.

Flávio Bolsonaro disse que pretende “fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu”. O candidato, entretanto, não deu detalhes sobre como vai colocar o plano em prática, mas deu a entender a possibilidade de flexibilização de regras ambientais e fundiárias.

“Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar", declarou. 

O candidato também disse que o combate à criminalidade é uma das prioridades, em um eventual governo.

“Eu vou a partir de janeiro do ano que vem, pegar em guerra aos narcoterroristas. Vou devolver a sua soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade”, disse, ressaltando que irá “propor a castração química aos estupradores”.

O candidato disse ainda que a região Amazônica precisa de obras estruturantes, citando como exemplo a área da saúde.

De Marabá, o candidato partiu, no começo da tarde para a capital do Amazonas, Manaus, onde participou de ato com apoiadores na noite desta terça-feira.

Marabá (PA), 19/10/2026 - Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participa de motociata. Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro Marabá (PA), 19/10/2026 - Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participa de motociata. Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro
Marabá (PA), 19/10/2026 - Candidato Flávio Bolsonaro participa de ato de campanha. Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

Lula

Na noite desta segunda-feira (19), o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista ao SBT. 

Lula disse que a aprovação, no Congresso Nacional, do projeto que perdoa as dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEIs) irá beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores. As dívidas chegam a R$ 12,6 bilhões. O projeto ainda aumenta para 140 mil o teto para faturamento e permite a contratação de mais de um empregado. A legislação atual autorizava a contratação de apenas um empregado.

“[Com o perdão da dívida] os MEIs vão limpar o nome deles, para que eles possam continuar a vida”, disse na entrevista.

O presidente ainda tratou do impacto do fim da escala de trabalho 6x1, que vai possibilitar aos trabalhadores passarem mais tempo com os familiares; propostas para o combate à criminalidade e investimento na saúde.

A entrevista foi gravada. Na tarde de hoje, Lula participou de uma caminhada de campanha no centro de Porto Alegre. O ato reuniu apoiadores no Largo dos Açorianos, localizado entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. 

Ele anunciou que irá enviar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de abertura de seu sigilo bancário, telefônico e fiscal, bem como o dos filhos. Ele desafiou o adversário, Flávio Bolsonaro, a fazer o mesmo. 

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, disse.

“Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou.

Porto Alegre (RS), 19/10/2026 - Candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha: o evento Porto Alegre (RS), 19/10/2026 - Candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha: o evento
Porto Alegre (RS), 19/10/2026 - Candidato Lula participa de ato de campanha. Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

A ordem de apresentação da cobertura de agenda dos candidatos segue rodízio diário. 

Lula diz que vai entregar amanhã ao TSE pedido de abertura de sigilo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição (PT), disse que vai entregar nesta terça-feira (20) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para quebra de seu sigilo telefônico e bancário e de sua família.

Lula também desafiou, o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a abrir seu sigilo bancário e fiscal. O desafio foi feito nesta segunda-feira (19) em Porto Alegre onde Lula participou de um ato no Centro Histórico da cidade.

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“Eu vou entregar isso amanhã, no Tribunal Eleitoral, na expectativa de que o candidato adversário apresente a abertura do seu sigilo, das suas empresas e da sua família. E por que que eu estou fazendo isso? Porque é preciso de uma vez por toda acabar com a história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão”, disse.

Lula afirmou ainda que resolveu entregar o pedido de abertura dos cinco filhos – Fábio Luís, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio – devido ao fato de que em todas as disputas eleitorais ter sofrido com informações falsas e especulações a respeito da honra da sua família. "Fiz questão de colocar meus cinco filhos porque toda eleição se inventa uma coisa contra minha família e eu resolvi não ficar quieto". 

O desafio foi feito por Lula durante um pronunciamento à imprensa antes do ato, no centro de Porto Alegre. O tema surgiu durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula questionou o patrimônio informado por Flávio Bolsonaro e propôs a abertura das contas bancárias e sigilos telefônicos dos dois candidatos para análise antes da eleição.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, emendou. “Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue, para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, desafiou.

O ato, na tarde desta segunda-feira, reuniu milhares de apoiadores de Lula, que se concentraram no Largo dos Açorianos, localizado entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. De lá, Lula participou de uma caminhada pela Avenida Borges de Medeiros até o centro. Durante o percurso, Lula escreveu em um cartaz a frase "abre o sigilo Flávio".

Janones poderá ter alta em 48 horas, diz boletim médico

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) poderá ter alta em 48 horas, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Hospital Vila Nova Star, na capital paulista.

Janones está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) desde esta madrugada, quando apresentou uma arritmia cardíaca.

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De acordo com os médicos, o quadro do deputado é estável e sua evolução clínica é positiva, com expectativa de alta hospitalar, caso não haja alterações.

"O paciente encontra-se clinicamente estável, sob monitorização cardíaca contínua, sem novos episódios de arritmia desde a internação. A evolução clínica é favorável", diz o texto do boletim.

O texto é assinado pelos médicos Ludhmila Abrahão Hajjar, Paulo Marcelo Gehm Hoff e Daniel Favarão Del Negro.

'Exército do Lula'

Antes da internação, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.

Janones chegou a publicar um vídeo em suas redes sociais analisando o debate, mas deu entrada na unidade de saúde às 2h da manhã.

O deputado coordena o canal “Exército do Lula”, criado por ele para reforçar a campanha do presidente à reeleição. O canal já tem 5,4 milhões de seguidores.

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Deputado André Janones é internado com arritmia em São Paulo

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O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado com arritmia cardíaca na madrugada desta segunda-feira (19), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Janones também apresentava um quadro de falta de ar quando entrou no hospital, por volta das 2h da manhã. 

Antes da internação, o deputado federal havia acompanhado o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na noite de domingo (18), na Rede Bandeirantes.  

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Pouco antes de ser internado, Janones publicou um vídeo em suas redes sociais analisando o debate.

O Hospital Vila Nova Star ainda não divulgou boletim médico sobre o estado de saúde do deputado, que coordena o canal “Exército do Lula”, criado por ele para reforçar a campanha pela reeleição. O canal já tem 5,4 milhões de seguidores.  

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Meta tem 24h para comprovar tratamento igualitário a Lula e Flávio

19 October 2026 at 16:23

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 24 horas para que a Meta comprove que suas plataformas digitais oferecem tratamento igualitário às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. A determinação foi feita pelo ministro Marco Aurélio Bellizze nesta segunda-feira (19), após o magistrado considerar insuficientes as explicações apresentadas pela empresa.

A Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, poderá ter a multa diária elevada de R$ 500 mil para R$ 1 milhão caso não cumpra o novo prazo. Segundo Bellizze, a empresa não demonstrou satisfatoriamente que adotou as medidas exigidas pela Justiça Eleitoral para impedir favorecimento ou prejuízo artificial a qualquer uma das candidaturas.

Na decisão, o ministro criticou a tentativa da companhia de estabelecer prazos próprios para responder às determinações judiciais, além da apresentação de relatórios em inglês e documentos que, segundo ele, não esclareciam adequadamente as providências adotadas.

“Incumbe às partes cumprir com exatidão as decisões judiciais, e não criar embaraços à sua efetivação”, escreveu Bellizze.

A cobrança ocorre depois que o plenário do TSE confirmou, na sexta-feira (16), a decisão que obriga a Meta a assegurar condições equivalentes às duas campanhas em seus sistemas de distribuição de conteúdo, recomendação e inteligência artificial.

Denúncia partiu da campanha de Lula

O caso chegou ao tribunal após a campanha de Lula denunciar supostas restrições à circulação de publicações relacionadas ao presidente nas plataformas da Meta. Os advogados do petista alegaram que os conteúdos da candidatura alcançavam menos usuários, enquanto o perfil de Flávio Bolsonaro aparecia em recomendações automáticas.

Outro ponto questionado foi o comportamento da Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp. Segundo a representação apresentada pela campanha de Lula, o sistema se recusava a produzir materiais eleitorais favoráveis ao presidente, mas atendia a solicitações semelhantes envolvendo o senador.

Mensagens internas da empresa obtidas pela Folha de S.Paulo também apontaram problemas que teriam prejudicado contas ligadas a Lula. Os registros mencionam restrições ao impulsionamento de publicações e a recomendação algorítmica do perfil de Flávio.

A Meta atribuiu os episódios a falhas técnicas e negou que tenha favorecido deliberadamente um dos candidatos. Em manifestação divulgada anteriormente, a empresa afirmou que os problemas não se restringiam ao Brasil e faziam parte de dificuldades técnicas de alcance global.

O que a decisão proíbe

A determinação do TSE impede que a Meta reduza artificialmente o alcance de conteúdos político-eleitorais relacionados a Lula ou Flávio. A proibição inclui alterações na distribuição das publicações, retirada de recomendações, restrições aos resultados de busca e mudanças de métricas que possam prejudicar uma das candidaturas.

A empresa também deverá aplicar critérios equivalentes às duas campanhas em suas ferramentas de inteligência artificial. A ordem busca impedir que os sistemas ofereçam respostas diferentes a solicitações semelhantes em razão do candidato envolvido.

O ministro ressaltou que a apresentação de informações sobre a ausência de comportamento inautêntico coordenado não substitui a obrigação de demonstrar quais medidas foram efetivamente adotadas para cumprir a decisão judicial.

Estudos apontam anúncios eleitorais irregulares

A discussão sobre a atuação das plataformas digitais ocorre em meio a outras denúncias envolvendo publicidade política na internet.

Um estudo da organização britânica Eko, divulgado em setembro, apontou que a Meta aceitou anúncios políticos direcionados ao público brasileiro, pagos por uma conta sediada nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, as peças utilizavam inteligência artificial sem a identificação exigida e apresentavam informações eleitorais falsas.

Outro levantamento, realizado pelo NetLab, laboratório de estudos de internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou anúncios políticos considerados irregulares no país e financiados a partir do exterior.

A decisão do TSE não representa, por si só, uma conclusão definitiva de que a Meta tenha interferido deliberadamente na eleição em favor de Flávio Bolsonaro. A empresa nega favorecimento, e o tribunal exige que ela demonstre o cumprimento das regras de igualdade entre as candidaturas.

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André Janones é internado na UTI com arritmia cardíaca após debate entre Lula e Flávio

19 October 2026 at 16:16

O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um quadro de arritmia cardíaca. A internação ocorreu depois do debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo (18), na TV Band.

A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (19). De acordo com as informações divulgadas, Janones está clinicamente estável e permanece sob monitoramento cardíaco contínuo, aos cuidados da equipe médica liderada pela cardiologista Ludhmila Hajjar.

O parlamentar acompanhou o debate presencialmente nos estúdios da emissora, ao lado de Lula. Até a manhã desta segunda-feira, não havia previsão de alta hospitalar divulgada.

Atuação na campanha de Lula

Janones ganhou projeção nacional pela atuação nas redes sociais durante as campanhas eleitorais. Ele é responsável pelo canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula”, que reúne mais de 5 milhões de seguidores e é utilizado para mobilizar apoiadores do presidente.

Após o primeiro turno das eleições de 2026, o deputado intensificou a atuação digital em favor de Lula na disputa contra Flávio Bolsonaro. O canal passou a integrar formalmente a estrutura da campanha petista, conforme informações publicadas pela imprensa.

Debate teve acusações e confrontos

O encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro foi o primeiro debate direto entre os dois candidatos no segundo turno. Transmitido pela Band no domingo (18), o programa foi marcado por acusações relacionadas a casos de corrupção, questionamentos sobre familiares e interrupções durante as falas.

Lula cobrou explicações de Flávio sobre os R$ 134 milhões que teriam sido solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O senador, por sua vez, fez críticas ao presidente e mencionou investigações envolvendo pessoas próximas à família de Lula.

Os dois candidatos também trocaram acusações de mentira durante o programa, em um confronto marcado por ataques pessoais e discussões sobre segurança pública, saúde e economia.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou com 47% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45%. Os dois disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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Lula e Flávio fazem primeiro debate das eleições na TV Band

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Candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) de debate realizado pela TV Bandeirantes. O encontro foi marcado por provocações entre os candidatos e, em alguns momentos, necessidade de intervenção dos mediadores. 

Ainda no primeiro bloco, Lula questionou Flávio sobre os R$ 134 milhões recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro e a defesa de acusado de assassinar uma criança.

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O presidente também dirigiu ao candidato do PL perguntas sobre proximidade de assassinos da vereadora Marielle Franco, posição contrária à marcação numerária nas cápsulas de munições e voto contra a ampliação da licença-maternidade durante mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Flávio não respondeu aos questionamentos e fez perguntas sobre o filho de Lula, Fábio Luís, investigado por participação em suposto esquema de tráfico de influência. Ele ainda acusou o governo Lula de responsabilidade por irregularidades no INSS, sem mencionar que os desvios começaram no governo de Jair Bolsonaro e foram combatidos no atual governo, com ressarcimento pago aos aposentados.  

No debate de propostas, Flávio disse que pretende classificar facções criminosas como narcoterroristas. Também afirmou que vai construir, caso eleito, 500 mil vagas no sistema penitenciário.

Já Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública para definir os papéis de municípios, estados e União, combater a criminalidade e envolver o governo federal nas ações que hoje são de responsabilidade de prefeitos e governadores.

SUS, segurança e direitos trabalhistas

Após um primeiro bloco marcado por embates entre Lula e Flávio, o segundo bloco do debate na Band colocou as propostas no centro do palco.

Em um questionamento dos mediadores sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), Flávio respondeu que indicaria o médico Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, uma instituição privada, para o cargo de ministro da saúde. Segundo ele, a ideia era instituir um "padrão Einstein no SUS". 

Na sua vez de responder, Lula afirmou que o adversário fala sobre o SUS sem jamais ter usado um serviço público de saúde e questionou se Flávio tem o intuito de privatizar o sistema público. Lula também lembrou da condução da pandemia, entre 2020 e 2022, citando os mais de 716 mil mortos pela "irresponsabilidade do governo" Bolsonaro, que atrasou a compra de vacinas. 

"Eles tiveram uma experiência de quatro 4 anos. E foi o maior desastre da história desse país. Poderia ter evitado metade das mortes se ouvisse a ciência, se acreditassem a ciência. Eles não acreditavam", afirmou. 

Lula chegou a ser interrompido por Flávio, que não tinha direito de fala no momento, e foi preciso uma intervenção da jornalista Adriana Araújo, uma das mediadoras do debate, junto com Eduardo Oinegue.

Mais adiante, ao responder a crítica de Lula sobre a condução da pandemia, Flávio tentou defender o governo do pai. "Tivemos uma pandemia, dois anos de pandemia, isso é uma coisa nova que ninguém sabia direito como enfrentar, mas o Bolsonaro deu o seu melhor.”

Em outra rodada de perguntas, Flávio citou os assassinatos de Renata Teles, em dezembro de 2023, e do sargento da Polícia Militar em Minas Gerais, para criticar as saídas temporárias de presos, chamada de "saidinhas". Acusou Lula de priorizar os direitos dos condenados em detrimento das vítimas e questionou diretamente se o presidente é favorável ou contrário à manutenção do benefício.

Em resposta, Lula defendeu a manutenção da saída temporária para presos que apresentem bom comportamento e estejam em processo de recuperação, mas argumentou que casos condenados por estupro, violência contra mulheres e crimes graves não deveriam receber o benefício. 

O presidente acusou Flávio de defender um eventual indulto ao pai, Jair Bolsonaro, condenado por crimes de tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, alegando que essa medida teria consequências mais amplas sobre outros condenados.

Escala 6x1

Em outro momento do bloco, Flávio falou sobre o fim da escala 6x1, proposta defendida pelo governo Lula e recentemente aprovada pelo Congresso Nacional. Em uma clara mudança de opinião, o candidato da oposição afirmou ter votado a favor da matéria, que antes era contra, após ter ouvido a opinião de trabalhadores.

"Eu sou uma pessoa que sei ouvir, eu sei escutar, eu sou uma pessoa que se for convencida posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros", disse o candidato, cuja posição contra o fim da escala, que tem amplo apoio popular, acabou gerando desgaste nas últimas semanas.

Em reação, Lula afirmou que o adversário não conhece nem usa serviços públicos. "O meu adversário, ele conhece ônibus por literatura, ele nunca entrou no ônibus. Ele conhece trabalhador por literatura, porque ele nunca conversou com o trabalhador. Aliás, ele nunca trabalhou. Você conhece o cidadão que nunca trabalhou?", provocou o presidente.

Quebra de sigilo

No terceiro bloco, Lula subiu o tom contra Flávio e desafiou que ele e o adversário apresentassem os sigilos bancário e telefônico de ambos, incluindo os de seus familiares, para que fossem apuradas eventuais irregularidades antes das eleições.

Ao abordar o tema, o presidente propôs que os dois entregassem seus documentos às autoridades competentes para que o eleitorado pudesse conhecer possíveis casos de corrupção. "Eu desafio você. Amanhã abrimos a nossa conta bancária, abrimos o nosso sigilo telefônico para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão desse país", afirmou Lula, que ainda pediu que documentos de familiares também fossem encaminhados às autoridades:

Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou expressamente que aceitaria a proposta nos termos apresentados por Lula. Em seguida, acusou, sem provas, o presidente de manter recursos fora de suas contas bancárias.

No campo internacional, Lula questionou a relação de Flávio com os Estados Unidos e levantou preocupações sobre a soberania brasileira na exploração de minerais críticos, matéria-prima de componentes para baterias de celulares e outros produtos tecnológicos. 

O presidente também acusou a família Bolsonaro de se subordinar aos interesses dos norte-americanos. Já o senador respondeu defendendo a cooperação internacional no combate ao crime organizado e negou ter trabalhado para impor tarifas contra empresas brasileiras, apesar dos apelos do irmão, Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos EUA, em favor da imposição de tarifas contra exportações nacionais.

No mesmo bloco do debate, Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento das políticas de segurança pública, com ampliação da vigilância por câmeras de reconhecimento facial e todo o país e maior rigor nas punições, sem especificar. Lula rebateu citando medidas de seu governo, como o programa Celular Seguro, que bloqueia aparelhos roubados de forma imediata e criticou o adversário por apresentar propostas repetidas e sem reconhecer ações já implementadas.

Polícia acionada

Ao final do debate, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo foi acionado para investigar uma suspeita de bomba em um carro no estacionamento da Band que pertenceria à equipe de Flávio Bolsonaro. 

Durante a ação policial, jornalistas e convidados foram impedidos de deixar a emissora. Após varredura, nada foi encontrado e o local acabou liberado.

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Às vésperas do 2° turno, governo tenta votar PEC da Segurança Pública no Senado

19 October 2026 at 08:00

Às vésperas do segundo turno, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães (PT-CE), tem a tarefa de articular essa semana a votação da PEC da Segurança Pública no Senado Federal. A pauta foi retirada de votação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na última quinta-feira, 15 de outubro, sob a justificativa de ter recebido críticas ao calendário especial e para prevenir um pedido de verificação. A proposta segue como uma das prioridades do governo e da oposição.

A votação da PEC da Segurança Pública foi atrapalhada pelo interesse da oposição de incluir a análise da redução da maioridade penal pela Casa Legislativa. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou uma proposta de emenda que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos de forma geral, e em casos de crimes graves, passaria para 14 anos. 

Na sequência, o líder do Partido dos Trabalhadores, Camilo Santana (PT-CE), apresentou outra proposta mantendo a imputabilidade penal até os 18 anos, mas com penalização para adolescentes a partir de 16 anos que cometerem crimes hediondos.

O objetivo dos líderes governistas é levar a PEC ao Plenário sem a inclusão da emenda sobre a maioridade penal. Na última tentativa de votar a mudança constitucional, o próprio Alcolumbre relembrou que, caso haja alteração no texto, o texto retornaria para a Câmara dos Deputados.

Debate na Globo fecha encontros entre presidenciáveis 

A Rede Globo ficou com a responsabilidade de transmitir o último debate entre os dois principais candidatos da corrida eleitoral de 2026. Tanto o presidente Lula como o senador Flávio Bolsonaro foram convidados pela emissora para apresentarem suas propostas na próxima sexta-feira, 23 de outubro. O encontro será no Rio de Janeiro, com a mediação do jornalista César Tralli e exibido após o Jornal Nacional, a partir das 21h20.

Na próxima quarta-feira, 21 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5059 que questiona o poder do delegado da polícia de requisitar informações e registros de conversas telefônicas sem autorização judicial. A ADI foi proposta pela Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel). A entidade alega que o art. 2º, §2º, da Lei n. 12.830/2013, que “dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia”, afronta os direitos fundamentais à privacidade e à intimidade, o sigilo das comunicações e a separação de poderes.

Estão na agenda da semana de 19 a 25 de outubro:

  • TSE:
    • Pesquisa de Opinião (19/10): Último dia para a realização das pesquisas de opinião pública realizadas em data anterior ao dia do segundo turno, para conhecimento público.
    • Preso ou delito (20/10): data que inicia procedimento em que nenhuma eleitora ou eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito.
    • IA e impulsionamento pago (22/10): Data na qual fica vedada a publicação e a republicação, ainda que gratuitas, bem como o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou por tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata ou candidato ou de pessoa pública.
    • Propaganda Eleitoral (22/10): último dia de propaganda eleitoral.
    • Segundo turno (25/10): Segundo turno das eleições.
  • STF:
    • Exclusão do ISS (RE 592616, 21/10, 14h): Ministros avaliam recurso extraordinário que trata da exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da COFINS.
    • Repasses integrais dos tributos (ADI 7324, 21/10, 14h): Ministros avaliam se as distribuidoras de energia elétrica devem repassar integralmente aos consumidores os valores tributários pagos.
    • Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (ARE 1493655, 21/10, 14h): Recurso extraordinário sobre o adicional de 2% da alíquota do ICMS destinado ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOMP).
    • Gratificação para policiais penais (ADI 7469, 21/10, 14h): Ministros discutem se há incompatibilidade que veda a gratificação por horas extraordinárias dos policiais penais. 
    • Atribuição do delegado da polícia (ADI 5059, 21/10, 14h): Ministros avaliam a atribuição de poder ao delegado de polícia para ter informações e dados para apurar os fatos durante uma investigação criminal.
    • Exigência de Ordem Judicial (ADC 91, 21/10, 14h): Ministros julgam a constitucionalidade da exigência de ordem judicial para a disponibilização de registros de conexão e de acesso a aplicações de internet e de dados pessoais e do conteúdo de comunicações privadas.

Agenda da semana da Pública é um serviço apresentado aos leitores, concebido com base nas informações dos portais da Câmara, Senado e STF.

Míssil inflável pede ataque nuclear ao Brasil em ato pró-Flávio

Um míssil inflável estampado com uma frase que pede que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, faça um ataque nuclear contra o Brasil foi levado a ato em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na avenida Paulista, em São Paulo.

O objeto inflável branco trazia escrita a frase em inglês “Trump nuke Brazil”, algo como “Trump, ataque o Brasil”. O termo “nuke” é usado com o sentido de atacar com armas nucleares. Ele foi visto sendo carregado por pessoas vestindo verde e amarelo, mas os autores não foram identificados.

Nas redes sociais, políticos de esquerda criticaram o objeto. Guilherme Boulos (PSOL), ministro da Secretaria Geral, disse que vídeos nas redes sociais que o ação era “inacreditável” e uma “incedência”. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) disse que era em “escândalo”, e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) chamou os manifestantes de “vendidos”.

Histórico de objetos infláveis em manifestações

Manifestações políticas da última década têm um histórico de objetos infláveis levados às ruas. Entre eles, uma peça de cinco metros de altura com formato fálico, nas cores verde e amarela, levada a uma manifestação bolsonarista em 7 de setembro de 2021, na mesma avenida Paulista.

O objeto foi apelidado de “piroca verde e amarela”, mas se tratava também de um míssil, que trazia na base a frase “braço forte, mão amiga”, lema do Exército Brasileiro. O grupo responsável pelo objeto, composto por artistas e não-artistas, preferiu se manter em anonimato em entrevista à Folha de S.Paulo na época.

Outras peças infláveis já fizeram sucesso em manifestações políticas recentes. Entre elas, o “Pato da Fiesp”, uma estrutura de pato amarelo de cerca de dez metros de altura posicionada em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na mesma via paulistana, em 2015, para demonstrar a insatisfação com o aumento de impostos do governo federal.

O boneco ganhou versões menores, levadas à frente do Congresso Nacional, em Brasília, e a protestos em outras cidades pelo país. Outro boneco que ficou popular foi o pixuleco, que retratava Lula (PT) vestido com roupas listradas de preto e branco, em alusão à roupa de presidiários.

Este último foi criado em 2015 por integrantes do Movimento Brasil Limpo, da oposição, e levado a manifestações pelo país. O nome pixuleco fazia referência ao termo usado pela Operação Lava Jato para descrever as propinas pagas em esquemas de corrupção investigados na época.

Míssil aparece em meio a debate sobre influência dos EUA

O míssil no ato deste domingo (18) surge em momento em que se discute a interferência dos Estados Unidos nas eleições para a presidência do Brasil deste ano, cujo segundo turno ocorre no dia 25. Trump já havia afirmado estar acompanhando as eleções “de perto”.

Nas últimas semanas, a Meta IA, ferramenta de inteligência artificial da Meta dona do Instagram, Facebook e WhatsApp se recusava a criar imagens com “Vote Lula”, mas atendia a pedidos semelhantes relacionados a Flávio. Em outra falha encontrada, o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram em 9 de outubro.

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Lula diz que quer votos de presidiários e provoca Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) afirmou que quer os votos de 100% dos presidiários, incluindo o do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do adversário do petista, Flávio Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo havia perguntado o motivo para o senador ter se posicionado contra a prisão de Bruno Delaroli, policial militar responsável pela bala perdida que matou a menina Ana Clara Machado, de cinco anos, no Rio de Janeiro.

Flávio, no entanto, não respondeu a pergunta e rebateu: “Lula, com você, a criminalidade explodiu no Brasil. Inclusive, você pode responder por que 73% dos presidiários votaram em você?”, e o petista disse: “Eu quero 100% dos votos dos presidiários, até do seu pai”.

Condenação de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por participar de um plano de golpe de Estado para impedir que Lula assumisse a Presidência da República. O ex-presidente se encontra em prisão domiciliar. (Anna Júlia Lopes/FOLHAPRESS)

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Lula e Flávio travam duelo de acusações de corrupção e ataques a familiares em debate tenso

19 October 2026 at 03:10

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizaram, neste domingo (18/10), um confronto marcado por acusações de corrupção, referências a familiares e discussões sobre segurança pública. O primeiro debate televisivo entre os candidatos no segundo turno, promovido pela Band, também registrou conflitos entre as campanhas e intervenções da plateia.

O candidato do PL cobrou explicações sobre Roberta Luchsinger, investigada em inquéritos que também envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Lula respondeu que a Polícia Federal tem autonomia para investigar qualquer pessoa, inclusive integrantes de sua família. O presidente também acusou Jair Bolsonaro de interferir na instituição para proteger interesses pessoais.

O petista questionou o adversário sobre R$ 134 milhões que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria destinado ao filme “Dark Horse”, dedicado à trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio não esclareceu a aplicação dos recursos. Segundo o The Intercept Brasil, aproximadamente R$ 61 milhões foram transferidos para um fundo administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.

Lula chamou Flávio de “malandro carioca” e, após uma tentativa de aproximação do adversário, declarou que preferia manter distância de “miliciano”. O senador provocou o presidente com perguntas sobre criminalidade e o voto de presos. Ao mencionar o apoio eleitoral da população carcerária, ouviu como resposta: “Eu quero 100%, até do seu pai”.

A emissora concedeu um minuto adicional ao candidato do PL no encerramento do primeiro bloco, sem divulgar a justificativa. Flávio utilizou o espaço para abordar segurança pública e apresentar propostas direcionadas à população de baixa renda e às mulheres. O confronto também exigiu intervenções dos mediadores para conter interrupções e preservar as regras.

Lula pressionou Flávio sobre a possibilidade de revisão da legislação que extinguiu a escala 6×1. O senador, que havia sinalizado a aliados a intenção de alterar pontos da proposta, negou que apresentará mudanças. Também acusou o presidente de divulgar informações falsas sobre suas posições econômicas e trabalhistas.

Flávio anunciou que convidou o médico Claudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde em eventual governo. Prometeu elevar o padrão do Sistema Único de Saúde (SUS). Lula rebateu com críticas à condução da pandemia de Covid-19 pelo governo Jair Bolsonaro e questionou se o adversário pretendia privatizar o sistema público.

O candidato do PL criticou a política de segurança do governo federal e acusou Lula de priorizar direitos de criminosos. O presidente respondeu que Flávio pretendia conceder indulto ao pai, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. A discussão também envolveu a saída temporária de presos e a proteção das vítimas da violência.

Lula questionou se Flávio permitiria maior controle americano sobre as reservas brasileiras de terras raras. O senador criticou a atuação diplomática do governo diante das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Também acusou o presidente de defender facções criminosas, em referência à posição brasileira contrária à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

A tensão aumentou quando Flávio permaneceu atrás de Lula durante as considerações finais. Integrantes da campanha petista protestaram, e a mediadora solicitou o afastamento do senador. O encerramento foi acompanhado por gritos das duas plateias, que alternaram manifestações de apoio aos candidatos e dificultaram os agradecimentos finais dos apresentadores.

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Ato em apoio à democracia e a Lula reúne milhares no Rio e Brasília

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O domingo foi marcado por atos em defesa da democracia e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Brasil, com milhares de pessoas reunidas em cerca de 500 cidades, entre elas Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Fortaleza. A estimativa é da coordenação de campanha do partido. 

Na capital federal, a mobilização tomou conta da Esplanada dos Ministérios pela manhã e permaneceu nas ruas ao longo do dia. No Rio, à tarde, um ato musical reuniu milhares de pessoas na orla de Copacabana. O evento foi convocado pelo cantor Caetano Veloso e teve a participação de artistas como Djavan, Duda Beat, Marina Sena, entre outros.

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Caetano lembrou que foi preso na ditadura militar com Gilberto Gil e outros músicos. "Vários artistas sofreram. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa e resistir contra as ameaças à democracia", disse.

 

Brasília, DF 18/10/2026 Ato em apoio à reeleição  de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República reune multidão na Esplanada dos Ministérios em Brasília   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Brasília, DF 18/10/2026 Ato em apoio à reeleição  de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República reune multidão na Esplanada dos Ministérios em Brasília   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ato pela reeleição de Lula na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Ato pela Democracia na orla de Copacabana - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O cantor Djavan destacou que também é preciso defender a soberania brasileira contra ingerências externas.

Para a atriz Leticia Sabatella, é preciso lutar e proteger os direitos conquistados. "De um lado a gente tem um candidato de uma família que exalta torturadores, são saudosos da ditadura e não têm um programa de Estado para o Brasil. Do outro lado, a gente tem um programa de governo que a gente já viu ser implantado com políticas sociais muito importantes."

A cantora Duda Beat disse que estava bonito de ver a multidão na orla de Copacabana. "Isso aqui é a resposta que a gente vai dar. O povo unido consegue tudo. Viva a democracia!"
 

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2026 - Ato pela Democracia com participação de dezenas de artistas que apoiam a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, na orla de Copacabana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Ato pela Democracia na orla de Copacabana - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), Alejandro Guerrero, disse que veio do Rio Grande do Sul para participar do ato porque o país vive um momento de encruzilhada histórica.

"Existem dois rumos de projeto que neste segundo turno ficam evidenciados. Um projeto que representa a democracia, a defesa da soberania nacional. Do outro lado, o entreguismo, o fascismo e a entrega das nossas riquezas para os Estados Unidos. Esse é o momento para a gente reafirmar a luta em defesa do Brasil da soberania e da democracia", afirmou o estudante.

Candelária

Na parte da manhã, um ato de estudantes e trabalhadores também reuniu milhares de pessoas na Praça da Candelária, no centro do Rio, em apoio à democracia e a Lula.
 

Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2027 - Manifestação em apoio a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, organizada pela Juventude na Rua pela Democracia, na Candelária. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 18/10/2027 - Manifestação em apoio a reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, organizada pela Juventude na Rua pela Democracia, na Candelária. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula na Candelária - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O casal Bráulio Martins, de 33 anos, e Laura Guimarães, de 27 anos, compareceu à manifestação acompanhado do filho Ícaro, de 5 anos. Laura estava com um adereço de mochila maluca com vários adesivos dos programas sociais do governo Lula. 

"A partir de 2018, comecei a me envolver e pesquisar, e a praticar minha cidadania e descobrir as lutas que eu ia me envolver. Eu passei muito sufoco depois que minha mãe morreu em 2021. Fui beneficiária do Bolsa Família por um tempo, o que me ajudou muito a cuidar do meu filho e a empreender", disse Laura, esteticista e dona de uma clínica na área.

"Quero que meu filho tenha uma vida que eu não tive. Quero que ele cresça seguro e entendendo quais são os lados, ele como uma criança de uma família que sempre lutou muito", completou.

Acompanhada das amigas, a estudante de artes visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Andressa da Paz, de 24 anos, contou que, no governo de Jair Bolsonaro, a universidade pública foi sucateada, não tinha papel higiênico, faltava luz, não tinha nem ventilador. A faculdade fica na Ilha do Fundão, na Ilha do Governador. "Estou esperançosa de que dia 25 de outubro, Lula vai ganhar", afirmou Andressa.

* Matéria atualizada para complementação de informações

Debate presidencial en Brasil enciende el duelo entre Lula y Flávio Bolsonaro

19 October 2026 at 01:45
En el primer cara a cara televisado de la campaña, el senador ultraderechista y el mandatario, en empate técnico según los sondeos, cruzaron acusaciones de corrupción y nexos con milicias a una semana de la segunda vuelta
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