❌

Normal view

Ukraine’s Navy killed Russian Shahed: one drone boat launched another drone, which shot down third, all unmanned, all at sea

21 October 2026 at 23:03

fewer targets more waves jet-powered gerans partly free russia concentrate missiles isw says · post russia's shahed drone ukraine news ukrainian reports

      One drone launched another drone, which then shot down a third. All three were unmanned, and all at sea off Ukraine.

      Ukraine’s Navy has destroyed a Russian Shahed attack drone with a Sting interceptor launched from the Sargan 3000 unmanned surface vessel, the Navy said, showing sailors adapting to new aerial threats with sea-launched interceptors.

      Russian Shaheds threaten Ukraine’s ports, coastline and the ships that approach them, so meeting those drones out at sea, before they reach land, matters for the whole southern defense.

      A Ukrainian Navy sea drone, the Sargan 3000, destroyed a Russian Shahed kamikaze drone with a Sting interceptor drone

      Ukrainian troops continue to adapt to new threats to protect civilians and infrastructure
      🎥 Ukrainian Navy pic.twitter.com/kXvnqaebAw

      — Euromaidan Press (@EuromaidanPress) October 21, 2026

      The Sting is built to destroy Russian kamikaze drones such as the Shahed, Geran and Lancet, as well as reconnaissance drones, with quick deployment, a short training course and a top speed of 280 km/h, its producer, Wild Hornets, says.

      The interceptor that has become Ukraine’s Shahed-killer

      The Sting has earned its place at the front. The Ukrainian FPV interceptor has proven highly effective in combat, with a typical hit rate of 80 to 90% depending on the unit, and on some days reaching 100 percent, one launch for one kill.

      It is currently Ukraine’s most productive Shahed interceptor, according to the Wild Hornets, having destroyed more than 3,000 drones in its first seven months of use. Mounting it on a sea platform extends that record from land into the Black Sea.

      A drone boat that keeps finding new ways to kill

      The Sargan 3000 has become a multi-purpose hunter. In July, Ukrainian naval personnel used a Sargan 3000 to sink a Russian second-rank border patrol ship.

      In October, the same drone boat shot down a Russian Shahed with a turret-mounted machine gun over the Black Sea. Ukraine’s Navy took the Sargan 3000 into service in April 2026, and the drone boat has a combat radius of up to 1,600 kilometers, letting it clear the sky far from shore without putting a sailor in range.

      Samuel L. Jackson parabeniza a esposa, com quem está há 56 anos; confira

      21 October 2026 at 21:52

      O ator Samuel L. Jackson, 77, se declarou à esposa, LaTanya Richardson Jackson, que completa 77 anos nesta quarta-feira (21). Nas redes sociais, ele resgatou fotos especiais com a amada, com quem está há 56 anos.

      “Feliz aniversário para a minha esposa, a minha melhor amiga, o meu amor e a minha rocha. Eu te amo, te amo, com todo o meu ser”, escreveu o astro de Hollywood.

      Os dois iniciaram o relacionamento em 1970, e se casaram em 1980. Samuel L. Jackson e LaTanya são pais de Zoe Jackson, 44.

      Em uma declaração à revista People, em 2020, o ator falou sobre a influência que a esposa teve em sua vida. “Ela me deu a chance de ser o homem que eu deveria ser”, afirmou.

      Nos anos 1980 e 1990, Samuel L. Jackson tornou-se dependente de cocaína e crack. Em 1991, ele foi encontrado inconsciente pela esposa e pela filha, e o internaram em uma clínica de recuperação. O astro de “Pulp Fiction” e “Homem de Ferro” também já contou à People que se considera sortudo por durar tanto tempo na profissão de ator.

      Veja a declaração de Samuel L. Jackson para LaTanya:

      Akon revela regras em relacionamento poliamoroso com suas esposas

      *Publicado por Mariana Valbão, da CNN Brasil

      Marco Nanini se pronuncia após polêmica com acessibilidade em peça; entenda

      21 October 2026 at 20:33

      O ator Marco Nanini, 78, se pronunciou nesta quarta-feira (21) após uma polêmica envolvendo acessibilidade em uma apresentação dele no teatro, com a peça “Fim de Partida”, em Porto Alegre (RS).

      No último domingo (18), Nanini pausou sua apresentação e, em seguida, a intérprete de Libras da peça foi retirada do palco. Em nota, o ator explicou que a projeção da sombra da intérprete atrapalhava sua visão durante o espetáculo.

      “Sobre a sessão de ‘Fim de Partida’ do último domingo, em Porto Alegre: a produção do espetáculo e a Fundação Theatro São Pedro já reconheceram a falha técnica que comprometeu a continuidade da apresentação com o recurso de acessibilidade anunciado. Neste momento, venho fazer o mesmo”, diz o início da nota.

      O ator acrescentou que, em todas as temporadas da peça de teatro, há “o cuidado de posicionar os intérpretes de Libras, de forma a garantir visibilidade plena, preservando a integridade da obra”.

      Segundo Marco Nanini, “Fim de Partida” é um espetáculo muito delicado tecnicamente. “A peça acontece dentro de uma pequena caixa cênica, com uma iluminação extremamente minuciosa, feita de um jogo permanente de luz e sombra. Cada detalhe importa para o que acontece em cena“, acrescentou.

      “No domingo, infelizmente, a posição da intérprete de Libras começou a projetar sombras no cenário. Isso interferiu na iluminação e na minha visão em cena. Chegou um momento em que eu realmente não conseguia continuar. Por isso, a cena precisou ser interrompida”, diz outro trecho do comunicado.

      Devido ao ocorrido, Nanini afirmou que a produção sugeriu que a intérprete ficasse em outro local do palco, mas que não houve um acordo e, por isso, ela foi retirada. O ator pediu desculpas ao público surdo e ao restante dos presentes.

      “Essa situação acabou passando a impressão de que nós estávamos excluindo a intérprete e o público surdo. Quero deixar muito claro que essa nunca foi nossa intenção. Reconheço que, naquele momento, a situação poderia ter sido conduzida de forma mais sensível e empática, e peço desculpas ao público surdo e a todos os presentes”, acrescenta.

      “Acessibilidade não é detalhe de produção, é parte do espetáculo. A Pequena Central se compromete a empregar mais rigor em seus ensaios técnicos prévios, com nossa equipe e a equipe de Libras, em toda sessão acessível, e assumo o compromisso de levar essa pauta à classe teatral, para que o erro desta produção se converta em acerto de muitas outras”, concluiu Marco Nanini.

      O pronunciamento foi compartilhado após o assunto ganhar repercussão na web. Na rede social X, um internauta escreveu: “Que vexame! Excluiu os deficientes auditivos”. Outro comentou: “Situação desagradável”.

      Confira a nota publicada por Marco Nanini:

      “Jogos Vorazes”: atriz brasileira entra para elenco de peça em Londres

      *Publicado por Mariana Valbão, da CNN Brasil

      Cae en septiembre la producción de automóviles en España

      21 October 2026 at 18:55

      La producción de automóviles en las fábricas españolas experimentó un ligero descenso el pasado mes de septiembre, al registrarse un total de 222.304 unidades, lo que significa una bajada de medio punto porcentual respecto al mismo mes del año pasado. En el conjunto de los nueve primeros meses, el saldo es asimismo negativo, con 1.675.092 vehículos, lo que supone una bajada del 1,6 % respecto a los tres primeros trimestres de 2025.

      La entrada en producción de nuevos modelos electrificados sigue aumentando su peso en la fabricación total, lo que permite mantener la evolución de la producción en línea con las previsiones de la Asociación Española de Fabricantes de Automóviles y Camiones (Anfac). Las estimaciones apuntan a cerrar el año con alrededor de 2,25 millones de vehículos fabricados, un 1 % menos que en 2025. Por tipología de vehículo, se fabricaron 171.918 turismos durante septiembre, con un descenso del 4,3 %, mientras que, en el caso de los vehículos comerciales e industriales, la producción creció un 15,2 %, con un total de 50.386 unidades.

      En cuanto a las exportaciones, 191.519 vehículos fueron enviados fuera de nuestras fronteras en septiembre, lo que supone un 1 % más que en el mismo mes del año anterior. En el acumulado anual, durante los nueve primeros meses del año, se exportaron 1.427.473 vehículos, con un descenso del 2,3 % respecto al periodo de enero a septiembre de 2025.

      Por destinos de exportación, Europa representa el 92,2 % de los envíos de vehículos. Entre los cinco principales destinos en septiembre, Alemania, Francia y Reino Unido ocupan las tres primeras posiciones, seguidos de Turquía e Italia. Entre los principales mercados, destaca el crecimiento de las exportaciones a Polonia (33,3 %) y Austria (13,7 %), frente a los descensos de Turquía (-26,2 %) y Bélgica (-22,2 %).

      Según el director general de Anfac, «la industria española de automoción mantiene el rumbo previsto para este año. Septiembre ha evolucionado en línea con nuestras estimaciones y seguimos contando con cerrar el ejercicio en torno a los 2,25 millones de vehículos fabricados. La entrada en producción de los nuevos modelos está impulsando el peso de los electrificados en la producción, pero el volumen total de producción continúa lejos de los niveles de 2019 y de los que aspiramos a recuperar».

      En este sentido, ha señalado que «el reto ahora es convertir esta transformación en una oportunidad para reforzar nuestra competitividad industrial y generar más actividad, inversión y empleo en España. Para ello, necesitamos que el mercado acompañe el esfuerzo de los fabricantes y que la electrificación y descarbonización siga avanzando, aún más, en nuestro país y de un modo compatible con la realidad de mercado y producción. De cara a los próximos meses, es fundamental que las decisiones políticas garanticen estabilidad y continuidad en las ayudas a la compra».

      © EUROPA PRESS

      Fábrica de automóviles en España

      Mulher que acusa Russell Brand de estupro diz que ele a tratou como animal

      21 October 2026 at 17:57

      Uma mulher que acusou Russell Brand de estuprá-la na casa dele disse que o confrontou, afirmando que ele a havia tratado como um animal quando ele mais tarde lhe enviou uma mensagem, segundo declaração feita nesta quarta-feira (21) no julgamento do ator e comediante britânico.

      Brand, que já foi um dos apresentadores de maior destaque do Reino Unido e ex-marido da cantora norte-americana Katy Perry, está sendo julgado por três acusações de estupro, três de agressão sexual e uma de ato obsceno contra seis mulheres entre 1999 e 2009.

      O ator de 51 anos nega as acusações e disse à polícia, após sua prisão, que nunca havia se envolvido em atividade sexual não consensual e que as denunciantes poderiam ter reimaginado os acontecimentos.

      A última denunciante no caso, que alega que Brand a estuprou analmente depois que ela foi voluntariamente à casa dele para ter relações sexuais consensuais, disse que, cerca de seis meses após o suposto incidente, ela por acaso viu o comediante no Festival de Edimburgo, onde estava trabalhando.

      Em um depoimento à polícia reproduzido no tribunal, ela disse que ele então lhe enviou uma mensagem de texto, à qual ela respondeu, questionando por que ele estava mandando mensagens para ela.

      “Porque você é nojenta e eu quero te humilhar ainda mais”, afirmou ele, segundo ela.

      A mulher contou à polícia que respondeu a Brand dizendo que ele já a havia levado longe o suficiente e “a tratou como um animal”. A resposta imediata dele foi “Sinto muito”, disse ela.

      A troca de mensagens a deixou se sentindo “realmente humilhada” e “como um pedaço de carne”, afirmou ela no depoimento.

      Na terça-feira (20), o tribunal ouviu que a mulher havia concordado em participar de um encontro sexual com Brand e outra mulher no camarim do comediante após assistir a uma de suas apresentações e, cerca de uma semana depois, foi à casa dele para ter relações sexuais consensuais.

      O advogado de Brand, Ian Winter, argumentou com a mulher — que se descreveu como uma grande fã de Brand — que ela havia concordado em fazer sexo anal com o comediante. Ele sugeriu que ela atendeu ao pedido dele porque era “jovem, impressionável e obcecada” por ele.

      “Eu não concordei em fazer isso”, ela repetiu várias vezes. “Eu não dei meu consentimento para isso”. Ela afirmou que ele ignorou seus pedidos para que parasse.

      Depois disso, ela afirmou que Brand parecia horrorizado e que ela achou que ele fosse se desculpar, mas, em vez disso, ele disse a ela: “você precisa limpar a bagunça” e, em seguida, ficou assistindo televisão, atendeu uma ligação e saiu do quarto.

      IBGE: maioria das vítimas de violência sexual tinha 13 anos ou menos

       

      Estoril Conferences e o turismo da academia e da reflexão

      21 October 2026 at 17:35

      Em 2009, ano em que Barack Obama assumiu a presidência dos EUA, recebeu o Nobel da Paz, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de gripe A, Cascais organizava, pela primeira vez, as Conferências do Estoril.

      A décima edição acontece já na próxima semana, em tempos muito diferentes mas igualmente férteis para o debate internacional a que a Câmara Municipal de Cascais, a Nova SBE e a NOVA Medical School se propõem a cada dois anos.

      “Reignite Democracy – Where Everyone Is a Part Of” é o mote do evento, que receberá meia centena de oradores convidados para discutirem sobre os temas que marcam a atualidade.

      Há um aspeto simbólico que marca a realização do evento: a 10.º edição das Conferências doEstoril decorre no ano em que Cascais é Capital Europeia da Democracia. “É um título que foi atribuído a Cascais por milhares de cidadãos da Europa. É também em salas e em debates, como as Conferências do Estoril que se vive e se pratica a democracia”, afirmou Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, em entrevista ao JE.

      Financiado pelo Turismo de Cascais, o evento tem servido de plataforma de promoção do concelho, que goza de um turismo que vai além das praias e dos parques naturais. É um turismo “ligado à academia, à reflexão e ao pensar, em que queremos continuar a apostar”.

      Na autarquia há vários mandatos, esta é, contudo, a primeira edição a que Nuno Piteira Lopes irá como Presidente da Câmara. Em 2021, a conferência deixou de ser “exclusivamente de reflexão política, de pensamento, e passar também a ser também com relevância académica e científica, uma vez que faz parte, inclusivamente, do próprio currículo da universidade Nova SBE”, explica.

      Do lado da instituição universitária, Pedro Oliveira diz ao JE que o tema desta edição “resulta de uma reflexão estratégica entre as três entidades organizadoras”. “Nessa reflexão procurámos identificar os desafios internacionais mais relevantes e aqueles para os quais as Conferências podem trazer um contributo diferenciador”, analisa.

      “Nesta edição, houve um alinhamento de vontades na escolha de Reignite Democracy – Where Everyone Is a Part Of, valorizando o contributo de cada instituição nas suas principais áreas de conhecimento e intervenção. O tema desenvolve-se em torno de cinco pilares fundamentais: Política; Educação; Saúde e Resiliência; Inteligência Artificial e Tecnologia; Paz Global”, acrescentou, sublinhando que o programa segue três princípios editoriais claros: relevância internacional, diversidade de perspetivas e contributo efetivo para as questões que queremos debater.

      E é essa “orientação que explica a presença de personalidades como Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, Enrico Letta, antigo primeiro-ministro italiano, e Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz, mas também de referências da tecnologia, da educação, da saúde e do mundo empresarial, como Audrey Tang, Annamaria Lusardi, Virgílio Bento e Mário Centeno”.

      As Conferências do Estoril acontecem nos dias 29 e 30 de outubro, no Campus da Nova SBE (Nova School of Business and Economics), em Carcavelos, no concelho de Cascais.

      The Creator A-List: The 25 Influencers Who Matter Most to Hollywood

      21 October 2026 at 17:00
      Hollywood once dismissed them. Now it’s casting them, courting them and counting on them to deliver audiences. Meet the social media stars the industry is obsessed with.

      Rojo, amarillo y a veces blanco: qué indican las marcas de colores que aparecen en los neumáticos nuevos

      21 October 2026 at 16:26

      Al comprar neumáticos nuevos o fijarse en las ruedas de un coche recién estrenado, es habitual encontrar líneas rojas, amarillas, verdes o blancas sobre la goma. También pueden aparecer pequeños puntos de distintos colores en sus laterales. Aunque estas señales pueden generar dudas entre los conductores, su presencia suele responder a necesidades técnicas relacionadas con la fabricación y el montaje. Sin embargo, no todas tienen la misma función ni existe un código universal que permita interpretar cada color de la misma manera.

      Las líneas de colores: un código interno de fábrica

      Las franjas que recorren longitudinalmente la banda de rodadura de un neumático nuevo se utilizan principalmente durante los procesos de fabricación, identificación y clasificación. En instalaciones industriales donde se producen numerosas referencias, estas marcas facilitan la identificación visual de determinados productos o lotes y ayudan a organizar las distintas fases de producción y almacenamiento.

      Los colores pueden variar entre fabricantes e incluso entre diferentes modelos. Por este motivo, una línea roja no significa necesariamente lo mismo que una amarilla o una blanca, ni permite deducir por sí sola las prestaciones de la cubierta.

      Tampoco indican que un neumático tenga más agarre, sea más resistente o pertenezca a una categoría de calidad superior. Su presencia no constituye una señal de defecto y, a medida que el vehículo circula, estas franjas suelen desaparecer por el desgaste normal de la banda de rodadura.

      Qué significan los puntos rojos y amarillos

      Los pequeños puntos situados en el flanco del neumático, en cambio, pueden aportar referencias útiles para el montaje. Aunque su significado depende del fabricante, existen dos interpretaciones habituales.

      El punto amarillo suele señalar la zona más ligera del neumático. Durante la instalación, el profesional puede utilizarlo como referencia para situarlo frente a la válvula de inflado, que puede representar una parte más pesada del conjunto. Esta orientación ayuda a compensar las diferencias de peso y facilita el equilibrado de la rueda.

      El punto rojo, por su parte, puede identificar una zona en la que se registra una variación de la fuerza radial del neumático. Si la llanta dispone de una marca de referencia compatible, el instalador puede aprovechar ambas señales para mejorar el ajuste del conjunto.

      Estas indicaciones no aparecen necesariamente en todos los modelos y su interpretación debe confirmarse con las instrucciones del fabricante.

      ¿Y si aparece una marca blanca?

      El color blanco también puede utilizarse como referencia técnica en determinados neumáticos, pero no tiene un significado único aplicable a todas las marcas. Según el sistema empleado, puede identificar características relacionadas con los controles de fabricación o con la uniformidad del producto.

      Por tanto, estas señales no deben confundirse con los datos que realmente permiten elegir un neumático adecuado. Para ello, conviene comprobar las medidas, los índices de carga y velocidad y las especificaciones recomendadas para el vehículo.

      En definitiva, las líneas y los puntos de colores forman parte de los procesos industriales o de montaje. No son una escala de calidad ni una advertencia para el conductor, aunque algunas marcas sí ayudan al profesional a instalar correctamente la rueda.

      © istock

      Rojo, amarillo y a veces blanco: qué indican las marcas de colores que aparecen en los neumáticos nuevos

      Las cámaras de la DGT que vigilan la línea continua en Madrid están multando de forma ilegal desde 2025

      By: F. C.
      21 October 2026 at 14:04
      La compañía DVuelta ha ganado 392 recursos por estas sanciones, que la DGT no ha recurrido, aunque sigue multando. La razón es la operativa que se usa: no se aporta foto del momento exacto en el que se pisa la linea contínua y tampoco se avisa de la existencia del dispositivo. La multa es de 200 euros. Leer

      La compañía DVuelta ha ganado 392 recursos por estas sanciones, que la DGT no ha recurrido, aunque sigue multando. La razón es la operativa que se usa: no se aporta foto del momento exacto en el que se pisa la linea contínua y tampoco se avisa de la existencia del dispositivo. La multa es de 200 euros.

      GWM Tank 300, la prova de Il Fatto.it – Il fuoristrada cinese che non teme ostacoli – FOTO

      21 October 2026 at 09:00
      1 / 6

      great wall tank 300

      2 / 6

      great wall tank 300

      3 / 6

      great wall tank 300

      4 / 6

      great wall tank 300

      5 / 6

      great wall tank 300

      6 / 6

      great wall tank 300

      Il Lago Maggiore è lì vicino, ma oggi il panorama si guarda di sbieco. È una giornata d’autunno ancora calda, il cielo promette pioggia e poi ci ripensa. Nell’area tecnica dove proviamo la GWM Tank 300, invece, le intenzioni sono chiare: rampe, pendenze laterali e passaggi stretti servono a capire quanto valgano le promesse di questo fuoristrada cinese.

      Dopo Ora 5 e H7, GWM porta in Italia il marchio Tank, dedicato all’off-road. Secondo le stime della casa cinese, i fuoristrada con telaio a longheroni nel marcato Italia circa duemila unità l’anno: una nicchia nella quale c’è spazio per chi offre meccanica specialistica e prezzi accessibili. GWM punta a dieci modelli italiani entro il 2027.

      “Born to be wild”, cantavano gli Steppenwolf. Davanti alla Tank 300 il ritornello viene spontaneo: carrozzeria squadrata, fari rotondi, passaruota pronunciati e ruota di scorta sul portellone. Lunga 4,76 metri e larga 1,93, con una presenza robusta che trova sostanza nel telaio a longheroni, nell’assale posteriore rigido e nelle protezioni sottoscocca. Qui il vestito da esploratore ha parecchie tasche utili.

      Saliamo a bordo e il registro cambia. La posizione di guida è alta e comoda, la plancia ben disegnata, i sedili rivestiti in pelle Nappa. Davanti abbiamo due schermi da 12,3 pollici: convincono le grafiche e il modo in cui si passa fra le schermate dell’infotainment. Ci sono Apple CarPlay e Android Auto wireless, climatizzatore bizona, tetto panoramico, ricarica senza fili e sedili anteriori riscaldati e ventilati, con massaggio per il driver. Un ambiente accogliente anche quando fuori il terreno suggerisce di tenersi forte.

      La nostra prova riguarda la plug-in Hi4-T, che abbina un 2.0 turbo a benzina a un motore elettrico: 408 cavalli e 750 Nm complessivi, cambio automatico a nove rapporti e trazione integrale meccanica con riduttore. La batteria da 37,11 kWh offre un’autonomia elettrica dichiarata di 95 chilometri; il collegamento meccanico permette al termico di continuare a muovere le ruote anche quando la carica disponibile si riduce.

      Sul percorso la Tank si comporta bene. Affrontiamo salite ripide, discese impegnative e pendenze laterali con una sensazione di controllo convincente. Le geometrie aiutano: sulla plug-in l’angolo di attacco è di 32°, quello di uscita di 33° e quello di dosso di 22°. L’altezza minima da terra è di 222 mm, mentre la capacità di guado dichiarata raggiunge 70 centimetri. Sul diesel i valori salgono rispettivamente a 33°, 34°, 23° e 224 mm.

      Ridotte e bloccaggi dei differenziali anteriore e posteriore aiutano a trovare trazione nei passaggi più difficili. In discesa c’è l’Hill Descent Control; il Crawl Control, cruise control da fuoristrada, mantiene invece l’andatura impostata anche in salita, gestendo acceleratore, cambio e freni e lasciandoci concentrare sulla traiettoria. Le telecamere, con la vista virtuale sotto la vettura, mostrano il terreno davanti alle ruote: scegliere dove appoggiarle diventa molto più semplice.

      Nei tratti stretti arriva il Tank Turn. Il sistema frena la ruota posteriore interna e aiuta il mezzo a chiudere la curva con un raggio sensibilmente ridotto. Lo proviamo e l’effetto è evidente: un aiuto concreto dove altrimenti servirebbero più manovre.

      La gamma comprende anche il 2.4 turbodiesel da 184 cavalli e 480 Nm, con automatico a nove rapporti. Unico allestimento Premium, ricco di dotazioni e con oltre venti assistenti alla guida: 46.500 euro per il diesel, 51.400 per la plug-in, messa su strada inclusa e IPT esclusa. Il diesel parte al lancio da 39.940 euro con permuta o rottamazione, escluse messa su strada e IPT. Consegne da novembre e garanzia di sette anni o 150.000 chilometri. Una proposta convincente per chi guarda a mezzi con capacità fuoristradistiche ma anche confortevoli a un prezzo che merita attenzione.

      L'articolo GWM Tank 300, la prova de Il Fatto.it – Il fuoristrada cinese che non teme ostacoli – FOTO proviene da Il Fatto Quotidiano.

      ¿Cómo puedo ahorrar un 20% en la factura de la gasolinera?

      21 October 2026 at 08:40

      El incremento de los precios de los carburantes está incidiendo en las economías de las familias. Con el precio de la gasolina y el diésel cerca de los dos euros por litro, la factura en la gasolinera se ha incrementado de manera sustancial en los últimos meses. Ante esta situación, el ahorro de combustible se ha convertido en uno de los objetivos de todos los automovilistas.

      Para lograr estos ahorros de consumo, Manuel Magro, formador de Mecánica y Diagnosis en Norauto, ha recopilado los puntos clave y los hábitos de conducción que permiten recortar drásticamente el consumo de carburante y las emisiones contaminantes. A continuación, se detallan los consejos del experto para lograr una conducción más eficiente y sostenible.

      1. El mantenimiento preventivo: la clave mecánica

      Un motor eficiente es un motor limpio. Por ello, el mecánico de la marca destaca tres elementos críticos:

      -Los neumáticos: circular con una presión inferior a la recomendada por el fabricante incrementa la resistencia a la rodadura. Esto no solo eleva el consumo de combustible alrededor de un 3 %, sino que acelera el desgaste del neumático y compromete la seguridad.

      - Filtros de aire y aceite: un filtro de aire obstruido impide que el motor «respire» correctamente, empeorando la mezcla de combustión y aumentando el gasto de carburante.

      - Descarbonización y sistema de inyección: con el tiempo, se acumula carbonilla en el motor. Realizar una limpieza del sistema de inyección o una descarbonización ayuda a recuperar la eficiencia original del motor y reduce las emisiones de gases nocivos de cara a la ITV.

      2. Hábitos al volante que transforman el consumo

      - Conducción eficiente: evitar los acelerones bruscos y las frenadas de última hora. Mantener una velocidad uniforme y utilizar el freno motor (reducir marchas) ayuda a mantener el consumo a cero durante las deceleraciones.

      - Uso de marchas largas: se recomienda cambiar de marcha entre 1.500 y 2.000 rpm en motores diésel y entre 2.000 y 2.500 rpm en motores de gasolina, circulando siempre que sea posible en la marcha más larga adecuada.

      - Apagar el motor en paradas prolongadas: si el coche no dispone de sistema Start/Stop, se aconseja apagar el motor en paradas de más de un minuto (como retenciones o semáforos prolongados), ya que el ralentí sigue consumiendo combustible y emitiendo gases.

      3. Logística y climatización

      - El peso y la aerodinámica: llevar el maletero lleno «por si acaso» o mantener instalados los portaequipajes o la baca cuando no se utilizan penaliza la aerodinámica y aumenta el peso, lo que dispara el consumo, especialmente en autopista.

      - Uso inteligente del aire acondicionado: el aire acondicionado consume energía. El experto recomienda usarlo de forma moderada y recurrir a las ventanillas bajadas solo en ciudad (a bajas velocidades), ya que en autopista las ventanillas abiertas perjudican la aerodinámica y pueden provocar un consumo superior al del propio aire acondicionado.

      4. Consejos para los conductores de coches híbridos

      Para quienes conducen un coche híbrido, el mecánico de Norauto destaca que el secreto está en aprender a gestionar la energía:

      - Aprovechar la frenada regenerativa: a diferencia de un coche convencional, al levantar el pie del acelerador o frenar de forma suave y anticipada, el motor eléctrico actúa como un generador, recuperando energía para la batería. «Hay que aprender a 'frenar con la mirada', anticipándose a los semáforos para recargar la batería gratis», añade el experto.

      - Uso estratégico de los modos de conducción: utilizar el modo Eco en ciudad suaviza la respuesta del acelerador y prioriza el uso del motor eléctrico. En el caso de los híbridos enchufables (PHEV), se recomienda usar el modo 100 % eléctrico (EV) en núcleos urbanos y reservar el modo híbrido para las autopistas, donde el motor térmico es más eficiente.

      - La importancia de salir con la batería cargada (en PHEV): enchufar el vehículo en casa o en el trabajo de forma regular permite que los trayectos diarios se realicen sin emisiones directas cuando se circula en modo eléctrico. Conducir un híbrido enchufable con la batería «a cero» obliga al motor de gasolina a mover un coche más pesado debido al peso de las baterías, lo que puede elevar el consumo.

      © EUROPAPRESS

      ¿Cómo puedo ahorrar un 20 % en la factura de la gasolinera?

      Kove 625X PRO, una «trail» muy versátil

      21 October 2026 at 08:35

      Este nuevo modelo de la firma Kove, la 625X PRO, es una ambiciosa oferta en el nutrido mundo de las motos tipo trail de cilindrada media y, por tanto, con un peso comedido y un motor que responde a cualquier tipo de necesidad. Es una moto para moverse con soltura sobre asfalto y, si se requiere, puede defenderse en pistas de tierra. Una solución muy polivalente que se ofrece a un precio más que asequible: 6.597 euros.

      Se trata de una moto dirigida a un amplio número de usuarios que buscan combinar con eficacia y deportividad el uso en carretera con la posibilidad de meterse, de vez en cuando y sin sorpresas, en tramos off-road ligeros. Su equipamiento de serie incluye radar trasero con funciones de asistencia a la conducción, control de tracción desconectable, suspensiones regulables, pantalla TFT con conectividad, sistema de control de la presión y temperatura de los neumáticos, puños y asiento calefactables, iluminación full LED, llave inteligente (*Smart Key*) y dos modos de conducción: Sport y Eco.

      El estilo de la nueva Kove 625X PRO, con unas dimensiones contenidas, se refuerza con su gran depósito de 21 litros de capacidad y su eficaz cúpula frontal, dos detalles que la definen como una motocicleta rutera. La suspensión delantera, de tipo horquilla invertida, sus llantas de radios de 19 pulgadas en el eje delantero y de 17 en el trasero, y los neumáticos mixtos son detalles que amplían su radio de acción: recorridos sobre asfalto y pistas de tierra, aunque, como buena trail, no es una moto de enduro. Una vez sentados sobre ella, con un asiento situado a 820 mm de altura respecto al suelo, nos encontramos con una posición cómoda y elevada, dos características que ofrecen una conducción relajada y aportan un alto nivel de seguridad a bajas velocidades, por ejemplo, en recorridos urbanos.

      El motor, un bicilíndrico firmado por Loncin, dispone de 581 cc, no 625, y ofrece 62,5 caballos de potencia. El chasis es una estructura de doble cuna de acero. Todo ello se traduce en un peso de 221 kilos que, en marcha o a baja velocidad, apenas se aprecia gracias a su gran manejabilidad, pese a que pueda parecer todo lo contrario. La frenada se confía a un par de discos en el eje delantero y otro en el trasero, dimensionados para una moto pensada para viajar y para poder llevar un equipaje voluminoso y, a veces, pesado. Dispone de un sistema ABS desconectable con tres modos de utilización: activo en ambas ruedas, solo en la delantera o desconectado en las dos, por si queremos circular por pistas de tierra. El cuadro de instrumentos es una pantalla TFT de 6,75 pulgadas, con conectividad mediante una aplicación de Kove.

      Dinámicamente, la nueva 625X PRO es una motocicleta que invita a rodar por carreteras sinuosas gracias a su motor y a su noble estabilidad sobre el asfalto, lo que aporta un alto nivel de seguridad, un aspecto en el que los neumáticos mixtos sorprenden por su efectividad. Así, todo el conjunto se muestra muy equilibrado, tanto para el usuario experimentado como para el que quiera iniciarse, incluso para acceder a pistas de tierra. Eso sí, pistas con una dificultad media, ya que no es una enduro, sino una magnífica oportunidad para descubrir nuevos territorios. De momento, la 625X PRO es una de las ofertas más interesantes, tanto por funcionalidad como por precio, dentro del cada vez más abigarrado segmento de las trail medias en nuestro mercado.

      © LR

      Kove 625X PRO, una «trail» muy versátil

      © LR

      Kove 625X PRO

      Leapmotor B10 BEV tem bom custo-benefício, mas peca na falta de itens

      21 October 2026 at 08:30

      O Leapmotor B10 é o carro elétrico de entrada da marca chinesa. O SUV tem preço de R$ 182.990 e porte maior do que o Volkswagen Taos. O preço é R$ 10 mil a mais do que quando o carro foi lançado, em novembro de 2025. 

      Com uma autonomia razoável e uma boa lista de equipamentos, o B10 BEV está na 15ª posição de emplacamentos entre os modelos 100% elétricos. Este ano foram 1.349 vendas entre janeiro e setembro. 

      Para entender um pouco mais sobre as curiosidades do Leapmotor B10 elétrico, a reportagem da CNN Brasil testou o modelo por mais de 500 quilômetros em trajeto exclusivamente urbano. 

      Um dos pontos mais chamativos do carro é a dirigibilidade. Na cidade, o B10 tem uma suspensão que agrada para a grande maioria dos terrenos. Com um tamanho médio, não é difícil encontrar locais para estacionar. A câmera 360º também facilita quando o local é mais apertado. 

      Além disso, o B10 também conta com a função de chassi transparente, onde faz uma projeção embaixo do carro baseada nas quatro câmeras que estão instaladas ao redor do veículo. 

      • Comprimento: 4.515 mm;
      • Largura da carroceria: 1.885 mm (s/espelhos) / 2.110 mm (c/espelhos);
      • Altura do veículo: 1.670 mm;
      • Distância entre eixos: 2.735 mm;
      • Altura mínima do solo: 185 mm;
      • Ângulo de entrada: 22º;
      • Ângulo de saída: 28º.

      O B10 tem um motor elétrico traseiro que entrega 218 cv de potência e 24,5 kgfm de torque. A potência é suficiente para o uso tanto na cidade quando na estrada. 

      O B10 também conta com três modos de condução: Confort, Standard e Sport, cada um desenhado para se ajustar aos diferentes perfis de seus proprietários.

      Também é possível alterar outros parâmetros da dirigibilidade do veículo, incluindo intensidade do freio regenerativo, controle do Auto-Hold, assistente de descida (HDC), entre outros recursos.

      Interna do Leapmotor B10 100% elétrico
      Interna do Leapmotor B10 100% elétrico • Rodrigo Barros/CNN Brasil

      O porta-malas do SUV tem 405 litros de capacidade, que podem ser expandidos para mais de 1.600 litros com os bancos traseiros rebatidos.

      Além disso, há um compartimento de 21,5 litros sob o capô e 22 porta-objetos distribuídos por todo o interior do B10, maximizando o aproveitamento do amplo espaço dentro do SUV.

      Em termos de segurança, o SUV também tem um bom sistema. O B10 oferece ADAS de nível 2 e itens como centralização de faixa, alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, detecção de ponto cego, aviso de abertura de porta, aviso de saída de faixa, assistente de permanência em faixa, aviso de colisão traseira, entre outros.

      Confira dez curiosidades sobre o Leapmotor B10 BEV: 

      • O B10 BEV não tem bancos elétricos;
      • O carregador por indução tem boa posição, mas não conta com climatização;
      • Retrovisor não conta com rebatimento elétrico;
      • O sistema de som é bom: Theater Sound System com 6 alto-falantes;
      • A recarga na tomada é rápida com até 140 kW;
      • O interior tem design minimalista e é semelhante aos demais da marca;
      • Multimídia 14,6 com espelhamento para Android e Apple;
      • B10 tem sistema de câmeras e pode ser gravada com uso de um Pen-drive;
      • ADAS nível 2 torna condução mais segura;
      • Espaço interno é muito bom mesmo para cinco ocupantes

      Carro elétrico popular vai dar certo na Europa? E no Brasil?

       

      Cyprus credit scores: What you don’t know

      21 October 2026 at 08:19

      Before applying for a loan in Cyprus, there’s something worth checking. Your credit score could reveal how lenders assess you – and you can request your credit report for free once a year.

      In the Money Doctor series, Professor of Finance Panayiotis C. Andreou tackles the financial questions, habits and decisions that affect everyday life in Cyprus.

      Practical, accessible and without unnecessary jargon, Money Doctor is designed to help you understand your money – before an expensive mistake does it for you.

      Dr Panayiotis C. Andreou, “The Money Doctor”, is Professor of Finance at the Cyprus University of Technology, President of the Financial Wellbeing Institute, and creator of the Money Doctor® financial education platform. He also serves on the Scientific Advisory Committee of the Cyprus Financial Literacy and Education Committee.

      His work focuses on financial literacy, financial wellbeing and the way knowledge, habits and behaviour shape everyday financial decisions. Through Money Doctor®, he aims to make evidence-informed financial knowledge accessible and practical, helping people better understand their money and make more informed decisions.

      The Money Doctor series | Hosted within Cyprus Mail’s Financial Literacy initiative, which is supported by XM.

      Consolidação, deixa pouco espaço para mais ambição no alívio fiscal

      21 October 2026 at 07:49

      Este Orçamento podia ir mais além no alívio da carga fiscal sobre as empresas e famílias?
      Sem dúvida. Aliás, uma das críticas que pode ser feita à PLOE 2027 é precisamente a de que, mantendo uma forte preocupação com a consolidação orçamental, acaba por deixar pouco espaço para medidas mais ambiciosas de alívio fiscal.
      Nas empresas, poderia ter ido mais longe na redução da derrama estadual, das tributações autónomas e na simplificação dos incentivos ao investimento, áreas que continuam há vários anos a ser identificadas como fatores de perda de competitividade. Do lado das famílias, além das medidas já previstas em IRS, poderia ter sido equacionada a atualização de algumas deduções fiscais que permanecem inalteradas há vários anos, nomeadamente atualizar o limite de 250 euros por sujeito passivo da dedução de despesas gerais familiares, inalterado desde 2015, ou a introdução de incentivos à poupança de médio e longo prazo.

      Quais as medidas fiscais com maior impacto nas empresas?
      Em primeiro lugar, a redução da taxa geral de IRC para 18%, inserida na trajetória já definida de redução gradual da tributação das empresas. É a medida com maior impacto transversal na competitividade do tecido empresarial. Em segundo lugar, a manutenção e prorrogação de vários incentivos fiscais, incluindo o SIFIDE II. E em terceiro, algumas medidas de simplificação e redução de encargos administrativos, como o novo adiamento da entrega do SAF-T da contabilidade e a dispensa de determinadas obrigações relacionadas com inventários.
      A principal nota é que as medidas com maior impacto para as empresas são precisamente as que já tinham sido anunciadas ou aprovadas fora da própria PLOE 2027. A PLOE em si contém poucas novidades relevantes em matéria de fiscalidade empresarial, o que reforça a ideia de que estamos perante uma PLOE de continuidade mais do que de reforma.
      Quais as medidas fiscais com maior impacto nas famílias?
      Por um lado, a nova redução das taxas de IRS do 1.º ao 6.º escalão, entre 0,3 e 0,5 p.p., aplicável aos rendimentos de 2026 e abrangendo rendimentos coletáveis anuais até 43.090 euros. Esta medida foi aprovada à margem da PLOE 2027. Por outro lado, e já no âmbito da PLOE 2027, propõe-se a atualização dos escalões de IRS, da dedução específica e do limite do mínimo de existência para 2027, bem como confirma-se a prorrogação do Programa Regressar e da isenção de IRS no âmbito do incentivo fiscal à habitação dos trabalhadores, bem como a manutenção do IRS Jovem.

      Qual é o impacto da atualização dos escalões do IRS no rendimento das famílias?
      A alteração nos escalões do IRS traduz-se, de acordo com as simulações efetuadas, num aumento do rendimento disponível em todos os níveis salariais analisados, embora com impactos diferenciados. É também relevante a subida do limiar de aplicação da taxa adicional de solidariedade, de 80 mil para 89.995 euros de rendimento coletável, passando a taxa incidir apenas no último escalão.

      Nas empresas, as medidas são suficientes face aos problemas crónicos de capitalização?
      Diria que não. O problema da capitalização das empresas portuguesas é estrutural e a PLOE 2027 pouco acrescenta nesta matéria.
      A continuidade da redução do IRC é positiva, mas não substitui uma estratégia de reforço dos capitais próprios das empresas. Num contexto de taxas de juro mais elevadas e de desaceleração económica, seria desejável uma maior aposta em medidas que incentivassem a entrada de capital nas empresas e a retenção e reinvestimento de lucros.
      Nesse sentido, teria sido interessante reforçar o Incentivo à Capitalização das Empresas, por exemplo através do alargamento das entradas elegíveis para efeitos do benefício ou do aumento da taxa potencialmente aplicável.

      Joaquim Miranda Sarmento: “É um Orçamento pragmático, equilibrado, de responsabilidade”

      21 October 2026 at 07:45

      Como classifica este Orçamento do Estado?
      É um Orçamento pragmático, equilibrado, de responsabilidade, que prossegue a consolidação orçamental, continuando o caminho de redução da carga fiscal, mantendo a despesa pública controlada, reforçando o investimento e a melhoria dos serviços públicos, assim como a valorização dos rendimentos das famílias e das carreiras dos trabalhadores da Administração Pública e dos pensionistas.
      Numa altura de grande incerteza, com vários focos de instabilidade internacional, este equilíbrio é extremamente relevante.
      Este é um Orçamento que não aumenta nenhum imposto, nem mesmo a atualização dos impostos especiais sobre o consumo à taxa de inflação. Ao mesmo tempo, teremos a sexta descida do IRS em três anos, contando já com a redução extraordinária em novembro deste ano.

      O Governo admite manter em 2027 o mecanismo extraordinário de desconto no ISP, se os preços dos combustíveis continuarem elevados, ou exclui essa possibilidade?
      Tal como disse na apresentação da proposta de Orçamento de Estado, este mecanismo representa, neste momento, um desconto de cerca de 23 cêntimos por litro. Esse apoio totaliza cerca de 1,3 mil milhões de euros em 2026. A isto somam-se os apoios a vários setores, incluindo os operadores de transportes, atenuando por essa via o alastramento do impacto do aumento dos preços dos combustíveis pelas cadeias de valor e, consequentemente, na inflação com que as famílias se veem confrontadas. Vamos continuar a acompanhar a situação e a apoiar setores específicos.
      A aplicação de medidas transversais é pouco eficiente e tem um custo orçamental muito elevado. Não é o Governo que o diz – todas as principais instituições internacionais defendem apoios direcionados (FMI, Comissão Europeia, OCDE, BCE…). É preferível continuar a dar mais rendimento às famílias para que estas possam fazer as suas escolhas e foi essa a opção que o Governo tomou. O Governo continua atento e a monitorizar a situação. Recorde-se, aliás que fomos dos primeiros a agir quando começou o conflito no Irão e, de acordo com a Comissão Europeia, o quinto Estado europeu com mais medidas em percentagem do PIB.

      O que é que justifica a diferença entre o excedente de 0,1% do Governo e o défice previsto pelo CFP de 0,2%?
      O CFP tem as suas previsões e nós temos as nossas, e respeitamos absolutamente a independência desta instituição. Recordo que, em 2025, praticamente todas as entidades oficiais previam défice e o Governo foi o único, a caminhar até um pouco isolado, a acreditar que acabaria o ano com um excedente e assim foi.
      Em 2025, terminámos o ano com um excedente de 0,7% quando o CFP previa saldo nulo. O FMI, a única instituição com previsões orçamentais atualizadas para Portugal além do CFP e do Ministério das Finanças, prevê um saldo orçamental equilibrado em 2026 e 2027.
      Portanto, nós acreditamos que será possível terminar este ano de 2026 com um saldo em torno de zero e que no próximo teremos um ligeiro excedente em torno de 0,1% do PIB.

      Está previsto um crescimento do PIB de 2,1% no próximo ano ainda aquém da meta
      de crescimento de 3% que consta do programa do Governo. A que se deve este menor crescimento face ao cenário projetado de 2,9% em 2027, estabilizando em 3,2% em 2028 e 2029?
      Temos de ter presente todos os choques externos que, entretanto, ocorreram e que não afetaram só Portugal, mas a Europa e o Mundo, bem como o facto de nem todas as reformas que o governo propõe no seu programa eleitoral tenham passado no Parlamento, como é o caso do Código do Trabalho.
      Desde as tarifas norte-americanas, à duração do conflito Rússia-Ucrânia ou mais recentemente ao conflito no Irão, todos foram fatores de instabilidade política e económica com impactos nas cadeias comerciais. Acresce ainda o ressurgimento da inflação e subsequente aumento da restritividade da política monetária, contrariando as expetativas do início do ano, que apontavam para algum alívio adicional das taxas de juro.
      No caso português, em particular, enfrentamos ainda as tempestades no início deste ano com todos os custos inesperados que daí ocorreram.
      O que importa reter é que, mesmo com estes fatores externos, que não dependem da vontade do Governo, Portugal está a crescer acima da média europeia e as previsões apontam para que assim se mantenha nos próximos anos. Estamos a conseguir manter as contas públicas equilibradas e a reduzir a dívida pública a um ritmo superior a alguns dos nossos parceiros europeus.

      Que despesa permanente foi ou vai ser criada pelo PRR? Ou seja, que reformas
      e despesas permanentes terão de continuar a ser financiadas pelo Orçamento do Estado mesmo depois do fim do PRR? Que custo anual terão essas despesas?
      Como já é público, foi aprovado em Conselho de Ministros a disponibilização de 200 milhões de euros para os projetos do PRR que ficaram por concluir até ao final de 2026, via Orçamento do Estado. Como sempre dissemos, nenhum projeto ficará por fazer. Para lá de 2026, persistem vários efeitos orçamentais do PRR, muito difíceis de quantificar de forma agregada: tratando-se os projetos do PRR em muitos casos de infraestruturas, naturalmente terão custos de manutenção. No entanto, muitos projetos, como a digitalização da Administração Pública, poderão levar a poupanças significativas para o Estado. Adicionalmente, os investimentos do PRR deverão ter um impacto positivo na produtividade e, como tal, no crescimento económico do país, com reflexos positivos na receita fiscal.

      Empresários avaliam o próximo OE como insuficiente e com falta de respostas para o crescimento económico. Argumentam que o esforço fiscal continua a pressionar a economia e dificulta atividade das empresas. É necessário ir mais longe, ainda que as contas públicas não o permitam, no próximo Orçamento?
      Este é um orçamento que pretende dar resposta aos problemas dos portugueses, sejam eles famílias, mas também empresas.
      Vamos implementar a terceira redução consecutiva de IRC. Repare que, quando chegámos ao Governo, esta taxa estava nos 21% e no próximo ano vai baixar para os 18%, estando já aprovada a redução para 17% em 2028. Estamos a falar de uma redução de impostos para as empresas, só por esta via, de 1.200 milhões de euros. Ainda assim, mantemos o rigor orçamental que nos tem colocado numa perspetiva bastante positiva junto de investidores internacionais, o que fortalece não só o financiamento da República, como o clima económico no país.
      Mas, igualmente importante para as empresas, para a captação de pessoas e alento, são as reduções de IRS que fizemos (este OE é a 6ª), reduzindo as taxas marginais, que em muitos casos, dificulta a contratação de mão-de-obra.

      Porquê a aposta na redução do IRC e o adiamento da redução gradual das derramas (estadual e municipal) prevista no programa de Governo da AD?
      Como já tive oportunidade de dizer, nós vamos avaliar a descida da derrama estadual após 2028. Repetimos o que sempre dissemos até aqui: faremos tudo para proporcionar um alívio das obrigações fiscais das famílias e empresas sem hipotecar o futuro.

      Como avalia as preocupações do setor empresarial quanto aos incentivos à capitalização e ao investimento produtivo e da melhoria das condições de financiamento?
      Quanto a essas matérias que refere, como os incentivos à capitalização e ao investimento, há uma série de medidas que já decorrem do programa Acelerar a Economia e que se mantêm no terreno, além de que temos hoje um setor financeiro e um Banco de Fomento muito mais musculados para dar resposta às questões do financiamento.

      O corte das taxas do IRS tem sido apontado como uma medida que deixa de fora metade dos agregados familiares que já estão isentos do IRS devido aos baixos rendimentos. Este Orçamento protege estas famílias mais vulneráveis?
      As famílias mais vulneráveis não são esquecidas neste Orçamento. Como refere, na impossibilidade de apoiar estas famílias através da redução do IRS, o Governo tem atualizado e reforçado os apoios sociais e é isso que vamos continuar a fazer no próximo ano.
      Por exemplo, em 2027 haverá o quarto aumento consecutivo no Complemento Solidário para Idosos, passando dos atuais 670 para 720 euros, num reforço de 100 milhões de euros. A proposta de Orçamento do Estado para 2027 protege também os rendimentos mais baixos porque volta a reduzir novamente o IRS, atualizando o mínimo de existência, para que quem aufere o salário mínimo continue a não pagar imposto (e aumentamos novamente o SMN).
      É preciso recordar que todas as decisões de alívio fiscal deste Governo, desde 2024, têm beneficiado sobretudo os escalões mais baixos. Os valores acumulados de todas as reduções já permitiram devolver perto de um salário a esses escalões de menores rendimentos, de acordo com as nossas simulações.
      Ao não aumentar nenhum imposto, nem mesmo à taxa de inflação, também estamos a proteger aqueles que têm menores rendimentos. Ainda assim, o Governo mantém-se atento e tudo fará para proteger o presente das famílias e empresas, sem hipotecar o seu futuro.

      Aumento de 6% na despesa não chega para as necessidades

      21 October 2026 at 07:41

      O Orçamento do Estado para 2027 não responde às expetativas da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (Confagri) para o setor agroalimentar, que continua sem ver medidas concretas para reduzir os custos de produção, reforçar o investimento agrícola e aproximar as condições dos agricultores portugueses das dos congéneres europeus, nomeadamente dos espanhóis.
      A despesa total consolidada do Ministério da Agricultura e Mar vai aumentar 6,5% em 2027, para 1.625 milhões de euros, sem o efeito do PRR. Apesar do crescimento, o investimento recua 44,6%, para 120,8 milhões de euros, enquanto as transferências de capital caem 31,8%. Com o PRR, a despesa total consolidada diminui 9,5%, para 1.647,3 milhões de euros.

      Nuno Serra, secretário-geral da Confagri, considera que o aumento de 6% da despesa não demonstra que exista financiamento suficiente para responder às necessidades do setor. “O orçamento que está inscrito no Ministério da Agricultura não tem tradução nenhuma daquilo que são as pretensões da Confagri”, afirma.

      Um dos principais problemas é a diferença de custos face a Espanha, nomeadamente nos combustíveis. Nuno Serra recorda que os agricultores portugueses receberam apoios de 10 cêntimos por litro de gasóleo agrícola, enquanto em França o apoio chegou aos 30 cêntimos. A proposta orçamental não apresenta, na sua leitura, sinais de uma resposta para atenuar estas diferenças. Uma posição partilhada por Luís Mira, Secretário Geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

      A Confagri alerta ainda para a falta de verbas adicionais para investimento, numa altura em que o quadro comunitário está esgotado. Segundo Nuno Serra, excluindo as verbas do PTRR, o investimento previsto diminui, deixando o setor numa situação “cada vez mais débil”, sublinhando que o setor agroalimentar representa 3.700 milhões de euros em volume de negócios.

      Para Mira a execuação do orçamento é mais importante do que a verba prevista, apontando as tempestades de 2026 como um dos exemplos de necessidade de maior agilidade na resposta do Governo perante situações de emergência. “O que falhou em 2026.” Questionado sobre a redução da verba, o responsável alerta para as dificuldades de comparação entre orçamentos, uma vez que as rubricas podem mudar de ano para ano e os valores podem ser influenciados por despesas extraordinárias.

      Um novo ciclo orçamental que começa com o fim do PRR

      21 October 2026 at 07:39

      O Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) marca o início de um novo ciclo. Mais corretamente, o fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) obriga ao começo de uma nova etapa. O impacto dos fundos europeus este ano tornam quase impossível uma comparação direta sobre as projeções para o próximo.

      Descontando o PRR, a despesa efetiva do conjunto dos ministérios aumenta 8%, enquanto, incluindo-o, cresce apenas 2,1%, duas décimas abaixo da inflação e menos de metade da expansão de 4,6% da economia, em termos nominais.
      O Ministério das Finanças é um dos que apresenta maiores diferenças entre a evolução da despesa total e da despesa efetiva consolidada. Enquanto a primeira aumenta 65,6%, para 50.735,1 milhões de euros, a segunda diminui 16,4%, para 8.951 milhões. A diferença resulta essencialmente das operações financeiras, nomeadamente empréstimos, participações e aplicações de fundos públicos.

      A Gestão da Dívida Pública, contabilizada num programa autónomo, terá uma despesa efetiva de 8.511,6 milhões de euros, mais 20,1% do que em 2026, refletindo sobretudo o aumento dos encargos com juros. Sinal dos tempos.
      A Reforma do Estado é um dos exemplos mais expressivos da mudança de ciclo orçamental. A despesa efetiva consolidada cai 57%, para 107,6 milhões de euros. Por causa do PRR. Mas a redução esconde uma evolução diferente das dotações financiadas por outras fontes. Excluindo o PRR, a despesa efetiva mais do que duplica, passando de 47,7 milhões para 96,8 milhões de euros, um aumento de 103%. O investimento sem PRR aumenta 325,6%, para 23,7 milhões de euros, destinado sobretudo à Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, responsável por projetos de transformação digital, simplificação administrativa, inteligência artificial e modernização dos serviços públicos.

      Em termos de crescimento absoluto da despesa efetiva, é o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que lidera o reforço de verbas. A dotação aumenta 7,9%, para 30.270,4 milhões de euros. O crescimento deve-se, sobretudo, ao aumento dos encargos com pensões e prestações sociais, incluindo o reforço do Complemento Solidário para Idosos e das dotações para o abono de família. As transferências correntes representam 91,5% da despesa efetiva, num total de 28.377,3 milhões de euros.
      A Segurança Interna, uma das prioridades políticas do OE2027, regista um aumento de 9,3% da despesa efetiva consolidada, para 3.153,8 milhões de euros. Excluindo o PRR, o crescimento seria maior, de 13,1%. As despesas com pessoal aumentam 4,7%, para 2.420,7 milhões, refletindo a valorização das carreiras e das remunerações das forças de segurança.
      O investimento aumenta apenas 0,5%, para 174,6 milhões de euros, embora praticamente duplique quando se exclui o financiamento do PRR em 2026.

      Apesar do compromisso de acelerar o cumprimento das metas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), a Defesa vê a despesa efetiva consolidada diminuir 1,8%, para 3.793,3 milhões de euros. Excluindo o PRR, aumenta 1,3%. A despesa total consolidada atinge 3.798,8 milhões, menos 1,7% do que na estimativa de execução de 2026. A evolução ocorre num contexto de reforço dos compromissos internacionais de Portugal, que pretende atingir uma despesa militar equivalente a 2,15% do produto interno bruto (PIB) em 2027.

      A nova meta da NATO prevê um esforço global de 5% do PIB até 2035, incluindo 3,5% em despesas de defesa propriamente ditas e 1,5% em investimentos relacionados com segurança e resiliência.

      Saúde paga mais
      A seguir ao Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a Saúde apresenta uma das maiores dotações de despesa efetiva, com 17.803,1 milhões de euros, uma redução de 1,4%, ou 259,3 milhões. A diminuição é explicada pelo fim do PRR. Sem esse efeito, a despesa aumenta 3%.

      O Governo prevê gastar cerca de 8.184 milhões de euros com pessoal, mais 5,2%, refletindo a valorização dos profissionais de saúde. Em contrapartida, a aquisição de bens e serviços diminui para cerca de 8.436 milhões de euros. O investimento recua 33,7%, para 678,3 milhões.

      Segue-se a Educação, cuja despesa efetiva consolidada aumenta 1,5%, para 7.787,9 milhões de euros. As despesas com pessoal absorvem 85,1% da dotação, num total de 6.624,2 milhões, mais 256,1 milhões do que em 2026. O reforço permitirá financiar a recuperação do tempo de serviço dos docentes e a progressão das carreiras. No Ensino Superior, Ciência e Inovação, a evolução é negativa: a despesa efetiva diminui 8,2%, para 3.779,3 milhões de euros. Contudo, quando se exclui o PRR, aumenta 9,2%.
      Os Órgãos de Soberania apresentam um aumento de 2,8% da despesa efetiva, para 7.657,3 milhões de euros. A Justiça é outra das áreas com crescimento expressivo, registando um reforço de 9,3%, para 2.128,2 milhões. O aumento destina-se, nomeadamente, à valorização e ao reforço dos recursos humanos, à modernização tecnológica e à transformação digital dos serviços. O Governo pretende acelerar a desmaterialização dos processos e modernizar os sistemas informáticos das plataformas judiciais, reforçando também a utilização de ferramentas de inteligência artificial em tarefas administrativas e no tratamento de informação. O objetivo é reduzir os tempos de resposta e a pendência processual. Estão ainda previstos investimentos nos meios alternativos de resolução de litígios, incluindo o desenvolvimento de mecanismos especializados, como a Câmara de Resolução de Litígios de Contratação Pública.

      As Infraestruturas e Habitação apresentam uma redução de 1,3% da despesa efetiva consolidada, para 5.989,1 milhões de euros. Se considerarmos a despesa total, incluindo operações financeiras, a redução aproxima-se dos 9%. Também aqui o efeito do PRR é determinante: excluindo esse financiamento, a despesa efetiva aumenta 20,8%. O Governo prevê investimentos na promoção e reabilitação da habitação pública, procurando assegurar a continuidade dos projetos depois do encerramento do programa europeu.

      O Ambiente e Energia apresenta uma redução de 2,4% da despesa efetiva, para 2.235,2 milhões de euros. Na despesa total consolidada, a quebra é de 3,2%. Mais uma vez, a evolução é condicionada pelo fim do PRR: sem esse efeito, a despesa efetiva aumenta 17,3%. O programa Energia absorve 842 milhões de euros, enquanto o Governo mantém as prioridades da transição energética, da descarbonização e do reforço da segurança do abastecimento.

      A Economia parece ser o parente pobre do OE2027: tem uma dotação de 1.344 milhões de euros, que contrastam com os 2.312 milhões de euros estimados para 2026. A Coesão Territorial, ‘encaixada’ no mesmo ministério, é ainda mais penalizada: os 426,8 milhões para o próximo ano comparam com os 1.194 milhões estimados para este ano. A medida central para as empresas é a descida da taxa geral de IRC de 19% para 18%, com o objetivo de atrair investimento estrangeiro e aumentar a liquidez das empresas portuguesas. O segmento do Turismo, Comércio e Serviços conta com uma dotação específica de 38,7 milhões de euros destinada à promoção externa de Portugal e à digitalização do comércio de proximidade. No que diz especificamente respeito à Coesão Territorial, o Governo justifica a quebra com o facto de o orçamento anterior ter sido fortemente inflacionado por verbas extraordinárias de apoio às calamidades.

      A Cultura, área que tradicionalmente resiste pouco a tempos adversos (costuma até perder a categoria de ministério, passado a secretaria geral), é também das que sofrem uma acentuada erosão entre o OE2027 e a estimativa para 2026: são menos quase 18%. Está previsto um envelope de 45,5 milhões de euros para o investimento, nomeadamente em programas de recuperação de monumentos, museus e edifícios classificados. Em 2027, Évora será Capital Europeia da Cultura, projeto que contará também com financiamento europeu.
      O ministro Paulo Rangel tem alguns motivos para estar satisfeito: a dotação do OE2027 para a representação externa passa dos 487,5 milhões de euros estimados este ano para 512.2 milhões de euros em 2027. O Ministério dos Negócios Estrangeiros não quererá com certeza passar por ‘sovina’ numa altura em que Portugal avulta como membro não-permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas – o que exigirá com certeza um forte reforço da capacidade diplomática.
      A Juventude e desporto também não se sai mal: entre os dois indicadores há um aumento de 3,8%. O orçamento assegura o arranque do financiamento do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo (PNDD) a longo prazo (que prevê injetar 130 milhões de euros ao longo de 12 anos, abrangendo três ciclos olímpicos).

      PRR foi ‘shot’ de investimento. Haverá agora ressaca?

      21 October 2026 at 07:35

      Habituado a receber cheques chorudos da UE, Portugal confrontou-se nos últimos anos com um desafio de outra dimensão: ingerir 22 mil milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em poucos tragos. Só este ano, o OE2027 estima que haja 11 mil milhões de euros de despesa em contabilidade nacional, entre investimento, consumo intermédio e outros gastos associados à “bazuca”. Despesa que, nessa mesma ótica contabilística de compromisso, simplesmente desaparece em 2027.

      Como não sentir a ressaca?
      O Governo, pelo menos, espera mitigá-la. É certo que o investimento público deverá cair 32,5% no próximo ano (31% em termos nominais), mas o Executivo também acredita que “uma maior execução dos restantes fundos europeus” e o investimento direto estrangeiro vão manter o investimento total em rota de crescimento: 2% em termos reais (4,3% nominais), depois dos 5,7% estimados para 2026.

      Além disso, a ‘bazuca’ fica agora com o ónus de ter retirado força a investimentos empresariais, considera o Governo no relatório do OE2027. “O fim do ciclo de investimento associado ao PRR abre também espaço para uma maior participação do setor privado no desenvolvimento das infraestruturas nacionais. A concentração de recursos financeiros, técnicos e administrativos na execução do PRR limitou, nos últimos anos, a capacidade de lançar novos projetos assentes em modelos alternativos de financiamento”, argumenta o Executivo. No período pós-PRR, será, portanto, “recuperada essa margem de atuação, promovendo uma maior mobilização de capital privado para projetos de interesse público”.

      O relatório aponta para um maior recurso a “parcerias público-privadas, concessões e outros modelos de cooperação com investidores institucionais”, que “poderão desempenhar um papel mais relevante, não apenas pela capacidade de financiamento que proporcionam, mas também pelo contributo que podem dar em matéria de gestão, inovação, eficiência e partilha de risco”. O Governo quer que o investimento deixe “de assentar predominantemente num instrumento extraordinário e temporário”.

      O Conselho das Finanças Públicas é que tem mais dúvidas. Em termos reais, o crescimento de 2% do investimento total previsto pelo Governo está acima de todas as projeções das instituições de referência, que variam “entre -2,5% do FMI e 1,7% da OCDE”, nota o CFP. E a previsão de crescimento do investimento privado, de 13% em termos nominais, é vista como particularmente ambiciosa. “Este aumento do investimento privado, a verificar-se, seria o mais elevado desde 2017 excluindo o período marcado pela pandemia (2020-2022) e compara com um aumento médio de 9,4% entre 2015-2019 e 8,0% entre 2023-2025”, sinaliza a entidade. Ainda por cima, recorda, esperam-se “condições de financiamento mais restritivas para as famílias e empresas”.

      O presidente da CIP também desconfia das previsões. “Estou preocupado com o investimento”, afirma Armindo Monteiro ao Jornal Económico, duvidando que as empresas consigam compensar a quebra do investimento público. O responsável entende que a previsão do Governo é “otimista” e que o OE2027 ficou “órfão do PRR”.

      Estado encaixa mais 2,9 mil milhões

      21 October 2026 at 07:31

      O Governo estima arrecadar, no próximo ano, 70.672 milhões de euros em impostos, mais 2.864 milhões (4,2%) essencialmente devido aos impostos indiretos. O IVA e o ISP são os impostos que mais contribuem para o aumento da receita com acréscimos de 1.526 milhões e 186 milhões, respetivamente. Para este ano, o nível de receita ultrapassa em 3.571 milhões o montante previsto no OE2026 que era 64.237 milhões de euros e é agora revisto para 67.808 milhões. Os impostos indiretos vão pesar 57% da receita fiscal.

      De acordo com o documento, o aumento de receita em 2027 resulta da evolução positiva tanto dos impostos diretos, cujo encaixe deverá aumentar 751 milhões (2,5%), quanto dos impostos indiretos, para os quais se prevê um acréscimo de 2.113 milhões de euros (5,5%).

      Só o IVA dará um contributo de 30.283 milhões, mais 5,3% (1.526 milhões) para a receita fiscal do Estado, representando 43% da variação total (no OE2026 contribuí com 41%). Segundo o Executivo, “o crescimento da receita do IVA reflete o crescimento do consumo privado nominal”.

      No que respeita ao IRC, o Executivo estima que a receita fiscal, em 2027, diminua em 99 milhões, situando-se em 9.605 milhões. Menos 1%, refletindo o corte de 1 p.p. da taxa de IRC.

      No IRS, a receita aumenta 3,4% para 20.385 milhões, mais 679 milhões que refletem sobretudo a evolução favorável esperada do emprego e da remuneração por trabalhador. Também este ano a receita do imposto que recai sobre as famílias deverá ficar 1.147 milhões de euros acima face ao inicialmente previsto no OE2026 (18.559 milhões), refletindo o alívio do IRS já sentido este ano as mexidas do Orçamento em vigor.

      IVA, ISP e Selo representam
      mais de metade da receita
      A receita do IVA, ISP e Selo vai contribuir com 52% da receita de impostos que irá entrar nos cofres do Estado num total de 36.564 milhões, com a grande fatia a caber ao IVA (30.283 milhões). No que respeita aos Impostos Especiais de Consumo, prevê-se que, em 2027, a receita do ISP aumente em 186 milhões de euros, o que corresponde a uma subida de 5,2% para 3.796 milhões. Este aumento decorre do crescimento esperado no consumo privado. E no Selo, a receita ascenderá a 2.485 milhões (mais 6,1%).

      O Executivo estima ainda que a receita do Imposto sobre o Tabaco aumente em 139 milhões de euros (8,1%) e que a receita do Imposto sobre o álcool, as bebidas alcoólicas e as bebidas adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes (IABA) aumente 27 milhões de euros (7,5%), atingindo 392 milhões.

      Já a receita de ISV deverá ascender a 486 milhões de euros, mais 22 milhões (4,7%) que, segundo o Executivo, decorre do aumento esperado no consumo privado. No Selo, estima-se que a receita venha a crescer em 126 milhões (5,4%) para 2.485 milhões. Também no IUC se prevê um efeito positivo na receita, decorrente da evolução do mercado automóvel. São mais 23 milhões com a receita a totalizar 611 milhões.

      ❌