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Vinte assistentes operacionais contratados pela Câmara de Albufeira estão a entrar ao serviço

21 October 2026 at 20:09

Autarquia vai abrir concurso para mais 35 assistentes operacionais e 14 cozinheiros reforçando as equipas das cozinhas e dos refeitórios escolares

A contratação de profissionais, o investimento na vigilância e a melhoria das instalações escolares integram a resposta da Câmara Municipal de Albufeira às necessidades das escolas do concelho, cujas medidas visam reforçar o acompanhamento dos alunos e melhorar as condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino no concelho.

O Município de Albufeira iniciou, no dia 20 de outubro, o reforço das equipas das escolas do concelho. Até ao final do mês, vão entrar faseadamente 20 assistentes operacionais.

Ao mesmo tempo, já foi lançado o procedimento para a abertura de concurso para mais 35 assistentes operacionais e 14 cozinheiros, reforçando as equipas das cozinhas e dos refeitórios escolares.

“É importante esclarecer que os 20 assistentes operacionais não entram todos no mesmo dia. As entradas começaram ontem e vão continuar até ao final do mês. Entretanto, já lançámos o procedimento para contratar mais 35 assistentes operacionais”, explica o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina.

A Câmara vai ainda investir cerca de 150 mil euros na vigilância das entradas das escolas. Com esta medida, os assistentes operacionais que atualmente asseguram parte dessa tarefa poderão ficar mais disponíveis para acompanhar os alunos e apoiar o trabalho diário nos estabelecimentos de ensino.

O Município está também a preparar um protocolo de colaboração com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que poderá permitir a integração de até 30 assistentes operacionais.

Esta colaboração ainda está a ser preparada e terá uma aplicação faseada. Por esse motivo, estes profissionais não são contabilizados nos 20 assistentes operacionais que já começaram a entrar nas escolas, nem nos 35 lugares previstos no novo concurso.

“Queremos dar informação clara e não criar expectativas erradas. Uma coisa são os 20 profissionais que já começaram a entrar. Outra é o concurso para mais 35, cujo procedimento já foi lançado. A colaboração com o IEFP será uma medida adicional, a concretizar mais à frente e por fases”, esclarece Rui Cristina.

Importa ainda salientar que Albufeira já dispõe, em termos globais, de um número de assistentes operacionais superior ao exigido pelos rácios legalmente estabelecidos. Ainda assim, a Câmara Municipal reconhece que existem necessidades específicas em determinados estabelecimentos de ensino e está a trabalhar para lhes dar resposta.

“Cumprimos e até ultrapassamos os rácios exigidos, mas isso não significa que não existam dificuldades. Há situações de baixa, trabalhadores com limitações funcionais, escolas com edifícios e horários diferentes e alunos que precisam de maior acompanhamento. Estamos a analisar essas situações com os agrupamentos, para reforçar as equipas onde existe maior necessidade”, afirma o presidente.

Albufeira recebe do Estado cerca de 11 milhões de euros por ano pela transferência de competências na área da educação. O Município investe, contudo, perto de 20 milhões de euros anuais neste setor.

Recentemente foram também instaladas nove salas modulares, num investimento próximo dos 600 mil euros. Está igualmente a ser preparada a requalificação e ampliação da Escola Secundária de Albufeira, uma intervenção prevista em cerca de 9 milhões de euros.

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“Sabemos que há dificuldades e estamos a responder. Não se resolve tudo de um dia para o outro, mas os primeiros assistentes operacionais e cozinheiros já começaram a entrar nas escolas e o procedimento para contratar mais 35 está em andamento. É com medidas concretas que vamos resolvendo os problemas”, conclui Rui Cristina.

Banco Santander quer criar uma nova corretora de seguros em Espanha

21 October 2026 at 19:23

O Banco Santander, em Espanha, contratou a consultora KPMG para selecionar um parceiro e criar uma nova corretora de seguros dedicada a empresas. No âmbito do projeto, a instituição financeira pretende reter uma posição de 49%, alienando a maioria do capital (51%) ao novo aliado, avança o jornal Expansión (acesso pago). O processo de seleção está em andamento. mas o banco espera fechar a escolha do parceiro antes do final do ano.

Para este processo competitivo, o Santander convidou um grupo restrito de corretoras, onde se incluem a WTW (Willis Towers Watson), Aon, Sabseg e Alkora. Ficaram fora do convite gigantes do setor como a Marsh. A nova empresa conjunta irá canalizar o negócio que o Santander partilha atualmente com a WTW, com quem tem uma parceria comercial focada em clientes empresariais com faturação superior a 50 milhões de euros e que movimenta cerca de 100 milhões em prémios intermediados.

Se a WTW não vencer o concurso arrisca-se a perder a parceria se o banco optar por outro concorrente. A participação da Aon e da Sabseg poderá ainda levantar questões de conflitos de interesses, devido às ligações de responsáveis das duas corretoras ao grupo bancário.

A aposta no segmento empresarial insere-se numa estratégia mais ampla para dinamizar o braço segurador da instituição em Espanha, onde o banco conta com mais de 450.000 clientes empresariais. Atualmente, o Santander regista 2,5 milhões de clientes com seguro no país, para um universo de 9,3 milhões de clientes ativos, o que representa um potencial de crescimento para quase triplicar a sua base atual de segurados.

O Santander mantém também uma parceria com a Mapfre, através da sociedade conjunta Santander Mapfre, cuja atividade se concentra sobretudo nos seguros automóvel, embora inclua também coberturas para pequenas e médias empresas (PME).

No final de 2025, a Santander Seguros geria 16.427 milhões de euros em seguros de vida ligados à poupança e 13.808 milhões de euros em ativos de fundos de pensões.

Trás-os-Montes: Bombeiros com formação especializada para socorrer pessoas com autismo

21 October 2026 at 19:11

Os bombeiros de Izeda, no concelho de Bragança, receberam formação para saber como comunicar e intervir quando têm de socorrer uma pessoa com autismo, estando dotados de recursos e materiais especializados.

A corporação faz agora parte do projeto “KIT VIA AZUL”, que consiste na disponibilização de uma aplicação móvel que “permitirá aos socorristas conhecer o perfil sensorial e as necessidades específicas” da vítima com Perturbação do Espetro do Autismo, uma “plataforma WEB com histórias sociais, pictogramas, vídeos que demonstram os procedimentos pré-hospitalares de forma a dar previsibilidade”, guia de boas práticas, formação especializada e ainda “sistemas de comunicação aumentativa, objetos de regulação sensorial”.

“Este projeto tem como objetivo dotar os corpos de bombeiros de recursos, materiais e formação especializada que facilitem a comunicação, a compreensão das necessidades sensoriais e comportamentais e a intervenção adequada em situações de emergência pré-hospitalar, contribuindo para a redução da ansiedade, do risco e do sofrimento das pessoas autistas e das suas famílias”, lê-se num comunicado enviado à Lusa.

O projeto conta com o apoio da Câmara Municipal de Bragança, do INEM e do Centro Hospitalar Alto Douro e Trás-os-Montes.

O conteúdo Trás-os-Montes: Bombeiros com formação especializada para socorrer pessoas com autismo aparece primeiro em O MINHO.

Victoria seguros e APSI juntam-se para promover segurança infantil

21 October 2026 at 19:08

A Victoria Seguros e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) vão desenvolver conteúdos educativos e campanhas de sensibilização para ajudar as famílias a identificar riscos do quotidiano e prevenir acidentes com crianças. A parceria prevê também o reforço da plataforma digital Turma da Vicky, criada pela seguradora e que passa a contar com a colaboração da associação na área da segurança infantil.

Victoria Seguros e APSI assinaram um protocolo para a promoção da segurança infantil através da produção de conteúdos para a plataforma digital Turma da Vicky.

Os materiais serão dirigidos a pais, cuidadores e à comunidade educativa e ficarão disponíveis no site e no canal de YouTube da Victoria Seguros. A oferta inclui jogos, desafios e outros conteúdos adaptados a diferentes idades, com o objetivo de ensinar as crianças a reconhecer situações de risco e a adotar comportamentos mais seguros.

A associação contribuirá para a componente pedagógica dos conteúdos, através da sua experiência na prevenção de acidentes e na promoção da segurança infantil.

Para Francisco Campilho, CEO da Victoria Seguros, “a assinatura deste protocolo com a APSI dá corpo a um trabalho que começámos com a Turma da Vicky e que queremos fazer crescer”, explica. Já Sandra Nascimento, secretária-geral da direção da APSI, destaca a importância da colaboração com empresas para divulgar mensagens de segurança e desenvolver conteúdos eficazes para as famílias.

A Victoria Seguros está em Portugal desde 1930, estando presente em todos os ramos de seguros, nomeadamente nas áreas de Vida, saúde, transportes e imobiliário e construção. Faz parte do Grupo SMABTP, fundado em 1859, segurador do setor da construção civil e obras públicas em França.

Ghosts of the Grove

21 October 2026 at 19:02

Palmeros harvest medjool dates by hand by leaping into the crown of a tree “full of thorns sharp enough to puncture a tire—or, say, a human limb.” For Offrange, Ashley Stimpson introduces us to the workers who carry on a proud, 6,000-year-old farming tradition that’s in danger of dying out, just as date sales take off in the United States. (Photos by Siri Kaur.)

As far as harrowing job descriptions go, the palmero is up there with trapeze artist and surgeon. Must like heights, must work well in punishing heat, must feel comfortable yielding lethally sharp hand tools. In addition to brute labor, the job also requires an aptitude for botanical minutiae: the pungency of a ripening spadix, the dusky translucency of a perfectly ready date.

Palmeros spend most of their year in the top of the palm trees, which are dioecious plants, meaning male and female reproductive organs grow on separate trees. While the wind can carry pollen from tree to tree, it results in an unpredictable and uneven yield. Around 4000 BC in the Persian Gulf, our ancestors got wise and started cultivating the date palm by hand, kicking off a tradition Medina and Patino still carry out today.

Seguradoras geriram mais de meio milhão de sinistros automóvel em 2025

21 October 2026 at 18:58

As seguradoras analisaram mais de 539 mil processos de regularização de sinistros automóvel em 2025, segundo dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). Já um estudo da NOVA IMS, baseado em dados da ANSR relativos ao período entre 2021 e 2023, concluiu que a maioria dos acidentes rodoviários em Portugal ocorre com bom tempo, durante o dia e em estradas em linha reta.

Foram 84,4% os acidentes que ocorreram com bom tempo, cerca de 72% durante o dia, 77% fora de cruzamentos e entroncamentos e 70,9% em estradas em linha reta.

Os resultados não significam, contudo, que o bom tempo, a luz do dia ou as estradas retas sejam, por si só, mais perigosos, mas sim que a sinistralidade não se concentra apenas nas situações a que habitualmente associamos a um maior perigo. Dois terços dos acidentes ocorreram em estradas planas e as vias classificadas como estando em mau estado representam menos de 3% dos acidentes analisados.

Os dados do estudo desenvolvido pela NOVA IMS indicam ainda que as colisões representam mais de metade dos casos analisados, seguindo-se os despistes, com cerca de 34,4%. Em condições de bom tempo, foram registadas 46.143 colisões, 27.264 despistes e 11.592 atropelamentos. Já em períodos de chuva, registaram-se 6.072 colisões, 7.248 despistes e 1.788 atropelamentos.

Na atividade seguradora, os sinistros com danos exclusivamente materiais representaram cerca de 98% do total dos processos de regularização analisados em 2025, segundo a ASF.

Apesar do volume de processos, as empresas de seguros cumpriram mais de 99% dos prazos legais aplicáveis à regularização destes sinistros. Nos processos com danos exclusivamente materiais, foram cumpridos 99,87% dos prazos, enquanto nos sinistros com danos exclusivamente corporais a taxa foi de 99,77% e, nos casos com danos materiais e corporais em simultâneo, de 99,41%.

Nos sinistros com danos materiais, o primeiro contacto das empresas de seguros com os lesados ocorreu, em média, em menos de um dia. Também os prazos relativos à conclusão das peritagens, à comunicação da responsabilidade e ao pagamento das indemnizações ficaram, em média, bastante abaixo dos limites legais aplicáveis.

No plano das reclamações, os dados da ASF mostram uma evolução positiva. Em 2025, foram apresentadas 4.547 reclamações às empresas de seguros relacionadas com sinistros automóvel, menos 401 do que no ano anterior. O valor corresponde aproximadamente a uma reclamação por cada 2.000 veículos segurados.

'Nação Crioula' de José Eduardo Agualusa vence prémio literário russo

21 October 2026 at 18:00

Publicado originalmente em 1997, "Nação Crioula" recupera a personagem de Carlos Fradique Mendes, criada por Eça de Queirós, para contar a sua ligação amorosa com Ana Olímpia Vaz de Caminha, uma mulher nascida escrava que se tornou uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola.

Habit, Generali Tranquilidade e Wells unem-se para lançar seguro para óculos graduados

21 October 2026 at 17:50

A Wells, a Generali Tranquilidade e a insurtech Habit lançaram um novo seguro para óculos graduados em Portugal. A solução, que já se encontra disponível em mais de 250 lojas da Wells, permite subscrever a proteção no momento da compra.

João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit, e Sofia Herédia, diretora de bancassurance, parcerias e direto da Generali Tranquilidade, unem-se à Wells para lançar um novo seguro para óculos graduados.

Este seguro garante dois anos de proteção integral, abrangendo tanto as armações como as lentes graduadas contra riscos, quebras, danos acidentais e furto. Com validade no país e no estrangeiro, a cobertura varia em função do valor do equipamento, podendo atingir os 899 euros, com preços a começar nos 9,90 euros.

Destaca-se ainda a salvaguarda para a alteração de dioptrias durante os primeiros seis meses. Caso o utilizador necessite de mudar de lentes devido a uma variação superior a 0,5 dioptrias, o seguro assume a substituição integral das mesmas, reduzindo o impacto financeiro de reajustes oftalmológicos precoces.

A insurtech Habit fica responsável pela a jornada digital no ponto de venda, assim como pela gestão dos sinistros e pelo acompanhamento pós-venda através da sua plataforma. A Generali Tranquilidade, por sua vez, assegura a componente seguradora do produto.

“Acreditamos no crescimento do segmento de seguros associados à venda de produtos, através de novos canais. Esta parceria mostra como conseguimos inovar e oferecer novos seguros, simples e acessíveis, no momento certo”, explica Sofia Herédia, diretora de bancassurance, parcerias e direto da Generali Tranquilidade.

“Estamos muito orgulhosos por liderar a vertente tecnológica e operacional desta parceria, que combina conveniência, inovação e valor real para o cliente”, afirma João Madureira Pinto, Chief Growth Officer da Habit.

Clima e saúde: novos desafios à segurabilidade

21 October 2026 at 17:27

As alterações climáticas estão a alargar o perímetro da análise de risco no setor segurador. Para além dos danos sobre edifícios, infraestruturas e investimentos, importa compreender como a transformação das condições ambientais afeta a saúde humana, a mortalidade, a morbilidade e a longevidade — e como estes efeitos se transmitem para as responsabilidades das seguradoras e dos sistemas de pensões.

1. Risco climático e impacto na saúde

Esta evolução encontra expressão no relatório publicado pela Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma (EIOPA), em 30 de setembro de 20261, sobre os impactos das alterações climáticas nos seguros de Vida e Saúde e nas instituições de realização de planos de pensões profissionais. O documento identifica o calor extremo como o principal risco climático associado às responsabilidades destes setores, antecipando que a sua materialidade poderá aumentar nas próximas décadas. A dimensão do problema é expressiva: segundo o relatório, as ondas de calor representaram 97% das mortes associadas a eventos meteorológicos e climáticos extremos na UE-27 entre 1980 e 2024. O documento identifica ainda os incêndios, a exposição ao fumo e a possível expansão de doenças transmitidas por vetores como fatores relevantes para a saúde da população.

A resposta da indústria seguradora exige também uma reflexão sobre a inovação médica, a evolução dos custos de saúde e os seus efeitos nos compromissos futuros. Na Health & Demography Conference 2026, promovida pela The Geneva Association, a 17 de setembro2, destacou-se a importância de abordagens baseadas na evidência, da afetação eficiente de recursos e da transição de estratégias de rastreio generalizado (population-wide scanning) para tratamentos direcionados (targeted treatment).

Esta reflexão articula-se com o debate sobre a economia da saúde e da longevidade no Cascais International Health Forum 2026, subordinado ao tema “Viver Mais, Viver Melhor”, realizado a 24 de setembro3. Viver mais anos não constitui, por si só, um indicador suficiente de progresso: importa considerar o estado de saúde, a autonomia e a qualidade de vida ao longo do envelhecimento, bem como as implicações para a produtividade, a despesa em saúde e a sustentabilidade dos sistemas de proteção social e seguradora, num contexto de sociedades longevas.

Neste contexto, as alterações climáticas introduzem uma variável adicional na avaliação dos riscos de saúde, podendo alterar os padrões de mortalidade e morbilidade e, por essa via, os pressupostos dos produtos seguradores, as responsabilidades futuras e a avaliação da solvência.

2. Da exposição climática às responsabilidades seguradoras

O contributo mais relevante do relatório consiste em explicitar a transmissão do risco climático ao nível das responsabilidades das seguradores. A análise deixa de se concentrar exclusivamente na exposição aos ativos e passa a considerar os efeitos sobre a mortalidade, a morbilidade e a longevidade, variáveis fundamentais da atividade seguradora em Vida e Pensões.

  • Impactos diferenciados por linha de negócio. Nos seguros de saúde, proteção de rendimento e acidentes de trabalho, o agravamento da morbilidade pode aumentar a sinistralidade e as responsabilidades. Nos seguros de vida e nas anuidades, os efeitos dependem da evolução da mortalidade, da longevidade e das coberturas contratadas;
  • Exposição heterogénea e avaliação ainda limitada. A autoridade identifica, em Não Vida, os seguros de despesas médicas, proteção de rendimento e acidentes de trabalho e, em Vida, determinados seguros de saúde e outros seguros sem participação nos resultados. A relevância efetiva depende dos produtos, das carteiras e dos horizontes temporais;
  • A capacidade de avaliação continua a ser um desafio. A autoridade desenvolveu um modelo exploratório baseado no perigo, na vulnerabilidade e na exposição, reconhecendo limitações nos dados e na ligação entre fenómenos climáticos e sinistros. Os resultados incorporam juízo especializado e não constituem previsões definitivas de perdas futuras.

A dificuldade de quantificar um risco não significa que seja irrelevante, mas evidencia a necessidade de reforçar a capacidade de avaliação. O relatório assinala uma distância entre o reconhecimento dos riscos climáticos e a sua integração na gestão prudencial, justificando a melhoria dos dados, a articulação da informação climática, epidemiológica, demográfica e seguradora e o recurso a cenários e testes de esforço adequados aos horizontes temporais relevantes.

A análise deve, contudo, ultrapassar as variáveis atuariais de mortalidade e morbilidade, considerando também a capacidade de adaptação das pessoas, das empresas e dos sistemas de saúde. Os efeitos económicos da longevidade dependem das condições de saúde, da manutenção da autonomia e da capacidade de prolongar a vida ativa. Para o setor segurador, importa, assim, distinguir a exposição ao risco dos fatores que condicionam a sua concretização e transmissão para as responsabilidades.

3. A nova fronteira da segurabilidade na saúde

O caso das ondas de calor, na Europa este verão, ilustra uma questão estrutural para o setor segurador: a fronteira da segurabilidade não depende exclusivamente da dimensão de um risco, mas também da capacidade de o identificar, avaliar, diversificar e integrar nas decisões de negócio.

  • Preparação proporcional à incerteza: a materialidade financeira atual é limitada, mas o potencial agravamento dos riscos justifica antecipar impactos nos produtos, nas carteiras e nos mecanismos de proteção, sem esperar por evidência completa;
  • Envelhecimento demográfico: as alterações climáticas poderão intensificar pressões sobre a mortalidade, a morbilidade e a longevidade, num contexto já marcado por desafios à sustentabilidade dos sistemas de pensões e de proteção;
  • Adaptação e vulnerabilidade: os impactos dependerão não só da evolução climática, mas também das condições socioeconómicas, do acesso a cuidados de saúde e das medidas de prevenção, exigindo a consideração de diferentes trajetórias de adaptação.

Para as seguradoras, esta abordagem permite reforçar a resiliência através da antecipação de tendências e do desenvolvimento de soluções adequadas. A insuficiente preparação poderá, contudo, pressionar os prémios, as condições contratuais e a acessibilidade dos seguros, agravando as protection gaps. A questão estratégica é saber se as instituições estarão preparadas para agir antes de a materialização dos riscos limitar as opções disponíveis.

A longevidade exige igualmente adaptar os modelos de financiamento e proteção a ciclos de vida mais longos, articulando prevenção, competências, organização do trabalho e proteção social. Esta perspetiva é essencial para a segurabilidade, pois as decisões presentes condicionam a vulnerabilidade futura e a capacidade de gerir riscos a longo prazo.

4. Da gestão do risco à governação da capacidade

O relatório constitui um sinal relevante para a agenda prudencial europeia, evidenciando a necessidade de antecipar os impactos climáticos na saúde e nas responsabilidades seguradoras, através de melhores dados, cenários prospetivos e integração dos riscos na avaliação da solvência e no stress testing.

  • A resposta deve ser proporcional, ajustada à natureza das exposições e à incerteza, sem transformar limitações metodológicas em exigências indiscriminadas ou justificações para a inação;
  • A segurabilidade é dinâmica: depende da evolução dos riscos, mas também da capacidade de avaliar, prevenir e decidir, exigindo articulação entre seguradoras, supervisores, autoridades de saúde e instituições científicas;
  • A prioridade é desenvolver capacidade de antecipação, reduzindo lacunas de informação e preparando respostas antes de a incerteza limitar as opções de proteção.

A longevidade acrescenta uma dimensão económica estrutural, que articula demografia, saúde, capacidade contributiva e financiamento da proteção ao longo do tempo. Quando os mecanismos coletivos são insuficientes, os custos podem transferir-se para as famílias, ampliando as desigualdades de proteção. Para o setor segurador, o desafio consiste, assim, em antecipar os riscos climáticos e avaliar a capacidade económica e institucional para lhes responder. A futura fronteira da segurabilidade dependerá, em parte, desta passagem da gestão reativa do risco para a governação da capacidade de antecipação e resposta.

Nota: As propostas e a interpretação estratégica do artigo constituem análise própria, não conclusões atribuídas às instituições ou citações dos oradores.

1 EIOPA, Report on the Impacts of Climate Change on Life and Health and Potential Emerging Risks for the Insurance and IORP Sectors, 30 Set.2026.
2 The Geneva Association, Health & Demography Conference 2026, Londres, 17 Set.2026.
3 Cascais International Health Forum 2026, “Viver Mais, Viver Melhor”, sessão “Construir Sociedades de Vida Longa: Sustentabilidade, Economia e Políticas Públicas”, Centro de Congressos do Estoril, 24 Set.2026.

Linces contra milanos: el felino caza al otro depredador con el que compite por los conejos en Doñana

21 October 2026 at 16:00
Los linces y los milanos negros, en la imagen, están en la cúspide del ecosistema en Doñana. Ambos cazan conejos; los primeros de noche, los segundos, de día.

Hay casos documentados en los que un gran depredador ataca a otro. Leones y hienas se atacan mutuamente. Recientemente, se grabó a orcas cazando al gran tiburón blanco. Los biólogos saben de lobos matando a coyotes en Norteamérica o jaguares a ocelotes en Suramérica. Pero lo que han descubierto en Doñana es doblemente sorprendente: un mamífero carnívoro como el lince ibérico yendo a por otro gran depredador del parque, el milano negro, un ave rapaz. Lo más llamativo es que, después de una convivencia pacífica durante décadas, los linces han empezado a cazar rapaces. Todo indica que los humanos tienen mucho que ver.

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Quando uma empresa entra em bolsa, vale a pena investir?

21 October 2026 at 15:01
Quando uma empresa entra em bolsa, pode abrir novas oportunidades para os investidores. Mas como distinguir uma oportunidade real do entusiasmo do mercado? Saiba o que deve analisar antes de investir.

'El viaje de Chihiro', 'La princesa Mononoke' y otras obras de Studio Ghibli llegarán en formato manga

21 October 2026 at 14:33

La editorial Salamandra Graphic publicará en español, a partir de otoño de 2027, los cómics de las películas del Studio Ghibli, el estudio de animación japonés fundado por los directores Hayao Miyazaki e Isao Takahata, que ha sido reconocido con el Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades 2026.

En una nota de prensa, la editorial, sello de Penguin Random, informa de que El viaje de Chihiro y Nicky, aprendiz de bruja serán los primeros que vean la luz en otoño de 2027, además del libro recopilatorio oficial dedicado al arte de los pasajes de las películas de Studio Ghibli.

Este libro recopilatorio constará de más de 500 páginas que incluirán 844 ilustraciones de fondos, seleccionadas entre miles de obras creadas para 27 producciones cinematográficas, desde Nausicaä del Valle del Viento (1984) hasta El chico de la garza (2023).

La selección ha sido supervisada por el director artístico del Studio Ghibli, Yoji Takeshige, y permite apreciar cómo se construyen visualmente los mundos de sus películas: el uso del color, la perspectiva, las pinceladas, la iluminación y las sombras.

A partir de 2028, Salamandra Graphic seguirá publicando, a razón de cuatro libros al año, otros mangas de la colección, incluyendo Mi vecino Totoro, Ponyo en el acantilado, La princesa Mononoke, El castillo en el cielo, Pomopoko y El cuento de la princesa Kaguya.

Según informa la editorial, gracias a la publicación de estos tomos, "las historias del Studio Ghibli llegarán aún más lejos: de la pantalla a la página; historias para disfrutar, coleccionar y atesorar".

El Studio Ghibli, fundado en Tokio en 1985, por Miyazaki, Takahata y el productor Toshio Suzuki, ha creado algunas de las películas de animación más reconocidas por la crítica y el público en todo el mundo.

El presidente de Studio Ghibli, Kenichi Yoda, será el encargado de recoger en Oviedo el Premio Princesa de Asturias de Comunicación y Humanidades.

El jurado del Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades 2026 acordó conceder este galardón al estudio de animación japonés "por haber transformado excepcionalmente la creatividad en conocimiento y comunicación".

"El cine del Studio Ghibli ensalza la belleza de lo cotidiano y convierte en parte esencial de sus narraciones los instantes de silencio y contemplación", dice el jurado.

En 2023, Salamandra Graphic lanzó, en castellano y catalán, con gran éxito de crítica y público, El viaje de Shuna, una novela gráfica ilustrada por Hayao Miyazaki que cuenta la historia de Shuna, un joven príncipe que emprende un viaje en busca de semillas doradas que acaben con la hambruna de su reino.

El Studio Ghibli es uno de los estudios de animación más icónicos del mundo y creador de series tan populares como Heidi (1974) y Marco (1976).

El estudio ha desarrollado un estilo visual y narrativo muy identificable, que mezcla imaginación, naturaleza y reflexión sobre el mundo moderno.

Seis de sus películas han recibido nominaciones al Oscar y dos de ellas han ganado el premio: El viaje de Chihiro y El chico de la garza.

La 'influencer' Natalia Jiménez relata su lucha contra el cáncer en su libro 'Amor en plena guerra'

21 October 2026 at 13:17

La creadora de contenido Natalia Jiménez publicará este miércoles Amor en plena guerra, un testimonio personal sobre su experiencia con el cáncer desde que recibió el diagnóstico hace casi dos años, en el que aborda la enfermedad, la resiliencia y la esperanza a través de su propia historia, marcada por el apoyo de sus seres queridos y el valor de las pequeñas alegrías cotidianas.

La influencer de 22 años ya publicó en 2020 su primer libro, Querer(te), donde abordaba la anorexia que padeció durante años. En 2016, participó en MasterChef Junior 4, pero fue su perfil en TikTok, donde acumula actualmente más de dos millones de seguidores, lo que le dio fama años después.

Ahora, llega con Amor en plena guerra, una obra que lleva más de un año escribiendo y que está publicada por Crossbooks, sello editorial de Planeta. La tiktoker presentará el libro en Madrid el 7 de noviembre y en Barcelona el 21.

En esta obra, Jiménez comparte las dificultades físicas y emocionales que ha afrontado durante el tratamiento y su manera de encontrar fuerzas en los momentos más complicados.

La autora relata cómo las pruebas médicas, las sesiones de quimioterapia y la incertidumbre alteraron su vida, que hasta entonces estaba llena de planes y sueños. El testimonio aborda también el proceso de aprender a aceptar los cambios físicos, dejarse cuidar por la familia y recuperar la confianza en sí misma.

Sin limitarse a narrar la enfermedad, la influencer encuentra en el amor, la música, la poesía, el mar y las pequeñas alegrías refugios para afrontar la adversidad. El libro recoge así una experiencia personal que combina el dolor con la esperanza y que reivindica la importancia de los vínculos afectivos durante los momentos difíciles.

Albufeira recebe encontro distrital do engenheiro do Algarve

21 October 2026 at 12:22

Albufeira recebeu, no passado dia 17 de outubro, o Encontro Distrital do Engenheiro do Algarve, promovido pela Delegação Distrital de

O conteúdo Albufeira recebe encontro distrital do engenheiro do Algarve aparece primeiro em Algarve 7.

El homenaje póstumo de Jacob Elordi a su padre en ‘Euphoria’, Eric Dane: pondrá voz a las memorias que dejó escritas el actor antes de morir

21 October 2026 at 11:36

Eric Dane falleció el pasado 19 de febrero, apenas 10 meses después de ser diagnosticado con esclerosis lateral amiotrófica (ELA), a los 53 años. El actor, conocido mundialmente por su papel en Anatomía de Grey, aprovechó sus últimos meses de vida para concienciar y pedir más investigación para la enfermedad. Después de conocer el diagnóstico y su inevitable final, el intérprete se centró en el que fue su último proyecto: escribir sus memorias en las que poder relatar su vida, los capítulos más difíciles y otras anécdotas personales. Será el próximo 3 de noviembre cuando se publique su libro póstumo, My Book of Days: A Memoir in Moments.

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Eric Dane y Jacob Elordi en un capítulo de la primera temporada de 'Euphoria'.
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