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Anea eleva estimativa para a safra de algodão do Brasil em 2026/27

21 October 2026 at 22:23

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) revisou para cima a ​safra de algodão do Brasil colhida ​neste ano e também elevou a projeção para a temporada 2026/27, citando uma possível janela favorável ao plantio no maior exportador global da pluma, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Grande parte do algodão cultivado no Brasil é plantado na segunda safra, notadamente em Mato Grosso, após a colheita da soja. Uma semeadura acelerada ⁠da oleaginosa no principal Estado ​produtor do país traz um cenário favorável.

A estimativa de produção ​em 2026/27 foi ampliada em 5,9% em relação à previsão de agosto, ⁠para 4,267 milhões de toneladas. O volume ⁠ficaria próximo das 4,271 milhões de toneladas do ciclo anterior, ​cuja ‌estimativa da Anea subiu 2,2% ante o volume previsto em agosto.

“A revisão (de ⁠2026/27) considera a janela favorável de plantio da soja e as indicações dos produtores sobre as projeções para o próximo ciclo”, disse o presidente da Anea, Dawid ‌Wajs, ⁠ponderando em nota ‌que a entidade acompanha os riscos climáticos, especialmente aqueles relacionados ao El Niño.

Com duas safras consecutivas em patamares recordes acima de 4,2 milhões de toneladas, o ⁠Brasil deverá manter volumes expressivos na exportação, ⁠já que a demanda está firme, disse Wajs.

“A gente acredita que ainda o Brasil deve ‌bater recorde de exportação no combinado de segundo semestre do ano 2026 com o primeiro semestre do ano 2027, porque temos safra consideravelmente grande e esse algodão tem que sair”, disse.

Os embarques no segundo semestre deste ano ‌são estimados em cerca de 1,6 milhão de toneladas, enquanto no primeiro semestre do ano que vem são vistos em 1,8 milhão de toneladas, ⁠segundo a Anea, que debateu os números em reunião do Comitê de Oferta e Demanda da entidade na terça-feira.

O presidente da Anea disse que o setor ​tem visto “crescimento muito relevante” no terceiro trimestre nas exportações de países como Índia, Bangladesh, ​Turquia e Vietnã.

Com a produção elevada, a Anea também revisou os estoques de passagem em dezembro de 2026 para 3,038 milhões de toneladas, ante 2,914 milhões na previsão anterior.

Empresa estatal do Egito volta ao mercado e compra cargas de trigo

21 October 2026 at 21:29

A Future of Egypt, ​empresa estatal egípcia responsável pela compra de grãos, adquiriu cerca de cinco cargas de trigo nesta semana, em uma de suas primeiras importações conhecidas nos últimos meses, segundo informaram seis fontes do setor à Reuters, à medida que as ⁠interrupções nas exportações do ​Mar Negro reduzem a oferta.

O trigo foi ​adquirido por meio de negociações privadas, e não por licitação. ⁠A origem das cargas ainda ⁠não está clara, mas quatro operadores afirmaram ​que ‌elas devem vir da Europa, incluindo França e Romênia.

A ⁠compra marca um retorno ao mercado para a empresa estatal egípcia, que permaneceu praticamente à margem nos últimos meses em meio ‌às ⁠interrupções no ‌abastecimento causadas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

O Egito comprou uma quantidade recorde de trigo de produtores ⁠locais este ano, enquanto as ⁠autoridades afirmaram que as reservas estratégicas eram suficientes para cobrir as necessidades ‌domésticas por vários meses.

A Rússia e a Ucrânia atenderam mais de 82% das importações de trigo do Egito no primeiro semestre de 2026. Contudo, ataques recíprocos a portos, ‌terminais de exportação e navios comerciais forçaram os transportadores a adiar ou cancelar cargas, levando os importadores a ⁠buscar fontes alternativas de abastecimento.

A interrupção também forçou alguns exportadores russos a redirecionar cargas por portos do Báltico, embora ​os comerciantes afirmem que as rotas alternativas tenham capacidade muito ​menor do que a do Mar Negro.

Os comerciantes afirmaram que o comprador estatal tem se mostrado mais ativo recentemente na solicitação de indicações de ‌preços e ofertas.

Government websites go dark after AI-discovered flaw sparks security scramble

21 October 2026 at 17:58

Government websites in Europe and elsewhere went offline on Wednesday after the disclosure of critical vulnerabilities in a widely used programming language sent website operators around the world scrambling to protect their systems.

Developers of the PHP programming language on Wednesday released urgent new fixes to vulnerabilities that had quietly been lurking in their software for years until they were uncovered using AI, saying that all users were “encouraged to update immediately.”

With tech firms warning that some hackers were already exploiting the flaws, government agencies across Europe were among those that took sites offline as a precaution.

Because a fix is now public and artificial intelligence tools are able to reverse engineer the bug with little effort, experts said they were bracing for a wave of intrusions as hackers jumped to get ahead of fixes.

AI was powering a “race to exploit,” said Costin Raiu, co-founder of cybersecurity research and incident response firm TLP: Black. He said the next step was the “mass compromise of every vulnerable web server on the internet”.

PHP, a language that dates back to the early 1990s and initially stood for “Personal Home Page”, underpins huge parts of the public-facing web and is baked into WordPress, Drupal, Joomla and Magento sites, meaning that any critical vulnerability potentially has enormous knock-on consequences.

“All servers using any version of PHP released in the last 20 years will be vulnerable,” said Tiffany Farriss, the interim chief executive of the Drupal Association. “This issue impacts the majority of the Internet.”

Cybersecurity agencies in Europe, Australia, Japan and Britain have urged PHP users to update immediately or take websites offline until patches can be applied.

The Dutch cybersecurity agency itself went offline, saying it had done so as a precaution because of the vulnerabilities. The operator of the online encyclopedia Wikipedia also said it had taken down an unspecified number of systems until they could be safely patched.

Even some world leaders, who don’t typically get involved with software updates, weighed in. Japanese Prime Minister Sanae Takaichi, in a post on X, said website owners should “check whether your live site uses PHP and prepare to apply the new fix.”

Bug found with AI

The flaw in PHP was discovered using artificial intelligence, Alphabet-owned cybersecurity company Wiz said in a blog post.

The vulnerabilities remained hidden in the PHP codebase for more than a decade and would have been extraordinarily complicated for a human hacker to have taken advantage of, the post said.

“Pre-AI, this manual work would be difficult to implement and even harder to scale,” it said. “With AI, this is no longer a barrier.”

Wiz said its research relied on Wiz Atlas, its autonomous AI vulnerability research tool, as well as Google’s Gemini 4 Argon and OpenAI’s GPT-5.6 Sol. Wiz said it coordinated with the PHP team, OpenAI, and the cybersecurity company Calif on the discovery of the vulnerability and patch verification.

The company said it also partnered with Google Cloud, Cloudflare, Amazon’s AWS, Microsoft, WordPress.com operator Automattic, and other companies such as Fastly, Akamai, Imperva, and Vercel to protect customers and prepare mitigations.

In a statement, the White House said it was made aware of the flaw on Friday.

“This discovery demonstrates exactly why American leadership in SI is so critical,” the White House said, referring to President Donald Trump’s preferred term for artificial intelligence. “This is American innovation strengthening our national security.

Critical software

When a visitor loads a page, a server running PHP assembles the content and sends it to the browser. It is free, open-source software maintained by volunteers.

Because of its ubiquity, PHP runs roughly 75 per cent of websites whose programming language can be identified, according to web technology tracker W3Techs, and because the vulnerabilities are considered so dangerous, experts are anxious about a potentially vast pool of sitting ducks.

AI-assisted hacking campaigns, which have proliferated in recent weeks, would only make things worse, said Lukasz Olejnik, a visiting senior research fellow at King’s College London.

“The scale is huge, and with AI, exploitation may happen instantly, on a large scale,” Olejnik said.

The risk is particularly acute for small websites run by individuals or organisations with limited technical resources, often on shared hosting services where customers do not directly manage the underlying servers. Security experts said such sites could take longer to patch and remain exposed well after fixes become available.

Mass outages

In the Netherlands, several organisations followed the example of the National Cyber Security Centre and took public-facing websites offline, including the Port of Rotterdam, government portal Overheid.nl, the national football association KNVB, the websites for the country’s five largest political parties and several hospital websites.

Danish municipal IT company Kombit said it had shut down several services, including the national school communication platform.

Disruption was even more widespread in Finland, where state IT services provider Valtori said government public network services had been taken offline “as a precautionary measure”.

France’s Interior Ministry said it had placed all of its websites into preventive maintenance. Japanese cloud service provider Sakura Internet said on Wednesday it had suspended a database appliance function.

A screen displays the unavailable French government website, info.gouv.fr, as cyber agencies warn that websites may be taken offline while PHP prepares a critical fix, in Berlin, Germany on October 21, 2026. — Reuters
A screen displays the unavailable French government website, info.gouv.fr, as cyber agencies warn that websites may be taken offline while PHP prepares a critical fix, in Berlin, Germany on October 21, 2026. — Reuters

Nasdaq climbs over 1% as SpaceX, Super Micro improve AI sentiment

The tech-heavy Nasdaq led gains on Wednesday after quarterly results from SpaceX and Super Micro Computer improved appetite for AI-linked stocks, while Netflix slipped as its forecast failed to impress investors. Elon Musk's rocket and space technology firm rose 9.8 percent after he said on Tuesday that a merger of SpaceX and Tesla would be "a good idea". SpaceX also posted its first profit as a public company. Tesla shares were up 3.5 percent. Super Micro jumped 10.3 percent to the top of the S&P 500 after the AI server maker forecast quarterly revenue and profit margin above Wall Street estimates, signaling that AI demand remained resilient. Peers HPE and Dell rose 2.2 percent and 4.5 percent, respectively. Investors drew comfort from the reports as concerns over the profitability of the AI buildout triggered a selloff in AI-linked stocks last week, with data center operator CoreWeave at the center of the storm. Its shares were marginally down, suggesting lingering caution in the sector. "The sentiment around tech has shifted ... There's a lot of stress in the credit markets right now t

The tech-heavy Nasdaq led gains on Wednesday after quarterly results from SpaceX and Super Micro Computer improved appetite for AI-linked stocks, while Netflix slipped as its forecast failed to impress investors. Elon Musk's rocket and space technology firm rose 9.8 percent after he said on Tuesday that a merger of SpaceX and Tesla would be "a good idea". SpaceX also posted its first profit as a public company. Tesla shares were up 3.5 percent. Super Micro jumped 10.3 percent to the top of the S&P 500 after the AI server maker forecast quarterly revenue and profit margin above Wall Street estimates, signaling that AI demand remained resilient. Peers HPE and Dell rose 2.2 percent and 4.5 percent, respectively. Investors drew comfort from the reports as concerns over the profitability of the AI buildout triggered a selloff in AI-linked stocks last week, with data center operator CoreWeave at the center of the storm. Its shares were marginally down, suggesting lingering caution in the sector. "The sentiment around tech has shifted ... There's a lot of stress in the credit markets right now t

What is PHP and why did it take government websites offline?

Government websites across Europe went dark on Wednesday as operators raced to patch two critical vulnerabilities in PHP, one of the most widely used programming languages on the web. The developers of PHP said on Wednesday they would release patches for two critical vulnerabilities, and EU cybersecurity officials warned organisations unable to apply the fixes to take affected websites offline. Here is what you need to know: What is PHP? PHP is a programming language that runs websites. It works behind the scenes. When a user loads a page, the server running PHP assembles the content and sends the finished page to the browser. It is free, open source and maintained by volunteers. Site owners rarely interact with it directly. PHP runs nearly 70 percent of all websites whose programming language can be identified, according to web technology tracker W3Techs. It is the engine behind WordPress, the software that powers about 40 percent of all websites such as blogs, small business pages, government portals, online shops and news sites. What are the risks of the flaws? The two vulnerabilities ar

Government websites across Europe went dark on Wednesday as operators raced to patch two critical vulnerabilities in PHP, one of the most widely used programming languages on the web. The developers of PHP said on Wednesday they would release patches for two critical vulnerabilities, and EU cybersecurity officials warned organisations unable to apply the fixes to take affected websites offline. Here is what you need to know: What is PHP? PHP is a programming language that runs websites. It works behind the scenes. When a user loads a page, the server running PHP assembles the content and sends the finished page to the browser. It is free, open source and maintained by volunteers. Site owners rarely interact with it directly. PHP runs nearly 70 percent of all websites whose programming language can be identified, according to web technology tracker W3Techs. It is the engine behind WordPress, the software that powers about 40 percent of all websites such as blogs, small business pages, government portals, online shops and news sites. What are the risks of the flaws? The two vulnerabilities ar

France's Macron vows order, calls foreign criticism of unrest 'stupid'

PARIS — President Emmanuel Macron vowed on Wednesday to prevent a repeat of last weekend's violence at protests planned in the coming days, and dismissed as "stupid" and "unacceptable" comments from some foreign leaders about the unrest. France's main student union, UNEF, has called for further rallies on Saturday, while the Yellow Vest group, which emerged as a potent anti-establishment movement in 2018, has filed plans for a march through central Paris the same day. Efforts to ease social tensions showed little sign of progress, as unions pledged to press ahead with a general strike on November 5 to denounce the high cost of living and cuts to public services after government talks ended inconclusively. France was hit by some of the worst urban tumult in years on October 17 on the fringe of nationwide protests, shocking the nation both because of its scale and the apparent inability of police to contain it. Macron said he would meet intelligence officials and senior ministers on Thursday to discuss the crisis. "Those who want to cause disorder in city centres next Saturday will be pre

PARIS — President Emmanuel Macron vowed on Wednesday to prevent a repeat of last weekend's violence at protests planned in the coming days, and dismissed as "stupid" and "unacceptable" comments from some foreign leaders about the unrest. France's main student union, UNEF, has called for further rallies on Saturday, while the Yellow Vest group, which emerged as a potent anti-establishment movement in 2018, has filed plans for a march through central Paris the same day. Efforts to ease social tensions showed little sign of progress, as unions pledged to press ahead with a general strike on November 5 to denounce the high cost of living and cuts to public services after government talks ended inconclusively. France was hit by some of the worst urban tumult in years on October 17 on the fringe of nationwide protests, shocking the nation both because of its scale and the apparent inability of police to contain it. Macron said he would meet intelligence officials and senior ministers on Thursday to discuss the crisis. "Those who want to cause disorder in city centres next Saturday will be pre

Preço global do diesel deve permanecer alto, apesar do acordo EUA-Rússia

21 October 2026 at 16:54

O acordo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a Rússia para fornecimento de diesel aos mercados americano e global não deverá reduzir significativamente os preços do combustível, afirmaram analistas ​e agentes do mercado, ressaltando que os volumes prometidos são muito pequenos para aliviar a escassez mundial de oferta.

Os ​preços do diesel dispararam para níveis recordes durante a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, criando um problema político para Trump e seu Partido Republicano, que estão em campanha para manter suas estreitas maiorias no Congresso dos EUA nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

Críticos da medida de Trump afirmaram que o levantamento das sanções

ao diesel russo poderia ajudar Moscou a financiar novos ataques à Ucrânia, minando anos de esforços para conter as receitas energéticas russas e aumentando o risco de que o Kremlin lucre, enquanto os consumidores obtêm pouco alívio dos preços altos dos combustíveis.

Trump afirmou que a Rússia exportaria imediatamente 300 mil toneladas, ou 2,25 milhões de barris, seguidas por 500 mil toneladas em novembro e 1 milhão de toneladas “imediatamente depois”.

Analistas afirmaram que talvez não seja possível para a Rússia produzir diesel excedente suficiente no curto prazo ⁠para atingir essas metas ambiciosas, enquanto um mercado global de petroleiros sobrecarregado também pode dificultar ​os embarques em tempo hábil.

Analistas também afirmaram que é improvável que os volumes anunciados reduzam significativamente os preços do diesel. Os preços de varejo do diesel nos EUA ultrapassaram US$6 ​por galão em setembro pela primeira vez na história e permanecem acima desse nível desde então.

Grandes promessas, impacto limitado

Michelle Brouhard, chefe de política e risco geopolítico da Kpler, afirmou que seriam necessários 400 mil barris ⁠por dia adicionais de oferta de diesel para aliviar significativamente os preços no mercado atual.

No entanto, ⁠o embarque inicial de aproximadamente 2,2 milhões de barris equivaleria a apenas cerca de 73 mil bpd se distribuído ao longo de um mês.

Ela disse que, por ​si ‌só, esse volume provavelmente não afetaria significativamente os preços globais do diesel.

Caspian Conran, economista-chefe da consultoria Baringa, estimou que o mercado precisaria de um volume adicional de 850.000 bpd para produzir uma queda imediata nos preços.

Trump afirmou ⁠inicialmente que a Rússia forneceria diesel imediatamente aos mercados dos EUA e global para ajudar a reduzir os preços dos combustíveis, mas posteriormente disse que as cargas russas seriam liberadas para os mercados globais, em vez de serem enviadas aos EUA. Isso levantou dúvidas sobre se o acordo proporcionará o alívio no abastecimento interno prometido pelo presidente.

“O diesel que Putin iria vender, de uma forma ou de outra, seria disponibilizado ao mercado global”, afirmou o secretário de ‌Estado dos EUA, ⁠Marco Rubio, no fim de semana. “A ‌única diferença é a quantidade que os EUA iriam receber.”

A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, disse que Trump anunciou que “quantidades enormes” de diesel russo abastecerão os mercados globais e reduzirão os preços no país e no exterior.

“O presidente Trump continua a garantir bons acordos, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”, afirmou Rogers.

Sistema de refino sob pressão, altas taxas de frete

Não ficou claro se a Rússia poderá aumentar substancialmente as exportações de ⁠diesel no curto prazo, devido à disponibilidade limitada para exportação e aos elevados custos de frete.

Dados de transporte marítimo divulgados na ⁠terça-feira mostraram que algumas cargas de diesel russo estavam retornando aos seus destinos tradicionais após os EUA suspenderem as sanções e garantirem o fim da proibição de exportação. Pelo menos dois navios-tanque sinalizavam viagens para a Turquia e o Brasil.

Os dados também mostraram que ‌a Rússia retomou os carregamentos de diesel para exportação a partir do porto báltico de Primorsk, após um acordo entre Washington e Moscou para fornecer combustível aos mercados globais.

As interrupções nas exportações de diesel da Rússia — o segundo maior exportador mundial de diesel, atrás apenas dos EUA — e do Oriente Médio atingiram 1,3 milhão de barris por dia em setembro, cerca de 4,5% da demanda global por diesel e gasóleo.

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) alertou que a escassez pode persistir até 2027.

“Questionamos se as refinarias da Rússia seriam capazes de suportar um aumento nas exportações, considerando que, segundo algumas estimativas, até ‌45% da capacidade de refino do país está atualmente fora de operação”, disse Mary Melton, analista da empresa de petroleiros Braemar.

Para entregar os volumes anunciados além das exportações existentes, a Rússia precisaria produzir cerca de 384 mil a 509 mil barris por dia de diesel, afirmou a Fundação de Pesquisa em Política Energética em uma nota.

Atualmente, a Rússia produz cerca de 1,4 milhão de barris por dia e consome ⁠aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia no mercado interno, deixando pouco excedente disponível para exportação.

Traders observaram que o país está importando destilados no momento e carece de produção e volumes excedentes suficientes.

Embora o fim dos ataques possa permitir que as instalações danificadas comecem os reparos e, eventualmente, retornem aos mercados internacionais, fontes afirmaram que é improvável que isso ocorra antes do final do ano — uma visão amplamente compartilhada pelo mercado.

A Ucrânia retomou seus ataques ​a refinarias russas na semana passada com um ataque a uma unidade na região de Ryazan.

Além disso, as taxas de frete para as exportações russas de petróleo e combustível também subiram acentuadamente em meio a riscos de segurança ​intensificados no Mar Negro.

Um mercado global de petroleiros restrito também elevou o custo do transporte de cargas.

Muitos proprietários e operadores de petroleiros estão provavelmente relutantes em transportar diesel russo em seus navios, temendo que futuros clientes possam evitar esses navios devido à preocupação de que tenham transportado cargas sujeitas a sanções, disse uma fonte de uma empresa dona de petroleiros.

Embora Trump tenha suspendido temporariamente as sanções dos EUA, outros países ocidentais ainda mantêm sanções em vigor, observou a fonte.

Temporada de balanços dos bancos começa com foco na inadimplência

21 October 2026 at 16:52

A temporada de resultados do terceiro trimestre dos grandes bancos brasileiros começa nesta semana e a qualidade dos ativos no setor continua sendo um ponto de atenção dos investidores, diante do nível de endividamento das famílias brasileiras ainda elevado, inadimplência alta e possível adoção de medidas macroprudenciais.

Mas, na visão ​da equipe do UBS BB liderada pelo analista Thiago Batista, será fundamental também a mensagem que as instituições financeiras vão passar aos investidores em suas ​conferências sobre os números, uma vez que a maioria das divulgações ocorrerá após o resultado do segundo turno da eleição presidencial no país, no próximo domingo.

As ações dos maiores bancos brasileiros tiveram desempenho vultuoso após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alimentou a percepção de aumento da probabilidade de uma mudança de rumo nas expectativas e nos resultados fiscais.

Apenas no dia 5, considerando os dados de fechamento, BTG Pactual Unit disparou 22,52%, Bradesco PN saltou 13,57%, Banco do Brasil subiu 11%, Itaú Unibanco PN avançou 10,37% e Santander Brasil Unit terminou com acréscimo de 2,63%. No mesmo pregão, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou com elevação de 7,7%.

No final de setembro, dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. Em julho, havia ficado em 6,4%.

O BC tem sinalizado que está estudando uma série de medidas para conter o endividamento da população, o que levou o mercado a trabalhar com um cenário de potenciais medidas macroprudenciais, ⁠que podem incluir aumento das exigências de capital e de compulsórios, elevação dos pesos de risco, mudanças no IOF (Imposto sobre ​Operações Financeiras) e adoção de um ACCPBrasil (Adicional Contracíclico de Capital Principal).

BB ainda preocupa

BB é o que mais preocupa analistas do setor.

A equipe do BTG Pactual liderada por Eduardo Rosman ressaltou que permanece cautelosa com a ação, dada a fraqueza operacional ​do banco, apesar do potencial impulso de confiança decorrente de uma mudança de governo, que atualmente parece ser o cenário-base dos investidores.

Os analistas do BTG destacaram em relatório de segunda-feira (19) que a magnitude do aumento das provisões do BB no terceiro trimestre ainda é incerta.

Segundo eles, ⁠diante da maior concentração de vencimentos de empréstimos do agronegócio no período e da ausência de melhora na pontualidade dos pagamentos, ⁠as provisões do banco podem crescer “de um dígito alto a dois dígitos baixos na comparação trimestral”.

Enquanto isso, analistas do JPMorgan liderados por Yuri Fernandes cortaram a recomendação sobre as ações do BB para “underweight” conforme relatório no último dia ​6, ‌ressaltando que a recuperação do banco pode levar alguns anos.

Para os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi, do Citi, as baixas taxas de regularização de pagamentos e a ausência de benefícios relevantes da MP 1376 reforçam a visão de que os desafios relacionados à qualidade dos ativos no crédito rural ⁠provavelmente persistirão em 2027 para o BB.

Rosman e a equipe do BTG não descartam uma queda de 50% a 60% no lucro antes dos impostos (EBT) do Banco do Brasil em relação ao trimestre anterior, para cerca de R$ 2 bilhões, com lucro líquido mais próximo de R$ 1,9 bilhão, o que representaria um tombo de 50% na comparação trimestral, com retorno sobre o patrimônio de aproximadamente 4%.

O BB será o último entre os bancos do Ibovespa a reportar seus números, em 11 de novembro, após o fechamento do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$3,7 bilhões.

Bradesco, NU e Santander Brasil

No caso do ‌Bradesco, que abre o ⁠calendário do setor no Ibovespa, na quinta-feira (22), ‌após o fechamento do mercado, a expectativa dos analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, do Safra, é de que seja um resultado com viés “levemente negativo”.

A expectativa decorre de níveis mais elevados de provisões que devem mais do que compensar a recuperação sequencial da margem financeira com clientes (NII), fazendo com que o banco dependa dos resultados de seguros e do controle de custos para sustentar um lucro líquido estável.

A equipe do Citi prevê um resultado misto para o Bradesco, avaliando que as esperadas receitas fortes com tarifas e atividades relacionadas a mercados devem compensar apenas parcialmente as pressões sobre a qualidade dos ⁠ativos.

Os analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações do Bradesco no mesmo relatório do começo do mês para “overweight”, destacando que, embora continuem cautelosos em relação ao ⁠cenário operacional de curto prazo, acreditam que o banco oferece uma oportunidade de recuperação mais atraente a partir dos níveis atuais, com o “valuation” e a confiança do mercado já precificando uma parcela significativa dos desafios de curto prazo.

De acordo com estimativas compiladas pela LSEG, o Bradesco deve mostrar lucro líquido de R$ 7,1 bilhões para o terceiro trimestre.

O Nubank, por ‌sua vez, deve continuar apresentando uma forte expansão das receitas, segundo cálculos da equipe do UBS BB, em linha com o observado nos últimos trimestres, o que os analistas avaliam que deve sustentar uma expansão moderada do lucro na comparação sequencial.

“Ao mesmo tempo, esperamos um aumento das provisões em relação ao trimestre anterior”, afirmaram, ressaltando que o programa governamental de renegociação de dívidas Desenrola teve um impacto positivo sobre o custo de crédito da Nu no segundo trimestre, benefício que deverá ser menor no terceiro trimestre.

As estimativas da LSEG apontam lucro de US$ 1,09 bilhão para o Nubank, que divulga seu balanço em 12 de novembro.

Para o Santander Brasil, a expectativa da equipe do Safra é de um trimestre fraco, “uma vez que o crescimento moderado da carteira de crédito, a contínua compressão dos spreads e a deterioração persistente da qualidade dos ativos devem levar a ‌mais uma queda sequencial tanto do lucro antes dos impostos quanto do lucro líquido”.

Tal premissa é referendada pelos analistas do Citi, que esperam que uma dinâmica menos favorável da margem financeira (NII) e os elevados custos de crédito mais do que compensem o crescimento saudável da carteira de empréstimos.

“A qualidade dos ativos (do Santander Brasil) continua sendo o principal ponto de atenção, com pressões nos segmentos de cartões de crédito para clientes de menor renda, pequenas e médias empresas (PMEs) e agronegócio”, afirmaram. “Por outro lado, as receitas de tarifas e a disciplina no controle de custos devem ⁠oferecer algum suporte aos resultados.”

O Santander Brasil apresenta seu desempenho em 28 de outubro, com as previsões da LSEG apontando lucro de R$3,2 bilhões.

Itaú e BTG sem surpresas

Em meio a expectativas de mais um trimestre desafiador para os bancos brasileiros, os analistas do Safra avaliam que o Itaú Unibanco deverá apresentar um conjunto de resultados com a resiliência da qualidade dos ativos e o controle disciplinado de custos ajudando a sustentar os lucros, apesar do crescimento mais fraco da carteira de crédito e das receitas de tarifas.

O Citi também aguarda um trimestre sólido para o Itaú, com poucas surpresas, com crescimento saudável da ​carteira de crédito, margem financeira (NII) resiliente, qualidade dos ativos estável e manutenção da disciplina no controle de custos.

“Os resultados do Itaú têm sido consistentes e relativamente previsíveis, e acreditamos que essa tendência continuará no terceiro trimestre”, reforçaram Batista e equipe, do UBS BB, em relatório nesta semana.

Para o balanço do ​BTG Pactual, a expectativa também é positiva.

Os analistas do Citi esperam mais um trimestre sólido, com crescimento moderado dos lucros na comparação trimestral, afirmando que a área de crédito deve continuar sendo o principal destaque, sustentada por uma expansão saudável da carteira de empréstimos, spreads estáveis e uma dinâmica favorável de provisões.

A equipe do UBS BB também avalia que as operações de crédito do BTG devem continuar apresentando um sólido ritmo de crescimento, tanto nos segmentos de pessoa física quanto corporativo, mas veem as receitas de banco de investimento ainda fracas na base trimestral, seguindo o desempenho registrado já no segundo trimestre.

Itaú divulga seus números em 3 de novembro e BTG, no dia 10. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$12,6 bilhões para ‌o Itaú e de R$5,2 bilhões para o BTG.

Apple will have limited iPhone Duo units available in stores on Friday

21 October 2026 at 15:57

Apple on Wednesday said it will have ‘limited’ numbers of its folding iPhone Duo phone available for walk-in customers when the device launches on Friday, after initial online orders sold out in minutes and pushed delivery times for some customers to January.

Apple announced its first folding phone in September, with analysts expecting it to quickly come to dominate a niche segment where rivals such as Samsung Electronics and Huawei Technologies have sold premium offerings for years.

But the iPhone Duo is also a more complex product than standard candy-bar iPhones, with a tight-fitting hinge that analysts believe may take time for Apple to learn to manufacture in high volumes.

“On Friday morning, our teams look forward to welcoming customers at Apple Stores to experience iPhone Duo and the incredible iPhone line-up for themselves,” Apple said in a statement.

The new foldable iPhone Duo is on display during Apple’s event at the Steve Jobs Theatre in Cupertino, California, the US on September 9, 2026. — Reuters/File
The new foldable iPhone Duo is on display during Apple’s event at the Steve Jobs Theatre in Cupertino, California, the US on September 9, 2026. — Reuters/File

“Apple Stores will have limited iPhone Duo available for walk-in customers, and we’re working hard to get this revolutionary new product into customers’ hands as quickly as possible,” it said.

The availability of walk-in units will vary by country, Apple said.

Online order pickup and limited walk-in purchases will be available in the United States, Australia, Canada, Mexico and much of the UK and Europe.

Other regions will only have iPhone Duo units available for customers who already bought them online, including mainland China, France, Hong Kong, India, Japan, Malaysia, South Korea, Taiwan, Thailand and the UAE, Apple said.

On the China-governed island of Macau, the iPhone Duo will be available for walk-in customers only, with limited inventory, Apple said.

Associação de restaurantes processa Keeta sobre compra intermediada

21 October 2026 at 15:16

A ANR (Associação Nacional de Restaurantes) protocolou uma ação civil pública contra a Keeta, subsidiária da chinesa ​Meituan, na Justiça de São Paulo contestando o modelo de ​compra intermediada adotado pela companhia de delivery no Brasil.

A organização cobra a suspensão imediata da prática em estabelecimentos que não autorizaram expressamente sua inclusão no aplicativo da Keeta, além da proibição do modelo de operação no país.

Segundo a entidade, a compra intermediada consiste na inclusão de restaurantes na plataforma da Keeta sem autorização prévia, seguida do envio de um entregador ou comprador ao estabelecimento para adquirir os produtos diretamente no balcão e entregá-los ao consumidor.

“Quando a Keeta ⁠coloca uma operação dessa, o vendedor nem ​sabe o que está acontecendo na operação dele. Os gestores de restaurantes não sabem que uma ​venda presencial de balcão, na verdade, seria uma venda para a Keeta”, disse Erik Momo, presidente do conselho ⁠da ANR, em entrevista à Reuters.

Na visão da ANR, a ⁠compra intermediada pode violar a liberdade comercial dos restaurantes, configurar concorrência desleal e comprometer ​a ‌relação entre os estabelecimentos e seus clientes.

“Recorrência é algo fundamental para um restaurante sobreviver. O proprietário tem que ter ⁠gestão sobre aquilo que está no cardápio, do item que está vendendo, do preço que está praticando, a qualidade da entrega e etc”, disse o presidente do conselho da ANR.

“Se eu (como proprietário) passo tudo para esse intermediário e eu perco esse controle todo, eu estou entrando num risco ‌do ⁠meu negócio deixar de ‌existir sem eu saber.”

A entidade busca a suspensão da prática, propondo uma maior colaboração da Keeta com o setor, citando como exemplo o iFood, que pertence ao grupo holandês de investimentos Prosus, ⁠e a 99, da chinesa DiDi Global, que possuem parcerias ⁠com a entidade.

“Nosso pedido é que eles suspendam essa prática. Ela é prejudicial para o consumidor, porque ele não entende o que está acontecendo; ‌e é prejudicial para o restaurante, porque ele acaba vendendo algo que não está na previsão dele”, disse Momo.

Procurada pela Reuters, a Keeta, que iniciou operações no Brasil em 2025, informou que não tinha recebido nenhuma notificação judicial sobre o assunto.

Sobre a modalidade de compra intermediada, a empresa disse que é uma “ferramenta local desenvolvida como ‌um piloto para ampliar o acesso dos consumidores a opções de restaurantes que ainda não estão integrados à plataforma da Keeta, em um contexto em que o mercado está bloqueado por contratos de exclusividade que impedem muitos ⁠estabelecimentos de escolher livremente sua plataforma de delivery”.

“A compra intermediada…trata-se de uma iniciativa desenvolvida especificamente para o Brasil e que opera em conformidade com todas as leis e regulamentações locais aplicáveis”, disse a Keeta em nota.

A Keeta iniciou suas ​operações no Brasil há pouco mais de um ano. E a 99, da também chinesa DiDi Global, retomou sua operação ​no setor de delivery em 2025.

Desde então as empresas têm expandido velozmente suas operações no país, embora a líder do setor siga sendo a iFood.

Em setembro, o Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou necessidade de mais investigação da autoridade concorrencial sobre o setor de delivery ‌no Brasil.

GPA inicia execução de plano de reestruturação após homologação judicial

21 October 2026 at 15:02

O GPA informou na terça-feira (20) que a Justiça publicou ​a sentença de homologação de seu ​plano de recuperação extrajudicial, dando início aos prazos para a reestruturação de dívida do varejista alimentar.

A sentença proferida em 7 de outubro pelo Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo, Estado de São Paulo, ⁠foi publicada na véspera ​no DJEN (Diário de Justiça Eletrônico Nacional).

De acordo com o ​GPA, a data de publicação da sentença constitui a data de ⁠homologação para fins do plano, a ⁠partir da qual passam a correr, entre outros, o ​prazo ‌até 30 dias corridos para a disponibilização dos novos recursos ⁠pelos credores que optaram por aportá-los, observadas as condições precedentes do plano.

Após a publicação, também entram em vigor os prazos de até 30 dias ‌para ⁠o aditamento dos ‌instrumentos originais pelos credores titulares de créditos em moeda estrangeira que tenham feito essa opção e de até 60 dias para a ⁠emissão e entrega das novas debêntures ⁠emissão A e das novas debêntures Emissão B, conforme cláusula do plano.

O GPA detalhou ‌que, para viabilizar a emissão e a entrega das novas debêntures em substituição aos títulos atualmente detidos pelos credores, a B3 seguirá com os procedimentos de bloqueio dos títulos representativos dos créditos ‌sujeitos – mercado de capitais, quais sejam, as debêntures da 18ª e da 20ª emissões da companhia e os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) ⁠da 1ª e da 2ª séries da 80ª emissão da Virgo Companhia de Securitização, em seus registros e em sua custódia.

Em consequência, ​acrescentou a empresa, uma vez efetivado o bloqueio, a B3 não processará ​qualquer operação de negociação, alienação, cessão, transferência, aluguel ou outra forma de disposição desses títulos, que permanecerão indisponíveis até sua substituição pelas novas debêntures.

ONU: El Niño pode ser o mais forte dos últimos 40 anos

Logo Agência Brasil

O El Niño pode ter intensidade sem precedentes e ultrapassar os padrões observados nas últimas quatro décadas, afirmou nesta quarta-feira (21) a diretora da agência meteorológica das Nações Unidas.

O El Niño deve levar uma onda de calor para algumas regiões e abalar os padrões de chuva, provocando seca severa, enquanto em outras regiões ele pode causar inundações, disse Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial.

Relatório

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O aquecimento global deve ser mais intenso que as projeções anteriores, mesmo no cenário mais otimista, com as temperaturas médias subindo para 1,7 a 1,8 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até meados do século, segundo relatório da ONU divulgado hoje.

Apesar da rápida expansão das energias renováveis e das políticas climáticas que estão reduzindo as emissões em muitos países, o relatório mostrou que ainda são necessárias reduções “urgentes e rigorosas” para alcançar o melhor cenário possível.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) indicou que as emissões de gases de efeito estufa precisariam cair 18% em relação aos níveis de 2025 até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040. Os planos nacionais atuais reduziriam as emissões em apenas 5% a 8% até 2030 e 11% a 15% até 2035.

O relatório projetou um aquecimento global de 2,8 graus Celsius até o ano de 2100 sob as políticas atuais, ou 2,6 °C caso os países implementem integralmente os compromissos climáticos existentes. Ambas as estimativas são superiores às projeções do ano passado, refletindo a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e as avaliações revisadas das emissões históricas.

Enquanto os países se preparam para a próxima rodada de negociações climáticas na Turquia, a COP31, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que é crucial não desistir dos esforços para conter as emissões que estão causando inundações, incêndios e outros desastres naturais.

“Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos manter esse aumento o menor e mais curto possível – e fazer com que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5 grau até o final do século”, disse ele.

De acordo com o Acordo de Paris de 2015, os países concordaram em tentar manter o aumento médio da temperatura bem abaixo de 2 graus e, preferencialmente, em 1,5°C.

Como limitar o aquecimento a 1,5°C sem ultrapassagem ou com ultrapassagem limitada não é mais considerado possível, o Pnuma disse que seu novo cenário de ultrapassagem, “mais baixo possível”, oferece cerca de 50% de chance de que as temperaturas possam retornar a 1,5°C ou menos até 2100.

O relatório indicou ainda que os planos climáticos apresentados desde o ano passado praticamente não alteraram as projeções de aquecimento futuro e que o retorno à meta de 1,5°C dependeria da remoção de carbono em grande escala, cuja viabilidade é incerta.

*Reportagem adicional de Simon Jessop

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

OpenAI expands ChatGPT ads to 26 more countries, including Pakistan, in bid to boost revenue

21 October 2026 at 14:47

OpenAI said on Wednesday it was expanding advertising on ChatGPT to 26 more countries, including Pakistan, ​bringing the total to 89 as ‌the AI company beefs up its advertising business to boost revenue ahead of a potential initial public ​offering.

The company said in August its ads ​business had reached an annualised revenue run ⁠rate of $1 billion.

OpenAI began testing ads in ChatGPT ​in the US earlier this year, and ​more than 100,000 advertisers have since run campaigns on the platform, the company said.

The expansion adds 14 more ​Latin American countries, including Argentina, Chile, Colombia ​and Peru, following launches in Mexico and Brazil.

Ads are also launching in markets across Europe, the Middle East, Africa and Asia, including Nigeria, South Africa, Serbia, Ukraine, Cambodia, Bangladesh and Pakistan.

Advertisers can access ​ChatGPT ads ​in the ⁠new markets through technology partners, or get self-service access via Ads Manager ​on the company’s platform.

Ads will appear ​only ⁠on ChatGPT’s Free and Go plans, while Plus, Pro and Enterprise subscriptions will remain ad-free.

In ⁠September, ​OpenAI introduced AI-powered tools for ​advertisers and began testing business-sponsored agents with select US advertisers.

Leão XIV sobe ao papamóvel pela primeira vez desde cirurgia de câncer

Logo Agência Brasil

O papa Leão voltou à Praça de São Pedro nesta quarta-feira (21), acenando para os peregrinos e abençoando bebês em seu papamóvel aberto, enquanto realizava sua primeira audiência geral no Vaticano desde que passou por uma cirurgia de câncer de pulmão, há oito dias.

O pontífice, de 71 anos, que prometeu no domingo (18) que retomaria gradualmente suas funções como líder de 1,4 bilhão de católicos no mundo, ficou na parte traseira do veículo enquanto atravessava a praça, acenando, sorrindo e parando para conversar com os peregrinos.

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Leão passou por uma cirurgia em 13 de outubro para remoção do lobo inferior do pulmão direito e foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão.

O diagnóstico, para o papa mais jovem em décadas — eleito apenas em maio de 2025 — causou comoção e levantou questões sobre o futuro de seu papado.

A audiência de hoje, a primeira realizada desde 7 de outubro, seguiu formato normal. A multidão começou a se reunir horas antes do início da audiência, às 9h45, segurando guarda-chuvas sob um céu cinzento e com chuvisco.

“A primeira coisa que quero dizer a vocês é obrigado pelo apoio e pelas orações”, disse Leão à multidão em suas palavras de abertura do evento de 50 minutos, sem mencionar especificamente sua saúde.

“Graças a Deus por sua generosidade”, afirmou o papa, falando com voz clara enquanto aplausos ecoavam na praça. “Vamos renovar nossa confiança na bondade e na misericórdia de Deus.”

Calendário papal

Depois de percorrer a Praça, Leão proferiu um sermão em italiano. Na única grande mudança em relação às ocasiões anteriores, ele fez breves saudações em sete idiomas, em vez de nove.

Os médicos de Leão afirmaram que a cirurgia foi concluída com sucesso, sem complicações. Eles ainda não divulgaram o tamanho do tumor, nem se a doença se espalhou para os gânglios linfáticos próximos, fatores-chave para determinar o prognóstico.

O Vaticano não forneceu nenhuma indicação sobre a agenda de Leão após esta quarta-feira.

O papa tem visita programada para o Uruguai, a Argentina e o Peru de 6 a 17 de novembro, em uma das viagens mais intensas organizadas para um líder católico nas últimas décadas. Ainda não está claro, no entanto, se essa viagem ocorrerá conforme planejado.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Ações da fabricante da Ray-Ban disparam em maior alta diária desde 2008

21 October 2026 at 14:09

As ações da EssilorLuxottica subiam mais de 14% ​nesta quarta-feira (21), depois que a ​fabricante da Ray-Ban superou as expectativas de receita do terceiro trimestre, com a demanda resiliente por seus principais produtos de óculos superando os sinais de moderação no crescimento do segmento de óculos ⁠inteligentes.

O movimento é ​um sinal de que a pressão ​sobre a maior empresa de óculos do mundo ⁠está diminuindo, cujas ações ⁠tiveram seu preço reduzido quase pela ​metade ‌após atingirem um valor de mercado recorde de ⁠149 bilhões de euros há um ano.

Analistas afirmam que a queda começou quando os investidores manifestaram preocupações com ‌a ⁠governança e ‌com o incipiente negócio de óculos inteligentes da empresa, especialmente no que diz respeito à privacidade ⁠e às expectativas de ⁠vendas.

As ações da EssilorLuxottica lideravam os ganhos no índice de ‌referência francês CAC 40 e estavam a caminho de registrar o maior salto em um único dia desde 2008.

A receita do terceiro trimestre da empresa franco-italiana ‌foi de 7,49 bilhões de euros, superando os 7,36 bilhões de euros esperados pelos analistas.

Mas, ⁠ao contrário dos trimestres anteriores, as vendas dos óculos inteligentes Ray-Ban, fabricados em parceria com a ​Meta, desaceleraram em comparação com os ritmos observados ​no início do ano, enquanto o negócio principal de óculos da EssilorLuxottica foi o principal impulsionador do crescimento.

Monitoring the monitors: US states prepare for surge of Justice Dept election watchers

21 October 2026 at 14:06

When Justice Department (DOJ) staffers arrived in Minnesota this summer to monitor the state’s primary election, they found themselves under scrutiny as well.

Minnesota officials deployed about 40 state employees, working in pairs, to track the DOJ lawyers as they travelled through two counties during the August vote.

The monitoring effort reflected mounting tensions between Minnesota and the Trump administration over elections and immigration.

Democratic Secretary of State Steve Simon said his office is likely to continue coordinating with the state attorney general’s office to shadow federal monitors during the November 3 midterms, when control of Congress is at stake. California has launched a similar programme.

While Simon acknowledged the DOJ monitors were not disruptive, the moves by Minnesota and California nevertheless underscore the unease in Democratic-led and some Republican-led states about the DOJ’s plans to deploy about 1,000 monitors in all 50 states on Election Day, roughly triple the number in the last midterm election. The deployment would be the largest observation effort in the department’s history.

US Department of Justice (DOJ) poll watchers visit a polling station during the Michigan primary elections, in Detroit, Michigan, the US on August 4, 2026. — Reuters/File
US Department of Justice (DOJ) poll watchers visit a polling station during the Michigan primary elections, in Detroit, Michigan, the US on August 4, 2026. — Reuters/File

The Trump administration has taken an increasingly aggressive approach to election oversight, pressing states for voter-registration data and arguing that stricter measures are needed to ensure public confidence in the vote. Critics, including both Democratic and some Republican election officials, view the moves as federal overreach.

California Attorney General Rob Bonta, a Democrat, said in an interview that “they are the source of interference,” referring to the federal government. “They are the ones that are intimidating and creating the suppression.”

Justice Department officials accuse critics of fear-mongering about the monitor programme, saying it will focus on compliance with civil rights laws as in prior elections.

DOJ spokesperson Kiersten Pels said the monitors will be trained not to interfere with election processes and will focus on countering voter intimidation and protecting access.

The DOJ has not yet revealed where monitors will be deployed, but department officials said priorities include areas with a history of voter access issues and places with competitive races that could be targets of voter intimidation.

A resident of Doylestown, Pennsylvania, votes ‘On Demand’ using an absentee or mail-in ballot on October 20, 2026. — Reuters
A resident of Doylestown, Pennsylvania, votes ‘On Demand’ using an absentee or mail-in ballot on October 20, 2026. — Reuters

The expanded monitor programme has led several states to issue new guidelines to local election officials and poll workers about the limited authority DOJ observers will have on Election Day.

Some state and local laws allow election officials to prevent DOJ monitors from being present inside polling locations.

DOJ staff can observe voting, speak to voters after they leave polling places and report immediate concerns to local law enforcement or election officials. But they cannot conduct investigations on the spot or otherwise stop anyone from voting.

In Nevada, the chief election official, Democrat Cisco Aguilar, said local law enforcement will be trained to remove any DOJ monitor breaking rules or refusing to leave a polling place if asked.

In Maine, where a key race could help decide control of the Senate, the secretary of state has told local election supervisors to contact the state if federal monitors request permission to observe.

A US Department of Justice poll watcher shows his badge to a polling station worker during the Michigan primary elections, in Detroit, Michigan, the US on August 4, 2026. — Reuters/File
A US Department of Justice poll watcher shows his badge to a polling station worker during the Michigan primary elections, in Detroit, Michigan, the US on August 4, 2026. — Reuters/File

A long-running programme

The Justice Department for decades has dispatched election monitors to document potential civil rights violations, such as polling locations that lack Spanish-language ballots or are inaccessible to people with disabilities.

The Trump administration has reshaped the DOJ’s Civil Rights Division, which runs the monitoring programme, prompting an exodus of career staff and a new focus on election fraud and voting by non-US citizens.

The new emphasis has led some state officials, rights groups and former DOJ lawyers to fear the expanded programme could be used as a tool to sow doubt about the security of the election, in which Democrats are widely expected to gain control of the House of Representatives and possibly the Senate.

“There’s never been a time when DOJ’s presence would have been viewed as this much of a threat,” said Stacey Young, a former DOJ lawyer who previously worked as an election monitor and now runs Justice Connection, an advocacy group that has opposed the Trump administration.

A Bucks County resident holds a mail-in ballot after voting ‘On Demand’ using an absentee or mail-in ballot in Doylestown, Pennsylvania, the US on October 20, 2026. — Reuters
A Bucks County resident holds a mail-in ballot after voting ‘On Demand’ using an absentee or mail-in ballot in Doylestown, Pennsylvania, the US on October 20, 2026. — Reuters

A particular concern among voter rights groups is the department’s plan to deploy criminal prosecutors as monitors, in a break with historical practice. The department has relied on civil lawyers and support staff in the past out of concern that the presence of criminal prosecutors at the polls could make voters apprehensive.

A major civil rights group, the National Association for the Advancement of Coloured People (NAACP), has sued to bar prosecutors and other law enforcement personnel from serving as monitors, arguing the Trump administration’s plans amount to voter intimidation.

A senior DOJ official, speaking on the condition of anonymity to discuss operational details, said voters were unlikely to notice a difference between prosecutors and other DOJ staff.

“Monitors will not identify themselves as prosecutors,” Pels said in a statement, arguing the NAACP lawsuit is based on “unwarranted fear and baseless speculation”.

She said the monitors would document instances of any alleged voting by non-citizens they uncover, a core Trump administration priority that has not historically been a focus of the programme.

“If monitors observe any violation of federal election law, including voting by non-citizens, they record and report it to the department,” Pels said.

Signage outside of a mail-in ballot drop box in Doylestown, Pennsylvania, the US on October 20, 2026. — Reuters
Signage outside of a mail-in ballot drop box in Doylestown, Pennsylvania, the US on October 20, 2026. — Reuters

The senior DOJ official said monitors would not seek to check voters’ citizenship status on Election Day. Reports from monitors, however, could contribute to investigations after the election, the official said.

It’s unclear what evidence of illegal voting monitors would be able to collect while observing in polling places.

The Trump administration has made voting by non-citizens a centrepiece of its campaign, alleging voter fraud, prosecuting alleged offenders in past elections and seeking to block California from counting some 20,000 mail ballots from voters the administration alleges are likely non-citizens.

Studies have found that the practice is rare, but President Donald Trump and his allies have held up isolated cases as evidence to falsely claim that US elections are “rigged.”

Few incidents in primaries

The DOJ has said it monitored hundreds of polling places in 11 states during this year’s primary elections. Few incidents were reported, but in Wyoming, the state’s Republican governor, Mark Gordon, asked the state attorney general to probe what he described as aggressive conduct by DOJ monitors, including requests to examine voting machines.

The DOJ official said monitors only asked about the machines to inquire about access for people with disabilities. A spokesperson for Gordon said disagreements remained about the episode.

Officials in several states told Reuters they had worked successfully with DOJ monitors in prior elections and did not anticipate disruptions this year.

Two Minnesota counties, Hennepin and Ramsey, invoked state law to keep DOJ monitors from within 30 metres of polling places during the primary election in August.

Pakistan, Qatar, Turkiye and Indonesia sign 'Badr' defence cooperation pact

22 October 2026 at 03:18

Pakistan, Qatar, Turkiye and Indonesia on Wednesday signed a multilateral pact to promote cooperation in defence production and capabilities, the Turkish defence ministry said.

The signing took place in Qatar, with ministers of the four countries attending the ceremony. Defence Minister Khawaja Asif represented Pakistan at the signing.

The Foreign Office has yet to comment on the signing of the defence pact, but Asif posted on X his “key statements” on the ‘Badr Memorandum of Understanding’ (MoU).

The remarks were posted as a visual share, which said: “Pakistan places great importance on strengthening defence cooperation with trusted partners. This memorandum reflects Islamabad’s shared commitment to contributing to regional peace and stability.

“We look forward to exploring opportunities for strengthening self-reliance, industrial collaboration, joint production and technology transfer while drawing on the complementary strengths of our respective defence industries, in accordance with relevant international and domestic laws and regulations.”

The statement further said, “Through this partnership, we aim to advance cooperation across joint research and development, training exchanges and industrial capability building.”

Turkiye and Qatar released similar statements on the signing of the pact.

Reuters quoted the Turkish ministry as saying that the pact, titled ‘Badr Memorandum of Understanding (MoU)’, was aimed at defence cooperation and strengthening defensive capabilities.

“The agreement holds substantial economic importance,” it said, adding the accord sought to foster cooperation in military production, boost military capabilities, and help collaboration in technical military training, research and development.

“By leveraging the unique military production capabilities of each country, the initiative will facilitate cooperation and integration, enhance defence industrial capacities, and enable the fulfilment of the needs of allied and friendly nations,” it added.

Later, the Qatari defence ministry also released a similar statement.

Turkish Defence Minister Yaşar Güler, Qatar’s Deputy Prime Minister and Minister of State for Defence Sheikh Saud bin Abdulrahman, and Indonesia’s Deputy Minister of Defence Yusuf Jauhari were the other signatories. Haluk Görgün, who heads Turkiye’s Secretariat of Defence Industries, was also present on the occasion.

Görgün said in a statement that the accord formed the foundation of a “strategic cooperation” to develop joint production and technology.

“Technology sharing, joint development and strengthening domestic production capabilities lie at the heart of sustainable defence industry. As Turkiye, we value partnerships that go beyond off-the-shelf procurement models, that foster the development of a nation’s own human capital and industrial infrastructure,” Gorgun said.

“We believe that the Badr MoU will contribute to transforming the complementary capabilities of Qatar, Pakistan, Indonesia, and Turkiye into concrete projects,” he added.

State-run Qatar News Agency said the pact was named ‘Badr’, “referring to the full moon, to signify how the four nations complement one another through this agreement, given its immense importance in terms of both defence and the economy”.

“Other friendly nations may join the MoU, in accordance with criteria agreed upon by the four countries,” it said.

Pakistan has strong brotherly and historic ties with the three countries, with intense diplomatic engagement seen in recent months with Qatar and Turkiye particularly.

Pakistan and Turkiye, along with Saudi Arabia, are members of the Makkah Defence Alliance, under which they are to treat an attack against any of them as an attack against all. Qatar had welcomed that pact as cooperation aimed at regional security and stability.

Islamabad and Doha have remained engaged as mediators in the US-Iran war. Meanwhile, Pakistan and Turkiye are part of the Regional Four (R4) Group along with Saudi Arabia and Egypt, which emerged in March and has met several times since then.

Earlier this week, Interior Minister Mohsin Naqvi met his Qatari counterpart during his visit to Doha, where the two agreed to boost bilateral cooperation in internal security.

During his November 2025 visit to the Gulf state, President Asif Ali Zardari met with Qatari Emir Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani and offered to expand bilateral cooperation in the areas of defence production.

Last month, Indonesian naval chief Admiral Dr Muhammad Ali called on Chief of Defence Forces and Chief of the Army Staff Field Marshal Asim Munir in Rawalpindi.

The two sides “reaffirmed their resolve to further strengthen cooperation, particularly in the domains of professional training, defence collaboration and joint exercises”, Inter-Services Public Relations (ISPR) said. The naval chief had also met President Asif Ali Zardari.

In January, Defence Minister retired Lieutenant General Sjafrie Sjamsoeddin had called on CDF Munir, with ISPR saying he expressed Jakarta’s desire to further expand defence ties with Pakistan.

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