❌

Normal view

EUA mandam diplomatas deixarem Arábia Saudita em meio a ataques dos Houthis

21 October 2026 at 22:48

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e seus familiares deixem suas missões na Arábia Saudita, informaram autoridades norte-americanas à Reuters.

Além disso, o governo de Donald Trump planeja retirar familiares de várias outras missões norte-americanas no Golfo Pérsico, ainda de acordo com as fontes.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou em uma postagem no X que o departamento ordenou a saída de “funcionários não essenciais do governo dos EUA e seus familiares apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos Houthis, um grupo apoiado pelo Irã, do Iêmen contra alvos civis no país.

O governo Trump havia enviado de volta alguns integrantes do corpo diplomático à região nos últimos meses, depois que muitos haviam sido retirados quando o Irã lançou ataques de retaliação contra instalações norte-americanas após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

“Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas civis e graves interrupções nas viagens”, justificou Pigott.

Quatro autoridades norte-americanas disseram à Reuters que as missões dos EUA em outros países do Golfo Pérsico também estariam ordenando que familiares deixassem o local.

Pigott não se pronunciou sobre mudanças em outras missões fora da Arábia Saudita.

A embaixada dos EUA em Riade emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira (21) sobre possíveis novos ataques dos houthis à Arábia Saudita, após recentes ataques mortais, incluindo um ao aeroporto de Riade.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

Trump diz que guerra contra Irã é “uma das melhores coisas que já fizemos”

21 October 2026 at 22:38

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a guerra contra o Irã como “uma das melhores coisas que já fizemos”, apesar de o conflito continuar sendo profundamente impopular internamente e de muitos candidatos do Partido Republicano defenderem o seu fim.

Questionado nesta quarta-feira (21) se lamenta ter iniciado a guerra, Trump disse aos repórteres: “Não, acho que é uma das melhores coisas — acho que é uma das melhores coisas que já fizemos”.

“Impedimos o Irã de ter uma arma nuclear. É uma das melhores coisas que já fizemos”, continuou ele, acrescentando que sua decisão de atacar o país do Oriente Médio em fevereiro “exigiu muita coragem”.

No entanto, quase oito meses após o início da guerra, o presidente não conta com grande apoio da população dos EUA: uma nova pesquisa da CNN, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que apenas 30% dos americanos aprovam a sua condução da política externa.

A CNN conversou com muitos eleitores, inclusive em comícios do presidente, que apontaram o impacto do conflito nos preços dos combustíveis e no custo de vida como uma questão central para as próximas eleições.

Enquanto isso, alguns republicanos que enfrentam disputas eleitorais difíceis neste outono têm se distanciado do presidente no que diz respeito à guerra.

Trump diz que deixou instruções para atacar Irã caso seja assassinado

Macron promete que não haverá novo caos na França antes de novos protestos

21 October 2026 at 21:56

O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu impedir que os distúrbios e saques do último fim de semana se repitam, enquanto o movimento dos Coletes Amarelos apresentou planos para uma grande marcha em Paris no sábado (24).

Macron afirmou nesta quarta-feira (21) que aqueles que tentarem causar desordem nos próximos protestos serão impedidos, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu se reuniu com líderes sindicais em um esforço para amenizar uma das piores crises que a França enfrenta nos últimos anos.

Um representante do movimento “Gilets Jaunes” (Coletes Amarelos), um grupo de base não vinculado aos sindicatos, apresentou planos para uma marcha pelo centro de Paris, incluindo áreas que foram saqueadas há poucos dias.

Grupos estudantis também convocaram protestos para o mesmo dia, a fim de pressionar por maiores investimentos na educação. Os ativistas dos Coletes Amarelos buscam reativar sua campanha, que surgiu em 2018, contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.

As manifestações do último fim de semana degeneraram rapidamente em violência desenfreada, especialmente em Paris, Marselha, Lyon e Limoges, e a polícia, sobrecarregada, levou horas para conter os distúrbios.

Destacando a preocupação dos investidores com a situação, os custos de endividamento do governo francês dispararam nesta semana, elevando os rendimentos dos títulos de referência de 10 anos para 5%, o nível mais alto desde julho de 2002.

Analistas afirmaram que o movimento refletiu preocupações de que a agitação pudesse complicar os esforços do governo para sanar as finanças públicas em tensão, em um momento de pressões orçamentárias já crescentes.

Macron pontuou que se reuniria com autoridades de inteligência, Lecornu e outros ministros na quinta-feira (22) para obter um relato detalhado dos distúrbios de 17 de outubro.

“Aqueles que quiserem causar desordem nos centros das cidades no próximo sábado serão impedidos de fazê-lo”, declarou Macron a repórteres durante uma visita ao Catar, onde vem buscando acordos no setor de energia enquanto a França enfrenta o aumento dos custos dos combustíveis.

“Não pode haver hesitação no topo do Estado”, adicionou.

O líder francês acusou alguns líderes estrangeiros de espalharem desinformação sobre o que havia acontecido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em particular, atribuiu a turbulência à imigração em massa e ao islamismo radical, dizendo que se tratava de um aviso para os norte-americanos.

Questionado se estava se referindo a Trump, Macron disse: “Entre outros”, acrescentando que alguns políticos estrangeiros estavam tentando tirar proveito político às custas da França.

“Não precisamos disso. Já temos dificuldades com as quais lidar”, afirmou.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

Espanha diz não aceitar interferências externas e critica Milei: “Indigno”

21 October 2026 at 21:42

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha disse nesta quarta-feira (21) não aceitar interferências externas e chamou Javier Milei de “indigno”. Isso acontece após o presidente da Argentina chamar o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável”.

“A Espanha é uma nação soberana que não aceita ingerências externas, nem ataques e injúrias ao seu presidente e suas instituições eleitas, livre, democrática e soberanamente, nem tolera que ninguém atrapalhe essa convivência pacífica e democrática”, expressou a pasta em comunicado.

A fala de Milei foi feita durante visita do presidente argentino ao país europeu, que acontece a pouco mais de um mês das eleições espanholas. A votação foi antecipada para o dia 29 de novembro, depois que o Congresso não aprovou um pacote de medidas destinadas a mitigar a crise habitacional no país.

O governo de Sánchez, premiê da esquerda que tenta se reeleger, também fez referência à fala de Milei de que espanhóis deveriam “tirar os socialistas a pontapés” porque estão no “berço do liberalismo”.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha qualificou as falas do argentino como “insultos e calúnias” e afirmou que o líder do país sul-americano incitou “o uso da violência”.

“É indigno que uma pessoa que ostenta a mais alta chefia de uma nação realize visitas ao nosso país com o único objetivo de tentar gerar um clima de polarização e violência entre os espanhóis e entre nações irmãs, como são a espanhola e a argentina”, afirmou a chancelaria do país europeu.

Milei está na Espanha desde a última terça-feira (20) para uma série de eventos. O discurso no qual fez duras críticas a Sánchez ocorreu em um Fórum Econômico, na manhã desta quarta.

Durante a tarde, Milei fez uma ligação por vídeo com o candidato do partido Vox e se reuniu com a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, ambos de direita.

Quem é Javier Milei, presidente da Argentina

Suprema Corte dos EUA mantém acesso de presos transgênero a tratamentos

21 October 2026 at 21:22

A Suprema Corte dos Estados Unidos impediu o presidente Donald Trump nesta quarta-feira (21) de suspender a terapia hormonal e outros tratamentos para americanos transgêneros em prisões federais.

O tribunal emitiu uma decisão de apenas uma frase, sem apresentar justificativas. De toda forma, esta é considerada uma vitória rara para as pessoas transgênero na Suprema Corte, que é de maioria conservadora.

“Esta é uma decisão fundamental para nossos clientes e para todas as pessoas transgênero sob custódia do Departamento Federal de Prisões”, afirmou Li Nowlin-Sohl, advogada sênior do Projeto LGBTQ & HIV da ACLU.

“Negar cuidados de saúde clinicamente necessários — incluindo tratamentos de afirmação de gênero — a pessoas encarceradas constitui uma violação de seus direitos constitucionais fundamentais. Continuaremos a defender os direitos de nossos clientes e de todas as pessoas privadas de liberdade”, adicionou.

O Departamento de Justiça dos EUA não respondeu prontamente a um pedido de comentário.

Dois juízes conservadores — Clarence Thomas e Samuel Alito — manifestaram-se contrariamente à decisão desta quarta-feira, mas não apresentaram justificativa.

A ausência de explicação foi particularmente notável, dado que o caso já contava com todos os documentos e argumentos apresentados pelas partes, estando pronto para uma decisão há quase duas semanas.

Desde o retorno de Trump ao poder, no ano passado, a Suprema Corte permitiu que o governo americano proibisse pessoas trans de servir nas Forças Armadas e autorizou uma política que exige que a designação de sexo nos passaportes dos EUA corresponda ao sexo atribuído ao indivíduo no nascimento.

Além disso, neste ano, a Corte manteve leis estaduais que proíbem atletas transgênero de competir em equipes esportivas femininas.

Recurso de emergência apresentado à Suprema Corte

Este recurso de emergência apresentado pelo governo americano aborda uma questão que Trump explorou durante sua campanha de 2024, por meio de uma série de anúncios televisivos que criticavam a candidata democrata Kamala Harris por sua postura em relação aos americanos transgênero.

Em seu primeiro dia de volta à Casa Branca, Trump assinou uma ordem executiva proibindo “qualquer procedimento médico, tratamento ou medicamento” que visasse “adequar a aparência de um detento à do sexo oposto”.

Posteriormente, o Departamento Federal de Prisões implementou uma política que permite o acesso a serviços de psicoterapia e psiquiatria para detentos com disforia de gênero, mas exclui terapias hormonais, cirurgias e “adaptações sociais” — categoria que pode incluir itens como vestuário e maquiagem.

Um tribunal distrital e um tribunal federal de apelações em Washington, D.C., impediram, em caráter provisório, a entrada em vigor da política de Trump.

Em uma decisão concisa emitida no mês passado, o Tribunal de Apelações do Circuito de D.C. concluiu que a medida do governo era, provavelmente, arbitrária, uma vez que o Departamento Federal de Prisões não havia considerado “de forma adequada” a sua “própria experiência na oferta de cuidados de afirmação de gênero sob a política anterior”.

Em seu recurso de emergência à Suprema Corte, o governo Trump argumentou que, de fato, levou em consideração essa experiência, e que o tratamento e as acomodações anteriormente oferecidos “suscitavam preocupações relacionadas à segurança e à administração prisional que superavam quaisquer benefícios limitados que pudessem proporcionar”.

Três detentos, que afirmaram receber terapia hormonal há anos, contestaram a política, argumentando que se tratava de uma mudança abrupta em relação a décadas de diretrizes, a qual interromperia o tratamento de quase mil pessoas sob custódia.

A alegação de preocupações com a segurança nas prisões, segundo a American Civil Liberties Union informou à Suprema Corte, soava estranha, “visto que o BOP [Departamento Federal de Prisões] não apontou um único incidente de segurança relacionado à oferta desse tratamento ao longo dos últimos 30 anos”.

Hospitais nos EUA suspendem cuidados a menores trans sob pressão do governo

Premiê da Holanda espera 1° filho com noivo por meio de barriga solidária

21 October 2026 at 20:55

O primeiro-ministro da Holanda, Rob Jetten, anunciou na segunda-feira (20) que ele e seu parceiro estão esperando o primeiro filho, com o auxílio de uma barriga solidária e de uma doadora de óvulos.

“Alguém muito especial está a caminho. Nos vemos em 2027, pequenino(a)”, escreveu Jetten em sua conta pessoal no Instagram, acrescentando emojis de um rostinho de bebê e de uma mamadeira.

“Não existem palavras grandiosas o suficiente para agradecer à nossa doadora de óvulos, à nossa barriga solidária e às famílias de ambas. Nada disso seria possível sem vocês”, disse ele.

Jetten está noivo do jogador argentino de hóquei sobre a grama Nicolas Keenan. O casal planejava se casar neste verão, mas adiou o casamento pouco depois de Jetten assumir o cargo de primeiro-ministro, neste ano.

Aos 39 anos, ele se tornou o premiê mais jovem da história da Holanda após a vitória eleitoral inesperada de seu partido, o D66, há um ano.

A barriga solidária e a doadora de óvulos são amigas holandesas do casal — ambas já têm filhos — e não tiveram qualquer motivação comercial ao ajudá-los, informou o D66 em um comunicado em seu site.

Na Holanda, é ilegal pagar por uma barriga solidária.

O partido de Jetten afirmou que a gestação, realizada com o uso de tecnologia avançada, está totalmente em conformidade com as normas e regulamentos holandeses, tendo sido viabilizada por meio de procedimentos de fertilização in vitro oferecidos no país.

O D66 informou que Jetten tirará alguns dias de folga quando o bebê nascer para ficar com sua família, mas não há previsão de um período mais longo de licença parental.

Deputada da Austrália tem pernas amputadas após ser atropelada

21 October 2026 at 20:36

A deputada australiana Helen Haines, que foi atropelada por um veículo em um suposto ataque deliberado, teve as duas pernas amputadas, segundo anunciou o marido dela, Phil Haines, nesta quarta-feira (21).

Haines, que é deputada federal independente, permanece em estado estável no hospital após o caso, que ocorreu na segunda-feira (20), no meio da tarde, em uma via principal nas proximidades de seu escritório eleitoral em Wangaratta, no nordeste de Victoria.

“A perna esquerda de Helen foi amputada na segunda-feira. Tínhamos a esperança de que a direita pudesse ser salva, mas… os cirurgiões também tiveram de amputá-la”, declarou Phil Haines, marido da deputada há quase 40 anos, em uma coletiva de imprensa no hospital Alfred, em Melbourne.

“Tanto seu coração quanto sua mente estão em bom estado”, acrescentou.

Na segunda, a parlamentar, de 65 anos, estava retirando objetos do porta-malas do carro dela quando um homem passou por ela, antes de, supostamente, dar meia-volta e prensá-la contra o próprio veículo. Não se sabe o motivo do ocorrido.

Enquanto pessoas que estavam na rua corriam para ajudá-la, um barbeiro da região retirou o motorista do carro e o conteve até a chegada da polícia. Haines foi levada imediatamente de helicóptero para Melbourne, onde passaria por uma cirurgia.

Política popular e respeitada em Canberra, ela representa sua comunidade como deputada independente desde 2019.

Em declarações feitas após as de Phil Haines na mesma coletiva de imprensa, a governadora-geral Sam Mostyn disse que mantinha o rei Charles III informado sobre os acontecimentos.

A governadora-geral é nomeada pelo rei como chefe de Estado formal da Austrália, embora o país seja governado por um primeiro-ministro sob um sistema parlamentarista.

“A Austrália ainda está chocada e consternada com este ataque terrível. Sei que aqui, em Victoria em particular, as pessoas estão simplesmente atônitas e têm muita dificuldade em compreender a magnitude desta tragédia”, disse Mostyn.

Enquanto a pilha de buquês de flores crescia em frente ao escritório eleitoral de Haines, seu marido pediu às pessoas que considerassem fazer doações em vez disso.

“Ela adora flores, mas é um pouco difícil cuidar de tantos buquês”, pontuou Phil.

“Pedimos àqueles que desejam apoiar Helen financeiramente que façam uma doação ao Fundo Save the Children”, adicionou.

Suspeito comparece a tribunal na Austrália

O suposto agressor, Brendan Nugent, de 43 anos, compareceu a um tribunal nesta quarta-feira, acusado de direção perigosa resultando em lesões graves, de causar intencionalmente lesões graves e de causar danos a uma funcionária pública da Commonwealth.

Na audiência judicial, que foi bastante breve, o advogado de Nugent afirmou que ele sofria de uma condição neurológica rara e que, no momento, não estava sob medicação.

Não foi apresentado nenhum pedido de liberdade sob fiança, e a próxima audiência está marcada para o dia 4 de fevereiro.

Sessões informativas sobre segurança

Embora a polícia ainda precise determinar se o caso teve motivações políticas, o suposto ataque chocou o país e colocou em foco a segurança de seus líderes políticos.

Os integrantes do Parlamento receberam, nesta quarta-feira, em Canberra, sessões informativas detalhadas sobre segurança, enquanto a comissária da Polícia Federal Australiana apontava para o aumento das denúncias de assédio e ameaças contra parlamentares federais.

As autoridades observavam “uma crescente polarização política e um sentimento antigovernamental, bem como comportamentos impulsionados por teorias da conspiração e ressentimentos”, declarou a comissária Krissy Barrett em uma coletiva de imprensa.

“Indivíduos agindo sozinhos, motivados por uma combinação de ressentimentos pessoais, vulnerabilidades de saúde mental e preocupações ideológicas”, estavam contribuindo para essa tendência de alta, acrescentou.

O comissário-chefe da Polícia de Victoria, Mike Bush, disse que a polícia não dispunha de informações de inteligência sobre o suposto agressor de Haines que indicassem um risco iminente.

Papa Leão XIV não precisará de outros tratamentos após cirurgia de câncer

21 October 2026 at 20:14

Médicos anunciaram nesta quarta-feira (21) que o papa Leão XIV não precisará de outros tratamentos após uma cirurgia de câncer de pulmão.

Os resultados dos exames histológicos confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, mas a doença permanece localizada, pontuou o Vaticano em nota.

“Uma avaliação oncológica posterior confirmou que não é necessário nenhum tratamento adicional”, afirmaram o cirurgião-chefe do Papa, Stefano Margaritora, e seu médico pessoal, Luigi Carbone.

O pontífice passou por uma operação no dia 13 de outubro, após exames detectarem um nódulo no pulmão. Durante o procedimento, o lobo inferior do pulmão direito do líder da Igreja Católica também foi removido.

O boletim médico informou que a operação foi bem-sucedida e não teve complicações.

Também nesta quarta, Leão XIV retornou à Praça de São Pedro, acenando para peregrinos e abençoando bebês de seu papamóvel aberto enquanto realizava sua primeira audiência geral no Vaticano desde a cirurgia.

“A primeira coisa que quero dizer a vocês é obrigado pelo apoio e pelas orações“, disse Leão à multidão em suas palavras de abertura para o evento, que durou 50 minutos, sem mencionar especificamente sua saúde.

“Graças a Deus por sua generosidade”, disse o papa, falando com voz clara enquanto aplausos e gritos de comemoração ecoavam pela praça.

“Vamos renovar nossa confiança na bondade e na misericórdia de Deus”, concluiu.

Papa Leão retira parte do pulmão e tem câncer confirmado, diz Vaticano

 

“Máquina política” de Trump ainda pode usar US$ 181 milhões para Midterms

21 October 2026 at 18:15

A operação política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nas semanas finais da campanha para as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, com quase US$ 181 milhões (equivalente a cerca de R$ 909 milhões) em reservas para impulsionar os candidatos do Partido Republicano nas disputas para a Câmara e o Senado, segundo revelam novos documentos apresentados às autoridades eleitorais.

A equipe de Trump já gastou US$ 300 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão), segundo o próprio presidente, e os balanços dos comitês políticos alinhados a ele mostram que há recursos suficientes para cumprir a promessa de investir US$ 400 milhões (equivalente a cerca de R$ 2 bilhões) até o dia da eleição.

Seu principal super PAC (grupo de doações), o MAGA Inc., arrecadou mais de US$ 464 milhões (equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões) — um montante sem precedentes para um presidente que não pode mais se reeleger.

Doações de indivíduos ricos e corporações ajudaram a financiar campanhas publicitárias e ações de mobilização de eleitores em diversas disputas acirradas nos EUA, enquanto o presidente trabalha para preservar a maioria do Partido Republicano no Congresso.

Os recursos do MAGA Inc. financiaram outros dois super PACs — o No Going Back PAC Inc. e o Safety & Affordability PAC Inc. —, que estão realizando gastos vultosos nas Eleições de Meio de Mandato, embora seus nomes não estejam diretamente vinculados à marca “MAGA” de Trump.

Ao todo, o MAGA Inc. transferiu US$ 225 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão) para esses comitês até o dia 14 de outubro, conforme indicam registros da Comissão Eleitoral Federal.

Dados da AdImpact mostram que esses dois super PACs afiliados utilizaram os recursos rapidamente: o No Going Back PAC investiu mais de US$ 160 milhões (equivalente a cerca de R$ 804 milhões) em publicidade, incluindo gastos na casa das dezenas de milhões de dólares em disputas cruciais para o Senado em Michigan, Ohio e New Hampshire, além de outros milhões destinados a outras corridas para o Senado e dezenas de disputas para a Câmara dos Representantes.

Além disso, o Safety & Affordability PAC gastou mais de US$ 40 milhões (equivalente a cerca de 201 milhões) em anúncios, segundo a AdImpact, concentrando-se exclusivamente em disputas para a Câmara.

Entre os principais alvos estão as eleições no 1º Distrito do Arizona, no 7º Distrito de Michigan e no 2º Distrito do Maine.

Os novos documentos apresentados à Comissão Eleitoral Federal também revelam que alguns dos indivíduos mais ricos do país continuam a financiar os gastos políticos de Trump.

Somente em setembro, três grandes doadores foram responsáveis ​​por três quartos dos US$ 24 milhões (equivalente a cerca de R$ 120 milhões) arrecadados pelo MAGA Inc. naquele mês.

O magnata dos cassinos Steve Wynn doou US$ 8 milhões (equivalente a cerca de R$ 40 milhões), enquanto o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e a bilionária do setor de coberturas de Wisconsin, Diane Hendricks, doaram US$ 5 milhões (equivalente a cerca de R$ 25 milhões) cada.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

Pesquisa CNN: Índice de aprovação de Trump atinge nível mais baixo nos EUA

21 October 2026 at 17:58

O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o patamar mais baixo já registrado, de 32%, segundo uma nova pesquisa da CNN realizada pelo instituto SSRS.

Os eleitores demonstram insatisfação generalizada tanto com a economia quanto com a situação do país, quase dois anos após o início de um período em que o Partido Republicano passou a controlar, de forma unificada, o governo federal.

O índice de aprovação de Trump caiu um ponto percentual em relação ao pior nível anterior, situando-se sete pontos abaixo do patamar registrado pouco antes das Midterms, as Eleições de Meio de Mandato de 2018.

A parcela da população que aprova fortemente sua gestão é de 13%, uma queda de 17 pontos percentuais em comparação com o período das Eleições de Meio de Mandato de 2018.

Os americanos avaliam o desempenho de Trump em um cenário político bastante distinto daquele observado há oito anos.

No outono de 2018, 55% da população afirmava que, de modo geral, “as coisas nos EUA iam bem”, e 69% consideravam as condições econômicas favoráveis. Às vésperas das Midterms de 2026, esses índices estão em 30% e 26%, respectivamente.

E, embora em 2018 a economia fosse um ponto positivo para Trump — a maioria aprovava sua condução dessa questão, mesmo com sua popularidade geral em patamares negativos —, hoje ela é o fator que mais o prejudica.

Os índices de aprovação do presidente em questões econômicas estão abaixo de sua popularidade geral: 27% aprovam sua atuação na economia, e 23%, sua gestão da inflação.

Dois terços dos americanos, incluindo cerca de um terço dos republicanos, afirmam que as políticas dele pioraram as condições econômicas.

E, embora a maioria considere que Trump foi longe demais no uso de seus poderes presidenciais e na condução de deportações, quase 7 em cada 10 dizem que ele não foi longe o suficiente em seus esforços para reduzir os preços.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

Exclusivo CNN: EUA minimizam perigos na América Latina em novas avaliações

21 October 2026 at 17:41

O Departamento de Estado dos Estados Unidos faz alertas públicos sobre crimes violentos em partes da América Latina. No entanto, em âmbito interno, a agência forneceu aos agentes que avaliam pedidos de asilo novas avaliações que argumentam que as condições em alguns desses mesmos países não são mais perigosas do que em certas cidades dos EUA, segundo documentos internos analisados com exclusividade ​​pela CNN.

Os documentos aos quais a CNN teve acesso têm como foco México, Honduras, Guatemala e El Salvador.

Geralmente, avaliações do Departamento de Estado enfatizam problemas relacionados aos direitos humanos e à prevalência de sequestros e extorsões nesses países. Porém, os novos documentos comparam as taxas de crimes violentos nestas nações com as de cidades americanas como Baltimore, Houston e Memphis, sugerindo um cenário menos grave.

Essas novas avaliações fazem parte de um esforço mais amplo da administração de Donald Trump para reformular a forma como os pedidos de imigrantes são analisados ​​pelos agentes de asilo — e para restringir quem tem o direito de permanecer nos Estados Unidos.

O que essa nova avaliação dos EUA significa?

Os solicitantes de asilo precisam provar que não podem ou não querem retornar ao seu país de origem devido a um “temor fundamentado” de perseguição.

Ao minimizar as ameaças percebidas nesses países, as novas avaliações provavelmente terão um impacto direto sobre esses pedidos, inclusive na determinação de se os imigrantes poderiam, de forma segura, se realocar dentro de seu próprio país, em vez de buscar permanecer nos Estados Unidos.

“Houve uma simplificação excessiva dos perigos reais nesses países durante outras administrações, mas isso parece estar indo longe demais na direção oposta”, disse Andrew Selee, presidente do Migration Policy Institute, um centro de estudos apartidário.

O Departamento de Estado afirma que as avaliações foram elaboradas por funcionários com experiência regional e distribuídas para análise, inclusive para missões dos EUA no exterior.

Isso tem como objetivo “fornecer um embasamento para os responsáveis ​​pela análise de pedidos de proteção”, diz um dos documentos.

O DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA), que gerencia os pedidos de asilo, encaminhou as perguntas da CNN sobre os relatórios ao Departamento de Estado.

Em um comunicado por escrito à CNN, um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que o órgão “pode fornecer informações sobre as condições em países estrangeiros ao USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA) e aos tribunais de imigração”.

“Tais informações visam oferecer um embasamento útil para a equipe do USCIS e para os juízes de imigração”, complementou o texto.

Novo parâmetro para pedidos de asilo nos EUA

Os novos documentos foram distribuídos ao USCIS, uma agência vinculada ao DHS que processa benefícios imigratórios, e afirmam que a criminalidade violenta no México, em Honduras, na Guatemala e em El Salvador é menor do que em algumas grandes cidades dos Estados Unidos.

No México e em El Salvador, por exemplo, os documentos alegam que muitas áreas “apresentam taxas de criminalidade violenta pelo menos uma ordem de grandeza inferiores às de grandes cidades americanas”.

Os agentes responsáveis ​​por processos de asilo geralmente recorrem ao relatório anual sobre direitos humanos do Departamento de Estado para avaliar as condições no país de origem do solicitante.

Esse relatório, que abrange o ano anterior e costuma ser divulgado em março ou abril, sofreu um atraso este ano. As novas avaliações, portanto, oferecem aos agentes informações mais recentes sobre as condições nos países, a serem consideradas durante a análise dos pedidos.

O número de pedidos de asilo negados já é elevado. Em junho, por exemplo, 94% dos casos de asilo foram indeferidos, segundo o Centro de Acesso a Registros Transacionais da Universidade de Syracuse.

Trata-se de um aumento drástico em relação a dois anos atrás, quando a taxa de indeferimento de pedidos de asilo girava em torno de 50%.

Os documentos revelam como a administração Trump utiliza comparações com os Estados Unidos para avaliar dois pontos que podem ser decisivos para um pedido de asilo:

  • se o governo do país de origem é capaz de oferecer proteção
  • e se o solicitante poderia se mudar, com segurança, para outra região dentro do próprio país

“Quando um relatório governamental diverge tanto de relatórios anteriores, isso acende um sinal de alerta, especialmente se as condições locais não tiverem sofrido mudanças significativas que justifiquem tal alteração”, afirmou Selee, presidente do centro de estudos Migration Policy Institute.

“Certas mudanças são aceitáveis. É possível ajustar a ênfase dada em relatórios anteriores, mas, neste caso, parece haver uma mudança radical na realidade local”, adiciona o especialista.

O Departamento de Estado dos EUA desaconselha viagens a Honduras, citando crimes violentos e terrorismo, segundo um alerta em seu site. O órgão menciona especificamente o departamento de Gracias a Dios, uma região de Honduras, devido à criminalidade local.

O alerta público de viagem do Departamento de Estado menciona a criminalidade na região, mas documentos internos indicam que as taxas de crimes violentos no local — bem como em outras cidades hondurenhas — “comparam-se favoravelmente às taxas de crimes violentos em partes dos Estados Unidos”, incluindo Baltimore, Houston e Memphis.

“É claro que esses números não representam a totalidade dos Estados Unidos”, afirma o documento em um trecho.

“Na verdade, eles demonstram que, mesmo em países desenvolvidos, as condições variam. Além disso, mostram por que não é possível fazer uma avaliação geral sobre as condições de um país com base na situação de áreas específicas”, adiciona.

Os solicitantes de asilo podem se realocar com segurança?

Os documentos também afirmam que a polícia em Honduras está “disposta e apta a responder a pedidos de assistência dos moradores, sendo as principais limitações a escassez de veículos, os desafios quanto ao tempo de resposta e as dificuldades de acesso em áreas rurais”.

O documento ressalta que situações como essa também podem ocorrer nos Estados Unidos.

Contudo, a realidade no local é mais complexa, pontuou Selee.

“Isso subestima claramente o grau em que as forças policiais estão em conluio com grupos do crime organizado”, disse.

“A diferença em relação aos Estados Unidos é que, muitas vezes, as pessoas enfrentam a violência, mas não contam com instituições confiáveis ​​que possam protegê-las”, prossegue,

Os novos documentos afirmam que as pessoas podem se deslocar livremente dentro de cada um desses países — inclusive vítimas de abusos e extorsão.

Embora especialistas reconheçam que isso possa ser verdade, eles ressaltam que alguns grupos do crime organizado representam uma ameaça em nível nacional; portanto, mesmo mudando de localidade, as pessoas continuam em potencial perigo.

“A realidade é que há pessoas que entram em conflito com grupos criminosos e não conseguem estar seguras em lugar nenhum do país”, afirmou Selee.

Ex-funcionários do USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA) relataram que verificar se uma pessoa tem condições de se mudar para outra parte do próprio país tem feito parte das perguntas habituais feitas pelos agentes responsáveis ​​pela análise de pedidos de asilo.

“A questão de saber se é possível se mudar para outra região dentro do próprio país sempre foi algo que um agente pode — e deve — levar em consideração”, garantiu à CNN um ex-funcionário do USCIS.

Representantes do governo Trump afirmaram, em diversas ocasiões, que os alertas de viagem — que são distintos dos relatórios sobre direitos humanos do Departamento de Estado — destinam-se a cidadãos americanos, e não aos nacionais do país em questão.

Em junho, Markwayne Mullin, secretário de Segurança Interna dos EUA, em conversa com Jake Tapper, da CNN, defendeu as políticas da administração ao ser questionado sobre a segurança no Haiti, país que também é alvo de um alerta de viagem.

“Temos recomendações de ‘não viajar’ ou outros tipos de avisos para locais no México. Na verdade, se você consultar o site do Departamento de Estado, verá que existem alertas para muitos destinos de férias; emitimos esses avisos por causa dos riscos reais para os americanos”, explicou Mullin.

“Isso não significa que haja risco para as pessoas que vivem nesses locais”, acrescentou.

Conheça as regras sobre redes sociais para entrar nos EUA

 

❌