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Normal view

Israel kills son of Gaza health official in latest atrocities

23 September 2026 at 22:55

Footage flooded the internet on Saturday, September 19, showing Gaza Health Ministry Director General Dr. Munir al-Bursh asking young men to bring the rest of his son’s body as they carried his remains.

“Bring me his other half!” the grief-stricken father said. “We were supposed to go to heaven together today, but you got there before me, son.” 

According to media reports, Dr. Munir’s son, Bashir (28), was struck by a drone shortly after leaving his family’s tent in the al-Zahra neighborhood, near the Civil Defense headquarters, west of the Jabalia refugee camp in northern Gaza Strip.

Bashir was targeted while helping people fill their water containers, just meters away from his father. For many, the proximity of Dr. Munir implies that he, too, may have been a target of the attack.

Israel’s systematic targeting of health workers

The prominent Palestinian health official has been in the crosshairs of the Israeli forces since the beginning of Israel’s genocidal aggression on Gaza, due to his leading role in managing a crumbling health system that was severely devastated during the war.

Moreover, Dr. Al-Bursh is widely known for frequently reporting on Israeli assaults on the Gaza medical sector, and highlighting the dire conditions of medical facilities inside the besieged areas via international media outlets.

Al-Bursh and his family were previously targeted by Israeli warplanes at the very beginning of the war. In December 2023, his 13-year-old daughter, Jinan, was killed in an Israeli airstrike on a residential building in Jabalia. The aerial attack also resulted in the injury of Dr. Munir and the rest of his family.

The deaths of Bashir and Jinan al-Bursh echo the murder of 15-year-old Ibrahim Abu Safiya by an Israeli drone in October 2024. Ibrahim was the son of the former director of Kamal Adwan Hospital in northern Gaza, Dr. Hussam Abu Safiya.

Read more: ‘They brought me here to kill me,’ Dr. Hussam Abu Safiya tells lawyer

The day Bashir al-Bursh was assassinated, and the days that followed, saw the killing of several people by the Israeli Army across different parts of the war-ravaged enclave.

This took place as world leaders addressed the UN General Assembly. For the third year in a row, these addresses and the deliberations have failed to stop Israel’s aggression against Gaza and its ongoing heinous crimes carried out across West Asia.

Caught on Tape: AIPAC CEO Boasted of Controlling Trump’s National Security Officials

23 September 2026 at 19:48
In a stunning leaked 2025 recording, AIPAC CEO Elliot Brandt openly bragged about how AIPAC manipulates key figures in Trump’s national security inner circle, pushing them toward another costly war on behalf of Israel – Marco Rubio, CIA head John Ratcliffe, and Congressman Mike Waltz

Escudo das Américas: iniciativa de Trump e de 14 países inclui cartel que não existe

23 September 2026 at 16:12

No primeiro dia da Assembleia Geral da ONU, o governo de Donald Trump publicou um comunicado conjunto com 14 países da América Latina – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago – anunciando ações conjuntas para combater organizações que os EUA designaram como terroristas. Entre elas estão as brasileiras PCC e CV. 

Pouco antes, no seu discurso na ONU, Trump afirmara que os cartéis de drogas “são o Estado Islâmico do hemisfério” e seus membros “devem ser executados, exilados ou detidos como inimigos combatentes”.

Um nome, entretanto, chama atenção: o Cartel de Los Soles está listado entre as 24 organizações “narcoterroristas” que devem ser combatidas. 

Acontece que o Cartel de Los Soles não existe. O nome é uma gíria que os venezuelanos usam para se referir à corrupção por parte de militares – algo como “petralhas” ou “bolsominions”. 

Como a Agência Pública revelou em uma reportagem no início do ano, a narrativa sobre a existência do Cartel de Los Soles foi criada pelo Departamento de Justiça no primeiro governo de Donald Trump, para embasar o indiciamento criminal de Nicolás Maduro e mais 14 membros do governo venezuelano. A acusação afirmava que Maduro “ajudou a gerir e, por fim, a liderar o Cartel de los Soles à medida que ganhava poder na Venezuela” e que “enquanto a maioria das organizações de tráfico de drogas na América do Sul e Central procurou recuar da importação de narcóticos para os Estados Unidos (…) o Cartel de los Soles, sob a liderança de Maduro Moros e outros, priorizou o uso da cocaína como uma arma contra os Estados Unidos, ao importar o máximo de cocaína possível”.

Depois, em novembro de 2025, a pretensa organização foi designada pelo Departamento de Estado como uma Organização Terrorista Estrangeira. Foi essa designação que deu uma capa de legalidade para a invasão militar da Venezuela. 

Mas nem mesmo o Departamento de Justiça tem segurança sobre as acusações de que o Cartel existe. Enquanto no primeiro documento de indiciamento contra Maduro, de 2020, ele é acusado de “chefiar o cartel de Los Soles” e a suposta organização é mencionada 32 vezes, no indiciamento final, emitido depois da captura de Maduro, o Cartel é citado apenas duas vezes, e descrita como um “sistema de patronagem administrado por aqueles no topo” – e não mais como uma organização de tráfico de drogas.

Por que isso importa?

  • O sequestro do então presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi justificado pelos Estados Unidos em função de sua suposta atuação no tráfico de drogas.
  • A ação norte-americana se baseou em determinações de grupos criminosos venezuelanos como terroristas pelos próprios Estados Unidos. De forma semelhante com o que ocorreu com o PCC e o CV em junho deste ano.

Existem definições técnicas na Convenção contra o Crime Organizado Transnacional da ONU que determinam o que é uma organização criminosa internacional: um corpo organizado com uma estrutura e hierarquia, divisão de tarefas e continuidade temporal; autonomia em relação ao Estado; e comprovação da sua existência por investigações policiais. O Cartel de Los Soles não se enquadra em nenhum destes aspectos. 

A adoção ampla de uma organização que não existe pelos 14 países que fazem parte do Escudo das Américas demonstra a supremacia do governo norte-americano nas ações do grupo. 

Presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Trump afirmou em discurso que os cartéis de drogas “são o Estado Islâmico do hemisfério” e seus membros “devem ser executados, exilados ou detidos como inimigos combatentes”

O que promete a aliança do Escudo das Américas  

Os 14 países que fazem parte do Escudo das Américas, iniciativa lançada em março deste ano, são todos governados por aliados de Trump na direita continental. Ontem, em comunicado conjunto, eles prometeram impor, “congelamento de ativos; restrições de imigração e de visto para membros, associados e apoiadores dessas organizações; e a responsabilização criminal de indivíduos que, conscientemente, forneçam apoio material — incluindo apoio logístico — a tais organizações”. 

México e Brasil, os dois maiores e mais ricos países do continente, não fazem parte do Escudo. Ambos sofrem pressões políticas dos EUA para enfraquecer seus governos, com orientação à esquerda. 

O grupo também prometeu pedir à OEA (Organização dos Estados Americanos) uma resolução que “promova e facilite a ação coletiva contra organizações narcoterroristas no âmbito do Tratado do Rio”. Assinado em 1947, o Tratado do Rio estabelece que um ataque armado contra qualquer país americano é considerado um ataque contra todos. A ideia seria militarizar de vez o combate ao narcotráfico sob a liderança dos EUA, como uma “Otan” latinoamericana.   

Para Fulton Armstrong, ex-diretor para temas interamericanos do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, este tipo de iniciativa “não funciona” e pode aumentar tensões continentais.

“À medida que fica claro que designar criminosos como terroristas e atacá-los como alvos militares não funciona, é natural que os países procurem atores externos – incluindo seus vizinhos – para botar a culpa. O exemplo clássico foi a Colômbia, que produz e trafica quantidades recordes, mas transferiu a culpa para a Venezuela. Os Estados Unidos, que consomem as drogas que passam pela América Central e pelo México, culpam esses países pelo problema. A maior parte dos narcóticos que passam pelo Brasil tradicionalmente tem como destino a Europa, mas Washington se reservou o direito de acusar o Brasil de não ser bom parceiro e de resistir às políticas dos EUA. A designação de terrorista politiza a questão e aumenta as tensões entre os vizinhos”, diz. 

Para Fulton, a militarização da Guerra às Drogas não funcionou bem no passado. “Gastamos 16 bilhões de dólares no Plano Colômbia, e a produção de cocaína continua batendo recordes. A estratégia, além disso, aumenta a violência que afeta toda a sociedade, como vimos no México e em toda a América Central. Chamar os criminosos de ‘terroristas’ é politicamente conveniente, mas operacionalmente desastroso”. 

O governo brasileiro resiste à designação de organizações como CV e PCC como terroristas, pois considera que isso permite ações de interferência dos EUA contra o sistema financeiro brasileiro e também ações militares. Em alerta enviado na semana passada, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avaliou que o risco de interferência norte-americana contra o Brasil atingiu nível “crítico” justamente pela designação do PCC e CV como terroristas.

Depois de sanções contra pessoas e empresas brasileiras em julho por vínculos ao PCC, a Abin disse que isso “representa mudança de fase na escalada de sanções e interferência estadunidense”. Segundo a Abin, a interferência externa dos EUA sobre o Brasil ocorre de modo “gradual, combinado e adaptativo” que passa pelo enquadramento legal e pela construção de narrativa sobre atuação transnacional dos criminosos e sua vinculação com o sistema financeiro norte-americano.

Os EUA, com isso, “ampliam o potencial de efeitos extraterritoriais sobre bancos, fintechs, empresas, prestadores de serviços e cadeias produtivas brasileiras”, diz a Abin.

Brazil’s intelligence agency warns of high risk of US interference in Brazilian elections

23 September 2026 at 15:57
A giant balloon depicting US President Donald Trump holding Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva is seen as supporters of Brazilian presidential candidate Flavio Bolsonaro, of the Liberal Party (PL), take part in a rally during the Independence Day parade at Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil, on September 7, 2026. Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP via Getty Images

This story originally appeared in Panamerican Dispatch on Sep. 21, 2026, and is shared with permission.

The Brazilian Intelligence Agency (ABIN) has raised the risk of external influence and interference by the United States in Brazil’s 2026 elections to a “critical level.” The confidential report was sent to the Presidency, the Supreme Electoral Court, and the Ministry of Justice. In it, the agency points to escalating pressure from the administration of Donald Trump on Brazil. It ties Washington’s actions to a broader strategy to politically reorient Latin America.

The document is titled, “Threats to the 2026 electoral process.” It was forwarded to authorities in late August, and its contents were revealed this Saturday, Sept. 19, by journalist Mônica Bergamo’s column in the Folha de S.Paulo newspaper.

According to the report, there is a “trend of escalating pressure on Brazil” and a “selective intensification and reconfiguration of the pressure exerted by the United States,” albeit within a historic pattern of U.S. influence over the region.

The report’s assessment does not mention ballot tampering or altering the election results. The intelligence agency’s warning addresses the possibility that political, economic and diplomatic pressures could interfere with the institutional environment and with public debate during the electoral process.

The agency places these actions within the strategy adopted by the second Trump administration to reaffirm U.S. hegemony in Latin America.

According to the analysis, strategic documents released by the U.S. government between November 2025 and May of this year point to its objectives as reducing the influence of powers considered rivals and preventing their access to the region’s “strategic assets, natural resources and infrastructure.”

ABIN identifies China as one of the primary targets of this policy. In the agency’s assessment, Washington seeks to expand its direct or indirect control over these resources, whether through the U.S. government or the country’s private investment.

Support for conservative governments

The report pays special attention to the actions of U.S. Secretary of State and National Security Advisor Marco Rubio. According to ABIN, his policy toward Latin America has an ideological bent and he seeks to “influence and reorient the foreign policy of countries in the region.”

According to the document, this strategy involves steering Latin American countries away from China and promoting a domestic political shift “by supporting the rise of conservative governments.”

The agency cites a U.S. Senate hearing held in June, during which Rubio linked the restoration of U.S. hegemony in Latin America to the presence of governments aligned with Washington.

At the time, Rubio stated that the region had come to rely on several governments “friendly” to the United States during Trump’s second term. He singled out Brazil, Colombia, Cuba, Nicaragua, and Venezuela as exceptions.

The document also noted statements in which Rubio held Brazilian President Luiz Inácio Lula da Silva responsible for U.S. tariffs on Brazilian products, alleging that Brazil had not negotiated “in good faith.”

In ABIN’s view, this approach personalizes the pressure exerted on the country and has the potential to impact public debate in Brazil during the electoral period.

Brazil targeted for defending autonomy, says ABIN

The intelligence agency assessed that Brazil holds a unique position in U.S. strategy, because it has a government with “greater political will and the means to defend its strategic autonomy” in the face of Washington’s pressure for concessions and geopolitical realignment.

The report states that, despite periods of easing tensions between Lula and Trump, actions taken by the United States since May indicate a trend of increasing pressure.

Among the actions cited is the U.S. designation of Brazilian criminal organizations as terrorist groups and sanctions announced in July against two Brazilians and companies based in Brazil and Portugal. The U.S. government accused them of ties to money-laundering networks linked to the Primeiro Comando da Capital (PCC) drug gang. For ABIN, these sanctions represented a “transition” because they caused U.S. pressure to have concrete effects on Brazilian individuals and companies.

“As a result, U.S. external interference now directly impacts financial relationships, corporate reputation, access to the dollar, international operations, and the exposure of third parties to the risk of secondary sanctions,” states an excerpt from the report released by Folha de S. Paulo.

According to the analysis, the U.S. strategy is happening in a “gradual, combined and adaptive” manner, linking Brazilian organizations to threats against U.S. national security. This is then followed by measures capable of affecting the country’s companies, banks and other institutions.

The Brazilian Intelligence Agency warns that these types of sanctions could prompt Brazilian and foreign economic actors to alter their decisions out of fear of losing access to the U.S. financial system or being impacted by secondary sanctions.

U.S. Makes Demands Over Brazilian Election

The report has also emerged amid tensions between Brasília and Washington directly related to the 2026 elections.

During negotiations held in 2025, the Trump administration presented Brazil with a draft joint statement that outlined a Brazilian commitment to not “arbitrarily” detain, arrest or limit the participation of “political dissidents” in the electoral process. The proposal stated that Brazil should commit to holding “free and fair” elections and ensure the participation of such individuals in the vote.

On Thursday. Sept. 17, Lula stated in an interview with Rádio Itatiaia that the proposal had become a “dead issue” for the Brazilian government. The president also rejected the possibility of granting the United States preferential access to the country’s mineral resources.

The confidential agency report delves deeper into the concerns previously raised in public analyses by the Brazilian Intelligence Agency. In a document released this year regarding intelligence challenges for 2026, the agency identified foreign interference as a threat to sovereignty. It warned that a combination of technological dependence, disinformation, espionage, and coercion could enable foreign actors to influence public debate and decision-making processes in Brazil.

Edited by Geisa Marques. This article was originally published by Brasil de Fato. It can be read in its original form, in Portuguese, here.

Trump : ni mondialiste, ni isolationniste, simplement impérialiste

23 September 2026 at 10:03

par Thibault de Varenne

Le 22 septembre, à la tribune des Nations Unies, le président des États-Unis a annoncé qu'il lui restait « une grande décision à prendre » : conclure un accord avec l'Iran, ou « anéantir la République islamique ». Il a précisé que l'accord viendrait sans doute après les élections de mi-mandat. Le mot qui manque au débat français n'est ni mondialiste ni isolationniste.

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Il a dit : j'ai une grande décision à prendre. Le verbe est au singulier et le sujet est un homme.

Sept mois après avoir engagé son pays dans une guerre contre l'Iran, Donald Trump est venu la défendre devant l'Assemblée générale des Nations Unies. Il a posé une alternative en deux branches : un accord qui permettrait à l'Iran de se reconstruire et de devenir, a-t-il dit, l'un des plus grands pays du Moyen-Orient, ou l'anéantissement de la République islamique, et rapidement. Il a ajouté qu'il croyait l'accord probable juste après les élections de mi-mandat de novembre. Il a appelé les nations à isoler Téhéran, répété qu'il ne laisserait jamais l'Iran disposer de l'arme nucléaire, présenté son plan en vingt points pour Gaza et le conseil de paix qui doit l'appliquer, et refusé toute régulation internationale de l'intelligence artificielle, qu'il préfère appeler superintelligence, comparant les inquiétudes qu'elle suscite à celles du climat.

Dans la journée, il a signé avec le Danemark et le Groenland un accord élargissant les pouvoirs américains de défense sur le territoire arctique.

Voilà les faits. Reste à trouver le mot.

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Ce que les deux mots disponibles ne recouvrent pas

Le débat français dispose de deux étiquettes et les use jusqu'à la corde.

La première est l'isolationnisme, c'est-à-dire la doctrine qui veut qu'une puissance se tienne hors des affaires du monde et s'en remette à ses propres frontières. On l'attribue à Trump depuis dix ans. Elle ne résiste pas à l'énoncé de sa semaine. Un homme qui conduit une guerre depuis sept mois sur un autre continent, qui somme les autres nations de rompre avec un État tiers, qui rédige un plan de paix pour un territoire qui n'est pas le sien et institue un conseil chargé de l'administrer, qui étend enfin ses droits militaires sur une dépendance danoise, n'est pas en train de se retirer du monde. Il en occupe davantage qu'il n'en occupait.

La seconde est le mondialisme, mot plus flou, qui désigne dans l'usage courant

ICE shoots Texas delivery driver, then detains him with bullet lodged in his back

23 September 2026 at 06:01

Wilber Rafael Garces Perez, a food delivery driver in North Austin, Texas, was shot by Immigration and Customs Enforcement (ICE) agents while he was making a delivery on Sunday, September 20. Garces Perez, who survived the shooting but is now partially paralyzed, says his car was rammed by a large black unmarked truck. 

ICE claimed they attempted a traffic stop and that Garces Perez fled, but the DoorDash driver and his lawyers’ account contradict this report, saying after he tried to U-turn and pullover, ICE agents rammed his vehicle again, and then an agent got out and aimed his weapon through the passenger side of the car and shot Garces Perez in the back of his neck. 

CBP revealed on Tuesday, September 22, that the officer that fired the shot was not wearing a body camera, despite the agency’s body-camera requirements.

After a few hours in the hospital, Garces Perez was transferred to ICE custody with the bullet still lodged in his back. 

“I am not doing well due to the gunshot wound and I have not received the medical attention that I require,” he said through a translator at a press conference in Austin. After receiving no pain medication at the hospital, Garces Perez said that in ICE custody, he was forced to sleep on the floor and repeatedly asked for medical care while in severe pain.

His attorney also said he developed paralysis on his left side.

Local community demands ICE out of Austin

Within hours of the shooting, protests erupted in Austin. Hundreds of residents flooded the streets demanding ICE out of their neighborhoods. 

Organizers have connected the shooting to a growing number of fatal and nonfatal encounters involving immigration agents, including the killings of Lorenzo Salgado Araujo in Houston and Ruben Ray Martinez in South Padre Island.

“We cannot be silent as ICE is shooting and killing our neighbors!” a statement by the Austin branch of the Party for Socialism and Liberation said. 

Protests have continued across Austin on Monday and Tuesday. Student walkouts were also seen on Tuesday, September 22, by students across Pflugerville, Texas, north of downtown Austin, as well as Navarro Early College High School.

DHS defends the shooting and promises to investigate

After the shooting, the Department of Homeland Security quickly claimed that Garces Perez was an “illegal alien from Venezuela, who illegally entered” the United States.

Garces Perez’s lawyers have refuted these claims, saying he entered the country through CBP One, the US border processing system. “He had a work permit. He was seeking asylum.” They said that a notice of hearing was sent to an old address, despite Garces Perez updating his address with the immigration court. “He didn’t know he had a hearing. So he didn’t go and got a deportation order in absentia, which is a very common thing.”

According to reports, DHS and the Federal Bureau of Investigation (FBI) are leading an investigation into the ICE shooting of Wilber Rafael Garces Perez.

Austin police and the Travis County district attorney’s office have also said they intend to investigate the shooting. But their investigations come amid strong criticism of federal officials’ handling of previous ICE shootings in Texas. In Houston,  Harris County District Attorney Sean Teare has said federal officials did not provide his office with information about the fatal shooting of Lorenzo Salgado Araujo. He is taking his own investigation to a grand jury to force the release of more details.

ICE violence continues in the US

The Austin shooting follows a series of fatal encounters involving federal immigration agents this year, including the killings of Renee Nicole Good and Alex Pretti in Minneapolis and Johan Sebastián Durán Guerrero in Maine.

As federal agents continue to face scrutiny over deadly encounters in Texas and other states, Austin residents and organizers say they will continue protesting and organizing until ICE is out of their communities.

Lula x Trump: presidentes defendem posições opostas em discursos na ONU

22 September 2026 at 22:35

Nesta terça-feira, 22 de setembro, a frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York: “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Além de servir para a campanha eleitoral do petista, a declaração teve um destinatário certo, o presidente dos EUA, Donald Trump.

Os dois políticos discursaram seguidamente na 81ª edição do encontro que reúne os líderes de 193 países membros da organização e demonstraram posições bem diferentes, algumas vezes, diametralmente opostas. Ambos estão em plena corrida eleitoral: Lula em busca da reeleição e Trump em campanha para a eleição chamada de “meio de mandato” nos EUA que define os representantes da Câmara e do Senado norte-americanos.

Um ponto convergente foi a ausência de citações diretas um ao outro. Se Lula não verbalizou o nome de Trump, enviou vários recados indiretos ao republicano. Por outro lado, Trump desconsiderou o Brasil, dirigindo suas críticas ou elogios a outros países.

Donald Trump na 80.ª assembleia da ONU
Trump usou seu discurso para falar sobre o poder militar dos EUA para garantir ‘interesses’ na América Latina

Lula critica guerras enquanto Trump celebra ações militares dos EUA

Lula iniciou seu discurso com uma crítica dura às Nações Unidas. “A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra”, disse Lula. Segundo o presidente, o direito de veto das grandes potências no Conselho de Segurança da ONU é a fonte dos problemas.

“Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”, argumentou. O conselho é formado por 15 países e cinco são membros permanentes, com direito a veto: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

Alguns minutos depois, Trump agradeceria ao Conselho de Segurança por condenar “ataques terroristas do Irã” contra navios comerciais, declarou que aquela resolução foi a que recebeu maior apoio da ONU na história do Conselho de Segurança e celebrou que a marinha norte-americana já havia retirado “mais de um bilhão” de barris de petróleo do Estreito de Ormuz, o que estaria baixando o preço do combustível fóssil.

Já Lula descreveu um cenário diferente. “O Estreito de Ormuz transformou-se em trincheira da guerra, quando deveria permanecer uma passagem vital para o comércio internacional. Famílias em todo o mundo pagam pelo aumento dos preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos”.

Por que isso importa?

  • A Assembleia-Geral da ONU é uma das principais vitrines da política internacional. Neste ano, Lula realizou a abertura da conferência pela décima vez.
  • A reunião ocorre em Nova York em um momento de tensão entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos em função dos indícios de tentativa de influenciar as eleições no país por Donald Trump.

As visões diferentes, inclusive, geraram duas frases de efeito que devem ser utilizadas em suas respectivas campanhas. Enquanto Lula defendia a necessidade de interferência de outros países nos conflitos e o uso da diplomacia, ao declarar que “a guerra não é a continuação da política por outros meios. É a falência total da política”, Trump destacava sua forma de solucionar as disputas: “enquanto uns falam, eu ajo. Eles falaram em paz, eu fiz a paz”, declarou.

Em seu discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos estão construindo 18 fábricas de munição de grandes empresas do setor armamentista e que, em breve, o país poderá enviar mísseis e munições de todos os tipos para os seus aliados.

A guerra em Gaza também foi tratada de maneira oposta pelos dois presidentes. Segundo Trump, na assembleia da ONU de 2025, havia uma guerra brutal em Gaza, com os reféns [israelenses] ainda nos “túneis do [grupo palestino] Hamas, sem solução próxima. Agora, segundo ele, a situação está resolvida, os reféns retornaram e “milhares de vidas desconhecidas foram salvas”.

Já Lula se referiu às “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, além de afirmar que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Abertura do Debate Geral de Alto Nível da 81.ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado na Sede das Nações Unidas, Nova York - EUA.
Lula disse em discurso que ‘Brasil não cabe no quintal de ninguém’

Tribunal Internacional: Lula quer ação, Trump quer esvaziar

Nesse ponto, outra diferença veio à tona. Lula argumentou que a situação em Gaza e na Cisjordânia, onde Israel tem realizado “assentamentos ilegais”, nas palavras do presidente, seguirá impune caso o Tribunal Penal Internacional (ICC, na sigla em inglês) e seus integrantes continuem sendo perseguidos.

Trump demonstrou em seu discurso que sua motivação é o contrário disso. Além de declarar que não permitirá que membros das Forças Armadas norte-americanas sejam investigados ou processados pelo ICC, afirmou que se trata de uma corte “antiamericana”, falida, sem jurisdição sobre os Estados Unidos e ainda clamou para que todos os países que fazem parte da instituição “saiam imediatamente”.

Interferência versus Soberania

A interferência norte-americana na política dos países da América Latina foi um dos pontos centrais do desacordo entre Lula e Trump.

O republicano comemorou no seu discurso o acordo com a Dinamarca em que os Estados Unidos passam a ter controle da segurança do território. Ele também anunciou a construção de duas bases militares no local e afirmou que “adversários dos Estados Unidos” não poderão estabelecer “presença militar” no território sem aprovação do governo estadunidense.

O Acordo foi assinado logo após a saída de Trump da Assembleia. Durante a assinatura, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen afirmou que se trata de um acordo que será bom para a Groenlândia, para a Dinamarca, para a Otan (Organização do Atlântico Norte, que sustenta a união militar entre os Estados Unidos e países europeus desde o fim da segunda grande guerra) e portanto, bom para a Europa.

Na América Latina, Trump citou como uma ação militar bem-sucedida o sequestro do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a quem Trump chamou de “verdadeiro criminoso”. Ele comemorou a “libertação de diversos políticos” após a intervenção no país e a assinatura de um acordo com a Venezuela sobre a produção de petróleo do país, que segundo ele, dará aos EUA, 60% de todo o petróleo produzido no planeta.

Sobre Cuba, Trump afirmou que o secretário de Estado de seu governo, Marco Rubio, está envolvido em uma negociação para a retirada do atual regime do país, que segundo Trump, está falido e “vai cair”. O norte-americano também alega que o regime cubano coordena, há décadas, movimentos “radicais de esquerda” e “redes comunistas” dentro dos Estados Unidos e que “o comunismo” nunca chegará ao país.

Já Lula, criticou duramente as intervenções na região, mesmo sem citar diretamente os Estados Unidos e Donald Trump. “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais por recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, declarou.

O presidente brasileiro ainda afirmou que “o povo venezuelano merece definir o próprio destino”. Sobre Cuba, Lula chamou de “ilegais” o embargo econômico e o cerco energético ao país, além de ressaltar que o mundo assiste “à punição coletiva imposta a 10 milhões de pessoas.”

Regulação da Inteligência Artificial e das big techs

Se Lula defendeu a regulação da inteligência artificial, Donald Trump foi claro ao afirmar que não pretende regular a tecnologia que agora chama de “superinteligência”, e sim, encorajá-la.

Para Lula, “seria uma omissão histórica imperdoável não enfrentar o desafio da regulamentação das Big Techs e da Inteligência Artificial. Um punhado de tecno-oligarcas quer ressuscitar uma versão de neoliberalismo digital, sem regras nem transparência”. O presidente citou o papa Leão 14 ao declarar que “as decisões sobre tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade”.

As empresas de tecnologia que atuam com apostas, as Bets, também foram criticadas por Lula nesse momento do discurso. “Empresas que conhecem os riscos de seus produtos transferem para as famílias a impossível tarefa de enfrentar os algoritmos. A indústria bilionária das BETs transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio”.

Já Trump optou por usar a desinformação sobre as mudanças climáticas para defender as empresas de tecnologia. “As mesmas pessoas que disseram que todos seriam mortos em 12 anos por causa do clima global”, declarou Trump, “dizem que a inteligência artificial vai nos matar, que os robôs vão nos atacar, que será um desastre”. Sobre as mudanças climáticas, o presidente dos EUA disse que “o planeta não estava pegando fogo, e ninguém morreu”.

Pix, tarifas e feminicídio

Em seu discurso, Lula aproveitou para enviar alguns recados diretos ao líder norte-americano e também destacar pontos de sua campanha à reeleição. Ele defendeu o Pix e salientou que “não vamos ceder às pressões de multinacionais” sobre a tecnologia.

O tarifaço também esteve, de forma sutil, presente no discurso. “Temos autoridade moral para rejeitar medidas protecionistas disfarçadas de apego à causa ambiental”, disse. Entre as alegações dos EUA para elevar as tarifas de produtos brasileiros, estava a falta de políticas eficientes com combate ao desmatamento da Amazônia. Com isso, o presidente aproveitou para levantar uma das bandeiras do seu mandato. “Continuaremos reduzindo o desmatamento, que caiu pela metade na Amazônia e atingiu o menor nível em 11 anos”.

Na defesa da soberania, Lula também afirmou que mudar não significa retroceder, nem “reeditar teorias de supremacia racial ou de submissão feminina”, ou “recolonizar o Sul Global”.

Em um dos momentos que Lula direciona seu discurso aos eleitores no Brasil, ele defendeu que o mundo deveria abraçar como causa “um país livre do feminicídio, onde nenhuma mulher, dentro ou fora de casa, viva sob a ameaça da violência”. Neste momento, ele foi aplaudido pelos demais líderes presentes à assembleia.

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