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Parque de Vale Faro acolheu a FAESA – Feira Ambiental e Sustentável de Albufeira

8 October 2026 at 19:14

O Parque de Vale Faro acolheu, nos dias 4 e 5 de outubro, a FAESA – Feira Ambiental e Sustentável de Albufeira. Organizada pela Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, a iniciativa reuniu atividades dedicadas à sustentabilidade, ao bem-estar e à criatividade, com propostas para diferentes idades.

Ao longo de dois dias, a feira apresentou um programa que conjugou artesanato, workshops, palestras, atividades infantis e momentos musicais. O contacto com as práticas sustentáveis e a valorização de materiais naturais e reutilizados estiveram em destaque, num espaço de partilha e aprendizagem ao ar livre.

A componente musical marcou várias propostas do programa, desde o atelier sustentável à construção de instrumentos com materiais reciclados. Os workshops de tecelagem em tear, sabonete feltrado e arte botânica proporcionaram oportunidades para explorar técnicas artesanais e diferentes formas de expressão criativa.

Para os mais novos, a programação incluiu jogos tradicionais, atividades nas tendas infantis e o bioconto “A Árvore em Mim”. A iniciativa “Algas à Tela – da Praia à Arte” estabeleceu também uma ligação entre os elementos do meio marinho e a criação artística.

FAESA (Foto: Inês Henrique)

O bem-estar constituiu outra vertente da feira, com sessões de pilates e yoga, palestras e uma área dedicada a terapias. A alimentação esteve igualmente presente, através do workshop “Lancheira Mediterrânica”, integrado na programação do primeiro dia.

A música complementou as atividades no Parque de Vale Faro, com atuações de Medicina Laurinha, um concerto de violino por Isabel Carvalhaes e um concerto de saxofone por Ricardo Jesus.

A vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, esteve presente na iniciativa, que associou a sensibilização ambiental ao convívio e à participação da comunidade.

Com Flávio, o Brasil pode virar um grande garimpo

8 October 2026 at 16:00

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O amor da família Bolsonaro pelo garimpo não é novidade. Ficou famosa a frase de Jair Bolsonaro de que ele mesmo gostava de “faiscar”, de pegar uma bateia e sair em busca de pepitas de ouro. Porém, essa visão romântica de como funciona a mineração não ajudou a esconder os enormes danos causados pela ilegalidade garimpeira nos quatro anos de sua gestão.

Dados da plataforma independente Amazon Mining Watch revelam que, durante o governo Bolsonaro, a velocidade de crescimento dos garimpos foi exorbitante. No início de 2019, quando se tornou presidente, o monitoramento por imagens de satélite mostrava que existiam 201,5 mil hectares de áreas de mineração de ouro na Amazônia. Quatro anos depois, já eram 401,5 mil hectares, uma área igual a 3,3 vezes a cidade do Rio de Janeiro e 92% maior que no início do governo.

Para fins de comparação, a mesma ferramenta, que utiliza inteligência artificial para analisar imagens Sentinel-2 com resolução de 10 metros, indica que, durante o governo de Lula 3, a taxa de crescimento foi bem menor – 24,3%, elevando o total de áreas de garimpo na Amazônia a 499 mil hectares até a metade desde ano. Este resultado coincide com o aumento de ações de fiscalização durante a gestão petista. A repressão ocorreu principalmente em áreas de mineração nas terras indígenas e pela apreensão de máquinas usadas pelos criminosos ambientais.

Durante o governo de Bolsonaro, foram muitas as evidências de que os garimpeiros ilegais tinham portas abertas nos gabinetes de Brasília. Uma investigação do The Intercept revelou gravações nas quais Eduardo Bim, então presidente do Ibama, órgão que deve zelar pela proteção ao meio ambiente, pedia para fiscais aliviarem a barra de uma empresa investigada por falsificar lavras de extração de ouro. 

Essas evidências, de que os interesses escusos estão intimamente conectados ao clã Bolsonaro, foram reforçadas na semana passada com uma reportagem da Agência Pública mostrando que um dos chefões dos garimpos na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, foi um dos articuladores da fuga para os Estados Unidos de Alexandre Ramagem, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão Bolsonaro. Foragido da justiça, Ramagem está condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista. 

Já faz mais de uma década que os arautos da extrema direita gostam de “lacrar” dizendo que o Brasil governado pelos candidatos de esquerda, como Lula e Dilma, estava a um passo de se tornar a Venezuela. Uma grande fake news: nada do que ocorreu aqui nas últimas duas décadas se compara com os sofrimentos causados pelos erros do chavismo no país vizinho. Aqui não houve mudança na Constituição para acabar com o limite de mandatos presidenciais. As eleições foram respeitadas e sempre aferidas por observadores transparentes. A autonomia entre os poderes segue preservada.

Mas é no tema da soberania sobre seus recursos naturais onde, infelizmente, Brasil e Venezuela estão se aproximando cada vez mais. A invasão promovida na Venezuela por Trump para impor um governo subserviente aos interesses dos Estados Unidos gerou uma nova corrida pelo ouro e minérios daquele país. A atual presidente, Delcy Rodríguez, tem se mostrado pródiga em deixar a exploração de petróleo e ouro nas mãos do governo norte-americano – em 18 de setembro, por exemplo, o Financial Times noticiou que  31 toneladas em barras de ouro estavam sendo negociadas para serem transferidas da Venezuela para o Banco Central dos EUA.

Isso ocorre exatamente no momento em que operações do exército venezuelano, com ajuda militar norte-americana, tentam dominar a atuação de grupos ilegais no Arco Mineral do Orinoco, uma grande zona mineira criada em 2016 por Nicolás Maduro com o objetivo de gerar novas receitas para seu regime autoritário. Nunca deu certo, pois as minas de ouro foram sempre controladas pelos chamados “sindicatos”, organizações infra-legais atuando em conluio com militares corruptos.

Até o momento, as ações de repressão também não estão funcionando. Como mostrou o site de notícias Armando.info, os grupos criminais continuam hackeando o sistema e contrabandeando ouro ilegal para dentro do mercado norte-americano. Na verdade, mais do que isso: a Venezuela se tornou um hub de lavagem de ouro ilegal. Os garimpos que ainda continuam operando em territórios indígenas no Brasil têm usado a estrutura clandestina do país vizinho para exportar ouro à Índia, Oriente Médio, EUA e Europa.

Assim como a venezuelana Delcy Rodríguez, Flávio Bolsonaro mostrou-se disposto a sacrificar a soberania de seu país. Já deu muitos sinais de que vai abrir portas para uma intervenção norte-americana para combater o crime organizado, caso eleito. Em todos os países da América Latina onde isso ocorreu, os resultados têm sido desastrosos. A presença dos Estados Unidos na Colômbia, no Peru, no México e na Venezuela não alterou o quadro de ilegalidade generalizada. Apenas levou a uma valorização dos produtos ilícitos, intensificação da violência e impulsionou a reorganização dos grupos criminosos.

Talvez o leitor menos conhecedor das agruras geradas pela mineração ilegal na Amazônia possa perguntar porque afinal não deveria o Brasil aproveitar a oportunidade e lucrar com as altas cotações do ouro. A questão é que, por detrás dos garimpos, há uma cadeia de danos ambientais e sociais. Se aqui, como na Venezuela, o caminho for fazer um acordo com os Estados Unidos, é muito provável que eles fiquem com os ganhos e nós com a contaminação dos rios e matas.

Águas do Algarve nomeia Helena Lucas dos Santos presidente executiva

8 October 2026 at 11:52

Hugo Nunes e Bruno Costa são vogais executivos. Os presidentes das câmaras de Castro Marim e Albufeira integram a administração como vogais não executivos.

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Vai nascer em Trás-os-Montes um novo parque ecológico com 7 hectares

8 October 2026 at 09:38

O Parque Ecológico de Tourinhas, em Vila Real, região de Trás-os-Montes, vai estender-se por sete hectares, recuperar a ribeira e reforçar a vegetação autóctone, estando incluído nos projetos-piloto do programa nacional PRO NAT.URBE que reforça a resposta ao calor extremo.

“Com este projeto vamos transformar uma área atualmente degradada junto à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) num parque público dedicado à natureza, ao lazer e ao convívio, que poderá ser usufruído por toda a população”, afirmou hoje, citado em comunicado, o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios.

O investimento estimado é de três milhões de euros, mais IVA, financiado pelo Fundo Ambiental, ao abrigo do protocolo celebrado entre o Ministério do Ambiente e Energia e a Câmara Municipal de Vila Real.

O Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas (PRO NAT.URBE), aprovado pelo Governo, quer reforçar a resposta ao calor extremo com redes de abrigos climáticos e estabelece uma estratégia até 2035 para aumentar os espaços verdes e o coberto arbóreo, recuperar linhas de água, criar corredores ecológicos e desimpermeabilizar os solos.

Em curso estão cinco projetos-piloto, de norte a sul do país, desde Évora a Beja, Vila Real, Guimarães (distrito de Braga) e São João da Madeira (distrito de Aveiro).

Em Vila Real, o PRO NAT.URBE inclui o Parque Ecológico de Tourinhas, cujo projeto prévio foi aprovado pelo executivo municipal.

De acordo com a autarquia, a conclusão do projeto de execução está prevista para o final de 2026, apontando-se o início da intervenção para 2027.

Com cerca de sete hectares, o futuro parque pretende recuperar e valorizar a área envolvente à ribeira de Tourinhas, criando um novo espaço verde de proximidade para a população.

O projeto assenta na recuperação ecológica da ribeira e no reforço da vegetação autóctone, incluindo árvores, arbustos e prados adaptados às condições do local.

O município explicou que a gestão natural da água será também uma componente central, com a criação de zonas húmidas, bacias de infiltração e retenção e uma bacia com características de lago.

O parque será atravessado por percursos pedonais e cicláveis e, nas zonas sujeitas a inundação, os caminhos serão sobre-elevados, permitindo manter a circulação e, simultaneamente, preservar as características naturais do terreno.

Para o lazer e utilização quotidiana estão previstos um parque infantil, ginásio ao ar livre, jardim sensorial, áreas de merendas, clareiras multifuncionais e um anfiteatro natural.

O projeto contempla ainda um observatório de aves, cafetaria e instalações sanitárias.

A câmara frisou que a “arborização e as zonas de sombra deverão contribuir também para melhorar o conforto térmico e reforçar a capacidade de adaptação da cidade às temperaturas elevadas”.

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Olhão promove laboratórios sobre regulamentação municipal de apoio ao associativismo

8 October 2026 at 07:00

Em setembro, o Município de Olhão promoveu dois laboratórios participativos com dirigentes das associações do concelho, envolvendo as áreas do desporto, cultura, artes, recreio, património, ambiente, juventude, entre outras.

As sessões deram continuidade ao processo de auscultação iniciado entre maio e agosto, durante o qual foram recolhidos dezenas de contributos das associações. Os objetivos passam pela revisão do atual Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo Desportivo e pela criação de um novo regulamento destinado às restantes áreas do movimento associativo.

Este processo pretende adequar os apoios municipais às atuais necessidades das associações, promovendo maior rigor, transparência, equidade e previsibilidade na atribuição dos recursos públicos, ao mesmo tempo que reforça a proximidade e a colaboração entre o Município e o tecido associativo.

Durante os encontros, foram debatidas matérias como os prazos e procedimentos de candidatura, a simplificação dos processos, os critérios e tipologias de apoio, as despesas elegíveis e a necessidade de considerar a diversidade e as especificidades das diferentes associações.

O vereador responsável pelo Associativismo, Custódio Moreno, destacou a “importância deste trabalho para reforçar o diálogo e a proximidade com as associações”, valorizando “o papel fundamental que desempenham no desenvolvimento da comunidade”. O autarca sublinhou, ainda, a necessidade de modernizar e digitalizar os processos, capacitar as estruturas associativas e promover um planeamento mais atempado e articulado das suas atividades.

Concluída esta fase de participação, o Município inicia, agora, a redação das propostas regulamentares, que voltarão a ser comunicadas às associações antes de seguirem a tramitação legal necessária. O objetivo é concluir o processo nos próximos meses, permitindo que os novos regulamentos tenham aplicação a partir de 2027.

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