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Criadores de gado manifestam-se em Arcos de Valdevez por medidas contra ataques do lobo

12 October 2026 at 12:34

Cerca de uma dezena de criadores de gado da região Norte estão hoje concentrados em Arcos de Valdevez para exigir ao Governo medidas que travem os ataques do lobo e indemnizações “justas” pelos animais mortos por aquela espécie protegida.

“Estamos fartos de canções, queremos ações. O senhor ministro da Agricultura tem-se esforçado na conversa, mas nós não queremos conversa, nós queremos ações”, afirmou à Lusa o porta-voz da União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos (UPGALL).

O responsável falava à porta da Casa das Arcos, em Arcos de Valdevez, onde decorre um fórum sobre pastorícia extensiva com presença de mais de 200 pessoas. A iniciativa, organizada pelo Ministério da Agricultura, vai ser encerrada, cerca das 13:30, por José Manuel Fernandes.

O protesto dos criadores de gado começou cedo com a montagem de cartazes com palavras de ordem como “senhor ministro, não queremos canção. Exigimos ação”, “Não estamos disponíveis para viver de indemnizações”, “O lobo é um parasita psicopata, sanguinário que não tem lugar no nosso território”, “Combater a selvajaria é preservar a soberania” e “Se o lobo prevalecer, o que vamos comer? Deixem de perseguir quem está a produzir”.

Orlando Gonçalves sublinhou que “o gado autóctone é um património genético importantíssimo que está a ser pura e simplesmente devorado”.

“A alimentação humana está a ser desviada para um parasita que não tem qualquer utilidade, é um desestabilizador do ambiente, não é um equilibrador como os tontinhos que o defendem dizem que é. O lobo é o autor do desequilíbrio em que vivemos. Existe um desequilíbrio, um autêntico terrorismo na pecuária aqui na região”, sustentou.

“Lobo é espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”

À chegada ao fórum sobre pastorícia extensiva, o secretário de Estado do Ambiente lembrou que “o lobo é uma espécie protegida, o que não significa que os criadores sejam abandonados”.

“Temos tomado variadíssimas medidas no sentido de criar condições para a conservação do lobo e, ao mesmo tempo, compatibilizar com o pastoreio, quer ele seja de modo extensivo ou não”, referiu João Manuel Esteves.

O governante adiantou que “há cerca de um ano foi lançado o programa Alcateia, dedicado exatamente às questões da conservação do lobo e às questões da compatibilização e da mitigação dos prejuízos causados pelo lobo, que é para 10 anos com um valor anual de cerca de um milhão de euros”.

João Manuel Esteves frisou que o “programa contempla um conjunto de medidas, medidas extras que têm a ver com as indemnizações”, e que “este Governo atualizou os valores a pagar pelo quilo de carne, assim como também diversas tipologias dos animais”.

“As indemnizações no mínimo duplicaram e outros até triplicaram. Compreendemos [que] é possível que ainda não seja aquilo que as pessoas todas querem, mas foi dado este salto num espaço de menos de um ano, isso é o facto”, referiu o governante.

Relativamente às vedações, acrescentou, “elas já existem agora, [mas] também temos de arranjar a maneira para serem mais eficazes”.

Adiantou ainda que, em agosto, o Ministério do Ambiente “decidiu agilizar os procedimentos de verificação, da competência do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.

“Havia uma redução sistemática do valor a pagar se fosse mais do que um ataque à mesma pessoa, portanto, isso foi eliminado, os ataques são o que são. Também foi eliminada uma outra questão relacionada com desaparecimento do cadáver. Desde que haja a verificação que foi um ataque do lobo, que aconteceu naquelas imediações, então também se paga, agora de forma reduzida”, disse.

O secretário de Estado recordou que “na semana passada foi publicado um despacho que tem a ver com a reabilitação do ecossistema do lobo, com aquilo que é o aumento das presas selvagens e, portanto, são tudo medidas para mitigar estes efeitos”.

“É um passo gigante relativamente àquilo que se passava”, garantiu.

O Programa Alcateia 2025-2035 tem este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros para proteger o lobo e indemnizar produtores. Identificou no país quatro núcleos populacionais: Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, num total de 58 alcateias (56 confirmadas, 2 prováveis) e cerca de 300 animais.

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Líder do PAN falta a debate com o primeiro-ministro por doença do gato Mikas: “Vi-me forçada a faltar pela primeira vez”

12 October 2026 at 11:10

Inês Sousa Real faltou ao debate quinzenal com o primeiro-ministro na passada sexta-feira, 9 de outubro, devido a uma emergência de saúde do seu gato Mikas, que terá sofrido um AVC. A líder do PAN explicou posteriormente a ausência nas redes sociais, sublinhando que nunca tinha faltado a um debate deste género.

Segundo uma publicação feita pela deputada no Instagram, o animal está a recuperar e já regressou a casa. Mikas acompanha Inês Sousa Real há quase 17 anos e, perante o agravamento do seu estado de saúde, a parlamentar decidiu permanecer junto dele em vez de participar no debate.

Médica acredita que Mikas poderá ter sofrido um AVC

A líder do PAN contou que o episódio aconteceu na sexta-feira e que foi difícil assistir à degradação do estado de saúde do animal. Segundo escreveu, a médica veterinária considera que a hipótese mais provável é a de Mikas ter sofrido um acidente vascular cerebral.

Apesar do susto, a evolução tem sido positiva. Inês Sousa Real adiantou que o gato está consciente, continua a comer e mantém o comportamento habitual, embora a componente motora pareça ter sido a mais afetada. No domingo, Mikas já tinha regressado a casa.

“Vi-me forçada a faltar pela primeira vez”

Foi esta emergência que levou a deputada única do PAN a não marcar presença no debate quinzenal. “Quem acompanha o meu trabalho sabe que nunca faltei a um debate com o Primeiro-Ministro”, escreveu, acrescentando que exerce o mandato com sentido de responsabilidade e compromisso.

Desta vez, porém, diz ter-se visto “forçada a faltar pela primeira vez”. A deputada rejeitou que a ausência tivesse resultado de desconsideração pelo debate ou de falta de compromisso político, explicando a decisão através da relação que mantém com o animal.

Publicação de Inês Sousa Real no Instagram

“Eles são família”

Na publicação, Inês Sousa Real defendeu que quem vive ou viveu com um animal de companhia compreenderá a decisão, uma vez que estes acabam por fazer parte da família. A dirigente recordou ainda que Mikas está ao seu lado desde que tinha apenas dois meses.

A deputada resumiu a posição afirmando que “a política exige responsabilidade, mas também humanidade”. O debate dessa sexta-feira terminou sem a intervenção do PAN, depois de os restantes partidos com representação parlamentar terem participado no confronto com o primeiro-ministro.

Mikas acompanha a deputada há quase 17 anos

A ligação entre os dois é antiga. Inês Sousa Real recordou que, ao longo de quase 17 anos, Mikas esteve presente nos momentos mais difíceis da sua vida e que frequentemente percebia quando alguma coisa não estava bem.

A dirigente agradeceu ainda ao hospital veterinário onde o animal é acompanhado e, em particular, à médica que o recebeu durante a emergência. Para a deputada, a rapidez da resposta assumiu especial importância num momento que descreveu como particularmente sensível.

“Nada nem ninguém poderia substituir-me”

Inês Sousa Real reconheceu que existirão outros debates e mais trabalho parlamentar, mas considerou que, naquele momento, não existia ninguém que pudesse substituí-la junto de Mikas. Foi essa circunstância que, segundo explicou, determinou a escolha de permanecer com o animal.

“Estive, e estarei sempre, onde ninguém me poderia substituir e onde o meu coração estava: com o Mikas”, escreveu no final da publicação. A ausência de sexta-feira tornou-se, assim, a primeira vez em que a líder do PAN faltou a um debate com o primeiro-ministro, segundo a própria.

Leia também: Este pode ser um dos primeiros sinais de doença nos rins e muita gente desvaloriza

Fafe: Bombeiros resgatam gato bebé de uma sarjeta

11 October 2026 at 22:44

Os Bombeiros de Fafe resgataram este domingo um gato bebé que miava insistentemente desde a manhã numa sarjeta, em Moreira de Rei, concelho de Fafe.

O gato, que estava muito assustado, foi retirado sem ferimentos, depois de elementos dos bombeiros terem entrado no labirinto de tubos subterrâneos.

Fafe: Bombeiros resgatam gato bebé de uma sarjeta
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Fafe: Bombeiros resgatam gato bebé de uma sarjeta
Foto: Ivo Borges / O MINHO
Fafe: Bombeiros resgatam gato bebé de uma sarjeta
Foto: Ivo Borges / O MINHO

No local estiveram cinco operacionais dos Bombeiros de Fafe.

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