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Sindicato da PSP dá prazo ao Governo para apresentar “propostas concretas” e “sérias”

By: Lusa
19 October 2026 at 20:10

O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) deu ao Governo até dia 28 para apresentar “propostas concretas, sérias e verdadeiramente valorizadoras dos polícias“, prometendo ações de protesto caso não haja avanços em negociações.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o Sinapol adianta que tem marcada para 28 de outubro uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, “que poderá ser decisiva para o futuro das negociações sobre a valorização profissional e salarial dos polícias”, estabelecendo essa data como prazo para apresentação de propostas efetivas.

“Até ao momento, as reuniões realizadas não produziram resultados concretos capazes de traduzir-se numa verdadeira valorização das carreiras e das condições remuneratórias dos profissionais da PSP”, afirma o sindicato, acrescentando que “os polícias continuam à espera de respostas, enquanto as reivindicações do Sinapol, apresentadas há anos, e as sucessivas promessas políticas continuam sem passar das palavras aos atos”.

O Sinapol manifesta no comunicado a sua “crescente preocupação com a ausência de propostas concretas por parte do Governo” e garante que “não aceitará que o processo continue indefinidamente sem soluções efetivas, num prolongamento artificial das negociações”.

O sindicato adianta que se não houver progressos no processo negocial “avançará para (…) ações de protesto, começando pela realização de plenários nos diversos aeroportos e comandos policiais, durante as horas de serviço, no respeito pela legalidade aplicável”.

“Chegou o momento de passar das promessas às decisões. Os polícias não podem continuar à espera da valorização que lhes é devida e merecida”, afirma o sindicato.

O Sinapol “mantém-se disponível para negociar, mas não confundirá diálogo com adiamento, nem aceitará que a ausência de resultados continue a ser apresentada como progresso”, afirma.

Tutti Frutti. Tribunal manda para julgamento 56 dos 59 arguidos

19 October 2026 at 16:17

O Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu que a quase totalidade dos arguidos do processo Tutti-Frutti, 56 dos 59 arguidos, vão ser julgados.

Dos 59 arguidos acusados pelo Ministério Público, apenas três não seguem para julgamento: Ângelo Pereira, ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa pelo PSD, Inês Drummond, antiga vereadora do município de Lisboa pelo PS, e Ivone Gonçalves, militante do PSD de Loures.

Segundo a decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, entre os 56 arguidos que seguem para julgamento estão o ex-presidente da Junta de Freguesia da Estrela Luís Newton, o ex-presidente da Junta de Freguesia de Santo António Vasco Morgado e o antigo deputado na Assembleia da República pelo PSD Sérgio Azevedo.

Entre os arguidos há antigos deputados à Assembleia da República, presidentes de juntas de freguesia de Lisboa e vereadores na capital do PSD e do PS, suspeitos dos crimes de corrupção e prevaricação por adjudicações de serviços como contrapartida, sobretudo, à concessão de apoio político local, a partir de 2012.

No total, foram acusados pelo Ministério Público, a 4 de fevereiro de 2025, 60 arguidos, dos quais um morreu entretanto, reduzindo o número de acusados para 59.

A instrução é uma fase facultativa, habitualmente requerida pelos arguidos, na qual um juiz avalia se uma acusação cumpre os requisitos legais para que o caso siga para julgamento.

Dos 22 euros à hora aos 143 euros por acordo: as regras dos advogados oficiosos

19 October 2026 at 16:01

A Ordem dos Advogados (OA) publicou um manual de 269 páginas para sistematizar as regras do Sistema de Acesso ao Direito e aos Tribunais (SADT), incluindo os procedimentos de nomeação de advogados oficiosos, os pedidos de pagamento e a tabela de honorários aplicável ao apoio judiciário. Entre os valores previstos estão uma remuneração de 22 euros por hora por diligências judiciais e 143,10 euros quando um conflito fica resolvido por acordo, no âmbito de uma consulta jurídica.

Ordem dos AdvogadosHenrique Casinhas/ECO

A sessão de apresentação deste manual terá lugar esta segunda-feira, no Salão Nobre da Ordem dos Advogados, em Lisboa, a partir das 17.00.

Segundo dados da OA, cerca de 11 mil advogados estavam inscritos no Sistema de Acesso ao Direito e aos Tribunais (SADT).

O documento, elaborado pelo Instituto do Acesso ao Direito e aos Tribunais (IADT) da OA, pretende uniformizar procedimentos e esclarecer dúvidas práticas dos advogados e advogados estagiários inscritos no sistema. Publicado em julho de 2026, reúne o enquadramento legal e regulamentar do SADT e as orientações interpretativas adotadas pelo Instituto, sem caráter vinculativo.

Na área remuneratória, o manual indica que o valor da unidade de referência (UR) é de 28,62 euros, atualizado pela Portaria n.º 223/2026/1, de 18 de maio. É a partir desta unidade que são calculadas várias das compensações previstas na tabela de honorários.

Um dos valores concretos identificados no documento é o pagamento de 22 euros por hora pelas intervenções presenciais ou remotas, quando autorizadas, em atos, diligências ou audiências presididos por autoridade judiciária. Já a superação de um litígio por transação no âmbito de consulta jurídica corresponde a cinco unidades de referência, ou seja, 143,10 euros.

A tabela contempla diferentes atos e espécies processuais, com regras próprias para o cálculo da remuneração. O manual inclui ainda capítulos dedicados às despesas, às escalas, ao processamento dos pagamentos e aos procedimentos administrativos necessários para que os profissionais recebam os valores devidos.

Regras para nomeações, escusas e pagamentos

Além dos honorários, a publicação aborda o funcionamento da plataforma SinOA, os critérios de inscrição no sistema, a distribuição de nomeações e os procedimentos para pedir escusa ou dispensa de patrocínio. O objetivo é reunir num único documento as normas que regulam a atividade dos advogados no apoio judiciário e responder às dificuldades práticas comunicadas pelos profissionais.

O manual sistematiza também os direitos e deveres dos advogados inscritos no SADT, incluindo o direito à remuneração e ao reembolso de despesas legalmente admissíveis, bem como as garantias de independência técnica e científica no exercício do patrocínio.

Na apresentação da publicação, o presidente do IADT, Vasco Pais Brandão, sustenta que a sistematização das regras deverá contribuir para “uma atuação mais uniforme e tecnicamente consistente, reforçando a confiança dos cidadãos no sistema e valorizando o trabalho dos advogados e advogados estagiários que asseguram a defesa dos beneficiários de proteção jurídica”.

O apoio judiciário é um mecanismo do Estado português que permite às pessoas com insuficiência económica aceder à Justiça, mesmo quando não têm dinheiro para pagar um advogado ou suportar os custos de um processo judicial. A Segurança Social analisa a situação económica do requerente e decide se concede o benefício e em que modalidade. A Ordem dos Advogados assegura a gestão da nomeação dos profissionais, enquanto os pagamentos dos serviços prestados são processados pelo Estado através dos mecanismos legalmente previstos.

Imolegal chega ao mercado de advocacia com foco no imobiliário

19 October 2026 at 15:37

A Imolegal é o novo escritório de advogados em Portugal dedicado ao setor imobiliário. A firma foi fundada pela sócia Filipa Arantes Pedroso.

“Criada para responder à crescente complexidade das operações, a sociedade reúne numa mesma estrutura diferentes competências, desde consultadoria técnica a legal, que hoje condicionam e interligam os pilares de uma decisão de investimento bem-sucedida”, referem em comunicado.

A Imolegal tem como pilares de atuação as áreas de Imobiliário & Turismo, Urbanismo, Societário, Fiscal e Imigração, reunindo ainda competências técnicas nas áreas da engenharia e promoção imobiliária. “É precisamente nessa ligação entre áreas que a Imolegal pretende diferenciar-se, cruzando conhecimento jurídico, fiscal, urbanístico e técnico, sempre com o Direito como base comum“, sublinham.

Em comunicado, a firma sublinha que o objetivo é acompanhar o investimento desde a sua estruturação e aquisição até ao licenciamento, desenvolvimento, operação ou alienação do ativo.

“Hoje, uma operação imobiliária dificilmente se resolve apenas numa dimensão. Uma decisão jurídica pode ter impacto fiscal, urbanístico ou técnico e, muitas vezes, uma questão técnica acaba também por ter consequências legais. Foi desta realidade que nasceu a Imolegal: juntar diferentes competências, mantendo o Direito como denominador comum, para conseguirmos olhar para cada projeto como um todo”, assume a sócia fundadora Filipa Arantes Pedroso

A equipa de sócios integra ainda Maria Quintela, responsável pela área Fiscal, Teresa Arriaga e Cunha, nas áreas de Societário, Imobiliário e Imigração, e Luís Cabral Menezes, que lidera a consultadoria nas áreas de Engenharia e Promoção Imobiliária. A equipa conta ainda com Ana Gavilan, consultora especializada em Urbanismo, entre outros associados com experiência ainda em fiscal.

Provedora de Justiça pede declaração de inconstitucionalidade de alterações ao Código de Processo Penal

By: Lusa
19 October 2026 at 14:56

A provedora de Justiça requereu ao Tribunal Constitucional que “declare inconstitucionais, com força obrigatória geral”, algumas alterações ao Código de Processo Penal (CPP).

Em comunicado, a provedora Luísa Neto refere que desde que tomou posse em 15 de julho recebeu “queixas e preocupações de cidadãos quanto às soluções contidas” na referida lei, de 27 de julho, e ouviu, a seu pedido, o bastonário da Ordem dos Advogados sobre a mesma questão, tendo ainda analisado as alterações e concluído “que se justifica avançar com um pedido de fiscalização abstrata sucessiva da constitucionalidade junto do Tribunal Constitucional”.

Segundo a provedora, em cinco das alterações podem estar em causa as garantias de defesa de quem é acusado – na confissão em crimes graves, no caso das testemunhas que deixam de ir a julgamento, no processo abreviado para crimes graves, no direito de resposta no recurso e na nova multa por atos dilatórios.

Em relação ao processo abreviado para crimes graves, por exemplo, “a provedora pede que essa possibilidade seja declarada inconstitucional sempre que possa ser aplicada pena superior a cinco anos, à semelhança do que o Tribunal Constitucional decidiu em 2014 quanto ao processo sumário”, refere o comunicado.

“Dada a importância destas matérias, a provedora pediu, ainda, que o processo seja apreciado com prioridade, desde que obtido o acordo da Assembleia da República, enquanto autora da Lei n.º 34/2026, de 27 de julho”, adianta.

Em 16 de outubro o jornal Expresso noticiou que o grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) decidiu levar ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização sobre as alterações ao Código de Processo Penal.

No mesmo dia, a Ordem dos Advogados (OA) congratulou-se com a decisão e referiu que tinha enviado em julho a “todas as entidades com legitimidade para requerer a fiscalização sucessiva da constitucionalidade” uma carta “apelando a que submetessem ao Tribunal Constitucional diversas normas deste diploma”.

Pérez-Llorca e Uría Menéndez assessoram compra indireta de 22,5% da Floene pela Italgas

19 October 2026 at 12:44

A Pérez-Llorca assessorou o grupo Italgas na celebração de um acordo vinculativo com a Marubeni Corporation e a Toho Gas, que foram assessoradas pela Uría Menéndez, para a aquisição de 100% do capital social da Meet Europe Natural Gas, sociedade titular de uma participação de 22,5% na Floene.

“A operação insere-se na estratégia de crescimento através de fusões e aquisições prevista no Plano Estratégico 2026-2032 da Italgas, anunciado em junho, e permitirá ao grupo italiano assumir um papel industrial relevante em Portugal”, referem os escritórios de advogados em comunicado.

A Pérez-Llorca, em colaboração com a sociedade de advogados italiana Legance, prestou aconselhamento jurídico à Italgas em todos os aspetos de direito português relevantes no contexto da operação. A equipa foi liderada pela equipa de Corporate/M&A composta pelo sócio Rodrigo Falcão Nogueira e pela associada Mariana Pintor.

Contou também com o apoio de equipas de diversas áreas de prática do escritório, incluindo a equipa de Regulatório, composta pelo sócio Carlos Vaz de Almeida, pela counsel Joana Alves de Abreu e pela associada Mariana Santos, bem como pela equipa de Concorrência e Direito da União Europeia, composta pela sócia Rita Leandro Vasconcelos e pela associada Sofia Vilas-Boas.

Já a Uría Menéndez assessorou a Marubeni Corporation e a Toho Gas, na qualidade de vendedoras. A equipa foi liderada por Catarina Tavares Loureiro, sócia de Corporate/M&A, e João Louro e Costa, counsel de Energia e Recursos Naturais, e contou com o apoio de Marta Sampaio Pinto, associada principal de Corporate/M&A, e Jill de Soet Palmeiro, associada sénior de Energia e Recursos Naturais.

Adiado início do julgamento por branqueamento de capitais de José Sócrates

By: Lusa
19 October 2026 at 10:52

O início do julgamento do antigo primeiro-ministro José Sócrates por branqueamento de capitais foi adiado esta segunda-feira para 30 de outubro, para que o tribunal possa decidir questões prévias que podem pôr em causa a realização do julgamento.

A decisão foi anunciada pelo juiz-presidente do coletivo, Rúben Vieira, na sequência de dois requerimentos apresentados ao final da tarde de sexta-feira pela defesa de José Sócrates, sobre os quais o Ministério Público pediu um prazo de três dias para se pronunciar.

No processo, que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, em 2021, é ainda arguido o empresário Carlos Santos Silva, igualmente por branqueamento de capitais.

Entre as questões que serão apreciadas pelo tribunal está o facto de José Sócrates, chefe de Governo entre 2005 e 2011, e Carlos Santos Silva poderem ser julgados duas vezes pelos mesmos atos, o que a lei não permite.

Em causa está a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas com origem ilícita.

Segundo a acusação do Ministério Público, datada de 2017, o empresário terá sido um dos testas-de-ferro a quem o ex-governante socialista terá recorrido para ocultar montantes com os quais terá sido corrompido para beneficiar o Grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o empreendimento de luxo de Vale do Lobo.

Os crimes de corrupção que alegadamente precedem os de branqueamento de capitais estão a ser julgados desde 3 de julho de 2025 no processo principal da Operação Marquês, que conta com 21 arguidos, incluindo José Sócrates e Carlos Santos Silva.

“Espero, sinceramente, que haja um mínimo de razoabilidade para que não se passe um outro limiar de violência e de arbítrio“, afirmou esta segunda-feira, à saída do tribunal, o antigo chefe de Governo, sustentando que, caso seja dado esse passo, é “a própria ideia de justiça que fica em causa” e de “um Estado democrático que dá garantias às pessoas”.

“Eu espero que isso não aconteça e que o juiz reconheça: ‘Desculpe, mas não é possível fazer este julgamento. Não é possível fazê-lo. É possível fazer aquilo que é razoável fazer, que é juntar os processos’“, frisou.

Para já, há sessões agendadas até abril de 2027, mas o julgamento pode vir a não realizar-se caso seja dada razão ao antigo primeiro-ministro, com eventual integração destes crimes no processo principal da Operação Marquês.

Inicialmente, José Sócrates, de 69 anos, e Carlos Santos Silva, de 67, respondiam também por falsificação de documento neste processo mais pequeno, tendo o crime prescrito entretanto.

Sócrates e Santos Silva começam a ser julgados por branqueamento de capitais

19 October 2026 at 08:43

O antigo primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva sentam-se esta segunda-feira no banco dos arguidos para responder por branqueamento de capitais, num processo autónomo resultante da decisão instrutória da Operação Marquês, proferida em 2021.

Além do branqueamento de capitais, Sócrates e Santos Silva estavam inicialmente acusados de falsificação de documento. Contudo, esse crime acabou por prescrever.

Este processo de branqueamento procura apurar a alegada ocultação da origem ilícita do dinheiro. Já no processo principal da Operação Marquês, estão a ser julgadas as suspeitas de corrupção que estarão na origem desses fundos. As acusações não equivalem a uma condenação, e ambos os arguidos negam a prática dos crimes.

O julgamento incide sobre alegadas operações financeiras realizadas entre 2011 e 2014, através das quais terão sido movimentados fundos por contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher do empresário e do motorista de Sócrates. Segundo a investigação, estas contas terão servido para fazer chegar ao antigo chefe de Governo dinheiro de proveniência ilícita.

Na acusação apresentada em 2017, o Ministério Público sustenta que Carlos Santos Silva terá funcionado como intermediário na ocultação de património que José Sócrates alegadamente recebeu em contrapartida de favorecimentos ao Grupo Lena, ao Grupo Espírito Santo (GES) e ao empreendimento turístico de luxo de Vale do Lobo.

Neste processo autónomo, o advogado de José Sócrates é Filipe Baptista, antigo secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro durante o Governo de Sócrates. Filipe Baptista assumiu a defesa neste julgamento através de um substabelecimento apresentado por Pedro Delille, que continuava formalmente associado à defesa de Sócrates neste processo secundário.

As suspeitas de corrupção relacionadas com estes negócios estão a ser apreciadas no processo principal da Operação Marquês, cujo julgamento começou em Lisboa a 3 de julho de 2025. Esse processo abrange 21 arguidos, entre os quais o antigo primeiro-ministro e o empresário.

Neste julgamento, que tem um âmbito mais restrito, José Sócrates, de 69 anos, e Carlos Santos Silva, de 67, serão julgados por um coletivo composto pelos juízes Rúben Vieira, Armandina Silva Lopes e Helena Leitão. De acordo com informação do Conselho Superior da Magistratura, os magistrados não estão afetos em exclusividade a este processo.

A audiência decorrerá no Tribunal Central Criminal de Lisboa, com o julgamento previsto para se prolongar, pelo menos, até abril de 2027. Ambos os arguidos têm negado a prática dos crimes de que são acusados.

Num comunicado enviado no domingo à noite à Lusa, Sócrates disse que o tribunal “prepara-se para iniciar um novo julgamento sobre factos que já estão em discussão” no primeiro julgamento. “Para apreciar os crimes de branqueamento de capitais, o tribunal terá necessariamente de examinar os alegados factos de corrupção que constituem o chamado crime precedente — precisamente os factos que estão a ser julgados no outro processo, noutro juízo”, sublinhou Sócrates.

“Ninguém deveria ser obrigado a defender-se, simultaneamente, perante dois tribunais diferentes, de uma matéria factual coincidente, suportando a duplicação de custos, a repetição de provas, o desgaste pessoal e a exposição pública de dois julgamentos”, disse o antigo primeiro-ministro. “Treze anos depois de iniciar o processo, a violência do Estado judiciário contra mim parece não ter limites”, acusou Sócrates.

Tutti Frutti: Tribunal decide se arguidos vão a julgamento por corrupção em autarquias

By: Lusa
19 October 2026 at 08:37

O Tribunal Central de Instrução Criminal decide hoje se manda para julgamento, e em que termos, os 59 acusados no processo Tutti Frutti, relacionado com crimes de corrupção e prevaricação, entre outros, em autarquias de Lisboa.

A leitura da decisão instrutória está agendada para as 14:00 no Campus de Justiça de Lisboa, indicou à Lusa fonte judicial.

Entre os arguidos há antigos deputados à Assembleia da República, presidentes de juntas de freguesia de Lisboa e vereadores na capital do PSD e do PS, suspeitos de adjudicações de serviços como contrapartida, sobretudo, à concessão de apoio político local, a partir de 2012.

No total, foram acusados pelo Ministério Público, em 04 de fevereiro de 2025, 60 arguidos, dos quais um morreu entretanto, reduzindo o número de acusados para 59.

A instrução é uma fase facultativa, habitualmente requerida pelos arguidos, na qual um juiz avalia se uma acusação cumpre os requisitos legais para que o caso siga para julgamento.

Da energia à defesa: onde estará o negócio dos advogados até 2030?

19 October 2026 at 07:18

Energia, infraestruturas, defesa, tecnologia e até educação e saúde são alguns dos setores da economia que os advogados consideram que irão gerar mais procura por serviços jurídicos em Portugal até 2030.

No caso do setor energético, o diretor de Business Development (BD) da Morais Leitão, Frederico Gardete Correia, considera que continuará a ser “absolutamente central”. “As perspetivas económicas e os instrumentos de política…

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