❌

Normal view

Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima

20 October 2026 at 18:33

A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.

Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.

“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.

Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.

Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.

O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.

Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.

A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.

“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.

Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.

O conteúdo Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima aparece primeiro em O MINHO.

Mina de água em Cerveira passa a estar protegida

20 October 2026 at 10:34

A captação de águas subterrâneas para consumo humano designada por Mina Cortiças, em Covas, Vila Nova de Cerveira, está a partir de quarta-feira delimitada e sujeita a medidas de proteção determinadas pelo ministério do Ambiente.

Publicada hoje no Diário da República, a portaria assinada pelo secretário de Estado do Ambiente aprova a “delimitação do perímetro de proteção e respetivos condicionamentos” da Mina Cortiças, tendo por base as propostas e os estudos do município de Vila Nova de Cerveira, “entidade gestora da referida captação de águas subterrâneas destinadas ao abastecimento público para consumo humano”.

A massa de água onde se insere a captação foi classificada “com bom estado químico, bom estado quantitativo e objetivo ambiental de manutenção do bom estado”, abastecendo “200 habitantes com um volume médio de 227,4 metros cúbicos por dia”.

Na “zona de proteção imediata” à captação é, a partir de quarta-feira, “interdita qualquer instalação ou atividade com exceção das que tenham por objetivo a conservação, manutenção e melhor exploração das captações”.

Para além disso, o terreno abrangido pelas zonas de proteção imediata “deve ser vedado e mantido limpo de quaisquer resíduos, produtos ou líquidos que possam provocar infiltração de substâncias indesejáveis para a qualidade da água da captação”.

Na zona de proteção intermédia ficam interditas atividades como “infraestruturas aeronáuticas; oficinas e estações de serviço de automóveis; depósitos de materiais radioativos, de hidrocarbonetos e de resíduos perigosos; ou postos de abastecimento e áreas de serviço de combustíveis”.

São ainda proibidas “lixeiras, aterros sanitários e aterros de resíduos perigosos, não perigosos ou inertes; fossas séticas com órgão de infiltração no solo, ou descarga na linha de água”, ou “lagos e quaisquer obras ou escavações não impermeabilizados, destinados à recolha e armazenamento de água ou quaisquer substâncias suscetíveis de se infiltrarem”, entre outras medidas.

Fica ainda vedada a instalação de cemitérios, “pedreiras e explorações mineiras, bem como quaisquer indústrias extrativas” ou depósitos de sucata.

O conteúdo Mina de água em Cerveira passa a estar protegida aparece primeiro em O MINHO.

❌