A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.
Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.
“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.
Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.
Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.
O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.
Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.
A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.
“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.
Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.
Um casal, com cerca de 70 anos, sofreu este sábado uma intoxicação provocada pela infusão de ervas num chá, em Valença, ficando em estado considerado grave.
O alerta foi dado cerca das 14:00 horas para a Rua da Rainha, em Valença, depois de um pedido de socorro.
Segundo a Rádio Vale do Minho, que avança a informação, as vítimas foram transportadas em estado grave para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.
Prestaram socorro os Bombeiros de Valença e o INEM, através da VMER do Alto Minho.
A Câmara de Valença tem abertas as inscrições para a edição de 2026 da Fortaleza de Chocolate, que decorrerá entre 27 de novembro e 08 de dezembro, integrada na programação Valença é Natal, foi hoje anunciado.
O prazo para inscrição na iniciativa, que vai acontecer na fortaleza da segunda cidade do distrito de Viana do Castelo, termina no dia 06 de novembro.
Durante 12 dias, o evento afirma-se como uma mostra dedicada à degustação e à comercialização de produtos de chocolate e doçaria.
As inscrições decorrem no sítio oficial da Câmara na Internet.
O Mosteiro de Sanfins, em Valença, acolhe nos dias 24 e 25 a primeira edição do mercado de produtos locais, com a participação de produtores agrícolas, particulares e empresas, anunciou hoje a Câmara Municipal.
Segundo a autarquia, “além da componente comercial, a iniciativa inclui oficinas, degustações, conversas temáticas e atividades culturais dedicadas aos saberes e às tradições do mundo rural”.
Organizado pelo município de Valença, em parceria com a Associação Regenera + e os produtores locais, o mercado realiza-se no âmbito do ciclo “À Cerca do Mundo Rural”, que pretende valorizar a produção agrícola e alimentar do concelho, incentivar o consumo de proximidade e aproximar produtores e consumidores.
Os produtores interessados em participar no mercado com uma banca podem inscrever-se através do e-mail ambiente.valenca@gmail.com ou presencialmente no Centro Interpretativo do Mosteiro de Sanfins (CIMOS).
Uma colisão rodoviária provocou quatro feridos, na tarde desta quarta-feira, na freguesia de São Pedro da Torre, Valença.
Ao que O MINHO apurou, o sinistro envolveu dois carros na Estrada Nacional 13, no cruzamento que dá acesso a Silva.
A circulação ficou condicionada naquela via que liga a cidade de Valença à vila de Vila Nova de Cerveira.
O alerta foi dado às 17:41 e, pelas 18:40, as vítimas ainda se encontravam a ser assistidas no local, segundo fonte da Proteção Civil.
O socorro foi prestado pelos Bombeiros Voluntários de Valença e pelos Voluntários de Cerveira. Uma equipa da Proteção Civil municipal também acompanhou a ocorrência.
A Câmara de Valença quer implementar 19 medidas do Plano Municipal de Ação Climática de Valença até 2030, nomeadamente a recolha seletiva dos diferentes resíduos, com um custo estimado de 1,6 milhões de euros.
O documento, a que a Lusa teve hoje acesso, identifica esta ação como tendo prioridade “alta” e coloca entre os objetivos a cumprir “implementar progressivamente uma política utilizador/pagador”.
Fonte deste município disse à Lusa que o plano já foi aprovado pela Assembleia Municipal.
Relativamente à recolha de resíduos, o plano inclui ainda a promoção da compostagem na origem e a promoção da recolha seletiva em baixa, “evitando o envio de resíduos para aterro”, assim como a “melhoria contínua do desempenho concelhio na gestão de resíduos urbanos”.
O documento inclui, com um orçamento estimado de 5,5 milhões de euros, a Otimização dos Sistemas de Abastecimento de Água e de Drenagem de Águas Residuais e Pluviais.
Neste domínio, a intenção da autarquia é ampliar a rede de saneamento básico e melhorar a gestão integrada dos recursos hídricos e minimizar os efeitos dos eventos extremos.
A par disso, propõe-se a redução de perdas de água no sistema de abastecimento de água, bem como a proteção ecológica e ambiental das massas de água.
Também com prioridade “alta” foi definida a “implementação de ações destinadas a preservar (e expandir) as áreas florestais e prevenir a ocorrência de incêndios rurais”, com um custo estimado de 650 mil euros.
Estão previstas iniciativas de reflorestação e aumentar a resiliência dos espaços florestais.
“Dar apoio e resiliência às aldeias localizadas em territórios vulneráveis de floresta, incentivando a manutenção e limpeza dos terrenos”, é outra das medidas, a par do “envolvimento da comunidade local e agentes económicos na gestão sustentável dos recursos florestais locais” e da sensibilização da população para o uso do fogo.
Com prioridade “média/alta” e um custo de 1,1 milhão de euros foi identificada a promoção da “mobilidade sustentável através do planeamento urbano, dos transportes públicos e dos modos de mobilidade elétrica e ativa”.
Entre as medidas identificadas para alcançar a meta proposta, indica-se a “manutenção e ampliação das vias reservadas à mobilidade pedonal e ativa” e a “promoção da presença de fontes de energia alternativas no setor dos transportes”.
Espera-se, igualmente, “melhorar a rede de cobertura das diferentes linhas/rotas dos transportes públicos coletivos”.
Criar “serviços de transporte flexível para utentes seniores ou em situação de isolamento social ou geográfico” e implementar “tarifários/passes mensais para diferentes grupos” são outras propostas.
O plano contempla ainda a reabilitação e valorização das margens ribeirinhas e zonas húmidas, por 2,8 milhões de euros.
A intenção é reduzir o risco de cheias e inundações e “promover a fruição do rio Minho”.
Está previsto avançar com o Valença Corredor Verde – restauro ecológico e resiliência a cheias (Rio Minho), o corredor ecológico marginal – Ponte Centenária e o Parque Ecológico Urbano – Senhora da Cabeça.
A par de outras medidas, a Câmara quer também incorporar no Plano Diretor Municipal (PDM) “soluções que potenciem a redução do consumo energético e das emissões de dióxido de carbono” e atualizar o Plano Municipal de Emergência.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
O bacalhau vai ser ‘rei’, entre sexta-feira e domingo, em mais de três dezenas de restaurantes de Valença.
A iniciativa “Valença Bacalhau à Mesa” é, de acordo com o presidente da Câmara, um “convite a visitar Valença” e a conhecer a restauração e a “descobrir diferentes formas de saborear um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa”.
“Queremos continuar a afirmar Valença como um destino de sabores”, destaca José Manuel Carpinteira.
O convite é para percorrer Valença, conhecer o centro histórico, apreciar a paisagem do Minho e da Galiza e, entre um passeio e outro, saborear um prato de bacalhau.
Promovido pela Câmara Municipal de Valença, o “Valença Bacalhau à Mesa” integra os Fins de Semana Gastronómicos Porto e Norte, iniciativa que valoriza a gastronomia e a restauração como elementos diferenciadores da oferta turística do território.