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Ela se mudou para a Ásia e dedicou sua vida a comunidade “Hanyeo”, mulheres que mergulham sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar

21 October 2026 at 22:18

Youngrak-ri, uma pequena vila costeira no extremo oeste da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, costumava ser famosa por duas coisas: solo fértil e o aparecimento ocasional de golfinhos. Mas, nos últimos anos, ficou conhecida por abrigar uma verdadeira raridade no país: uma haenyeo americana.

Haenyeo (“hae” significa mar e “nyeo” significa mulher) são mergulhadoras, historicamente originárias da Ilha de Jeju, que mergulham no oceano sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar e sobreviver.

E, até este ano, Kylie Genter é a única estrangeira a possuir uma licença de haenyeo, de acordo com autoridades locais — obrigatória para quem deseja exercer o mergulho livre tradicional comercialmente no país.

“Não imaginava que estivesse abrindo caminho… Como estrangeira fazendo isso, especialmente por não ser cidadã coreana, é uma grande responsabilidade”, disse ela à CNN. Os mergulhos são uma façanha que a transformaram numa espécie de celebridade local.

“Nossa aldeia tem a primeira haenyeo americana, então muita gente tem vindo nos visitar para entrevistá-la!”, diz Kim Chang-sik, chefe da pesca da aldeia, entusiasmado.

Tendo vivido toda a sua vida em Youngrak-ri, uma pequena vila costeira na ilha, ele afirma que a dura realidade do presente, um povo composto em sua maioria por idosos, é uma tendência que se estende às haenyeo.

Mas a chegada de Genter, de 36 anos, despertou a esperança de que a Coreia do Sul também possa abrir o setor para mais estrangeiros e preservar seu patrimônio.

Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo.
Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo. • Jenna Lee Kim

De Nova York à Coreia do Sul

Tornar-se uma haenyeo não estava nos planos de Genter, quando ela se formou na faculdade. Apaixonada por viagens, ela estudou na Europa e decidiu que seu próximo destino seria a Ásia. Inicialmente, seu objetivo era o Japão, já que havia estudado o idioma na faculdade, mas uma vaga na Coreia do Sul, que oferecia moradia gratuita, chamou sua atenção.

Naquele mesmo ano, ela se tornou professora de inglês em Jinju, uma cidade histórica na província de Gyeongsang do Sul.

Ela percebeu enormes diferenças culturais entre sua casa nos EUA e a Coreia do Sul, mas disse que também havia semelhanças.

“Acho que os nova-iorquinos e os coreanos são parecidos no sentido de que não há muita conversa fiada, as pessoas trabalham muito e se divertem muito, e são muito gentis, mas podem ter uma aparência um tanto dura. Foi um ótimo lugar para começar na Coreia, porque meio que me obrigou a aprender coreano”, contou Genter. 

Após quatro anos, ela sentiu vontade de se mudar para outra cidade.

“Eu estava pensando em morar em Seul porque ia a shows de K-pop o tempo todo, então achei que poderia economizar dinheiro morando lá. Mas aí surgiu uma oportunidade em Jeju que era mais interessante e pagava melhor, então pensei: ‘Ok, vou tentar, Jeju parece legal, posso morar lá por um tempo’, e isso foi há 10 anos”, afirmou ela. 

Vinda do interior de Nova York, que ela descreve como “bastante rural”, Genter diz que se sentiu imediatamente conectada à ilha.

Preenchimento das vagas

As haenyeo não têm uma idade de aposentadoria definida e, muitas vezes, continuam mergulhando até os 80 e até mesmo 90 anos, conforme sua resistência física permitir.

E, enquanto as haenyeo existentes envelhecem, menos mulheres jovens estão se juntando a elas.

No ano passado, 63% das 2.371 haenyeo em atividade tinham 70 anos ou mais, e pouco mais de 1%, ou apenas 30 do total, tinham 39 anos ou menos, de acordo com o Museu Haenyeo, o que aumenta a preocupação de que essa profissão tradicional possa desaparecer.

Consequentemente, em 2024, a aldeia divulgou uma mensagem por meio de grupos informais e no “boca a boca”, dizendo que estavam à procura de jovens candidatas para se juntarem à comunidade de haenyeo.

Genter, na extrema direita, demonstrou seu comprometimento com suas colegas mergulhadoras ao comparecer todos os dias
Genter, na extrema direita, demonstrou seu comprometimento com suas colegas mergulhadoras ao comparecer todos os dias • Jenna Lee Kim

“Comecei a mergulhar em Youngrak-ri e eles precisam de outras jovens haenyeo. Alguém está interessado?”, escreveu uma mergulhadora livre em um grupo de bate-papo cujos integrantes incluíam o marido coreano de Genter, um mergulhador autônomo.

Ele se ofereceu como voluntário em nome de sua esposa, mas ela foi prontamente impedida de participar por ser estrangeira.

“Ele não pediu minha permissão primeiro; simplesmente me ofereceu como voluntária… Eu pensei: ‘Ok, não há nenhuma haenyeo americana, então posso muito bem tentar, nem que seja só para ter essa experiência’”, ela relembra.

Um mês depois, Kim cedeu na proibição de entrada de estrangeiros e pediu a Genter que comparecesse para uma entrevista.

“Ele disse: ‘Você pode começar, mas saiba que ser uma haenyeo é muito difícil. Se não for algo que você queira fazer, não se sinta mal, apenas nos diga'”, conta Genter.

“Comecei em janeiro de 2024 e mergulho aqui desde então.”

Genter tinha alguma experiência. Depois de se mudar para a ilha, ela se matriculou em uma escola de haenyeo — não com a intenção de se tornar uma, mas para aprender mais sobre as famosas mergulhadoras para um programa de inglês que ela coordenava.

A garota nova na cidade

A maioria das aldeias tem seus próprios grupos de haenyeo. E o vínculo entre elas é tão forte que se consideram família, e não colegas de trabalho. Comem, mergulham, tomam banho e relaxam juntas — e, o mais importante, zelam pela segurança umas das outras.

“Deve ser uma comunidade onde você cuida uns dos outros e liga para an polícia em caso de acidente”, diz o chefe da pesca, Kim. “Se você sair da água antes de todo mundo, não saberá se algo acontecer com os outros enquanto eles ainda estão mergulhando. É uma vida comunitária de mergulho em conjunto, não um trabalho isolado.”

“Você não pode simplesmente sair sozinho porque tem outros compromissos. Se três entraram na água, então os três precisam sair juntos.”

Quando a americana de cabelos castanhos chegou à aldeia, a presidente das haenyeo, Hong, duvidou que ela fosse ficar por lá. Inicialmente, as oito haenyeo veteranas tiveram dificuldade em pronunciar o nome estrangeiro desconhecido: Kylie. Mas ela provou seu comprometimento comparecendo todos os dias, e a presidente passou a chamá-la de “Kyla”.

Com o tempo, Genter conquistou a confiança das mergulhadoras, e elas finalmente aprenderam a pronunciar seu nome corretamente — depois de muita prática.

“Ela é ainda melhor do que nós, coreanos, e do que nós, nativos de Jeju, no mergulho – eu gosto muito dela”, diz Hong.

A presidente chega a chamar Genter de “minha filha”, um título exclusivo reservado a poucos.

“Como alguém que mora muito longe dos meus pais, é realmente ótimo ter essa experiência”, diz Genter sobre o apoio recebido.

Um mundo em transformação

A cidadania americana de Genter não era a única coisa incomum nela quando chegou à aldeia. Como graduada universitária, ela conta que algumas das haenyeo mais velhas se perguntavam por que ela seguiria essa carreira.

“Eles ficaram meio que perguntando: ‘O que ela está fazendo aqui?’”, lembra Genter.

Historicamente, as mulheres na Ilha de Jeju desempenhavam um importante papel econômico em seus lares, diferentemente do continente, onde os homens trabalhavam e a maioria das mulheres ficava em casa como donas de casa, de acordo com o Museu Haenyeo local. 

A maioria das mulheres de Jeju mergulhava e também cultivava tangerinas e vegetais — a maioria delas ainda faz as duas coisas — enquanto cuidava da família. Com rotinas tão agitadas, a educação era vista como um luxo, enquanto o mergulho era simplesmente o trabalho para o qual estavam destinados.

Quando não está mergulhando, ou durante a baixa temporada entre agosto e setembro, Genter passeia com cachorros e cuida de gatos e coelhos em um hotel para animais de estimação que administra com o marido.

Ela também compartilha suas histórias nas redes sociais e produz um podcast com um colega mergulhador para educar as pessoas sobre sua profissão incomum. 

“Eu queria corrigir alguns equívocos que as pessoas têm sobre as haenyeo. As pessoas dizem coisas como: ‘A última geração de haenyeo, as haenyeo vão desaparecer em breve!’, e eu respondo: ‘Não, as jovens haenyeo ainda estão aqui!’”, diz ela.

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Federarroz alerta para risco de apropriação de grãos em contratos

21 October 2026 at 18:01

A Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul) alertou para o risco de apropriação de grãos por instituições financeiras em contratos de crédito rural que utilizam a alienação fiduciária da safra como garantia. A entidade orienta os produtores a revisar as condições dos financiamentos antes da assinatura dos documentos.

Em nota, a Federação manifestou preocupação com a substituição da tradicional Cédula Rural Pignoratícia pela Cédula de Crédito Bancário com alienação fiduciária da safra. Segundo o Departamento Jurídico da entidade, a mudança já foi identificada em diversos casos e altera a posição jurídica do agricultor na relação com o agente financeiro.

A principal diferença entre as modalidades, de acordo com a Federarroz, está na garantia oferecida à instituição credora. No modelo tradicional, a produção é vinculada ao financiamento por meio do penhor rural. Já na alienação fiduciária, há transferência da propriedade dos grãos dados em garantia, conforme a interpretação apresentada pela entidade.

A entidade alerta que, em caso de inadimplência, o credor poderá consolidar a propriedade dos grãos em seu nome sem a necessidade de uma ação judicial. O procedimento, segundo a nota, pode ser realizado por meio de registro em Cartório de Títulos e Documentos.

Após a consolidação da propriedade, a instituição financeira poderá vender a produção a terceiros, sem a realização de leilão ou avaliação prévia, conforme a interpretação jurídica exposta pela entidade.

Diante desse cenário, a Federarroz recomenda que os produtores examinem cuidadosamente os contratos de financiamento, sobretudo as cláusulas relativas às garantias e às consequências do eventual descumprimento das obrigações.

A entidade avalia que a adoção da alienação fiduciária modifica de forma significativa os direitos do agricultor sobre a safra vinculada à operação de crédito e reforça a necessidade de atenção às condições estabelecidas pelas instituições financeiras.

A Federação afirma que está à disposição dos produtores para esclarecer dúvidas sobre as modalidades de financiamento e suas implicações jurídicas.

Clima e degradação redesenham o lucro no agro e impulsionam integração

 

Gari que estudava medicina morre atropelado por caminhão de lixo em MS

21 October 2026 at 17:29

Patrick Revert Borborema, um gari de 48 anos, morreu nesta terça-feira (20) após ser atropelado por um caminhão de coleta de lixo enquanto trabalhava na cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Polícia Civil, a equipe foi até o local do acidente, na rua Américo Vespúcio, bairro Jardim Primavera, por volta de 07h30, e encontraram a vítima já sem vida.

Os colegas de trabalho de Patrick, que estavam na parte traseira do caminhão com a vítima, afirmaram que ele perdeu o equilíbrio e caiu no chão. 

O condutor do caminhão de coleta da prefeitura afirmou que, ao manobrar em marcha à ré, acabou passando com a roda traseira sobre a vítima.

Patrick era estudante de medicina e tinha familiares em Montes Claros, Minas Gerais. Por isso, ele será velado na cidade e sepultado em Bocaiúva, em data e horário ainda não divulgados.

A Polícia de Trânsito isolou a área para o atendimento do acidente e realizou o teste de alcoolemia no condutor, que foi negativo. A perícia técnica esteve no local, e após os trabalhos técnicos o corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Ponta Porã.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Ponta Porã lamentou a morte do servidor público e afirmou que está prestando apoio aos familiares. Veja nota na íntegra:

“A Prefeitura Municipal de Ponta Porã manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor Patrick Revert Borborema, gari efetivo do município, vítima de um acidente ocorrido na manhã desta terça-feira (20), durante a execução dos serviços de coleta de resíduos no bairro Jardim Primavera.

A perícia técnica está no local realizando os procedimentos necessários para esclarecer as circunstâncias do acidente.

A equipe de Assistência Social do município está mobilizada para prestar todo o apoio e acolhimento necessários à família do servidor neste momento de dor.

A Administração Municipal manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, expressando suas mais sinceras condolências pela perda.

A Prefeitura acompanha o caso e, à medida que as circunstâncias forem oficialmente esclarecidas, prestará novas informações à população, bem como dará transparência às providências adotadas.”

 

Defesa Civil recebe R$ 300 milhões em crédito extraordinário

21 October 2026 at 13:07

Logo Agência Brasil

Ações de defesa civil no país terão reforço de R$ 300 milhões para gestão de riscos e desastres. Medida provisória publicada nesta quarta-feira (21) abre crédito extraordinário em nome do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Segundo a MP n° 1.398, os recursos serão aplicados no programa Gestão de Riscos e de Desastres, na ação de Proteção e Defesa Civil. 

Notícias relacionadas:

A destinação dos recursos ocorre no mês em que estados da Região Norte enfrentam estiagem e queimadas florestais e áreas do Sul e Sudeste são atingidas por tempestades.

Constituição Federal

A medida provisórias foi editada com base nos artigos 62 e 167 da Constituição Federal, que permitem a abertura de créditos extraordinários por ato do Executivo em situações consideradas urgentes e relevantes.

Previsão do tempo: Região Sul volta a ficar em alerta para temporais

21 October 2026 at 12:25

A região Sul do Brasil volta a enfrentar condições severas de tempo nesta quarta-feira (21), com alerta para temporais em diversos estados. Um sistema de baixa pressão na altura do Paraguai está direcionando umidade do Norte para o Sul do país, enquanto um cavado meteorológico também atua sobre a região, criando um cenário favorável para chuvas intensas.

O resultado da combinação desses dois sistemas é o retorno de condições propícias para chuva forte no oeste dos três estados sulistas. Nuvens carregadas já se concentram entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Cidades e capitais em destaque

Cidades como São Borja (RS), Chapecó (SC) e Cascavel (PR) devem registrar entre 30 e 50 milímetros de chuva ao longo do dia. Entre as capitais da região, Curitiba (PR) será a mais afetada, permanecendo em alerta para temporais até sexta-feira (23). Porto Alegre (RS), por sua vez, é a única capital sulista que ainda terá tempo firme, com temperatura máxima de 24°C.

O sul da Bahia e o estado do Amazonas também devem enfrentar chuvas fortes. No entanto, em Manaus (AM), as pancadas não devem ocorrer na capital, onde a chuva está bem abaixo da média. Até o momento, não choveu nem um terço do esperado para o mês de outubro na cidade, que registra máxima de 35°C nesta quarta-feira (21).

Em Belém (PA), a máxima prevista é de 32°C, em pleno período seco e quente do verão amazônico.

Calor intenso no Centro-Oeste e no Norte

Cuiabá (MT), Teresina (PI) e Palmas (TO) figuram entre as capitais mais quentes do Brasil nesta quarta-feira (21). A capital do Mato Grosso, Cuiabá, pode registrar máxima de até 41°C. Em Campo Grande (MS), os termômetros chegam a 33°C. Salvador (BA) e Recife (PE) registram 29°C e 30°C, respectivamente, com previsão de apenas chuva fraca para Recife.

Brasília (DF) deve atingir 32°C, com tendência de aumento da nebulosidade ao longo do dia à medida que a temperatura sobe, podendo provocar chuvas à tarde. A previsão é de até 10 milímetros de precipitação na capital federal.

São Paulo com garoa e chuva forte prevista para quinta-feira

Na capital paulista, a temperatura está mais amena, com máxima de 25°C. Na região da Avenida Paulista, os termômetros marcavam 17°C no início da manhã, com o tempo bem nublado. Para esta quarta-feira (21), há risco de chuvisco, a típica garoa paulistana. No interior do estado, o sol deve predominar. Já na quinta-feira (22), as pancadas devem voltar a ganhar intensidade em São Paulo.

Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) também estão entre as capitais com maior previsão de chuva para o dia.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Coreia do Norte ordena retaliação se tropas do Sul ameaçarem soldados

21 October 2026 at 11:49
A Coreia do Norte ordenou que suas tropas na fronteira tomem medidas caso as forças sul-coreanas ameacem sua segurança, informou a imprensa estatal nesta quarta-feira (21), aumentando o risco de um confronto ao longo da fronteira fortemente militarizada.

O país também ativará alto-falantes de propaganda contra a Coreia do Sul ao longo de toda a fronteira até o fim de outubro, afirmou Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA.

A notícia foi divulgada um dia depois de Seul prometer punir “de forma resoluta” qualquer nova provocação de Pyongyang caso a Coreia do Norte coloque em prática as ameaças de reforçar sua presença militar na fronteira.

O marechal do Exército norte-coreano Pak Jong Chon inspecionou fortificações na fronteira com a Coreia do Sul na terça-feira (20), acompanhado por Kim Yo Jong.

Ela afirmou que novas unidades de poder de fogo haviam “assumido suas posições de tiro” na fronteira, segundo a agência.

As tensões entre as duas Coreias aumentaram desde que Pyongyang começou a fortificar a fronteira, em abril de 2024.

Os dois países são separados pela Zona Desmilitarizada, estabelecida após o fim da Guerra da Coreia, em um armistício assinado em 1953.

Coreia do Norte revisa regras do partido e amplia poder de Kim Jong-un

Drone matou mais 153 pessoas: pelo menos 260 mortos em quatro dias no Sudão

By: ZAP
21 October 2026 at 10:45
Mercado atingido em região disputada e rica em petróleo, depois de ataques mortais com drones na sexta-feira e no domingo. Pelo menos 153 pessoas morreram, na segunda-feira, num ataque com drone a um mercado na região de Abyei, território disputado pelo Sudão e pelo Sudão do Sul. Os bombardeamentos dos últimos dias já provocaram mais de 250 mortos. O ataque mais recente atingiu o mercado de Amiet, a norte da cidade de Abyei. Yohanna Akol Ngor, responsável interino pela Informação na administração local, atribuiu o bombardeamento ao exército sudanês, mas não apresentou provas. Uma testemunha citada pelo The Guardian contou

Brasil define cotas para exportar com tarifas reduzidas para a Noruega

Logo Agência Brasil

O Brasil definiu as regras para empresas que desejam exportar produtos à Noruega com benefícios tarifários previstos no acordo comercial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

A regulamentação foi publicada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e os benefícios começam a valer em 1º de novembro de 2026.

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A medida estabelece como os exportadores brasileiros poderão acessar as cotas tarifárias negociadas para o mercado norueguês. O mecanismo permite que determinados volumes de produtos sejam comercializados com tarifas reduzidas ou outras condições preferenciais, conforme as regras estabelecidas no acordo.

Entre os produtos contemplados estão carne, mel, milho, maçãs e outros itens agrícolas e pecuários.

Produtos contemplados

As cotas tarifárias estabelecem limites de quantidade para a exportação de determinados produtos com condições comerciais preferenciais. Na prática, as empresas podem obter vantagens no pagamento de tarifas de importação no país de destino, desde que cumpram os requisitos previstos.

A regulamentação brasileira abrange as exportações dos seguintes produtos para a Noruega:

  • Carne bovina;
  • Carne de aves e suas preparações;
  • Mel natural;
  • Batatas e maçãs frescas;
  • Trigo duro e milho;
  • Melaço de cana;
  • Suco de maçã;
  • Farinha de soja;
  • Cavalos vivos.

O acesso aos benefícios depende da disponibilidade de saldo nas cotas e do cumprimento dos procedimentos exigidos pela Secex.

Como pedir

Os pedidos serão realizados digitalmente pelo Portal Único Siscomex, sistema utilizado pelo governo federal para administrar operações de comércio exterior.

O procedimento seguirá a ordem de apresentação dos pedidos. Isso porque, em 2026, não haverá distribuição prévia entre os países do Mercosul dos volumes negociados para as cotas de exportação.

O processo funciona da seguinte forma:

  • Pedido de licença: a empresa exportadora registra o pedido no módulo "Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO)" do Siscomex.
  • Verificação do saldo: a Secex confere se ainda há quantidade disponível na cota pedida.
  • Reserva da quantidade: se houver saldo, o volume correspondente é reservado e a licença é aprovada.
  • Realização da exportação: a empresa tem até 60 dias para efetivar a operação, vinculando a licença à Declaração Única de Exportação (DUE).
  • Emissão do certificado: após o desembaraço aduaneiro da carga, é emitido o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, documento que permite pedir a aplicação do benefício tarifário no mercado norueguês.

Se a licença não for vinculada à DUE no prazo estabelecido ou for cancelada pelo exportador, o certificado será anulado e a quantidade reservada voltará ao saldo disponível para outras empresas.

O que é o acordo

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a EFTA foi assinado em 2025, no Rio de Janeiro, e promulgado pelo Brasil, em setembro deste ano.

A EFTA é um bloco europeu formado por quatro países: Noruega, Islândia, Suíça e  Liechtenstein.

O objetivo do acordo é reduzir barreiras comerciais e ampliar o acesso de produtos e serviços aos mercados participantes, criando condições mais favoráveis para as trocas internacionais.

A aplicação do acordo, porém, ocorre conforme os procedimentos concluídos por cada país. Para o Brasil, as regras comerciais entraram em vigor com a Islândia em 1º de outubro de 2026 e começam a valer com a Noruega em 1º de novembro.

Suíça e Liechtenstein ainda não concluíram as etapas nacionais necessárias para a aplicação do instrumento. Além disso, segundo o MDIC, a Islândia não abriu cotas para exportações do Mercosul. Por isso, a regulamentação publicada agora trata especificamente das cotas destinadas à Noruega.

Impacto no comércio

O acordo prevê uma ampla redução de tarifas entre os países participantes, embora os benefícios variem conforme o produto e o mercado.

De acordo com os dados divulgados pelo governo brasileiro, a EFTA eliminará, na entrada em vigor do acordo, 100% das tarifas de importação aplicadas aos setores industrial e pesqueiro.

Segundo o MDIC, considerando os setores agrícola e industrial, os percentuais do valor das exportações brasileiras incluídos no regime de livre comércio serão:

  • Islândia: 100%;
  • Liechtenstein: 100%;
  • Noruega: 99,8%;
  • Suíça: 97,7%.

Do lado brasileiro, aproximadamente 97% do comércio com a EFTA será liberalizado em regime de livre comércio. Outros 1,2% terão redução parcial de tarifas, incluindo mecanismos como cotas tarifárias e preferências fixas.

Para produtos sujeitos à redução gradual de tarifas, os prazos variam conforme as condições negociadas, podendo chegar a 15 anos.

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