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Demandan aclarar motivo de muerte de protestante en Francia

22 October 2026 at 19:07

París, 22 oct (Prensa Latina) Los abogados de la familia de Christophe M., quien murió mientras participaba en las manifestaciones del sábado último, anunció hoy su intención de demandar una pesquisa a la Inspección General de la Policía Nacional (IGPN).

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Loja de armas em Paris tem aumento nas vendas de spray de pimenta após caos

22 October 2026 at 18:49

O proprietário de uma loja de artigos de defesa pessoal no centro de Paris afirma que as vendas de spray de pimenta em seu estabelecimento aumentaram desde os distúrbios do último fim de semana, em meio a manifestações que acabaram gerando violência e destruição na capital francesa.

Na loja L’Armurerie de la Bourse, situada no centro da cidade, o proprietário Yves Goletty relatou à Reuters que estabelecimentos próximos ao seu foram saqueados.

Segundo Goletty, os frascos de spray de pimenta estão entre os produtos mais vendidos. Pela legislação francesa, esses itens só podem ser utilizados para fins de legítima defesa.

“Ninguém esperava por isso, ninguém desejava isso, e precisamos torcer para que termine o quanto antes”, adicionou o proprietário.

A França foi palco, no último fim de semana, de sua pior onda de agitação social em anos.

Embora centenas de milhares de pessoas tenham ido às ruas pacificamente, uma prefeitura foi incendiada, lojas foram saqueadas e edifícios, pichados, enquanto grupos violentos entravam em confronto com a polícia em várias cidades do país.

Grupos estudantis e o movimento dos “Coletes Amarelos” convocaram novas manifestações para este sábado (24).

Protestos na França refletem o que será da Europa em 2027, diz especialista

Macron bans ‘illegitimate’ protests in France as he tries to get a grip on unrest

22 October 2026 at 16:54

French president also says he will decide on concrete ‘next steps’ for the next nationwide demonstrations

Emmanuel Macron has said “illegitimate” demonstrations will be banned over the coming days as France seeks to get a grip on civil unrest after some of its worst street violence in years erupted on the fringes of cost of living protests at the weekend.

Speaking after a ​meeting with intelligence officials and senior ministers, the French president said on Thursday that demonstrations organised by recognised groups would be allowed to go ahead, although their routes could be changed.

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© Photograph: Ibrahim Ezzat/Anadolu/Getty Images

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Macron bans ‘illegitimate’ protests in France as he tries to get a grip on unrest

22 October 2026 at 16:54

French president also says he will decide on concrete ‘next steps’ for the next nationwide demonstrations

Emmanuel Macron has said “illegitimate” demonstrations will be banned over the coming days as France seeks to get a grip on civil unrest after some of its worst street violence in years erupted on the fringes of cost of living protests at the weekend.

Speaking after a ​meeting with intelligence officials and senior ministers, the French president said on Thursday that demonstrations organised by recognised groups would be allowed to go ahead, although their routes could be changed.

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© Photograph: Ibrahim Ezzat/Anadolu/Getty Images

© Photograph: Ibrahim Ezzat/Anadolu/Getty Images

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Angry lawyers and bewildered defendants: the fallout from fast-tracking French rioting cases

22 October 2026 at 12:08

Politicians have called for ruthless sentencing, but lawyers blame the politicians for the poverty, and anger, behind their clients’ looting

Awa, 18, stood in the dock in the tribunal de Paris, a small, mute and bewildered figure seeming unable to understand, let alone answer, the simplest of questions.

The court was told she had joined young people who looted an Yves Saint Laurent store on Boulevard Saint Germain in Paris’s Left Bank late on Sunday and stripped it bare within minutes.

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© Photograph: Abdul Saboor/Reuters

© Photograph: Abdul Saboor/Reuters

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Angry lawyers and bewildered defendants: the fallout from fast-tracking French rioting cases

Politicians have called for ruthless sentencing, but lawyers blame the politicians for the poverty, and anger, behind their clients’ looting

Awa, 18, stood in the dock in the tribunal de Paris, a small, mute and bewildered figure seeming unable to understand, let alone answer, the simplest of questions.

The court was told she had joined young people who looted an Yves Saint Laurent store on Boulevard Saint Germain in Paris’s Left Bank late on Sunday and stripped it bare within minutes.

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© Photograph: Abdul Saboor/Reuters

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Políticos franceses culpam líder da esquerda por onda de violência

22 October 2026 at 11:00

Adversários políticos da centro-esquerda à direita se voltaram contra Jean-Luc Mélenchon e seu partido, LFI (França Insubmissa), acusando-os de alimentar a pior onda de distúrbios civis na França em anos.

Mélenchon, que lançou sua quarta candidatura à Presidência em maio e continua sendo a principal esperança da esquerda de chegar ao segundo turno da eleição do próximo ano, enfrenta críticas crescentes desde que os distúrbios atingiram várias cidades francesas. Seus opositores afirmam que anos de discurso confrontador contribuíram para aumentar as tensões que agora chegam às ruas.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu intensificou os ataques na terça-feira (20), dizendo a um parlamentar da LFI que a “agenda política de instilar violência e caos no país” do partido estava agora “totalmente exposta”.

O líder de 75 anos rejeitou as sugestões de que a LFI tenha responsabilidade pelos distúrbios. Em vez disso, acusou o governo de não enfrentar problemas sociais e econômicos profundamente enraizados nos subúrbios mais pobres da França.

Os ataques ressaltam tanto a posição central de Mélenchon na política francesa quanto o desconforto que ele provoca enquanto o país se aproxima de uma eleição presidencial que deve colocar forças antissistema cada vez mais fortes contra um centro político enfraquecido.

Os distúrbios reforçaram esse contraste, deslocando o foco para a esquerda e permitindo que Marine Le Pen, do partido de direita RN (Reagrupamento Nacional), adotasse um tom mais presidencial ao abordar a segurança pública, tema que tradicionalmente favorece seu espectro.

Ainda assim, com o cenário político francês fragmentado em três blocos rivais e os partidos tradicionais de centro-esquerda e centro-direita em dificuldades, analistas afirmam que Mélenchon continua sendo uma força política considerável.

Apoio dos jovens e a “Nova França”

A LFI construiu sua base de apoio mobilizando eleitores mais jovens, muitos dos quais se desiludiram com a política tradicional. Uma pesquisa do IFOP para a emissora LCI, publicada neste mês, colocou Mélenchon com 16,5% das intenções de voto, atrás dos 36% de Le Pen, mas à frente de todos os outros candidatos tradicionais.

Uma pesquisa do instituto Cluster17 constatou que quase metade dos jovens de 18 a 24 anos e mais de um terço dos eleitores de 25 a 34 anos apoiariam Mélenchon.

Isso fez dele uma voz importante para muitos estudantes envolvidos no movimento de protestos e nos distúrbios mais amplos que abalam a França nas últimas semanas.

No entanto, Frédéric Dabi, diretor do instituto de pesquisas IFOP, afirmou que os distúrbios podem reforçar uma das maiores fragilidades eleitorais de Mélenchon: sua dificuldade para conquistar eleitores mais velhos.

“A percepção de que Jean-Luc Mélenchon foi indulgente demais com os responsáveis pela violência é uma linha vermelha absoluta para uma grande parcela do eleitorado”, disse Dabi.

Ainda assim, o partido também construiu forte apoio em áreas urbanas mais pobres e entre muitos eleitores de origem imigrante, que se identificam com a visão de Mélenchon de uma “Nova França”: uma república multicultural que acolhe a diversidade étnica e religiosa e concede maior representação política a comunidades que frequentemente se sentem ignoradas.

Apoiadores afirmam que isso reflete realidades sociais, e não uma política baseada em identidade.

“É a síntese única entre um programa de ruptura revolucionária e o desejo de governar o país”, disse à Reuters o parlamentar da LFI Hadrien Clouet.

Segundo Clouet, isso significa combater a desigualdade e reverter décadas de transferência de riqueza para o setor financeiro e uma pequena elite oligárquica.

Críticos, porém, afirmam que a LFI frequentemente confunde os limites entre o protesto democrático e formas mais radicais de mobilização política.

Discurso de insurreição sob escrutínio

Mélenchon recorre com frequência à linguagem de insurreição popular. Durante a crise das aposentadorias de 2023, pediu aos apoiadores que “derrubassem a cidadela” do governo do presidente Emmanuel Macron e, em algumas ocasiões, falou favoravelmente da “insurreição cidadã” como uma força democrática.

Apoiadores afirmam que essa linguagem se refere à mobilização política em massa, não à violência. O partido defende oficialmente ações não violentas.

A LFI e seus aliados argumentam que algumas acusações têm motivação política. Nesta semana, o veículo investigativo Mediapart informou, citando um agente de inteligência não identificado, que autoridades haviam recebido instruções para retratar a LFI como responsável pelo movimento de protestos, apesar do que a fonte descreveu como falta de provas. O governo negou a acusação.

Ainda assim, adversários afirmam que as mensagens de Mélenchon são frequentemente ambíguas de propósito.

“Eles dizem ser contra os vândalos, mas, ao mesmo tempo, justificam o uso de máscaras em manifestações”, disse Sylvain Maillard, do partido Renascimento, de Macron. “Nunca acalmam a situação. Sempre dizem que a culpa é da polícia. Eles querem o caos.”

O ex-presidente socialista François Hollande, no entanto, alertou contra a possibilidade de transformar Mélenchon no único foco do debate.

“Não foi um partido político ou uma pessoa que jogou combustível no fogo”, disse Hollande à rádio France Inter. Embora tenha criticado a LFI por, às vezes, estabelecer uma equivalência entre a violência dos manifestantes e a violência policial, ele afirmou: “Fixar-se na LFI é deixar de enxergar o que está acontecendo no país.”

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

Art Basel Paris: el mercado del arte se prueba a sí mismo en una ciudad en llamas

22 October 2026 at 04:30

Mientras París arde, el mundo del arte contemporáneo se refugia en su caja de cristal. Estos días, la metáfora resulta tan literal que roza la humorada, aunque todo vaya muy en serio: los coleccionistas más poderosos y buena parte de los principales profesionales mundiales del sector se reúnen en el Grand Palais, el monumento de vidrio y acero de finales del siglo XIX de los Campos Elíseos, para asistir a Art Basel Paris, la gran feria de arte contemporáneo del otoño, llevando en sus móviles un correo electrónico que les informa de las férreas medidas de seguridad desplegadas por la organización ante los disturbios generados por las protestas sociales.

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© Benoit Tessier (REUTERS)

Imagen de la edición 2025 de Art Basel, en París.
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