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Abrace comemora primeiro leilão de gás da União: “Marco histórico”

22 October 2026 at 21:10

A Abrace Energia (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) comemorou os resultados do primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22).

Para a associação, o certame representa um “marco histórico” para o setor de gás natural no Brasil.

“Pela primeira vez, o gás que cabe à União nos contratos de partilha de produção do pré-sal é comercializado diretamente ao mercado por meio de um certame público, aberto e competitivo. Mais importante do que o resultado desta primeira rodada é a própria realização do leilão, conduzida de forma célere”, afirmou em nota.

Ao todo, o leilão realizou a venda de toda a oferta a 23 empresas. Foram arrematados os 110 lotes disponíveis, equivalentes a 1,1 milhão de metros cúbicos por dia, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027. O ágio médio foi de 35%.

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Entre as compradoras estão Braskem, Vale, CSN, Gerdau, Yara Brasil, Dexco, entre outros grupos. Organizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), o certame destinou volumes a cinco grupos da indústria de base, em uma iniciativa voltada a ampliar a concorrência e reduzir o custo do combustível para o setor produtivo.

Todos os lotes foram negociados na primeira rodada, em disputas separadas por segmento industrial. Os grupos químico e petroquímico e de siderurgia, metalurgia e mineração concentraram 670 mil metros cúbicos diários, cerca de 61% do volume vendido.

Para o presidente da Abrace Energia, Paulo Pedrosa, com o leilão a PPSA escreve uma nova página na história do gás natural brasileiro.

“Mais do que os números desta primeira rodada, o que celebramos é termos tirado o leilão do papel em tempo recorde, com segurança e transparência. Mostramos que é possível transformar o gás da União em mais competitividade para a indústria brasileira”, comemorou.

O setor vidreiro registrou o maior adicional mínimo entre as ofertas vencedoras, de US$ 4 por milhão de BTU. Na outra ponta, as propostas vencedoras para fertilizantes nitrogenados partiram de US$ 1,82 por milhão de BTU.

Esses valores representam o componente adicional definido na disputa. Para formar o preço dos contratos, será considerado também o equivalente a 115% da média das cotações de referência do Henry Hub, indicador americano para o gás natural, no mês anterior ao fornecimento. O cálculo será feito mensalmente, com conversão em reais conforme a regra cambial do edital.

O custo do combustível entregue às fábricas incorporará ainda tributos, transporte e distribuição. Cada contrato considerará o adicional da respectiva oferta vencedora.

O químico e petroquímico contou com a maior oferta, os lotes foram adquiridos por Braskem, Evonik, Ingredion, Peroxidos e Rhodia.

Na etapa de siderurgia, metalurgia e mineração, as vencedoras foram CSN, Gerdau, Samarco Mineração, Ternium e Vale.

O setor ceramista teve oito compradoras: Biancogres Cerâmica, Cerâmica Formigres, Cerâmica Villagres, Delta Indústria Cerâmica, Dexco, Incepa Revestimentos Cerâmicos, Mohawk Revestimentos Cocal do Sul e Ruy R. da Rocha Produtos Cerâmicos.

Multitécnica e Yara Brasil arremataram os volumes destinados aos fertilizantes nitrogenados. No segmento vidreiro, os lotes ficaram com AGC Vidros do Brasil, Cebrace Cristal Plano e Wheaton Brasil Vidros.

O gás será disponibilizado na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, da Petrobras, no Rio de Janeiro. A contratação da logística a partir desse ponto até as instalações industriais caberá aos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora habilitada.

Multitécnica e Yara Brasil arrematam 130 mil m³/dia de gás natural da União

22 October 2026 at 16:46

As empresas Multitécnica e Yara Brasil, dos setores de fertilizantes nitrogenados, arremataram 13 lotes, equivalentes a 130 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.

A quantidade fazia parte da oferta total de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia reservada a cinco grupos da indústria de base  (químico e petroquímico; siderúrgico, metalúrgico e mineração; ceramista; Fertilizantes nitrogenados e vidreiro).

As propostas vencedoras partiram de US$ 1,82 por milhão de BTU, ágio de US$ 0,02 por milhão de BTU. O preço dos contratos será calculado mensalmente a partir de 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento, somados ao adicional de cada oferta vencedora e convertidos em reais conforme a regra cambial do edital.

O valor para entrega às unidades industriais incorporará também impostos e custos de transporte e distribuição. A PPSA (Pré-Sal Petróleo) disponibilizará o gás na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A contratação da logística a partir desse ponto caberá aos compradores.

O fornecimento está previsto para março a dezembro de 2027. A concorrência ocorreu apenas entre empresas do mesmo grupo industrial, com limite de aquisição de 16 lotes por grupo econômico, respeitada a quantidade disponível em cada segmento.

Braskem, Evonik, Ingredion, Peroxidos e Rhodia levam 350 m³/dia em leilão

22 October 2026 at 16:21

As empresas Braskem, Evonik, Ingredion, Peroxidos e Rhodia, dos setores químico e petroquímico, arremataram 35 lotes, equivalentes a 350 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.

O resultado corresponde à etapa destinada ao segmento na primeira rodada do certame, organizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo). Esta é a maior quantidade reservada entre os cinco grupos industriais contemplados.

As propostas vencedoras partiram de US$ 1,92 por milhão de BTU, ágio de US$ 0,12 por milhão de BTU. Esse adicional compõe a fórmula de preço dos contratos, que considera também 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento e a variação cambial. Tributos e custos de transporte e distribuição integram o custo para entrega às fábricas.

O leilão colocou em disputa um total de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia para a indústria de base (químico e petroquímico; siderúrgico, metalúrgico e mineração; ceramista; Fertilizantes nitrogenados e vidreiro). Na primeira rodada, a concorrência ocorreu separadamente por grupo industrial, com limite de 16 lotes, ou 160 mil metros cúbicos diários, por grupo econômico.

O fornecimento está previsto para março a dezembro de 2027. O gás será disponibilizado na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A contratação da logística até as instalações industriais caberá aos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora.

Vale, Samarco, CSN, Gerdau e Ternium levam 320 mil m³/dia de gás da União

22 October 2026 at 15:41

Os setores siderúrgico, metalúrgico e de mineração arremataram todos os lotes ofertados no primeiro leilão de gás natural da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.

O volume adquirido corresponde a 320 mil metros cúbicos por dia. Os lotes ficaram com a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Gerdau, Samarco Mineração, Ternium e Vale.

A etapa destinada aos três segmentos ofertou 32 lotes, equivalentes a 320 mil metros cúbicos diários. Foi a segunda maior cota da primeira rodada, atrás apenas do grupo químico e petroquímico, que contou com 350 mil metros cúbicos por dia.

As propostas vencedoras partiram de US$ 2,30 por milhão de BTU, ágio de US$ 0,48 por milhão de BTU. O preço dos contratos será calculado mensalmente com base em 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento, acrescidos do adicional de cada oferta vencedora e convertidos em reais pela taxa de câmbio prevista no edital.

Os tributos e os custos necessários para levar o gás até as fábricas serão incorporados ao custo de aquisição. A entrega pela PPSA ocorrerá na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro, e a logística a partir desse ponto será de responsabilidade dos compradores.

Organizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), o leilão ofertou 1,1 milhão de metros cúbicos por dia para cinco grupos industriais, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027. Na primeira rodada, cada grupo econômico podia adquirir até 16 lotes, equivalentes a 160 mil metros cúbicos diários.

“Estamos colocando o pré-sal a serviço da indústria brasileira”, disse recentemente o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A iniciativa tem como objetivo ampliar a oferta e reduzir o custo do combustível para a indústria nacional.

Antes da disputa, o presidente da PPSA, Luís Fernando Paroli, estimou à CNN que o combustível poderia chegar à indústria por cerca de US$ 9 por milhão de BTU, incluindo impostos, transporte e distribuição.

Presidenciáveis prometem investir em infraestrutura, mas desafio é execução

22 October 2026 at 14:34

A infraestrutura ganhou espaço nas propostas dos candidatos à Presidência neste segundo turno e os caminhos apresentados são os mais diferentes possíveis, passando por maior participação do capital privado, continuidade dos investimentos públicos, concessões, PPPs e novos mecanismos de financiamento.

Mas existe uma convergência importante, que é urgente no país: o Brasil precisa ampliar os investimentos e acelerar a modernização de sua infraestrutura.

A dimensão do desafio, porém, talvez peça uma discussão que vá além de quanto o próximo governo pretende investir. No fim de 2025, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes anunciaram para 2026 uma carteira de oito leilões ferroviários e 13 rodoviários, com previsão de quase R$ 290 bilhões em investimentos.

É uma carteira que ajuda a mostrar o tamanho da demanda, e também da oportunidade, existente no país. Diante dessa escala, a pergunta para o próximo ciclo presidencial não deveria ser apenas ‘quanto mais vamos investir?’, mas principalmente ‘como vamos executar’.

Uma carteira bilionária, por si só, ainda não é infraestrutura. Entre o anúncio de um investimento e uma rodovia, ferrovia, porto ou outro ativo funcionando existe uma extensa cadeia de planejamento e execução: estudos de viabilidade, projetos de engenharia, licenciamento ambiental, modelagem econômico-financeira, segurança regulatória, contratação, mobilização de mão de obra e fornecedores e, finalmente, construção.

O principal desafio está em fazer com que todas essas etapas avancem de forma coordenada e com o nível de maturidade necessário.

Acelerar a infraestrutura não significa simplesmente encurtar prazos, mas investir na qualidade do planejamento e na integração entre poder público, órgãos reguladores, investidores, projetistas e empresas responsáveis pela execução. A esse cenário somam-se novos fatores de complexidade, como a implementação da reforma tributária e a mudança na jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1.

Ambas as transformações podem pressionar os custos, exigir revisões nos modelos de contratação e alterar a organização operacional dos empreendimentos, com reflexos sobre orçamentos, cronogramas e produtividade.

Por isso, o debate eleitoral sobre infraestrutura precisa incorporar uma variável que nem sempre recebe a mesma atenção que os números de investimentos, frequentemente anunciados com grande ênfase: a maturidade dos projetos e sua capacidade de responder a um ambiente econômico, regulatório e trabalhista em transformação.

Os presidenciáveis apresentaram diferentes propostas para ampliar a capacidade de investimento do país. Há planos que enfatizam concessões e participação privada, outros que atribuem maior protagonismo ao investimento público e propostas que combinam diferentes instrumentos.

Independentemente do modelo escolhido nas urnas, entretanto, todos eles enfrentarão uma realidade comum: dinheiro disponível não elimina gargalos de execução.

É possível ter recursos e não ter um projeto suficientemente maduro. É possível estruturar uma concessão e enfrentar entraves posteriores.

Essa talvez seja uma das discussões mais importantes para o próximo ciclo de infraestrutura brasileiro. O país não parte do zero a cada eleição. Governos recebem carteiras de projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, contratos em andamento e empreendimentos que atravessam mais de um mandato.

A infraestrutura trabalha com horizontes maiores do que os ciclos eleitorais e isso, por sua vez, exige continuidade, previsibilidade e capacidade de priorização.

O Brasil ainda possui necessidades enormes em logística, saneamento, mobilidade, energia e infraestrutura digital. Investir mais continuará sendo fundamental para elevar a produtividade e sustentar novos ciclos de crescimento. Mas talvez o próximo salto da infraestrutura brasileira dependa tanto da qualidade da execução quanto da quantidade de recursos mobilizados.

Bilhões previstos demonstram ambição, enquanto projetos bem estruturados atraem capital e obras concluídas geram produtividade.

Por isso, diante das propostas apresentadas pelos presidenciáveis, a discussão para 2027 deveria avançar em uma etapa: não basta definir quanto o Brasil pretende investir em infraestrutura, precisamos definir como transformar esses investimentos em projetos maduros, obras executadas e ativos efetivamente entregues à sociedade.

Marcos Borin é fundador e presidente da CTC Infra*

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.

Indústria ceramista arremata 200 mil m³/dia no leilão de gás da União

22 October 2026 at 14:30

O setor ceramista arrematou todos os lotes ofertados, equivalentes a 200 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.

Os volumes foram adquiridos pelas empresas Biancogres Ceramica, Ceramica Formigres, Ceramica Villagres, Delta Industria Cerâmica, Dexco, Incepa Revestimentos Ceramicos, Mohawk Revestimentos Cocal do Sul e Ruy R. da Rocha Produtos Cerâmicos.

A etapa dedicada ao segmento colocou em disputa 20 lotes, que somavam 200 mil metros cúbicos diários. A quantidade representava a terceira maior cota da primeira rodada, depois dos grupos químico e petroquímico e siderúrgico, metalúrgico e de mineração.

As propostas vencedoras partiram de US$ 1,86 por milhão BTU, valor US$ 0,06/BTU acima da oferta inicial mínima. Esse valor integra a fórmula dos contratos, que considera 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento, além da taxa de câmbio estabelecida no edital.

O gás será disponibilizado na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A movimentação até as fábricas deverá ser contratada pelos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora.

A previsão é de fornecimento entre março e dezembro de 2027. O custo para entrega às unidades industriais é por conta das empresas vencedoras e inclui tributos, transporte e distribuição.

Ao todo, a PPSA (Pré-Sal Petróleo) ofertou 1,1 milhão de metros cúbicos diários a cinco grupos da indústria de base (químico e petroquímico; siderúrgico, metalúrgico e mineração; ceramista; e vidreiro. As rodadas têm disputas separadas por segmento e limite de 16 lotes por grupo econômico.

Indústria de vidro arremata 100 mil m³/dia no leilão de gás da União

22 October 2026 at 13:55

A indústria de vidro arrematou todos os lotes disponíveis, equivalentes a 100 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.

Os volumes foram adquiridos pelas empresas AGC Vidros do Brasil, Cebrace Cristal Plano e Wheaton Brasil Vidros.

A etapa destinada ao setor vidreiro colocou em disputa dez lotes, que somavam 100 mil metros cúbicos diários.

A quantidade correspondia à menor das cinco cotas da primeira rodada do certame, que ofertou um total de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia para a indústria de base.

O preço mínimo das ofertas vencedoras do segmento ficou em US$ 4 por milhão de BTU, ágio de ágio de 2,20 por milhão de BTU. Esse adicional compõe o preço contratual, calculado mensalmente com base em 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento e na taxa de câmbio prevista no edital.

Os custos para entrega às fábricas incluirão ainda tributos, transporte e distribuição. O gás será disponibilizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo) na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A contratação da movimentação até as instalações industriais ficará sob responsabilidade dos compradores.

O fornecimento está previsto entre março e dezembro de 2027. Na primeira rodada, as empresas disputaram os volumes exclusivamente com participantes do mesmo grupo industrial, respeitadas a demanda habilitada e a quantidade de lotes reservada ao segmento.

Governo realiza nesta quinta leilão inédito de gás para indústria de base

22 October 2026 at 08:00

O governo realiza nesta quinta-feira (22), em São Paulo, o primeiro leilão de gás natural processado destinado à indústria de base. Organizada pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), a iniciativa busca ampliar a concorrência no mercado e reduzir o custo do combustível para o setor produtivo.

A disputa começa às 9h, pela plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com acompanhamento presencial na sede da entidade, na capital paulista.

Segundo a PPSA, 36 empresas estão habilitadas para disputar os 110 lotes, cada um equivalente a 10 mil metros cúbicos diários. A oferta total será de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027.

“Estamos colocando o pré-sal a serviço da indústria brasileira. Esse leilão aumenta a oferta, traz mais competição para o mercado e faz com que o gás da União chegue diretamente para a indústria a um preço mais competitivo. É uma medida que reduz custos para quem produz, fortalece a indústria nacional e ajuda a gerar emprego e renda no país”, disse em nota o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Em recente entrevista à CNN, o diretor-presidente da PPSA, Luís Fernando Paroli, estimou que o gás poderá chegar às indústrias por cerca de US$ 9 por milhão de BTU, já considerados impostos, transporte e distribuição. Segundo ele, a economia seria de US$ 3 a US$ 4 por milhão de BTU em relação aos preços pagos pelas empresas.

Na primeira rodada, a disputa terá cinco etapas, uma para cada grupo industrial. As empresas concorrerão apenas com participantes do mesmo segmento, conforme a seguinte distribuição inicial:

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Cada grupo econômico poderá adquirir até 16 lotes na primeira rodada, equivalentes a 160 mil metros cúbicos por dia, respeitada a demanda habilitada. Caso sobrem volumes, haverá uma segunda rodada aberta a todas as empresas habilitadas, sem as cotas por setor e sem esse limite de lotes, mas ainda limitada à demanda remanescente de cada participante.

O preço será calculado mensalmente com base em 115% da média das cotações dos contratos futuros de Henry Hub, referência americana para o gás natural, acrescidos de um adicional definido na disputa. As ofertas com os maiores adicionais terão prioridade na distribuição dos lotes. O cálculo também considerará a cotação média do dólar no mês anterior ao fornecimento.

O gás produzido no pré-sal será escoado e processado pela Petrobras e disponibilizado aos compradores na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro.

A partir desse ponto, o transporte até as instalações industriais ficará sob responsabilidade dos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora habilitada.

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