Botija de gás pode chegar aos 40 euros até ao final do ano

© VASCO CELIO/LUSA

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As empresas Multitécnica e Yara Brasil, dos setores de fertilizantes nitrogenados, arremataram 13 lotes, equivalentes a 130 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.
A quantidade fazia parte da oferta total de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia reservada a cinco grupos da indústria de base (químico e petroquímico; siderúrgico, metalúrgico e mineração; ceramista; Fertilizantes nitrogenados e vidreiro).
As propostas vencedoras partiram de US$ 1,82 por milhão de BTU, ágio de US$ 0,02 por milhão de BTU. O preço dos contratos será calculado mensalmente a partir de 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento, somados ao adicional de cada oferta vencedora e convertidos em reais conforme a regra cambial do edital.
O valor para entrega às unidades industriais incorporará também impostos e custos de transporte e distribuição. A PPSA (Pré-Sal Petróleo) disponibilizará o gás na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A contratação da logística a partir desse ponto caberá aos compradores.
O fornecimento está previsto para março a dezembro de 2027. A concorrência ocorreu apenas entre empresas do mesmo grupo industrial, com limite de aquisição de 16 lotes por grupo econômico, respeitada a quantidade disponível em cada segmento.
As empresas Braskem, Evonik, Ingredion, Peroxidos e Rhodia, dos setores químico e petroquímico, arremataram 35 lotes, equivalentes a 350 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.
O resultado corresponde à etapa destinada ao segmento na primeira rodada do certame, organizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo). Esta é a maior quantidade reservada entre os cinco grupos industriais contemplados.
As propostas vencedoras partiram de US$ 1,92 por milhão de BTU, ágio de US$ 0,12 por milhão de BTU. Esse adicional compõe a fórmula de preço dos contratos, que considera também 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento e a variação cambial. Tributos e custos de transporte e distribuição integram o custo para entrega às fábricas.
O leilão colocou em disputa um total de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia para a indústria de base (químico e petroquímico; siderúrgico, metalúrgico e mineração; ceramista; Fertilizantes nitrogenados e vidreiro). Na primeira rodada, a concorrência ocorreu separadamente por grupo industrial, com limite de 16 lotes, ou 160 mil metros cúbicos diários, por grupo econômico.
O fornecimento está previsto para março a dezembro de 2027. O gás será disponibilizado na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A contratação da logística até as instalações industriais caberá aos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora.
O setor ceramista arrematou todos os lotes ofertados, equivalentes a 200 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.
Os volumes foram adquiridos pelas empresas Biancogres Ceramica, Ceramica Formigres, Ceramica Villagres, Delta Industria Cerâmica, Dexco, Incepa Revestimentos Ceramicos, Mohawk Revestimentos Cocal do Sul e Ruy R. da Rocha Produtos Cerâmicos.
A etapa dedicada ao segmento colocou em disputa 20 lotes, que somavam 200 mil metros cúbicos diários. A quantidade representava a terceira maior cota da primeira rodada, depois dos grupos químico e petroquímico e siderúrgico, metalúrgico e de mineração.
As propostas vencedoras partiram de US$ 1,86 por milhão BTU, valor US$ 0,06/BTU acima da oferta inicial mínima. Esse valor integra a fórmula dos contratos, que considera 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento, além da taxa de câmbio estabelecida no edital.
O gás será disponibilizado na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A movimentação até as fábricas deverá ser contratada pelos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora.
A previsão é de fornecimento entre março e dezembro de 2027. O custo para entrega às unidades industriais é por conta das empresas vencedoras e inclui tributos, transporte e distribuição.
Ao todo, a PPSA (Pré-Sal Petróleo) ofertou 1,1 milhão de metros cúbicos diários a cinco grupos da indústria de base (químico e petroquímico; siderúrgico, metalúrgico e mineração; ceramista; e vidreiro. As rodadas têm disputas separadas por segmento e limite de 16 lotes por grupo econômico.
A indústria de vidro arrematou todos os lotes disponíveis, equivalentes a 100 mil metros cúbicos de gás natural por dia, no primeiro leilão de gás da União, realizado nesta quinta-feira (22), em São Paulo.
Os volumes foram adquiridos pelas empresas AGC Vidros do Brasil, Cebrace Cristal Plano e Wheaton Brasil Vidros.
A etapa destinada ao setor vidreiro colocou em disputa dez lotes, que somavam 100 mil metros cúbicos diários.
A quantidade correspondia à menor das cinco cotas da primeira rodada do certame, que ofertou um total de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia para a indústria de base.
O preço mínimo das ofertas vencedoras do segmento ficou em US$ 4 por milhão de BTU, ágio de ágio de 2,20 por milhão de BTU. Esse adicional compõe o preço contratual, calculado mensalmente com base em 115% da média das cotações de referência do Henry Hub no mês anterior ao fornecimento e na taxa de câmbio prevista no edital.
Os custos para entrega às fábricas incluirão ainda tributos, transporte e distribuição. O gás será disponibilizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo) na saída da unidade de tratamento da Petrobras em Itaboraí, no Rio de Janeiro. A contratação da movimentação até as instalações industriais ficará sob responsabilidade dos compradores.
O fornecimento está previsto entre março e dezembro de 2027. Na primeira rodada, as empresas disputaram os volumes exclusivamente com participantes do mesmo grupo industrial, respeitadas a demanda habilitada e a quantidade de lotes reservada ao segmento.
O governo realiza nesta quinta-feira (22), em São Paulo, o primeiro leilão de gás natural processado destinado à indústria de base. Organizada pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), a iniciativa busca ampliar a concorrência no mercado e reduzir o custo do combustível para o setor produtivo.
A disputa começa às 9h, pela plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com acompanhamento presencial na sede da entidade, na capital paulista.
Segundo a PPSA, 36 empresas estão habilitadas para disputar os 110 lotes, cada um equivalente a 10 mil metros cúbicos diários. A oferta total será de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027.
“Estamos colocando o pré-sal a serviço da indústria brasileira. Esse leilão aumenta a oferta, traz mais competição para o mercado e faz com que o gás da União chegue diretamente para a indústria a um preço mais competitivo. É uma medida que reduz custos para quem produz, fortalece a indústria nacional e ajuda a gerar emprego e renda no país”, disse em nota o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Em recente entrevista à CNN, o diretor-presidente da PPSA, Luís Fernando Paroli, estimou que o gás poderá chegar às indústrias por cerca de US$ 9 por milhão de BTU, já considerados impostos, transporte e distribuição. Segundo ele, a economia seria de US$ 3 a US$ 4 por milhão de BTU em relação aos preços pagos pelas empresas.
Na primeira rodada, a disputa terá cinco etapas, uma para cada grupo industrial. As empresas concorrerão apenas com participantes do mesmo segmento, conforme a seguinte distribuição inicial:
Cada grupo econômico poderá adquirir até 16 lotes na primeira rodada, equivalentes a 160 mil metros cúbicos por dia, respeitada a demanda habilitada. Caso sobrem volumes, haverá uma segunda rodada aberta a todas as empresas habilitadas, sem as cotas por setor e sem esse limite de lotes, mas ainda limitada à demanda remanescente de cada participante.
O preço será calculado mensalmente com base em 115% da média das cotações dos contratos futuros de Henry Hub, referência americana para o gás natural, acrescidos de um adicional definido na disputa. As ofertas com os maiores adicionais terão prioridade na distribuição dos lotes. O cálculo também considerará a cotação média do dólar no mês anterior ao fornecimento.
O gás produzido no pré-sal será escoado e processado pela Petrobras e disponibilizado aos compradores na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro.
A partir desse ponto, o transporte até as instalações industriais ficará sob responsabilidade dos compradores, diretamente ou por meio de uma comercializadora habilitada.
O primeiro leilão de gás da União, realizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), que ocorrerá nesta quinta-feira (22), terá com 36 proponentes habilitados para disputar os 110 lotes de gás natural que serão ofertados ao mercado.
O certame está marcada para às 9h e será feito em formato on-line, por meio da plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
Ao todo, cinco setores da indústria de base poderão participar.
Serão ofertados 1,1 milhão de metros cúbicos por dia de gás natural da União, com fornecimento previsto entre março e dezembro de 2027.
O leilão, que oferecerá diretamente aos consumidores o gás natural processado pertencente à União, busca ampliar o número de agentes no mercado de gás, promovendo uma maior liquidez, e contribuir para a competitividade da indústria brasileira.
O leilão ocorrerá em cinco etapas sequenciais, cada uma destinada a um segmento da indústria.
Ao final de cada etapa do leilão, a CCEE divulgará os resultados da rodada, incluindo os vencedores e o preço médio do gás natural comercializado.
A primeira terá início às 9h, com a oferta total de 100 mil m³/dia (10 lotes) para o setor vidreiro. Na sequência, às 9h50, será a vez do setor ceramista, com 200 mil m³/dia (20 lotes).
Às 10h40, começará a etapa destinada aos setores siderúrgico, metalúrgico e de mineração, com 320 mil m³/dia (32 lotes).
Já o segmento químico e petroquímico participará a partir das 11h30, com oferta de 350 mil m³/dia (35 lotes).
O último bloco deve ocorrer às 12h20, e será dedicada ao setor de fertilizantes nitrogenados, com 130 mil m³/dia (13 lotes).
Cada lote corresponderá a 10 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Os compradores participarão virtualmente da etapa referente ao seu segmento e poderão adquirir, inicialmente, de um a 16 lotes, respeitando o limite de consumo de sua indústria previamente declarado na fase de habilitação.
As empresas deverão apresentar suas propostas indicando a quantidade de lotes desejada e o prêmio oferecido. Após a abertura das propostas iniciais, terá início a etapa dinâmica, na qual os participantes poderão apresentar novos lances, aumentando o prêmio. Serão vencedoras as propostas que oferecerem os maiores prêmios ao governo.
Caso haja lotes remanescentes ao final das cinco etapas, será realizada uma última rodada, prevista para começar às 13h10.
Nesta fase, todas as empresas habilitadas poderão disputar os volumes disponíveis, independentemente do segmento industrial, sem limite máximo de lotes por participante, desde que seja respeitada sua capacidade de consumo declarada.
A contratação de executivos nos segmentos de infraestrutura cresceram 150% no primeiro semestre de 2026, de acordo com a Flow Executive Finders, consultoria estratégica especializada na seleção de executivos C-level para grandes empresas.
O movimento de alta está relacionado ao volume de investimentos já contratados no país, na visão de Igor Schultz, sócio da consultoria. Aeroportos, terminais portuários, rodovias, ferrovias, hidrovias e projetos hídricos concentram a maior parte dos projetos em execução ou planejamento.
“Quando olhamos os planos de investimento dos clientes que atendemos, o pipeline que ainda está por vir sustenta a demanda em 2027. A agenda de infraestrutura no Brasil está no início da sua fase de execução, e enquanto os projetos avançarem, a demanda por executivos capazes de conduzi-los de ponta a ponta vai continuar”, afirmou.
A carteira também inclui áreas como energia, gás, saneamento e logística hídrica, nas quais a demanda por projetos está em alta.
A indústria de óleo e gás, por exemplo, cresceu 106% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O número doi impulsionado por concessões em Santa Catarina, Paraná e estados do Nordeste.
A consultoria pondera, no entanto, que esse movimento pode ser revertido nos próximos dados. Isso passaria pelo impacto de mudanças da China para reduzir a independência de algumas áreas, especialmente no agronegócio, o que pode impactar a infraestrutura construída no Brasil para atender esses negócios.
“É um movimento que precisa ser acompanhado de perto. O Brasil ainda tem uma agenda relevante de expansão e modernização dos ativos, e a questão será entender como esses projetos vão se adaptar às mudanças no perfil da demanda global. Para os executivos, isso exige cada vez mais capacidade de avaliar cenários e tomar decisões de investimento com visão de longo prazo”, pontuou Igor Schultz.
Com esse cenário em vista, a a Flow Executive Finders destaca que maior parte das posições mapeadas está no C-level responsável pela gestão de Capex (investimento em ativos de longo prazo). São profissionais que precisam participar desde a estruturação do investimento, passando pela implantação do ativo, até a transição para a operação.

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