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Adido do USDA prevê safra de soja de 184 milhões de toneladas no Brasil

24 October 2026 at 15:43

A produção brasileira de soja deve alcançar 184 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativa da representação local do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), em Brasília.

Se confirmada, a projeção representará o terceiro recorde consecutivo da cultura no país e um aumento de quase 2% em relação às 180,5 milhões de toneladas estimadas para a temporada 2025/26.

Na previsão, a estimativa para a área plantada foi revisada para baixo em relação à estimativa inicial, para 49,7 milhões de hectares. O número representa um crescimento de 1,4% na comparação com os 49 milhões de hectares projetados para a safra anterior, mas fica abaixo da expansão média anual de 4,2% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo o relatório, a revisão reflete uma postura mais cautelosa dos produtores diante da volatilidade climática, dos juros elevados e dos custos de produção. As incertezas também podem influenciar o calendário de colheita e limitar a abertura de novas áreas.

MATOPIBA concentra potencial de expansão

A maior parte do aumento da área cultivada deve ocorrer no MATOPIBA, região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e concentra áreas do Cerrado com potencial para a expansão agrícola.

O relatório destaca a disponibilidade de terras adequadas, as condições demográficas e as perspectivas de desenvolvimento da infraestrutura de transporte entre os fatores que favorecem o avanço da soja na região.

Entre os projetos logísticos citados está a FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), planejada para conectar o Porto de Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, onde deverá se integrar à Ferrovia Norte-Sul.

Com aproximadamente 1.527 quilômetros de extensão previstos, o projeto busca ampliar a capacidade de transporte de cargas e reduzir custos logísticos para produtos agrícolas e minerais.

Clima pode influenciar produtividade

Apesar das incertezas climáticas, a representação local do USDA mantém a previsão de produção em 184 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, as condições recentes favoreceram a umidade do solo em regiões importantes durante as primeiras etapas do plantio, o que pode contribuir para produtividades mais elevadas em determinadas áreas.

No Rio Grande do Sul, a expectativa é de melhores condições hídricas e recuperação da produtividade em relação às safras anteriores. Esse desempenho poderia compensar eventuais perdas em outros estados, como Mato Grosso.

A possibilidade de ocorrência de El Niño também está no radar dos produtores, mas, segundo o relatório, as principais preocupações estão concentradas nas culturas de segunda safra, como milho e algodão.

Fontes consultadas pela representação local indicam que a irregularidade das chuvas pode ter impacto maior sobre a colheita do que sobre o plantio. No Pará, por exemplo, produtores estariam acelerando a semeadura para antecipar a colheita e reduzir os riscos associados às condições climáticas.

A estimativa de 184 milhões de toneladas considera, portanto, o avanço da área plantada e as perspectivas de produtividade, mas o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo agrícola.

Ministério da Agricultura acompanha embarque de carne do Nordeste à China

24 October 2026 at 01:58

O frigorífico da Masterboi em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, realizou nesta sexta-feira (23) o primeiro embarque de carne bovina do Nordeste com destino à China. A carga de 27 toneladas seguirá para o Porto de Suape (PE), de onde será transportada ao porto de Xangai. A unidade é a primeira da região habilitada a exportar carne bovina para o mercado chinês.

O embarque foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que destacou o potencial da habilitação para ampliar as oportunidades comerciais da pecuária nordestina. Segundo ele, a operação representa um marco para Pernambuco e para a inserção da produção regional no comércio internacional.

O presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, também ressaltou a importância da operação para a empresa e para o estado. A companhia começou como um pequeno açougue e ampliou suas atividades até alcançar o mercado externo.

Para atender às exigências da exportação, a unidade de Canhotinho recebeu investimentos em um túnel de congelamento automático. A empresa também prevê elevar a capacidade de abate para mais de mil bovinos por dia até o fim de 2026. A expansão deve ampliar a atividade industrial e as oportunidades de geração de emprego e renda na região.

Atualmente, a Masterboi exporta para mais de 140 países, com presença em mercados do Oriente Médio e da China. A habilitação do frigorífico pernambucano amplia a participação da empresa nas vendas externas e abre uma nova frente para a produção de carne bovina do Nordeste.

Durante a visita, o ministro conheceu as instalações de refrigeração e empacotamento e acompanhou as atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária abrange diferentes etapas da produção, desde a chegada dos animais ao frigorífico e a avaliação das condições sanitárias até o processamento e o acondicionamento da carne.

A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Juliana Satie, explicou que o serviço acompanha o cumprimento das exigências sanitárias aplicáveis ao estabelecimento e aos produtos destinados ao mercado externo.

Também participaram da agenda o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Souto; o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do estado, Cícero Moraes; o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura, Anderson Sampaio; e o superintendente de Agricultura e Pecuária em Pernambuco, José Aldo.

O frigorífico da Masterboi em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, realizou nesta sexta-feira (23) o primeiro embarque de carne bovina do Nordeste com destino à China. A carga de 27 toneladas seguirá para o Porto de Suape (PE), de onde será transportada ao porto de Xangai. A unidade é a primeira da região habilitada a exportar carne bovina para o mercado chinês.

O embarque foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que destacou o potencial da habilitação para ampliar as oportunidades comerciais da pecuária nordestina. Segundo ele, a operação representa um marco para Pernambuco e para a inserção da produção regional no comércio internacional.

O presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, também ressaltou a importância da operação para a empresa e para o estado. A companhia começou como um pequeno açougue e ampliou suas atividades até alcançar o mercado externo.

Para atender às exigências da exportação, a unidade de Canhotinho recebeu investimentos em um túnel de congelamento automático. A empresa também prevê elevar a capacidade de abate para mais de mil bovinos por dia até o fim de 2026. A expansão deve ampliar a atividade industrial e as oportunidades de geração de emprego e renda na região.

Atualmente, a Masterboi exporta para mais de 140 países, com presença em mercados do Oriente Médio e da China. A habilitação do frigorífico pernambucano amplia a participação da empresa nas vendas externas e abre uma nova frente para a produção de carne bovina do Nordeste.

Durante a visita, o ministro conheceu as instalações de refrigeração e empacotamento e acompanhou as atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária abrange diferentes etapas da produção, desde a chegada dos animais ao frigorífico e a avaliação das condições sanitárias até o processamento e o acondicionamento da carne.

A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Juliana Satie, explicou que o serviço acompanha o cumprimento das exigências sanitárias aplicáveis ao estabelecimento e aos produtos destinados ao mercado externo.

Também participaram da agenda o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Souto; o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do estado, Cícero Moraes; o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura, Anderson Sampaio; e o superintendente de Agricultura e Pecuária em Pernambuco, José Aldo.

Fundecitrus corta estimativa da safra de laranja em SP e MG

 

Brasil anuncia abertura de mercado de produtos do agro a seis países

24 October 2026 at 01:43

O Brasil obteve autorização para exportar novos produtos agropecuários para Argentina, Egito, Marrocos, Peru, Quênia e Singapura. As liberações ampliam o acesso de mercadorias brasileiras a seis mercados internacionais e contemplam diferentes segmentos do agronegócio, desde sementes e produtos de origem animal até insumos destinados à alimentação animal.

Na Argentina, a autorização permite a exportação de sementes de crotalária, espécie utilizada principalmente como planta de cobertura e adubação verde em sistemas agrícolas. O cultivo pode contribuir para a proteção do solo, a ciclagem de nutrientes e o manejo de áreas agrícolas.

O Peru autorizou a entrada de sementes de feijão-mungo, coentro e couro equino. A liberação abrange tanto produtos vegetais destinados ao cultivo quanto um produto de origem animal utilizado na indústria do couro, ampliando as possibilidades comerciais brasileiras em diferentes cadeias produtivas.

No Egito, a abertura contempla aves de criação destinadas a fins ornamentais. A autorização cria uma possibilidade adicional de comercialização para criadores e exportadores brasileiros que atuam nesse segmento.

O Marrocos, por sua vez, autorizou a importação de bubalinos vivos para abate. Os animais poderão ser destinados ao mercado marroquino conforme as exigências sanitárias e os procedimentos estabelecidos pelas autoridades competentes.

No Quênia, a liberação envolve ingredientes hemoderivados e palatabilizantes sem proteínas de ruminantes destinados à alimentação animal. Esses componentes podem ser utilizados na fabricação de produtos para nutrição animal, conforme sua finalidade e as especificações aplicáveis. A autorização contempla insumos cuja composição atende à condição estabelecida pelo mercado queniano quanto à ausência de proteínas de ruminantes.

Singapura também autorizou a importação de soro fetal bovino, produto utilizado em aplicações laboratoriais e biotecnológicas, incluindo o cultivo de células em pesquisas e processos de desenvolvimento.

Plantio de soja em Mato Grosso atinge 75,81% da área projetada

24 October 2026 at 00:16

O plantio ​de soja em Mato Grosso, principal produtor brasileiro, atingiu 75,81% da área ⁠projetada ​para o Estado ​até esta sexta-feira, ⁠um salto ⁠de 23,95 pontos ​percentuais ‌em relação ⁠à semana anterior, de acordo com dados ‌publicados pelo ⁠Instituto ‌Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O índice ⁠indica ⁠um ritmo mais acelerado ‌em relação ao mesmo período do ano passado (60,05%) e na ‌comparação com a média de cinco ⁠anos para a época (64,31%), segundo ​dados do instituto ​ligado aos produtores.

(Por Roberto Samora; edição de Marta ‌Nogueira)

 

Trump retira tarifas de 50% sobre produtos agrícolas do Canadá

23 October 2026 at 22:51

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (23) uma medida para retirar tarifas adicionais de 50% sobre determinadas importações do Canadá, incluindo produtos utilizados pelo setor agrícola.

A decisão beneficia empresas e produtores norte-americanos que dependem de equipamentos, máquinas e materiais fornecidos pelo país vizinho. As alterações entram em vigor em 30 de outubro de 2026.

Entre os itens que deixarão de estar sujeitos às sobretaxas estão chapas de madeira compensada, determinados produtos de papel, máquinas agrícolas específicas, equipamentos de refrigeração e caixas e materiais utilizados para embalagem e transporte de mercadorias. A medida também contempla produtos usados por produtores de frutas e outros segmentos agrícolas que dependem de fornecedores canadenses.

A senadora republicana Susan Collins, do Maine, afirmou que a mudança deve beneficiar produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas. Segundo ela, muitos agricultores do estado utilizam equipamentos e materiais de embalagem canadenses que não estão disponíveis no mercado doméstico norte-americano ou cuja substituição implicaria custos elevados.

A decisão ocorre após representantes do setor produtivo e políticos de estados próximos à fronteira com o Canadá pressionarem o governo pela revisão das tarifas, que elevaram os custos de empresas dependentes de insumos e produtos importados.

Mudança também inclui novas tarifas

Embora retire determinados produtos do alcance das sobretaxas, a proclamação assinada por Trump também acrescenta outros itens à lista de mercadorias sujeitas às tarifas. Entre eles estão determinadas válvulas, carpetes e resíduos.

As alterações fazem parte da revisão das medidas comerciais adotadas em julho e setembro deste ano, com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930. O governo norte-americano afirma que as tarifas buscam responder ao que considera práticas discriminatórias do Canadá contra o comércio dos Estados Unidos.

A disputa comercial se intensificou após o fracasso das negociações para um acordo entre os dois países. Em agosto, os Estados Unidos implementaram tarifas adicionais de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em importações canadenses. O Canadá respondeu com cobranças sobre produtos norte-americanos, ampliando as tensões comerciais bilaterais.

A revisão não representa o fim das tarifas sobre os produtos canadenses. A medida modifica a relação de mercadorias abrangidas pelas cobranças, retirando alguns itens e incluindo outros, enquanto os dois países continuam sem um acordo comercial abrangente.

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