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Adido do USDA prevê safra de soja de 184 milhões de toneladas no Brasil

24 October 2026 at 15:43

A produção brasileira de soja deve alcançar 184 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativa da representação local do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), em Brasília.

Se confirmada, a projeção representará o terceiro recorde consecutivo da cultura no país e um aumento de quase 2% em relação às 180,5 milhões de toneladas estimadas para a temporada 2025/26.

Na previsão, a estimativa para a área plantada foi revisada para baixo em relação à estimativa inicial, para 49,7 milhões de hectares. O número representa um crescimento de 1,4% na comparação com os 49 milhões de hectares projetados para a safra anterior, mas fica abaixo da expansão média anual de 4,2% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo o relatório, a revisão reflete uma postura mais cautelosa dos produtores diante da volatilidade climática, dos juros elevados e dos custos de produção. As incertezas também podem influenciar o calendário de colheita e limitar a abertura de novas áreas.

MATOPIBA concentra potencial de expansão

A maior parte do aumento da área cultivada deve ocorrer no MATOPIBA, região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e concentra áreas do Cerrado com potencial para a expansão agrícola.

O relatório destaca a disponibilidade de terras adequadas, as condições demográficas e as perspectivas de desenvolvimento da infraestrutura de transporte entre os fatores que favorecem o avanço da soja na região.

Entre os projetos logísticos citados está a FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), planejada para conectar o Porto de Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, onde deverá se integrar à Ferrovia Norte-Sul.

Com aproximadamente 1.527 quilômetros de extensão previstos, o projeto busca ampliar a capacidade de transporte de cargas e reduzir custos logísticos para produtos agrícolas e minerais.

Clima pode influenciar produtividade

Apesar das incertezas climáticas, a representação local do USDA mantém a previsão de produção em 184 milhões de toneladas.

De acordo com o relatório, as condições recentes favoreceram a umidade do solo em regiões importantes durante as primeiras etapas do plantio, o que pode contribuir para produtividades mais elevadas em determinadas áreas.

No Rio Grande do Sul, a expectativa é de melhores condições hídricas e recuperação da produtividade em relação às safras anteriores. Esse desempenho poderia compensar eventuais perdas em outros estados, como Mato Grosso.

A possibilidade de ocorrência de El Niño também está no radar dos produtores, mas, segundo o relatório, as principais preocupações estão concentradas nas culturas de segunda safra, como milho e algodão.

Fontes consultadas pela representação local indicam que a irregularidade das chuvas pode ter impacto maior sobre a colheita do que sobre o plantio. No Pará, por exemplo, produtores estariam acelerando a semeadura para antecipar a colheita e reduzir os riscos associados às condições climáticas.

A estimativa de 184 milhões de toneladas considera, portanto, o avanço da área plantada e as perspectivas de produtividade, mas o resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do ciclo agrícola.

Ministério da Agricultura acompanha embarque de carne do Nordeste à China

24 October 2026 at 01:58

O frigorífico da Masterboi em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, realizou nesta sexta-feira (23) o primeiro embarque de carne bovina do Nordeste com destino à China. A carga de 27 toneladas seguirá para o Porto de Suape (PE), de onde será transportada ao porto de Xangai. A unidade é a primeira da região habilitada a exportar carne bovina para o mercado chinês.

O embarque foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que destacou o potencial da habilitação para ampliar as oportunidades comerciais da pecuária nordestina. Segundo ele, a operação representa um marco para Pernambuco e para a inserção da produção regional no comércio internacional.

O presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, também ressaltou a importância da operação para a empresa e para o estado. A companhia começou como um pequeno açougue e ampliou suas atividades até alcançar o mercado externo.

Para atender às exigências da exportação, a unidade de Canhotinho recebeu investimentos em um túnel de congelamento automático. A empresa também prevê elevar a capacidade de abate para mais de mil bovinos por dia até o fim de 2026. A expansão deve ampliar a atividade industrial e as oportunidades de geração de emprego e renda na região.

Atualmente, a Masterboi exporta para mais de 140 países, com presença em mercados do Oriente Médio e da China. A habilitação do frigorífico pernambucano amplia a participação da empresa nas vendas externas e abre uma nova frente para a produção de carne bovina do Nordeste.

Durante a visita, o ministro conheceu as instalações de refrigeração e empacotamento e acompanhou as atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária abrange diferentes etapas da produção, desde a chegada dos animais ao frigorífico e a avaliação das condições sanitárias até o processamento e o acondicionamento da carne.

A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Juliana Satie, explicou que o serviço acompanha o cumprimento das exigências sanitárias aplicáveis ao estabelecimento e aos produtos destinados ao mercado externo.

Também participaram da agenda o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Souto; o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do estado, Cícero Moraes; o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura, Anderson Sampaio; e o superintendente de Agricultura e Pecuária em Pernambuco, José Aldo.

O frigorífico da Masterboi em Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, realizou nesta sexta-feira (23) o primeiro embarque de carne bovina do Nordeste com destino à China. A carga de 27 toneladas seguirá para o Porto de Suape (PE), de onde será transportada ao porto de Xangai. A unidade é a primeira da região habilitada a exportar carne bovina para o mercado chinês.

O embarque foi acompanhado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que destacou o potencial da habilitação para ampliar as oportunidades comerciais da pecuária nordestina. Segundo ele, a operação representa um marco para Pernambuco e para a inserção da produção regional no comércio internacional.

O presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, também ressaltou a importância da operação para a empresa e para o estado. A companhia começou como um pequeno açougue e ampliou suas atividades até alcançar o mercado externo.

Para atender às exigências da exportação, a unidade de Canhotinho recebeu investimentos em um túnel de congelamento automático. A empresa também prevê elevar a capacidade de abate para mais de mil bovinos por dia até o fim de 2026. A expansão deve ampliar a atividade industrial e as oportunidades de geração de emprego e renda na região.

Atualmente, a Masterboi exporta para mais de 140 países, com presença em mercados do Oriente Médio e da China. A habilitação do frigorífico pernambucano amplia a participação da empresa nas vendas externas e abre uma nova frente para a produção de carne bovina do Nordeste.

Durante a visita, o ministro conheceu as instalações de refrigeração e empacotamento e acompanhou as atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF). A fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária abrange diferentes etapas da produção, desde a chegada dos animais ao frigorífico e a avaliação das condições sanitárias até o processamento e o acondicionamento da carne.

A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Juliana Satie, explicou que o serviço acompanha o cumprimento das exigências sanitárias aplicáveis ao estabelecimento e aos produtos destinados ao mercado externo.

Também participaram da agenda o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz; a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Souto; o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do estado, Cícero Moraes; o secretário-executivo da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros; o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Agricultura, Anderson Sampaio; e o superintendente de Agricultura e Pecuária em Pernambuco, José Aldo.

Fundecitrus corta estimativa da safra de laranja em SP e MG

 

Brasil anuncia abertura de mercado de produtos do agro a seis países

24 October 2026 at 01:43

O Brasil obteve autorização para exportar novos produtos agropecuários para Argentina, Egito, Marrocos, Peru, Quênia e Singapura. As liberações ampliam o acesso de mercadorias brasileiras a seis mercados internacionais e contemplam diferentes segmentos do agronegócio, desde sementes e produtos de origem animal até insumos destinados à alimentação animal.

Na Argentina, a autorização permite a exportação de sementes de crotalária, espécie utilizada principalmente como planta de cobertura e adubação verde em sistemas agrícolas. O cultivo pode contribuir para a proteção do solo, a ciclagem de nutrientes e o manejo de áreas agrícolas.

O Peru autorizou a entrada de sementes de feijão-mungo, coentro e couro equino. A liberação abrange tanto produtos vegetais destinados ao cultivo quanto um produto de origem animal utilizado na indústria do couro, ampliando as possibilidades comerciais brasileiras em diferentes cadeias produtivas.

No Egito, a abertura contempla aves de criação destinadas a fins ornamentais. A autorização cria uma possibilidade adicional de comercialização para criadores e exportadores brasileiros que atuam nesse segmento.

O Marrocos, por sua vez, autorizou a importação de bubalinos vivos para abate. Os animais poderão ser destinados ao mercado marroquino conforme as exigências sanitárias e os procedimentos estabelecidos pelas autoridades competentes.

No Quênia, a liberação envolve ingredientes hemoderivados e palatabilizantes sem proteínas de ruminantes destinados à alimentação animal. Esses componentes podem ser utilizados na fabricação de produtos para nutrição animal, conforme sua finalidade e as especificações aplicáveis. A autorização contempla insumos cuja composição atende à condição estabelecida pelo mercado queniano quanto à ausência de proteínas de ruminantes.

Singapura também autorizou a importação de soro fetal bovino, produto utilizado em aplicações laboratoriais e biotecnológicas, incluindo o cultivo de células em pesquisas e processos de desenvolvimento.

Plantio de soja em Mato Grosso atinge 75,81% da área projetada

24 October 2026 at 00:16

O plantio ​de soja em Mato Grosso, principal produtor brasileiro, atingiu 75,81% da área ⁠projetada ​para o Estado ​até esta sexta-feira, ⁠um salto ⁠de 23,95 pontos ​percentuais ‌em relação ⁠à semana anterior, de acordo com dados ‌publicados pelo ⁠Instituto ‌Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O índice ⁠indica ⁠um ritmo mais acelerado ‌em relação ao mesmo período do ano passado (60,05%) e na ‌comparação com a média de cinco ⁠anos para a época (64,31%), segundo ​dados do instituto ​ligado aos produtores.

(Por Roberto Samora; edição de Marta ‌Nogueira)

 

Trump retira tarifas de 50% sobre produtos agrícolas do Canadá

23 October 2026 at 22:51

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (23) uma medida para retirar tarifas adicionais de 50% sobre determinadas importações do Canadá, incluindo produtos utilizados pelo setor agrícola.

A decisão beneficia empresas e produtores norte-americanos que dependem de equipamentos, máquinas e materiais fornecidos pelo país vizinho. As alterações entram em vigor em 30 de outubro de 2026.

Entre os itens que deixarão de estar sujeitos às sobretaxas estão chapas de madeira compensada, determinados produtos de papel, máquinas agrícolas específicas, equipamentos de refrigeração e caixas e materiais utilizados para embalagem e transporte de mercadorias. A medida também contempla produtos usados por produtores de frutas e outros segmentos agrícolas que dependem de fornecedores canadenses.

A senadora republicana Susan Collins, do Maine, afirmou que a mudança deve beneficiar produtores de mirtilo, batata, maçã e algas marinhas. Segundo ela, muitos agricultores do estado utilizam equipamentos e materiais de embalagem canadenses que não estão disponíveis no mercado doméstico norte-americano ou cuja substituição implicaria custos elevados.

A decisão ocorre após representantes do setor produtivo e políticos de estados próximos à fronteira com o Canadá pressionarem o governo pela revisão das tarifas, que elevaram os custos de empresas dependentes de insumos e produtos importados.

Mudança também inclui novas tarifas

Embora retire determinados produtos do alcance das sobretaxas, a proclamação assinada por Trump também acrescenta outros itens à lista de mercadorias sujeitas às tarifas. Entre eles estão determinadas válvulas, carpetes e resíduos.

As alterações fazem parte da revisão das medidas comerciais adotadas em julho e setembro deste ano, com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930. O governo norte-americano afirma que as tarifas buscam responder ao que considera práticas discriminatórias do Canadá contra o comércio dos Estados Unidos.

A disputa comercial se intensificou após o fracasso das negociações para um acordo entre os dois países. Em agosto, os Estados Unidos implementaram tarifas adicionais de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em importações canadenses. O Canadá respondeu com cobranças sobre produtos norte-americanos, ampliando as tensões comerciais bilaterais.

A revisão não representa o fim das tarifas sobre os produtos canadenses. A medida modifica a relação de mercadorias abrangidas pelas cobranças, retirando alguns itens e incluindo outros, enquanto os dois países continuam sem um acordo comercial abrangente.

Copersucar fecha primeiro contrato mundial para abastecer navios com etanol

23 October 2026 at 20:59

A Copersucar firmou o primeiro contrato do mundo para abastecimento comercial regular de navios com etanol, no Porto de Santos, e projeta ampliar a operação para 200 milhões de litros do biocombustível em 2027.

“Até o fim de 2026, planejamos pelo menos sete abastecimentos, com consumo total de aproximadamente 10 milhões de litros de etanol”, afirma Tomás Manzano, CEO da Copersucar, líder global no setor de açúcar e etanol.

A iniciativa é resultado de cerca de dois anos de desenvolvimento e testes. Em julho deste ano, a empresa realizou uma operação-piloto para avaliar a segurança, os procedimentos e os parâmetros técnicos do abastecimento.

As operações são realizadas em parceria com a CMA CGM, grupo global de transporte marítimo e logística; a Bunker One, subsidiária do grupo dinamarquês Bunker Holding e especializada na comercialização de combustíveis marítimos; e a Autoridade Portuária de Santos (APS).

Segundo Manzano, outros operadores já haviam realizado testes com etanol, mas o contrato firmado pela Copersucar inaugura o fornecimento comercial recorrente nessa modalidade.

A operação marca a passagem de uma experiência pioneira para um modelo de abastecimento regular e coloca o Porto de Santos e o Brasil em posição de destaque no desenvolvimento de combustíveis marítimos de baixo carbono.

A meta da Copersucar para 2027 é atingir 200 milhões de litros, volume 20 vezes maior do que o previsto para os últimos meses de 2026. Segundo o executivo, o objetivo ainda está em fase de planejamento.

Demanda global de 50 bilhões de litros

O potencial de expansão vai muito além do mercado brasileiro. Manzano afirma que o setor de combustíveis marítimos consome atualmente cerca de 270 milhões de toneladas de combustíveis fósseis.

“Se 10% desse consumo for substituído por etanol, a demanda equivalente pode chegar a 50 bilhões de litros do biocombustível”, calcula o executivo. O volume supera a produção brasileira de etanol, estimada por ele em cerca de 37 bilhões de litros.

Na avaliação de Manzano, o crescimento desse mercado depende de três fatores: competitividade de preços, disponibilidade de motores compatíveis com combustíveis renováveis e pressão para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A indústria de navegação responde por aproximadamente 3% das emissões globais, segundo o executivo, e enfrenta desafios para reduzir sua pegada de carbono. Manzano avalia que a tecnologia de motorização deixou de ser uma barreira relevante para a adoção do etanol.

O navio utilizado nas operações pode funcionar com etanol, metanol ou combustível marítimo fóssil, conhecido como bunker.

Etanol pode reduzir emissões em 75%

Segundo Manzano, o uso do etanol pode proporcionar uma redução de aproximadamente 75% nas emissões de carbono em comparação com o combustível marítimo fóssil. Para ele, esse é o principal benefício da utilização do biocombustível na navegação.

O executivo pondera, porém, que o etanol custa mais do que a alternativa fóssil quando os combustíveis são comparados diretamente. A vantagem econômica depende também da possibilidade de monetizar a redução das emissões por meio de créditos de carbono, o que pode tornar os custos equivalentes, a depender das condições de comercialização.

O produto utilizado nas operações de Santos é o etanol anidro de cana-de-açúcar, o mesmo tipo empregado no Brasil para mistura à gasolina. Manzano afirma que a oferta poderá crescer com ganhos de produtividade agrícola da cana, aumento da produção de etanol de milho e expansão da capacidade instalada das usinas.

A Copersucar destaca que o etanol fornecido conta com uma cadeia de produção consolidada e certificada. A empresa também aponta o potencial de expansão da cana sobre áreas de pastagens degradadas e os critérios de sustentabilidade do RenovaBio, programa brasileiro de incentivo aos biocombustíveis.

Expansão para Singapura e Estados Unidos

Além de Santos, a Copersucar pretende viabilizar pontos de abastecimento em Singapura e nos Estados Unidos a partir de 2027. A empresa ainda não divulgou estimativas de volume para essas operações.

De acordo com Manzano, a implantação em outros países exige adequações regulatórias, atualização de especificações técnicas e autorizações portuárias. A experiência brasileira facilitou o desenvolvimento da operação em Santos, mas a expansão internacional ainda depende da conclusão dessas etapas.

 

Soja fecha em alta na Bolsa de Chicago, mas acumula perdas na semana

23 October 2026 at 20:32

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou a sessão desta sexta-feira (23) em alta de 0,30% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,68 por bushel. Apesar da valorização diária, a oleaginosa acumulou a segunda semana consecutiva de perdas.

Segundo a Granar, os preços receberam suporte de operações de hedge realizadas por investidores e da valorização do petróleo, negociado em torno de US$ 103 por barril. A commodity energética foi impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no fim de fevereiro.

No mercado de exportação, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não confirmou novas vendas antecipadas de soja da safra 2026/2027 para a China nesta sexta-feira. Ao longo da semana, porém, o órgão informou transações de 1,062 milhão de toneladas para o país asiático, além de 261 mil toneladas para destinos não especificados e 165 mil toneladas para a Espanha.

Os ganhos da sessão foram limitados pelo avanço da colheita norte-americana e pela entrada de novos volumes de grãos no mercado. A previsão de tempo seco no cinturão produtor de soja e milho dos Estados Unidos deve favorecer os trabalhos no campo durante o fim de semana. A exceção são áreas das Grandes Planícies, onde as chuvas têm provocado atrasos na colheita.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão na Bolsa de Chicago com queda de 0,98%, cotado a US$ 4,56 por bushel. Segundo a Granar, o cereal acumulou a quarta semana consecutiva de desvalorização, em meio à pressão exercida pela oferta norte-americana.

O avanço da colheita nos Estados Unidos, que caminha para consolidar a segunda maior safra já registrada no país, tem contribuído para a queda das cotações.

Os trabalhos no campo são favorecidos pelo clima predominantemente seco no Meio-Oeste, enquanto a entrada de novos volumes de milho no mercado amplia a disponibilidade do cereal. De acordo com a Granar, as perdas acumuladas da commodity já superam 13%.

Outro fator de pressão foi a valorização do dólar em relação ao euro, que torna o milho norte-americano mais caro para os compradores da União Europeia.

O movimento ocorre em um período de maior dependência europeia das importações de grãos, diante da redução da safra regional e das dificuldades para o envio de cargas da Ucrânia pelo Mar Negro, país que figura entre os principais fornecedores do bloco.

Apesar do cenário de pressão sobre os preços, o USDA confirmou nesta sexta-feira uma nova venda de milho norte-americano da safra 2026/2027. A operação envolve 116 mil toneladas destinadas a compradores ainda não identificados.

Trigo

O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,04% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,25 por bushel. Apesar da leve valorização diária, o mercado norte-americano registrou a oitava semana consecutiva de perdas, em meio à liquidação de contratos por fundos de investimento.

Segundo a Granar, a sequência de desvalorizações é a mais longa desde 1997, conforme destacou a Bloomberg. Desde 28 de agosto, os contratos para dezembro acumulam quedas de 20,29% em Chicago e de 21,30% em Kansas City, considerando os preços de fechamento de US$ 288,07 e US$ 310,21, respectivamente, registrados naquela data.

A valorização do dólar em relação ao euro também contribuiu para pressionar as cotações, ao reduzir a competitividade do trigo norte-americano no mercado internacional. Outro fator observado pelos investidores é a proximidade do início da colheita no Hemisfério Sul, que deve ampliar a oferta global do cereal.

Jabuticaba, açaí e guaraná: brasileiras entre as melhores frutas do mundo

Moagem de cana cresce 1,81% no Centro-Sul na safra 2026/2027

23 October 2026 at 20:12

A moagem de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil alcançou 412,37 milhões de toneladas no acumulado da safra 2026/2027 até o fim de agosto, em alta de 1,81% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Os dados são da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), em levantamento divulgado nesta sexta-feira (23).

Somente em agosto, as usinas processaram 100,59 milhões de toneladas de cana, volume 2,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando a moagem somou aproximadamente 98,04 milhões de toneladas.

Apesar do avanço no volume de matéria-prima processada, a produção de açúcar apresentou queda no acumulado da safra. Até o fim de agosto, foram fabricadas 24,08 milhões de toneladas, recuo de 10,29% ante as 26,84 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Já a produção de etanol alcançou 21,09 bilhões de litros no acumulado da safra até agosto, avanço de 13,88% em relação ao ciclo anterior.

No acumulado da safra atual, 53,44% da matéria-prima foi direcionada à produção de etanol, enquanto 46,56% foi destinada ao açúcar.

No mesmo período da safra passada, a participação do açúcar era maior, de 52,77%, enquanto o etanol respondia por 47,23%.

Os números indicam que, embora a moagem tenha avançado no Centro-Sul, a distribuição da matéria-prima entre os produtos mudou, com maior participação do etanol na safra 2026/2027.

 

Da fábrica ao campo: entenda como o plástico está salvando alimentos

23 October 2026 at 17:33
A plasticultura, uso de tecnologias plásticas na agricultura, está se tornando uma alternativa acessível para a redução de perda de alimentos no campo. O Brasil desperdiça mais de 55 milhões de toneladas de alimentos por ano, e o caminho pode oferecer preservar a produção e melhorar o aproveitamento dos alimentos durante processos da cadeia produtiva.As soluções da Braskem, empresa do setor químico e petroquímico que fabrica resinas termoplásticas, apostam em uso de filmes para proteção de frutas, telas contra granizo, silos flexíveis para grãos e recipientes utilizados no transporte de hortaliças.Além da proteção das plantações, os materiais plásticos podem contribuir para o uso mais eficiente de recursos e para a conservação dos produtos depois da colheita. O resultado depende, porém, da aplicação adequada de cada tecnologia e das condições de manejo.“A plasticultura oferece ao produtor rural soluções que protegem as lavouras contra condições climáticas adversas, pragas e doenças, além de promover o uso mais eficiente de recursos como água, energia e outros insumos agrícolas”, afirma Ana Paiva, líder de Desenvolvimento de Mercado PE da Braskem.Como e onde o plástico é usado?Na fruticultura, uma das aplicações é o ensacamento de cachos de banana com filmes plásticos que recebem aditivos específicos. A cobertura ajuda a proteger os frutos contra insetos e pode prevenir alterações na casca provocadas por baixas temperaturas.A medida contribui para preservar a aparência das bananas e reduzir descartes por danos externos. Esse tipo de proteção também ajuda a manter a qualidade comercial da produção até a chegada ao consumidor.Na produção de maçãs, as telas antigranizo cumprem outra função. Instaladas sobre os pomares, elas formam uma barreira física contra pedras de gelo que podem danificar os frutos e comprometer a estrutura das plantas. O granizo pode provocar perdas na safra e afetar a produtividade de ciclos posteriores, dependendo da intensidade dos danos. Por isso, a proteção dos pomares é uma estratégia para diminuir os prejuízos causados por eventos climáticos.Armazenamento de grãos reduz perdas após a colheitaOutra alternativa utilizadas no agronegócio é o silo bolsa, estrutura flexível de plástico que permite armazenar grãos na própria propriedade rural.Quando utilizado corretamente e sob condições adequadas, o sistema possibilita conservar grãos por períodos prolongados, reduzindo a dependência imediata de estruturas convencionais de armazenagem. Segundo a Braskem, o armazenamento pode chegar a 12 meses sem perda nutricional, desde que sejam respeitadas as condições necessárias de conservação.A solução pode oferecer flexibilidade ao produtor na organização da logística e no planejamento da retirada dos grãos. Entretanto, a conservação depende de fatores como a umidade do produto, a integridade da bolsa e o manejo durante o armazenamento.Uso do plástico exige atenção ao ciclo de vidaEmbora a plasticultura ofereça aplicações para proteção e conservação dos alimentos, seu uso também exige planejamento para o descarte e a destinação dos materiais após o período de utilização.Filmes agrícolas, coberturas e outros componentes precisam ser recolhidos e encaminhados para destinação adequada, conforme suas características e as condições locais de reciclagem. A gestão desses resíduos é parte importante da avaliação dos benefícios ambientais das tecnologias.A Braskem afirma que trabalha no desenvolvimento de soluções para diferentes setores, incluindo o agronegócio, e que busca ampliar a circularidade do plástico e o uso de materiais de fonte renovável.

Após doença de Newcastle, governo declara emergência zoossanitária

22 October 2026 at 18:06
Após a detecção de doença de Newcastle em uma granja de perus, em Santa Catarina, o governo federal decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em cidades nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova ErechimA emergência foi declarada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e resultou na restrição da importação da carne de frango brasileira para pelo menos cinco parceiros comerciais:MéxicoChinaChileMalásiaArábia Saudita"O Mapa também notificou oficialmente a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e comunicou o foco aos parceiros comerciais bilaterais, compartilhando as informações técnicas iniciais sobre o evento e as medidas sanitárias adotadas".Doença de NewcastleA doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1). A granja tem cerca de 6 mil aves e não foram destinadas à produção de carne para consumo. O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com a suspensão da movimentação de aves, mantendo-as na propriedade, até atualização da investigação.Os sintomas são:Espirros e respiração ofegante;Asas caídasPernas distendidasTorção de cabeça e pescoçoFalta de apetiteDiarreia esverdeada.Doença atinge humanos?Apesar de ser uma doença altamente contagiosa e ter tido medidas de contenção para controlar a ocorrência, segundo a OMSA, a doença é classificada como uma zoonose de menor importância, o que significa que o vírus pode infectar pessoas, mas as manifestações clínicas geralmente são leves e passageiras. A conjuntivite está entre os principais sintomas associados à infecção humana.A exposição ocorre sobretudo pelo contato direto com aves infectadas ou materiais contaminados, situação que merece atenção especial entre profissionais envolvidos na criação, no manejo e na manipulação desses animais.O consumo de produtos avícolas permanece seguro, sem contraindicações, informou o MAPA, em nota oficial. Portanto, o consumo de carnes e ovos devidamente cozidos continua sendo considerado seguro.

Depois do cacau, açaí terá novas regras de polpa nos produtos

22 October 2026 at 14:01
Após as mudanças com a quantidade de cacau nos chocolates, agora foi a vez do açaí vendido no Brasil ter novas regras em sua composição e rotulagem. Um projeto de lei, da Câmara dos Deputados, estabelece percentuais mínimos de polpa da fruta para diferentes alimentos e bebidas.O Projeto de Lei 2713/2026, de autoria do deputado José Priante (MDB-PA), pretende evitar que produtos com pequenas quantidades de açaí utilizem o nome da fruta como principal identificação comercial.Para que os produtos anunciem o açaí como ingrediente principal, é preciso ter ao menos 30% de polpa na composição total do produto. O texto também estabelece que a polpa utilizada deverá apresentar, no mínimo, 14% de sólidos totais.A exigência busca dar mais transparência ao consumidor, que nem sempre consegue identificar a quantidade real da fruta em cremes, sobremesas e bebidas industrializadas.Quanto de polpa cada produto deverá ter?O projeto estabelece percentuais específicos conforme a categoria do alimento. Confira os limites previstos:Creme de açaí: mínimo de 40% de polpa;Açaí tradicional: mínimo de 30%;Frozen de açaí: mínimo de 25%;Sorvete de açaí: mínimo de 20%;Bebida de açaí: mínimo de 10%.Os percentuais consideram as diferenças entre as categorias. Uma bebida, por exemplo, pode conter outros ingredientes e apresentar menor concentração de polpa do que um creme. A proposta também estabelece uma regra geral de 30% para o uso de “açaí” como denominação principal. A aplicação dessa exigência às categorias com limites inferiores dependerá da interpretação e da redação definitiva da legislação.Embalagens terão que mostrar a quantidade de açaíOutra mudança prevista envolve a identificação dos produtos. Caso o Congresso aprove a proposta, os fabricantes deverão informar o percentual de polpa de açaí na parte frontal das embalagens.O texto determina o uso da indicação “Contém % de polpa de açaí“, com o preenchimento do percentual correspondente à composição do alimento.A proposta também proíbe imagens e expressões publicitárias capazes de induzir o consumidor a uma interpretação equivocada sobre a quantidade de fruta presente no produto.Na prática, a medida pretende facilitar a comparação entre marcas e categorias, permitindo que o consumidor identifique a concentração de açaí sem depender apenas do nome comercial.

Newcastle: o que se sabe sobre nova doença descoberta em granja

20 October 2026 at 18:36
Uma nova doença descoberta em uma granja de perus, em Nova Itaberaba, em Santa Catarina, no domingo, 18, fez com que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuasse com medidas de controle, contenção e erradicação do foco na região.A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1). A granja tem cerca de 6 mil aves e não foram destinadas à produção de carne para consumo.O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com a suspensão da movimentação de aves, mantendo-as na propriedade, até atualização da investigação.O que é o Newcastle?A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral altamente contagiosa e frequentemente grave, registrada em todo o mundo, que afeta mais de 200 espécies de aves. registrada em todo o mundo.Os sintomas são:Espirros e respiração ofegante;Asas caídasPernas distendidasTorção de cabeça e pescoçoFalta de apetiteDiarreia esverdeada.Doença pode atingir humanos?Apesar de ser uma doença altamente contagiosa e ter tido medidas de contenção para controlar a ocorrência, segundo a OMSA, a doença é classificada como uma zoonose de menor importância, o que significa que o vírus pode infectar pessoas, mas as manifestações clínicas geralmente são leves e passageiras. A conjuntivite está entre os principais sintomas associados à infecção humana.A exposição ocorre sobretudo pelo contato direto com aves infectadas ou materiais contaminados, situação que merece atenção especial entre profissionais envolvidos na criação, no manejo e na manipulação desses animais. O consumo de produtos avícolas permanece seguro, sem contraindicações, informou o MAPA, em nota oficial. Portanto, o consumo de carnes e ovos devidamente cozidos continua sendo considerado seguro.Impacto econômicoUm dia após a divulgação da investigação, o MAPA anunciou que algumas restrições temporárias foram impostas em alguns países ao Brasil. Alguns produtos tiveram exportações suspensas, entre eles estão:Suspensão de importação provenientes de todo o Brasil (México):Aves vivas;Carne e miúdos de aves;Ovos férteis;Pintinhos de até três dias;Aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização;Aves de companhia.Suspensão das importações provenientes de Santa Catarina (China):Carne de aves)Suspensão das importações provenientes de Santa Catarina (Chile)Ovos férteis;Ovos SPF;Pintinhos de um dia;Aves ornamentais;Carne fresca de aves;Ovos para consumo humano;Produtos cárneos contendo carne fresca de avesNo caso da China, a restrição foi limitada a Santa Catarina após negociação conduzida pelo governo brasileiro. A atuação do Mapa permitiu evitar a suspensão das importações provenientes de todo o território nacional.“O Mapa mantém articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas. A atuação busca assegurar a transparência das informações e avançar nas tratativas para a retomada segura do comércio, em conformidade com os requisitos sanitários de cada mercado”, disse o ministério em nota.O MAPA não informou o impacto na balança comercial com a suspensão das exportação a esses países.Newcastle no BrasilO foco em Nova Itaberaba é o primeiro registro da doença no país desde o caso confirmado em 17 de julho de 2024, em Anta Gorda (RS). Naquele episódio, o Brasil comunicou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a conclusão das ações de controle. A emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul foi encerrada em agosto daquele ano.

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