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Artista algarvia Cristina Calvino leva vídeo-poema ‘Poeira do Medo’ a festival internacional em Oeiras

A artista e poetisa residente no Algarve Cristina Calvino vai estar representada no MOON — Festival Internacional de Videopoesia com Poeira do Medo, uma criação que combina poesia, performance e música, realizada por Rui António e com banda sonora de Carlos Zíngaro. A obra será exibida a 8 de novembro, às 15:00, no Templo da Poesia, em Oeiras, numa iniciativa de entrada livre.

O festival decorre nos dias 7 e 8 de novembro, reunindo propostas artísticas que exploram as possibilidades expressivas da poesia através da imagem em movimento.

A seleção de Poeira do Medo permite dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por Cristina Calvino, cujo percurso artístico se tem distinguido pela experimentação de diferentes formas de expressão, conjugando a palavra, a música, a voz e o movimento corporal.

Cristina Calvino cruza poesia, jazz e performance no seu percurso artístico

Residente no Algarve, Cristina Calvino tem desenvolvido um trabalho artístico centrado na relação entre a poesia e outras linguagens, particularmente o jazz e a performance improvisada.

A sua atividade explora as possibilidades de interação entre a voz, o corpo e a palavra, procurando estabelecer novas formas de comunicação artística através da interpretação poética.

Neste contexto, a artista tem colaborado com o músico e contrabaixista Zé Eduardo, numa abordagem que valoriza o diálogo entre a improvisação musical e a expressão poética.

O seu percurso inclui igualmente a coordenação do coro LerALto e a responsabilidade pela programação cultural e artística da Cooperativa DevagarQueTenhoPressa, sediada em Alcantarilha, no concelho de Silves.

Em Poeira do Medo, Cristina Calvino é responsável pelo poema, pela performance e pela voz, elementos que constituem a base da criação audiovisual.

A obra procura explorar a relação entre o texto poético, a presença performativa e a composição sonora, utilizando o vídeo como espaço de experimentação e de encontro entre diferentes expressões artísticas.

Rui António assina realização e Carlos Zíngaro compõe banda sonora

A realização do vídeo-poema é da responsabilidade de Rui António, professor, artista de média-arte digital e investigador, cuja atividade se desenvolve na interseção entre a arte digital, o cinema interativo e a narrativa algorítmica.

O seu percurso artístico abrange diferentes formatos e linguagens, incluindo instalações interativas, videoarte e realização cinematográfica e promocional.

A componente musical de Poeira do Medo é assinada por Carlos Zíngaro, responsável pela banda sonora que acompanha a interpretação poética de Cristina Calvino.

A conjugação destas três componentes – poesia e performance, realização audiovisual e composição musical – dá origem a uma criação que explora as possibilidades expressivas do vídeo enquanto suporte artístico.

A apresentação de Poeira do Medo está marcada para domingo, 8 de novembro, às 15:00, no Templo da Poesia, em Oeiras, integrada na programação do MOON – Festival Internacional de Videopoesia, que decorre durante dois dias, com entrada gratuita.

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Ex-concorrente da Casa dos Segredos detida na Tailândia durante uma aula de culinária: regresso a Portugal pode estar para breve

Daniela Pimenta, antiga concorrente da Casa dos Segredos, da TVI, foi detida na Tailândia enquanto participava numa aula de culinária num restaurante. A portuguesa, de 40 anos, encontrava-se em situação irregular no país há cerca de cinco anos e poderá estar perto de regressar a Portugal.

A ex-concorrente está sob custódia das autoridades tailandesas, acompanhada pelos quatro filhos, mas não se encontra numa prisão. O Correio da Manhã cita o comentador Léo Caeiro que referiu, na quarta-feira, 21 de outubro, durante o programa Olá, Bom Dia!, da CMTV, que Daniela Pimenta aguarda a regularização dos documentos necessários para abandonar o país asiático.

Daniela Pimenta aguarda documentação para regressar a Portugal

Segundo a mesma fonte, a antiga participante do programa da TVI encontra-se detida há cerca de uma semana, depois de os serviços de imigração terem identificado a sua permanência irregular na Tailândia. Apesar da situação, Léo Caeiro garantiu que Daniela Pimenta está bem e que não se encontra num estabelecimento prisional.

O comentador explicou que o regresso depende da validação de documentação pelas autoridades tailandesas. Até ao momento, não foi divulgada uma data oficial para a chegada de Daniela Pimenta a Portugal.

O que aconteceu aos quatro filhos da ex-concorrente?

Uma das principais questões levantadas após a detenção esteve relacionada com o paradeiro das quatro crianças. A mesma fonte adianta que Daniela Pimenta continua acompanhada pelos filhos, esclarecendo assim as dúvidas que surgiram sobre a situação familiar desde que as autoridades tailandesas intervieram.

A antiga concorrente vivia há aproximadamente seis anos na Tailândia com o marido, Pedro Mourato, e os quatro filhos do casal. O mais novo nasceu naquele país e, segundo a publicação, terá também nacionalidade portuguesa. A família encontra-se agora perante a possibilidade de regressar a Portugal, embora ainda não tenham sido esclarecidos todos os procedimentos associados à saída das crianças.

Marido de Daniela Pimenta foi detido há cerca de um ano

Pedro Mourato encontra-se detido na Tailândia desde 2025, depois de ter sido reconhecido por um turista português num centro comercial. O empresário é acusado de envolvimento em alegados esquemas fraudulentos relacionados com criptomoedas e cartões de crédito, num processo que, segundo as informações divulgadas, poderá envolver valores superiores a 500 milhões de euros.

Em Portugal, existem também acusações relacionadas com alegadas burlas a pessoas próximas do casal. Entre os nomes referidos encontram-se João Malheiro, padrinho de um dos filhos, Rúben Boa Nova, antigo concorrente de reality shows, e António Queirós, vencedor da edição da Casa dos Segredos em que Daniela Pimenta participou.

Daniela Pimenta já tinha negado as acusações

A ligação da antiga concorrente às suspeitas que envolvem o marido não é recente. Em declarações à revista Nova Gente, citadas pelo Correio da Manhã, João Malheiro afirmou acreditar que Daniela Pimenta também teve participação nos alegados esquemas, defendendo que não seria apenas uma pessoa prejudicada pela situação.

Contudo, a própria Daniela Pimenta já tinha rejeitado publicamente as acusações em 2018. Numa entrevista concedida à revista TV Mais, considerou falsas as suspeitas divulgadas na altura e afirmou que a situação estava a afetar a sua vida pessoal e familiar. Com o eventual regresso a Portugal, permanece por esclarecer quais os procedimentos judiciais que poderão vir a ser aplicados à antiga concorrente da TVI.

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Algarve Show Team conquista sexto lugar no Mundial de patinagem artística no Paraguai

A conquista do sexto lugar no Campeonato do Mundo de Show e Precisão de patinagem artística, realizado no Paraguai, colocou o Algarve Show Team entre as equipas em destaque na competição internacional. O grupo, que reúne atletas de clubes de Olhão e Albufeira, representou Portugal num evento que constituiu também uma oportunidade de aprendizagem e evolução desportiva.

Fundado em 2018, o Algarve Show Team resulta atualmente de uma parceria entre o Clube Desportivo “Os Olhanenses” e a Associação Recreativa de Patinagem Artística Paderne-Albufeira, desenvolvendo um projeto competitivo assente na preparação técnica, na expressão artística e no trabalho coletivo.

O sexto lugar alcançado no Paraguai representa mais uma etapa no percurso internacional da equipa algarvia, que tem procurado consolidar a sua presença nas competições de Show e Precisão.

Treinadores destacam evolução das atletas e importância do trabalho em equipa

A fundadora do projeto e treinadora-coordenadora, Célia Busatori, considera que a participação no Campeonato do Mundo constitui um motivo de orgulho, não apenas pela classificação obtida, mas também pelo percurso de desenvolvimento das atletas.

A responsável destaca o empenho demonstrado pelo grupo e a importância de valores como a formação humana, o espírito de equipa e a capacidade de superar desafios ao longo da preparação e da competição.

Também Bruno Teodósio, treinador e coreógrafo do Algarve Show Team, faz um balanço positivo da participação, salientando o crescimento da equipa e o compromisso demonstrado pelas atletas durante a época desportiva.

Para os dois responsáveis, o resultado alcançado reflete o trabalho desenvolvido pelo grupo, mas a experiência internacional assumiu igualmente uma dimensão formativa, permitindo aprofundar conhecimentos e reforçar competências técnicas e artísticas.

A participação no Mundial proporcionou ainda o contacto direto com algumas das melhores equipas internacionais, permitindo observar diferentes abordagens à modalidade e conhecer novos níveis de exigência competitiva.

Segundo os treinadores, esta experiência trouxe referências importantes para a preparação futura, contribuindo para o aperfeiçoamento das atletas e para a evolução do projeto.

Sexto lugar mundial reforça ambições do projeto algarvio

A presença no Campeonato do Mundo de Show e Precisão permitiu ao Algarve Show Team avaliar o seu desempenho num contexto de elevada exigência e recolher experiências que poderão ser aplicadas no trabalho desenvolvido nos clubes de origem.

A equipa considera que a competição constituiu uma oportunidade para consolidar competências, reforçar a motivação das atletas e aprofundar o conhecimento sobre a evolução internacional da disciplina.

Célia Busatori e Bruno Teodósio manifestaram satisfação com o percurso realizado e agradeceram o apoio das atletas, das famílias, dos clubes e das entidades que contribuíram para viabilizar a participação no Mundial.

A classificação alcançada no Paraguai representa um novo resultado internacional para o projeto criado em 2018, que mantém como objetivos a formação de atletas, o aperfeiçoamento técnico e artístico e a participação em competições de elevado nível.

Com o sexto lugar mundial, o Algarve Show Team reforça o percurso competitivo construído através da colaboração entre os clubes de Olhão e Albufeira, procurando continuar a desenvolver a patinagem artística e a representar o Algarve e Portugal nas principais competições da modalidade.

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Tavira celebra sucesso da primeira edição da INCULTA com poesia, música e participação das escolas

A primeira edição da INCULTA – Iniciativa Cultural Álvaro de Campos, realizada entre 15 e 17 de outubro, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, terminou com um balanço positivo por parte da organização, depois de três dias de atividades que aproximaram a literatura, as artes e a comunidade educativa, através de exposições, oficinas criativas, debates e espetáculos.

Organizada pela Casa Álvaro de Campos, em parceria com o Município de Tavira e os Agrupamentos de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia e D. Manuel I, a iniciativa procurou valorizar a palavra enquanto instrumento de criação artística, conhecimento e participação cultural.

O envolvimento de alunos e professores foi um dos aspetos destacados pela organização, que sublinhou a importância da colaboração das escolas na concretização das atividades e na aproximação dos jovens à literatura e a diferentes formas de expressão artística.

Alunos deram nova vida à poesia de Álvaro de Campos através do hip-hop e das artes visuais

A programação começou a 15 de outubro com a inauguração da exposição “Os Campos de Álvaro de Campos”, que reuniu trabalhos plásticos desenvolvidos por alunos a partir de interpretações pessoais da obra do poeta e de outros criadores.

As propostas apresentadas exploraram diferentes linguagens visuais, permitindo aos jovens estabelecer uma relação entre a criação artística contemporânea e o património literário.

Outro dos momentos da iniciativa foi a oficina “Ritmo e Poesia – Do Beat ao Videoclipe”, na qual os participantes trabalharam versos da “Ode Triunfal”, de Álvaro de Campos, através do hip-hop e da produção videográfica.

Desta experiência resultou a criação “Rap Triunfal”, que procurou aproximar a poesia de novas sonoridades e formas de comunicação artística.

A programação incluiu ainda a performance “O menino de sua mãe”, integrada no projeto CriarLab, dirigido à comunidade educativa e destinado a incentivar o contacto com os processos de criação e interpretação artística.

Segundo a Casa Álvaro de Campos, os trabalhos desenvolvidos revelaram qualidade artística, tendo o empenho dos professores desempenhado um papel determinante na integração das artes no percurso educativo dos alunos.

Lídia Jorge participou em debates sobre literatura, identidade e cultura

A primeira edição da INCULTA contou também com os “Diálogos INCULTA”, que reuniram escritores e investigadores para refletir sobre a obra de Álvaro de Campos e a sua relação com diferentes dimensões culturais e sociais.

Entre os convidados estiveram Manuel Moya, Ana Cristina Matias, Adriana Nogueira, Pedro Prista e a escritora algarvia Lídia Jorge.

As intervenções abordaram temas como a palavra, a cultura, a identidade, o território, a alteridade e a lusofonia, promovendo diferentes perspetivas sobre a criação literária e a sua ligação à sociedade.

A organização destacou a profundidade e a originalidade das reflexões apresentadas, considerando que os encontros abriram caminho a novos debates sobre estas matérias.

A participação de autores e investigadores permitiu, assim, alargar a programação para além das atividades artísticas, criando oportunidades de partilha de conhecimento e discussão em torno do património literário.

Espetáculo final recuperou vozes de escritoras algarvias pouco conhecidas

O encerramento da iniciativa ficou marcado pelo espetáculo “Mulheres que escreveram e não li”, uma proposta artística dedicada à valorização de autoras algarvias pouco conhecidas.

A apresentação cruzou poesia, performance e música, procurando recuperar e divulgar obras e percursos literários que permanecem pouco presentes no conhecimento público.

Através desta abordagem, o espetáculo chamou a atenção para a importância de preservar e divulgar o património literário feminino da região, proporcionando ao público o contacto com diferentes vozes e expressões artísticas.

No balanço da primeira edição, a Casa Álvaro de Campos considera que a INCULTA conseguiu estabelecer uma ligação entre a comunidade educativa, os criadores e o público, através de uma programação diversificada e participativa.

A organização pretende dar continuidade à iniciativa, aprofundando o trabalho desenvolvido e criando novas oportunidades de encontro entre a literatura, as artes e a comunidade.

Com esta primeira edição, a INCULTA procurou reforçar a presença da criação literária e artística na vida cultural de Tavira, valorizando simultaneamente o património associado a Álvaro de Campos e as possibilidades de diálogo com as expressões culturais contemporâneas.

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Mexilhoeira Grande celebra 27 anos como vila com concertos, futebol e inauguração de relvado

A inauguração do novo relvado sintético do Campo Municipal, um concerto dos Al Mouraria e o lançamento de um jornal mensal estão entre os destaques das comemorações do 27.º aniversário da elevação da Mexilhoeira Grande à categoria de vila, no concelho de Portimão. O programa realiza-se a 1 de novembro e inclui ainda uma sessão solene, homenagens a personalidades locais, futebol, um magusto e um baile.

As celebrações pretendem assinalar a história e a identidade da localidade, reunindo iniciativas nas áreas do desporto, da cultura, da promoção turística e da valorização dos produtos locais.

Organizado pela Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande, o programa começa às 10:00, com o tradicional hastear da bandeira, e prolonga-se até à noite, envolvendo diferentes espaços da vila.

Novo relvado sintético inaugurado com jogo entre Mexilhoeira Grande e Lagoa

As comemorações arrancam na sede da Junta de Freguesia, às 10:00, com a cerimónia de hastear da bandeira, acompanhada pelo Hino Nacional, interpretado pela Banda da Sociedade Filarmónica Portimonense.

Às 10:20, será inaugurado o novo relvado sintético do Campo Municipal da Mexilhoeira Grande, numa cerimónia que contará também com a participação da banda filarmónica, prevista para as 10:40.

O novo equipamento será palco, às 11:00, de um encontro de futebol entre o Mexilhoeira Grande FC e o Grupo Desportivo de Lagoa, a contar para o Campeonato Distrital de Iniciados da Associação de Futebol do Algarve.

O presidente da Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande, Ricardo Sobral, considera que a inauguração representa um investimento importante nas condições para a prática desportiva, particularmente entre os mais jovens.

“Contamos também com a inauguração do novo relvado sintético, que demonstra a forte aposta da Junta de Freguesia e do Município de Portimão no desporto e, sobretudo, na formação das camadas mais novas, mas também do lançamento de um novo vídeo promocional para promover a freguesia da Mexilhoeira Grande enquanto destino rico em património natural, cultural e desportivo”, afirma o autarca.

Sessão solene inclui homenagens e lançamento de jornal mensal

A programação prossegue às 15:00, na Igreja Matriz da Mexilhoeira Grande, com a sessão solene comemorativa do 27.º aniversário da elevação à categoria de vila.

A cerimónia terá início com intervenções institucionais, seguindo-se uma homenagem a personalidades da comunidade que se distinguiram pelo seu contributo para o desenvolvimento da freguesia.

Outro dos momentos previstos é a apresentação do vídeo promocional “Mexilhoeira Grande – Um Algarve por Descobrir”, concebido para divulgar o património e os atrativos da freguesia enquanto destino turístico.

A sessão ficará ainda marcada pelo lançamento do jornal mensal “Ecos da Nossa Terra”, uma nova publicação dedicada à atividade da Junta de Freguesia e aos projetos desenvolvidos em diferentes áreas.

Segundo a autarquia, o jornal pretende reforçar a proximidade com a população e divulgar as iniciativas e parcerias realizadas em articulação com a Câmara Municipal de Portimão, dando particular atenção à identidade local, ao património, à cultura e às tradições.

Ricardo Sobral destaca a diversidade da programação e o significado das celebrações para a comunidade.

“Será um dia em que pretendemos destacar a dinâmica da nossa vila, mostrar a riqueza do nosso território e enaltecer o percurso de personalidades da nossa terra que, em muito têm contribuído para dar outra dimensão à freguesia”, sublinha o presidente da Junta.

Al Mouraria, produtos locais e magusto encerram comemorações

A partir das 16:30, o programa desloca-se para o adro da Igreja Matriz, onde estará instalado um recinto com expositores de produtos locais e espaços de comes e bebes.

Às 18:00, realiza-se um concerto dos Al Mouraria, grupo musical cujas origens remontam a um projeto iniciado em 2002 e que combina sonoridades tradicionais do fado com uma abordagem contemporânea ao género.

A atuação integra a componente cultural das comemorações, proporcionando um momento musical à população e aos visitantes.

O encerramento está marcado para as 19:30, com a realização de um magusto tradicional, acompanhado por um baile animado pelo artista Humberto Silva.

A Junta de Freguesia pretende que o conjunto de atividades contribua para valorizar o património, promover a economia local e proporcionar momentos de encontro entre diferentes gerações.

As comemorações do 27.º aniversário da elevação da Mexilhoeira Grande à categoria de vila procuram, assim, assinalar o percurso da localidade e dar visibilidade às iniciativas que têm contribuído para o seu desenvolvimento cultural, social e desportivo.

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A ÁGUAS DO ALGARVE, S.A., PRETENDE RECRUTAR TÉCNICO/A SUPERIOR DE OPERAÇÃO (M/F)

Missão: Possuindo conhecimentos técnicos na área onde se encontra inserido, aplica uma gama variada de métodos e procedimentos padronizados e presta apoio na implementação e na manutenção de processos desenvolvidos na área de operação do abastecimento de água.

Formação académica:

  • Formação académica superior em Engenharia do Ambiente, ou Química, ou outro ramo científico adequado (Licenciatura pré-Bolonha ou mestrado pós-Bolonha).

Perfil técnico:

  • Experiência em Operação de Sistemas de Tratamento e Abastecimento de Água (preferencial);
  • Conhecimento em qualidade da água para consumo humano.

Principais responsabilidades:

  • Apoiar o planeamento e o controlo da operação dos sistemas de abastecimento de água nomeadamente dos diversos sistemas de captações estratégicas;
  • Apoiar a recolha, compilação e análise da informação sobre a atividade da área de operação, do sistema de abastecimento de água em alta, contribuindo para a emissão de pareceres e elaboração de relatórios técnicos;
  • Apoiar a verificação do desempenho, do estado de funcionamento e conservação das infraestruturas do sistema de abastecimento de água em alta e do tratamento da água para consumo humano, acompanhando intervenções de integração e colocação em serviço;
  • Pode desempenhar, na empresa, outras tarefas, de acordo com as suas capacidades e competências, necessárias ao bom funcionamento da empresa, sempre que para tal seja solicitado, afins ou funcionalmente ligadas e que não impliquem desvalorização profissional nem modificação substancial da posição do trabalhador, salvo acordo deste.

Outros requisitos:

  • Capacidade para trabalhar em equipa e estabelecer relações interpessoais e de comunicação;
  • Atitude proativa e positiva perante obstáculos e desafios profissionais;
  • Capacidade para comunicar numa equipa multidisciplinar;
  • Disponibilidade para o trabalho em regime de Prevenção Domiciliária;
  • Carta de condução de viaturas ligeiras.

Processo Seletivo:

  • Os/As candidatos/as selecionados/as serão contactados/as para realização de entrevista individual.

Local de Trabalho:

  • ETA de Tavira/ETA de Beliche.

Oferta:

Oportunidade de integração num grupo de referência com um projeto desafiante.

O enquadramento remuneratório na função está sujeito às disposições da Lei do Orçamento de Estado e outra legislação conexa aplicável às Empresas do Grupo AdP.

Os/as candidatos/as interessados/as deverão enviar a sua candidatura, acompanhada de Curriculum Vitae detalhado, até ao dia 05 de novembro de 2026 para o endereço de e-mail geral.ada@adp.pt com a referência: «AdA.14_26_TS_DEA_ZN».

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Sabia que Aljezur já foi praticamente uma ilha? Assoreamento alterou a paisagem mas o nome da vila guarda a memória

Quem visita atualmente Aljezur encontra uma vila de casas brancas, ruas estreitas e um castelo que domina a paisagem. Porém, há cerca de mil anos, a configuração daquele território seria bastante diferente, uma vez que a povoação esteve praticamente rodeada de água e chegou a desempenhar um papel importante na circulação fluvial da região.

A explicação para esta particularidade encontra-se no próprio nome da vila. De acordo com o portal Visit Portugal, durante o século X, Aljezur seria uma espécie de ilha, contornada pela ribeira que atravessa a localidade. Esta configuração está associada à designação árabe al-Yazira, que significa precisamente “a ilha”.

Ribeira de Aljezur já foi utilizada como porto fluvial

A presença da água não se limitava a definir os contornos da povoação. Durante o período de domínio muçulmano, a ribeira de Aljezur teve também importância na circulação de embarcações, tendo a localidade funcionado como porto fluvial. A mesma fonte refere que esta ligação chegou a integrar a atividade portuária do antigo Império Almorávida.

De salientar que Aljezur foi um importante entreposto comercial algarvio durante a época árabe. A ribeira era navegável antes do terramoto de 1755, permitindo a ligação entre a povoação e outros pontos da região através de uma via de transporte que, entretanto, perdeu as suas antigas características.

O assoreamento acabou por transformar a paisagem

Com o passar dos séculos, a acumulação de sedimentos na ribeira contribuiu para modificar as condições de navegação. Este fenómeno, conhecido como assoreamento, ocorre quando materiais transportados pela água se depositam no leito, podendo reduzir a profundidade dos cursos de água e dificultar a passagem de embarcações.

O blog VagaMundos associa a perda da antiga navegabilidade da ribeira a este processo de transformação. Atualmente, a paisagem observada a partir da vila é dominada por terrenos agrícolas e zonas de vegetação, bastante diferentes do cenário que terá caracterizado Aljezur quando a água desempenhava um papel mais relevante nas deslocações e nas atividades comerciais.

Castelo de Aljezur conserva vestígios do passado muçulmano

Um dos principais testemunhos desse período encontra-se no ponto mais elevado da vila. O Castelo de Aljezur terá sido construído pelos muçulmanos no século X, num cerro de xisto que permitia observar a povoação e os terrenos circundantes. A sua localização proporcionava condições de vigilância sobre uma área que tinha uma configuração distinta da atual.

Os vestígios arqueológicos identificados no local revelam uma ocupação humana muito anterior à construção da fortificação, com testemunhos que remontam à Idade do Bronze. Atualmente, permanecem visíveis partes das muralhas e duas torres, uma circular e outra retangular, que integram o conjunto histórico da antiga estrutura defensiva.

A influência árabe continua presente nas ruas da vila

Além do castelo, o centro histórico de Aljezur conserva características associadas ao seu passado islâmico. As ruas estreitas e sinuosas atravessam um conjunto de habitações tradicionais, com fachadas caiadas de branco, platibandas e elementos coloridos nas portas e janelas. O Visit Portugal compara esta disposição urbana à das antigas medinas árabes.

A partir das zonas mais elevadas, nomeadamente do castelo, é possível observar a várzea de Aljezur e o percurso da ribeira, elementos que ajudam a compreender a importância que a água teve na história local. Entre os espaços que preservam a memória da povoação encontram-se ainda o Museu Municipal, instalado nos antigos Paços do Concelho, e a Casa Museu Pintor José Cercas, dedicada ao artista natural de Aljezur.

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Grândola vila obscena | Por Tiago Manuel

Grândola, vila obscena
Terra da privacidade 
O povo é quem mais serena 
Quem tem pasta é autoridade!

Quem tem pasta é autoridade 
O povo é quem mais serena 
Praia refém da propriedade 
Grândola, vila obscena!

Em cada praia um porteiro 
Em cada rosto vaidade 
Para entrar, conta o dinheiro 
E o capital dá exclusividade!

E o capital dá exclusividade! 
Para entrar, conta o dinheiro 
Em cada rosto vaidade 
Em cada esquina um porteiro!

À sombra duma carteira 
Com robusta capacidade 
Fica a praia atrás da barreira 
E à porta a comunidade!

E à porta a comunidade 
Fica a praia atrás da barreira 
Com robusta capacidade 
À sombra duma carteira!

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Telemóvel em alta-voz ao volante: o que é permitido e quando pode dar multa

Atender uma chamada em alta-voz enquanto conduz é permitido em Portugal, desde que a utilização não implique manuseamento continuado do equipamento. A forma como o telemóvel é usado determina se existe uma infração, mesmo quando a conversa é ouvida pelo altifalante.

A regra consta do artigo 84.º do Código da Estrada, que proíbe, durante a marcha do veículo, a utilização ou o manuseamento continuado de equipamentos suscetíveis de prejudicar a condução, incluindo telemóveis e auscultadores. A legislação prevê, contudo, algumas exceções.

Em que condições pode utilizar o alta-voz?

A lei permite utilizar “aparelhos dotados de um único auricular ou microfone com sistema de alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado”.

Assim, uma chamada atendida através dos comandos do volante ou de um sistema de voz, sem necessidade de mexer continuamente no telefone, pode enquadrar-se na exceção prevista no Código da Estrada.

O telemóvel pode estar ligado ao sistema de mãos livres do automóvel ou colocado num suporte adequado. Em qualquer destas situações, o condutor deve evitar interações prolongadas com o aparelho durante a condução.

Segurar no telemóvel pode constituir uma infração

Segundo o Automóvel Club de Portugal, manter o telefone na mão durante uma chamada em alta-voz pode ser interpretado como utilização indevida, mesmo sem o encostar ao ouvido.

Procurar um contacto, escrever uma mensagem, consultar notificações ou mexer repetidamente numa aplicação são exemplos de comportamentos que desviam a atenção da estrada. A ativação do altifalante não afasta as regras relativas ao manuseamento do equipamento.

Coima pode chegar aos 1.250 euros

A utilização indevida do telemóvel durante a condução constitui uma contraordenação grave. De acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, está prevista uma coima entre 250 e 1.250 euros, a perda de três pontos na carta e uma sanção acessória de inibição de conduzir entre um e 12 meses.

A perda de pontos ocorre depois de a decisão sobre a infração se tornar definitiva, conforme esclarece a autoridade.

Mesmo com mãos livres, a atenção pode diminuir

Uma chamada legalmente permitida também pode comprometer a concentração. O ACP alerta que conversar ao telefone, mesmo através de um sistema de mãos livres, pode reduzir a atenção disponível para acompanhar o trânsito.

Antes de arrancar, a recomendação é configurar a ligação ao automóvel, definir o percurso e preparar as funções necessárias. Durante a viagem, devem privilegiar-se os comandos integrados e evitar-se interações prolongadas com o ecrã.

Se for necessário escrever, procurar informação ou alterar definições, a opção mais segura é estacionar num local permitido e só depois utilizar o telefone. Sempre que possível, a chamada deve ficar para mais tarde.

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Bensafrim guarda vestígios de escrita com 2.500 anos que projeto quer dar a conhecer

Vestígios de uma escrita com cerca de 2.500 anos, encontrados em antigas necrópoles da Fonte Velha, em Bensafrim, no concelho de Lagos, estão no centro de um projeto de valorização do património arqueológico e rural. A iniciativa Rotas Rurais pretende dar a conhecer a importância histórica deste território, onde foram descobertas várias estelas com inscrições que continuam por decifrar.

Entre os achados arqueológicos destacam-se uma estela de grandes dimensões e um disco de ouro associado à Idade do Ferro, atualmente conservados no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz. Os objetos testemunham a presença de comunidades que utilizaram aquele território como espaço funerário durante a Idade do Ferro e a época romana.

A estela foi recolhida no final do século XIX, durante escavações arqueológicas realizadas no Algarve sob a direção de António dos Santos Rocha e Estácio da Veiga. Natural da Figueira da Foz e fundador da Sociedade Arqueológica naquela cidade, Santos Rocha levou a peça para a sua terra natal, onde permanece integrada no acervo museológico.

“Há 2.500 anos, nós sabíamos escrever como poucos na Europa. Éramos dos mais inovadores neste território, que abrange o Baixo Alentejo e a Serra do Algarve”, afirma o arqueólogo Pedro Barros, consultor científico do projeto Rotas Rurais, desenvolvido para promover o património arqueológico, rural e agrícola de Bensafrim, Barão de São João e Odiáxere.

Estelas com inscrições continuam a desafiar os investigadores

Só em Bensafrim foram identificadas seis estelas, entre as quais a peça de maiores dimensões, com 1,35 metros de altura, que se encontra exposta na Figueira da Foz.

Os investigadores admitem que estas estruturas de pedra estariam associadas a práticas funerárias e poderiam também funcionar como marcos territoriais. Contudo, o significado das inscrições permanece desconhecido, uma vez que a escrita do Sudoeste ainda não foi decifrada.

“Como tem influência Fenícia, proveniente do Mediterrâneo oriental, escreve-se de forma contrária à nossa, ou seja, de baixo para cima e da direita para a esquerda”, explica Pedro Barros, acrescentando que os caracteres surgem organizados em espiral, sem separação entre palavras ou sinais de pontuação.

Localização da antiga necrópole permanece desconhecida

A necrópole da Idade do Ferro da Fonte Velha é considerada pelo arqueólogo uma das maiores do sul de Portugal, tendo em conta a sua dimensão, o conjunto de estelas descobertas e as características dos enterramentos descritos nos registos antigos.

Apesar das tentativas realizadas no final da década de 1990 e em 2014, a localização exata do sítio arqueológico continua por identificar.

“Apesar deste esforço, não se conseguiu voltar a localizar a necrópole da Fonte Velha de Bensafrim”, reconhece Pedro Barros.

O investigador sublinha também que continuam por identificar os locais onde habitavam as comunidades responsáveis pelos enterramentos: “Das escavações antigas conhecemos os espaços da morte, mas nunca foi identificado o sítio onde as pessoas viviam”.

Os registos arqueológicos do século XIX descrevem enterramentos em cistas, estruturas construídas com lajes de pedra colocadas verticalmente, embora os métodos utilizados na época obriguem a alguma prudência na interpretação dos vestígios.

Rotas Rurais pretende valorizar património arqueológico e agrícola de Lagos

A Vicentina – Associação para o Desenvolvimento do Sudoeste está a desenvolver um trabalho de divulgação deste património, em colaboração com a Associação para a Proteção e Promoção do Património Rural.

Entre as iniciativas encontra-se o Centro de Interpretação do Património Arqueológico Rural de Bensafrim, inaugurado em outubro na sede da Vicentina, que disponibiliza um quiosque multimédia com informações sobre as descobertas e os artefactos identificados.

“O nosso objetivo era criar informação que fosse passível de ser entendida, porque, de facto, o sítio da Fonte Velha não é visitável do ponto de vista arqueológico”, explica Sónia Felicidade, coordenadora-geral do projeto.

O Rotas Rurais integra ainda uma rota arqueológica e cinco quintas agrícolas privadas onde existem menires com cerca de 6.500 anos, testemunhos de uma fase antiga do megalitismo europeu.

Estes espaços procuram organizar a sua atividade para receber visitantes, estabelecendo uma ligação entre o património arqueológico, a paisagem rural e a atividade agrícola.

Segundo Pedro Barros, uma investigação desenvolvida por Marta Diaz-Guardamino, da Universidade de Durham, em colaboração com os municípios de Lagos e Vila do Bispo, aponta para a possibilidade de as populações locais terem reerguido intencionalmente alguns menires no final da Idade do Ferro, depois de estes terem tombado ao longo do tempo.

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Mais de 50 engenheiros visitam futura dessalinizadora do Algarve para conhecer projeto de abastecimento de água

A futura dessalinizadora do Algarve recebeu, no dia 17 de outubro, uma visita de mais de 50 participantes da Delegação Distrital de Faro da Ordem dos Engenheiros, provenientes de diferentes regiões do país, numa iniciativa destinada a dar a conhecer o projeto de transformação de água do mar em água para consumo humano e o seu contributo para a segurança do abastecimento na região.

A visita à Estação de Dessalinização de Água do Mar (EDAM) do Algarve foi acompanhada por responsáveis da empresa Águas do Algarve, técnicos especializados e representantes do consórcio responsável pela obra, proporcionando aos participantes um contacto direto com uma das soluções previstas para diversificar as origens de abastecimento de água.

De acordo com a Águas do Algarve, a iniciativa permitiu promover a partilha de conhecimentos técnicos e aprofundar a discussão sobre os desafios da gestão dos recursos hídricos numa região particularmente vulnerável à escassez de água.

Engenheiros conheceram projeto destinado a reforçar a segurança hídrica do Algarve

A comitiva foi recebida pela presidente do Conselho de Administração da Águas do Algarve, Helena Lucas, e pelos técnicos especializados Teresa Fernandes, Pedro Ramos e Ricardo Estigarribia.

A visita contou igualmente com a participação de responsáveis do consórcio responsável pela execução da obra, entre os quais Numo Maia, num encontro dedicado à apresentação do projeto e à troca de conhecimentos sobre as soluções técnicas em desenvolvimento.

Segundo a Águas do Algarve, a estação de dessalinização constitui uma das respostas estruturantes previstas para reforçar a segurança do abastecimento de água na região, permitindo diversificar as fontes utilizadas para satisfazer as necessidades de consumo humano.

A empresa considera que o projeto representa uma nova etapa na gestão dos recursos hídricos algarvios, ao introduzir a possibilidade de recorrer à água do mar como origem complementar de abastecimento.

A iniciativa teve também como objetivo aproximar a comunidade técnica das soluções que estão a ser desenvolvidas, promovendo uma maior compreensão dos desafios associados à implementação deste tipo de infraestrutura.

Dessalinização integra estratégia de adaptação às alterações climáticas

A Águas do Algarve enquadra a construção da estação de dessalinização numa estratégia mais abrangente de resposta à escassez hídrica e de adaptação às alterações climáticas.

Num território particularmente exposto à falta de água, a empresa considera que a diversificação das origens de abastecimento constitui uma medida relevante para reforçar a capacidade de resposta da região perante períodos de menor disponibilidade dos recursos hídricos.

A dessalinização surge, contudo, como uma solução complementar a outras medidas consideradas essenciais para uma gestão mais eficiente da água, nomeadamente a redução de perdas nas redes de abastecimento, a promoção da eficiência no consumo e a reutilização de água para utilizações compatíveis.

A empresa destaca igualmente a importância do conhecimento técnico e da participação dos profissionais de engenharia na concretização de projetos destinados a responder aos desafios ambientais e às necessidades futuras do Algarve.

“Não temos dúvidas que a engenharia tem um papel decisivo nesta transformação”, sublinha a Águas do Algarve, defendendo a importância de envolver os profissionais especializados na discussão sobre as soluções de abastecimento.

A entidade considera ainda que dar a conhecer o projeto e promover o contacto entre especialistas contribui para uma reflexão mais informada sobre a gestão da água e as respostas necessárias para aumentar a resiliência hídrica da região.

A visita dos mais de 50 participantes da Ordem dos Engenheiros constituiu, assim, uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a futura estação de dessalinização e o papel que esta infraestrutura poderá desempenhar na diversificação das origens de abastecimento de água ao Algarve.

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Banco alega negligência após uma burla? Tribunal europeu esclarece que tem de haver reembolso imediato

Os bancos não podem recusar o reembolso imediato de operações de pagamento não autorizadas apenas por alegarem negligência grosseira do cliente. O esclarecimento consta de um acórdão de 15 de outubro do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), relativo ao processo C-70/25.

Estão em causa pagamentos cuja autorização é contestada pelo titular da conta. Neste enquadramento, a utilização dos dados bancários deve ser distinguida do consentimento para realizar a operação, cabendo ao prestador demonstrar a autorização e a correta autenticação e execução do movimento.

Uma página falsa levou à perda de 700 euros

O caso envolve uma cliente de um banco polaco que colocou um artigo à venda na Internet. Um suposto comprador enviou-lhe uma ligação que conduzia a uma página semelhante à do banco.

A mulher introduziu as credenciais, utilizadas pelo burlão para transferir cerca de 700 euros. Comunicou a operação no dia seguinte, mas o banco recusou o reembolso por considerar que tinha agido com negligência grosseira.

Devolução deve ocorrer até ao dia útil seguinte

O Banco de Portugal esclarece que o prestador deve reembolsar, ainda que provisoriamente, o montante de uma operação alegadamente não autorizada até ao final do primeiro dia útil seguinte àquele em que tomou conhecimento dela ou recebeu a comunicação do cliente.

A contagem depende, portanto, do conhecimento da operação pelo prestador. Por isso, a comunicação rápida de um movimento não reconhecido é essencial.

O banco pode exigir o dinheiro posteriormente

O reembolso inicial pode ser seguido de uma discussão sobre a responsabilidade pelas perdas. A instituição pode reclamar os valores se provar que o prejuízo resultou de um incumprimento intencional ou de negligência grosseira dos deveres de segurança do cliente.

“Cabe ao prestador de serviços de pagamento provar que o cliente agiu com negligência grosseira”, salienta o tribunal.

Também o enquadramento legal português exige ao prestador elementos que demonstrem fraude, dolo ou negligência grosseira quando pretende responsabilizar o utilizador por operações não autorizadas. A avaliação deve assentar em provas relativas ao caso concreto.

Existe uma exceção ao reembolso imediato

O banco pode suspender a devolução quando tenha motivos válidos para suspeitar de fraude cometida pelo próprio cliente e comunique esses motivos, por escrito, à autoridade nacional competente.

Por seu lado, o cliente deve comunicar a operação logo que dela tenha conhecimento, sem atraso injustificado. O regime português estabelece, em regra, um limite máximo de 13 meses após o débito para essa comunicação.

Esse limite não permite esperar para denunciar um movimento já identificado: a exigência de comunicar rapidamente e o prazo máximo devem ser cumpridos em conjunto.

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Raquel Tavares regressa ao fado com concerto no Teatro Municipal de Tavira

O Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, recebe a cantora Raquel Tavares no próximo dia 31 de outubro, às 21:30, para um concerto que marca o seu regresso ao fado, após um período de afastamento da carreira musical durante o qual se dedicou a projetos nas áreas da comunicação e da representação.

A fadista, que está atualmente a preparar um novo álbum, apresenta em Tavira o seu mais recente trabalho artístico, dando continuidade ao regresso aos palcos iniciado em 2023 e consolidado com uma nova temporada de concertos em Portugal e no estrangeiro.

O espetáculo assinala uma nova etapa no percurso de uma intérprete distinguida com o Prémio Amália Rodrigues e um Globo de Ouro, cuja carreira inclui vários discos e atuações internacionais.

Regresso ao fado depois de uma pausa na carreira musical

Raquel Tavares começou a cantar aos sete anos e construiu um percurso artístico marcado pela ligação ao fado, género musical que voltou a assumir um papel central na sua atividade.

Em 2006, lançou o álbum de estreia, intitulado Raquel Tavares, que lhe valeu o Prémio Amália Rodrigues na categoria de “Revelação Feminina”.

Dois anos depois, editou Bairro (2008), um trabalho que recebeu uma receção positiva por parte da crítica e do público.

Em 2016, apresentou o álbum Raquel, do qual faz parte o tema “Meu Amor de Longe”, que ultrapassou os 14 milhões de visualizações no YouTube.

No ano seguinte, lançou Roberto Carlos por Raquel Tavares, um disco dedicado ao repertório do cantor brasileiro, que alcançou o galardão de platina poucos meses depois da edição.

Este trabalho valeu-lhe também um Globo de Ouro na categoria de “Melhor Intérprete”, em 2017.

Cantora retomou os palcos internacionais em 2023

Depois de uma pausa na carreira musical, durante a qual explorou novas experiências profissionais na comunicação e na representação, Raquel Tavares decidiu regressar à música.

O reencontro com os palcos aconteceu em 2023, quando aceitou participar no Festival Internacional de Fado, apresentando-se em Madrid, Barcelona e Sevilha.

A intérprete já tinha participado em edições anteriores deste festival, ao lado de nomes como Carlos do Carmo e Camané, entre outros artistas ligados ao fado.

Em 2025, retomou um ritmo mais regular de concertos, realizando espetáculos em Portugal e uma digressão pela América Latina.

Atualmente, a cantora encontra-se a preparar um novo álbum, num regresso à expressão musical que marcou grande parte do seu percurso artístico.

Bilhetes disponíveis para concerto em Tavira

O concerto de Raquel Tavares está marcado para sábado, 31 de outubro, às 21:30, no Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira.

Os bilhetes encontram-se à venda na bilheteira do teatro e através da plataforma BOL.

A programação completa do Teatro Municipal António Pinheiro pode ser consultada aqui.

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Rede Expressos lança 100 mil bilhetes a 2,50 euros para viajar por Portugal

Viajar de autocarro por Portugal vai custar apenas 2,50 euros com a disponibilização de 100 mil bilhetes promocionais pela Rede Expressos, numa iniciativa lançada esta quinta-feira, 22 de outubro, que pretende incentivar a utilização dos transportes coletivos e oferecer uma alternativa mais económica às deslocações de automóvel. Os bilhetes podem ser adquiridos até 12 de novembro, para viagens a realizar até 30 de novembro de 2026.

Denominada “Poucochinho”, a campanha abrange a rede nacional da transportadora, que assegura ligações a centenas de destinos, procurando responder ao aumento dos custos das deslocações, nomeadamente devido à subida dos preços dos combustíveis.

A iniciativa pretende também incentivar os passageiros a optar pelo autocarro em detrimento do transporte individual, contribuindo para reduzir o impacto ambiental das deslocações.

Bilhetes a 2,50 euros disponíveis no site e na aplicação da Rede Expressos

Os 100 mil bilhetes promocionais já se encontram disponíveis nos canais digitais da transportadora, podendo ser adquiridos através do site oficial da Rede Expressos ou da aplicação para dispositivos móveis.

A campanha contempla compras efetuadas até 12 de novembro de 2026, sendo possível realizar as viagens até 30 de novembro.

A empresa pretende, desta forma, facilitar o acesso ao transporte rodoviário de passageiros numa altura em que os custos associados à utilização do automóvel representam uma preocupação para muitos consumidores.

Segundo a Rede Expressos, a iniciativa procura demonstrar que a subida dos combustíveis não tem necessariamente de se refletir num agravamento dos preços pagos pelos passageiros.

Empresa quer incentivar o transporte coletivo e reforçar ligações ao Interior

A campanha insere-se numa estratégia de promoção da mobilidade coletiva e de reforço das oportunidades de deslocação entre diferentes regiões do país.

Além das ligações entre os principais centros urbanos, a Rede Expressos pretende alargar as possibilidades de mobilidade no Centro e no Interior, procurando adequar a oferta à procura e às necessidades das populações.

A transportadora considera que o aumento da utilização do autocarro pode contribuir para melhorar a eficiência da operação e permitir a manutenção de preços mais competitivos.

“Quando o preço dos combustíveis sobe, a pressão sente-se em toda a cadeia, incluindo na operação dos autocarros. Ainda assim, queremos demonstrar que esse aumento não tem de se traduzir inevitavelmente em viagens mais caras. Ao incentivar mais pessoas a escolher o transporte coletivo, conseguimos ganhar eficiência, reforçar a rede e continuar a oferecer viagens a preços mais competitivos”, afirma Nelson Silva, diretor-geral da Rede Expressos.

A empresa associa ainda a iniciativa ao objetivo de promover uma maior coesão territorial, através de soluções de transporte que facilitem as deslocações entre diferentes localidades.

As compras podem ser realizadas até 12 de novembro, através do site e da aplicação da Rede Expressos, para viagens a efetuar até ao final desse mês.

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Hora muda no domingo: veja como pode afetar o sono e o que fazer para se adaptar

Portugal regressa ao horário de inverno na madrugada de domingo, 25 de outubro, com os relógios a recuarem uma hora. A alteração permite passar mais tempo na cama, mas também pode interferir com os horários de sono enquanto o organismo se adapta.

No continente e na Madeira, às 02:00 os relógios passam a marcar 01:00. Nos Açores, à 01:00 voltam a ser 00:00, de acordo com as regras da hora legal explicadas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O anoitecer passará a acontecer uma hora mais cedo pelo relógio.

Porque pode a mudança mexer com o descanso?

O corpo tem um relógio biológico que ajuda a regular os períodos de sono e de maior atenção ao longo de um ciclo próximo das 24 horas. É o chamado ritmo circadiano, influenciado sobretudo pela exposição à luz e à escuridão.

O Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos, integrado nos CDC, explica que a luz funciona como um sinal para esse relógio interno. A melatonina, uma hormona associada ao ciclo de sono, é libertada durante a noite.

Quando o horário muda de forma abrupta, os sinais do ambiente e as rotinas diárias precisam de voltar a ajustar-se.

O recuo de outubro tende a ser mais fácil

A adaptação ao horário de inverno costuma ser menos exigente do que a passagem para a hora de verão, quando se perde uma hora.

Num texto publicado pelo Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio, a médica especialista em sono Aneesa Das explica que “é mais difícil adiantar o nosso relógio do sono” do que atrasá-lo.

O horário de inverno também aproxima a exposição à luz dos ritmos naturais do organismo, com maior luminosidade de manhã e escuridão mais cedo à noite. Ainda assim, quem já tem dificuldades em dormir pode sentir a alteração das rotinas.

Que hábitos ajudam na adaptação?

Manter horários regulares para deitar, levantar e fazer as refeições é uma das recomendações da especialista. Nos dias anteriores ao recuo dos relógios, pode ajudar adiar ligeiramente a hora de deitar.

Depois da adaptação, a orientação é procurar luz natural de manhã e reduzir a luz artificial ao final do dia. O quarto deve ser escuro, silencioso e fresco, evitando utilizar telemóveis, computadores ou televisão na cama. Garantir tempo suficiente de descanso continua a ser essencial.

Porque continua a haver mudança da hora?

A Comissão Europeia apresentou, em 2018, uma proposta para terminar as alterações sazonais. Contudo, o Conselho da União Europeia esclarece que ainda não existe uma decisão final nem um calendário definido para a sua aplicação. O regime atual mantém-se em vigor.

Entretanto, um documento do Conselho confirma que foi lançado, em fevereiro de 2026, um estudo sobre os efeitos do fim da mudança da hora. A análise abrange dez cenários e áreas como a saúde pública, a energia, os transportes e a economia, estando prevista a sua conclusão até ao final deste ano.

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Tomás Silva recandidata-se à presidência da Associação Académica da Universidade do Algarve

O atual presidente da Direção-Geral da Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), Tomás Soares Silva, de 21 anos, anunciou a sua recandidatura ao cargo nas eleições marcadas para 5 de novembro, apresentando como principais prioridades a reorganização interna da estrutura, o reforço da sua intervenção nacional e a defesa dos interesses dos estudantes.

Natural de Faro e estudante de Gestão na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, Tomás Silva exerce a presidência da Direção-Geral da AAUAlg desde 5 de dezembro de 2025. A decisão de voltar a candidatar-se foi anunciada a 21 de outubro, através das suas redes sociais, depois de um período de reflexão sobre o trabalho desenvolvido e os projetos que pretende concretizar.

O estudante justifica a recandidatura com a existência de iniciativas ainda por concluir, propostas que pretende colocar em prática e compromissos assumidos durante o atual mandato.

Reestruturação interna e representação dos estudantes entre as prioridades

Sob o lema “Acreditar na essência, ser Académica”, a candidatura de Tomás Silva assenta em três eixos fundamentais, centrados no funcionamento da associação e na sua capacidade de intervenção em defesa da comunidade estudantil.

A primeira prioridade é a reestruturação interna da AAUAlg, que o candidato considera necessária para preparar o futuro da organização e melhorar a sua capacidade de resposta.

O segundo objetivo passa por reforçar o posicionamento da Associação Académica da Universidade do Algarve nas discussões nacionais sobre o ensino superior, procurando assegurar uma participação mais ativa nos debates que envolvem os estudantes.

O terceiro eixo pretende recuperar aquilo que Tomás Silva identifica como a missão essencial da estrutura: a representação dos estudantes, tanto no interior da universidade como junto das entidades externas.

Na apresentação da candidatura, o atual presidente defende que “Ser Associação Académica é compreender a dimensão daquilo que representamos, é reconhecer o impacto que podemos ter na vida daqueles que frequentam a nossa academia e é perceber que existe sempre mais por fazer.”

Tomás Silva considera que a experiência adquirida durante o mandato lhe permitiu conhecer melhor o funcionamento da instituição e identificar áreas que necessitam de mudanças.

“Apresento hoje a minha recandidatura, por isso mesmo: por conhecer melhor a casa que represento, por acreditar no seu potencial e por saber que há trabalho pela frente”, afirma o candidato.

Na declaração de candidatura, Tomás Silva sustenta ainda que o último ano permitiu reforçar as bases da organização, restabelecer o equilíbrio institucional e renovar a confiança na estrutura, defendendo agora uma reflexão sobre a forma como a associação se organiza.

Perante as mudanças no ensino superior, considera igualmente necessário reforçar a intervenção da AAUAlg na defesa dos direitos e interesses da comunidade estudantil.

“Caros colegas, acredito numa Associação Académica que tenha orgulho naquilo que é, que tenha confiança naquilo que faz e acima de tudo, que tenha ambição para alcançar mais objetivos”, conclui Tomás Soares Silva.

Eleições para a Associação Académica marcadas para 5 de novembro

O calendário eleitoral para os órgãos sociais da Associação Académica da Universidade do Algarve foi aprovado pelos estudantes em Assembleia Magna, realizada a 16 de outubro.

O prazo para entrega das listas candidatas termina a 23 de outubro, seguindo-se a campanha eleitoral, que decorrerá entre 26 de outubro e 3 de novembro.

O ato eleitoral está marcado para 5 de novembro, estando a divulgação dos resultados prevista para o dia seguinte, 6 de novembro.

A recandidatura de Tomás Silva surge, assim, num processo eleitoral em que o atual presidente procura renovar o mandato à frente da Direção-Geral da AAUAlg, apresentando como objetivos a reorganização da associação, o reforço da sua presença no debate nacional sobre o ensino superior e uma maior capacidade de representação dos estudantes.

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Música e dança indiana juntam três artistas em espetáculo no Ginásio Clube de Faro

O Ginásio Clube de Faro recebe, no próximo sábado, 24 de outubro, às 18:00, um espetáculo de música e dança indiana, protagonizado pela cantora Medha Basu, pelo percussionista Shreekalyan Chakraborty e pela bailarina Beatriz Crespo, numa iniciativa que pretende dar a conhecer ao público diferentes expressões da tradição artística da Índia.

A apresentação surge na sequência da passagem de Medha Basu por Sevilha, circunstância que o Ginásio Clube de Faro aproveitou para organizar um encontro cultural dedicado às sonoridades e aos ritmos da música indiana.

O espetáculo combina canto, instrumentos tradicionais e dança, proporcionando ao público uma experiência artística centrada na diversidade cultural e na riqueza das tradições indianas.

Canto, tablas e dança dão a conhecer tradições artísticas da Índia

Medha Basu será acompanhada por Shreekalyan Chakraborty, responsável pela interpretação das tablas, instrumentos tradicionais de percussão indianos que desempenham um papel importante na expressão rítmica desta música.

A componente de dança estará a cargo de Beatriz Crespo, completando uma apresentação que procura estabelecer um diálogo entre diferentes linguagens artísticas.

De acordo com o Ginásio Clube de Faro, a iniciativa pretende proporcionar uma oportunidade de contacto com manifestações culturais ligadas à tradição indiana, através de um espetáculo que reúne música, canto e dança.

A apresentação realiza-se no sábado, 24 de outubro, às 18:00, nas instalações do Ginásio Clube de Faro, situadas na Rua Ivens, n.º 12, 2.º andar, em Faro.

O bilhete tem um custo de cinco euros.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar a organização através do endereço eletrónico ginasioclubedefaro@gmail.com.

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Homem com bandeira de Israel é afastado de protesto no Rossio e retirado pela PSP

Um homem que exibia uma bandeira de Israel foi retirado pela PSP do protesto pela habitação no Rossio, em Lisboa, na noite de quarta-feira, 21 de outubro. Segundo a RTP, dois agentes acompanharam-no até ao interior da estação de Metro do Rossio, depois de se ter envolvido em confrontos com manifestantes.

O episódio ocorreu pouco depois das 22h00, quando estavam a ser instaladas tendas na Praça D. Pedro IV. A concentração reunia algumas centenas de pessoas e decorria de forma pacífica desde o final da tarde, de acordo com o relato da agência Lusa.

Manifestantes afastaram o homem da zona das tendas

O homem entrou no espaço ocupado pelo protesto e acabou por ser afastado pelos próprios manifestantes. Elementos da PSP que acompanhavam a concentração intervieram depois para o retirar do meio dos participantes.

Durante o incidente, ouviram-se palavras de ordem como “pacíficos, pacíficos” e “somos todos antifascistas”. A RTP refere que o homem já tinha estado na manifestação durante a tarde.

A situação aconteceu depois de uma assembleia popular ter aprovado o regresso das tendas ao Rossio. A proposta tinha recebido 190 votos favoráveis e 270 abstenções, numa reunião iniciada pelas 19:30.

Decisão mudou durante a madrugada

Já na madrugada desta quinta-feira, 22 de outubro, os participantes voltaram a votar sobre a permanência na praça.

Pelas 00:45, a organização apresentou três alternativas: desmontar as tendas e desmobilizar, retirar as estruturas mas continuar a dormir na rua de forma organizada, ou manter o acampamento e formar um cordão humano em seu redor.

A opção de desmontar as tendas e pernoitar ao relento venceu com 338 votos. Os participantes decidiram, assim, manter o protesto no Rossio sem as estruturas de campismo que tinham voltado a instalar durante a noite.

Protesto prosseguiu depois da operação de terça-feira

O regresso das tendas ocorreu após a intervenção policial de 20 de outubro, que retirou o anterior acampamento do Rossio.

Num comunicado divulgado nesse dia, a PSP informou que tinham sido detidas 55 pessoas em Lisboa por suspeita de desobediência. A força de segurança registou ainda dois feridos ligeiros e indicou que a Polícia Municipal tinha apreendido 228 estruturas de acampamento. Estes números dizem respeito à operação de terça-feira.

Os detidos foram posteriormente constituídos arguidos e libertados, sujeitos a termo de identidade e residência. As diligências judiciais relativas aos casos foram adiadas para 27 de outubro.

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Professora de Silves lança livro sobre os desafios da maternidade e da adolescência

A escritora Ana Rita Gamas, residente em Silves, lançou o livro A Mãe Não Vem com Manual – Adolescentes, Estrogénio e Outras Catástrofes Domésticas, uma obra que aborda, com humor e sensibilidade, os desafios da maternidade, as transformações da adolescência e as situações inesperadas que marcam o quotidiano das famílias.

Publicada pela 5 Livros, a obra parte de experiências e episódios familiares para explorar as dificuldades, dúvidas e emoções que acompanham o crescimento dos filhos, numa fase em que as relações entre pais e adolescentes enfrentam novos desafios.

Com uma escrita que procura combinar situações divertidas com reflexões sobre a vida familiar, a autora apresenta uma perspetiva sobre as mudanças que ocorrem quando os filhos começam a conquistar maior autonomia e os pais procuram adaptar-se a essa nova realidade.

Entre a adolescência, as mudanças familiares e o humor

Na apresentação da obra, Ana Rita Gamas descreve algumas das situações que inspiram o livro, recorrendo a episódios do quotidiano para retratar as diferentes etapas do crescimento dos filhos.

“Crescer faz barulho”, começa por assinalar a autora, numa referência às transformações que acompanham a infância e a adolescência.

O texto de apresentação prossegue com uma descrição bem-humorada do ambiente familiar: “Às vezes são portas que batem. Outras vezes são gargalhadas à mesa às 19h53.”

A escritora aborda também as mudanças de comportamento dos adolescentes e as situações inesperadas que podem surgir no relacionamento entre pais e filhos.

“Há um adolescente que responde «já ouvi»… mas raramente aparece”, refere a apresentação da obra, acrescentando: “Há uma criança de seis anos que fala sem vírgulas e acredita que a mãe sabe tudo.”

A narrativa contempla ainda a transformação das relações familiares à medida que os filhos crescem, descrevendo uma fase marcada por novas responsabilidades, emoções e desafios.

“Este livro não é um manual. É uma conversa honesta, divertida e profundamente humana sobre maternidade, adolescência e aquela sensação universal de que ninguém nos explicou verdadeiramente esta fase da vida”, destaca o texto de apresentação.

Uma reflexão sobre a experiência de educar e acompanhar os filhos

A obra procura, assim, proporcionar aos leitores uma reflexão sobre a experiência de educar e acompanhar os filhos, abordando as dificuldades do quotidiano sem perder a dimensão afetiva e humorística.

Natural do Fundão, Ana Rita Gamas é mãe de dois filhos, Carolina e Miguel, e reside em Silves, onde exerce a atividade de professora de História no Agrupamento de Escolas de Silves.

Licenciada em História, variante História da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a autora apresenta nesta publicação uma abordagem à vida familiar marcada pela experiência pessoal, pelo humor e pela observação das relações entre gerações.

A Mãe Não Vem com Manual – Adolescentes, Estrogénio e Outras Catástrofes Domésticas é o seu primeiro livro.

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Mensagem no WhatsApp pede ajuda para a “filha de amigos”? Saiba como funciona esta burla

Um pedido para ajudar uma criança a ganhar um concurso de dança pode esconder uma tentativa de acesso à sua conta do WhatsApp. O Instituto Nacional de Cibersegurança de Espanha (INCIBE) publicou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, um alerta sobre este esquema, que chega através de mensagens de contactos conhecidos.

A confiança entre amigos e familiares é usada para convencer os destinatários a seguir uma ligação. A DECO PROteste já tinha descrito uma fraude semelhante em novembro de 2025, na qual contas comprometidas eram utilizadas para espalhar novos pedidos e solicitar dinheiro.

Uma votação que permite associar outro dispositivo

No exemplo divulgado pelo INCIBE, a mensagem pede votos para Sophie, apresentada como filha de uns amigos. Os nomes, os prémios e as páginas utilizadas podem variar.

Ao abrir a ligação, o destinatário encontra uma página que simula uma votação e pede o número de telefone. Depois, apresenta um código e instruções para o introduzir no WhatsApp, através da opção de associar um dispositivo.

“Esse código não serve para registar um voto”, esclarece o instituto: permite associar um equipamento externo à conta.

A própria Meta, proprietária do WhatsApp, descreve este mecanismo. Os criminosos podem apresentar-se como organizadores de concursos de talentos e pedir um código de associação. Noutras variantes, tentam convencer a pessoa a ler um código QR que liga o equipamento do burlão à conta.

A aplicação pode continuar a funcionar normalmente

A vítima pode continuar a utilizar o WhatsApp enquanto terceiros enviam mensagens através da sessão associada. Manter o acesso à aplicação não significa, portanto, que a conta esteja a ser usada apenas pelo titular.

A Meta anunciou avisos para pedidos de associação considerados suspeitos, destinados a alertar os utilizadores antes de concluírem o processo. A empresa recomenda atenção à origem desses pedidos e às instruções apresentadas no ecrã.

Como proteger a conta

Antes de participar numa votação recebida por mensagem, confirme o pedido com a pessoa através de uma chamada. Nunca partilhe códigos de verificação e ative a verificação em dois passos, recomenda a DECO PROteste.

Se já associou um dispositivo, consulte a lista de equipamentos ligados ao WhatsApp e termine as sessões desconhecidas. Avise os contactos por outro canal e conserve capturas das mensagens. Abrir a ligação ou fornecer o número, por si só, não equivale a autorizar a associação, mas justifica verificar essa lista.

Caso tenha enviado dinheiro, contacte imediatamente o banco. Em Portugal, a GNR recomenda denunciar a burla às autoridades, podendo a participação ser apresentada à Guarda, PSP, Polícia Judiciária ou Ministério Público. Guarde também os comprovativos dos pagamentos.

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