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Espanha e Itália acabam com controlos fronteiriços

Espanha e Itália acabaram com o controlo de passageiros em portos e aeroportos que impunham de forma recíproca desde agosto, numa crise diplomática desencadeada pela entrada de milhares de pessoas em Ceuta no final de julho, anunciaram ambos hoje.
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Navio Lobo Marinho retoma na sexta-feira ligação regular entre Madeira e Porto Santo

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By: Lusa

O navio Lobo Marinho, que assegura a linha marítima entre a Madeira e Porto Santo e esteve em doca seca nas Canárias para reparar a avaria num dos motores, retoma na sexta-feira as ligações regulares.

Segundo a informação divulgada nesta quinta-feira pela concessionária da linha, a Porto Santo Line, a retoma é feita “após a conclusão dos trabalhos de manutenção e de todas as verificações técnicas necessárias, na sequência da situação identificada recentemente”.

“O navio encontra-se pronto para retomar a operação, após esta pausa, assegurando, como sempre, um serviço com elevados padrões de segurança, fiabilidade e conforto que caracterizam a sua operação”, é referido.

Em 10 de setembro, na viagem de regresso do Lobo Marinho do Porto Santo para o Funchal, um dos motores do navio avariou, já na zona do Garajau, na Madeira.

Até 15 de setembro, até ir para doca seca nos estaleiros de ASTICAN, em Las Palmas de Gran Canaria, o navio efetuou viagens que tiveram a duração de três horas e 15 minutos, mais uma do que o habitual.

O Lobo Marinho foi construído em 2003, sendo um navio de tipo ro-ro (passageiros e carga).

Tem 112 metros e capacidade para 1.153 passageiros e 145 viaturas.

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Remoção de Fundo de Imagens: Técnicas Simples para Melhorar Fotos e Designs

Você já tirou uma foto de um produto que ficou ótima, mas desistiu de usá-la porque o fundo estava bagunçado? Isso acontece com mais frequência do que parece. Uma embalagem aparece ao lado de um objeto que não deveria estar ali, uma pessoa passa atrás do assunto principal ou a parede tem uma cor que não combina com o restante do design. Refazer a foto nem sempre é a solução mais prática.

Em muitos casos, dá para aproveitar o que já foi fotografado. Basta separar o elemento principal do cenário e decidir como apresentar a imagem dali em diante. Essa possibilidade é especialmente útil para quem vende pela internet, prepara publicações para redes sociais ou precisa montar materiais visuais sem depender de uma equipe de produção.

Mas existe um detalhe importante: retirar o fundo é relativamente simples; fazer com que a imagem final pareça natural exige um pouco mais de atenção.

O problema nem sempre está na fotografia

Imagine uma pessoa que vende bolos por encomenda. Ela prepara uma receita nova, monta a decoração com cuidado e tira algumas fotos na própria cozinha. O bolo fica bonito, mas, no enquadramento, aparecem utensílios, potes e outros objetos sobre a bancada. A fotografia serve para guardar a lembrança, porém não transmite a mesma impressão quando é usada para divulgar o produto.

Uma nova sessão de fotos poderia resolver a situação. Só que nem todo pequeno negócio tem tempo para preparar o ambiente novamente, muito menos equipamento de iluminação ou um espaço dedicado à fotografia.

É nesse tipo de situação que a remoção de fundo faz sentido. Ao isolar o bolo, a pessoa pode colocá-lo sobre uma superfície visualmente mais limpa, mantendo a atenção na decoração e nas cores da cobertura. O mesmo princípio vale para roupas, acessórios, artesanato e diversos outros produtos.

O benefício não está em deixar todas as imagens iguais. Está em conseguir controlar melhor o que aparece em cada uma delas.

Como remover o fundo sem complicar o processo

Antigamente, recortar uma imagem com precisão podia exigir bastante paciência. Era necessário selecionar o contorno do objeto, ampliar a fotografia várias vezes e corrigir manualmente as partes que ficavam para trás. Dependendo da complexidade do cenário, uma tarefa aparentemente pequena acabava consumindo boa parte do tempo disponível.

As ferramentas de edição com inteligência artificial tornaram essa etapa mais acessível. Elas conseguem identificar o assunto principal e separar boa parte do cenário automaticamente, facilitando o trabalho de quem não tem experiência com programas profissionais.

Uma alternativa para começar é utilizar um removedor de fundo e verificar como o recorte se comporta na fotografia escolhida. Depois dessa primeira etapa, vale conferir as bordas e decidir se o assunto ficará sobre um fundo transparente, uma cor sólida ou outra imagem.

Não é necessário dominar dezenas de funções para conseguir um resultado útil. Em uma fotografia simples, poucos ajustes podem bastar. Já em imagens com muitos detalhes, convém reservar alguns minutos para revisar o que a ferramenta identificou.

O que costuma dar errado no recorte?

O contorno de um objeto nem sempre é tão evidente quanto parece. Uma camiseta branca contra uma parede clara, por exemplo, pode perder parte das mangas durante a seleção. Em um retrato, alguns fios de cabelo podem desaparecer ou ficar cercados por pequenos fragmentos do fundo original.

Esses defeitos nem sempre chamam a atenção quando a imagem aparece pequena na tela. O problema surge quando ela é ampliada, impressa ou colocada sobre uma cor diferente daquela que existia no cenário original.

Por isso, depois de remover o fundo, vale observar principalmente três pontos: as bordas do assunto, as áreas estreitas entre objetos e os detalhes que precisam permanecer visíveis. Alças de bolsas, folhas de plantas, fios de cabelo e partes transparentes de embalagens merecem atenção especial.

A qualidade da fotografia inicial também conta. Quando o assunto está desfocado ou tem praticamente a mesma cor do cenário, fica mais difícil identificar onde um termina e o outro começa. Uma imagem nítida, com iluminação razoável e contornos visíveis, costuma facilitar bastante o processo.

Se o primeiro resultado não ficar perfeito, isso não significa necessariamente que a ferramenta seja inadequada. Às vezes, uma fotografia diferente do mesmo produto resolve o problema com muito menos esforço.

O fundo novo precisa combinar com o assunto

Depois de separar o elemento principal, surge uma decisão que influencia bastante o resultado: o que fazer com o espaço que ficou vazio?

Para uma loja virtual, um fundo branco ou cinza-claro pode ser suficiente. Ele reduz as distrações e permite que o cliente observe melhor os detalhes do produto. Quando várias imagens seguem o mesmo padrão, a página também ganha uma aparência mais organizada.

Em uma publicação para redes sociais, a escolha pode ser diferente. Uma pessoa que divulga serviços de fotografia, por exemplo, talvez prefira uma cor relacionada à identidade visual do seu negócio. Já um criador de conteúdo pode combinar o recorte com um título, uma ilustração ou outros elementos gráficos.

Também existe a opção de manter a imagem com transparência para utilizá-la em projetos diferentes. Nesse caso, o mesmo recorte pode ser aproveitado em uma apresentação, em um banner ou em uma peça de divulgação sem precisar remover o fundo novamente.

O cuidado está em não escolher um cenário apenas porque ele parece bonito isoladamente. Um objeto fotografado com luz suave pode ficar deslocado diante de um fundo com iluminação intensa e sombras marcadas. Observar as cores, a direção da luz e as proporções ajuda a integrar melhor os elementos.

Pequenos cuidados que deixam a imagem mais convincente

Uma edição bem-feita nem sempre chama a atenção para o trabalho realizado. Na verdade, o resultado costuma funcionar melhor quando ninguém percebe que o fundo foi substituído.

Confira o tamanho do assunto. Se o objeto ocupar quase todo o espaço disponível, a composição pode ficar apertada. Se estiver pequeno demais, perderá destaque. Ajuste o enquadramento de acordo com o local onde a imagem será utilizada.

Não exagere nas sombras. Uma sombra discreta pode ajudar um produto a parecer apoiado sobre uma superfície. Uma sombra muito escura ou posicionada na direção errada, por outro lado, pode deixar o resultado artificial.

Preserve as cores reais. Isso é especialmente importante para quem vende produtos. Uma peça de roupa que aparece em uma tonalidade muito diferente da original pode criar expectativas equivocadas. Faça correções moderadas e evite filtros que alterem demais a aparência.

Observe o espaço ao redor. Se a imagem for usada em um anúncio com texto, deixe uma área livre para acomodar as informações. O assunto principal não precisa ficar sempre centralizado; às vezes, deslocá-lo ligeiramente melhora toda a composição.

Guarde a fotografia original. Ter uma cópia sem alterações permite experimentar outras versões mais tarde, sem precisar repetir o processo desde o início.

Esses cuidados são simples, mas fazem diferença quando várias imagens precisam funcionar juntas em um mesmo projeto.

Da loja virtual às redes sociais: onde a técnica ajuda

A remoção de fundo tem aplicações bastante práticas, especialmente para quem produz o próprio material visual.

Um artesão pode fotografar peças em casa e preparar imagens mais consistentes para um catálogo. Um profissional autônomo pode adaptar um retrato para uma apresentação comercial. Uma pequena loja pode aproveitar as fotografias dos seus produtos em publicações promocionais, sem precisar criar uma imagem inteiramente nova para cada postagem.

O recurso também facilita a adaptação de uma mesma fotografia a formatos diferentes. Um produto pode aparecer em uma publicação quadrada, em um story vertical e em um banner horizontal. O assunto continua o mesmo, mas o enquadramento e a distribuição dos elementos mudam conforme a necessidade.

Isso não significa que qualquer imagem deva ser reutilizada indefinidamente. É importante verificar se a resolução é suficiente para o novo formato e se o recorte continua adequado quando a composição muda.

Outro ponto que merece atenção é o formato do arquivo. O PNG costuma ser indicado quando a transparência precisa ser preservada. Já o JPEG não mantém áreas transparentes, o que pode fazer o fundo aparecer preenchido depois da exportação. Escolher o formato correto evita surpresas na hora de inserir a imagem em outro projeto.

Quando é melhor não remover o fundo

Existe uma tendência de tratar a remoção de fundo como uma melhoria automática, mas nem sempre ela beneficia a fotografia.

Em uma imagem de viagem, por exemplo, o cenário pode explicar onde a pessoa está e por que aquele momento é especial. Em uma foto de um prato servido em um restaurante, a mesa e os elementos ao redor podem contribuir para transmitir a experiência. Retirar tudo isso talvez deixe a imagem mais limpa, mas também pode tirar parte do seu significado.

Nessas situações, um recorte mais fechado, uma correção de iluminação ou um ajuste discreto nas cores pode ser suficiente. O importante é entender qual informação a fotografia precisa transmitir antes de começar a editá-la.

A melhor escolha não é necessariamente a que exige mais alterações, mas aquela que resolve o problema sem comprometer o que já funciona.

Conclusão

Uma boa fotografia não precisa ser descartada só porque o cenário não ficou como deveria. Com a remoção de fundo, é possível aproveitar imagens existentes, adaptar produtos a catálogos mais organizados e criar materiais visuais adequados a diferentes plataformas.

O resultado depende menos da quantidade de efeitos aplicados e mais das decisões tomadas ao longo da edição. Uma seleção cuidadosa, um fundo coerente e alguns minutos de revisão podem ser suficientes para transformar uma imagem comum em um material muito mais versátil.

Antes de começar, vale pensar no objetivo da fotografia e no que realmente precisa receber atenção. Quando cada ajuste tem uma finalidade clara, a edição deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ajudar a comunicar melhor a ideia por trás da imagem.

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Observatório do Poder Local apoia decisões dos municípios

VTM

Paulo Braga, secretário-geral da ANMP, explicou que esta plataforma foi criada para concentrar, num único instrumento, dados que se encontravam dispersos por diferentes entidades. O observatório abrange áreas como a educação, a ação social, a saúde, a governação e a proteção civil, permitindo consultar indicadores relativos a cada município, à NUT III em que se insere e ao conjunto do país.

“Aquilo que pretendemos é agregar num único instrumento dados que andam dispersos por inúmeras entidades”, afirmou à VTM, sublinhando que a ferramenta permite aos utilizadores ter uma visão mais abrangente da realidade dos seus territórios e compará-la com outros níveis de análise.

Realidade

O projeto surgiu inicialmente da necessidade de acompanhar a descentralização de competências para as autarquias, tendo sido posteriormente alargado a outros domínios e áreas temáticas. O objetivo passa por disponibilizar aos municípios o máximo de informação possível sobre a sua realidade, facilitando a identificação de necessidades e a preparação de respostas adequadas.

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Iberdrola rejeita associação entre doação à Câmara de Lisboa e contratos com autarquia

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By: Lusa

A Iberdrola rejeita “categoricamente” qualquer associação entre uma doação para um projeto de iluminação na Câmara Municipal de Lisboa e contratos de fornecimento de eletricidade adjudicados pelo município à empresa, destacando que as entidades envolvidas são independentes.

Segundo uma notícia da revista Sábado, a câmara de Lisboa recebeu, no final de 2023, uma doação superior a 150 mil euros da Fundação Iberdrola Espanha e adjudicou à Iberdrola, desde 2022, contratos de fornecimento de energia elétrica de quase 50 milhões, o que levou o BE a pedir esclarecimentos ao presidente Carlos Moedas.

Numa nota enviada nesta quinta-feira, a Iberdrola rejeitou a associação entre a doação e os contratos, destacando que as entidades envolvidas são diferentes: no caso da doação trata-se da Fundação Iberdrola Espanha, uma entidade privada sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, autonomia de gestão e órgãos de governo próprios, e a adjudicação dos contratos foi à Iberdrola Clientes Portugal.

A doação serviu para um projeto de iluminação dos Paços do Concelho, no âmbito do Programa de Iluminações da Fundação, com o objetivo de valorizar o património histórico e cultural através de soluções de iluminação eficientes e sustentáveis, salientou.

Na nota, a Iberdrola “rejeita categoricamente qualquer associação” entre as duas situações e manifesta “a sua profunda indignação perante a possibilidade de ser colocado em causa o rigor, a transparência e a integridade da sua atuação”.

Segundo a Sábado, a Iberdrola obteve seis adjudicações da Câmara Municipal de Lisboa com um valor global que ascende a cerca de 49,9 milhões de euros, desde 2022, ou seja, desde que Carlos Moedas (PSD) passou a presidir à autarquia.

Antes, no mandato de Fernando Medina (PS), tinha havido apenas uma adjudicação à empresa espanhola, de cerca de 2,7 milhões de euros, em 2020, segundo a Sábado.

A investigação jornalística aponta ainda que entre as adjudicações identificadas está um contrato de cerca de 34 milhões de euros, celebrado em dezembro de 2023, aproximadamente um mês após a assinatura do acordo de colaboração entre o município e a Fundação Iberdrola Espanha para a execução do projeto de iluminação arquitetónica dos Paços do Concelho.

A doação da Fundação espanhola ascendeu a 156.400 euros (69.000 euros para equipamentos de iluminação e 87.400 euros para trabalhos de instalação, controlo e testes).

Na notícia é avançado que os contratos assinados desde 2022 tinham como âmbito o fornecimento de energia às escolas da cidade, exceto um deles, no valor de cerca de 1,2 milhões, que resultou de um ajuste direto para “fornecimento de energia elétrica a instalações do município” para apenas três meses, justificado pela CML com “motivos de urgência imperiosa resultante de acontecimentos imprevisíveis”.

Segundo a Sábado, a “oposição desconhecia o assunto”, uma vez que a “doação nunca foi a reunião de câmara”.

Na quarta-feira, o Bloco de Esquerda em Lisboa pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara sobre a doação e os contratos.

O Bloco quer saber se existiram pareceres jurídicos prévios relativamente à aceitação da doação, quantos contratos foram celebrados entre o município e empresas do grupo Iberdrola desde outubro de 2021, que empresas apresentaram propostas nos concursos vencidos pela Iberdrola desde 2022 e quais foram os critérios de adjudicação utilizados em cada procedimento.

O BE Lisboa questionou ainda Carlos Moedas por que razão o acordo de doação da Fundação Iberdrola, celebrado entre as duas entidades em novembro de 2023, apenas foi submetido a ratificação da Câmara Municipal na quarta-feira, através de uma proposta incluída na ordem de trabalhos da reunião camarária, o que a Sábado diz ter acontecido após perguntas enviadas à CML, para as quais não obteve resposta.

Relativamente ao ajuste direto de cerca de 1,2 milhões, o BE questionou sobre “quais foram concretamente os acontecimentos imprevisíveis que fundamentaram a aplicação da exceção prevista” no Código dos Contratos Públicos.

De acordo com o Regimento da CML, os requerimentos escritos dirigidos ao presidente da Câmara sobre assuntos de interesse público devem ser respondidos no prazo máximo de 30 dias.

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