A freguesia da Guia voltou a acolher, no passado domingo, 13 de setembro, o Encontro Solidário de Motorizadas Antigas. A iniciativa reuniu perto de 400 participantes, que se juntaram para um dia de passeio e convívio sobre duas rodas.
O percurso matinal passou por vários pontos do concelho e incluiu uma paragem no quartel dos Bombeiros Voluntários de Albufeira. Ao final da manhã, o grupo juntou-se para o habitual almoço de confraternização, com o frango à Guia a servir de prato principal.
A vertente solidária do evento permitiu angariar 4.782,50 euros, valor que reverte integralmente para apoiar a atividade diária dos Bombeiros Voluntários de Albufeira. O montante foi entregue no final do encontro por Dinis Nascimento, presidente da Junta de Freguesia da Guia, a Paulo Afonso, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albufeira.
O Presidente da Junta de Freguesia da Guia, Dinis Nascimento, fez um balanço positivo da iniciativa, referindo que “ano após ano, é gratificante ver o enorme envolvimento de quem nos visita.” O autarca acrescenta que “há muito trabalho de organização para acolher da melhor forma quem vem de fora e garantir que tudo corre bem, pelo que ver esta adesão crescer e saber que esse esforço conjunto se traduz numa ajuda de quase 4.800 euros para os nossos bombeiros é o maior reconhecimento que podemos ter.”
O Encontro Solidário de Motorizadas Antigas regressa em 2027 com o compromisso de voltar a juntar os entusiastas das duas rodas à volta deste evento que junta convívio e solidariedade.
O Dia Mundial do Animal celebra-se a 4 de outubro e, em Quarteira, o programa tem lugar na Praça do Mar. A concentração para a Cãominhada, que será até ao Largo da Praia da Gaivota, está marcada para as 17h00.
A inscrição na Cãominhada habilita os participantes ao sorteio de prémios de cuidado e bem-estar animal que tem início previsto para as 19h00, na Praça do Mar.
Para João Romão, Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, «Cuidar dos nossos companheiros de quatro patas, apoiar as famílias e promover a adoção responsável são prioridades diárias. Neste Dia Mundial do Animal, reforço o compromisso de Quarteira com a proteção animal. Juntos, construímos uma freguesia mais consciente, humana e amiga de todos os animais.».
Os participantes poderão ainda contribuir com bens alimentares para gatos, donativos que reverterão a favor dos projetos Vila dos Gatos e 7 Vidas.
Durante todo o mês de outubro, o Centro Autárquico de Quarteira recebe a exposição “À espera de um lar”, da autoria do fotógrafo Carlos Filipe. A exposição é composta por fotografias, e breves apresentações, de animais disponíveis para adoção na Animal Rescue Algarve – ARA.
O evento do Dia Mundial do Animal é uma organização conjunta da Junta de Freguesia de Quarteira e da Animal Rescue Algarve – ARA, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé.
A Câmara Municipal de Loulé dá as boas-vindas à comunidade escolar no arranque do ano letivo 2026/2027, e afirmando a Educação como um dos pilares centrais e estratégicos da ação autárquica. Através de um forte investimento na melhoria dos equipamentos, apoios sociais, alimentação, transportes e reforço dos recursos humanos e pedagógicos, o Município promove as condições para garantir a igualdade de oportunidades, o sucesso escolar e o bem-estar de milhares de crianças e de alunos/as de todo o concelho.
Loulé regista neste novo ano letivo o maior número de sempre de crianças e de alunos/as que frequentam as escolas do concelho, perto de 15 mil, entre a rede pública, a solidária e a privada, perfazendo um ecossistema educativo dinâmico e inclusivo, onde estão representadas dezenas de nacionalidades.
Para mitigar os encargos das famílias e promover a equidade, a Autarquia assume um papel determinante na alimentação e nos materiais pedagógicos. Entre setembro e junho, está previsto o fornecimento diário de cerca de 6 mil refeições, confecionadas nas próprias escolas.
No apoio pedagógico, o Município assegura a oferta de 60 mil cadernos de atividades a cerca de 10300 alunos/as dos estabelecimentos da rede pública do concelho, abrangendo os vários níveis de ensino, desde o 1º ciclo ao ensino secundário.
No ensino artístico especializado, serão igualmente distribuídas 874 partituras musicais a cerca de 350 alunos do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado.
Uma das novidades este ano é a distribuição de dois livros sobre mobilidade sustentável, “O Clube dos Pedais” e “Missão Pedalar”, aos alunos/as do 1º ano e do 5º ano de escolaridade dos estabelecimentos de ensino da rede pública do concelho.
Numa aposta clara na inclusão plena e na proximidade, o Município vai reativar o espaço do CREI em Loulé, expandindo a cobertura territorial deste serviço essencial para apoiar 31 crianças e alunos/as com necessidades específicas e as respetivas famílias.
Para garantir o conforto dos alunos/as e profissionais, está a ser realizado um levantamento das necessidades energéticas para a instalação de unidades de climatização nas escolas (ares-condicionados), tendo sido, entretanto, adquiridas e distribuídas pelas escolas 290 ventoinhas para resposta imediata.
Ao nível dos equipamentos, para responder ao crescimento demográfico do concelho, encontra-se em fase de conclusão o edifício da nova Creche do Forte Novo, em Quarteira.
Estão em curso estudos e projetos de reconstrução e ampliação, nomeadamente na Escola Secundária Drª Laura Ayres, em Quarteira, e na Escola Básica Dr. António de Sousa Agostinho, em Almancil, estando também em análise a ampliação da EB Padre João Coelho Cabanita e o aumento da capacidade nos 2º e 3º ciclos. Estão ainda a ser elaborados projetos para a construção de novas escolas, nas zonas de maior pressão demográfica, desde a Educação Pré-escolar até ao Ensino Secundário, para responder às necessidades identificadas na Carta Educativa, a curto e médio prazo.
Para garantir o bom funcionamento diário das escolas, a Autarquia tem vindo a aumentar o número de pessoas trabalhadoras em funções nos estabelecimentos de ensino. Atualmente, estão afetos ao setor da educação 850 profissionais, aos quais se somarão brevemente mais 50 trabalhadores/as, além do reforço de vigilantes em 9 escolas, numa aposta clara na segurança nos estabelecimentos de ensino.
O Município destaca ainda o percurso diferenciador da Escola Profissional de Alte, agora com a chancela de “Escola Geoparque”, potenciando a sua ligação profunda à valorização e ao desenvolvimento sustentável do interior.
“A Câmara Municipal de Loulé reafirma o seu compromisso inabalável com o futuro das novas gerações, disponibilizando os recursos necessários para um ano letivo seguro, inclusivo e de excelência. Desejo a toda a comunidade escolar um excelente ano e que continuemos a trabalhar em conjunto para melhor as condições de aprendizagem dos nossos meninos”, afirma Telmo Pinto, presidente da Autarquia de Loulé.
Transportes escolares: 1200 alunos/as transportados/as e 5,7 milhões de investimento municipal
Com o objetivo de assegurar a acessibilidade plena, num território extenso, a rede de transportes escolares municipal irá abranger este ano letivo perto de 1200 alunos/as. No global está assegurada a mobilidade de cerca de 2200 alunos/as no concelho: 1200 transportados/as em circuitos geridos pelo Município e outros/as 1000 são abrangidos/as pelas carreiras públicas integradas no serviço VAMUS, gerido em toda a região pela AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve).
Para responder às especificidades do território, o Plano Municipal de Transportes Escolares prevê a contratação de 70 circuitos especiais e 9 dedicados aos alunos com necessidades específicas em transporte adaptado, além dos que são garantidos pelos veículos do Município (8), totalizando 87 circuitos. O investimento global de 5,7 milhões de euros resulta da extensão de circuitos, integração de novas localidades e do reforço dos transportes para alunos acompanhados pelo Centro de Recursos Educativos para a Inclusão (CREI).
De referir que este Plano de Transportes decorre dos critérios definidos por lei: o transporte escolar é obrigatório (e gratuito) para todas as crianças que residam a mais de 3 quilómetros do respetivo estabelecimento de ensino. A legislação somente prevê exceções claras para distâncias inferiores, as quais se aplicam estritamente às crianças com mobilidade condicionada ou com necessidades específicas.
A Loja de Cidadão de Olhão já está aberta ao público, num espaço localizado no Ria Shopping, permitindo concentrar num único local um conjunto alargado de serviços públicos e municipais e facilitar o acesso dos cidadãos aos principais serviços da Administração Pública.
A abertura da nova Loja de Cidadão concretiza uma resposta há muito aguardada pela comunidade, através de um espaço mais central, acessível e com melhores condições de atendimento. A localização permite, também, uma maior facilidade de estacionamento e de acesso, contribuindo para aproximar os serviços públicos da população.
No novo espaço estão disponíveis serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira, Segurança Social, Instituto dos Registos e do Notariado e do Espaço Cidadão do Município de Olhão.
No que diz respeito aos serviços municipais, o Balcão Único concentra a generalidade dos serviços ligados à cidadania e os serviços do Espaço Cidadão, ficando de fora, nesta fase, os serviços de Urbanismo, Espaço Público e Publicidade, cuja tramitação continua a ser assegurada nas instalações do Município, por razões de facilidade e agilidade dos procedimentos.
A nova Loja de Cidadão passa, ainda, a assegurar os registos de cidadão europeu, anteriormente realizados noutros locais.
Para o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, a abertura da nova Loja de Cidadão representa um passo importante na melhoria do acesso da população aos serviços públicos: “Esta abertura da nova Loja de Cidadão num espaço mais central e mais acessível vem trazer aquilo que a comunidade esperava há muito tempo: a facilidade de acesso.”
O autarca sublinha, ainda, a importância da concentração de serviços num único espaço, considerando que as novas instalações permitem “centralização de vários serviços no mesmo espaço, permitindo que a população consiga mais rapidamente aceder aos serviços principais do Estado”.
A centralidade da nova localização, aliada às condições de estacionamento e acessibilidade, constitui, segundo Ricardo Calé, uma melhoria significativa na relação entre os cidadãos e os serviços públicos.
Com a abertura da Loja de Cidadão, Olhão passa, assim, a dispor de um espaço renovado e ,onde os cidadãos podem tratar de um conjunto diversificado de assuntos relacionados com os serviços municipais e da Administração Pública, tornando mais simples e acessível o contacto com os serviços públicos.
“A mobilidade sustentável constrói-se com a participação de todos!”. Este é o mote para as sessões participativas que a Autarquia de Loulé irá realizar no próximo dia 28 de setembro, dirigidas a entidades e à população em geral, no âmbito da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Loulé (PMUS de Loulé).
Pretende-se promover espaços de diálogo, reflexão e partilha de conhecimentos, experiências e perspetivas sobre a mobilidade no concelho.
Durante a manhã, terá lugar a sessão de trabalho com os serviços municipais e com as entidades representativas do território, procurando reunir diferentes visões e conhecimentos técnicos e reforçar a articulação entre os diversos intervenientes com responsabilidade e competências nas áreas da mobilidade, acessibilidade, transportes, território e espaço público.
Mas neste processo, a participação da comunidade constitui uma dimensão essencial. Depois de, numa fase anterior, ter sido realizado um Inquérito à Mobilidade dirigido à população, destinado a caracterizar os padrões de deslocação existentes no concelho e a identificar necessidades e desafios, o Município pretende agora aprofundar esta auscultação. Um dos momentos centrais deste processo será a sessão pública dirigida à população em geral, que acontece pelas 17h30, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen.
A sessão será aberta à participação de todos os munícipes e entidades representativas da sociedade civil, constituindo uma oportunidade para conhecer o trabalho desenvolvido no âmbito do PMUS e, sobretudo, partilhar ideias, preocupações, experiências e propostas sobre a mobilidade no concelho.
Refira-se que o Município está a desenvolver o PMUS de Loulé, um instrumento estratégico que pretende definir uma nova visão para a mobilidade no concelho, promovendo deslocações mais sustentáveis, acessíveis e seguras, espaços públicos mais humanizados e um território mais preparado para os desafios do presente e do futuro.
Financiado pelo Fundo de Transportes e pelo Fundo Ambiental, o Plano conta com a assessoria técnica da MPT – Mobilidade e Planeamento do Território, Lda. e encontra-se atualmente numa fase em que a participação das instituições, entidades e da população assume particular importância para consolidar as opções a integrar no Plano.
O PMUS de Loulé pretende, assim, contribuir para uma mudança positiva na forma como as pessoas se deslocam e experienciam o território, promovendo uma mobilidade mais sustentável, inclusiva e eficiente, sem esquecer as especificidades de um concelho diversificado, que integra diferentes realidades urbanas, rurais e costeiras.
Mais do que um plano elaborado para a população, o Município pretende construir um plano com a população, incorporando diferentes perspetivas e experiências na definição das opções para a mobilidade futura de Loulé, valorizando o conhecimento de quem vive, trabalha, estuda e se desloca diariamente no território.
O Ciclo de Conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…” está de regresso à Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, no dia 25 de setembro, pelas 18h30, sob o tema “Saúde Hormonal: o que os homens e as mulheres precisam saber”.
A vida hormonal é um dos pilares fundamentais da saúde humana, influenciando o crescimento, a reprodução, o metabolismo, o humor, o sono e os níveis de energia ao longo de toda a vida.
Embora homens e mulheres possuam muitas das mesmas hormonas, as suas concentrações e padrões de variação diferem, o que explica muitas das diferenças biológicas e algumas particularidades na saúde de cada sexo.
Tanto nos homens como nas mulheres, as hormonas exercem uma influência significativa sobre a saúde mental e emocional. O equilíbrio hormonal está intimamente ligado ao funcionamento do cérebro, podendo afetar a capacidade de concentração, a memória, a motivação e o estado de espírito. Alterações hormonais podem contribuir para sintomas de ansiedade, irritabilidade, tristeza ou perturbações do sono, sendo por isso importante considerar a saúde hormonal como parte integrante do bem-estar global.
Compreender a vida hormonal dos homens e das mulheres permite reconhecer que muitas transformações físicas e emocionais fazem parte dos processos naturais do organismo. O conhecimento destas alterações favorece uma melhor adaptação às diferentes fases da vida e incentiva a procura de apoio profissional sempre que necessário. Afinal, cuidar da saúde hormonal é cuidar da saúde como um todo, promovendo qualidade de vida, equilíbrio e bem-estar em todas as idades.
A sessão do mês de setembro será dinamizada por Bernardo Pessoa, médico especialista em Medicina Geral e Familiar e Medicina Desportiva.
Levado a efeito mensalmente, esta iniciativa desafia a população em geral a participar, refletir, partilhar e debater sobre variados temas, com o objetivo de contribuir para a capacitação de cada um e das famílias, na promoção da sua saúde e bem-estar.
À semelhança do que tem vindo a realizar-se nas sessões anteriores, durante a iniciativa os participantes poderão proporcionar aos seus filhos, com idade igual ou superior a 3 anos de idade, uma atividade dedicada à promoção do livro e da leitura, dinamizada pelos profissionais da biblioteca, mediante inscrição prévia.
No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) promove o Curso de Iniciação à Bicicleta – Nível 2 (Teórico). Destinado a quem já sabe andar de bicicleta, mas pretende adquirir mais conhecimentos, confiança e segurança para circular na cidade e dar o passo seguinte: adotar a bicicleta como meio de transporte no quotidiano. Trata-se de uma sessão teórica, na qual serão abordados temas essenciais para uma utilização mais segura e autónoma da bicicleta, nomeadamente: ● como circular na cidade; ● as ciclovias das cidades; ● os percursos citadinos; ● como escolher o melhor percurso; ● como escolher a melhor bicicleta; ● as regras de trânsito e sinalização; ● partilha da via; ● a articulação com o transporte público; ● entre outros. Data: 16 de setembro (quarta-feira) | 18h30 Local: Online – Via Zoom As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.Faça já a sua!
A Praça da República, em Loulé, vai transformar-se, no próximo dia 22 de setembro, num espaço de encontro, animação e mobilidade sustentável, com a realização de mais uma edição do evento PARK(ING) DAY – “Ocupa o teu lugar na cidade”.
Integrada na Semana Europeia da Mobilidade, que decorre de 16 a 22 de setembro, a iniciativa terá lugar entre as 18h00 e as 23h00, coincidindo com o Dia Europeu sem Carros, e convida a comunidade a deixar, por algumas horas, o automóvel de lado e a viver a cidade de uma forma diferente.
Sob o mote “Ocupa o teu lugar na cidade”, e procurando dar resposta ao desafio da Semana Europeia da Mobilidade 2026 – “Mobilidade para todos – Justiça entre gerações” -, a edição deste ano do PARK(ING) DAY apresenta um programa diversificado, pensado para diferentes idades e interesses, que inclui caminhada, jogos de tabuleiro, mercado de trocas, pista de segurança rodoviária da GNR, sessões de cinema imersivas, expositores, animação musical, jogos tradicionais, Jogo SOS Loulé, atividades desportivas, brindes e outras propostas. A programação pretende cruzar diferentes dimensões da mobilidade e da sustentabilidade, com particular enfoque na mobilidade suave, prevenção e segurança rodoviária, ação climática e promoção de hábitos de vida saudáveis.
A edição deste ano conta, uma vez mais, com o envolvimento de diversas entidades e parceiros, cuja participação contribui para enriquecer a programação e aproximar a iniciativa da comunidade. Entre as entidades participantes encontram-se as empresas municipais Infralobo, Inframoura, Infraquinta e Loulé Concelho Global, o Geoparque Algarvensis, a Guarda Nacional Republicana, os Boardgamers de Loulé da Casa da Cultura, o Mercado de Trocas, o Clube BTT Loulé, o MOOV – Fitness Center, o Almancilense Cycling e o Banco Local de Voluntariado de Loulé, entre outras entidades que se associam a esta iniciativa.
A diversidade dos parceiros envolvidos permite reunir, num mesmo espaço, diferentes contributos nas áreas da mobilidade, segurança rodoviária, ambiente, ação climática, saúde, desporto, cultura, educação e participação comunitária, reforçando o caráter transversal do PARK(ING) DAY.
O PARK(ING) DAY é uma iniciativa que procura reinventar temporariamente o espaço público, transformando lugares habitualmente associados ao estacionamento automóvel em espaços destinados às pessoas, ao convívio, à participação, à diversão, à experimentação e à sensibilização para formas mais sustentáveis de mobilidade.
Em Loulé, a iniciativa tem vindo a afirmar-se ao longo dos anos como um momento de promoção da mobilidade suave, da sustentabilidade e da qualidade de vida urbana, proporcionando à população uma experiência diferente de utilização e fruição do espaço público.
Mais do que uma iniciativa de sensibilização para a mobilidade, o PARK(ING) DAY pretende demonstrar que o espaço público pode assumir múltiplas funções e ser vivido de forma mais inclusiva, ativa, saudável e sustentável. A realização do evento no Dia Europeu sem Carros reforça o convite à comunidade para experimentar outras formas de deslocação e de utilização do espaço urbano, incentivando escolhas mais sustentáveis e uma maior consciência sobre o impacto dos atuais padrões de mobilidade.
“No dia 22 de setembro, a proposta é simples: trocar o lugar do carro por um lugar para estar, conviver e viver a cidade!”, considera a organização.
A Câmara Municipal de Loulé e a Comunidade Menos Pausas promovem o I Congresso Menos Pausas, um encontro dedicado à saúde da mulher e ao bem-estar, com o propósito de criar um espaço de partilha de conhecimento, experiências e inspiração. O evento decorre no dia 24 de outubro, no Hotel Tivoli, na Marina de Vilamoura.
O Congresso será inteiramente dedicado à menopausa e às diferentes dimensões associadas a esta importante fase da vida da mulher, contando com a participação ativa de profissionais de saúde, médicas de diferentes especialidades, psicólogas e especialistas em envelhecimento consciente, que irão abordar o tema de forma rigorosa, esclarecedora e fundamentada, partilhando conhecimento, experiência e ferramentas com todos os participantes.
Para além da componente científica e informativa, o Congresso incluirá também momentos de yoga, meditação e dança, proporcionando experiências de relaxamento, movimento e bem-estar, numa perspetiva integrada da saúde física, emocional e mental, aliada aos princípios do envelhecimento consciente.
Será, assim, um espaço de conhecimento, partilha e inspiração, onde a ciência se cruza com o bem-estar e com diferentes formas de cuidar de si, valorizando a mulher, as suas escolhas e o seu percurso ao longo da vida.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória.
As mudanças hormonais, a sexualidade e a alimentação nesta fase da vida da mulher, a saúde em geral ou as diferenças culturais na forma como a menopausa é vista entre os países Portugal/Espanha são alguns dos temas abordados pelas especialistas convidadas.
O evento será moderado pela fundadora da Comunidade Menos Pausas, Maria Alfaro.
O Museu Municipal de Olhão assinala as Jornadas Europeias do Património, nos dias 15 e 16 de setembro, com uma programação que convida a conhecer a cidade e a sua história através de diferentes formas de viver e interpretar o património olhanense.
Ao longo destes dois dias, o Museu Municipal abre as portas da cidade, motivando um novo olhar sobre o espaço urbano e reforçando os laços de pertença a uma identidade cultural única, profundamente moldada pelo mar e pela tradição oral.
A programação cruza a história material, a tradição imaterial e a vivência comunitária, através de propostas que levam o património para além das paredes do Museu e o aproximam dos espaços, das memórias e das pessoas que fazem parte da identidade de Olhão.
No dia 15 de setembro, às 21:30, o Largo da Restauração, junto ao Museu Municipal, recebe o concerto do Dúo Kasal, numa noite em que a música e a convivência se juntam à fruição do património no espaço público. Às 22:30, terá lugar uma visita acompanhada à Igreja Matriz de Olhão, proporcionando uma oportunidade para conhecer a arte, a arquitetura e o significado histórico daquele que é o principal monumento religioso da cidade.
No dia 16 de setembro, às 21:00, o Museu recebe um Encontro no Museu, seguindo-se, às 21:30, o percurso pela zona histórica “A Noite das Lendas Encantadas”, com Jorge Alves ao acordeão. A iniciativa propõe uma imersão no imaginário coletivo e nas histórias que integram a tradição oral olhanense, percorrendo lugares e memórias do centro histórico.
Com esta programação, o Museu Municipal de Olhão convida a comunidade e os visitantes a descobrir, escutar e experienciar o património da cidade, valorizando não apenas os seus monumentos e espaços, mas também as histórias, as tradições e as relações que lhes dão significado.
De 18 a 20 de setembro, a cidade de Olhão abre portas à Arte através da 2.ª edição dos Open Ateliers, iniciativa promovida pelo Município de Olhão de modo colaborativo com o ecossistema das artes visuais.
Integram esta edição um total de 68 artistas residentes no concelho, de várias nacionalidades, idades, formações e percursos, quer artistas/coletivos profissionalizados ou não, quer estudantes dos ensinos secundário e universitário, quer ainda diversos espaços criativos (associativos, comerciais/empresariais) sediados na cidade.
A aposta estratégica municipal nos Open Ateliers Olhão tem vários objetivos: apoiar, valorizar e promover o ecossistema das artes visuais em Olhão; incentivar o encontro e cruzamento entre artistas/criativos portugueses e estrangeiros residentes no concelho, com partilha de experiências, processos de trabalho e produção estética; estimular a criação de práticas colaborativas, ao nível da produção e programação, entre o Município e o terceiro sector cultural e artístico; incrementar as dimensões da mediação de públicos e da capacitação artística; dar oportunidades de visibilização e divulgação a jovens criadores do concelho (emergentes), incluindo também aqueles que ainda estão em período de formação escolar; e envolver ativamente entidades privadas (lojas, ateliers, hotéis, associações e outros) do concelho em iniciativas culturais e artísticas.
Os trabalhos dos 68 artistas participantes estarão patentes ao público em casas privadas, lojas pop-up, sedes de associações, espaços criativos, unidades hoteleiras e ateliers de arquitetura disseminados pelo centro da cidade, estando o mapa e demais informação útil (programação diária, biografias dos artistas, descrição dos espaços envolvidos) disponíveis em www.openateliersolhao.pt
Com entrada livre, o horário de abertura desses espaços é: no dia 18 (sexta-feira), das 14:00 às 18:00; no dia 19 (sábado), das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 20:00; e no dia 20 (domingo), das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.
A Festa de abertura dos Open Ateliers acontece a 18 de setembro, pelas 18:00, na República 14, num evento de entrada livre, que cruza convivialidade, inauguração de várias exposições e um momento musical, integrando artistas, entidades parceiras e público.
Dado que os Open Ateliers também querem privilegiar uma dimensão formativa, no mesmo dia 18 acontecem dois workshops: um de mentoria para artistas com a curadora e consultora Ana Goulão (Estúdio Onze), pelas 9:30, no Museu Municipal; e outro de colagem, com Guerrilherme e Marta BG, pelas 15:00 no Zayn Studio Interiors, este também direcionado para a comunidade escolar.
No dia 19, há também diversos workshops: às 10:30, uma demonstração sobre a Magia do Indigo Natural com Dominique Vaes no Real Marina Hotel &. Spa; às 15:00, outro de Introdução ao Giotaku Direto, com Rachel Ramirez n’A Fábrica de Olhão; às 18:00 com SEN sobre Graffiti junto ao Coreto, no Jardim Pescador Olhanense; e às 22.00, também junto ao Coreto, o workshop “Paint Cosmos in UV light”, com Alicja Zmigrodzka (aka AAAAA) igualmente junto ao Coreto.
Ainda no dia 19, às 16:00, com ponto de encontro no Museu Municipal, destaque para a visita mediada dinamizada por Ana Goulão, a pensar nos que estão (mais ou) menos familiarizados com o universo da arte contemporânea, a qual percorrerá, de modo informal e descontraído, vários ateliers/exposições selecionados pela mesma.
Também no sábado (19), é de realçar, entre as 19:30 e as 23:59, junto ao Coreto no Jardim Pescador Olhanense (com entrada livre), a 1.ª edição do formato “Coreto Eletrónico”, com gravação ao vivo de podcast e posteriores sets musicais com os DJ’s Dourado, Tozé Diogo e Lord Végan, num formato que conta também com a colaboração do bar Catita & Companhia. Soma-se a isto, no mesmo local, entre as 21:30 e as 23:30, um período de pintura ao vivo (graffiti) com SEN.
Já no dia 20 (domingo), há novamente visita mediada a vários ateliers/exposições com a curadora Ana Goulão (a partir das 15:00 e com ponto de encontro no Museu Municipal), bem como dois workshops: um de Antotipia e Cianotipia com Ricardo Braga, às 10:00 n’A Fábrica de Olhão; e outro, à mesma hora, no Museu Municipal com Paulo Côrte-Real sobre fotografia de rua.
O último dia dos Open Ateliers Olhão termina com uma festa n’A Fábrica de Olhão, a partir das 18:30, a qual é de entrada livre e inclui um concerto com a banda olhanense Projeto M90, de Miguel Sousa.
Para mais informações e inscrições (limitadas mas gratuitas) nos vários workshops previstos na programação dos Open Ateliers, os interessados devem utilizar o email: openateliersolhao@cm-olhao.pt
Na edição deste ano participam os seguintes criativos portugueses: Edgar Pacheco, Célia Mendonça Mendes, Paulo Gago, Associação BeTween, um núcleo de alunos da Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes (Andreia Ciubotar, Beatriz Brito, Dinis Nazário, Helena Paz, Inês Medinas, Joana Poço Quitério, Kimoni Segundo, Lara Jesus, Laura Santos, Lia Rodrigues, Luana Rodrigues, Margarida Rato, Mateus António, Sandra Mendonça, Sofia Marques, Oleksandra Gaidenko e Xavier Vairinhos Joaquim), Elisabete Nunes, Irsa Rute Campina, Lea Damez, Luís Nestor Ribeiro, Matilde Fulgêncio Marcelino, Pedro Passos Baltazar, Igor Nunes Silva, um núcleo de pintores do Centro de Arte de Pintores Olhanense (CAPO) sob a orientação do Mestre António Leal, Eva Marcelino, Elsa Ferreira, João Lelo, Leonardo Martins, Luís Torres, Mariana Sousa, Mr Ghostie, Vasco Badalo, Joana Rosa Bragança, Mosaicolhao, Pinta Roxa, Sandra Calé, Margarida Sancho, SEN, Guerrilherme e Paulo Côrte-Real.
De nacionalidade estrangeira, igualmente sediados em Olhão, associam-se a este evento os artistas Frédéric Flerbantier, Laura Casano, Rachel Ramirez, Angie Limmen, Antonia Williams, Joyce Paijens, Dora Keogh, Amalie Talania Zolfugl, Loy Klink, Alicja Zmigrodzka (aka AAAAA), Geertje Pruijsers, Alfred De Bruijn, Dominique Vaes (Atelier Manjishta), Julia Wylie, Jop Lissauer, Mazhew Hollebon, Nada Mandelbaum, Rebecca Hutchinson, Catherine Ducker, Clara Rozzo, Fiona Gray, Jessica Dunn, Sheila Buckley, Tineke Storteboom e Tina Mcevoy.
Os Open Ateliers Olhão contam também, neste segundo ano, com uma rede alargada de parcerias: FESNIMA, Bairros Comerciais Digitais – Olhão com Alma, Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes, República 14, A Fábrica de Olhão, Centro de Arte de Pintores Olhanense (CAPO), 4 Elements e 5.º Element, Associação BeTween, Sena Architects, 3VD, Atelier à do Caco, Almeida Morgan Real Estate, Real Marina Hotel & Spa, Guest Mar (Galeria pop-up Raminhos), Catita & Companhia, Estúdio Onze, Galeria pop-up Oscar & Sophie e Quinta do Coelho Azul.
São 18 famílias que começam uma nova vida no histórico Bairro Municipal Frederico Ulrich, em Loulé, outrora conhecido como “Bairro Operário”. A Câmara Municipal de Loulé assinalou mais um marco na sua política de habitação com a entrega das chaves de 18 habitações totalmente reabilitadas, naquela que foi a primeira fase da empreitada.
A intervenção, financiada pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, passou pela reabilitação do espaço de cada um dos fogos, de tipologia T2 e T3, através da ampliação da área e compartimentação interior, bem como a requalificação dos respetivos logradouros, garantindo “novas e modernas condições de habitabilidade” para as famílias.
“É com enorme alegria que hoje devolvemos vida a esta obra, recuperando para as pessoas um projeto que, há mais de sete décadas, já colocava a dignidade das famílias no centro do desenho da nossa cidade, e que hoje volta a fazer exatamente isso”, afirmou o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto.
Mas este foi também um momento de valorização do património e identidade local – e sentimental – pela carga histórica que o bairro encerra. Nascido entre 1948 e 1950, desenhado originalmente pelo engenheiro Alberto da Silveira Ramos e pelo icónico arquiteto louletano Manuel Maria Laginha, o Bairro Frederico Ulrich foi a primeira iniciativa de habitação social em Loulé para famílias com poucos recursos. Alguns dos primeiros moradores continuam a viver aqui.
Mas o compromisso do Município com o Bairro Frederico Ulrich terá continuidade imediata com o arranque da segunda fase de reabilitação do edificado, correspondendo a 30 fogos. À semelhança do que aconteceu com a primeira fase, os moradores serão realojados temporariamente em apartamentos da cidade, e também em algumas das casas reabilitadas na primeira fase e que não foram ocupadas.
Durante a cerimónia, Telmo Pinto recordou o percurso iniciado em 2019, com o lançamento da Estratégia Local de Habitação, numa altura em que o parque habitacional do Município contava com apenas 280 fogos. Com as 18 chaves disponibilizadas esta quinta-feira, o concelho ultrapassa a marca das 490 casas, o que representa um crescimento superior a 70% em pouco mais de sete anos.
“Ainda temos muitos projetos pela frente”, assegurou o autarca. Para responder de forma robusta à pressão demográfica e à escalada de preços no setor imobiliário, a Autarquia está a avançar neste momento com mais de 500 novas habitações, através da aquisição de terrenos, projetos de compra e construção em vários pontos do concelho. “Já no próximo ano iremos avançar com mais 600 fogos”, anunciou Telmo Pinto.
Também o apoio ao arrendamento, que contemplou recenetemnte mais 65 famílias, continua a ser um instrumento importante para responder, no imediato, às necessidades habitacionais dos louletanos. No futuro, a Autarquia quer “triplicar o número de famílias apoiadas e aumentar também o valor atribuído”.
A Câmara Municipal de Loulé, através da Revista Al-’Ulyà do Arquivo Municipal de Loulé, está a promover a 4ª edição do Prémio de Investigação Joaquim Romero Magalhães.
O prémio bienal visa galardoar estudos de investigação sobre o património histórico e cultural do concelho de Loulé nas suas diferentes abordagens, tais como na Histórica, Arqueológica e Etnográfica.
Os candidatos deverão enviar um exemplar da obra candidata para pserra@cm-loule.pt, até 15 de maio de 2027, ano a que respeita o concurso, de acordo com o regulamento disponível em www.cm-loule.pt
O trabalho vencedor terá um prémio pecuniário de 4000 euros, para além de ter a sua primeira edição publicada pela revista Al-’Ulyà. A cerimónia de entrega do galardão acontece no dia 21 de novembro de 2027, data comemorativa do lançamento desta revista.
O Prémio foi criado para homenagear o ilustre Professor e Historiador, autor de uma obra histórica notável, promotor e divulgador da documentação histórica do Arquivo Municipal de Loulé, que desde 2021 passou a ter o seu nome.
Joaquim Romero Magalhães nasceu em Loulé, 18 de abril de 1942, e faleceu em Coimbra, 24 de dezembro de 2018.
Licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1967. Obteve o grau de Doutor, em 1984, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e integrou o corpo docente dessa Faculdade. Foi nomeado, em 1994, Professor Catedrático daquela Universidade. Foi Presidente do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (1963), Presidente da Associação Académica de Coimbra (1964) e Presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1985-1989 e 1991-1993).
Foi Professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris (1989 e 1999), da Universidade de São Paulo (1991 e 1997) e da Yale University (2003).
Desempenhou as funções de Comissário-Geral da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1999-2002), e dirigiu a revista Oceanos (1999-2001).
Foi membro da Comissão Consultiva das Comemorações do Centenário da República (2009-2011).
Dirigiu a revista “Anais do Município de Faro”, de 2012 a 2018.
A 12 dezembro de 2018 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Algarve.
Entre os dias 12 e 14 de setembro, a freguesia de Salir volta a ser o palco de mais uma edição da sua tradicional feira. O certame representa uma das tradições locais, reunindo gastronomia típica, artesanato regional, atividades desportivas e um programa de animação pensado para toda a família.
Diariamente, a partir das 19h00, os visitantes podem contar com várias tasquinhas, onde a gastronomia tradicional é soberana, acompanhada por bancas de artesanato e de produtos regionais. O programa de animação inclui exibições diárias do Circo Dallas, às 18h30, e vários momentos de animação de rua promovidos pela Associação Artística Satori.
No sábado, 12 de setembro, as atividades começam logo pela manhã, às 9h00, com o Torneio de Futebol 7. À noite, a partir das 20h00, o recinto recebe o grupo “Ao Luar Teatro”, seguido da atuação de Ruka Solo Act, às 21h00. O concerto principal fica a cargo de Noninho Navarro, às 22h00, com a festa a prosseguir pela noite dentro com o espetáculo American House Party, às 23h30, e o DJ Paulo Rossi, a partir das 01h30.
O programa de domingo, 13 de setembro, arranca às 18h00 com a IV Marcha/Corrida da Feira de Salir. A vertente cultural ganha destaque às 20h00, com a atuação do Rancho Típico Sambrasense. A animação musical prossegue com baile por Emanuel e Tânia, às 21h00, o concerto da banda Os Alentons, às 22h30, e a continuação do baile pela noite fora.
Na segunda-feira, 14 de setembro, o último dia do evento abre às 11h00 com animação de rua por Filipe Romão. A música tradicional do grupo Os Alfarroba sobe ao palco às 19h30, dando lugar ao baile com Ruben Filipe, às 21h00. O encerramento dos concertos fica a cargo de Jorge Guerreiro, às 22h00, seguindo-se a continuação do baile até ao fecho do recinto.
Com entrada livre, a Feira de Salir é organizada pela Junta de Freguesia de Salir, contando com o apoio do Município de Loulé.
Venha descobrir o litoral de Quarteira através de um percurso que combina natureza, biodiversidade e património histórico.
Ao longo deste trilho, será possível observar diversas aves aquáticas e migratórias na Foz do Almargem e do Trafal, enquanto se conhece a riqueza histórica e cultural deste território — desde os vestígios da pré-história e das ruínas romanas até à identidade ligada à tradição piscatória.
A atividade pretende também sensibilizar para a fragilidade dos sistemas dunares, a erosão costeira e os desafios das alterações climáticas, promovendo uma reflexão sobre a importância de conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação do património natural e cultural.
Uma oportunidade para caminhar, observar, aprender e valorizar o território, descobrindo de perto a importância da proteção deste espaço litoral.
Cine-concerto com a Orquestra do Algarve, novos formatos de apoio à criação artística, reforço da programação de fado, regresso do cinema para público jovem e adulto e dois novos eventos integrados nas celebrações do Bicentenário marcam a programação de setembro a dezembro
A nova temporada artística do Auditório Municipal Maria Barroso arranca a 12 de setembro com um cine-concerto muito especial, protagonizado pela Orquestra do Algarve, a partir do icónico filme mudo The General (1926), de Buster Keaton. O espetáculo integra o Ciclo APOS – Música Clássica para Todos, uma parceria entre o Município de Olhão e a Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão, e insere-se nas comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.
Esta nova temporada constitui um período de transição na estratégia cultural e programação artística da maior sala de espetáculos do concelho. Está prevista uma revisão significativa das mesmas a partir de janeiro de 2027, no sentido de incrementar a diversidade, continuidade e previsibilidade das propostas e contribuir para uma maior captação de vários tipos de público-alvo. Este processo estará alinhado com a ECCO – Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão (2027-2030), que será apresentada publicamente no final de novembro deste ano.
Música, teatro e propostas para vários públicos
Na área dos concertos, a programação traz a Olhão Ricardo Ribeiro, que apresenta o novo disco, A alma só está bem onde não cabe, a 26 de setembro. Seguem-se Tiago Bettencourt, a 10 de outubro, e Bárbara Tinoco, a 14 de novembro.
A música estará, ainda, representada pelo aniversário da Banda Filarmónica 1.º de Dezembro de Moncarapacho, a 1 de dezembro, e pela Gala de Fados, a 6 de dezembro.
Entre os restantes destaques da programação encontram-se a Gala da Universidade Sénior, a 19 de setembro, o teatro de revista com João Baião, nos dias 26, 27 e 28 de novembro, os formatos “Mostra-te” da Bodydance e da Hip Hop Fusion, respetivamente a 17 de outubro e 21 de novembro, e, ainda, o espetáculo infantil de Natal, a 13 de dezembro.
Auditório com novo horário e Fado aos Domingos na sala de espetáculos
Entre as novidades desta temporada, está o novo horário de funcionamento do Auditório Municipal, que passa a funcionar de terça feira a sábado, das 10:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00.
A alteração permite aos visitantes desfrutar dos projetos patentes nos foyers do equipamento, nomeadamente da principal exposição integrada na programação cultural do Bicentenário, Dois séculos a fazer um lugar, concebida pela equipa do Museu Municipal de Olhão.
Também a rubrica regular Fado aos Domingos conhece uma alteração nesta nova temporada. Na sequência da elevada adesão de espetadores registada nos últimos meses, a iniciativa passa a realizar-se na sala de espetáculos, disponibilizando mais lugares sentados e melhores condições de conforto, visibilidade e audição para os públicos e artistas envolvidos.
Assim, sempre aos domingos, às 16:00, com entrada livre, entre 20 de setembro e 29 de novembro, desfilarão pelo palco do Auditório os músicos Vítor do Carmo, Nuno Martins, Filipe Batista e Tó Correia, bem como os fadistas Pedro Calado, Teresa Viola, Jorge Gonçalves, Inês Gonçalves, Pedro Viola, Tatiana Pinto, Marta Alves, Sara Gonçalves, César Matoso e Carlos Borges.
A iniciativa mantém a curadoria artística independente de Conceição Forra.
Buba Espinho e Conservatório de Música de Olhão em espetáculo inédito
Um dos grandes destaques da temporada é a encomenda artística a Buba Espinho e ao Conservatório de Música de Olhão, através de um ensemble de cordas e coro, para um espetáculo inédito, que terá lugar a 7 de novembro.
A proposta pretende estimular a criatividade e valorizar as estruturas olhanenses, integrando-se, igualmente, nas celebrações do Bicentenário.
Outro dos momentos de destaque será a residência artística e concerto de apresentação do novo disco Nem Tudo Sara, de Sara Badalo / Eira Viva – Associação Cultural, a 23 de outubro.
Este formato pretende ser consolidado pelo Auditório em 2027, no âmbito da sua estratégia de apoio à criação, através da agregação de um período intensivo de experimentação-pesquisa-criação em palco, seguido da apresentação de novos trabalhos de artistas sediados no concelho.
Bicentenário com colóquio e novo evento bienal
Duas outras novas propostas enquadradas nas comemorações do Bicentenário integram, igualmente, esta programação cultural.
A 24 de outubro, realiza-se um colóquio dedicado à história e identidade olhanenses, que contará com os convidados especiais Raquel Varela, António Costa Pinto, António Francisco Ventura Pina, Joaquim Américo Fialho Anastácio, Andreia Fidalgo, Fernando Cabrita, Sandra Romba, Idalécio Soares, André Rosa, a APOS, entre outros. E inclui ainda um concerto com Susana Neves e Ricardo Salvador Martins.
Já entre 20 e 22 de novembro, terá lugar a primeira edição de um novo evento bienal, inédito em Portugal neste âmbito temático, intitulado Participação Cívica e Cultura.
A iniciativa trará a Olhão vários exemplos de boas práticas participativas implementadas a nível nacional nas áreas da cultura, artes, património e ambiente. Será, também, o momento de anúncio de vários projetos participativos e colaborativos a implementar em 2027, bem como de apresentação pública da ECCO – Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão.
A ECCO começou a ser desenhada no início de 2026, numa lógica de envolvimento da comunidade nos seus vários quadrantes, incluindo população em geral, associações, escolas, empresas, grupos informais e equipas municipais.
Setembro dedicado à participação, cinema de animação e artes visuais
Durante o mês de setembro realizam-se ainda, no palco do Auditório, vários laboratórios participativos. Um deles envolve as equipas municipais da Biblioteca, Museu, Auditório e Arquivo, tendo em vista a recolha de contributos para a ECCO, numa escuta interna inédita na autarquia.
Outro laboratório será realizado com os agentes associativos do concelho, com o objetivo de contribuir para a criação/revisão da regulamentação municipal de apoio a este universo, a vigorar a partir de janeiro de 2027.
Ainda em setembro, no dia 24, terão lugar duas sessões de cinema destinadas ao público escolar, no âmbito do Animagoria – Festa do Cinema de Animação do Algarve, uma parceria com a associação Plutão de Verão.
A edição deste ano da iniciativa coloca o foco na conexão humana na criação artística, partindo da realidade de uma era marcada pela massificação das ferramentas de inteligência artificial e lançando a reflexão sobre o lugar que pode ocupar o cinema de animação e sobre como continuar a cultivar a sensibilidade, a imaginação e o pensamento crítico.
Também a 2.ª edição dos Open Ateliers Olhão, evento que visa valorizar e promover o ecossistema das artes visuais no concelho, passa pelo Auditório Municipal. Nos dias 18, 19 e 20 de setembro, poderá ser visitada uma exposição de trabalhos do criativo Igor Nunes Silva.
A iniciativa inclui, ainda, propostas de mais 67 artistas, disseminadas pelo coração da cidade em vários espaços, entre casas particulares, lojas criativas, sedes de associações culturais, ateliers de arquitetura, hotéis e espaço público.
Regresso do cinema ao Auditório
Durante o mês de outubro, em data e com parceiros ainda a anunciar, o Auditório Municipal retomará, depois de um longo interregno, a oferta de cinema para público jovem e adulto, com sessões às terças feiras à noite.
A retoma desta valência integra, igualmente, a estratégia de diversificação da oferta do equipamento cultural.
Informações e bilheteira
Para mais informações sobre a programação da nova temporada, os interessados podem consultar as redes sociais do Auditório Municipal de Olhão, a sua bilheteira online, ou contactar diretamente o equipamento através do email auditorio@cm-olhao.pt, ou do telefone 289 700 160.
A Câmara Municipal de Loulé acaba de lançar o ATIVO, um novo programa municipal que pretende promover a prática regular de atividade física através da realização de atividades gratuitas em espaços públicos, numa lógica de parceria e cooperação com os ginásios locais. As candidaturas para integrar o programa já se encontram abertas.
A iniciativa surge no âmbito da estratégia municipal de promoção da atividade física enquanto instrumento para a melhoria da saúde, da qualidade de vida e da coesão social. Num concelho marcado por diferentes realidades territoriais, o LOULÉ ATIVO pretende aproximar a prática de exercício físico da população e criar novas oportunidades para que os cidadãos adotem estilos de vida mais ativos.
Um dos elementos diferenciadores do programa passa precisamente pelo envolvimento dos ginásios privados e dos profissionais de exercício físico do concelho. O Município assume um papel de facilitador, coordenador e promotor, procurando criar uma rede de parceiros que permita levar diferentes atividades aos espaços públicos e, simultaneamente, valorizar o trabalho desenvolvido pelos agentes privados na promoção da saúde e do exercício físico.
O modelo assenta, assim, numa lógica de cooperação público-privada e complementaridade, não pretendendo o Município substituir-se à oferta existente, mas antes contribuir para aumentar a procura e a participação da população na prática regular de atividade física. A valorização dos espaços públicos enquanto locais de saúde, bem-estar e convívio constitui igualmente uma das linhas orientadoras do projeto.
Numa primeira fase, o ATIVO terá especial incidência em Loulé, Almancil e Quarteira, estando prevista a sua progressiva extensão a outras freguesias do concelho, nomeadamente Querença, Boliqueime e Salir.
As candidaturas já estão abertas e os ginásios interessados em integrar o LOULÉ ATIVO podem já consultar o Regulamento de Participação e submeter a respetiva candidatura. Tanto o regulamento como o formulário de inscrição foram disponibilizados no dia 6 de setembro. Toda a informação sobre o programa, regulamento e processo de candidatura está disponível na página oficial do projeto: https://www.louledesporto.com/projeto-ativo/
Com o ATIVO, o Município de Loulé pretende dar mais um passo na construção de um concelho mais ativo e saudável, aproximando cidadãos, profissionais do exercício físico, ginásios e espaços públicos em torno de um objetivo comum: criar mais oportunidades para que a atividade física faça parte do quotidiano da população.
Entre as metas definidas encontram-se ainda o aumento da literacia em saúde e exercício físico, a promoção da coesão territorial e a criação de uma verdadeira rede municipal de parceiros da atividade física.
A utilização da luz com finalidade terapêutica vem ganhando espaço em diferentes áreas da saúde. Entre essas tecnologias está o ILIB — Intravascular Laser Irradiation of Blood, uma modalidade de fotobiomodulação sistémica investigada principalmente por seus possíveis efeitos sobre inflamação, stress oxidativo, circulação e metabolismo celular.
Embora tenha se tornado bastante popular nos últimos anos, compreender corretamente o que é o ILIB, como ele funciona e quais benefícios já possuem respaldo científico é fundamental para que a técnica seja utilizada de maneira responsável.
O que é ILIB?
O ILIB surgiu originalmente como uma técnica em que uma fibra óptica era inserida por via intravenosa para irradiar diretamente o sangue com laser de baixa potência.
Posteriormente, foram desenvolvidas abordagens não invasivas nas quais a luz é aplicada externamente sobre vasos sanguíneos superficiais, especialmente sobre a artéria radial, localizada na região do punho.
Na literatura científica mais atual, esta última abordagem é denominada fotobiomodulação vascular transcutânea — VPBM (Vascular Photobiomodulation), embora comercialmente ainda seja frequentemente chamada de “ILIB” ou “ILIB modificado”. (PubMed)
A técnica faz parte do conceito de fotobiomodulação (PBM), que utiliza luz em comprimentos de onda específicos e em baixa intensidade para produzir respostas biológicas sem provocar aquecimento ou destruição dos tecidos.
Como a fotobiomodulação age no organismo?
A ação da fotobiomodulação está relacionada principalmente à interação da luz com estruturas celulares capazes de absorver energia luminosa.
Entre os mecanismos propostos está a influência sobre a atividade mitocondrial, especialmente sobre componentes da cadeia respiratória celular. Como consequência, podem ocorrer alterações na produção de ATP — a principal molécula energética utilizada pelas células — e na sinalização celular.
Também são estudadas alterações relacionadas a:
produção de óxido nítrico;
microcirculação;
metabolismo energético;
espécies reativas de oxigénio;
mecanismos antioxidantes;
mediadores da resposta inflamatória.
Uma revisão sistemática publicada em 2024 avaliou estudos sobre ILIB e encontrou alterações em citocinas relacionadas à resposta inflamatória e aumento de óxido nítrico. Entretanto, apenas seis estudos preencheram os critérios da revisão, demonstrando que a evidência disponível ainda é limitada. (PubMed)
O ILIB realmente ajuda a “desinflamar” o organismo?
A expressão “desinflamar o corpo” é bastante utilizada popularmente, porém cientificamente é mais apropriado falar em modulação da resposta inflamatória.
Uma revisão publicada em 2025 analisou oito ensaios clínicos randomizados, envolvendo 340 participantes. Os trabalhos avaliaram diferentes condições clínicas e encontraram resultados relacionados à redução de marcadores como IL-6 e TNF-α, diminuição de marcadores de stress oxidativo, redução de dor e melhoria de alguns indicadores de qualidade de vida. Não foram relatados eventos adversos graves nesses estudos. (PubMed)
Isso não significa, entretanto, que o ILIB funcione como uma espécie de “detox” capaz de neutralizar os efeitos de uma alimentação rica em açúcar, excesso de sal, álcool ou produtos ultraprocessados.
A fotobiomodulação deve ser entendida como terapia complementar. Sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física, hidratação e tratamento das alterações metabólicas continuam sendo fundamentais para o controlo da inflamação sistémica.
Principais benefícios estudados
Os estudos disponíveis sugerem que a fotobiomodulação vascular pode estar relacionada a:
Modulação da inflamação Algumas pesquisas demonstramalterações de citocinas pró e anti-inflamatórias.
Redução do stress oxidativo A técnica vem sendo investigada pela capacidade de modular mecanismos envolvidos na produção e neutralização de espécies reativas de oxigénio.
Microcirculação e função vascular O óxido nítrico participa da regulação vascular e alguns estudos sugerem que sua disponibilidade pode ser influenciada pela fotobiomodulação.
Metabolismo e função mitocondrial A PBM é estudada pela capacidade de modificar processos associados à produção de energia celular.
Dor e recuperação tecidual A fotobiomodulação possui aplicações estudadas em diferentes condições relacionadas à dor e reparação de tecidos.
Apesar desses resultados, uma revisão integrativa publicada em 2025, que reuniu 37 trabalhos sobre ILIB e fotobiomodulação vascular, concluiu que as diferenças entre protocolos, parâmetros dos aparelhos e metodologias ainda impedem afirmar categoricamente sua eficácia para todas as aplicações propostas. (PubMed)
Para quem o ILIB pode ser indicado?
A literatura investiga a fotobiomodulação sistémica como terapia complementar em diferentes situações relacionadas a:
processos inflamatórios;
stress oxidativo elevado;
alterações circulatórias;
determinadas condições metabólicas;
condições musculoesqueléticas e dolorosas;
recuperação e reparação tecidual.
A indicação deve sempre considerar a condição individual, os parâmetros do equipamento, a formação do profissional e a legislação que regulamenta a utilização do dispositivo.
É importante reforçar que ILIB ou VPBM não substituem diagnóstico médico, medicamentos prescritos ou tratamentos específicos para doenças sistémicas.
Contraindicações e cuidados
A literatura científica ainda não apresenta uma lista universal e definitiva de contraindicações específicas para ILIB/VPBM. Revisões sobre a técnica apontam justamente a necessidade de estudos mais robustos para definir melhor protocolos, dosimetria, segurança em longo prazo e indicações clínicas. (PubMed)
Por isso, antes da aplicação devem ser avaliados fatores como:
utilização de medicamentos ou substâncias fotossensibilizantes;
doenças ou condições sistémicas relevantes;
alterações hematológicas importantes;
gravidez, devido à limitação de estudos específicos;
condições oncológicas ativas ou em acompanhamento, que exigem avaliação individualizada;
presença de alterações cutâneas no local onde o equipamento será aplicado;
sensibilidade individual e características específicas do equipamento.
A utilização de proteção ocular adequada e o cumprimento dos parâmetros recomendados para cada dispositivo também são fundamentais.
Um consenso internacional publicado em 2025 considera a fotobiomodulação, dentro de parâmetros apropriados, uma modalidade geralmente segura e destaca que a luz vermelha utilizada em PBM não demonstrou induzir dano ao DNA. (PubMed)
Quanto tempo dura uma sessão?
Não existe um tempo universal de aplicação para todas as modalidades e equipamentos.
Entretanto, protocolos de 30 minutos são bastante encontrados em pesquisas queutilizam aplicação transcutânea sobre a artéria radial.
Um estudo com 28 mulheres, por exemplo, utilizou laser vermelho de 660 nm e 100 mW durante 30 minutos sobre a artéria radial. Os pesquisadores identificaram modificações em alguns metabólitos plasmáticos após a aplicação, embora tenham ressaltado que o impacto geral sobre o metaboloma foi pequeno e que novas pesquisas são necessárias. (PubMed Central (PMC))
O tempo, frequência e número total de sessões, entretanto, não devem ser copiados de maneira automática, porque comprimento de onda, potência, energia, área irradiada e objetivo terapêutico interferem diretamente na dose recebida.
Fotobiomodulação é uma terapia dependente de dose.
E QUAL A RELAÇÃO ENTRE ILIB E SAÚDE CAPILAR?
Este é um ponto particularmente interessante para a tricologia.
O folículo piloso é uma estrutura metabolicamente ativa e extremamente sensível às condições do organismo.
Inflamação, stress oxidativo, alterações metabólicas, deficiências nutricionais, alterações hormonais, stress psicológico e algumas doenças sistémicas podem interferir no ciclo capilar.
Nesse contexto, uma terapia capaz de modular determinadas vias inflamatórias e oxidativas pode teoricamente ser interessante como coadjuvante dentro de um protocolo tricológico global.
Entretanto, existe uma diferença científica muito importante:
ILIB/VPBM não é a mesma coisa que aplicar fotobiomodulação diretamente no couro cabeludo.
As evidências atualmente disponíveis para crescimento capilar são muito mais robustas para a fotobiomodulação local do couro cabeludo (LLLT/PBM) do que para ILIB.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 avaliou 38 estudos e 3.098 pacientes. Entre os pacientes com alopecia androgenética, a fotobiomodulação de baixa intensidade aplicada diretamente para tratamento capilar produziu aumento significativo da densidade dos fios quando comparada ao placebo. (PubMed)
Outra meta-análise envolvendo 15 estudos e 795 pacientes também encontrou aumento significativo da densidade capilar com fotobiomodulação em indivíduos com alopecia androgenética. (PubMed)
Uma revisão sistemática anterior igualmente demonstrou resultados favoráveis tanto em homens quanto em mulheres com alopecia androgenética. (PubMed)
Portanto, atualmente podemos afirmar que existe evidência clínica razoável para fotobiomodulação aplicada diretamente no couro cabeludo na alopecia androgenética.
Por outro lado, ainda não existem evidências clínicas suficientes para afirmar que o ILIB isoladamente seja capaz de provocar crescimento capilar ou tratar alopecias.
Essa diferenciação é essencial.
Como o ILIB pode ser inserido dentro de um protocolo tricológico?
Em vez de considerá-lo um tratamento isolado contra queda de cabelo, uma abordagem mais coerente é utilizá-lo, quando indicado, como parte de uma estratégia integrativa.
O protocolo pode envolver:
avaliação detalhada do couro cabeludo e dos fios;
tricoscopia;
investigação da provável causa da queda;
fotobiomodulação diretamente no couro cabeludo;
tratamentos específicospara equilíbrio da microbiota e oleosidade;
terapias voltadas à barreira cutânea;
orientação nutricional e médica quando necessária;
e fotobiomodulação sistémica como terapia complementar em pacientes criteriosamente selecionados.
A escolha dependerá do diagnóstico ou da hipótese tricológica.
Eflúvio telógeno, alopecia androgenética, alopecia areata, alterações inflamatórias e doenças cicatriciais são condições completamente diferentes e não devem receber um protocolo único simplesmente porque todas apresentam queda de cabelo.
Luz como aliada, e não como solução isolada
A fotobiomodulação representa uma das áreas mais interessantes da terapêutica contemporânea e possui mecanismos biológicos plausíveis e um corpo científico crescente.
Entretanto, ciência também significa reconhecer os limites da evidência.
Até o momento, estudos sobre ILIB e fotobiomodulação vascular demonstram resultados promissores principalmente em mecanismos associados à inflamação, stress oxidativo e função celular, mas ainda existe grande heterogeneidade de protocolos e necessidade de ensaios clínicos maiores e padronizados.
Na saúde capilar, as evidências são mais consistentes para a aplicação de fotobiomodulação diretamente no couro cabeludo, especialmente na alopecia androgenética.
Por isso, a verdadeira evolução da tricologia não está simplesmente em utilizar mais tecnologias, mas em saber por que, quando e para quem cada tecnologia deve ser utilizada.
A terapia deve estar sempre baseada em avaliação individualizada, conhecimento do ciclo capilar, compreensão das alterações sistémicas e utilização consciente das ferramentas disponíveis.
Referências científicas selecionadas
Díaz L. et al. The clinical efficacy of intravascular laser irradiation of blood (ILIB): A narrative review of randomized controlled trial. Photodiagnosis and Photodynamic Therapy. 2025. PMID: 40324571. (PubMed)
Brassolatti P. et al. Systemic photobiomodulation: an integrative review of evidence for intravascular laser irradiation of blood and vascular photobiomodulation. Lasers in Medical Science. 2025. PMID: 39847118. (PubMed)
Influence of Intravascular Laser Irradiation of Blood (ILIB) on inflammatory cytokines and nitric oxide in vivo: a systematic review. 2024. PMID: 38433159. (PubMed)
Maghfour J. et al. Evidence-based consensus on the clinical application of photobiomodulation. Journal of the American Academy of Dermatology. 2025;93(2):429–443. PMID: 40253006. (PubMed)
Low-Level Laser and LED Therapy in Alopecia: A Systematic Review and Meta-Analysis. Dermatologic Surgery. 2024. PMID: 39404126. (PubMed)
Gupta AK, Bamimore MA. Factors influencing the effect of photobiomodulation in the treatment of androgenetic alopecia: A systematic review and analyses of summary-level data. Dermatologic Therapy. 2020;33(6):e14191. (PubMed)
Coluna de saúde/beleza Fabiana Fukuda tricologista e cabeleireira
O Polo “Casimiro de Brito” da Biblioteca Municipal de Loulé, em Almancil, celebra os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, romance icónico do autor João Guimarães Rosa.
A atividade, realizada em parceria com a UALG, Município de Montemor-o-Novo e Fundação José Saramago, tem lugar no dia 11 de setembro, pelas 18h.
Em 2026, comemoram-se os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas” (1956), obra maior de João Guimarães Rosa (1908–1967) e um dos marcos da Literatura de língua portuguesa. O evento proposto assinala esta efeméride em Loulé, trazendo o universo rosiano ao Algarve através de três dimensões complementares: a narração oral, a criação artística e a reflexão sobre literatura, território e turismo cultural.
A iniciativa articula-se com a vinda a Portugal de Dôra Guimarães e Thiago Goulart, a convite da Fundação José Saramago e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, e com a estância de investigação na UAlg de Diomira Faria, diretora do Espaço do Conhecimento UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e cocuradora da exposição “Sertão Mundo”, dedicada à obra rosiana e às suas reverberações pelo mundo.
O encontro pretende demonstrar que a exposição “Sertão Mundo” e o trabalho de narração oral do Grupo Miguilim podem constituir modelos replicáveis nos territórios do Algarve e adaptáveis a outros autores, portugueses e lusófonos, constituindo instrumentos concretos de mediação literária, de reforço identitário e de desenvolvimento local.
Para além de uma sessão de narração oral, o momento contará com a mesa-redonda “O sertão está em toda a parte: turismo literário e desenvolvimento dos territórios, de Cordisburgo ao Algarve”.
A Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg)
apresenta oficialmente a Receção ao Caloiro do Algarve 2026, que este ano surge com uma nova identidade e um conceito renovado, procurando transformar o início do novo ano académico num momento de encontro, integração e celebração para toda a comunidade estudantil. Todos os anos, a Receção ao Caloiro do Algarve acolhe mais de mil novos estudantes, que assume um papel essencial na integração daqueles que chegam pela primeira vez ao Ensino Superior. Mais do que um evento, a Receção ao Caloiro representa um conjunto de momentos que permitem aos novos estudantes conhecer a Universidade, criar novas relações, descobrir a vida académica e começar a construir a sua própria história enquanto estudantes da Universidade do Algarve. A edição de 2026 pretende, contudo, ir além da receção aos novos estudantes. A aposta passa por criar uma experiência que envolva toda a comunidade estudantil, aproximando novos e antigos estudantes e proporcionar diferentes oportunidades de convívio, integração e celebração. Um novo recinto no Complexo das Piscinas Municipais de Faro Uma das principais novidades desta edição será o novo recinto da Receção ao Caloiro do Algarve, localizado no Complexo das Piscinas Municipais de Faro, numa parceria entre a Associação Académica da Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Faro. O novo espaço representa uma aposta na inovação e na criação de uma experiência mais abrangente, sendo composto por duas áreas integradas no mesmo recinto. A abertura destas áreas acontecerá de forma faseada, que acompanham a programação da Receção ao Caloiro e permitem que o espaço vá crescendo ao longo da semana. 18 a 22 de setembro – Um espaço de convívio para toda a comunidade estudantil A partir do dia 18 de setembro, a Receção ao Caloiro chega ao novo recinto, no Complexo das Piscinas Municipais de Faro. Entre os dias 18 e 22 de setembro, estará aberta uma das áreas que integram o recinto, criando um espaço de convívio acompanhado por música e pensado para toda a comunidade estudantil. O objetivo é proporcionar um ponto de encontro ao longo destes dias, onde os estudantes possam reunir-se depois das aulas, das atividades dos seus cursos ou dos restantes compromissos académicos, encontrando um espaço para conviver, ouvir música e aproveitar o ambiente da Receção ao Caloiro. Este espaço estará aberto a todos os estudantes da Universidade do Algarve, não estando limitado aos novos alunos, às Comissões de Praxe ou às Comissões de Festas. A proposta pretende criar um ambiente descontraído e acessível, onde diferentes estudantes possam encontrar-se, conhecer-se e integrar-se na comunidade académica, reforçando o espírito de união que marca o início de um novo ano letivo. 23 a 26 de setembro – Todo o recinto aberto A partir do dia 23 de setembro, a Receção ao Caloiro entra numa nova fase. Entre 23 e 26 de setembro, a segunda área do recinto será também aberta ao público, passando as duas áreas que integram o mesmo recinto a funcionar em simultâneo. As duas áreas estarão ligadas entre si, permitindo aos estudantes circular pelo espaço e viver diferentes experiências dentro do mesmo recinto. Esta nova configuração permitirá uma programação mais diversificada, com diferentes artistas, ambientes, atividades e dinâmicas, criando uma experiência mais abrangente e capaz de chegar aos diferentes interesses da comunidade estudantil. Desta forma, o espaço que, entre os dias 18 e 22, funcionará parcialmente como um ponto de encontro e convívio com música, passa, a partir de 23 de setembro, a estar integralmente aberto, com ambas as áreas em funcionamento. Uma Receção ao Caloiro que é de todos A edição de 2026 parte de uma ideia essencial: receber os novos estudantes é também envolver toda a comunidade que os recebe. A integração não acontece apenas através de atividades dirigidas aos novos alunos. Acontece através do contacto com outros estudantes, da descoberta da vida académica, da criação de novas amizades e da participação nos momentos que fazem parte da experiência universitária. É nesse sentido que a AAUAlg pretende que a Receção ao Caloiro do Algarve seja um espaço onde novos estudantes e estudantes de anos anteriores possam estar juntos, independentemente do curso, ano ou estrutura académica a que pertençam. O objetivo é proporcionar uma experiência onde todos possam encontrar o seu espaço, participar e sentir-se parte da Universidade do Algarve. Uma nova imagem para uma nova edição A Receção ao Caloiro do Algarve 2026 apresenta também uma nova identidade visual, que acompanha a renovação do conceito e da experiência do evento. Com um novo espaço, diferentes ambientes, artistas, dinâmicas e várias surpresas, a AAUAlg prepara uma edição que pretende marcar o início do ano letivo 2026/2027 e criar novas memórias para toda a comunidade estudantil. De 17 a 26 de setembro, a Receção ao Caloiro será vivida em diferentes momentos: 17 de setembro Arraial Académico no Campus da Penha. 18 a 22 de setembro Uma parte do novo recinto estará aberta, com música e um espaço de convívio destinado a toda a comunidade estudantil. 23 a 26 de setembro Todo o recinto estará aberto, com as duas áreas em funcionamento e ligação entre ambas, apresentando diferentes artistas, ambientes e dinâmicas. A Associação Académica da Universidade do Algarve convida toda a comunidade académica e algarvia a fazer parte desta nova edição da Receção ao Caloiro e daquele que será um dos grandes momentos de celebração do início do novo ano académico. Uma nova imagem. Um novo conceito. Um novo espaço. Uma Receção ao Caloiro para todos. Receção ao Caloiro do Algarve 2026 A tua história começa aqui.