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00h. Hugo Soares diz que protesto tem "motivação partidária"

Hugo Soares defende que a nova lei do arrendamento vai trazer mais casas ao mercado. Ainda nesta edição, na Concertação Social, confederações patronais recusam rever o acordo plurianual de rendimentos

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Concertação social acorda negociar prorrogação do Fundo de Compensação do Trabalho

Os parceiros sociais acordaram esta quarta-feira, 21 de outubro, negociar a extensão do prazo de execução do Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) para lá de 31 de dezembro e a devolução do dinheiro às empresas cujo valor não exceda os mil euros.

Os patrões querem que as empresas tenham pelo menos mais seis meses para aplicar os 434 milhões de euros que estão no FCT, defendendo, à saída da reunião de Concertação Social, que decorreu hoje, que empresas que tenham saldos até mil euros o possam levantar.

Atualmente, a verba no FCT teria que ser aplicada a determinados fins com vista à melhoria das condições de trabalho como formação, habitação ou até indemnizações por despedimentos.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Maria Palma Ramalho, afirmou, após a reunião, que “houve uma proposta de ser prorrogado seis meses [da execução do FCT], mas houve propostas de ser prorrogado por outro tempo”, deixando em aberto o prazo concreto a ser definido.

“Portanto, uma prorrogação, mas nem sequer está consensualizado (…), portanto, tudo o resto, obviamente, está em cima da mesa neste momento”, acrescentou.

Na mesma linha, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, afirmou que “o prazo acaba no fim do ano e, portanto, há uma prorrogação de pelo menos mais seis meses”, tendo admitido ainda que “parece ter havido um consenso à volta da mesa”.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, reforçou o mesmo ponto, afirmando que o prazo terminaria “a 31 de dezembro, e, portanto, será prorrogado por mais uns seis meses”, embora não tenha sido ainda “estabelecido com rigor”, reconheceu.

Já o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, admite que esta é uma questão que vai analisar, acrescentando que “há empresas que têm valores residuais”, pelo que “não vai resolver nenhum problema na empresa”.

Em relação a estes valores residuais, os patrões – com exceção da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) que não compareceu na conferência de imprensa – mostraram-se de acordo em relação à devolução do valor às empresas até mil euros, sem que estas os tenham que aplicar dentro das normas de utilização atualmente em vigor.

O valor retido no fundo, segundo Francisco Calheiros, é na maior parte das empresas abaixo de mil euros, ao que o presidente da CIP, Armindo Monteiro diz ainda que “é um valor que foi pago pelas empresas, mas foi uma espécie de uma retenção na fonte para servir a um determinado propósito” e, assim, terá que “regressar aos donos desse dinheiro, que são naturalmente as empresas”.

Por outro lado, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que “houve o prazo para as empresas socorrerem desse valor”.

“Terminado esse prazo, o posicionamento da nossa parte é que esse valor das duas uma: ou reverta conforme a lei hoje está estabelecida para o FGCT [Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho], ou para aquilo que, do nosso ponto de vista, é o mecanismo que mais se assemelha ao FCT, que é o Fundo de Garantia Salarial, o FGS”, acrescentou.

Além disto, a CGTP defendeu também “que seja reposto a totalidade daquilo que foi retirado aos trabalhadores, ou seja, recuperar para os trabalhadores os 30 dias por ano de compensação em caso de despedimento”.

Em relação ao salário mínimo nacional, segundo os patrões a questão não foi propriamente discutida, pelo que, segundo a ministra do Trabalho “está em cima da mesa cumprir o acordo”, que prevê o aumento do salário mínimo em 50 euros para 970 euros em 2027.

As centrais sindicais têm vindo a defender um aumento acima da meta acordada, argumentando, nomeadamente, que a inflação está acima do esperado. A CGTP defendeu que a retribuição mínima garantida suba para 1.100 euros no próximo ano, enquanto a UGT reivindica que fique acima dos 1.000 euros.

As confederações empresariais, por sua vez, afirmaram que não veem razões “plausíveis” para avançar com um reforço do acordo de valorização salarial e crescimento económico em vigor, nomeadamente ao nível do salário mínimo nacional, argumentando que há medidas que ainda não foram cumpridas.

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"Invadir comunicação social é grave": ministro sobre RUC

Leitão Amaro criticou a intrusão na RUC, os empurrões a repórteres em manifestações e apelou ao pluralismo nos media, em audição parlamentar.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Mas "acho que o empurrar, o intimidar, o invadir, tudo isso é indesejável. É a vandalização [...] da propriedade pública [é] altamente condenável.", disse o ministro de Presidência
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Incubadora de Inovação Social lançada em Olhão para impulsionar projetos impacto social no sotavento algarvio

Projeto arranca com um plano de duração de 36 meses, apostando na inovação social, na colaboração entre entidades e no desenvolvimento de respostas aos desafios do território. O Moinho – Incubadora de Inovação Social do Sotavento Algarvio foi apresentado publicamente no passado dia 14 de outubro, numa sessão realizada na Sala Multiusos da Biblioteca Municipal […]

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Invasão da RUC. Associação Académica apresentou à Provedoria

Associação Académica de Coimbra pediu à Provedoria de Justiça "que se pronuncie sobre a gravidade dos acontecimentos, em particular sobre a entrada não autorizada nas instalações".

© Tiago Petinga/LUSA

Associação Académica de Coimbra sublinha que não se pode "normalizar nem desvalorizar uma situação desta natureza"
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Salários da função pública em negociação segunda-feira

Sindicatos pedem aumentos bem acima dos 2,3% previstos no acordo plurianual. Governo diz estar disponível para analisar propostas e garantir "soluções equilibradas".

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A confirmar-se o cumprimento da meta prevista no acordo, a base remuneratória da administração pública subirá dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros em 2027
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ERC abre averiguações sobre invasão à RUC pelo Chega

A entidade reguladora deliberou por unanimidade investigar o caso. A Académica de Coimbra prepara queixa no Ministério Público e vai reforçar a segurança.

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O presidente da AAC considerou que a Assembleia da República deverá também analisar o quadro sancionatório face ao comportamento das duas deputadas
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Sall processa ERC pelas coimas aplicadas à TVI e Medialivre

O Sall usou a figura da ação popular para impugnar a deliberação que abriu contraordenações com coimas até 150 mil euros contra TVI, CNN Portugal, CMTV e Now.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Caso o tribunal dê razão ao Sall, a qualificação que sustenta uma das infrações imputadas aos operadores da TVI, CNN Portugal, CMTV e Now, pode cair
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Fundação António Aleixo vence Prémio Ida Martins com projeto de mercearia social

O projeto recebe 7.500 euros e prevê que as famílias escolham alimentos com um cartão de pontos mensal. Refood Faro e Misericórdia de VRSA também foram distinguidas.

O conteúdo Fundação António Aleixo vence Prémio Ida Martins com projeto de mercearia social aparece primeiro em Barlavento.

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APMEDIO alerta que nova Portaria poderá excluir a maioria da comunicação social regional e local da publicidade institucional dos Fundos Europeus

A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online alertou hoje para os efeitos da Portaria n.º 263-B/2026/1, de 15 de junho, considerando que os critérios de elegibilidade nela previstos poderão excluir uma parte muito significativa dos órgãos de comunicação social regionais e locais portugueses do regime de publicidade institucional relativo aos projetos financiados pelos Fundos Europeus.
Segundo a Associação, a Portaria remete, para efeitos de elegibilidade, para a alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 98/2007, que exige que a entidade proprietária ou editora disponha de:
“…pelo menos, cinco profissionais com contrato de trabalho ao seu serviço, dos quais três jornalistas com carteira profissional, e uma tiragem média mínima por edição de 5000 exemplares nos seis meses anteriores à data de apresentação do requerimento de candidatura, caso a periodicidade com que se encontrem registadas seja igual ou inferior à trissemanal.”

Na perspetiva da APMEDIO, estes requisitos foram concebidos para uma realidade da comunicação social existente há quase vinte anos e não refletem a estrutura atual da comunicação social regional e local portuguesa, constituída maioritariamente por pequenas e microempresas. A Associação considera que a aplicação destes critérios poderá impedir que muitos órgãos de comunicação social de proximidade participem na divulgação institucional dos projetos financiados pela União Europeia, apesar do papel que desempenham diariamente na informação das comunidades locais.
“A qualidade do jornalismo não depende da dimensão da empresa nem do número de trabalhadores ao seu serviço. Depende da responsabilidade editorial, do cumprimento da lei e da confiança conquistada junto das comunidades.”
A APMEDIO defende que os critérios de elegibilidade deveriam privilegiar fatores como:

  • o registo junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC);
  • a existência de Estatuto Editorial;
  • a designação de Diretor de Informação;
  • o cumprimento do Estatuto do Jornalista e das restantes normas legais aplicáveis;
  • a atividade editorial regular;
  • a efetiva implantação territorial do órgão de comunicação social.
    Na opinião da Associação, estes elementos constituem uma garantia muito mais adequada da qualidade editorial do que critérios baseados exclusivamente na dimensão empresarial.
    A APMEDIO lembra ainda que a comunicação social regional e local desempenha um papel essencial na divulgação dos investimentos públicos realizados nos territórios, assegurando informação de proximidade e contribuindo para a transparência na aplicação dos Fundos Europeus.
    A Associação considera, por isso, necessária uma revisão dos atuais critérios de elegibilidade, de forma a adaptá-los à realidade da comunicação social portuguesa em 2026 e a garantir que os mecanismos de publicidade institucional não excluem precisamente muitos dos órgãos de comunicação social que diariamente acompanham a execução dos projetos financiados pela União
    Europeia.

  • No âmbito desta iniciativa, a APMEDIO remeteu posições institucionais ao Presidente da República, ao Governo, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e aos Deputados ao Parlamento Europeu, apelando à revisão dos critérios atualmente previstos.

  • Sobre a APMEDIO
    A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online é uma associação representativa de órgãos de comunicação social digitais de âmbito regional e local, criada para promover o pluralismo da comunicação social, defender a sustentabilidade do setor e contribuir para
    a modernização do enquadramento legislativo aplicável aos media portugueses.
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