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De um manuscrito de 1936 ao Oscar: o drama real de perseguição aos homossexuais por trás do filme “A Bola Preta”

A Espanha tem um de seus mais fortes candidatos ao Oscar no filme ‘A Bola Preta’ (2026), um drama histórico inspirado na Guerra Civil dos anos 1930, na ditadura franquista e em práticas discriminatórias da sociedade espanhola em diferentes períodos.

Javier Calvo e Javier Ambrossi (os Javiers) venceram o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes em maio, e o longa também garantiu estatuetas de audiência nos festivais de Toronto e San Sebastián. O sucesso fez a Netflix divulgar, pela primeira vez, os resultados de bilheteria para uma de suas produções nos Estados Unidos.

‘A Bola Preta’ estreia no Brasil em 14 de janeiro de 2027 e foi exibido no início de outubro na gala de abertura e em outras três sessões no Festival do Rio.

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Um manuscrito incompleto

O ponto de partida de ‘A Bola Negra’ foi um fragmento de quatro páginas escritas pelo poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca, que continha uma lista de personagens e um diálogo entre dois irmãos. O trabalho foi interrompido pelo assassinato de Lorca no início da Guerra Civil, em 1936.

O escritor teria contado ao amigo diretor Cipriano Rivas Cherif que planejava escrever sobre um pai que confronta seu filho por ter sido rejeitado por um clube de alta sociedade com um sinal de “bola negra”. O jovem responderia que foi negado por ser homossexual.

No longa, Carlos é um rapaz em 1932 que tenta entrar para um grupo exclusivo de um cassino, mas o voto de alguns membros é marcado com a bola negra, que simboliza a suspeita de homossexualidade ou outros comportamentos considerados “desviantes”.

A trama ainda acompanha Sebastián, um soldado de Francisco Franco que se apaixona por um prisioneiro, e Alberto, um historiador que investiga a história de seu próprio avô.

Um drama histórico espanhol

A trama distribui sua narrativa entre 1932 (Segunda República), 1937 e 2017 para retratar a trajetória de opressão vivida pela comunidade homossexual na Espanha.

A Guerra Civil teve início em 1936 após uma sublevação militar contra o governo republicano eleito da Espanha. Liderados pelo general Francisco Franco, os militares contaram ainda com o apoio da Alemanha nazista e da Itália fascista.

Após a vitória franquista em 1939, a ditadura que perdurou até 1975 institucionalizou a perseguição a opositores políticos e dissidentes sexuais.

Durante a transição para a democracia, no final da década de 1970, o país adotou um arranjo político que priorizou a reconciliação institucional sem a investigação penal dos crimes do regime — período frequentemente chamado por historiadores de “pacto do silêncio”.

A busca empreendida por Alberto resgata documentos e sepulturas esquecidas, num processo de revisão da memória, abertura de arquivos e identificação de desaparecidos que também marcou a redemocratização no Brasil.

Uma dimensão semelhante existe no longa ‘Ainda Estou Aqui’ (2024), vencedor de duas estatuetas do Oscar ao recuperar a história de uma família brasileira devastada pela ditadura militar.

Destruição de uma vila espanhola durante a Guerra Civil no filme A Bola Preta
Filme inspirou sua trama em relatos históricos e peças teatrais relacionadas à Guerra Civil e à ditadura de Franco • Divulgação/Netflix

O bombardeio de abertura e o episódio de “fogo amigo”

A sequência inicial do filme, ambientada em um vilarejo rural atingido por bombas, reproduz um fato documentado da Guerra Civil espanhola.

Em 31 de agosto de 1936, aviões italianos aliados às forças franquistas, bombardearam por engano Artà, em Maiorca, resultando na morte de onze civis de sua própria base de apoio.

Para as filmagens, os diretores utilizaram Castil de Carrias (Burgos), uma vila real esvaziada e abandonada na segunda metade do século XX, cuja igreja histórica abriga sepulturas que foram violadas ao longo das décadas.

Um personagem inspirado em um guerrilheiro real

O prisioneiro de guerra por quem o soldado Sebastián se apaixona é inspirado em um secretário e, segundo relatos históricos, amante do dramaturgo Federico García Lorca. Rafael Rodríguez Rapún nasceu em 1912 e, depois da execução de seu chefe durante a Guerra Civil, alistou-se no exército republicano.

Na vida real, ele foi ferido em combate e faleceu em 1937. O filme imagina como seria se ele tivesse sobrevivido e fosse mantido numa prisão franquista, emprestando elementos da peça ‘La Piedra Oscura’ de Alberto Conejero.

A bola negra foi de fato uma prática na Espanha?

Sim. Um círculo preto era um mecanismo verídico de votação anônima inspirado em rituais de maçonaria e popularizado em clubes masculinos europeus no século XIX.

Processos seletivos para estes grupos aplicavam de forma oficial este modelo de justificativa de voto até 1989. O candidato que recebesse duas, ou por vezes até uma bola negra, era vetado. Na prática, o símbolo virou ferramenta de exclusão social e punição àqueles que fugissem dos padrões de aparência, gênero e comportamento da época.

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Como decorar a tabuada? Truque matemático reduz 72% dos cálculos e acelera a memorização

O aprendizado da tabuada do 1 ao 10 envolve tradicionalmente a memorização de 100 combinações organizadas em uma matriz matemática. Contudo, a aplicação de regras de redução permite eliminar mais de 70% desse volume, restando apenas 28 operações essenciais para fixação.

A metodologia utiliza a Tabela de Pitágoras combinada a exercícios em ordem aleatória e cartões de memória (flashcards) para automatizar o raciocínio direto.

Redução estratégica: como chegar a 28 combinações

Técnica baseada na Tabela de Pitágoras e no descarte de padrões repetidos simplifica o aprendizado matemático para estudantes e adultos
Técnica baseada na Tabela de Pitágoras e no descarte de padrões repetidos simplifica o aprendizado matemático para estudantes e adultos • Reprodução

A Tabela de Pitágoras organiza as multiplicações de 1 a 10 cruzando colunas verticais e linhas horizontais. O primeiro passo para simplificar o estudo é eliminar as sequências consideradas diretas.

A tabuada do 1 resulta no próprio número multiplicado, a do 2 opera com dobros simples e a do 10 exige apenas o acréscimo do zero ao final da dezena. Com o descarte dessas três etapas, restam 49 números.

Na sequência, aplica-se a propriedade comutativa, que estabelece que a ordem dos fatores não altera o produto final. Por essa regra, o cálculo 3 x 5 produz o mesmo resultado de 5 x 3. Ao eliminar os valores duplicados localizados acima ou abaixo da diagonal da matriz, a lista de memorização é reduzida para 28 resultados definitivos.

Três técnicas práticas para acelerar a memorização

Para fixar os 28 valores sem depender de somas sucessivas ou contagem nos dedos, são recomendados três métodos de treino:

  1. Ocultação na tabela: cobrem-se os resultados da Tabela de Pitágoras e tenta-se recordar cada valor individualmente a partir do 3 x 3.
  2. Exibição em ordem aleatória: utiliza-se programas ou sites para embaralhar as 28 multiplicações. O treino na ordem tradicional faz o cérebro memorizar a sequência numérica (como somar de três em três) em vez do valor isolado. O formato aleatório força o resgate imediato de cálculos como 3 x 8.
  3. Uso de flashcards: produzem-se 28 cartões cortando duas folhas de papel. Escreve-se a multiplicação na frente e o resultado no verso. Durante o estudo, separam-se as cartas em uma pilha de acertos e outra de erros, repetindo o treino com a pilha de erros até acertar todos os itens.

Tempo de consolidação e rotina de revisões

A fixação da tabuada requer prática contínua dividida ao longo dos dias. A estimativa para memorizar a totalidade dos 28 resultados varia entre duas e quatro semanas com treino diário.

Após o domínio dos números, recomenda-se realizar uma sessão de revisão uma vez por mês ou preventivamente antes de exames e atividades escolares para manter a retenção na memória de longo prazo.

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Como usar vaselina e hidratante para recuperar calcanhares e cotovelos ásperos no frio

 

Durante os meses de baixas temperaturas, o vento seco e o hábito de tomar banhos quentes intensificam a perda de umidade da pele, provocando descamação e aspereza em áreas como cotovelos, joelhos, mãos e calcanhares.

Para amenizar esse desconforto, uma técnica caseira em duas etapas — que combina a aplicação de creme hidratante convencional com uma camada de vaselina — tem sido utilizada para reforçar a retenção de água nas camadas superficiais da epiderme.

Como funciona a combinação no tecido cutâneo

A eficácia do método reside na ação complementar dos dois produtos. O creme hidratante fornece componentes condicionantes e emolientes responsáveis por amaciar a superfície cutânea.

Em seguida, a vaselina derivada do petrolato, atua como um agente oclusivo, formando uma película impermeável que impede a evaporação da água recém-fornecida.

A recomendação de aplicar pomadas oclusivas sobre a pele levemente úmida logo após o banho é respaldada pela Academia Americana de Dermatologia, que aponta essa prática como uma forma eficiente de selar a hidratação.

Passo a passo para a aplicação correta

Para obter o efeito protetor sem causar desconfortos na pele, especialistas orientam seguir etapas simples de higienização e aplicação:

  1. Higienização adequada: Lave a região com água morna e sabonete suave. A água em temperaturas muito elevadas deve ser evitada, pois remove a oleosidade natural e agrava o ressecamento.
  2. Aplicação do hidratante: Com a pele ainda levemente úmida após a secagem, espalhe uma camada fina de creme hidratante.
  3. Selagem com vaselina: Aplique uma pequena quantidade de vaselina por cima do creme para fixar a umidade.

O procedimento pode ser realizado no período noturno em locais de maior atrito, como calcanhares e cotovelos.

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Precauções e limitações da técnica caseira

Apesar dos benefícios para áreas corporais ásperas, a mistura requer cuidados específicos quanto ao tipo de pele e à região do corpo:

  • Peles oleosas e acneicas: A aplicação no rosto deve ser evitada por pessoas com tendência à acne, pois a textura oclusiva pode obstruir os poros.
  • Teste de sensibilidade: Antes de aplicar o produto em áreas maiores, recomenda-se testar a mistura em uma pequena faixa da pele. Caso surjam sintomas como vermelhidão, ardência ou coceira, o uso deve ser suspenso imediatamente.
  • Apenas alívio temporário: A combinação atua apenas na hidratação superficial e não altera a estrutura profunda da pele. O método não substitui tratamentos dermatológicos para condições crônicas, como eczema, psoríase ou dermatite atópica grave.

Se o ressecamento persistir mesmo com o uso de hidratantes, ou se houver o aparecimento de dor, sangramento e fissuras profundas, é fundamental procurar avaliação médica especializada.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

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Como reaproveitar a borra de café em diferentes utilidades em casa

Quantas vezes descartamos itens sem pensar que eles poderiam continuar sendo usados? Assim como rolos de papel e cascas de ovos, a borra de café, que muitos jogam fora diariamente, é um exemplo clássico de resíduo que pode ser reaproveitado em diversas funções domésticas.

Parte essencial da rotina matinal de milhões de pessoas, o café não precisa ter seu ciclo encerrado após o preparo. A borra que sobra pode ser uma aliada surpreendente em tarefas do dia a dia, desde o cuidado com o jardim até a limpeza e projetos artesanais.

Embora o resíduo do café também seja estudado para usos em maior escala, como a produção de biocombustíveis devido às suas propriedades energéticas, seu potencial para uso doméstico é vasto e acessível a todos.

Neutralizador de odores

Para combater cheiros indesejáveis em ambientes como geladeiras, armários ou lixeiras, a borra de café seca é uma solução eficaz. Basta colocar uma pequena porção em um recipiente aberto e posicioná-lo no local afetado, trocando o conteúdo periodicamente para manter a eficiência.

Ajuda na limpeza de panelas

Restos de comida teimosos em panelas e assadeiras podem ser facilitados pela borra de café. Sua textura levemente abrasiva ajuda a soltar resíduos, basta usar uma pequena quantidade com água e uma esponja apropriada.

Evite utilizar essa técnica em superfícies que riscam facilmente.

Corante natural

O café pode ser transformado em um corante natural para pequenos projetos artesanais. Ele cria tons amarronzados em tecidos, papéis e outras superfícies. O resultado final varia conforme o material e a concentração utilizada, permitindo explorar diferentes efeitos e tonalidades.

Adubo para plantas e componente de compostagem

A borra de café pode ser adicionada ao solo de plantas e jardins de forma moderada. Ela enriquece a matéria orgânica e auxilia na aeração, além de melhorar a retenção de água. É importante não exagerar na quantidade e sempre verificar as necessidades específicas de cada espécie antes de aplicar.

Também é um excelente aditivo para a composteira, enriquecendo a matéria orgânica. Ela pode ser combinada com outros resíduos orgânicos, como folhas e restos vegetais. O segredo está em manter um equilíbrio, evitando adicionar uma quantidade excessiva de borra de uma só vez.

• Google • Imagem criada por IA

Esfoliante natural para o corpo

A textura granulada da borra de café é perfeita para criar um esfoliante corporal caseiro. Com a pele úmida, aplique uma pequena quantidade e massageie delicadamente em movimentos circulares.

Evite áreas sensíveis ou irritadas e não esfregue com força para não machucar.

Disfarce arranhões em móveis

Para camuflar pequenos arranhões em móveis de madeira escura, a borra de café pode ser um truque útil. Umedeça uma pequena porção, aplique com delicadeza sobre o risco e deixe agir por alguns minutos.

Remova o excesso com um pano macio, sempre testando em uma área discreta primeiro.

Repelente de insetos caseiro

O aroma do café pode ser desagradável para certos insetos, tornando a borra uma alternativa caseira para afastá-los. Espalhe pequenas quantidades em locais estratégicos, como janelas e áreas externas. Contudo, é importante notar que não substitui métodos profissionais de controle de pragas.

Material para trabalhos manuais

Por fim, a borra de café é um material versátil para trabalhos manuais. Com sua cor intensa e textura única, ela pode ser explorada em pinturas, técnicas de envelhecimento de papel e diversos outros projetos criativos, transformando um resíduo em um recurso para novas ideias.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

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Stanford Prison Experiment: saiba como foi o experimento que testou os efeitos psicológicos da vida prisional em estudantes universitários

Você seria preso por vontade própria, sem ter cometido nenhum crime? Essa é a pergunta que 24 voluntários precisaram fazer a si mesmos antes de se inscreverem para um estudo universitário realizado na Califórnia em 1971.

O Stanford Prison Experiment, idealizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, observou quais os efeitos psicológicos derivados do sistema prisional americano, seja na figura de um detento ou de um guarda. Para isso, a equipe de Zimbardo, com a ajuda de pessoas especializadas, montou uma prisão simulada para avaliar o comportamento dos participantes.

O complexo foi construído em um corredor do Departamento de Psicologia da Universidade de Stanford. As portas das salas e laboratórios foram substituídas por estruturas fortificadas com barras de aço e grades, e o corredor se tornou o “pátio”, onde os detentos podiam andar, comer e fazer exercícios fora da cela. Se fossem levados a qualquer outro lugar, eles eram vendados, para não saberem como sair da prisão.

O ambiente também era ausente de janelas ou relógios, e os participantes eram monitorados por meio de câmeras instaladas nas celas.

Como os detentos se vestiam?

Após serem levados em carros de polícia para dentro do complexo, os detentos recebiam um uniforme semelhante a uma bata, que eles precisavam usar o tempo todo sem roupa íntima. Na frente e nas costas da peça estava estampado o número de identificação da prisão.

Já no tornozelo direito de cada detento havia uma corrente pesada, parafusada e usada o tempo todo. Eles usavam sandálias de borracha e cobriam o cabelo com uma touca feita de uma meia de náilon, que substituía o processo de raspar a cabeça. 

A equipe que idealizou o experimento explicou que os prisioneiros reais não usam batas, mas sentem-se controlados e, às vezes, humilhados. O objetivo era produzir efeitos semelhantes, e, de fato, assim que alguns dos prisioneiros vestiram esses uniformes, começaram a andar, sentar e se comportar de maneira diferente.

A corrente no pé, também incomum na maioria das prisões, era usada para lembrar os detentos da opressão do ambiente em que viviam. Mesmo dormindo, eles não conseguiam escapar da atmosfera opressiva. Quando se viravam, a corrente batia no outro pé, acordando-o e lembrando-o de que ainda estava preso, sem poder escapar nem mesmo durante os sonhos. 

Preparação dos guardas

Segundo o site oficial do experimento, os guardas não receberam treinamento específico sobre como exercer a função. Em vez disso, eles tinham liberdade, dentro de certos limites, para fazer o que considerassem necessário para manter a lei e a ordem na prisão e para inspirar respeito entre os prisioneiros.

Três guardas trabalhavam em cada um dos três turnos de oito horas, enquanto três prisioneiros ocupavam cada uma das três celas vazias 24 horas por dia. Os guardas e prisioneiros restantes dos 24 voluntários estavam de prontidão, caso fossem necessários.

Às 2h30 da manhã, os prisioneiros eram rudemente despertados do sono por apitos estridentes para a primeira de muitas “contagens”. As contagens serviam para familiarizar os prisioneiros com seus números. Já as punições contavam principalmente com flexões, o que, de início, os psicólogos acharam “infantil”. Mas essa punição vinha acompanhada de pisões nas costas ou de ordens para que os detentos sentassem em cima durante o ato.

Rebelião dos detentos

No segundo dia do experimento, os detentos tiraram as meias de nylon da cabeça, arrancaram os números de identificação e construíram uma barricada nas celas, encostando suas camas na porta. Para conter a revolta, os guardas pediram reforços e usaram um extintor de incêndio para afastar os detentos.

Como consequência, eles também invadiram as celas, despiram os prisioneiros, retiraram as camas, forçaram os líderes da rebelião a ficarem em confinamento solitário e, de modo geral, começaram a assediar e intimidar os detentos.

Para aqueles que se comportassem, alguns privilégios seriam concedidos, como comer comida especial na presença dos outros prisioneiros que haviam perdido temporariamente o privilégio de se alimentar. O efeito disso foi quebrar a solidariedade entre os prisioneiros.

Até mesmo ir ao banheiro tornou-se um privilégio que um guarda podia conceder ou negar a seu bel-prazer. De fato, após o toque de recolher noturno às 22h, os prisioneiros eram frequentemente forçados a urinar ou defecar em um balde deixado em suas celas.

Ocasionalmente, os guardas não permitiam que os prisioneiros esvaziassem esses baldes, e logo a prisão começou a cheirar a urina e fezes – agravando ainda mais a qualidade degradante do ambiente.

Após uma sessão de visitas com familiares dos detentos, um boato se espalhou. De acordo com a equipe, um prisioneiro libertado por problemas de saúde iria reunir um grupo de amigos e invadir o presídio para libertar os demais. No fim, a fuga era apenas um boato, mas os guardas estavam preparados para a ira dos detentos. 

Frustrados pelo esforço inútil, eles intensificaram visivelmente o nível de assédio, aumentando a humilhação a que os prisioneiros eram submetidos, forçando-os a realizar trabalhos humilhantes, como limpar vasos sanitários com as próprias mãos. Os guardas obrigavam os prisioneiros a fazer flexões, polichinelos, qualquer coisa que lhes viesse à cabeça, e aumentaram a duração das sessões para várias horas.

Resultados do experimento

Planejado para durar de 1 a 2 meses, o experimento foi encerrado no 6.º dia, devido aos abusos e ao sofrimento psicológico. Conforme relatado pela equipe do Dr. Zimbardo, os detentos estavam desintegrados, tanto como grupo quanto individualmente.

Não havia mais nenhuma unidade grupal, apenas um bando de indivíduos isolados se agarrando à vida, muito parecido com prisioneiros de guerra ou pacientes psiquiátricos hospitalizados. Os guardas haviam conquistado o controle total da prisão e exigiam a obediência cega de cada prisioneiro.

Dois meses após o estudo, o detento 416, que ficou em confinamento solitário por várias horas, relatou a própria experiência com relação ao experimento.

“Comecei a sentir que estava perdendo minha identidade, que a pessoa que eu chamava de “Clay”, a pessoa que me colocou neste lugar, a pessoa que se voluntariou para entrar nesta prisão – porque era uma prisão para mim; ainda é uma prisão para mim”, afirmou o detento.

“Não a considero um experimento ou uma simulação, porque era uma prisão administrada por psicólogos em vez de administrada pelo Estado. Comecei a sentir que essa identidade, a pessoa que eu era e que havia decidido ir para a prisão, estava distante de mim – estava remota, até que finalmente eu não era mais isso, eu era 416. Eu era realmente o meu número”, completou.

O objetivo principal do experimento, segundo Zimbardo e o restante da equipe, era mudar as instituições para que promovessem valores humanos. Infelizmente, nos anos seguintes, as condições prisionais e as políticas correcionais nos Estados Unidos se tornaram ainda mais punitivas e destrutivas. A piora das condições resultou da politização do sistema prisional, com políticos competindo para ver quem é o mais rigoroso com o crime.

Esse ano, a Netflix lançou uma releitura moderna do estudo, em que 30 pessoas permanecem em uma prisão real por duas semanas, e as mudanças na dinâmica de poder expõem do que elas são capazes.

“Condições horripilantes”: Como é prisão onde Maduro deve ser mantido

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Mulher chora por 3 horas seguidas após ter pedido de troca de assentos recusado em voo

Uma passageira de um voo da Turkish Airlines que partiu de Istambul para Washington D.C no início do mês chorou por três horas seguidas após ter uma troca de assento negada pela passageira sentada ao seu lado. Tomiko Harvey, produtora de conteúdo e diretora de conferências da empresa TBEX Events, que negou a troca, registrou o momento nas redes sociais.

“Eu estava voltando para casa, vindo do Cazaquistão pela @turkishairlines, porque meu pai faleceu — é por isso que estou com uma aparência tão péssima neste vídeo. “Mas, no meu voo de conexão de Istambul para Washington, D.C., uma mulher me pediu para ceder meu assento no corredor, para que ela pudesse sentar ao lado do marido em um voo de mais de 10 horas”, escreveu Harvey.

A diretora disse que perguntou à mulher se alguém tinha morrido, mas ela respondeu que apenas “sentia falta do marido e queria saber em que ombro poderia apoiar a cabeça”. Mas, segundo Harvey, o marido estava sentado duas fileiras à frente, em um assento no meio, usando fones de ouvido e “dormindo em paz absoluta”.

 

No fim, a passageira foi sentada ao lado de Harvey até o fim do trajeto. No fim da publicação, a produtora de conteúdo desabafou sobre a situação, afirmando para as pessoas pagarem pela escolha de assentos caso queiram sentar juntas.

“O que há de errado com as pessoas, que acham que podem pedir a um estranho para trocar de assento — ainda mais em um voo de longa distância? É falta de educação recusar a troca de assento em um avião? Se vocês querem sentar um ao lado do outro, façam a reserva juntos ou paguem pela escolha dos assentos”, completou Harvey.

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Homem paga R$ 13 mil para ver seu avatar de IA casando com criadora de conteúdo adulto

A influenciadora Laís Dias, 28, afirmou ter aceitado R$ 13 mil como pagamento para se casar, virtualmente, com um de seus seguidores. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ela aparece vestida de branco e acompanhada por um homem que assume o papel do “noivo”, com um tablet preso ao rosto.

“Gente, eu quero contar uma novidade para vocês. Hoje é o dia do meu casamento. Um assinante escolheu casar comigo hoje, e a gente está fazendo a cerimônia aqui”, explica a criadora de conteúdo adulto. O momento foi filmado em uma capela, com direito a buquê de flores e troca de alianças.

A identidade verdadeira do rapaz foi oculta; seu rosto é representado por um avatar feito com inteligência artificial, que Laís garante ser “a cara dele”. “Não queria só me ver de noiva, queria acompanhar uma cerimônia com troca de alianças e tudo o que tinha imaginado”, diz. “O assinante pagou por isso, pela experiência, e ele vai ter isso.”

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Sobre o “marido”, Dias conta apenas que ele seria “japonês, apaixonado por doramas [produções audiovisuais seriadas do leste asiático]”, e que “se considera cristão”, fazendo questão de realizar o casamento em uma igreja: “O mais difícil foi encontrar onde fazer, então aluguei uma capela particular.”

O seguidor teria participado da seleção de todos os detalhes do casório, incluindo o vestido. “Existem várias formas de amar, e ele está me ensinando uma nova”, defendeu a criadora.

O casamento já tem data para terminar. Isto porque o serviço oferecido pela modelo tem formato de assinatura: “Para continuar casado comigo, ele precisa renovar a assinatura, como faz para continuar assistindo a uma série. A diferença é que aqui ele participa da história”, explica.

Ela não detalha se o homem, que já é assinante de uma de suas plataformas (OnlyFans e Privacy), deverá pagar mais R$ 13 mil ou outro valor para evitar o “divórcio”.

 *Publicado por Juliana Santos.

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Estrela de Big Bang Theory, Kaley Cuoco comprou rancho para praticar hipismo e o transformou em santuário para mais de 100 animais resgatados

Mais conhecida por sua personagem na série ‘The Big Bang Theory’ (2007-2019), a atriz Kaley Cuoco, 40, tem diversas facetas pouco conhecidas pelo público: apaixonada pelos animais, ela é equitadora, dona de um rancho e uma ávida investidora em imóveis.

Em 2017, ela comprou junto ao ex-parceiro uma propriedade de 16 hectares construída para a criação de cavalos. O rancho custou US$ 4,99 milhões (cerca de R$ 25 milhões na cotação atual) e foi apenas uma de suas diversas aquisições na região de Los Angeles, na Califórnia.

Portfólio imobiliário de ‘Penny’ impressiona

Ao longo de uma carreira extensa, com passagens pelas séries ‘Jovens Bruxas’ (1998-2006) e 12 anos de ‘Big Bang: A Teoria’, Kaley Cuoco acumulou uma fortuna agora investida em propriedades de luxo e marcas próprias.

Em sua primeira temporada como a vizinha Penny na série nerd, ela faturava US$ 45 mil por episódio; de acordo com o site Celebrity Net Worth, ao fim das gravações, passou a levar para casa quase US$ 1 milhão por cada capítulo.

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Em 2022, Cuoco comprou uma mansão de arquitetura contemporânea em Agora Hills que já pertenceu a Taylor Lautner, o intérprete de Jacob na franquia ‘Crepúsculo’. A casa custou US$ 6,4 milhões e foi colocada de volta no mercado em 2023.

Segundo a Realtor.com, a atriz teria pedido US$ 7 milhões pela venda; depois, abaixou o preço para US$ 5,75 milhões e, finalmente, revendeu por US$ 5,475 milhões.

Como conta o veículo especializado Robb Report, no mesmo ano, ela adquiriu uma casa na cidade de Thousand Oaks, onde mantém seu rancho de cavalos. Bem menor, a nova residência de 650 m² fica em um condomínio privativo e tem cinco quartos, oito banheiros e uma lareira.

Cuoco também mantém uma casa geminada de três quartos e três banheiros em Studio City, no coração de Hollywood.

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Refúgio de Kaley Cuoco tem vacas, cavalos, burros, galinhas e porcos

Desde 2017, a atriz usa a propriedade rural ao noroeste de Los Angeles para cultivar seu amor pelos animais. Ela pratica hipismo, com foco em salto de obstáculos, há décadas, e chegou a sofrer lesão grave na época das gravações da quarta temporada de ‘Big Bang’.

Após sofrer um pisão de seu cavalo, teve uma fratura exposta na perna e precisou gravar diversos episódios com a parte inferior do corpo escondida por uma bancada de bar.

Mas o acidente não afetou seu investimento no esporte: ela compete com frequência na modalidade e já praticou com diversos cavalos ao longo dos anos. Sua filha Matilda, de apenas três anos, já começou a treinar montaria.

O terreno em Thousand Oaks é todo preparado para um amante dos cavalos, e já veio com estábulos e arenas quando comprado.

Mas ao lado dos circuitos de hipismo, Cuoco também tem currais onde residem diversas espécies de animais de fazenda. Vacas e porcos resgatados ganham uma segunda chance ao lado da atriz, e aparecem com frequência em seu Instagram.

Ela contou à revista People, em 2024, que, em vez de manter cada espécie em seu próprio cercado, o rancho incentiva a convivência entre eles. “Temos um grande espaço onde a maioria dos bichos pequenos fica: cabras, porcos, galinhas e cavalos anões, todos vivem juntos”, disse.

Os cavalos aposentados das competições continuam recebendo cuidados; vários dos animais já estão em idade avançada, e são alimentados e bem tratados até o fim de sua vida natural.

Em um vídeo no perfil The Dodo, que conta histórias de diferentes animais, ela disse: “Já tiramos animais de situações horríveis e vemos como eles se desenvolvem e prosperam aqui. São todos muito felizes.”

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Cuoco também é devota aos seus cachorros. Em 2021, o falecimento de seu pit bull adotado, Norman, a inspirou a lançar uma marca de suplementos para cães e gatos.

A Oh Norman vende petiscos, florais, probióticos e prebióticos e produtos de limpeza pet, e reverte parte do lucro para entidades beneficentes que trabalham com animais.

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Ele passou a vida desmascarando médiuns, levou um soco de um estudante e morreu no Halloween — A história de Houdini, o mágico mais famoso da história

Harry Houdini, considerado o mágico mais famoso do mundo, morreu há 100 anos, no Halloween de 1926. Famoso por desafiar os limites da própria vida, ele realizava feitos extraordinários, como escapar de caixas trancadas e libertar-se de correntes e cadeados. Mas, por trás de suas façanhas, sua morte também é envolta em enigmas.

Segundo um artigo publicado pela editora da Universidade de Yale, o mágico morreu 10 dias depois de levar um soco no estômago. O golpe foi desferido pelo estudante universitário J. Gordon Whitehead, que queria testar a teoria de que Houdini suportava golpes fortes no estômago.

Ele já estava se sentindo mal no dia anterior, e a pancada só piorou a situação, o que causou uma apendicite aguda. Antes de ser operado, no dia 25 de outubro, o cirurgião constatou que o apêndice rompido teria derramado pus bacteriano na cavidade abdominal, uma condição conhecida como peritonite.

Mas a morte do mágico, derivada dessa condição, desperta dúvidas em estudiosos e pesquisadores. Adam Begley, autor do artigo publicado pela Universidade de Yale, afirma que a apendicite é causada por infecção bacteriana, não por um soco no estômago. Quanto à ideia de que o punho de Whitehead possa ter rompido o órgão, a cronologia descarta essa possibilidade: nem mesmo Houdini sobreviveria nove dias com o apêndice rompido.

Na época da morte, o mágico estava envolvido em uma cruzada “antiespiritismo”, em que tentava desmascarar o espiritismo, classificando médiuns como fraude. Espiritualistas enfurecidos haviam profetizado sua morte e, quando ele morreu no Halloween, rapidamente reivindicaram a autoria do crime.

Pacto de comunicação com a esposa

Anos antes de sua morte, Houdini e a esposa, Bess Houdini, fizeram um pacto sobrenatural. Segundo a Biblioteca do Congresso dos EUA, o casal prometeu que quem morresse primeiro tentaria contatar o outro do além. Mas o pacto seria quebrado caso não fosse estabelecido ao longo de 10 anos.

No dia 31 de outubro de 1936, Bess realizou uma última sessão espírita, que foi gravada da sacada do Hotel Knickerbocker, em Hollywood.

Sobre uma mesa, um par de algemas trancadas repousava sobre uma almofada de seda, ao lado de um trompete e um pandeiro. Perto dali, uma plateia de 300 pessoas, selecionadas apenas por convite, se amontoava em uma arquibancada, aguardando para ver se os mortos voltariam à vida.

De acordo com a transcrição feita pela Biblioteca do Congresso, Bess anunciou que havia perdido a esperança, dizendo: “Minha última esperança se foi. Não acredito que Houdini possa voltar para mim ou para qualquer outra pessoa… Agora, acredito firmemente que a comunicação com espíritos, em qualquer forma, é impossível.”

Bess não tentou mais contato com seu falecido marido depois disso e, mais tarde, reconheceu que havia sido um longo período de tentativas, dizendo: “Dez anos é tempo suficiente para esperar por qualquer homem”.

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Por que bonecos causam medo em algumas pessoas e fazem tanto sucesso no Halloween?

Chucky, Tiffany, Annabelle e Fofão são bonecos que provavelmente despertaram medo em quem cresceu entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 2000. Até hoje, eles marcam presença por meio de fantasias em festas de Halloween e maratonas de filmes de terror dedicadas à data.

As histórias sobrenaturais por trás desses personagens são um tópico que desperta a curiosidade dos fãs de terror. No entanto, para algumas pessoas, o medo vai além da ficção e está relacionado a um fenômeno que provoca aversão a bonecos na vida real.

A psicologia chama esse medo de pediofobia, sobretudo para classificar quem tem aversão a traços reais nesses brinquedos. Mas esse medo pode englobar até manequins e figuras mais caricatas. À CNN Brasil, a neuropsicóloga Luciana Xavier explica que a pediofobia pode ser compreendida como uma fobia que se enquadra dentro dos transtornos de ansiedade.

“O medo intenso bagunça os sentidos de interação, percepção, atenção, memória, aprendizagem e regulação emocional. O estímulo e o contato passam a ser interpretados como ameaça e mobilizam respostas de defesa. Ao fugir, a pessoa sente alívio. Esse alívio imediato pode fortalecer o desvio (das bonecos), dificultando novas experiências que permitiriam rever a expectativa de ameaça”, afirma Xavier.

A profissional também explica que o sofrimento pode ser agravado pela vergonha. Quem teme bonecos pode evitar lojas, visitas, festas ou ambientes onde imagina encontrá-los, além de esconder a dificuldade por receio de ser ridicularizado. Comentários como “isso é bobagem” desconsideram uma reação que a pessoa não consegue simplesmente desligar.

A teoria do “Vale da Estranheza”, cunhada pelo japonês Masahiro Mori em 1970, também se relaciona com esse medo. De acordo com a ideia de Mori, somos transportados para esse lugar ao entrar em contato com personagens ou robôs que apresentam características muito próximas dos seres humanos, o que  pode causar um sentimento de repulsa.

Existe tratamento para a pediofobia?

A neuropsicóloga Luciana Xavier recomenda a terapia cognitivo-comportamental com exposição terapêutica. A exposição é planejada em conjunto com o paciente e pode começar por situações mais fáceis, avançando conforme os objetivos clínicos.

Dependendo do caso, o tratamento pode incluir conversar sobre bonecos, observar imagens e, posteriormente, aproximar-se de exemplares.

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Esqueleto encontrado na Abadia de Westminster há mais de 150 anos tem possível identidade revelada

Monumentos antigos e históricos normalmente são envoltos em mistérios. A Abadia de Westminster, igreja localizada em Londres integrada à sede do Parlamento Britânico, não é uma exceção. Nesta quarta-feira (21), o site oficial da Abadia noticiou que a identidade de um esqueleto encontrado em um sarcófago nos jardins do local há mais de 150 anos está muito próxima de ser revelada.

Uma nova pesquisa realizada pelo arqueólogo consultor da Abadia, Warwick Rodwell, e publicada no Journal of the British Archaeological Association, conclui que os ossos pertenciam a um monge medieval de alta patente.

Rodwell acredita que o candidato mais provável seja Aelfwig, que serviu como abade (superior religioso que administra a abadia) do mosteiro beneditino medieval e morreu por volta de 1020. Outra possibilidade é o sucessor de Aelfwig, Wulnoth, que morreu em 1049 e que estudiosos presumem estar enterrado na Abadia.

Outra pista que sugere que o esqueleto pertencia a um abade reside no fato de o ocupante ter sido “homenageado” com um sepultamento em um “belíssimo sarcófago”. O caixão de madeira foi colocado dentro do sarcófago de pedra e a tampa foi então esculpida novamente para apresentar uma cruz latina.

Esqueleto encontrado na Abadia de Westminster está próximo de ter identidade revelada
Esqueleto encontrado na Abadia de Westminster está próximo de ter identidade revelada • Strephon Duckering/Abadia de Westminster

James Young Langthorne, especialista em ossos humanos da PCA (Pre-Construct Archaeology), empresa que presta consultoria e serviços de arqueologia e patrimônio do Reino Unido, determinou que o homem faleceu quando tinha entre 35 e 49 anos e cerca de 1,75 m de altura.

Essa estimativa difere de uma avaliação feita no século XIX, que sugeria tratar-se de um “jovem robusto”, com cerca de 1,70 m de altura e no máximo 30 anos de idade.

Uma amostra óssea também foi enviada ao Centro de Pesquisa Ambiental das Universidades Escocesas para datação por carbono. Os resultados indicaram que os ossos datam de 987 e 1052 d.C., confirmando que a reutilização do sarcófago e a remodelação da tampa ocorreram no final do período saxão.

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Bianca Andrade troca mansão de R$ 18 milhões por casa de R$ 9 milhões em SP, mas mudança tem motivo especial

Após residir em uma imponente mansão avaliada em R$ 18 milhões em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, a ex-BBB de 32 anos trocou a propriedade por um imóvel menor, de R$ 9 milhões, localizado no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista.

Apesar da redução expressiva na metragem e no valor do patrimônio, cortando pela metade o preço da residência anterior, a escolha não teve relação com razões financeiras. A decisão priorizou uma questão pessoal: a rotina do seu filho, Cris, de 5 anos.

O porquê da mudança

A principal motivação da empresária foi a logística diária. A distância entre a antiga casa e o centro urbano gerava um trânsito intenso para deslocamentos básicos, como o trajeto até a escola do menino. 

Segundo a influenciadora, embora o garoto gostasse do espaço em Cotia, o tempo gasto nos trajetos diários tornou-se cansativo e inviável para a família.

Como é o novo lar

Interessada no endereço após ver um anúncio, Bianca adquiriu o local que conta com 463 m², três suítes, seis vagas de garagem, piscina, sauna, academia, sala de cinema, adega e cobertura com espaço gourmet. 

A construção, feita originalmente na década de 1970, chamou a atenção da criadora de conteúdo pelo estilo arquitetônico da época e pela marcante fachada pintada de rosa, coincidindo perfeitamente com a identidade visual da sua marca de beleza, Boca Rosa.

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Você confere o celular várias vezes antes de sair de casa? Entenda o que a psicologia explica sobre esse hábito

Antes de sair de casa, algumas pessoas repetem um pequeno ritual. Conferem se o celular está no bolso, procuram as chaves e verificam a carteira, mesmo depois de terem certeza de que pegaram tudo. Embora pareça apenas uma precaução, a necessidade de checar os mesmos objetos várias vezes pode estar relacionada à maneira como lidamos com dúvidas, responsabilidades e lembranças.

Na psicologia, esse tipo de comportamento é conhecido como verificação ou checagem. Em situações cotidianas, pode funcionar como uma forma de evitar esquecimentos e imprevistos.

No entanto, quando se torna repetitivo, nem sempre proporciona a segurança esperada. Pesquisas indicam que conferir algo muitas vezes pode diminuir a confiança na própria memória, aumentando a sensação de dúvida.

Hábito frequente

O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação e passou a reunir funções importantes para o cotidiano, como acesso a documentos, aplicativos bancários, pagamentos e informações profissionais. Por isso, esquecê-lo em casa pode representar um transtorno, o que ajuda a explicar a preocupação em confirmar se o aparelho está por perto.

A psicologia também investiga a relação entre comportamentos de checagem e responsabilidade percebida, que envolve a sensação de precisar tomar precauções para evitar consequências negativas. Nesse contexto, conferir o celular pode ser uma maneira de tentar prevenir esquecimentos ou situações inconvenientes.

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Uma revisão científica publicada em 2025 na revista Psychology Research and Behavior Management discutiu como fatores como responsabilidade excessiva, dúvidas e desconfiança na memória podem contribuir para verificações compulsivas. Embora a pesquisa tenha abordado principalmente comportamentos associados ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ela ajuda a compreender os mecanismos psicológicos envolvidos na repetição dessas ações.

Conferir o celular várias vezes pode aumentar a dúvida?

Mesmo depois de confirmar que o celular está no bolso ou na bolsa, algumas pessoas sentem necessidade de conferir novamente. Embora pareça uma forma de evitar esquecimentos, a repetição nem sempre aumenta a sensação de segurança.

Conferir o celular antes de sair não significa necessariamente ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), verificações compulsivas podem estar associadas a pensamentos persistentes, sofrimento e prejuízos à rotina.

Quando o hábito provoca atrasos frequentes, angústia ou dificuldade para realizar atividades, buscar orientação psicológica pode ser importante. Já no cotidiano, conferir o aparelho com atenção antes de sair pode ajudar a evitar repetições desnecessárias.

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Uma reflexão sobre coragem ou sofrimento? O que está por trás de “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, de Fernando Pessoa

A frase “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, de Fernando Pessoa, costuma ser utilizada como incentivo para enfrentar dificuldades e perseguir objetivos. Apesar do tom motivacional que ganhou ao longo dos anos, a expressão surgiu em um poema que aborda os perigos das navegações portuguesas e o sofrimento das famílias que aguardavam o retorno de seus entes queridos.

O verso faz parte de “Mar Português”, publicado em 1934 no livro Mensagem. Na obra, o escritor recupera episódios da história de Portugal e reflete sobre os sacrifícios envolvidos na expansão marítima, período marcado por viagens arriscadas e perdas humanas.

A passagem, portanto, vai além de uma mensagem sobre determinação. Ao questionar se os esforços valeram a pena, Pessoa também coloca em discussão o preço das conquistas e a importância atribuída a elas.

O sofrimento por trás da famosa frase

Antes de apresentar o verso que se tornou conhecido, Fernando Pessoa descreve as consequências das viagens pelo oceano. O poema menciona mães que choraram pelos filhos, mulheres que não chegaram a se casar e pessoas que sofreram com a ausência daqueles que partiram.

É depois dessa descrição que surge a pergunta “Valeu a pena?”, seguida da resposta que dá sentido à expressão. Nesse contexto, a ideia de uma “alma não pequena” pode ser interpretada como a coragem necessária para enfrentar obstáculos em busca de algo considerado maior.

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O texto também faz referência ao Cabo Bojador, localizado na costa do atual Saara Ocidental, na África. Durante o século XV, a região representava um desafio para os navegadores portugueses, até ser ultrapassada por Gil Eanes, em 1434.

Ao recuperar esse episódio, Pessoa relaciona a superação dos perigos do mar à disposição de avançar diante do desconhecido. Ao mesmo tempo, os versos não deixam de reconhecer as perdas que acompanharam essas jornadas.

Como a expressão ganhou um novo significado ao longo do tempo

Fora de seu contexto original, a frase passou a ser associada a situações cotidianas, como mudanças de carreira, realização de sonhos e superação de dificuldades pessoais.

Nessas interpretações, a expressão costuma transmitir a ideia de que enfrentar desafios pode valer a pena quando existe um propósito importante. Entretanto, o poema não apresenta uma promessa de sucesso nem afirma que qualquer sofrimento seja justificável.

A diferença está no contexto. Enquanto o uso popular destaca a coragem e a persistência, “Mar Português” também reconhece as consequências das escolhas feitas em nome de grandes objetivos.

Dessa forma, os versos de Fernando Pessoa continuam permitindo diferentes interpretações, tanto como um incentivo para enfrentar o desconhecido quanto como uma reflexão sobre os sacrifícios que podem acompanhar uma conquista.

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China acha material inesperado na Lua – e há mais de 2 anos tenta decifrar como foi parar lá

A China encontrou amostras de ferro gama no lado oculto da Lua, e há pouco mais de dois anos têm um dilema a decifrar: como esse material estava presente lá, se não se forma sob as condições de temperatura do satélite?

A missão Chang’e 6 coletou quase 2 kg de amostras do solo lunar em junho de 2024, e, embora a presença de ferro fosse esperada, a de ferro gama surpreendeu os pesquisadores.

Por que surpreendeu?

Isso porque, para se formar, o material precisa de calor entre 912ºC e 1.394ºC – algo que só seria possível se tivesse havido o impacto de um meteorito, seguido de rápido resfriamento auxiliado por traços de carbono.

Abaixo de 912ºC, o ferro está na conformação alfa – a forma que o conhecemos. Já no gama, os átomos seguem uma estrutura cúbica por conta do calor. Como a temperatura lunar varia entre -248ºC e 121ºC, os cientistas descartam que tenha se formado ali em condições naturais.

“Passado” da Lua

Os autores do estudo da da Academia Chinesa de Ciências publicado na revista acadêmica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) sugerem que estudar esse ferro possa fornecer informações importantes sobre o passado da Lua, como a presença de vulcões ou se havia um campo magnético quando o ferro “congelou”.

A expectativa é que mais amostras desses materiais sejam trazidas nas próximas missões, permitindo aprofundar descobertas ou produzir novas hipóteses.

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Unabomber: como um gênio da matemática aterrorizou os EUA e desafiou o FBI por 20 anos

Formado em matemática pela prestigiosa Universidade de Harvard, Ted Kaczynski fascinou o mundo ao se tornar o protagonista da caçada humana mais longa da história dos Estados Unidos. Entre os anos de 1978 e 1995, ele executou uma onda de atentados com explosivos que resultou na morte de três pessoas e deixou outras 23 feridas, muitas delas mutiladas.

Seus primeiros alvos foram a Universidade Northwestern, no estado de Illinois, e um voo da American Airlines em 1979, no qual uma bomba acionada por altitude fez 12 passageiros inalarem fumaça, motivando o FBI a apelidá-lo de Unabomber devido aos focos em universidades e companhias aéreas.

As ações violentas parecem ter começado após o criminoso ser demitido da empresa da família pelo próprio irmão, resultado de bilhetes abusivos enviados a uma colega de trabalho.

Em seguida, Kaczynski isolou-se na selva de Montana, onde construiu com as próprias mãos uma cabana de madeira sem encanamento, eletricidade ou aquecimento. Em seus diários pessoais, ele revelou que não agia por altruísmo ou pelo bem da humanidade, mas motivado simplesmente por um profundo desejo de vingança.

O manifesto publicado e a denúncia da própria família

O mistério em torno de sua identidade só começou a ser desvendado quando o criminoso exigiu que jornais de grande circulação publicassem seu manifesto anônimo de 35 mil palavras, intitulado “Sociedade Industrial e Seu Futuro”. Com a promessa de encerrar os ataques, e sob recomendação do FBI e do procurador-geral dos Estados Unidos, os veículos The Washington Post e The New York Times divulgaram o texto em setembro de 1995, que criticava a tecnologia e a alienação na vida moderna.

Ao lerem o ensaio impresso, o irmão e a cunhada de Kaczynski reconheceram o estilo de escrita e alertaram imediatamente as autoridades federais. Em abril de 1996, os agentes finalmente localizaram o matemático em sua pequena cabana nos arredores de Lincoln, em Montana, onde encontraram jornais, um diário codificado, explosivos e duas bombas prontas para uso.

Condenação perpétua e o fim na prisão médica

Após confessar a autoria dos crimes, o Unabomber declarou-se culpado e foi condenado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional em 1998, encerrando uma fuga que durou quase duas décadas. Ele permaneceu detido por cerca de 30 anos em prisões americanas, passando pela penitenciária de segurança máxima Supermax no Colorado antes de ser transferido, em dezembro de 2021, para um centro médico prisional na Carolina do Norte devido a problemas de saúde.

No dia 10 de junho de 2023, por volta das 00h25 no horário local, guardas do Centro Médico Federal em Butner encontraram o idoso de 81 anos inconsciente em sua cela. Apesar das tentativas imediatas da equipe para salvar sua vida e do transporte para um hospital local, ele foi declarado morto logo em seguida. A história do criminoso seguiu despertando grande fascínio público ao longo dos anos, inspirando diversos documentários de televisão.

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A incrível história dos grilos que abriram mão da voz para não virar janta: como a evolução criou o acasalamento silencioso na floresta

O som característico do “cri-cri” entoado pelos grilos durante a noite é uma das assinaturas sonoras mais conhecidas da natureza, utilizado historicamente pelos machos para atrair as fêmeas para o acasalamento.

No entanto, uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) revelou que, ao longo de milhões de anos de evolução, diversas linhagens desses insetos perderam a capacidade de emitir ou até mesmo de ouvir sons.

O estudo, publicado no periódico científico Journal of Systematics and Evolution, analisou a trajetória evolutiva de 107 espécies de grilos arborícolas da família Oecanthidae.

Conduzida pelo pesquisador Lucas Denadai de Campos, a investigação aponta que a pressão provocada por predadores e as constantes mudanças de habitat forçaram esses insetos a abandonarem a comunicação sonora tradicional, dando origem a variações surpreendentes na natureza, como os “ouvintes silenciosos” e os “cantores surdos”.

Entenda a mecânica biológica usada pelos insetos para produzir o som

Para compreender como o silêncio se instalou, os cientistas mapearam as estruturas físicas envolvidas na comunicação acústica dos grilos. O barulho do “cri-cri” não vem da boca do animal, mas do atrito entre as suas asas, onde uma estrutura parecida com um calo na asa esquerda raspa em uma fileira de microdentes na asa direita.

O som é amplificado por regiões chamadas harpa e espelho, enquanto os tímpanos, localizados incrivelmente nas pernas dianteiras dos insetos, servem para captar as vibrações do ambiente.

A perda irreversível da capacidade de cantar ao longo da evolução

Ao aplicar modelos matemáticos e analisar fósseis do grupo, os pesquisadores constataram que os ancestrais desses grilos possuíam o sistema acústico completo, mas a seleção natural fez com que várias linhagens perdessem o tímpano ou as veias modificadas das asas.

Curiosamente, a pesquisa revelou um caminho sem volta: enquanto o tímpano conseguiu se reestabelecer em algumas espécies ao longo das gerações, nenhuma linhagem de grilo que perdeu a capacidade de cantar voltou a emitir sons no decorrer de milhões de anos.

Linguagem corporal e batuques substituem o canto tradicional na reprodução

Sem a opção de cantar alto sem atrair predadores perigosos, esses insetos desenvolveram formas alternativas e sutis de interação, como a comunicação vibratória.

Durante os rituais de acasalamento e cortejo, em vez de recorrerem à melodia habitual, os machos de espécies silenciosas usam os palpos das estruturas bucais ou batem as pernas dianteiras sobre as folhas dos arbustos.

Esse “batuque” gera pequenas trepidações na vegetação que chegam diretamente à fêmea, garantindo a reprodução sem alardear a própria presença para os predadores ao redor.

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Ele importou 12 mudas raras da Ásia há 160 anos, mas só uma sobreviveu — e hoje é um monumento protegido por lei que ‘chora’ cristais sob a lua cheia

Há mais de 160 anos, um proprietário de terras levou 12 árvores da Ásia para a Argentina, mas apenas uma delas permanece viva. O exemplar centenário está localizado no Parque Pereyra Iraola, na província de Buenos Aires, e chama atenção por produzir uma resina que forma gotas brilhantes, semelhantes a pequenos cristais.

Conhecida como “árvore de cristal”, a espécie foi introduzida no país por Leonardo Higinio Pereyra Iraola, que cultivava plantas de diferentes partes do mundo em sua propriedade. As mudas foram plantadas por volta de 1860, mas a maioria não conseguiu chegar à fase adulta.

Gotas de resina explicam o nome da árvore de cristal

Originária do sudeste asiático, a árvore pertence à espécie Agathis alba e apresenta uma característica que a diferencia de muitas outras plantas. Sua casca libera uma resina que pode se acumular no tronco, formando pequenas gotas com aparência semelhante à de lágrimas.

Quando recebem luz, essas gotas produzem reflexos que lembram pequenos cristais. O efeito é especialmente associado às noites de lua cheia, quando o brilho da substância pode se destacar na superfície do tronco.

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Apesar da aparência, não se trata de cristais verdadeiros, mas de uma resina produzida naturalmente pela árvore. A espécie também apresenta tronco alto, casca acinzentada e folhas verdes que permanecem ao longo do ano.

Exemplar sobrevivente recebeu proteção legal em 1992

A chegada da árvore à Argentina está ligada à antiga Estância San Juan, propriedade herdada por Leonardo Higinio após a morte de seu pai, em 1852. Interessado em paisagismo e no cultivo de espécies estrangeiras, ele introduziu diferentes plantas na região, incluindo as mudas provenientes do arquipélago malaio.

Atualmente, a sobrevivente daquele grupo está no terreno da Escola de Formação Policial Juan Vucetich, dentro do Parque Pereyra Iraola, no município de Berazategui, próximo à cidade de La Plata.

Em 1992, a província de Buenos Aires aprovou a Lei 11.341, que declarou a árvore de cristal Monumento Natural. A medida reconheceu a importância histórica e ambiental do exemplar e estabeleceu sua proteção legal.

A preservação também enfrenta desafios. De acordo com o Ministério do Ambiente provincial, a árvore não possui outro exemplar compatível nas proximidades para realizar a reprodução sexuada, o que dificulta a formação de novos indivíduos por esse processo.

Assim, a árvore permanece como um registro vivo das espécies introduzidas na antiga propriedade durante o século XIX, além de representar uma parte da história ambiental da região.

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Provérbio chinês: “Se você faz planos para um ano, semeie arroz; se os faz para 10 anos, plante árvores; se os faz para vida, eduque uma pessoa”

Um único provérbio atravessou séculos na cultura chinesa carregando uma verdade sobre o tempo que poucos textos conseguem expressar tão claramente. A comparação entre semear arroz, plantar árvores e educar uma pessoa revela muito mais do que diferenças agrícolas.

Esta forma de entender a planificação estabelece horizontes temporais distintos para cada tipo de investimento na vida. O arroz simboliza resultados rápidos, as árvores representam frutos que demandam anos, e a educação surge como aquilo que permanece durante gerações inteiras. Essa estrutura simples oferece uma lente poderosa para organizar decisões pessoais, profissionais e relacionais conforme o alcance de cada objetivo.

O que significa planejar em diferentes horizontes temporais

A estrutura do provérbio divide a vida em três escalas de planejamento completamente distintas. Cada uma exige dedicação, paciência e estratégias próprias.

O arroz oferece resultados rápidos e responde a necessidades imediatas. Representa metas de resultado imediato que atendem às urgências do presente. São os objetivos que podem ser cumpridos em ciclos curtos.

Plantar árvores significa esperar anos até a primeira safra de frutos. A dedicação se estende por períodos mais longos, exigindo cuidado constante sem gratificação instantânea. O retorno vem apenas para quem mantém a constância.

Educar uma pessoa ultrapassa qualquer horizonte fixo de tempo. Os efeitos se multiplicam ao longo de décadas e atravessam gerações, criando impactos que nenhum outro investimento consegue replicar.

Por que a educação representa o investimento mais duradouro

A comparação agrícola revela algo fundamental sobre transmissão de conhecimento. Formar uma pessoa não gera apenas um benefício pontual no tempo presente.

A educação desenvolve capacidades que acompanham o indivíduo durante toda a existência. Pensamento crítico, adaptabilidade e curiosidade intelectual não se esgotam após o uso, ao contrário de recursos materiais.

Além disso, conhecimentos e valores transmitidos se propagam para as próximas gerações. Uma pessoa educada influencia filhos, colegas, comunidade. O alcance temporal desse tipo de investimento é praticamente infinito.

Como aplicar a sabedoria dos três horizontes no cotidiano

A lição do provérbio não se limita à filosofia abstrata. Ela oferece critérios práticos para organizar prioridades pessoais e tomar decisões com perspectiva mais ampla.

Antes de agir, vale perguntar qual resultado se busca e quanto tempo será necessário. Objetivos imediatos pedem ações concretas e visíveis no curto prazo. Aprender uma receita nova, resolver um problema pontual no trabalho ou economizar para uma compra específica são exemplos de planejamento tipo arroz.

Projetos mais importantes funcionam de modo diferente. Melhorar a formação profissional, desenvolver um novo idioma, fortalecer vínculos afetivos ou cuidar da saúde são processos que demandam estratégia de longo prazo. Exigem constância mesmo quando os resultados ainda não aparecem.

A diferença entre colher arroz, esperar árvores crescerem ou educar alguém está no tempo que cada ação requer. Compreender isso ajuda a evitar frustração quando mudanças não chegam de imediato.

A paciência estratégica como ferramenta de construção

Uma das principais mensagens do provérbio é que paciência não significa espera passiva. Trata-se de trabalhar de forma sustentada sabendo que cada processo tem ritmo próprio.

Em uma época marcada pela busca de resultados instantâneos, a frase propõe olhar diferente. Os grandes avanços geralmente surgem de decisões repetidas ao longo de meses ou anos, não de ações isoladas.

Igual a uma planta que precisa de atenção contínua para crescer, projetos pessoais necessitam dedicação constante antes de atingir potencial máximo. Abandonar no meio do caminho desperdiça todo o esforço anterior.

Benefícios práticos de pensar em múltiplas escalas de tempo

Organizar a vida considerando os três horizontes traz clareza para evitar armadilhas comuns. Focar apenas no urgente sacrifica aquilo que realmente transforma a trajetória.

Quem planta exclusivamente arroz nunca terá sombra de árvores maduras. Quem só planta árvores pode passar fome antes da primeira colheita. O equilíbrio entre curto, médio e longo prazo é o que sustenta uma vida próspera.

A educação permanece como o investimento de maior retorno justamente porque seus frutos aparecem em todas as fases. Uma pessoa bem formada consegue resolver problemas imediatos com mais eficiência e construir projetos duradouros com mais consciência.

Origem e circulação do provérbio na sabedoria chinesa

Embora a frase costume ser relacionada com Confúcio, não existem provas de que apareça em seus escritos nem nas Analectas. Especialistas consideram que a origem mais provável seja a sabedoria popular chinesa transmitida oralmente por gerações.

A ausência de autoria definida não diminui o valor da mensagem. Os provérbios chineses sobreviveram durante milhares de anos porque condensam em poucas palavras ideias sobre a forma de enfrentar a vida, tomar decisões e construir o futuro, independentemente de quem os disse primeiro.

A frase reflete uma ideia central na filosofia chinesa tradicional: grandes realizações são consequência de construção progressiva e paciência. Conecta-se com conceitos como cultivo pessoal e desenvolvimento contínuo presentes em diversas escolas de pensamento oriental.

Decisões que requerem visão de longo prazo

Algumas escolhas importantes produzem impacto apenas depois de muito tempo. Desenvolver nova capacidade profissional, mudar hábitos alimentares, construir relacionamentos sólidos ou criar reserva financeira são exemplos de planejamento tipo árvore.

Essas decisões exigem compromisso sustentado mesmo quando resultados iniciais parecem insignificantes. A tentação de abandonar surge forte nos primeiros meses, período em que o esforço é alto e os frutos ainda invisíveis.

Manter a perspectiva de longo prazo nessas situações faz toda diferença. Quem desiste cedo nunca experimenta a colheita. Quem persiste mesmo sem ver progresso imediato acaba colhendo muito além do investimento inicial.

A educação como ferramenta que permanece

A comparação com agricultura ilustra por que investir em formação supera qualquer outro tipo de planejamento. Conhecimentos adquiridos não se desgastam com o uso e não podem ser roubados ou perdidos.

Uma pessoa educada continua aprendendo ao longo da vida. A capacidade de pensar criticamente, adaptar-se a mudanças e buscar soluções criativas são habilidades que se aprimoram com o tempo e se aplicam em qualquer contexto.

Além disso, educação se multiplica quando transmitida. Quem recebe formação sólida tende a compartilhar conhecimentos com outras pessoas, criando ciclo virtuoso que beneficia comunidades inteiras por décadas.

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Atriz de conteúdo adulto leiloa nome do filho recém-nascido por R$ 8 milhões

A atriz britânica Bonnie Blue, 27, encontrou uma forma extra de ganhar dinheiro além dos vídeos que grava e vende em plataformas de conteúdo adulto: leiloar o nome do filho recém-nascido.

Conhecida por gravar fazendo sexo com 1.057 homens em 12 horas, ela não parou de produzir conteúdo durante a gravidez e abriu mão de escolher o nome. A maior oferta para o bebê, que nasceu no final de agosto na mesma ala da maternidade em que Kate Middleton deu à luz George, Charlotte e Louis, e a Princesa Diana teve William e Harry, foi de 1,2 milhão de libras (R$ 8 milhões em valores atuais).

Nome escolhido

Em um vídeo em suas redes sociais, Bonnie mostrou o resultado do leilão, com BetBolt – fazendo referência a uma plataforma de cassino online, criptomoedas e apostas esportivas – recebendo o maior lance, e afirmou que iria ao cartório de Westminster, no Reino Unido, para registra-lo assim.

O pai da criança não foi divulgado, pois a atriz teria engravidado depois de relações desprotegidas com cerca de 400 homens. “Um estranho me engravidou, e agora um estranho vai poder escolher o nome dele”, já havia anunciado em outro momento. A ideia do leilão, segundo ela, foi para proporcionar uma vida mais confortável ao filho.

Polêmica

Outras sugestões receberam lances, como “Pump”, “Top G” e “Group Project”. Bonnie, que na verdade se chama Tia Billinger, recebeu críticas nas redes por conta da atitude. “Está usando o bebê para ficar rica?”, “Pobre menino”, “É o nome do patrocinador dela, caso alguém não tenha reparado. Pura publicidade”, escreveram.

A atitude foi denunciada pelo Partido Conservador à Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças (NSPCC), instituição de caridade voltada à proteção infantil no Reino Unido.

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