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Uma reflexão sobre coragem ou sofrimento? O que está por trás de “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, de Fernando Pessoa

A frase “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, de Fernando Pessoa, costuma ser utilizada como incentivo para enfrentar dificuldades e perseguir objetivos. Apesar do tom motivacional que ganhou ao longo dos anos, a expressão surgiu em um poema que aborda os perigos das navegações portuguesas e o sofrimento das famílias que aguardavam o retorno de seus entes queridos.

O verso faz parte de “Mar Português”, publicado em 1934 no livro Mensagem. Na obra, o escritor recupera episódios da história de Portugal e reflete sobre os sacrifícios envolvidos na expansão marítima, período marcado por viagens arriscadas e perdas humanas.

A passagem, portanto, vai além de uma mensagem sobre determinação. Ao questionar se os esforços valeram a pena, Pessoa também coloca em discussão o preço das conquistas e a importância atribuída a elas.

O sofrimento por trás da famosa frase

Antes de apresentar o verso que se tornou conhecido, Fernando Pessoa descreve as consequências das viagens pelo oceano. O poema menciona mães que choraram pelos filhos, mulheres que não chegaram a se casar e pessoas que sofreram com a ausência daqueles que partiram.

É depois dessa descrição que surge a pergunta “Valeu a pena?”, seguida da resposta que dá sentido à expressão. Nesse contexto, a ideia de uma “alma não pequena” pode ser interpretada como a coragem necessária para enfrentar obstáculos em busca de algo considerado maior.

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O texto também faz referência ao Cabo Bojador, localizado na costa do atual Saara Ocidental, na África. Durante o século XV, a região representava um desafio para os navegadores portugueses, até ser ultrapassada por Gil Eanes, em 1434.

Ao recuperar esse episódio, Pessoa relaciona a superação dos perigos do mar à disposição de avançar diante do desconhecido. Ao mesmo tempo, os versos não deixam de reconhecer as perdas que acompanharam essas jornadas.

Como a expressão ganhou um novo significado ao longo do tempo

Fora de seu contexto original, a frase passou a ser associada a situações cotidianas, como mudanças de carreira, realização de sonhos e superação de dificuldades pessoais.

Nessas interpretações, a expressão costuma transmitir a ideia de que enfrentar desafios pode valer a pena quando existe um propósito importante. Entretanto, o poema não apresenta uma promessa de sucesso nem afirma que qualquer sofrimento seja justificável.

A diferença está no contexto. Enquanto o uso popular destaca a coragem e a persistência, “Mar Português” também reconhece as consequências das escolhas feitas em nome de grandes objetivos.

Dessa forma, os versos de Fernando Pessoa continuam permitindo diferentes interpretações, tanto como um incentivo para enfrentar o desconhecido quanto como uma reflexão sobre os sacrifícios que podem acompanhar uma conquista.

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China acha material inesperado na Lua – e há mais de 2 anos tenta decifrar como foi parar lá

A China encontrou amostras de ferro gama no lado oculto da Lua, e há pouco mais de dois anos têm um dilema a decifrar: como esse material estava presente lá, se não se forma sob as condições de temperatura do satélite?

A missão Chang’e 6 coletou quase 2 kg de amostras do solo lunar em junho de 2024, e, embora a presença de ferro fosse esperada, a de ferro gama surpreendeu os pesquisadores.

Por que surpreendeu?

Isso porque, para se formar, o material precisa de calor entre 912ºC e 1.394ºC – algo que só seria possível se tivesse havido o impacto de um meteorito, seguido de rápido resfriamento auxiliado por traços de carbono.

Abaixo de 912ºC, o ferro está na conformação alfa – a forma que o conhecemos. Já no gama, os átomos seguem uma estrutura cúbica por conta do calor. Como a temperatura lunar varia entre -248ºC e 121ºC, os cientistas descartam que tenha se formado ali em condições naturais.

“Passado” da Lua

Os autores do estudo da da Academia Chinesa de Ciências publicado na revista acadêmica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) sugerem que estudar esse ferro possa fornecer informações importantes sobre o passado da Lua, como a presença de vulcões ou se havia um campo magnético quando o ferro “congelou”.

A expectativa é que mais amostras desses materiais sejam trazidas nas próximas missões, permitindo aprofundar descobertas ou produzir novas hipóteses.

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Unabomber: como um gênio da matemática aterrorizou os EUA e desafiou o FBI por 20 anos

Formado em matemática pela prestigiosa Universidade de Harvard, Ted Kaczynski fascinou o mundo ao se tornar o protagonista da caçada humana mais longa da história dos Estados Unidos. Entre os anos de 1978 e 1995, ele executou uma onda de atentados com explosivos que resultou na morte de três pessoas e deixou outras 23 feridas, muitas delas mutiladas.

Seus primeiros alvos foram a Universidade Northwestern, no estado de Illinois, e um voo da American Airlines em 1979, no qual uma bomba acionada por altitude fez 12 passageiros inalarem fumaça, motivando o FBI a apelidá-lo de Unabomber devido aos focos em universidades e companhias aéreas.

As ações violentas parecem ter começado após o criminoso ser demitido da empresa da família pelo próprio irmão, resultado de bilhetes abusivos enviados a uma colega de trabalho.

Em seguida, Kaczynski isolou-se na selva de Montana, onde construiu com as próprias mãos uma cabana de madeira sem encanamento, eletricidade ou aquecimento. Em seus diários pessoais, ele revelou que não agia por altruísmo ou pelo bem da humanidade, mas motivado simplesmente por um profundo desejo de vingança.

O manifesto publicado e a denúncia da própria família

O mistério em torno de sua identidade só começou a ser desvendado quando o criminoso exigiu que jornais de grande circulação publicassem seu manifesto anônimo de 35 mil palavras, intitulado “Sociedade Industrial e Seu Futuro”. Com a promessa de encerrar os ataques, e sob recomendação do FBI e do procurador-geral dos Estados Unidos, os veículos The Washington Post e The New York Times divulgaram o texto em setembro de 1995, que criticava a tecnologia e a alienação na vida moderna.

Ao lerem o ensaio impresso, o irmão e a cunhada de Kaczynski reconheceram o estilo de escrita e alertaram imediatamente as autoridades federais. Em abril de 1996, os agentes finalmente localizaram o matemático em sua pequena cabana nos arredores de Lincoln, em Montana, onde encontraram jornais, um diário codificado, explosivos e duas bombas prontas para uso.

Condenação perpétua e o fim na prisão médica

Após confessar a autoria dos crimes, o Unabomber declarou-se culpado e foi condenado à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional em 1998, encerrando uma fuga que durou quase duas décadas. Ele permaneceu detido por cerca de 30 anos em prisões americanas, passando pela penitenciária de segurança máxima Supermax no Colorado antes de ser transferido, em dezembro de 2021, para um centro médico prisional na Carolina do Norte devido a problemas de saúde.

No dia 10 de junho de 2023, por volta das 00h25 no horário local, guardas do Centro Médico Federal em Butner encontraram o idoso de 81 anos inconsciente em sua cela. Apesar das tentativas imediatas da equipe para salvar sua vida e do transporte para um hospital local, ele foi declarado morto logo em seguida. A história do criminoso seguiu despertando grande fascínio público ao longo dos anos, inspirando diversos documentários de televisão.

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A incrível história dos grilos que abriram mão da voz para não virar janta: como a evolução criou o acasalamento silencioso na floresta

O som característico do “cri-cri” entoado pelos grilos durante a noite é uma das assinaturas sonoras mais conhecidas da natureza, utilizado historicamente pelos machos para atrair as fêmeas para o acasalamento.

No entanto, uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) revelou que, ao longo de milhões de anos de evolução, diversas linhagens desses insetos perderam a capacidade de emitir ou até mesmo de ouvir sons.

O estudo, publicado no periódico científico Journal of Systematics and Evolution, analisou a trajetória evolutiva de 107 espécies de grilos arborícolas da família Oecanthidae.

Conduzida pelo pesquisador Lucas Denadai de Campos, a investigação aponta que a pressão provocada por predadores e as constantes mudanças de habitat forçaram esses insetos a abandonarem a comunicação sonora tradicional, dando origem a variações surpreendentes na natureza, como os “ouvintes silenciosos” e os “cantores surdos”.

Entenda a mecânica biológica usada pelos insetos para produzir o som

Para compreender como o silêncio se instalou, os cientistas mapearam as estruturas físicas envolvidas na comunicação acústica dos grilos. O barulho do “cri-cri” não vem da boca do animal, mas do atrito entre as suas asas, onde uma estrutura parecida com um calo na asa esquerda raspa em uma fileira de microdentes na asa direita.

O som é amplificado por regiões chamadas harpa e espelho, enquanto os tímpanos, localizados incrivelmente nas pernas dianteiras dos insetos, servem para captar as vibrações do ambiente.

A perda irreversível da capacidade de cantar ao longo da evolução

Ao aplicar modelos matemáticos e analisar fósseis do grupo, os pesquisadores constataram que os ancestrais desses grilos possuíam o sistema acústico completo, mas a seleção natural fez com que várias linhagens perdessem o tímpano ou as veias modificadas das asas.

Curiosamente, a pesquisa revelou um caminho sem volta: enquanto o tímpano conseguiu se reestabelecer em algumas espécies ao longo das gerações, nenhuma linhagem de grilo que perdeu a capacidade de cantar voltou a emitir sons no decorrer de milhões de anos.

Linguagem corporal e batuques substituem o canto tradicional na reprodução

Sem a opção de cantar alto sem atrair predadores perigosos, esses insetos desenvolveram formas alternativas e sutis de interação, como a comunicação vibratória.

Durante os rituais de acasalamento e cortejo, em vez de recorrerem à melodia habitual, os machos de espécies silenciosas usam os palpos das estruturas bucais ou batem as pernas dianteiras sobre as folhas dos arbustos.

Esse “batuque” gera pequenas trepidações na vegetação que chegam diretamente à fêmea, garantindo a reprodução sem alardear a própria presença para os predadores ao redor.

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Ele importou 12 mudas raras da Ásia há 160 anos, mas só uma sobreviveu — e hoje é um monumento protegido por lei que ‘chora’ cristais sob a lua cheia

Há mais de 160 anos, um proprietário de terras levou 12 árvores da Ásia para a Argentina, mas apenas uma delas permanece viva. O exemplar centenário está localizado no Parque Pereyra Iraola, na província de Buenos Aires, e chama atenção por produzir uma resina que forma gotas brilhantes, semelhantes a pequenos cristais.

Conhecida como “árvore de cristal”, a espécie foi introduzida no país por Leonardo Higinio Pereyra Iraola, que cultivava plantas de diferentes partes do mundo em sua propriedade. As mudas foram plantadas por volta de 1860, mas a maioria não conseguiu chegar à fase adulta.

Gotas de resina explicam o nome da árvore de cristal

Originária do sudeste asiático, a árvore pertence à espécie Agathis alba e apresenta uma característica que a diferencia de muitas outras plantas. Sua casca libera uma resina que pode se acumular no tronco, formando pequenas gotas com aparência semelhante à de lágrimas.

Quando recebem luz, essas gotas produzem reflexos que lembram pequenos cristais. O efeito é especialmente associado às noites de lua cheia, quando o brilho da substância pode se destacar na superfície do tronco.

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Apesar da aparência, não se trata de cristais verdadeiros, mas de uma resina produzida naturalmente pela árvore. A espécie também apresenta tronco alto, casca acinzentada e folhas verdes que permanecem ao longo do ano.

Exemplar sobrevivente recebeu proteção legal em 1992

A chegada da árvore à Argentina está ligada à antiga Estância San Juan, propriedade herdada por Leonardo Higinio após a morte de seu pai, em 1852. Interessado em paisagismo e no cultivo de espécies estrangeiras, ele introduziu diferentes plantas na região, incluindo as mudas provenientes do arquipélago malaio.

Atualmente, a sobrevivente daquele grupo está no terreno da Escola de Formação Policial Juan Vucetich, dentro do Parque Pereyra Iraola, no município de Berazategui, próximo à cidade de La Plata.

Em 1992, a província de Buenos Aires aprovou a Lei 11.341, que declarou a árvore de cristal Monumento Natural. A medida reconheceu a importância histórica e ambiental do exemplar e estabeleceu sua proteção legal.

A preservação também enfrenta desafios. De acordo com o Ministério do Ambiente provincial, a árvore não possui outro exemplar compatível nas proximidades para realizar a reprodução sexuada, o que dificulta a formação de novos indivíduos por esse processo.

Assim, a árvore permanece como um registro vivo das espécies introduzidas na antiga propriedade durante o século XIX, além de representar uma parte da história ambiental da região.

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Provérbio chinês: “Se você faz planos para um ano, semeie arroz; se os faz para 10 anos, plante árvores; se os faz para vida, eduque uma pessoa”

Um único provérbio atravessou séculos na cultura chinesa carregando uma verdade sobre o tempo que poucos textos conseguem expressar tão claramente. A comparação entre semear arroz, plantar árvores e educar uma pessoa revela muito mais do que diferenças agrícolas.

Esta forma de entender a planificação estabelece horizontes temporais distintos para cada tipo de investimento na vida. O arroz simboliza resultados rápidos, as árvores representam frutos que demandam anos, e a educação surge como aquilo que permanece durante gerações inteiras. Essa estrutura simples oferece uma lente poderosa para organizar decisões pessoais, profissionais e relacionais conforme o alcance de cada objetivo.

O que significa planejar em diferentes horizontes temporais

A estrutura do provérbio divide a vida em três escalas de planejamento completamente distintas. Cada uma exige dedicação, paciência e estratégias próprias.

O arroz oferece resultados rápidos e responde a necessidades imediatas. Representa metas de resultado imediato que atendem às urgências do presente. São os objetivos que podem ser cumpridos em ciclos curtos.

Plantar árvores significa esperar anos até a primeira safra de frutos. A dedicação se estende por períodos mais longos, exigindo cuidado constante sem gratificação instantânea. O retorno vem apenas para quem mantém a constância.

Educar uma pessoa ultrapassa qualquer horizonte fixo de tempo. Os efeitos se multiplicam ao longo de décadas e atravessam gerações, criando impactos que nenhum outro investimento consegue replicar.

Por que a educação representa o investimento mais duradouro

A comparação agrícola revela algo fundamental sobre transmissão de conhecimento. Formar uma pessoa não gera apenas um benefício pontual no tempo presente.

A educação desenvolve capacidades que acompanham o indivíduo durante toda a existência. Pensamento crítico, adaptabilidade e curiosidade intelectual não se esgotam após o uso, ao contrário de recursos materiais.

Além disso, conhecimentos e valores transmitidos se propagam para as próximas gerações. Uma pessoa educada influencia filhos, colegas, comunidade. O alcance temporal desse tipo de investimento é praticamente infinito.

Como aplicar a sabedoria dos três horizontes no cotidiano

A lição do provérbio não se limita à filosofia abstrata. Ela oferece critérios práticos para organizar prioridades pessoais e tomar decisões com perspectiva mais ampla.

Antes de agir, vale perguntar qual resultado se busca e quanto tempo será necessário. Objetivos imediatos pedem ações concretas e visíveis no curto prazo. Aprender uma receita nova, resolver um problema pontual no trabalho ou economizar para uma compra específica são exemplos de planejamento tipo arroz.

Projetos mais importantes funcionam de modo diferente. Melhorar a formação profissional, desenvolver um novo idioma, fortalecer vínculos afetivos ou cuidar da saúde são processos que demandam estratégia de longo prazo. Exigem constância mesmo quando os resultados ainda não aparecem.

A diferença entre colher arroz, esperar árvores crescerem ou educar alguém está no tempo que cada ação requer. Compreender isso ajuda a evitar frustração quando mudanças não chegam de imediato.

A paciência estratégica como ferramenta de construção

Uma das principais mensagens do provérbio é que paciência não significa espera passiva. Trata-se de trabalhar de forma sustentada sabendo que cada processo tem ritmo próprio.

Em uma época marcada pela busca de resultados instantâneos, a frase propõe olhar diferente. Os grandes avanços geralmente surgem de decisões repetidas ao longo de meses ou anos, não de ações isoladas.

Igual a uma planta que precisa de atenção contínua para crescer, projetos pessoais necessitam dedicação constante antes de atingir potencial máximo. Abandonar no meio do caminho desperdiça todo o esforço anterior.

Benefícios práticos de pensar em múltiplas escalas de tempo

Organizar a vida considerando os três horizontes traz clareza para evitar armadilhas comuns. Focar apenas no urgente sacrifica aquilo que realmente transforma a trajetória.

Quem planta exclusivamente arroz nunca terá sombra de árvores maduras. Quem só planta árvores pode passar fome antes da primeira colheita. O equilíbrio entre curto, médio e longo prazo é o que sustenta uma vida próspera.

A educação permanece como o investimento de maior retorno justamente porque seus frutos aparecem em todas as fases. Uma pessoa bem formada consegue resolver problemas imediatos com mais eficiência e construir projetos duradouros com mais consciência.

Origem e circulação do provérbio na sabedoria chinesa

Embora a frase costume ser relacionada com Confúcio, não existem provas de que apareça em seus escritos nem nas Analectas. Especialistas consideram que a origem mais provável seja a sabedoria popular chinesa transmitida oralmente por gerações.

A ausência de autoria definida não diminui o valor da mensagem. Os provérbios chineses sobreviveram durante milhares de anos porque condensam em poucas palavras ideias sobre a forma de enfrentar a vida, tomar decisões e construir o futuro, independentemente de quem os disse primeiro.

A frase reflete uma ideia central na filosofia chinesa tradicional: grandes realizações são consequência de construção progressiva e paciência. Conecta-se com conceitos como cultivo pessoal e desenvolvimento contínuo presentes em diversas escolas de pensamento oriental.

Decisões que requerem visão de longo prazo

Algumas escolhas importantes produzem impacto apenas depois de muito tempo. Desenvolver nova capacidade profissional, mudar hábitos alimentares, construir relacionamentos sólidos ou criar reserva financeira são exemplos de planejamento tipo árvore.

Essas decisões exigem compromisso sustentado mesmo quando resultados iniciais parecem insignificantes. A tentação de abandonar surge forte nos primeiros meses, período em que o esforço é alto e os frutos ainda invisíveis.

Manter a perspectiva de longo prazo nessas situações faz toda diferença. Quem desiste cedo nunca experimenta a colheita. Quem persiste mesmo sem ver progresso imediato acaba colhendo muito além do investimento inicial.

A educação como ferramenta que permanece

A comparação com agricultura ilustra por que investir em formação supera qualquer outro tipo de planejamento. Conhecimentos adquiridos não se desgastam com o uso e não podem ser roubados ou perdidos.

Uma pessoa educada continua aprendendo ao longo da vida. A capacidade de pensar criticamente, adaptar-se a mudanças e buscar soluções criativas são habilidades que se aprimoram com o tempo e se aplicam em qualquer contexto.

Além disso, educação se multiplica quando transmitida. Quem recebe formação sólida tende a compartilhar conhecimentos com outras pessoas, criando ciclo virtuoso que beneficia comunidades inteiras por décadas.

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Atriz de conteúdo adulto leiloa nome do filho recém-nascido por R$ 8 milhões

A atriz britânica Bonnie Blue, 27, encontrou uma forma extra de ganhar dinheiro além dos vídeos que grava e vende em plataformas de conteúdo adulto: leiloar o nome do filho recém-nascido.

Conhecida por gravar fazendo sexo com 1.057 homens em 12 horas, ela não parou de produzir conteúdo durante a gravidez e abriu mão de escolher o nome. A maior oferta para o bebê, que nasceu no final de agosto na mesma ala da maternidade em que Kate Middleton deu à luz George, Charlotte e Louis, e a Princesa Diana teve William e Harry, foi de 1,2 milhão de libras (R$ 8 milhões em valores atuais).

Nome escolhido

Em um vídeo em suas redes sociais, Bonnie mostrou o resultado do leilão, com BetBolt – fazendo referência a uma plataforma de cassino online, criptomoedas e apostas esportivas – recebendo o maior lance, e afirmou que iria ao cartório de Westminster, no Reino Unido, para registra-lo assim.

O pai da criança não foi divulgado, pois a atriz teria engravidado depois de relações desprotegidas com cerca de 400 homens. “Um estranho me engravidou, e agora um estranho vai poder escolher o nome dele”, já havia anunciado em outro momento. A ideia do leilão, segundo ela, foi para proporcionar uma vida mais confortável ao filho.

Polêmica

Outras sugestões receberam lances, como “Pump”, “Top G” e “Group Project”. Bonnie, que na verdade se chama Tia Billinger, recebeu críticas nas redes por conta da atitude. “Está usando o bebê para ficar rica?”, “Pobre menino”, “É o nome do patrocinador dela, caso alguém não tenha reparado. Pura publicidade”, escreveram.

A atitude foi denunciada pelo Partido Conservador à Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças (NSPCC), instituição de caridade voltada à proteção infantil no Reino Unido.

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Elton John olhou para o espelho em 1990, admitiu ser ‘um homem destruído’ e falou as 3 palavras que mudaram sua vida há quase quatro décadas

O cantor e compositor britânico Elton John marcou a marca de 29 anos de sobriedade ao compartilhar uma mensagem pessoal e a fotografia da sua medalha dos Alcoólicos Anônimos.

Ao relembrar a decisão de interromper o consumo de substâncias em 1990, o artista revelou que a mudança começou quando teve coragem de pronunciar uma frase de três palavras: “Preciso de ajuda”.

A medalha dos Alcoólicos Anônimos e o relato pessoal

Na publicação realizada em suas redes sociais, o músico exibiu a moeda de sobriedade que contém o número romano XXIX (29) gravado ao centro. A insígnia traz cravadas as frases em inglês “To thine own self be true” (“Seja fiel a si mesmo”) e “unity, service and recovery” (“unidade, serviço e recuperação”).

Na legenda da imagem, Elton John descreveu o estado em que se encontrava antes de buscar tratamento: “Há 29 anos, eu era um homem destruído. Finalmente, reuni coragem para dizer três palavras que mudariam minha vida: ‘Preciso de ajuda'”. O artista também expressou gratidão às pessoas que o apoiaram durante o processo de recuperação.

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A morte de Ryan White como divisor de águas

O processo de conscientização e a entrada na reabilitação em 1990 estiveram diretamente vinculados a um evento marcante. Segundo relatos do próprio cantor, a decisão de buscar ajuda profissional ocorreu após a morte do adolescente Ryan White, que contraiu o vírus HIV por meio de uma transfusão de sangue.

Ryan White faleceu em abril de 1990. A perda do jovem funcionou como um alerta para o músico, que deu entrada em uma clínica de reabilitação seis meses após o falecimento do garoto.

Conexão com ‘O Rei Leão’ e a mensagem de recomeço

A experiência pessoal de superação também influenciou a produção artística de Elton John. Em entrevista sobre a faixa “It’s Never Too Late”, escrita em parceria com Tim Rice para o filme O Rei Leão, o cantor explicou que a composição reflete sua própria caminhada de sobriedade.

De acordo com o artista, a trajetória do personagem Simba retrata a importância de reconhecer a necessidade de mudança. O músico destacou que a revelação vivida por ele em 1990 demonstra que sempre há oportunidade para reavaliar atitudes e transformar o rumo da vida.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

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Homem é preso por dirigir embriagado um “jipe da Barbie”

Um homem foi preso no Canadá por dirigir um jipe de brinquedo em uma das principais vias da cidade de Prince George, na Columbia Britânica. Os registros foram feitos por testemunhas que estavam próximas ao local.

De acordo com a CBC, rede de televisão e rádio local, o condutor do jipe, Kasper Lincoln, estava saindo para tomar raspadinha com um amigo, mas ficou com preguiça de andar e decidiu pegar o brinquedo emprestado, que pertence ao filho do seu colega de quarto.

A RCMP (Polícia Montada do Canadá) informou que abordou Lincoln para uma blitz de trânsito e, durante a conversa com ele, descobriu que sua carteira de habilitação estava suspensa e suspeitou que ele estivesse embriagado, o que foi posteriormente confirmado por dois testes de bafômetro, o que também foi confirmado por Lincoln à emissora local.

Lincoln também disse que a polícia lhe informou que os guardas receberam várias ligações a seu respeito e que ele estava dirigindo no meio da rua, o que ele negou, afirmando que, durante a maior parte do trajeto, dirigiu na calçada até avistar a faixa bloqueada. 

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Ladrões invadiram casa e levaram ouro, mas ignoraram a pedra de 3,5 kg no chão que valia R$ 5,6 milhões

Uma mulher encontrou uma pedra avermelhada no leito de um riacho na vila de Colti, no Condado de Buzău, na Romênia, achou bonita e a levou para casa, utilizando-a como peso de porta. Décadas se passaram e ela não imaginava que tinha em mãos uma das maiores pepitas de âmbar conhecidas no mundo, avaliada em cerca de 1 milhão de euros (R$ 5,6 milhões em valores atuais).

Nem mesmo ladrões de joias perceberam seu valor ao invadirem a casa e roubarem algumas peças de ouro, segundo a mídia local. A proprietária morreu em 1991, e um dos parentes ficou impressionado com a pedra de 3,5 quilos. Ao desconfiar que teria um grande valor, levou-a para ser examinada.

Peça de museu

As autoridades romenas entregaram a pepita a especialistas do Museu de História de Cracóvia, na Polônia, que possui uma seção dedicada ao estudo de pedras semipreciosas. A autenticidade foi confirmada, e calcula-se que o âmbar teria entre 38 milhões e 70 milhões de anos.

O interesse foi tanto pela “rumanita”, como localmente se referem ao âmbar, que o Estado romeno a comprou, classificando a pedra como tesouro nacional. Desde 2022, ela pode ser vista no Museu Provincial de Buzau.

Reserva abundante

Colti, na região dos Cárpatos Orientais, é um dos principais locais de extração e reserva natural de âmbar da Romênia, com uma variedade raríssima e altamente valiosa famosa pelas mais de 160 tonalidades escuras, avermelhadas e pretas.

Formado a partir de resina de árvores soterrada por sedimentos ao longo de milhões de anos até fossilizar, o âmbar encontrado por lá costuma conter também fósseis de aracnídeos, besouros, moscas, crustáceos, répteis, penas de aves e pelos de animais. A extração ocorria na mina de Stramba, que foi fechada pelo regime comunista ao ser considerada não-lucrativa.

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Cruzar os braços durante uma conversa pode fazer você parecer antipático, mas ajuda no foco e na resiliência; entenda o que diz a psicologia

Cruzar os braços é um dos gestos humanos mais comuns no dia a dia e, mesmo assim, é um dos mais misteriosos. Ao contrário de coçar o nariz, apoiar o queixo ou passar a mão pelo cabelo, os braços cruzados não têm uma justificativa óbvia: talvez por isso sejam interpretados de tantas formas diferentes pela psicologia e pelo estudo da linguagem corporal.

Por que você sente o impulso de cruzar os braços enquanto conversa com alguém, e qual mensagem isso passa para seu interlocutor? Veja as diferentes perspectivas de especialistas sobre este movimento.

Regulação emocional

Acalmar os nervos e confortar a si mesmo é um dos principais motivos para cruzar os braços, segundo o autor Joe Navarro, precursor do uso da análise de linguagem corporal pelo FBI (Federal Bureau of Investigation do governo dos Estados Unidos). Neste caso, o gesto é como um abraço discreto e pode vir acompanhado de automassagem.

Em situações de maior intensidade emocional, braços cruzados podem ajudar a controlar o medo e podem indicar ansiedade quando acompanhados de gestos como cobrir o pescoço com as mãos.

“Pessoas que se sentem inseguras podem cruzar os braços para não se sentirem tão expostas”, escreve Navarro em seu blog pessoal. Ele também afirma que o movimento pode ajudar no autocontrole, restringindo uma reação mais explosiva. “As crianças fazem isso o tempo todo. Quando pedimos que façam algo que não querem fazer, elas cruzam os braços, às vezes empunham as mãos e as pressionam firmemente contra o corpo. De várias formas, isso comunica claramente como elas se sentem, sem dizer uma palavra.”

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Demonstração de poder

O especialista chama os braços cruzados de “power pose”: uma pose escolhida para indicar poder. “Especialmente homens usam este gesto para parecerem maiores”, afirma. “O Super-Homem é frequentemente apresentado desta maneira. Em escolas, é o que professores infelizmente chamam de ‘pose de valentão'”.

Outra possibilidade é adotar a pose para “criar uma barreira física e psicológica” entre você e alguém com quem você não deseja interagir, “criando distância”.

Outras explicações

Embora frequentemente lido como um gesto rude ou agressivo, cruzar os braços pode ser um movimento completamente inofensivo e involuntário. Navarro conta que pode se tratar simplesmente de um espelhamento da postura do interlocutor:

“Como analisar dois homens que estão de braços cruzados, cada um apoiado com as costas na parede e suas pernas também cruzadas? É sinal de conflito entre os dois? A resposta é não”, exemplifica. “O fato de estarem se espelhando, com as pernas cruzadas, diz que está tudo bem. Só cruzamos as pernas quando nos sentimos confortáveis o bastante com a outra pessoa.”

Uma explicação alternativa é, simplesmente, o frio. Cruzar os braços pode ajudar a aquecer a região do torso e controlar tremores causados pela temperatura.

O que dizem os psicólogos

A postura de braços cruzados em frente ao tronco foi estudada por neurologistas e psicólogos, para além da linguagem corporal. Os resultados sugerem que o gesto pode ser benéfico para quem o faz, seja em conversas ou outras atividades.

Em 2007, um experimento prático na Universidade de Rochester, Estados Unidos, fez diferentes participantes resolverem desafios de lógica com braços cruzados e descruzados, posicionados sobre as coxas. Os voluntários induzidos a cruzar os braços passaram mais tempo tentando solucionar os anagramas apresentados, e tiveram taxa de sucesso maior; não foram identificadas mudanças de humor, nível de conforto ou respeito às instruções da equipe de pesquisa.

Em 2016, foi a vez de um estudo de neuroimagem no Japão verificar os efeitos da pose no corpo. Uma análise de mil participantes revelou que cruzar os braços altera a atividade cerebral na região responsável pelo foco interno e pela percepção do corpo no espaço, além de aumentar a conexão entre diferentes locais do órgão.

Ou seja: de braços cruzados, as áreas associadas ao foco, à reflexão, à autopercepção, à tomada de decisões e ao foco externo conversam mais entre si. Mas há um efeito colateral: ao posicionar os braços e mãos do outro lado da “linha média” do corpo, as referências anatômicas e espaciais se confundem, o que pode afetar a compreensão de estímulos táteis.

Cruzar os braços durante uma conversa pode, então, ajudar no foco e na resolução de problemas, o que é útil em discussões e debates. No entanto, como existem leituras negativas do gesto sob a perspectiva da linguagem corporal, o interlocutor pode intuir insegurança, indisposição ou estresse que, por vezes, não são reais.

“Isso é mais comum entre estranhos”, diz Joe Navarro. “Se você estiver com amigos ou conhecidos, isso pode não ser visto como um distanciamento. Na verdade, muitos interpretam como uma demonstração de interesse e engajamento em um tópico. Isso pode explicar por que vemos esse gesto tão frequentemente entre colegas de trabalho.”

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Descoberta revela tática de serpente com 30 cm que foge de predadores 4 vezes mais rápido dando ‘estrelinhas’ pelo chão

Diferente de qualquer outro réptil que rasteja no solo para escapar de ameaças, a cobra-anão-dos-juncos desenvolveu uma estratégia de fuga bizarra e altamente eficiente. Quando se sente ameaçada, essa pequena espécie habitante do Sudeste Asiático, com menos de 30 centímetros de comprimento, projeta o próprio corpo no ar e começa a dar “estrelinhas” e piruetas contínuas pelo chão, rolando desgovernadamente em fuga.

A descoberta dessa tática inusitada foi detalhada por pesquisadores da Universidade Toho, no Japão, em um estudo publicado na revista científica Current Biology.

Ao registrarem o comportamento utilizando câmeras de alta velocidade, os cientistas constataram que essa espécie carnívora que se alimenta de minhocas atinge uma velocidade de escape de quase 30 centímetros por segundo.

Esse movimento de rolamento acrobático torna a fuga aproximadamente quatro vezes mais rápida do que o rastejo tradicional da espécie sobre o solo.

Entenda a mecânica física por trás do movimento de roda viva

Para conseguir executar essa manobra sem perder o rumo, o animal chicoteia a cauda do lado esquerdo para o lado direito do corpo enquanto os pontos de apoio impulsionam o organismo contra o chão.

A espécie dobra a região central do corpo em grandes alças alternadas, mantendo a cabeça firme e alinhada ao caminho. Essa mecânica transforma a serpente em uma espécie de roda viva sem eixo fixo.

Estabilidade sensorial garante foco total durante a fuga acrobática

Mesmo girando em alta velocidade pela vegetação, todos os órgãos sensoriais localizados na cabeça da serpente permanecem na vertical, focados na trajetória à frente.

Essa estabilidade permite ao réptil monitorar o trajeto em tempo real enquanto avança em ritmo acelerado, garantindo uma escapatória precisa contra os predadores antes de se esconder na vegetação local.

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O segredo oculto na neurociência: como construções antigas enganam nosso cérebro para reduzir o estresse — e por que prédios modernos fazem o oposto

Quem já entrou numa igreja barroca em Ouro Preto, caminhou pelo Pelourinho, em Salvador, ou passou uma tarde num casarão convertido em museu costuma descrever uma sensação parecida: o ritmo desacelera, a respiração fica mais longa e o cansaço parece ceder.

De volta ao próprio apartamento, a experiência pode ser a oposta. Mesmo sem uma causa evidente, algumas pessoas podem sentir que, ao chegar em casa, se sentem mais drenadas do que descansadas. A percepção, tratada por muito tempo como questão de gosto, virou objeto de estudo de uma área que cruza arquitetura, neurociência e psicologia ambiental.

O corpo avalia o espaço antes da consciência

A neuroarquitetura investiga como luz, altura do teto, formas, texturas, cores e ruído alteram respostas fisiológicas, como frequência cardíaca, condutância da pele e níveis de cortisol, o hormônio associado ao estresse. O campo ganhou estrutura institucional nos anos 2000, com a criação da Academia de Neurociência para a Arquitetura (ANFA), nos Estados Unidos, e hoje reúne laboratórios em universidades da América do Norte e da Europa.

Para a arquiteta Andréa de Paiva, mestre em arquitetura com foco em neurociência pela Middlesex University, de Londres, e fundadora do NeuroAU, núcleo brasileiro dedicado à neuroarquitetura, a principal dificuldade está em perceber esses efeitos no dia a dia. “Muitos dos efeitos do ambiente decorrem daquilo que a gente não percebe”, afirma.

Ainda segundo a pesquisadora, a análise não parte do gosto pessoal, mas de reações que o corpo produz sem passar pela avaliação consciente, como a sensação de insegurança diante de estímulos visuais ou sonoros em excesso.

Construções antigas repetem padrões encontrados na natureza

Uma das explicações mais citadas para o conforto em construções antigas está na geometria. Fachadas com ornamentos, cornijas, frisos, azulejos e esquadrias trabalhadas costumam repetir detalhes em diferentes escalas, numa lógica semelhante à de galhos de árvores, nuvens e linhas costeiras. Esses padrões são chamados de fractais.

O físico Richard Taylor, da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, estuda há cerca de duas décadas a reação do organismo a essas formas. Em experimentos com rastreamento ocular e eletroencefalograma, sua equipe identificou que fractais de complexidade intermediária, parecidos com os encontrados na natureza, podem reduzir indicadores de estresse fisiológico em até 60%.

Pela interpretação do grupo, o sistema visual humano evoluiu cercado por esses padrões e os processa com pouco esforço. “As pessoas realmente precisam de ambientes estéticos para se manterem saudáveis”, disse o pesquisador.

A mesma linha de pesquisa aponta um limite: padrões muito simples tendem a ser percebidos como monótonos, e os excessivamente complexos podem gerar desconforto. Boa parte das edificações contemporâneas, com superfícies lisas e ângulos retos repetidos, fica no extremo da baixa complexidade.

Pé-direito alto amplia a sensação de liberdade

Outro traço comum em prédios históricos é a altura. Casarões coloniais, estações ferroviárias e igrejas antigas frequentemente têm pé-direito acima de 3,5 metros, enquanto apartamentos novos no Brasil costumam ficar entre 2,50 e 2,70 metros.

Em 2015, um grupo liderado pelo psicólogo Oshin Vartanian, pesquisador da Universidade de Toronto, no Canadá, usou ressonância magnética funcional para observar a atividade cerebral de voluntários diante de imagens de interiores. Ambientes com teto alto foram julgados mais bonitos com maior frequência, e salas percebidas como fechadas levaram os participantes a optar mais vezes por sair delas. “Esses ambientes estimulam a exploração visuoespacial”. Ainda segundo o pesquisador, os cômodos mais altos ativavam regiões do cérebro ligadas à atenção espacial.

Janelas amplas, típicas de construções anteriores à popularização do ar-condicionado e da luz elétrica, reforçam o efeito ao aumentar a entrada de luz natural e a circulação de ar. Paredes grossas de pedra, adobe ou taipa também amortecem ruídos externos e variações de temperatura, o que reduz estímulos que o corpo precisaria processar.

Fachadas monótonas deixam marca fisiológica

A comparação não se limita ao interior dos prédios. O neurocientista Colin Ellard, professor de psicologia da Universidade de Waterloo, no Canadá, conduziu caminhadas guiadas com cerca de 100 voluntários em Londres e Toronto, monitorando a condutância da pele, medida usada para avaliar o nível de excitação do sistema nervoso, diante de fachadas com diferentes graus de complexidade. “Edifícios de baixa complexidade foram percebidos como muito entediantes e pouco atraentes”, afirmou o pesquisador.

Segundo Collin, o efeito não se restringe à estética. Fachadas extensas e homogêneas produzem sinais fisiológicos associados ao tédio mesmo em exposições curtas.

A observação se soma aos registros do urbanista dinamarquês Jan Gehl, que notou que pedestres tendem a acelerar o passo diante de paredes cegas e a desacelerar em ruas com vitrines, portas e variação de fachada.

Por que a própria casa pode se tornar exaustiva

Se o problema fosse apenas arquitetônico, bastaria morar num casarão para resolvê-lo. A pesquisa sobre ambientes domésticos, porém, mostra que o esgotamento em casa também depende do que o espaço representa.

Estimativas da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) indicam que as pessoas passam cerca de 90% do tempo em ambientes fechados, e a casa concentra boa parte dessas horas, sobretudo depois da expansão do trabalho remoto. O mesmo cômodo passou a funcionar como escritório, sala de aula, academia e área de descanso.

Um estudo conduzido na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e publicado em 2010 analisou como 30 casais descreviam as próprias casas em visitas guiadas gravadas. Mulheres que usavam mais palavras associadas a bagunça e a tarefas inacabadas apresentaram uma curva de cortisol mais achatada ao longo do dia, padrão associado a desfechos negativos de saúde, além de piora do humor com o passar das horas. As que descreviam a casa como repousante mostraram o efeito oposto.

“A bagunça está nos olhos de quem vê”, afirmou a autora principal do estudo, Darby Saxbe, hoje professora de psicologia da Universidade do Sul da Califórnia (USC). Para a pesquisadora, a casa deixa de funcionar como refúgio quando se transforma em uma lista permanente de pendências, e quem se sente responsável por elas tende a sentir o peso fisiológico com mais intensidade.

Essa diferença ajuda a explicar a assimetria: em uma igreja ou em um museu, o visitante não tem louça para lavar nem contas sobre a mesa. A atenção pode repousar sobre os detalhes sem exigir nenhuma ação, processo que os psicólogos Rachel e Stephen Kaplan, da Universidade de Michigan, descreveram como restauração da atenção. Em casa, cada objeto fora do lugar funciona como um lembrete de tarefa.

Limites da ciência e ajustes possíveis dentro de casa

Os próprios pesquisadores alertam para o risco de transformar essas descobertas em regras universais. Parte da sensação positiva em construções antigas também vem do contexto.

Elas costumam ser visitadas em momentos de lazer, carregam memória afetiva e passaram por uma espécie de seleção histórica, já que os prédios que resistiram por séculos tendem a ser justamente os mais bem construídos ou os mais valorizados. “A ciência ainda não consegue definir um edifício ideal”, pondera Cleo Valentine, pesquisadora da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, especializada em neurofisiologia aplicada à arquitetura.

Isso não significa que nada possa ser feito em apartamentos compactos. As linhas de pesquisa apontam caminhos acessíveis, como priorizar a luz natural durante o dia e usar iluminação mais quente à noite, introduzir plantas, madeira e texturas naturais, reduzir o excesso de objetos à vista e separar, mesmo que de forma simbólica, os espaços de trabalho e de descanso. A reforma ajuda, mas mudar a relação com aquilo que a casa exige de quem vive nela pode ter efeito tão relevante quanto a altura do teto.

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Ferver cascas de limão com gengibre: para que serve e por que fazer isso em casa

A combinação de alecrim com casca de limão, fervida em um preparo caseiro, oferece aromas marcantes e benefícios que vão além do olfato. Essa união de plantas, rica em compostos como ácido rosmarínico e limoneno, pode ser usada tanto como infusão quanto como aromatizador, criando uma sensação de frescor e bem-estar no ambiente.

O cheiro herbal do alecrim, somado ao aroma cítrico do limão, é frequentemente associado à disposição e clareza mental. Seja para o trabalho, estudo ou relaxamento, a mistura pode transformar o ambiente, tornando momentos diários mais agradáveis e produtivos.

Além do impacto aromático, ambos os ingredientes possuem compostos antioxidantes e óleos essenciais valorizados na aromaterapia. É crucial ressaltar, contudo, que os efeitos são principalmente sensoriais e não indicam uma ação farmacológica comprovada, focando-se no conforto e bem-estar.

Entenda os benefícios sensoriais do alecrim e limão

Na aromaterapia, o alecrim é conhecido por suas propriedades que estimulam a disposição e a clareza mental. A casca do limão, com seu limoneno, adiciona uma nota leve e revigorante.

Quando aquecidos, esses óleos essenciais são liberados no vapor, proporcionando uma experiência olfativa energizante e agradável, buscando conforto e bem-estar.

Como preparar a infusão ou aromatizador

O preparo é simples e rápido. Em uma panela, adicione cerca de 300 ml de água, um ramo de alecrim fresco e a casca de meio limão, previamente bem lavada. Deixe a mistura ferver por aproximadamente 5 minutos.

Após o tempo de fervura, desligue o fogo e tampe a panela, aguardando mais 5 minutos antes de coar. Se a intenção for consumir a infusão, espere amornar e beba em pequena quantidade. Para aromatizar o ambiente, basta deixar o preparo na panela, liberando o vapor perfumado.

Recomendações e cuidados importantes

É fundamental consumir a bebida com moderação. Pessoas gestantes, lactantes ou que fazem uso regular de medicamentos devem sempre consultar um profissional de saúde antes de incluir essa infusão na rotina.

Se o objetivo for apenas aromatizar o ambiente, tome precauções com a panela quente e nunca deixe o preparo fervendo sem supervisão. A segurança é primordial ao lidar com altas temperaturas.

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Como escolher um secador de cabelo? Entenda o detalhe escondido na caixa do produto que define se ele serve contra o frizz

Ao escolher um secador de cabelo, a potência costuma ser o primeiro fator observado pelo consumidor na embalagem. No entanto, segundo orientações da porta-voz da EOLUX, Bianca Barbosa, divulgadas em guia técnico sobre o tema, a numeração isolada não basta para avaliar o desempenho real do aparelho.

Para garantir fios alinhados e reduzir o frizz, a escolha adequada exige analisar um conjunto de especificações que inclui fluxo de ar, ajustes de temperatura, acessórios e a ergonomia do equipamento.

Ajustes de velocidade e tecnologia de íons

A adaptação às diferentes etapas da secagem depende da variedade de combinações de velocidade e temperatura oferecidas pelos comandos do aparelho.

A presença da tecnologia de íons negativos é outro recurso relevante nas especificações técnicas de determinados modelos. Sistemas com boa capacidade de emitir milhares de íons negativos por segundo, conseguem atuar diretamente na redução da eletricidade estática e do frizz dos fios.

Contudo, a orientação técnica ressalta que essa função deve ser analisada em conjunto com os demais recursos, sem ser interpretada isoladamente como garantia de resultado.

Acessórios e ergonomia no manuseio

Os acessórios que acompanham o produto direcionam o uso para diferentes tipos de cabelo e finalizações. O bico concentrador foca o fluxo de ar para trabalhar mechas específicas durante a escovação, enquanto o difusor distribui o ar por uma área maior, sendo indicado para cabelos ondulados, cacheados e crespos. A verificação prévia dessas peças evita a falta de itens essenciais após a compra.

Por fim, o conforto de uso diário envolve aspectos práticos como o peso do secador, a posição dos botões, a facilidade de limpeza do filtro e as condições de armazenamento. Consultar o manual do fabricante e alinhar as especificações ao perfil de uso — seja ele ocasional ou frequente — assegura uma escolha mais assertiva.

 

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Lavar o cabelo com chá de alecrim realmente funciona? Como preparar a receita, a frequência ideal e os cuidados contra irritação

Lavar os cabelos com chá de alecrim é uma prática caseira utilizada por quem busca reduzir a oleosidade do couro cabeludo e melhorar a aparência dos fios. A mistura, preparada com folhas da planta e água quente, costuma ser aplicada fria após o xampu e também é associada ao fortalecimento dos cabelos e ao crescimento capilar.

A receita é simples, mas levanta uma dúvida importante: será que o alecrim realmente oferece esses benefícios? Embora a planta seja utilizada em produtos de cuidados pessoais e tenha sido investigada em pesquisas sobre queda de cabelo, os resultados dependem da forma como ela é preparada e aplicada.

Isso nos mostra que nem todos os efeitos atribuídos ao alecrim podem ser esperados de uma infusão doméstica. Ainda assim, entender as características da planta e os cuidados necessários ajuda a esclarecer quando a prática pode ser utilizada e quais são suas limitações.

Por que o alecrim é utilizado nos cuidados com o cabelo?

O interesse pelo alecrim está relacionado às substâncias presentes em suas folhas, incluindo compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Essas características motivaram pesquisas sobre possíveis aplicações da planta em produtos voltados à pele e ao couro cabeludo.

Uma delas foi publicada em 2015 na revista científica SKINmed. O estudo acompanhou 100 homens com alopecia androgenética, condição associada à perda progressiva dos cabelos, durante seis meses. Os participantes foram divididos em dois grupos: um utilizou uma preparação com óleo de alecrim e o outro recebeu minoxidil a 2%, medicamento empregado no tratamento da queda capilar.

Ao final dos seis meses, os pesquisadores observaram aumento na contagem de fios nos dois grupos, sem diferença estatisticamente significativa entre os resultados. Porém, o estudo avaliou o óleo de alecrim, e não o chá caseiro, que possui uma composição diferente e ainda não apresenta eficácia comprovada para o crescimento capilar.

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Quanto à oleosidade, não há evidências suficientes de que a infusão reduza a produção de sebo, substância que protege naturalmente o couro cabeludo, mas pode deixar os fios oleosos quando acumulada. Nesse caso, o xampu continua sendo o principal responsável pela remoção do excesso durante a lavagem.

Como preparar e usar o chá de alecrim no cabelo?

O chá de alecrim pode ser preparado com folhas da planta e água quente. Após alguns minutos de infusão, basta coar e esperar o líquido esfriar completamente antes de aplicá-lo nos cabelos.

Para quem deseja experimentar a receita, alguns cuidados são importantes:

  • Preparo: utilizar folhas limpas de alecrim e água quente, deixando a mistura descansar por alguns minutos antes de coar.
  • Aplicação: distribuir o chá frio sobre os cabelos limpos, após o xampu, evitando o contato com os olhos.
  • Frequência: algumas receitas sugerem o uso duas vezes por semana, mas não há comprovação de que esse intervalo ofereça melhores resultados.
  • Conservação: preparar apenas a quantidade necessária para o uso, evitando armazenar a mistura por longos períodos.
  • Cuidados: interromper a aplicação em caso de coceira, ardência, vermelhidão ou irritação no couro cabeludo.

Apesar de ser uma receita natural, o chá de alecrim pode causar irritações em pessoas sensíveis, especialmente naquelas com problemas no couro cabeludo. Além disso, a infusão não substitui tratamentos dermatológicos, sendo importante procurar orientação profissional em casos de queda persistente, caspa ou oleosidade excessiva.

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Por que o cachorro dorme de barriga para cima?

O hábito de um cachorro dormindo de barriga para cima, com as patas elevadas, está associado ao conforto do animal, à regulação térmica e à sensação de segurança no ambiente.

A postura expõe áreas vulneráveis do corpo e pode indicar que o cão encontrou condições favoráveis para o descanso.

Regulação térmica e relaxamento corporal

Segundo a organização AKC (American Kennel Club), a escolha por essa posição facilita a liberação de calor pelo organismo. A barriga dos cães e as almofadas das patas possuem uma camada menor de pelos em comparação com o restante do corpo. Ao manter essas regiões expostas, o cão consegue se refrescar com maior facilidade durante o sono.

Como a postura deixa uma região sensível desprotegida, o animal tende a adotá-la quando se sente seguro no local. Contudo, o hábito não é uma prova definitiva de confiança no tutor, pois também depende de preferências individuais do animal e das condições ambientais.

Outras posturas, como dormir de lado, encolhido ou totalmente esticado, também são consideradas normais, desde que o animal consiga descansar adequadamente.

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Quando a postura exige atenção veterinária?

Dormir com o abdômen exposto geralmente não representa um problema de saúde. No entanto, tutores devem observar a frequência do comportamento e o nível de conforto do cão.

O atendimento veterinário é recomendado se o animal apresentar dificuldade para se deitar ou levantar, mudanças constantes de posição, alterações na respiração ou sinais de dor. Nesses casos, os sintomas comportamentais exigem investigação profissional. Além disso, recomenda-se evitar que o cão durma em locais elevados, prevenindo quedas acidentais durante movimentações involuntárias no sono.

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Ana Clara economiza R$ 900 mil em negociação e compra mansão de R$ 12 milhões no Rio, mas adia mudança por um detalhe

A apresentadora Ana Clara Lima, da TV Globo, comprou uma mansão no condomínio Alphaville Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por R$ 12 milhões, em outubro de 2026.

A aquisição foi divulgada pelo colunista Daniel Nascimento, do jornal “O Dia”, e envolve uma propriedade de alto padrão com 900 m² de área construída, recursos tecnológicos e espaços dedicados ao lazer.Antes de fechar o negócio, a comunicadora conseguiu reduzir o preço inicialmente anunciado em R$ 900 mil.

Imóvel teve preço reduzido durante a negociação

A residência estava à venda por R$ 12,9 milhões, mas a negociação terminou em um valor inferior ao pedido inicial. Com o acordo, Ana Clara economizou R$ 900 mil na compra do imóvel, situado em um condomínio que também tem entre seus moradores nomes conhecidos do entretenimento e do esporte, como Belo, Ludmilla e Vini Jr.

O novo endereço fica em uma região valorizada da capital fluminense. A propriedade reúne características de uma residência de luxo e oferece uma estrutura que combina ambientes amplos, comodidades e equipamentos de automação.

Estrutura da casa combina espaços amplos e tecnologia

Com terreno de 605 m², a mansão tem quatro suítes, sendo três delas com closet. A suíte principal conta com uma sala de banho espaçosa, enquanto um elevador privativo conecta os diferentes pavimentos da residência.

A estrutura inclui ainda garagem para quatro carros e dependência completa. Na parte tecnológica, o sistema de automação integrado à Alexa permite controlar a iluminação e outras funções da casa por comandos de voz.

Piscina e espaço gourmet estão entre as comodidades

A área externa concentra parte das opções de lazer da propriedade. O espaço conta com piscina equipada com cascata, sauna, churrasqueira e uma área gourmet coberta, ambientes que ampliam as possibilidades de uso da residência.

Os banheiros também já dispõem de louças, metais e boxes instalados. Esses itens fazem parte da estrutura existente do imóvel, que ainda deverá passar por adaptações antes de receber a apresentadora.

Apresentadora ainda deve preparar o novo endereço

A compra não significa que Ana Clara vá se mudar imediatamente. De acordo com as informações divulgadas pelo colunista, a casa deverá passar por ajustes e por um projeto de decoração conduzido por profissionais de arquitetura e decoração, que irão adequar os espaços às preferências da nova proprietária.

Enquanto essa etapa não for concluída, a apresentadora continuará vivendo em sua cobertura duplex na Barra da Tijuca. A aquisição da mansão, portanto, representa a escolha de um novo imóvel, mas a mudança ainda depende da finalização dos preparativos.

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Vaso sanitário feito com mais de 100 kg de ouro maciço é leiloado por US$ 10 milhões

Um vaso sanitário feito com mais de 100 quilos de ouro maciço foi leiloado por cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) na casa de leilões Sotheby’s, em Nova York. A obra, intitulada “América”, de autoria do italiano Maurizio Cattelan, já contou com três exemplares desde a sua execução, em 2016.

A versão que foi vendida pertencia a um colecionador não identificado desde 2017. Já a outra versão foi exibida em um banheiro individual totalmente funcional no Museu Guggenheim, em Nova York, onde, ao longo de um ano, mais de 100 mil visitantes esperaram para utilizá-lo.

Posteriormente, o museu ofereceu o vaso sanitário ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu primeiro mandato, após o líder americano pedir um quadro de Van Gogh emprestado. Em 2019, ele ficou exposto no Palácio de Blenheim, onde Winston Churchill nasceu.

Em setembro do mesmo ano, a privada de ouro foi roubada, causando danos significativos e inundações na estrutura, informou a polícia na época.

James Sheen, de 39 anos, confessou-se culpado de roubo no Tribunal da Coroa de Oxford, segundo a agência de notícias PA Media do Reino Unido, citando o Serviço de Acusação da Coroa.

O vaso de ouro, segundo a descrição da Sotheby’s, foi defendido, escandalizado e creditado por fomentar um discurso revolucionário sobre o que a arte deveria significar e qual o valor desse significado. Hoje, porém, “America” constitui uma espécie de xeque-mate, opondo-se até aos adversários mais mordazes de Cattelan com a objetividade absoluta do seu valor.

Pintura de Klimt quebra recorde e é vendida por US$ 236,4 mi em leilão

 

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Peter Jackson, diretor de “O Senhor dos Anéis”, compra ovo de 600 anos para tentar “ressuscitar” ave gigante que foi extinta

O cineasta Peter Jackson, conhecido por dirigir a franquia de filmes “O Senhor dos Anéis”, uniu forças com a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences para comprar um raríssimo ovo de moa de 600 anos de idade em um leilão no estado do Colorado, nos Estados Unidos.

O fóssil de aproximadamente 22 centímetros de altura, que permaneceu em uma coleção privada por seis décadas, passará por restauração para ajudar cientistas na tentativa de trazer de volta à vida essa gigante ave não voadora que habitava a Nova Zelândia. O anúncio da aquisição ocorreu nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026.

Do passado lendário para o projeto de desextinção

Antes de ser extinta há cerca de 600 anos após a chegada de caçadores polinésios por volta do ano 1300, a espécie dominante contava com uma população estimada em 2,5 milhões de indivíduos nas ilhas neozelandesas, com espécimes que alcançavam até 3,6 metros de altura.

O ovo recém-adquirido é considerado uma preciosidade arqueológica, já que existem menos de 40 exemplares completos no planeta. O cineasta e sua parceira Fran Walsh já haviam investido 15 milhões de dólares na startup de desextinção, que também trabalha em projetos para recriar o lobo-terrível e o tigre-da-tasmânia.

Ciência e repatriação cultural

A equipe de pesquisadores planeja utilizar métodos de imagem não destrutivos na peça para mapear dados genéticos essenciais sobre a linhagem e a biologia reprodutiva das moas. A cientista-chefe da empresa, Beth Shapiro, confirmou que todos os testes serão guiados por lideranças indígenas locais.

Além do avanço científico, o projeto possui um compromisso cultural: Peter Jackson e a empresa planejam repatriar a relíquia histórica devolvendo-a para a comunidade indígena Ngāi Tahu, no território ancestral da ave.

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