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Análise: Onde Trump vê um acordo, Putin vê uma vitória para a Rússia

Se Donald Trump fosse presidente da Rússia, ele certamente aceitaria um acordo rápido e simples para pôr fim à brutal guerra na Ucrânia, talvez, como já sugeriu, em apenas 24 horas.

Do ponto de vista de Trump, a decisão seria óbvia.

Uma solução para o conflito prolongado, que já está em seu quinto ano, não apenas interromperia a morte dos milhares de “jovens e lindos garotos” que, segundo Trump, são mortos todos os meses na linha de frente, mas também seria — e isso é fundamental — extremamente lucrativa.

As sanções contra Moscou poderiam ser suspensas, enquanto acordos comerciais lucrativos inevitavelmente surgiriam. Em outras palavras, a paz e a prosperidade prevaleceriam.

Mas, é claro, Trump não é o presidente da Rússia. Esse cargo pertence a Vladimir Putin, e o líder do Kremlin parece ter pouquíssimo interesse em abrir mão de seus objetivos declarados na guerra da Ucrânia, seja para preservar vidas russas e ucranianas, seja para acrescentar bilhões de dólares aos cofres do Estado russo.

Esse é um equívoco fundamental que tem orientado os esforços infrutíferos do governo Trump para negociar o fim dos combates. Ele voltou a ficar evidente durante a mais recente reunião crucial em São Petersburgo entre Steve Witkoff, parceiro de negócios de Trump que se tornou seu principal negociador, e o próprio Putin.

Durante o encontro, Putin disse a Witkoff que estava “curioso” sobre o resultado das reuniões realizadas na Noruega no dia anterior, quando autoridades dos Estados Unidos, da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para elaborar possíveis novas propostas de paz, incluindo incentivos econômicos para Moscou.

Mais tarde, um assessor de alto escalão do Kremlin confirmou que o enviado de Trump havia informado o líder russo sobre as discussões. Em seguida, acrescentou, como era de se esperar, que “na verdade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana”.

O resultado era inteiramente previsível por parte de um Kremlin que se recusa obstinadamente a abandonar suas posições rígidas, incluindo a exigência de controlar toda a região de Donbas, no leste da Ucrânia, e de ter influência sobre os futuros acordos de segurança de Kiev.

Ainda assim, a Casa Branca pode ter esperado genuinamente que o Kremlin demonstrasse maior disposição para fazer concessões, sobretudo depois que Trump suspendeu, na semana passada, as sanções às exportações russas de diesel. A medida, motivada politicamente pela tentativa de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos antes das eleições de meio de mandato, também representou um enorme benefício econômico para Moscou.

Posteriormente, Trump anunciou um cessar-fogo energético que não teve sucesso e que obrigaria a Ucrânia a interromper os ataques de drones que danificavam refinarias de petróleo russas.

Em meio à troca de acusações, durante a qual o compartilhamento de informações de inteligência pelos Estados Unidos foi afetado, Trump também defendeu uma mudança na liderança ucraniana — tudo o que o Kremlin gostaria de ouvir.

Para Moscou, porém, os acordos, os incentivos e até o desprezo compartilhado por Kiev não são vistos como sinais de que chegou a hora de cooperar e recuar. Pelo contrário: são interpretados como evidências de que a estratégia russa em relação aos Estados Unidos está dando resultados.

E essa estratégia, ao contrário da de Washington, é pragmática e bem definida. O líder do Kremlin entende o que motiva Trump e consegue distraí-lo com facilidade, prometendo grandes acordos econômicos ao seu temperamental interlocutor na Casa Branca.

Mais propostas desse tipo foram apresentadas pelo Kremlin durante a reunião com Witkoff em São Petersburgo. Putin elogiou o controverso acordo sobre o diesel e sugeriu que a Rússia também poderia ampliar as exportações de fertilizantes essenciais para os Estados Unidos, entre outras possibilidades.

“Também estamos discutindo diferentes projetos, como centros de dados, projetos no setor de energia e cooperação energética”, afirmou Kiril Dmitriev, chefe do fundo soberano russo e interlocutor importante do Kremlin junto a autoridades do governo Trump, após o encerramento das conversas, que duraram três horas.

E não são apenas as vantagens econômicas que o Kremlin utiliza para agradar, conquistar simpatia ou manter um interlocutor receptivo na Casa Branca.

Antes da reunião em São Petersburgo, Putin libertou Stephen Hubbard, um cidadão americano de 74 anos que estava detido pela Rússia desde que foi capturado na Ucrânia, em 2022, no início da invasão russa em larga escala. Um Witkoff bajulador descreveu a libertação como um ato “humanitário”.

Hubbard, natural do estado de Michigan, teria sofrido graves problemas de saúde durante os quatro longos anos em que permaneceu preso em uma colônia penal russa remota. Sua libertação, porém, foi celebrada pela Casa Branca como uma demonstração da capacidade de Trump de fechar acordos e da deferência de Putin em relação ao presidente americano.

“Os Estados Unidos, por respeito ao presidente Trump, não precisaram oferecer nada em troca — uma situação sem precedentes para a Rússia”, dizia um comunicado publicado na própria plataforma Truth Social de Trump.

Mas é improvável que o ex-agente da KGB, conhecido por sua postura dura no Kremlin, veja a situação dessa maneira.

Ao libertar um ex-professor de 74 anos, provavelmente mantido como moeda de troca justamente para uma ocasião como essa, Trump concedeu a Putin um aval inestimável para as ações do Kremlin — e representou uma dolorosa traição à Ucrânia.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

 

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Rússia aceita retomar negociações de paz com Ucrânia em novembro

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o Kremlin está disposto a retomar as negociações de paz trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia após meados de novembro, a pedido do enviado especial americano Steve Witkoff, que se reuniu com Putin por cerca de três horas na quarta-feira (21).

O encontro, realizado em São Petersburgo, ocorreu após a reunião “produtiva” de Witkoff na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega. Os Estados Unidos buscam avançar propostas para encerrar a guerra.

Putin afirmou que estaria disposto a retomar as negociações trilaterais após 10 de novembro, segundo um relato divulgado após a reunião por seu assessor, Yury Ushakov. O assessor disse que o Kremlin gostaria de discutir a criação de uma “estrutura de segurança” para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito, sem dar mais detalhes sobre as exigências russas para esse mecanismo.

A próxima rodada de negociações trilaterais poderá ocorrer em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, afirmou Ushakov em resposta a uma pergunta do canal estatal russo Russia 24.

Zelensky disse na quarta-feira que gostaria que o encontro ocorresse “no máximo até o início de novembro”.

“A Rússia disse muitas vezes que estava pronta para uma reunião, mas depois as coisas mudaram e ela foi cancelada”, acrescentou Zelensky. “Vamos ver o que acontece desta vez.”

Um comunicado de uma autoridade americana confirmou que a reunião ocorreu e afirmou que o objetivo era avançar os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Witkoff descreveu os encontros com Putin e Zelensky como “construtivos” em uma publicação na rede social X após a reunião de quarta-feira e afirmou que as discussões continuariam nas negociações trilaterais.

“Embora ainda haja trabalho importante a ser feito, o presidente Trump continua comprometido em ver esta guerra terminar e alcançar uma paz abrangente e duradoura”, escreveu.

Os enviados americanos Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, propuseram uma reunião trilateral que foi “aceita pelos ucranianos em Oslo ontem e pelos russos em São Petersburgo hoje”, segundo o comunicado.

Apesar das declarações positivas sobre possíveis negociações futuras, até o momento não há sinais de que a Rússia tenha recuado de suas posições maximalistas.

As exigências anteriores da Rússia equivalem a uma vitória quase total: Moscou pede que a Ucrânia ceda toda a região de Donbas, no leste do país, atualmente sob ocupação russa em sua maior parte. O governo russo também exigiu que a Ucrânia reduza drasticamente o tamanho de suas Forças Armadas e se comprometa a nunca ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Durante as conversas mais recentes, Putin demonstrou interesse na retomada da cooperação econômica com os Estados Unidos e na possibilidade de um encontro com a China para discutir a Ucrânia. Isso ocorre após medidas recentes do governo Trump para suspender sanções contra a Rússia e fechar um acordo sobre exportações de diesel.

Em declarações à imprensa após a reunião, o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev afirmou que não havia “dúvida” de que a cooperação econômica entre Estados Unidos e Rússia continuaria. Ele acrescentou que um acordo sobre diesel anunciado recentemente entre os dois países seria mantido, apesar das críticas europeias.

Um dos principais resultados do encontro foi o anúncio de Witkoff de que a Rússia libertou o cidadão americano Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava detido no país havia mais de quatro anos.

Em declarações amplamente criticadas, Witkoff elogiou Putin como um “humanitário” por conceder o perdão a Hubbard. Um vídeo obtido pela CNN após a reunião mostrou o cidadão americano libertado conversando com Witkoff no aeroporto de São Petersburgo.

Em imagens do início da reunião de três horas, Witkoff afirmou: “Acho que há algum grau de impulso, e espero que o encontro de hoje possa representar mais um passo à frente no processo de paz”.

Putin, Witkoff e tradutores se sentaram ao redor de uma grande mesa redonda e discutiram uma ampla variedade de questões, incluindo a disposição da Rússia para ajudar a resolver a guerra no Irã, possíveis exportações russas de fertilizantes para os Estados Unidos e a libertação de Hubbard. A reunião prosseguiu a portas fechadas, e Kushner, que também participa das negociações de paz, acompanhou o encontro remotamente porque está gripado.

Os Estados Unidos e a Ucrânia fizeram “progressos significativos” nas conversas realizadas na Noruega na terça-feira, afirmou anteriormente uma autoridade americana à CNN. A Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e os dois lados agora estão em “forte alinhamento” sobre os próximos passos, disse a autoridade.

“As discussões abrangeram elementos fundamentais de uma estrutura abrangente de paz, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano econômico e de prosperidade para o pós-guerra e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, concebida para criar estabilidade duradoura”, afirmou a autoridade americana.

No entanto, o assessor do Kremlin Yury Ushakov minimizou essas discussões na quarta-feira. Segundo ele, embora Witkoff tenha apresentado a Putin “certas novas abordagens e mudanças nas posições adotadas pelos europeus e por Kiev”, na realidade, elas continham pouco de valor concreto para resolver a crise ucraniana.

A Ucrânia e seus aliados reiteraram as principais linhas vermelhas estabelecidas por Kiev para qualquer negociação de paz, incluindo a necessidade de garantias de segurança futuras — para assegurar que a Rússia não volte a invadir o país — e a rejeição a quaisquer exigências de cessão de territórios que a Ucrânia controla.

Zelensky reiterou uma posição defendida há tempos: a Ucrânia aceitaria um acordo de cessar-fogo que congelasse as posições ao longo da atual linha de frente — o que significaria manter apenas cerca de 75% do território ucraniano — e, em seguida, pediria garantias de segurança efetivas aos aliados.

Zelensky também afirmou que a Ucrânia quer negociações trilaterais envolvendo Trump, Putin e ele próprio, mas disse que o processo seria “melhor com os europeus”.

O Kremlin já havia rejeitado a ideia de negociações trilaterais, com exceção de um convite anterior para que Zelensky fosse a Moscou — uma possibilidade considerada inviável pelos demais lados.

Enquanto isso, na Rússia, o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, adotou um tom menos otimista na terça-feira. Ele afirmou que Moscou avaliará o que Witkoff apresentar, mas não fará “concessões políticas”. Lavrov disse que Moscou “não espera um milagre” e que Washington continuará sendo, na melhor das hipóteses, um rival da Rússia, segundo a agência estatal russa TASS.

Uma autoridade europeia em Oslo disse à CNN: “Acho que os planos — ou a falta deles — não são um problema tão grande quanto fazer a Rússia levar qualquer plano a sério”.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

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EUA acenam a Moscou por fim da guerra e evitam interesses ucranianos

O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, esteve em São Petersburgo nesta quarta (21), no que foi a oitava visita dele à Rússia desde 2025.

Em encontro com o presidente Vladimir Putin, ambos concordaram em formar reuniões trilaterais envolvendo EUA, Rússia e Ucrânia para tentar dar um fim à guerra. Seria o primeiro diálogo do tipo desde fevereiro deste ano, em Genebra.

O encontro de Witkoff com Putin foi longo: aproximadamente três horas em que ambos discutiram, especialmente, o conflito no leste europeu.

O Kremlin demonstrou interesse em montar uma estrutura de segurança com o fim do conflito. Porém, evitou tratar de temas cruciais sobre a guerra, como o controle de Donbas e uma possível adesão ucraniana à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Segundo o enviado americano, Kiev já tinha aceitado o retorno das tratativas. Menos de um dia antes, Witkoff esteve com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, em Oslo — capital da Noruega.

Segundo Witkoff, as conversas com ambos os líderes foram “produtivas”, e o governo de Donald Trump continua empenhado em pôr um fim na guerra. Zelensky disse apoiar as negociações com russos e americanos e buscou apaziguar o tom após os recentes desentendimentos com os Estados Unidos.

“É importante negociar de forma trilateral. Acho que essa é a melhor maneira. O presidente Trump, com a sua liderança, eu e o líder russo, de forma trilateral”, afirmou o ucraniano.

Nas últimas semanas, Zelensky disse se sentir traído por Trump e criticou a redução do apoio dos Estados Unidos aos ucranianos — incluindo na inteligência militar, com a diminuição do sinal dos satélites da Starlink.

Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tinha retomado as críticas contra a Ucrânia.

“Mas vamos ser bem claros: não haveria Ucrânia hoje se não fosse pela ajuda que os Estados Unidos deram à Ucrânia, na casa dos bilhões de dólares, desde o governo Biden e também ao longo deste governo”, disse Rubio.

Enquanto o tom contra Kiev é mais duro, a administração Trump mantém um diálogo mais ameno com Moscou. Recentemente, Washington firmou um acordo de compra de diesel vindo de Moscou — retirando sanções que estavam em vigor. Agora, Putin espera que a parceria se amplie.

“E, claro, acredito que os dois lados teriam interesse em discutir temas ligados aos nossos planos de restabelecer as relações bilaterais e os contatos entre Rússia e Estados Unidos, inclusive na área de cooperação econômica”, destacou o russo durante a reunião com Witkoff.

E, nesta quarta, o russo devolveu o carinho. Ele concedeu perdão ao prisioneiro americano Stephen Hubbard, de 74 anos. Hubbard estava detido desde 2022, quando autoridades russas o capturaram sob acusações de ser um mercenário de Kiev.

O Departamento de Estado americano disse que o Kremlin teria fabricado as informações. Mas a libertação de Hubbard rendeu novos elogios por parte da Casa Branca. Witkoff chamou Putin de um líder humanitário. O TPI (Tribunal Penal Internacional) emitiu um mandado de prisão contra o russo por crimes de guerra.

“O presidente manda seus agradecimentos. Todo o nosso país manda seus agradecimentos por Stephen Hubbard. Graças ao senhor, ele está voltando para casa, para a sua família”, concluiu Witkoff.

* com informações da Reuters

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Ataque russo em Kiev mata duas pessoas, diz prefeito

Um drone russo atingiu um prédio residencial em Kiev nesta quarta-feira (21), matando dois moradores, informou o prefeito Vitali Klitschko.

Há semanas, a Rússia vem atacando intensamente Kiev e sua região metropolitana com drones a jato; a Ucrânia tem tido dificuldade para interceptar esses armamentos mais velozes, que podem atingir velocidades de até 600 km/h.

Com a guerra em larga escala já entrando em seu quinto ano, Kiev espera que a Rússia intensifique ainda mais os ataques com drones a jato e mísseis durante este inverno.

EUA e Ucrânia fazem “progresso significativo” em conversas, diz autoridade

Os EUA e a Ucrânia alcançaram um “progresso significativo” nas conversas realizadas na terça-feira (20) entre o presidente Volodymyr Zelensky e Steve Witkoff, enviado do presidente Donald Trump para assuntos externos, informou uma autoridade americana.

Durante o encontro na Noruega, a Ucrânia “apresentou novas ideias e propostas, que foram discutidas em detalhes”, e ambos os lados encontram-se agora em “forte alinhamento, em nível de trabalho”, quanto aos próximos passos a serem seguidos.

“As equipes estão trabalhando muito bem juntas, com um compromisso compartilhado de encontrar soluções práticas para encerrar a guerra”, afirmou a autoridade — um tom notavelmente positivo, considerando o recente desgaste na relação pública entre Trump e Zelensky.

“As discussões abordaram elementos-chave de uma estrutura de paz abrangente, incluindo garantias de segurança de longo prazo para a Ucrânia, um plano de prosperidade e desenvolvimento econômico para o pós-guerra, e uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, voltada para criar uma estabilidade duradoura”, disse a autoridade.

Witkoff seguirá agora para a Rússia, onde se reunirá com o líder Vladimir Putin. Jared Kushner, genro de Trump — que também tem participado dos esforços de paz —, está com gripe e participará remotamente.

“O objetivo é consolidar o progresso alcançado com a Ucrânia e a Europa, discutir as propostas com a Rússia e abrir caminho para negociações diretas, tanto em formato trilateral quanto em um contexto multilateral mais amplo”, concluiu a autoridade.

Catástrofe demográfica: Ucrânia está virando nação de viúvas e órfãos

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EUA dizem que acesso da Ucrânia à Starlink depende de Elon Musk

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21) que as decisões relativas ao acesso da Ucrânia ao Starlink cabem à SpaceX e a Elon Musk, e não à Casa Branca — comentários que sugeriram que Musk poderia ter restringido o acesso de Kiev ao serviço.

O Wall Street Journal noticiou na terça-feira (20) que Musk havia ordenado a redução da velocidade de uma versão de nível militar do Starlink, da qual a Ucrânia depende para se defender contra ataques com mísseis da Rússia.

Segundo o jornal, uma fonte disse que Musk, o presidente Donald Trump e autoridades da Casa Branca discutiram o assunto previamente, e duas fontes afirmaram que Musk e o presidente discutiram o assunto nos dias seguintes à redução da velocidade.

“Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão com antecedência. Mas isso é irrelevante”, disse Rubio a repórteres durante uma viagem à Índia.

“O ponto principal é que isso é regido por um contrato comercial privado quanto à forma como seus equipamentos podem ser utilizados e a quais velocidades eles permitem que sejam utilizados.”

Musk e a SpaceX não responderam aos pedidos de comentário da Reuters.

De acordo com a Reuters, duas autoridades norte-americanas e uma autoridade ocidental a par do assunto disseram que a decisão, em última instância, partiu da Casa Branca. Essa versão também foi afirmada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, mas negada pelo governo.

Os comentários de Rubio provavelmente intensificarão as preocupações em Washington quanto à capacidade singular de Musk de influenciar a política externa dos EUA. Eles também representam uma aparente mudança de posição por parte do governo.

Trump afirmou publicamente que acreditava que nem ele nem Musk estavam por trás da desaceleração. Ao partir para uma viagem ao Uzbequistão e à Índia no sábado, Rubio havia dito que ninguém ordenou a desaceleração, uma afirmação que gerou críticas de parlamentares de ambos os partidos.

“Não tenho certeza se Zelenskiy sabe do que está falando, mas não foi deliberado”, disse Rubio na ocasião.

“Não temos nada a ver com isso. Eu não — os Estados Unidos, ninguém ordenou que a velocidade do Starlink fosse reduzida. Aconteceu de certa forma, mas, pelo que entendi, já foi restaurada”, declarou Rubio.

Análise: Tensões entre Trump e Zelensky ameaçam apoio dos EUA à Ucrânia

 

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Continua a troca de acusações entre Zelensky e Trump, e o Presidente ucraniano voltou a atacar refinarias na Rússia: coragem ou tolice?

Donald Trump não tolera a possibilidade de alguém não fazer o que ele manda, e depressa. Volodymyr Zelensky não fez e continua a bombardear refinarias russas. Esta atitude de confronto pode prejudicar Kiev no campo de batalha, mas os analistas ouvidos pelo Expresso alegam que o Presidente ucrnaiano não tem outras opções, e que as soluções que apresentou, como o cessar-fogo energético, foram sempre rejeitadas por Moscovo

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Zelensky agradece apoio à UE e pede mais 70 mil milhões de euros para defesa em 2027

Zelensky esteve em Bruxelas para discutir um novo pacote de apoio à Ucrânia em matéria de “defesa, armamento e resiliência”. "A Rússia não deixará de ser perigosa e é a nossa força ucraniana, o nosso exército, a nossa tecnologia que ajudam a garantir também a segurança europeia, a vossa segurança", afirmou

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