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“Índice do medo” da bolsa brasileira dispara às vésperas da eleição

O “índice do medo”, que mede a expectativa de volatilidade do mercado brasileiro, voltou a bater recorde nesta quinta-feira (22), às vésperas da decisão do segundo turno e com pesquisas mostrando empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por volta de 15h15, o S&P/B3 Ibovespa VIX subia mais de 7%, aos 45,42 pontos. Na véspera, o índice saltou 8%, fechando aos 42,42 pontos.

O indicador engatou uma sequência de recordes nas últimas sessões, em meio à expectativa dos mercados de uma disputa mais acirrada pelo Palácio do Planalto a partir de 2027.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostrou Flávio com 45% das intenções de votos nos segundo turno, contra 44% de Lula. Com margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo, o cenário mostra empate técnico entre os concorrentes.

Este foi o primeiro levantamento realizado pela Quaest após o primeiro debate entre Lula e Flávio exibido pela TV Band no último domingo (18).

No primeiro turno da corrida eleitoral, Flávio conquistou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O segundo turno da eleição presidencial ocorre no próximo dia 25.

Já pesquisa do Indexa/Broadcast divulgada nesta manhã mostrou o senadorcom 50,6% das intenções de voto, ante 49,4% de Lula.

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O mercado também aguarda por nova pesquisa do Datafolha, que será publicada após o fechamento do pregão.

A disparada do “índice do medo” reflete o clima negativo do mercado doméstico na sessão.

O Ibovespa opera com queda firme acima de 1%, enquanto o dólar aponta para cima, próximo de R$ 5,04. No mercado de juros, os contratos sobem em toda a ponta.

O que é o VIX Brasil?

Calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.

Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.

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Ação da Meta recua com crescimento da Muse e aumento de custos por IA

As ações da Meta Platforms caíam mais de 5% nesta quinta-feira, com investidores contrabalançando os ​benefícios do negócio de agentes de IA (inteligência ​artificial), que cresce rapidamente, com os custos crescentes para financiar a ambiciosa expansão da companhia nessa área.

Até o fechamento de quarta-feira, o papel acumulava alta superior a 5% no ano. Se a queda dos primeiros negócios for mantida, a Meta poderá perder cerca de US$85 bilhões em valor de mercado.

A reação negativa ocorre apesar ⁠de a Meta ter divulgado ​na véspera uma receita trimestral acima do esperado, projetado vendas para ​o quarto trimestre acima das estimativas de Wall Street e destacado a ⁠rápida adoção de seu novo aplicativo de ⁠agente de IA, o Muse.

O balanço foi divulgado poucas horas ​depois ‌de um juiz do Novo México determinar que a empresa pague uma multa de ⁠US$ 5 bilhões em um caso relacionado à privacidade de dados envolvendo a Cambridge Analytica. A Meta informou que pretende recorrer da decisão.

A controladora do Instagram está gastando pesadamente para ‌sustentar ⁠seus planos de ‌IA, com uma previsão de investimentos (capex) anuais entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões.

A empresa também reportou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões no ⁠terceiro trimestre, ante fluxo de caixa livre ⁠positivo um ano antes.

O analista Benjamin Black, do Deutsche Bank, afirmou que os investimentos da Meta em IA ‌estão gerando melhor desempenho publicitário e maior engajamento, criando uma visão cada vez mais favorável para a ação, à medida que investidores passam a enxergar a infraestrutura computacional como um ativo gerador de receita, e não apenas como ‌um centro de custos.

A Meta também anunciou planos para criar uma nova classe de ações Classe C sem direito a voto, dando à empresa maior flexibilidade ⁠para aquisições e remuneração de funcionários, ao mesmo tempo em que preserva o controle decisório do presidente-executivo, Mark Zuckerberg.

Pelo menos 13 corretoras elevaram seus preços-alvo para a ação ​após os resultados, segundo dados compilados pela LSEG.

As preocupações com a dimensão dos investimentos ​da Meta em IA também chegaram ao mercado de crédito, onde o custo para segurar a dívida da empresa contra inadimplência avançou para um nível recorde.

Veja empregos que ganham e perdem com a inteligência artificial

 

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Bolsas da Europa caem pressionadas por IA, petróleo e dívidas

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira (22) enquanto investidores mantêm as preocupações com o ritmo e o retorno dos investimentos em IA (Inteligência Artificial ). As negociações também foram pressionadas pela nova alta dos preços do petróleo diante do recrudescimento das tensões no Oriente Médio.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,26%, a 10.725,03 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,04%, a 25.379,49 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,39%, a 7.811,26 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB recuou 2,54%, a 48.383,66 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,84%, a 18.968,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,46%, a 9.237,82 pontos. As cotações são preliminares.

A nova instabilidade no setor de tecnologia, desencadeada pela redução da meta de capex da Tesla para 2026, pesou sobre o sentimento do mercado.

Para a Quilter Cheviot, o problema dos resultados é que as expectativas estão bastante elevadas para o trimestre, o que torna o ambiente “desafiador”, pois, para que as ações tenham um bom desempenho, “é preciso superar as projeções de forma extraordinária”.

O cenário impôs pressão aos papéis da holandesa ASML (-4,5%), fabricante de equipamentos para semicondutores, e de sua concorrente de menor porte, a ASM International (-6,6%).

Além dos temores relacionados à IA, preocupações geopolíticas pressionaram uma liquidação nos índices. O Irã atingiu sete petroleiros no Estreito de Ormuz, enquanto os houthis do Iêmen executaram quatro operação militares contra alvos da Arábia Saudita. As ofensivas deram suporte aos preços do petróleo.

Mercado também sente o baque da escalada dos rendimentos de títulos soberanos, com a taxa de 10 anos da França subindo a 5,10%.

Entre outros destaques acionários, o grupo francês de artigos de luxo Hermès tombou 4,9% após balanço, e o Barclays cedeu quase 2% após registrar lucro e receita abaixo do esperado.

Na teleconferência para comentar o resultado, o Barclays informou ainda que está cortando 5.000 postos de trabalho para reduzir custos, à medida que adota a inteligência artificial em larga escala em todo o banco.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Wall Street abre em queda com volta do nervosismo em torno da IA

Os principais ​índices de ​Wall Street abriram em queda nesta quinta-feira (22), com as ações de crescimento sofrendo ⁠novas ​pressões depois ​que os resultados financeiros ⁠das megacapitalizadas ⁠Tesla e Meta ​pouco ‌contribuíram para ⁠dissipar as dúvidas sobre as perspectivas da ‌IA, ⁠enquanto uma ‌recuperação nos preços do petróleo ⁠aumentava ⁠o nervosismo do mercado.

O Índice ‌Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, para 52.788,41 pontos ‌na abertura. O S&P 500 recuou ⁠0,81%, para 7.694,62 pontos, enquanto o ​Nasdaq Composite recuou ​1,48%, para 26.308,407 pontos.

 Em atualização

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Petróleo atinge máxima de cinco meses com novas tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo Brent subiram nesta quinta-feira (22) ao maior nível desde maio, depois que novos ataques dos houthis na Arábia Saudita aumentaram as preocupações com uma escalada do conflito no Oriente Médio e novas interrupções no fornecimento de petróleo bruto da principal região exportadora mundial.

Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam US$ 3,19, ou 2,9%, para US$ 112,01 por barril. Mais cedo, chegaram a US$ 112,68 por barril, o maior valor desde 18 de maio.

 

 

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), dos Estados Unidos, subia US$ 2,41, ou 2,5%, para US$ 99,56 por barril, após atingir US$ 100,09 mais cedo.

“Relatos de que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio superaram os níveis anteriores ao conflito são mais do que compensados pelos ataques a navios no Estreito de Ormuz e pelos ataques dos houthis à Arábia Saudita e à sua infraestrutura petrolífera”, afirmou Tamas Varga, analista da PVM Oil.

“Não se espera uma redução das tensões até as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, o que deve manter os preços do petróleo elevados.”

Analistas do Morgan Stanley estimaram, em relatório, que as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio ficaram em cerca de 17 milhões de barris por dia na semana passada.

A gigante petrolífera Saudi Aramco instruiu funcionários a evacuarem sua sede em Dhahran e a trabalharem remotamente, disseram nesta quinta-feira seis pessoas familiarizadas com o assunto.

O Departamento de Estado dos EUA ordenou que alguns diplomatas e familiares deixassem suas missões na Arábia Saudita e planeja retirar familiares de diversas outras representações americanas no Oriente Médio, disseram autoridades dos Estados Unidos à Reuters.

As decisões foram tomadas após os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, atacarem diversos alvos na Arábia Saudita na quarta-feira. Pelo menos uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas em um aeroporto civil em Dammam.

Duas pessoas também morreram em um ataque com drones contra um campo petrolífero saudita.

Explosões também foram ouvidas em Sirik, no sul do Irã, informou a imprensa iraniana na quarta-feira, acrescentando que a natureza e a origem das detonações eram desconhecidas.

As interrupções no fornecimento continuaram afetando os estoques globais.

A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta quinta-feira que quatro embarcações envolvidas em transferências ilegais de petróleo no norte do Golfo foram atingidas simultaneamente e pegaram fogo após serem rastreadas por suas forças na quarta-feira.

A Guarda Revolucionária acrescentou que outras três embarcações colidiram com minas a oeste do Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, uma válvula de um oleoduto que liga os campos petrolíferos de Hamada e Tahara, na Líbia, ao porto de Zawiya foi fechada, reduzindo a produção nos dois campos, disse à Reuters o presidente da Companhia Nacional de Petróleo da Líbia.

Em uma tentativa de conter os preços, que dispararam em meio à escassez de diesel provocada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e pela guerra entre Rússia e Ucrânia, o governo Trump está oferecendo emprestar quase um terço das reservas emergenciais americanas de óleo para aquecimento, que totalizam 1 milhão de barris.

O Parlamento Europeu também votou a favor de adiar por três anos a aplicação das regras da União Europeia sobre emissões de metano para importações de petróleo e gás, após pressão de governos como os da França e dos Estados Unidos.

Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA

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Ibovespa firma queda com eleições e balanços em foco; dólar sobe

Após abrir de forma estável, o Ibovespa opera em baixa durante os primeiros negócios desta quinta-feira (22), à medida que pesquisas de opinião sobre o segundo turno da eleição presidencial moldam os humores do mercado a poucos dias da última votação.

Investidores acompanham, ainda, o início da temporada de balanços.

Às 10h56 (de Brasília), o principal indicador do mercado brasileiro de ações tinha queda de 0,75%, aos 204.874,69 pontos. Já o contrato futuro com vencimento em dezembro de 2026 cedia 0,38%.

O dólar, por sua vez, tem alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, enquanto no Brasil os investidores aguardam a divulgação de nova pesquisa do Datafolha sobre a eleição presidencial.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,31%, a R$5,0398 na venda. Na última sessão, a divisa americana à vista encerrou a quarta-feira com alta de 0,18%, aos R$5,0272.

IBOV acompanha cena internacional

No exterior, os investidores mostravam mau humor em meio a preocupações com o setor de inteligência artificial e a novas altas nos preços internacionais do petróleo devido ao impasse no conflito no Oriente Médio.

A commodity opera perto dos US$ 112, maior cotação desde o início de maio deste ano. Ainda assim, as ações das petroleiras brasileiras não conseguem se destacar no pregão.

O dia também é marcado por quedas nos rendimentos dos Treasuries, títulos de dívida emitidos pelo governo norte americano.

Pela manhã, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões de investimento – caía 11 pontos-base, a 5,034%; enquanto os juros futuros no Brasil avançavam a rendimento de 12,88%.

Nessa linha, Wall Street não consegue sustentar ganhos e cai em todos os índices.

A Meta, a primeira gigante de IA a divulgar seu balanço na temporada atual, anunciou que sua receita de terceiro trimestre superou as expectativas, mas o otimismo gerado pela notícia durou pouco, pois a empresa anunciou um plano de emitir ações sem direito a voto — medida que reacendeu preocupações quanto aos seus crescentes compromissos de capital.

Durante abertura, o Índice ‌Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, para 52.788,41 pontos. O S&P 500 recuou ⁠0,81%, para 7.694,62 pontos, enquanto o ​Nasdaq Composite recuou ​1,48%, para 26.308,407 pontos.

Agenda brasileira

Na cena nacional, investidores aguardam pela divulgação dos resultados do terceiro trimestre do banco Bradesco, que deve publicar o seu balanço após o fechamento de mercado. Os novos desdobramentos sobre as eleições de 2026, marcadas para domingo (25), também fazem preço.

Perto das 11h, a Receita Federal compartilhou dados sobre a sua arrecadação. O resultado teve alta real de 5,62% em setembro sobre igual mês do ano anterior, a R$239,384 bilhões, no melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação cresceu 6,97% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$2,351 trilhões, valor também recorde para o período

*Com informações da Reuters

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Mercado revê aposta na Argentina enquanto dívida de 2027 entra no radar

O risco-país da Argentina voltou a superar os 700 pontos nesta semana e atingiu o maior nível em cerca de um ano. O movimento chama atenção, mas o número sozinho explica pouco sobre o que está acontecendo com os ativos argentinos.

Por trás da piora está uma combinação de fatores externos, movimentos técnicos do mercado e uma discussão que deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos meses: como a Argentina chegará a 2027, ano de eleição presidencial e de vencimentos relevantes da dívida em moeda estrangeira.

São mais de US$ 30 bilhões em principal e juros no próximo ano, segundo levantamento do FMI (Fundo Monetário Internacional). A conta inclui compromissos com credores privados e organismos internacionais.

O volume não é um problema imediato de pagamento. Hoje, o país mantém pouco mais de US$ 50 bilhões em reservas. Parte das obrigações pode ser refinanciada e outra parcela envolve o próprio FMI.

O aumento do risco-país das últimas semanas, portanto, não deve ser explicado apenas por essa conta.

Parte importante da alta recente veio de fora da Argentina, avalia Daniel Marcatto, sócio e analista da Exploritas. A abertura das taxas dos títulos norte-americanos e o fortalecimento do dólar pressionaram os mercados emergentes.

A diferença é que a Argentina tende a responder de maneira mais intensa a esses movimentos: “o crédito argentino tem um beta muito elevado”, segundo Marcatto.

Na prática, quando o ambiente piora para emergentes, os títulos argentinos costumam sofrer mais. E o mesmo acontece no sentido contrário, quando há melhora global nas condições financeiras.

Se não bastasse isso, outubro também costuma ser um mês menos favorável para esse mercado.

Marcatto explica que fundos norte-americanos tradicionalmente fazem o rebalanceamento de suas carteiras neste período, antes do início de um novo ano fiscal em novembro. Historicamente, a janela entre dezembro e abril tende a ser mais favorável para títulos de mercados emergentes.

No caso argentino, houve ainda pressão de fluxos locais. Com a retomada das remessas de dividendos ao exterior, empresas argentinas passaram a vender posições em títulos soberanos para levantar caixa e fazer remessas. O fim da restrição retirou do mercado um comprador importante.

Essas tesourarias poderiam comprar papéis argentinos. Agora, parte delas está fazendo o contrário.

Daniel Marcatto diz que mais de US$ 4 bilhões já teriam sido enviados ao exterior nesse processo e que o volume pode ir de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões até o fim do ano.

A aposta ficou menos otimista

Se os fatores técnicos ajudam a explicar a velocidade do movimento recente, há também uma mudança mais profunda na maneira como investidores enxergam a economia argentina.

Para Fabio Giambiagi, argentino que é pesquisador no FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o mercado exagerou no otimismo em relação à capacidade de recuperação do país.

“O mercado fez uma aposta na Argentina que estava ‘comprando lotes na Lua’. Era delirante”, afirma.

Os números ajudam a entender a crítica. No início de 2025, o REM (Relevamiento de Expectativas de Mercado), levantamento do Banco Central argentino semelhante ao Focus brasileiro, apontava crescimento próximo de 3,7% para a economia em 2026. A expectativa de inflação para este ano estava em torno de 15%.

As projeções mudaram. No REM mais recente, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é projetado em apenas 1,5% em 2026. A inflação estimada para dezembro chegou a 30%.

“Aos poucos, o mercado foi percebendo a dimensão do problema. No começo havia uma perspectiva irrealista da evolução das principais variáveis”, diz Giambiagi.

A eleição presidencial argentina acontece apenas no próximo ano e a capacidade de Milei de manter apoio político e dar continuidade ao programa econômico começa a importar mais à medida que o calendário avança.

“Achar que o governo vai aprovar o que quiser é uma prova de miopia da análise econômica sobre a política”, diz Giambiagi. Para o economista, investidores subestimaram as dificuldades políticas do governo e também os efeitos do próprio estilo do presidente na construção de alianças.

Nesta semana, uma nova controvérsia surgiu durante uma viagem de Milei à Espanha. O argentino chamou o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável” pouco mais de um mês antes das eleições espanholas. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha respondeu dizendo que não aceita interferências externas e classificou a postura do presidente argentino como “indigna”.

Giambiagi cita episódios semelhantes dentro da própria Argentina e aponta para a postura que falta ao mandatário do país platino: “presidente em uma república faz política”.

O próximo governo continuará dependendo do Congresso para aprovar reformas e o ambiente político pode afetar diretamente a confiança dos investidores.

Giambiagi vê o calendário com preocupação. Segundo ele, a popularidade de Milei caiu em relação aos níveis observados no início do governo e uma eventual disputa de segundo turno pode se tornar especialmente difícil caso a oposição consiga concentrar o voto contrário ao presidente.

O país entra em 2027 com uma situação muito diferente daquela encontrada por Milei no início do governo. A inflação caiu, o resultado fiscal melhorou, as reservas cresceram e a balança comercial melhorou.

Ao mesmo tempo, as expectativas ficaram menos exuberantes e o mercado começa a olhar com mais atenção para a capacidade política do governo de sustentar o programa econômico.

“O mercado aos poucos está percebendo que não é uma festa”, diz Giambiagi.

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Wall Street encerra em alta com balanços fortes de tecnologia

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (21) com a renovação do apetite por risco. A movimentação foi impulsionada pelas ações de tecnologia após desempenho da SpaceX e à espera dos resultados da Meta e Tesla, previstos para o dia.

O Dow Jones subiu 0,69%, aos 52.856,09 pontos. O S&P 500 avançou 0,58%, a 7.757,17 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 1,05%, nos 26.702,86 pontos.

Os índices operaram em alta desde o início da sessão, com ganhos da Nvidia (+2,54%), Micron Technology (+1,96%) e Marvell Technology (+1,81%). A Apple também avançou, em 1,32%, às vésperas do lançamento do novo aparelho celular da empresa. No S&P 500, o setor de tecnologia avançou 1,61% e liderou os ganhos.

Os bons resultados trimestrais da SpaceX e Super Micro Computer contribuíram para impulsionar o clima, segundo a Sucden Financial. As ações saltaram 7,79% e 9,55%, respectivamente.

Na contramão, a Netflix reduziu o guidance para o ano e recuou 5,31%, enquanto a AT&T, apesar de apresentar resultados acima do esperado, perdeu 6,59%.

Após a SpaceX, é a vez da Tesla (+3,41%), outra empresa de Elon Musk, divulgar balanço trimestral. Musk confirmou que ambas as companhias estabeleceram comitês especiais para avaliar uma fusão.

A Meta (+0,47%) também deve publicar seu desempenho nesta quarta. Para o Swissquote, a perspectiva de gastos da empresa deve ter repercussões nos índices de tecnologia em geral.

Enquanto um orçamento maior pode sinalizar uma demanda contínua por infraestrutura de IA, os gastos elevados podem reacender preocupações sobre o aumento da alavancagem dos investimentos em IA

“Gastos robustos podem favorecer as empresas que viabilizam a IA, mas pressionar aquelas que realizam os investimentos caso o crescimento da receita não justifique os desembolsos.

Por outro lado, planos de gastos mais moderados podem aliviar as preocupações dos investidores com a necessidade de financiamento contínuo, mas seriam uma notícia negativa para os fornecedores de tecnologia para IA”, afirma o banco.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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Petróleo fecha sem direção única com negociações entre Rússia e Ucrânia

Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade, conforme os traders reagiam a avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,03% (US$ 0,03), a US$ 108,82 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,68% (US$ 0,67), a US$ 97,15 o barril, na Nymex.

O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.

Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para a guerra. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.

A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentarem queda de 3,06 milhões de barris na semana.

Já no Oriente Médio, petroleiro foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês).

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.

Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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Ativos de fundos de pensão sobem 82% em 10 anos, diz Abrapp

Os ativos das entidades fechada de previdência complementar registraram um crescimento de cerca de 82% em termos nominais nos últimos dez anos, saltando de R$ 790 bilhões em 2016 para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026, cerca de 11% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, conforme dados divulgados pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) nesta quarta-feira (21).

Os números foram apresentados nesta quarta-feira (21), durante o 47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, em São Paulo.

A associação aponta que a expansão ocorreu de maneira praticamente contínua ao longo da década, passando por R$ 1,049 trilhão em 2020, R$ 1,176 trilhão em 2022, R$ 1,275 trilhão em 2024 e R$ 1,374 trilhão em 2025.

Ao CNN Money, Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, cita a qualificação técnica de equipes como fator determinante para gerenciar os ativos e alcançar a cifra. “É um patrimônio formado para garantir benefícios no longo prazo, mas que também tem um papel relevante na economia brasileira”, disse.

No que se refere à alocação de recursos, a carteira de investimentos das entidades somava R$ 1,362 trilhão em junho.

A renda fixa manteve-se absoluta na preferência dos gestores e concentrava 86,1% dos investimentos (o equivalente a R$ 1,173 trilhão), superando os percentuais de 85,2% no encerramento de 2025, 82,9% em 2024 e 75,7% em 2021. Desse total aplicado em renda fixa, R$ 264,1 bilhões estavam em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões em fundos de investimentos do segmento.

Em contrapartida, a participação da renda variável recuou de 15,8% da carteira em 2021 para 6,7% em junho de 2026, totalizando R$ 91,3 bilhões, dos quais R$ 55,7 bilhões foram aplicados diretamente em ações.

O economista Ricardo Amorim explicou ao CNN Money que não há motivos para o setor optar por diversificação de investimentos enquanto a taxa de juros no Brasil continuar em patamares mais altos.

“Enquanto a gente tiver um problema fiscal grave, a taxa de juro real brasileira vai ser muito alta, que é o que acontece. Enquanto a taxa de juro real brasileira for superior ao que é a meta atuarial dos fundos de pensão, que em geral é juro real de 6%, ou seja, 6% acima da inflação, […] até título público que vence em 2060, pagando juros superiores a isso, não tem razão para o gestor diversificar, não vai acontecer”, explicou Amorim.

Para o fechamento de 2026, a Abrapp projeta que os ativos das entidades possam atingir R$ 1,51 trilhão.

Além da robustez financeira, a previdência complementar fechada protege cerca de 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos.

No ano de 2025, as entidades realizaram o pagamento de R$ 82 bilhões em benefíciospara aposentadoria programada, aposentadoria por invalidez e para pensões.

Acesso ao sistema previdenciário por autônomos e informais

A Abrapp aponta que cerca de 50 milhões de brasileiros estão fora do sistema previdenciário, em meio ao avanço do trabalho autônomo, informal e por plataformas digitais.

O setor debate a criação de um modelo de micropensões inspirado em experiências internacionais. A proposta busca criar alternativas de proteção de longo prazo para os trabalhadores que hoje encontram dificuldades para participar dos modelos tradicionais de previdência complementar.

Para viabilizar essa inclusão, o sistema prevê a formação de reservas previdenciárias diretamente vinculadas ao CPF, sustentadas por contribuições de baixo valor e com a possibilidade de contar com aportes vindos das próprias plataformas digitais.

Devanir Silva classifica o alto nível de informalidade dos profissionais independentes como “um verdadeiro exército de invisíveis” formado, por exemplo, por motoristas de aplicativo, entregadores ou autônomos que trabalham na internet.

“São pessoas que trabalham muito, 12, 13 horas por dia, e não tem uma proteção social adequada”, argumenta.

“Se a cada R$ 10,00 esse motorista [de aplicativo] ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma [para a qual ele presta serviço] com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna, aí em torno daí dos R$ 3.000 a R$ 4.000. É importante isso, porque nós vamos trazer essas pessoas com a esperança de uma velhice segura, de uma longevidade segura e autônoma”, sugere Devanir.

Trata-se, portanto, de um plano de capitalização, onde o regime de juros compostos favorece a formação de patrimônio.

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Ouro fecha em alta com alívio no petróleo e recuperação de perdas

O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (21) revertendo parte das perdas registradas recentemente. Investidores ponderam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo.

Os juros dos Treasuries e o dólar operam perto da estabilidade, o que dá fôlego ao metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,18%, a US$ 4.150,00 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês recuou 0,5%, a US$ 57,71 por onça-troy.

A posição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que teria concordado em retomar as negociações trilaterais com os EUA e a Ucrânia para encerrar a guerra no Leste Europeu pressionaram os preços do petróleo, o que abriu espaços para a alta do ouro.

No radar geopolítico, também há expectativas para um diálogo diplomático para resolver o conflito no Irã, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dizer que Teerã está disposto a buscar uma solução para encerrar a guerra.

Apesar da queda nos preços do petróleo hoje, analistas da Kotak Neo afirmam que os valores elevados da commodity continuam a complicar as perspectivas para a política monetária, o que implica pressão de baixa para o ouro.

No entanto, a análise destaca que uma fraqueza do dólar americano e dos rendimentos dos títulos do Tesouro temlimitado maiores perdas para os metais preciosos.

“Na ausência de dados econômicos relevantes dos EUA, as movimentações no mercado de títulos e a evolução dos preços do petróleo bruto devem ditar o ritmo das negociações nas próximas sessões”, pondera.

Valor de uma barra de ouro chega a US$ 1 milhão

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Bolsas da Europa sobem com recuperação de tech e balanços positivos

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira (21) impulsionadas por balanços corporativos positivos e pela recuperação de ações ligadas à tecnologia, após perdas recentes no setor.

O avanço ocorreu apesar da persistência dos preços elevados do petróleo, que seguem acumulando alta na semana, das preocupações com a inflação e da instabilidade política na França, onde protestos violentos têm afetado a atividade econômica.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,19%, a 10.752,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,35%, a 25.647,11 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,06%, a 7.921,68 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,17%, a 49.643,69 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,01%, a 19.285,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,46%, a 9.374,46 pontos. As cotações são preliminares.

No Reino Unido, a CPI (Inflação ao Consumidor, na sigla em inglês) acelerou acima das expectativas. Segundo a Capital Economics, a alta refletiu principalmente os combustíveis e reforça a perspectiva de elevação de 25 pontos-base nos juros pelo BoE (Banco da Inglaterra) em novembro.

Entre as ações, a EssilorLuxottica saltou 16% em Paris, após divulgar vendas acima das expectativas, impulsionadas pelos óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Meta. Na contramão, o Carrefour tombou 13,2%, depois de reduzir suas projeções para 2026 diante dos impactos dos protestos violentos na França sobre suas lojas.

A Randstad subiu 20,9%, após resultados melhores que o esperado da empresa holandesa especializada em soluções de trabalho flexível e recursos humanos.

Em Madri, a Iberdrola avançou 1,2%, depois de registrar crescimento de 10% no lucro e de 6% na receita dos primeiros nove meses do ano.

No setor tecnológico, cujo subíndice no Stoxx 600 ganhou 2%, a ASML subiu 2,4% em Amsterdã, acompanhando a recuperação de empresas ligadas à IA  (Inteligência Artificial). Em Milão, a petrolífera Eni ganhou 1,7%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Ações da Netflix caem diante de preocupações com audiência e receita

As ações da Netflix caíam quase 5% nesta quarta-feira, depois que as perspectivas pouco animadoras da empresa em relação aos lucros e à publicidade aprofundaram as preocupações dos investidores com a desaceleração do crescimento da audiência e da receita, em meio à forte concorrência no setor de streaming.

As ações já caíram mais de 26% neste ano e, se as perdas atuais se mantiverem, a gigante do streaming pode perder cerca de US$ 13,4 bilhões em valor de mercado.

 

 

O desempenho das ações ressalta os desafios crescentes enfrentados pela Netflix — desde a derrota na disputa pela aquisição da Warner Bros Discovery no início deste ano até a defesa de seu modelo de assinatura paga contra rivais digitais gratuitos e a competição em um mercado de streaming cada vez mais consolidado.

À medida que os espectadores migram para plataformas gratuitas e geradas por usuários, como o YouTube e o TikTok, a Netflix também enfrenta mudanças nas preferências, com predileção por vídeos curtos em detrimento de conteúdo premium.

A Netflix, que deixou de divulgar o número de assinantes desde 2025, registrou um aumento de 11,8% na receita do terceiro trimestre, para US$ 12,87 bilhões, em linha com as estimativas de Wall Street, mas o menor crescimento em quase três anos.

A empresa também reduziu sua previsão de receita publicitária para 2026 para cerca de US$ 2,7 bilhões, ante os cerca de US$ 3 bilhões projetados anteriormente.

“O crescimento claramente desacelerou na Netflix”, afirmaram analistas da Evercore ISI em uma nota.

A Evercore atribuiu essa desaceleração à maturidade do mercado; à concorrência constante de plataformas como YouTube, Amazon e Disney; aos desafios potenciais de conteúdos de formato curto, como TikTok e YouTube; e à má execução do conteúdo.

Em uma teleconferência após a divulgação dos resultados, o co-CEO Ted Sarandos reconheceu que a empresa “poderia ter se saído melhor”.

Mais de 20 corretoras reduziram seus preços-alvo para as ações da Netflix após a divulgação dos resultados, de acordo com dados da LSEG.

Sarandos disse na terça-feira que a empresa planeja se concentrar em seu negócio principal, que é a produção de séries de TV e filmes de qualidade, para tornar a Netflix um serviço indispensável, e que a recente reorganização executiva foi um passo nessa direção.

A empresa substituiu recentemente a diretora criativa Bela Bajaria e anunciou que o chefe da divisão de cinema, Dan Lin, está deixando a empresa, além de ter cortado 6% de sua força de trabalho.

Receitas de música têm alta em 2024 com impulso de streaming

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Ibovespa perde fôlego após bater 209 mil pontos na abertura; dólar cai

A bolsa paulista tenta manter o viés positivo nos primeiros negócios nesta quarta-feira (21), com a eleição presidencial ainda dominando os holofotes, enquanto WEG recuava mais de 3% após o balanço do terceiro trimestre.

Após bater superar os 209 mil pontos durante os minutos iniciais, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, perdeu o fôlego e passou a estabilizar.

Às 10h30 (de Brasília), o índice subia 0,06%, próximo à estabilidade, aos 208.461 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 16 de dezembro, perdia 0,32%.

Já a moeda americana recua pela quarta sessão seguida. O dólar tem baixa ante o real, com investidores à espera de nova pesquisa da Quaest sobre a disputa pela Presidência, enquanto no exterior a moeda americana cedia ante boa parte das demais divisas.

No mesmo horário, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,19%, a R$ 5,0181 na venda. Na véspera, o dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,58%, aos R$ 5,0182.

*Com informações da Reuters 

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Ações da fabricante da Ray-Ban disparam em maior alta diária desde 2008

As ações da EssilorLuxottica subiam mais de 14% ​nesta quarta-feira (21), depois que a ​fabricante da Ray-Ban superou as expectativas de receita do terceiro trimestre, com a demanda resiliente por seus principais produtos de óculos superando os sinais de moderação no crescimento do segmento de óculos ⁠inteligentes.

O movimento é ​um sinal de que a pressão ​sobre a maior empresa de óculos do mundo ⁠está diminuindo, cujas ações ⁠tiveram seu preço reduzido quase pela ​metade ‌após atingirem um valor de mercado recorde de ⁠149 bilhões de euros há um ano.

Analistas afirmam que a queda começou quando os investidores manifestaram preocupações com ‌a ⁠governança e ‌com o incipiente negócio de óculos inteligentes da empresa, especialmente no que diz respeito à privacidade ⁠e às expectativas de ⁠vendas.

As ações da EssilorLuxottica lideravam os ganhos no índice de ‌referência francês CAC 40 e estavam a caminho de registrar o maior salto em um único dia desde 2008.

A receita do terceiro trimestre da empresa franco-italiana ‌foi de 7,49 bilhões de euros, superando os 7,36 bilhões de euros esperados pelos analistas.

Mas, ⁠ao contrário dos trimestres anteriores, as vendas dos óculos inteligentes Ray-Ban, fabricados em parceria com a ​Meta, desaceleraram em comparação com os ritmos observados ​no início do ano, enquanto o negócio principal de óculos da EssilorLuxottica foi o principal impulsionador do crescimento.

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Condena Naciones Unidas bombardeos en zonas fronterizas de Sudán

Juba, 21 oct (Prensa Latina) Naciones Unidas condenó enérgicamente los ataques con drones en un mercado de Abyei, en la frontera de Sudán y Sudán del Sur, dieron a conocer hoy aquí medios locales.

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Aumenta a 226 la cifra de muertos en región fronteriza sudanesa

Juba, 21 oct (Prensa Latina) Las víctimas de un reciente ataque a un mercado en la región fronteriza de Abyei, entre Sudán y Sudán del Sur, se elevó ya a 226 muertes, informaron hoy aquí autoridades locales.

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