❌

Reading view

Barclays vai cortar 5 mil empregos em plano de redução de custos por IA

O Barclays anunciou que cortará cerca de 5.000 empregos, ou 5% de sua ​força de trabalho, este ano, à medida ​que utiliza tecnologias como a inteligência artificial para reduzir custos fixos e melhorar a rentabilidade geral.

Os cortes de pessoal foram apresentados quando o Barclays divulgou lucro no terceiro trimestre de 2,3 bilhões de libras (3,08 bilhões de dólares), acima do registrado no ano anterior, mas abaixo das previsões dos analistas, devido ao desempenho abaixo ⁠do esperado do negócio de ​negociação de renda fixa.

 

 

O banco informou ter realizado mais 201 milhões ​de libras em “medidas de redução de custos estruturais” no terceiro trimestre, como ⁠parte de seu plano de longo prazo ⁠para reduzir despesas, como custos com pessoal, por meio de ​maior ‌uso de tecnologia.

Cerca de 60% do total de cortes de pessoal afetará ⁠funcionários em funções de apoio, como desenvolvedores, disse a diretora financeira Anna Cross aos repórteres, em um dos sinais mais claros até agora, vindo de um grande banco, ‌de ⁠como a IA ‌está permitindo que as empresas reduzam o quadro de funcionários nessas funções.

Cross disse que 1.000 cargos já foram eliminados, com o restante a ser cortado até ⁠o final do ano.

As ações do Barclays ⁠caíam 2,5% no início do pregão, apresentando desempenho inferior ao de outras instituições financeiras.

As ações ‌do banco caíram 14% neste ano, em linha com os pares europeus, que sofreram correção após anos de alta, à medida que as taxas de juros mais elevadas impulsionaram os lucros.

A Shore Capital afirmou em uma nota ‌que os resultados ficaram abaixo do esperado devido ao desempenho decepcionante do banco de investimentos.

O banco de investimentos do Barclays registrou receita total no terceiro ⁠trimestre de 3,1 bilhões de libras, abaixo das previsões de 3,3 bilhões de libras.

Os resultados do terceiro trimestre dos concorrentes do Barclays em Wall Street, divulgados ​no início deste mês, mostraram a natureza cíclica da receita dos bancos de investimento, ​à medida que as negociações desaceleraram e as mesas de renda fixa apresentaram desempenho abaixo do esperado, com apenas a negociação de ações mantendo o forte ímpeto observado no primeiro semestre do ano.

Veja empregos que ganham e perdem com a inteligência artificial

 

  •  

Roche supera previsão de vendas, mas genéricos fazem pressão competitiva

A farmacêutica suíça Roche superou as expectativas de vendas do terceiro trimestre nesta ​quinta-feira, impulsionada pela demanda constante por medicamentos-chave, ​como o Ocrevus, para ganhar tempo enquanto busca no exterior reabastecer seu pipeline diante de expirações iminentes de patentes.

A receita do grupo cresceu 7% a taxas de câmbio constantes, atingindo 16,13 bilhões de francos suíços (US$19,61 bilhões), superando a previsão consensual elaborada pela empresa, de 15,75 bilhões de francos (US$19,15 bilhões).

No entanto, o trimestre trouxe um sinal precoce ⁠de pressão competitiva — as vendas do ​medicamento Xolair ficaram abaixo das previsões do mercado após o lançamento ​do primeiro genérico mais barato, gerando vendas de 848 milhões de francos (US$ 1,03 bilhão) ⁠contra expectativas de 925 milhões de francos (US$1,12 ⁠bilhão).

As ações caíam 1,1% no pregão da manhã.

Com vários medicamentos de ​grande ‌sucesso mais antigos se aproximando do vencimento das patentes, a Roche aposta em seus ⁠principais produtos para impulsionar o crescimento no curto prazo, ao mesmo tempo em que intensifica as negociações externas para tratamentos de última geração.

A empresa fechou um acordo no ‌valor ⁠de mais de ‌US$ 15 bilhões com a chinesa Hansoh Pharma, segundo notícia divulgada na segunda-feira.

Com foco no ecossistema de biotecnologia da Europa, o presidente-executivo Thomas Schinecker afirmou na quinta-feira que cerca de ⁠50% dos acordos de licenciamento externos do ⁠grupo nos últimos quatro anos foram firmados nos EUA e os outros 50% na China e na ‌Ásia.

“Isso mostra um pouco a situação em que a Europa se encontra em termos de inovação”, disse Schinecker.

A administração também observou que o impacto negativo das reformas nos preços dos serviços de saúde na China estava diminuindo, apesar das quedas ‌de dois dígitos no país, com a divisão de diagnósticos — que cresceu 5%, para 3,54 bilhões de francos — devendo retornar a um crescimento “normal” na faixa de um ⁠dígito médio a alto no próximo ano.

A Roche também se beneficiou da estabilização do dólar em relação ao franco suíço, aliviando o impacto prolongado das taxas de câmbio ​no mercado norte-americano, que responde por quase metade da receita do grupo.

Os medicamentos mais ​vendidos impulsionaram a unidade farmacêutica, liderada pela injeção para esclerose múltipla Ocrevus, cuja receita cresceu 9% em moedas constantes, atingindo 1,84 bilhão de francos.

Cada R$ 1 na saúde pública gera R$ 1,61 no PIB, aponta pesquisa

 

  •  

Nestlé supera previsões de vendas ao excluir negócio russo confiscado

A Nestlé divulgou nesta quinta-feira (22) um crescimento orgânico das vendas no terceiro trimestre acima ​do esperado e informou que excluiu sua unidade ​russa das demonstrações financeiras consolidadas após Moscou ter confiscado o negócio.

O presidente Vladimir Putin ordenou a apreensão temporária dos ativos da Nestlé em 17 de setembro, como parte de uma repressão cada vez mais intensa contra empresas europeias devido ao apoio da Europa à Ucrânia, segundo autoridades russas e empresários norte-americanos.

 

 

A diretora financeira da Nestlé, Anna Manz, disse ⁠que o negócio na Rússia, que ​contribuía com cerca de 2% das vendas do grupo, não estava mais sendo consolidado nos ​resultados financeiros a partir do final de setembro, sem impacto nas vendas orgânicas, nos ⁠volumes e nos preços.

No entanto, a medida ⁠afeta as vendas reportadas, o lucro operacional subjacente e o fluxo ​de ‌caixa livre a partir do quarto trimestre, disse Manz, observando que o desreconhecimento dos ⁠ativos líquidos teria um impacto negativo na dívida líquida de aproximadamente 900 milhões de francos suíços (US$ 1,09 bilhão) para 2026.

A Nestlé informou que estava desreconhecendo ativos na Rússia no valor de 1,6 ‌bilhão ⁠de francos e ‌reconhecendo um encargo não monetário de cerca de 1,4 bilhão de francos referente a ajustes cumulativos de conversão cambial.

As ações da Nestlé registraram alta de 1,3% nas negociações pré-mercado.

Crescimento do volume impulsiona vendas orgânicas

A fabricante dos ⁠cubos de caldo Maggi e do café Nescafé manteve sua perspectiva de vendas orgânicas para o ano inteiro ‌de 2026 em um crescimento de 3% a 4% e registrou um aumento de 4% nas vendas orgânicas trimestrais, acima das expectativas dos analistas, que apontavam para um aumento de 3,4%.

Os aumentos de preço de 1,1% da Nestlé ficaram abaixo da estimativa ‌média dos analistas, de 1,9%. O crescimento interno real (RIG) — ou volume de vendas — foi de 2,8%, superando as expectativas de um aumento de 1,5%.

O RIG, um indicador-chave ⁠na estratégia da Nestlé, tem melhorado constantemente desde que Philipp Navratil assumiu o cargo de presidente-executivo em setembro de 2025.

“Estou contente com o nosso progresso”, disse Navratil. “Mas não estou satisfeito. ​Ainda há muito mais a ser feito para concretizar o potencial do negócio.”

Navratil reduziu a ​exposição da Nestlé a marcas de sorvete e água por meio de joint ventures, enxugando o portfólio do conglomerado suíço em busca de crescimento — uma tática semelhante à adotada por empresas concorrentes, como a Unilever e a ‌Reckitt.

Governo aprova normas para modelo de negócios das fintechs de crédito

  •  

Hermès vê desaceleração nas vendas com cenário ainda difícil para o luxo

A Hermès afirmou nesta quinta-feira (22) que o crescimento das vendas perdeu fôlego no terceiro trimestre, à medida que diminuem as esperanças de uma recuperação da demanda por artigos de luxo.

A casa de luxo francesa registrou receita de 4,1 bilhões de euros no trimestre encerrado em setembro, alta de 4,3% em relação ao mesmo período de um ano antes, a taxas de câmbio constantes.

No segundo trimestre, a fabricante parisiense de bolsas de alto padrão e lenços de seda havia registrado avanço orgânico de 6,7% na receita.

Empresas do setor de luxo vêm enfrentando um mercado difícil nos últimos anos, principalmente por causa da queda da demanda por produtos de alto padrão, sobretudo na China, onde marcas europeias também lidam com a concorrência crescente de grifes locais.

O momento de uma recuperação na China tem sido uma das principais dúvidas para a indústria, que passou a depender dos gastos dos consumidores mais ricos do país, dentro e fora de suas fronteiras.

No entanto, a economia chinesa segue instável, levando os consumidores a manter o orçamento apertado.

Na semana passada, a LVMH, dona da Louis Vuitton, alertou que a demanda fraca na China pesou no desempenho de sua importante divisão de moda e artigos de couro.

A Hermès afirmou que, apesar das incertezas econômicas, geopolíticas e monetárias, continua esperando crescimento da receita, a taxas de câmbio constantes, no médio prazo.

Mercado de luxo no Brasil supera ritmo global, revela estudo

 

  •  

Nokia registra alta na demanda por infraestrutura de rede para IA no 3º tri

A Nokia afirmou nesta quinta-feira (22) que continua vendo força na demanda ligada a IA (inteligência artificial) e à expansão de data centers, à medida que a empresa finlandesa amplia sua participação no fornecimento de infraestrutura de rede para esse ciclo de investimentos.

No terceiro trimestre, as vendas do negócio de infraestrutura de redes – que concentra tecnologias de rede voltadas a IA e data centers – cresceram 17% na comparação anual, impulsionadas por demanda de clientes de IA e nuvem nas Américas.

No período, a Nokia registrou 1,5 bilhão de euros em pedidos desses clientes e manteve a expectativa de que as vendas anuais desse segmento avancem entre 12% e 14% em 2026.

Já as vendas de equipamentos de infraestrutura móvel – área tradicional de tecnologia e serviços para comunicações móveis – subiram 5% na comparação anual, com os maiores avanços vindo de Japão, Índia e da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África), segundo a companhia.

A Nokia também reiterou a projeção de lucro operacional comparável do grupo para o ano cheio entre 2,1 bilhões e 2,6 bilhões de euros, apesar de prever custos maiores com reestruturação e iniciativas de redução de despesas.

A empresa agora estima encargos de 1,1 bilhão de euros, acima da previsão anterior de 800 milhões de euros, após ampliar o alcance de alguns programas de reestruturação para acelerar a simplificação das operações.

Fabricante da Nokia lança celular da Barbie em parceria com Mattel

  •  

Lucro líquido do Barclays cresce 18% e atinge 1,65 bilhão de libras

O Barclays teve lucro líquido atribuível de 1,65 bilhão de libras no terceiro trimestre deste ano, avanço de 18% em comparação a igual período de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira.

O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pelo próprio banco britânico, que previam lucro de 1,64 bilhão de libras no período.

Por outro lado, o lucro antes de impostos teve aumento de 12% no ano, a 2,322 bilhões de libras, abaixo da previsão de 2,42 bilhões de libras.

A receita do Barclays teve avanço anual de 3% no trimestre, para 7,365 bilhões de libras, também aquém do esperado por analistas. A previsão era de receita total de 7,62 bilhões de libras entre julho e setembro.

Apesar disso, o comunicado reitera expectativa de alcançar as projeções financeiras para o ano completo de 2026.

As provisões do banco britânico para perdas de crédito, que cobrem empréstimos inadimplentes, recuaram para 503 milhões de libras no trimestre, queda anual de 20%. Nos nove meses até setembro, contudo, as provisões subiram para 1,9 bilhão de libras, de 1,74 bilhão de libras um ano antes.

Em nota, o Barclays anunciou um programa de recompra de ações de 500 milhões de libras, elevando o total de recompra neste ano para 2,8 bilhões de libras e atribuindo o programa adicional à “forte geração de capital orgânico”.

Ainda assim, o valor veio abaixo do consenso do mercado, que esperava recompras de 579 milhões de libras.

Golpe de pagamento: o que fazer ao receber uma ligação do banco

  •  

Vistoria de entrega: o que conferir antes de assinar o termo de recebimento

A vistoria de entrega é uma etapa importante para quem está prestes a receber um apartamento novo. Antes de assinar o termo de recebimento e formalizar essa etapa da compra, o proprietário precisa verificar se o imóvel está de acordo com o contrato e o memorial descritivo, além de conferir as condições dos acabamentos e o funcionamento das instalações elétricas e hidráulicas.

A orientação da construtora MRV, é realizar uma inspeção cuidadosa, observando os diferentes componentes da unidade e comunicando ao representante da construtora qualquer problema identificado. A vistoria permite registrar falhas aparentes e encaminhar os reparos necessários, conforme as condições de entrega do imóvel.

Para facilitar a avaliação, o comprador pode levar uma lista de verificação, o memorial descritivo e o contrato. Fotografar os pontos que precisam de atenção e anotar cada ocorrência também ajuda a documentar o estado do apartamento no momento da entrega.

O que conferir durante a vistoria do apartamento?

A MRV aponta que a inspeção deve abranger tanto os aspectos visuais quanto os itens que precisam ser testados. O memorial descritivo é uma referência importante para verificar se os materiais, acabamentos e componentes instalados correspondem ao que foi contratado.

O roteiro a seguir reúne os principais pontos a observar:

Instalações elétricas

  • Interruptores e lâmpadas: acione os interruptores e confira se os pontos de iluminação funcionam.
  • Tomadas: observe se estão firmes, sem danos aparentes e devidamente instaladas.
  • Quadro elétrico: verifique se está acessível, identificado e sem sinais visíveis de danos.
  • Pontos elétricos previstos: confira se a disposição e a quantidade correspondem ao projeto e ao memorial descritivo.

Não desmonte tomadas nem abra o quadro elétrico para realizar testes. Se houver sinais de aquecimento, peças soltas ou qualquer irregularidade, registre o problema e solicite a avaliação de um profissional responsável.

Instalações hidráulicas

  • Torneiras: abra os registros e confira o fluxo de água.
  • Pias e lavatórios: observe se há vazamentos nas conexões e na parte inferior das cubas.
  • Descargas: acione os mecanismos e verifique se funcionam corretamente.
  • Ralos e escoamento: observe se a água escoa sem sinais aparentes de obstrução.
  • Tubulações e conexões visíveis: procure manchas de umidade, gotejamentos ou sinais de vazamento.

A presença de água em locais inesperados, o escoamento lento ou o retorno de odores podem indicar a necessidade de uma avaliação técnica. Anote em qual ambiente o problema ocorreu e, se possível, registre em uma foto ou um vídeo.

Portas, janelas e esquadrias

Abra e feche portas e janelas para conferir se os movimentos ocorrem sem dificuldade. Verifique também:

  • fechaduras, maçanetas, trincos e demais mecanismos;
  • alinhamento das folhas e facilidade de fechamento;
  • vidros sem trincas ou quebras;
  • esquadrias sem amassados, riscos ou danos aparentes;
  • vedação aparente e ausência de frestas incomuns.

Quando houver varanda ou outros vãos externos, observe especialmente as condições aparentes de vedação, sem realizar intervenções nos componentes.

Pisos e revestimentos

Observe os pisos e revestimentos de todos os cômodos, incluindo cozinha, banheiro, área de serviço e varanda, quando existentes.

Confira se há peças trincadas, quebradas, soltas ou com lascas, além de diferenças de acabamento que destoem do padrão contratado. Observe também os rejuntes e os encontros entre pisos, paredes e soleiras.

Se perceber desníveis ou suspeitar de falhas na fixação, registre o local para avaliação técnica. Não é necessário remover peças para verificar possíveis problemas.

Pintura, paredes e tetos

A inspeção visual deve identificar manchas, descascamentos, riscos, falhas de cobertura e diferenças acentuadas de acabamento.

Examine paredes e tetos em todos os ambientes, prestando atenção a fissuras, marcas de umidade e alterações de cor. Caso encontre uma ocorrência, fotografe-a e indique em qual cômodo está localizada.

Nem toda diferença visual representa um defeito construtivo. Por isso, o registro deve descrever o que foi observado, deixando a avaliação técnica para o profissional responsável.

Impermeabilização aparente e sinais de umidade

A impermeabilização nem sempre fica visível depois que o imóvel está concluído. Durante a vistoria, portanto, o comprador deve se concentrar nos sinais aparentes que possam indicar problemas, como manchas, bolhas na pintura, descascamentos, umidade persistente e indícios de infiltração.

Banheiros, áreas de serviço, cozinhas e varandas merecem atenção especial, conforme as características da unidade. Observe também os encontros entre paredes e pisos e as áreas próximas a janelas.

A ausência de manchas durante uma única inspeção não comprova, por si só, que não há falhas de impermeabilização. Se houver indícios de infiltração ou outras irregularidades, registre-os e solicite avaliação.

Funcionamento dos pontos e conferência dos acabamentos

Além dos testes elétricos e hidráulicos, confira os demais itens instalados no apartamento e compare-os com o memorial descritivo.

Verifique, conforme o que foi contratado:

  • louças, metais e acessórios instalados;
  • portas, ferragens e mecanismos de abertura;
  • pontos de água, esgoto e energia;
  • acabamentos previstos para cada ambiente;
  • itens de personalização eventualmente contratados.

Se o imóvel tiver acabamentos escolhidos pelo comprador, vale conferir se foram executados conforme o pedido e o registro contratual. A MRV orienta que as escolhas de personalização sejam verificadas durante a vistoria, para que eventuais divergências sejam identificadas antes da conclusão da entrega.

Como registrar ressalvas antes de assinar o termo de recebimento?

Se algum item apresentar defeito, dano ou divergência em relação ao que foi contratado, o comprador deve comunicar a ocorrência ao representante responsável pela vistoria e solicitar que ela seja registrada formalmente.

O registro precisa ser específico. Em vez de escrever apenas “problema no banheiro”, por exemplo, é mais útil indicar “vazamento observado na conexão abaixo do lavatório do banheiro social”.

Para documentar as ressalvas:

  1. Identifique o local: informe o cômodo e, quando necessário, a posição do item.
  2. Descreva o que foi observado: registre a falha de maneira objetiva, sem presumir a causa.
  3. Faça fotos ou vídeos: produza imagens que mostrem o problema e ajudem a identificar sua localização.
  4. Confira o documento: leia as observações registradas pelo representante e solicite a inclusão de itens que tenham ficado de fora.
  5. Guarde uma cópia: mantenha o checklist, as imagens e os documentos relacionados à vistoria.

O comprador deve conferir se as ressalvas foram incluídas no documento formal utilizado pela construtora e solicitar uma cópia ou confirmação escrita do registro. Fotos e mensagens podem complementar a documentação, mas não substituem a formalização exigida no procedimento de entrega.

O que acontece com os itens apontados na vistoria?

Quando a inspeção identifica problemas, as ocorrências devem ser registradas para que sejam avaliadas e encaminhadas à correção, conforme a natureza do item e os procedimentos aplicáveis à entrega.

A MRV explica que o profissional que acompanha a inspeção verifica os itens e anota aqueles que precisam de reparo ou substituição, além das observações apresentadas pelo comprador. A orientação é comunicar as ocorrências durante a vistoria para que possam ser consideradas antes da entrega das chaves.

Se houver pendências, o comprador deve esclarecer com o representante da construtora quais serão os próximos passos, como os reparos serão acompanhados e de que forma a conclusão dos serviços será confirmada. Quando houver possibilidade de formalizar o recebimento com ressalvas, é importante que as pendências e os compromissos assumidos estejam documentados por escrito.

A assinatura do termo merece atenção: antes de firmar o documento, leia seu conteúdo e confirme o que ele declara sobre o estado do imóvel, as pendências e o recebimento das chaves. Se houver dúvida sobre os efeitos da assinatura ou sobre a possibilidade de receber o imóvel com itens em aberto, peça esclarecimentos formais antes de prosseguir.

A existência de uma ressalva não deve ser confundida automaticamente com a conclusão do reparo. O comprador precisa acompanhar o encaminhamento dos itens registrados e guardar os comprovantes pertinentes.

Como a MRV realiza o atendimento após a entrega do apartamento?

A MRV disponibiliza um portal de assistência técnica com acesso a serviços relacionados a reparos na unidade, manutenção preventiva e gestão do condomínio. O canal distingue o atendimento para reparos no imóvel daquele voltado à gestão condominial.

O canal adequado e as condições de atendimento dependem da situação encontrada e da etapa em que o imóvel se encontra. Por isso, é importante seguir as orientações fornecidas durante a entrega e consultar os canais oficiais da construtora caso seja necessário registrar uma solicitação posteriormente.

A vistoria não deve ser tratada apenas como uma formalidade para receber as chaves. Ela permite comparar o apartamento com o que foi contratado, documentar possíveis divergências e esclarecer como cada pendência será tratada antes da conclusão da entrega.

  •  

Como configurar o Inter para máxima segurança: passo a passo das funcional

Administrar uma conta digital segura não depende apenas da tecnologia oferecida pelo banco. Parte importante da proteção está nas configurações escolhidas pelo próprio cliente e nos hábitos adotados no dia a dia.

Recursos como biometria, autenticação adicional, notificações em tempo real e limites transacionais podem funcionar como diferentes camadas de proteção. Quando estão corretamente configurados, ajudam a reduzir o risco de acessos indevidos e permitem identificar rapidamente movimentações suspeitas.

No Inter, essas ferramentas estão reunidas em diferentes mecanismos de segurança do Super App. Segundo head de Prevenção a Fraudes da instituição, Newton Marques Junior, a instituição utiliza múltiplas camadas de autenticação, monitoramento e modelos de Machine Learning para avaliar o risco das transações em tempo real.

Configurações de segurança devem ser ativadas no Inter

A primeira medida é acessar a Central de Segurança do Super App e habilitar as camadas de proteção disponíveis, além de ativar a biometria, revisar os limites de transação e manter os dados de contato atualizados. Logo após abrir uma conta, algumas configurações merecem atenção especial:

  • Biometria facial ou digital: adiciona uma camada de autenticação para acessar a conta
  • Modo vigilante: reforça a proteção da conta em situações de risco
  • Geolocalização: pode ser utilizada na avaliação de risco e, em determinadas situações, como fator de autenticação
  • Proteção de chamada: acrescenta uma camada de segurança relacionada às ligações
  • Limites de transação: devem ser compatíveis com o uso cotidiano e não permanecer no máximo sem necessidade
  • Chaves Pix: o ideal é manter apenas as necessárias e verificar periodicamente as chaves cadastradas em “Minhas Chaves”
  • Telefone e e-mail: devem permanecer atualizados, pois podem ser utilizados para o recebimento de tokens de segurança

O que é a Central de Segurança do Inter?

O serviço reúne mecanismos que permitem ao cliente configurar diferentes níveis de proteção da conta. Entre eles estão recursos relacionados à biometria, geolocalização, Modo Vigilante e definição de áreas ou redes consideradas seguras.

Dependendo da configuração, o cliente pode reduzir limites de transação fora de determinados locais ou restringir o acesso a áreas sensíveis do aplicativo, como Cartão, Empréstimos e Investimentos.

Como funcionam a biometria, o I-Safe e as outras autenticações do Inter?

O Inter utiliza autenticação em múltiplas camadas. As transações são monitoradas por modelos de Machine Learning que avaliam o comportamento da conta e podem solicitar fatores adicionais de autenticação quando identificam uma situação de risco. Entre os principais mecanismos estão:

  • Biometria facial: utiliza validação de prova de vida para comparar o rosto apresentado em tempo real com a selfie cadastrada. Pode ser solicitada em processos como atualização cadastral, desbloqueio de acesso e operações consideradas críticas
  • Senha da conta: é utilizada no acesso ao aplicativo. Em situações consideradas suspeitas, o sistema pode exigir uma alteração de senha
  • I-Safe: funciona como um gerador de códigos de autenticação dentro do aplicativo. É utilizado, entre outras situações, para acesso ao Internet Banking pelo computador, validação de acesso via QR Code e determinadas transações de maior valor
  • Tokens por SMS ou e-mail: podem ser utilizados para confirmar alterações de senha, atualização de dados cadastrais e outras operações sensíveis
  • Geolocalização: quando autorizada pelo cliente, pode integrar a avaliação de risco da transação e, em determinados casos, contribuir para a autenticação

Essa combinação cria um modelo de defesa em camadas. Em vez de depender de uma única senha, diferentes sinais podem ser analisados para determinar se uma operação apresenta comportamento compatível com o histórico da conta.

Como a inteligência artificial ajuda a prevenir fraudes

De acordo com Newton Marques Júnior, o Inter utiliza modelos de Machine Learning para avaliar o risco de transações em tempo real. A análise comportamental considera padrões da conta e pode identificar desvios em relação ao comportamento esperado. Quando uma operação apresenta características de risco, os sistemas podem aumentar o nível de autenticação, reduzir limites ou bloquear determinadas ações.

O objetivo é equilibrar segurança e experiência do cliente, fazendo com que verificações adicionais sejam concentradas principalmente em situações que apresentam maior risco.

Saiba configurar limites e monitorar movimentações para aumentar a segurança

Manter os limites de transação compatíveis com a rotina e acompanhar movimentações em tempo real são duas das medidas mais simples para reduzir riscos financeiros. O cliente pode utilizar diferentes recursos para acompanhar o que acontece na conta:

  • Extrato em tempo real: permite identificar rapidamente uma movimentação não reconhecida
  • Notificações push: informam sobre transações realizadas
  • Histórico de acessos: ajuda a verificar quando e de onde a conta foi acessada
  • Limites personalizados: podem reduzir a exposição financeira em operações do cotidiano
  • Alertas e bloqueios automáticos: sistemas antifraude podem restringir operações ou dispositivos diante de comportamentos considerados suspeitos

Em determinadas situações, os limites podem ser zerados automaticamente quando o sistema identifica uma tentativa de transação associada a um destinatário de risco. Segundo as orientações fornecidas pelo Inter, esses limites podem ser restabelecidos automaticamente após 24 horas ou mediante um fluxo de atualização de segurança disponível no aplicativo.

Por que manter limites baixos pode aumentar a segurança

Um limite elevado que raramente é utilizado amplia desnecessariamente a exposição da conta. Por isso, uma estratégia recomendada é manter limites compatíveis com os gastos habituais e realizar ajustes temporários quando uma transação maior for realmente necessária. A ideia não é impedir o uso da conta, mas criar uma barreira adicional caso um terceiro consiga acessar o dispositivo ou as credenciais.

O que fazer quando o celular é perdido ou roubado

Em caso de perda ou roubo do aparelho, a orientação é agir imediatamente: comunicar o Inter, bloquear o acesso e registrar a ocorrência. Medidas preventivas, como cadastrar o aparelho no Celular Seguro e ativar os mecanismos de proteção nativos do smartphone, também são recomendadas. Antes de qualquer incidente, o cliente pode tomar algumas medidas:

  • Cadastrar o celular no Celular Seguro, serviço gratuito do Governo Federal que permite solicitar bloqueios relacionados ao aparelho em caso de furto ou roubo
  • Ativar os recursos de segurança do Android ou iOS disponíveis no próprio dispositivo
  • Nunca armazenar senhas no celular, seja em bloco de notas, mensagens, fotos ou aplicativos sem proteção adequada
  • Manter limites de transação compatíveis com a rotina
  • Habilitar as camadas adicionais da Central de Segurança

Se o aparelho for perdido ou roubado, a recomendação do Inter é comunicar imediatamente o ocorrido pelo canal de atendimento da instituição. O registro permite bloquear o acesso à conta e iniciar a avaliação de segurança.

É possível recuperar o acesso após perda ou roubo de celular?

Sim. Nesse caso, é necessário realizar uma atualização de segurança que envolve:

  • Selfie com prova de vida
  • Foto de documento válido, como RG ou CNH
  • Validação de tokens enviados por SMS e e-mail
  • Alteração da senha
  • Cadastramento do novo dispositivo
  • Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência, detalhando o ocorrido

Hábitos que podem comprometer a segurança da conta

Mesmo com sistemas avançados de proteção, comportamentos inadequados podem aumentar a exposição do usuário. Entre os principais erros estão:

  • Deixar a senha anotada no próprio celular
  • Manter limites de transação no máximo sem necessidade
  • Não ativar recursos da Central de Segurança
  • Instalar o aplicativo em dispositivos não confiáveis
  • Ignorar alertas ou notificações de bloqueio
  • Permanecer conectado em dispositivos compartilhados
  • Utilizar redes Wi-Fi públicas sem proteção adequada
  • Clicar em links suspeitos
  • Baixar aplicativos fora das lojas oficiais

Uma revisão periódica dessas configurações ajuda a transformar a segurança em um processo contínuo, e não em uma medida tomada apenas depois que ocorre um problema.

Como fazer uma revisão completa da segurança da conta

O procedimento envolve as seguintes ações:

1. Central de Segurança

Verifique e habilite as camadas de proteção disponíveis, como biometria, geolocalização e Modo Vigilante.

2. Biometria

Confirme se o acesso por biometria está ativado no aplicativo e no próprio celular.

3. Senhas

Apague senhas armazenadas no aparelho e utilize um método seguro para gerenciá-las.

4. Limites

Revise os limites de Pix, transferências e demais operações e reduza aqueles que estiverem acima da necessidade cotidiana.

5. Chaves Pix

Entre em “Minhas Chaves” e confira se todas as chaves cadastradas continuam sendo necessárias.

6. Dados de contato

Mantenha telefone e e-mail atualizados para receber mecanismos de autenticação.

7. Dispositivo

Ative as ferramentas de segurança oferecidas pelo sistema operacional do celular.

8. Celular Seguro

Faça o cadastro preventivo do aparelho.

9. Monitoramento

Acompanhe notificações, extrato e histórico de acessos regularmente.

A segurança digital funciona melhor quando tecnologia e comportamento caminham juntos. Não existe uma configuração única capaz de eliminar todos os riscos, mas combinar autenticação, limites adequados, monitoramento e atenção aos sinais de fraude pode criar uma proteção significativamente mais robusta.

FAQ – Perguntas frequentes sobre segurança da conta Inter

Qual é a configuração mais importante para proteger a conta?

Não existe uma única configuração. A recomendação é combinar biometria, recursos da Central de Segurança, limites adequados, dados de contato atualizados e monitoramento das movimentações.

Devo deixar meu limite de Pix alto para facilitar o uso?

O ideal é manter o limite compatível com a rotina. Quando houver necessidade de uma transferência maior, o limite pode ser ajustado conforme os procedimentos de segurança aplicáveis.

O que é o Modo Vigilante do Inter?

É uma das camadas de proteção disponibilizadas na Central de Segurança para reforçar a proteção da conta.

Para que serve a geolocalização no aplicativo?

Quando autorizada pelo cliente, a localização pode ser utilizada na avaliação de risco das transações e, em determinadas situações, como fator adicional de autenticação.

O que é o I-Safe?

É um mecanismo de geração de códigos de autenticação dentro do aplicativo, utilizado em situações como acesso ao Internet Banking, validação por QR Code e determinadas transações de maior valor.

O que fazer se meu celular for roubado?

Comunique imediatamente o Inter pelos canais oficiais de atendimento, para que o acesso à conta seja bloqueado e o dispositivo seja submetido aos procedimentos de segurança. Também é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência e utilizar o Celular Seguro.

É seguro salvar a senha do banco no celular?

Não é recomendável deixar a senha anotada em bloco de notas, mensagens, fotos ou outros locais sem proteção adequada. O ideal é utilizar um método seguro de gerenciamento de credenciais.

Como saber se houve uma movimentação suspeita na conta?

Extrato em tempo real, notificações e histórico de acessos ajudam a identificar rapidamente operações ou acessos que não reconhece.

A inteligência artificial é usada para prevenir fraudes?

Sim. Segundo Newton Marques Junior, o Inter utiliza dezenas de modelos de Machine Learning para avaliar o risco das transações em tempo real e identificar comportamentos fora do padrão.

Qual é o melhor momento para revisar as configurações de segurança?

A revisão pode ser feita agora e repetida periodicamente, especialmente depois de trocar de celular, alterar dados cadastrais, perceber uma movimentação incomum ou mudar significativamente o padrão de uso da conta.

  •  

Margem de lucro de empresas brasileiras varia de 13% a 33% do faturamento

O faturamento das empresas brasileiras não significa a mesma coisa que margem de lucro. Um levantamento da Conta Azul identificou que, dependendo do modelo de negócio, a parcela que efetivamente sobra ao descontar custos e impostos fica entre 33,8% e 13,4% do faturamento inicial.

Os dados foram compilados para o Índice Quanto Sobra 2026, por meio da comparação de seis tipos de operação a partir de dados públicos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da legislação do Simples Nacional.

Em valores, se o faturamento mensal for de R$ 35 mil, isso significa que a sobra estimada varia entre R$ 11.831 e R$ 4.682 ao mês.

O índice considera “sobra” o resultado que permanece na empresa depois do pagamento de fornecedores, funcionários, impostos, custos operacionais e retirada do dono.

Entre as operações analisadas, o serviço recorrente, como os escritórios de contabilidade, software house, consultoria em gestão e escola de idiomas apresentam a maior sobra proporcional (33,8%).

Enquanto isso, o comércio B2C, como os mercadinhos, padarias, farmácia, loja de roupas, restaurante, bar e lanchonete, tem o menor valor proporcional (13,4%).

No meio do caminho estão:

  • avulso de obra (construtora, empreiteira de infraestrutura, instalações elétricas e hidráulicas e acabamento), com 21,7%;
  • indústria (fábrica de móveis, confecção, metalúrgica pequena, fábrica de alimentos e gráfica), com 21%;
  • serviço avulso de conserto (oficina mecânica, assistência técnica de celular e informática e conserto de eletrodomésticos), com 18,4%;
  • e comércio B2B/atacado (distribuidora de bebidas, atacadista de alimentos e distribuidora de autopeças), com 18,2%.

Ainda, do grupo que menos consegue reter o faturamento no final do mês, 20% dos bares e restaurantes do país operam em prejuízo, 37% empatam e 42% estão no lucro, de acordo com amostra coletada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

De acordo com o índice da Conta Azul, parte desse resultado estaria atribuída à própria estrutura da operação.

No mesmo cenário de um negócio que fature R$ 35 mil, o Simples Nacional – o regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido para micro e pequenas empresas, criado no país pela Lei Complementar 123/2006 – equivale entre 6,2% e 9,3% do faturamento.

Já o custo de operar – que inclui mercadorias, folha, encargos e estrutura – varia de 56,9% a 80,4%. Assim, o índice mostra que o imposto não é irrelevante na conta, mas sim o que mais aperta o pequeno negócio: a operação. 

Nesse mesmo contexto, o índice ainda revelou que aumentar o faturamento também não significa, necessariamente, aumentar a quantidade que sobra depois dos custos.

Na metodologia utilizada, o percentual de sobra diminui gradualmente conforme a receita aumenta, em razão principalmente da progressividade do Simples Nacional.

No serviço recorrente, a sobra estimada passa de 35% nas menores faixas de faturamento para 30,9% na faixa de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais. No varejo, varia de 13,7% para 12,6%.

Veja o raio-x dos MEIs no Brasil

 

  •  

Por que aéreas low cost decolaram na Europa e não nos EUA?

No topo de um dos sites europeus da Ryanair, lê-se “voe A PARTIR DE 24,99 euros”.

A companhia aérea irlandesa é uma das transportadoras de baixo custo mais lucrativas do mundo, com uma malha que cobre toda a Europa. O sucesso está no compromisso com seu modelo de negócios, que reduz os custos operacionais ao mínimo enquanto cobra dos passageiros por tudo.

Os viajantes pagam por bagagem, reserva de assento, check-in presencial ou pelo uso de cartão de crédito. A Ryanair chegou a cogitar cobrar pelo uso do banheiro ou eliminar os assentos para que os passageiros viajassem em pé, embora nenhuma das ideias tenha saído do papel.

O modelo de negócios das companhias de baixo custo domina os voos de curta distância na Europa, respondendo, segundo analistas, por mais de 40% dos assentos disponíveis. Muitos passageiros já se acostumaram a voar sem regalias, pagando por cada serviço adicional além do assento.

No ano passado, a Ryanair transportou mais de 200 milhões de passageiros. A companhia de baixo custo inglesa easyJet transportou quase 100 milhões de passageiros, a húngara Wizz Air quase 70 milhões e a espanhola Vueling carregou 38 milhões.

No entanto, esse mesmo modelo de negócios tem tido dificuldade em se consolidar nos Estados Unidos. A maior companhia aérea de baixo custo norte-americana, a Frontier, transportou apenas 33 milhões de passageiros no mesmo período.

Parte disso é cultural — os norte-americanos têm menor tolerância a serviços básicos e não gostam de pagar por extras nos voos. Mas há também razões geográficas, como distâncias mais curtas entre os voos; além de razões econômicas, como pressões inflacionárias e aumento das tarifas aéreas.

As companhias de baixo custo operam de forma diferente na Europa

A Ryanair tem um balanço financeiro sólido, registrando crescimento no número de passageiros a cada trimestre ao longo do último ano.

Mas esse sucesso levou “30 anos de tomada de decisões, em que o custo operacional é o principal fator”, segundo Mike Arnot, consultor do setor aéreo.

O modelo das companhias de baixo custo, disse ele, é construído em torno da eliminação do maior número possível de despesas na operação de uma companhia aérea, como operar com um único tipo de aeronave, minimizar os custos de manutenção ou usar escadas em vez de pontes de embarque para economizar nas taxas aeroportuárias.

Garth Lund, que atuou em cargos de liderança no grupo de companhias aéreas de baixo custo Wizz Air por quase oito anos, afirmou que as aéreas de baixo custo europeias são “inabaláveis em seu compromisso com os custos baixos”.

“Elas realmente se mantiveram fiéis ao modelo de negócios original e não se deixaram distrair, e como resultado, preservaram sua estrutura de custos melhor do que as aéreas americanas fizeram”, disse Lund.

Um exemplo, segundo ele, é que as companhias aéreas europeias elaboram os horários de voo de forma que as tripulações não precisem pernoitar em cidades fora de casa, economizando custos com hotéis.

Ele também aponta para as horas que as tripulações das companhias aéreas podem trabalhar. Na Europa, há menos sindicatos que limitam os turnos.

“Essa eficiência tem um grande efeito cascata na estrutura de custos”, disse Lund.

Os aeroportos europeus são diferentes

Alguns aeroportos na Europa foram projetados para manter as companhias aéreas de baixo custo operando com rapidez e a preços acessíveis.

“Na Europa, os aeroportos hoje em dia são realmente projetados para as companhias aéreas de baixo custo”, disse Lund.

Compare, por exemplo, os tempos de rotatividade, ou seja, quanto tempo leva para desembarcar os passageiros, realizar a manutenção de uma aeronave e carregá-la para a próxima partida. Quanto mais tempo leva, menos voos uma aeronave consegue realizar em um dia e menos dinheiro a companhia aérea arrecada.

Os aeroportos norte-americanos podem registrar de 45 minutos a uma hora. Muitos aeroportos europeus chegam de 25 a 30 minutos, afirmou ele.

Isso ocorre porque o embarque na Europa pode acontecer pela parte dianteira e traseira da aeronave, dependendo do aeroporto, e nem sempre utiliza pontes de embarque como a maioria das companhias norte-americanas faz.

Na Europa, também há muitos aeroportos secundários em grandes cidades. Isso torna mais fácil – e mais barato – de abrir novas rotas.

Por exemplo, o Aeroporto Internacional de Munique é um grande hub para a Alemanha, mas uma alternativa de baixo custo fica a pouco mais de uma hora de distância, no Aeroporto de Memmingen. A Wizz Air e a Ryanair operam por lá em vez de voar diretamente para Munique.

O Aeroporto de Heathrow, em Londres, também tem alternativas populares entre as companhias de baixo custo: o London Stansted e o London Luton Airport.

“Na Europa, os aeroportos secundários tornaram-se aeroportos bastante grandes por si mesmos”, disse Lund.

Aeroportos secundários também existem nos EUA, como o Dallas Love Field, próximo ao Aeroporto Internacional DFW, ou o Aeroporto Chicago-Midway, que é menor em relação ao O’Hare International Airport de Chicago.

No entanto, nem sempre há múltiplas opções como na Europa, e muitos desses aeroportos secundários são dominados por companhias como a Southwest.

Poucas companhias aéreas de baixas tarifas sobrevivem nos EUA

As companhias aéreas de baixo custo norte-americanas não encontraram o mesmo sucesso que as europeias.

Isso se deve em parte ao fato de os consumidores dos EUA terem dificuldade em distinguir entre baixos custos e baixas tarifas, disse Arnot. Eles presumem que “baixo custo” se refere ao preço da passagem, mas na verdade trata-se de manter os custos operacionais baixos.

Às vezes, as companhias aéreas de baixo custo realmente oferecem as tarifas mais baratas. Mas se essas tarifas baixas não superarem a base de custos no médio prazo, as companhias irão à falência, disse ele.

“Poucas companhias aéreas de baixas tarifas sobreviveram, mas há bons exemplos de companhias de baixo custo que prosperaram”, disse Arnot.

“Especialmente na ponta do mercado de baixo custo e baixas tarifas, a demanda é altamente elástica, que é uma palavra sofisticada do marketing para dizer que os consumidores podem pegar o ônibus, ou simplesmente não viajar, se a tarifa não for o que desejam pagar.”

E como as companhias aéreas de desconto dos EUA atendem a viajantes de lazer sensíveis ao preço, elas têm mais dificuldade em aumentar as tarifas. Isso é difícil quando o aumento dos custos comprime suas margens já estreitas, como os preços crescentes do combustível relacionados ao conflito no Oriente Médio.

Southwest e JetBlue foram as principais companhias aéreas de baixo custo dos EUA. Mas a Southwest passou por anos turbulentos após uma campanha de um investidor ativista para aumentar a lucratividade. A JetBlue teve uma recuperação financeira lenta após os impactos da pandemia.

As duas companhias aéreas agora operam um modelo mais híbrido, entre uma companhia de baixo custo e uma companhia aérea tradicional.

A Spirit Airlines, uma das companhias aéreas ultralow-cost mais proeminentes dos EUA, entrou em colapso no início deste ano. Ela também estava no prejuízo desde a pandemia, declarando falência duas vezes antes de o aumento nos preços do combustível de aviação neste ano frustrar seu plano de sair de sua recuperação mais recente.

Hoje, cinco companhias aéreas de baixo custo permanecem nos EUA: Frontier, Allegiant Air, Breeze Airways, Sun Country Airlines e Avelo Air.

As companhias aéreas tradicionais norte-americanas experimentaram o modelo de baixo custo, com a Delta Air Lines lançando a Song em 2003 e a United criando a Ted em 2004.

Ambas as companhias não conseguiram se consolidar e foram encerradas poucos anos depois, quando os preços do combustível dispararam. Mas as empresas-mãe adotaram algumas lições dessas experiências, como tempos de rotatividade mais rápidos.

Europeus gostam das companhias aéreas de baixo custo; norte-americanos fazem piadas sobre elas

Os europeus também não associam uma imagem negativa às companhias aéreas de baixo custo, dizem os analistas, enquanto os norte-americanos frequentemente esperam que elas sejam de baixa qualidade ou ofereçam um mau atendimento ao cliente.

“Nos EUA, tenho a sensação de que há quase um estigma associado a voar com uma companhia aérea de baixo custo, então a Spirit era famosamente alvo de muitas piadas”, disse Lund.

Esse é muito menos o caso na Europa, disse ele, onde os passageiros podem estar voando na classe executiva da British Airways em uma semana e, na seguinte, não hesitar em pegar um assento de classe econômica na easyJet.

O colapso da Spirit também ensinou às companhias aéreas tradicionais norte-americanas, como a Delta e a United, como se defender das companhias de baixo custo, de acordo com Shye Gilad, ex-comandante de aviação e professor de negócios da Georgetown University.

Isso inclui equiparar os preços das passagens ou oferecer promoções, além de introduzir tarifas de economia básica que concorrem diretamente com as companhias aéreas de baixo custo.

“Elas se baseavam nas tarifas mais baixas possíveis e, claro, nos poucos serviços associados a isso”, disse Gilad. “Mas acho que o contraste era mais acentuado porque elas frequentemente competem diretamente com as grandes companhias aéreas tradicionais, o que gera um contraste bastante grande.”

América do Sul lidera com rotas aéreas mais turbulentas no mundo

  •  

Consultora Bain prevê contratar quase 50 pessoas em Portugal até ao final de 2027


A consultora internacional Bain & Company pretende contratar quase 50 pessoas para o escritório de Lisboa, para atingir os 150 trabalhadores em Portugal, até ao final do próximo ano. A empresa de assessoria estratégica a organizações e fundos de investimento tem como objetivo crescer de forma transversal em todos os departamentos, da consultoria à tecnologia.

Especializada em fusões e aquisições, transformação digital e sustentabilidade, a consultora norte-americana conta neste momento com pouco mais de uma centena colaboradores em Portugal, onde está presente desde 2022.

O objetivo do recrutamento é “continuar a servir empresas que operam nos principais setores económicos, assim como de continuar a fazer crescer o negócio a um ritmo de duplo dígito”, disse fonte oficial da Bain & Company ao ECO. As áreas que precisam de reforços são consultoria, conhecimento e desenvolvimento de metodologias, serviços globais ao negócio, inteligência artificial (IA) e analítica e perceções do consumidor (consumer insights).

O movimento surge na sequência da inauguração do novo escritório na capital portuguesa, mais precisamente no Príncipe Real. Este verão, a empresa decidiu reunir, num mesmo espaço, a atividade de consultoria e as equipas dedicadas às outras funções mais digitais e de análise de dados, que também trabalham para outros mercados globais. A sede lisboeta da Bain instalou-se no empreendimento Anjos Urban Palace e conta com cerca de 2.000 metros quadrados distribuídos por quatro pisos e capacidade para até 250 pessoas.

“O novo escritório e o polo de competências avançadas assinalam uma nova fase do compromisso da Bain com Portugal, com mais escala e maior amplitude de capacidades. Reunimos hoje, sob o mesmo teto, diferentes valências da Bain, desde a consultoria às equipas de conhecimento, serviços globais e IA, numa operação em Lisboa cada vez mais preparada para responder ao mercado nacional e contribuir para clientes e equipas da Bain em todo o mundo”, disse o sócio Álvaro Pires, aquando da inauguração oficial em setembro.


O sócio Francisco Montenegro explicou que Portugal superou as expectativas iniciais. “No primeiro ano, atingimos mais de 50% do plano projetado para 2028, um resultado que demonstra a robustez da nossa operação e o impacto que a Bain já está a ter no mercado. Estamos agora numa fase de crescimento acelerado, em equipa, volume de negócio e impacto junto dos clientes, que marca uma nova etapa da presença da Bain em Portugal”, referiu.

Em entrevista ao jornal espanhol Expansión, divulgada na semana passada, o presidente global da Bain & Company confirmou que o negócio na Península Ibérica estava a crescer a um ritmo superior. “Globalmente, a nossa previsão para este ano é de um aumento de 12% no número de colaboradores, devido ao crescimento do negócio. Em Espanha e em Portugal, aumentaremos o pessoal em mais de 20%, em linha com as vendas”, revelou Manny Maceda, quando questionado sobre os receios de vagas de despedimentos no setor da consultoria devido à IA.

  •  

Allende el Planeta

A la medianoche del 15 de octubre de 2026, mientras los reyes Felipe y Letizia le entregaban un trofeo en forma de globo terráqueo y un cheque de un millón de euros ante 4.000 invitados puestos en pie aplaudiéndola durante 10 minutos, los editores de Penguin Random House se enteraban de que Isabel Allende, la reina madre de su catálogo, les dejaba por otra. Por Planeta, concretamente, el gigante de la competencia, a cuyo celebérrimo premio se había presentado Allende anónimamente sin decirles ni media, junto a otros 1.423 escritores, y que, gracias al prodigioso olfato del jurado, había ganado de calle. Acababa así, por las bravas, una relación profesional, y personal, de 44 años que comenzó con la publicación, en 1982, del superventas mundial La casa de los espíritus y siguió con otras 30 obras siempre rentables para todos. Hasta aquí, una de tantas historias de cuernos profesionales, y personales, en los que el cornudo es el último en enterarse. Pero, más allá de guerras editoriales y cálculos de mercado, me interesan las razones íntimas por las que Allende, una mujer de 84 años con la vida resuelta y los suculentos dividendos de sus libros engordándole las arcas cada fin de año, da semejante campanazo. Se me dirá que por dinero, claro, que nunca es suficiente. Por el millón del premio, multiplicado por tres o cuatro, más los derechos del siguiente libro, más equis prebendas, porque cuando se ficha a una grande, se suele fichar el lote, como cuando la muy fina revista ¡Hola! contrata desde la pedida de mano, la boda, la luna de miel, el embarazo, el bautizo y hasta el divorcio de una pareja de famosos, que ahora se divorcian hasta en las mejores familias. Poderosas razones que, sospecho, no explican del todo el volantazo de la chilena.

Seguir leyendo

© Alejandro García (EFE)

Los reyes Felipe y Letizia aplauden a Isabel Allende, tras ganar el Premio Planeta.
  •  

Perdão dos MEI entra para a lista de setores que governo perdoa multas e concede prazos para pagamento parcelado

O presidente Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (21) a lei complementar aprovada em tempo recorde pelo Congresso na semana passada que amplia o enquadramento e perdoa dívidas dos Microempreendedores Individuais (MEIs).

O governo está abrindo mão de R$ 12 bilhões em dívidas dos MEIs, mas ampliou o limite de faturamento, possibilitando esse regime mais benéfico para mais microempreendedores. A sanção do presidente acontece a quatro dias da eleição.

Aumentar voto

A medida tem potencial de conquistar o voto do MEI que tenderia a votar em Flávio Bolsonaro por acreditar que empreender é mais lucrativo do que permanecer trabalhando de carteira assinada.

Ou que simplesmente foi excluído do mercado de trabalho formal, seja por etarismo, falta de adaptação aos novos processos de trabalho no chão de fábrica e de loja ou porque não quer mais trabalhar numa empresa que lhe pague apenas três salários mínimos e o obrigue a perder duas a três horas num ônibus para chegar ao local de trabalho.

Perdoar a dívida

Tecnicamente, a decisão de perdoar a dívida dos MEIs inadimplentes tem um custo fiscal. Mas é aceita pela Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN), que vem recebendo milhões de CNPJs de MEIs inadimplentes que têm baixíssima probabilidade de pagar os débitos acumulados. Processar esse estoque de dívidas pequenas exige trabalho de auditores que poderiam estar cuidando de devedores de grande porte.

Entretanto, a questão da contribuição do MEI em algum momento terá que ser revista, pois ela parte de dois princípios contraditórios fiscalmente. O contribuinte é devedor da parcela que em 2026 varia entre R$ 82,05 e R$ 87,05, calculada com base no salário mínimo de R$ 1.621,00, independentemente de ter faturamento ou não no mês de competência.

Divulgação
LULA SANCIONA O PERDOA DOS DEBITOS DO MEI. - Divulgação

Carteira assinada

Depois, ele paga uma contribuição ao INSS que é apenas 5% sobre o salário mínimo, enquanto um trabalhador de carteira assinada que ganha um salário mínimo paga 7,5%, o que corresponde a R$ 121,58. Porém, o INSS, além desse valor, recebe R$ 324,20, que correspondem à parte patronal de 20%. Ou seja, o INSS recebe R$ 82,05 como contribuição do MEI quando recebe R$ 445,78 de um empregado de carteira assinada e recebe um salário mínimo.

Aposentadoria

Para fins de aposentadoria, hoje no Brasil é melhor ser MEI e pagar a contribuição mensal de R$82,05 ao INSS do que pagar R$121,58 como empregado com carteira e no futuro receber o mesmo valor da aposentadoria.

O problema é que, para o INSS receber a parcela da previdência incluída na contribuição do MEI, é um problema futuro contratado, pois são mais de R$ 12 milhões de inscritos. Porque o valor recebido não vai gerar receita para pagar o salário mínimo como o do empregado numa empresa formal.

Apoio do Congresso

Entretanto, a proposta aprovada pelo Congresso na semana passada veio dentro de uma série de medidas com o intuito de alavancar sua popularidade. No fundo, quando o governo perdoa o débito, por que o MEI deveria pagar regularmente sua parcela mensal de R$82,05 mesmo quando não tem faturamento?

Porém, o que pouca gente sabe é que o benefício do MEI também é uma renúncia fiscal. Este ano, por exemplo, o programa custará R$ 11,2 bilhões em gastos tributários. Ou seja, o perdão de Lula aos MEIs corresponde a um ano de renúncia fiscal que o governo já concede a quem está nessa categoria.

Perdão de dívidas

Além disso, o Brasil tem uma longa história com o perdão de dívidas tributárias. O prazo de validade do Refis (Programa de Recuperação Fiscal), que prevê regularização de dívidas de impostos com abatimentos, nunca se esgota.

Um desses programas chegou este ano ao FGTS, cujas empresas que não pagaram os 8% sobre os salários de seus empregados estão tendo um conjunto de benefícios que lhes permite pagar apenas o principal do débito. Assim como o perdão do MEI, isso nunca tinha acontecido.

Receita bruta

No caso do MEI em 2027, o limite da receita bruta anual agora será de R$ 110 mil, e em 2028, R$ 140 mil, o que, ano que vem, dá um faturamento mensal de R$ 9.166,67 e de R$ 11.666 em 2028.

Medidas como essas podem ajudar no discurso de estimular o empreendedorismo, que faz tanto sucesso no discurso de dezenas de organizações de apoio ao pequeno empreendedor, que, na maioria dos casos, criam um CNPJ sem buscar muitas informações sobre o negócio. Eles acabam aumentando a taxa de insucesso (mortalidade) dos Microempreendedores Individuais (MEIs), que é de 29% após cinco anos de atividade, de acordo com estudos estruturados pelo Sebrae.

Não falta mais

Entretanto, talvez o maior problema que o governo criou seja que, mesmo sendo MEI, não vale a pena pagar a contribuição em dia. O MEI era a única categoria que até agora não tinha sido beneficiada com um REFIS que a Receita Federal e a PGFN oferecem tradicionalmente. Agora não falta mais.

DIVULGAÇÃO
BRASIL JA TEM 20 AREAS ONDE PODERÃO SER INSTALADAS USINA SOFF SHORE.jpg - DIVULGAÇÃO

Geração offshore

Após um processo que reuniu cerca de 400 contribuições de 41 instituições, que subsidiaram o aperfeiçoamento do documento antes da publicação da versão final, em julho de 2026 a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) desenvolveu uma metodologia para orientar a seleção de áreas marítimas que poderão ser ofertadas para empreendimentos de geração eólica offshore, considerando aspectos técnicos, ambientais, sociais e econômicos.

O avanço dos estudos sobre os recursos disponíveis no mar também contribui para aprimorar o conhecimento sobre as condições de geração no país. Em nota técnica publicada em agosto de 2026, a EPE identificou 20 regiões com características semelhantes de vento e três áreas de destaque (hotspots) ao longo da costa brasileira, com base nas maiores velocidades médias observadas.

Projetos de geração

A metodologia da EPE foi elaborada para subsidiar tecnicamente o poder concedente na definição das áreas que poderão ser ofertadas para projetos de geração eólica offshore. O trabalho está relacionado à Lei nº 15.097/2025, que estabelece regras para o aproveitamento do potencial energético offshore no Brasil.

Para a região Nordeste, observa-se que há um consenso nos resultados de que a região do litoral norte dos estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte apresenta as velocidades médias mais elevadas. O litoral norte do estado do Rio Grande do Norte recebe destaque nas três bases, apresentando pontos de velocidade média acima de 8,5 m/s. Velocidades entre 7,5 m/s e 10,0 m/s. As maiores velocidades ocorrem entre 40 km e 90 km da costa do RN.

Investimento

Os investimentos da Neoenergia Pernambuco somaram R$ 1,2 bilhão nos nove primeiros meses de 2026, com a maior parte dos recursos direcionada à expansão da rede elétrica em todas as regiões do Estado. O valor faz parte do plano de R$ 9,7 bilhões em investimentos até 2030, anunciados pela empresa no primeiro semestre deste ano.

Limpeza informal

A informalidade está presente na compra de produtos de limpeza de 22,1% das empresas e 16,2% dos lares brasileiros, segundo a Pesquisa de Informalidade 2026, realizada pela ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional, por meio da Mosaiclab. Em ambos os públicos, apenas 2% compram exclusivamente por canais informais, o que mostra que esse mercado convive, na maior parte dos casos, com as compras realizadas em canais regulares.

Oferta MRV

Durante o mês de outubro, a MRV lança uma condição especial de pagamento para quem deseja comprar um imóvel, com a primeira parcela a ser paga somente depois do carnaval. Há apartamentos disponíveis em Recife e Paulista.

Uma análise da companhia realizada com 1.380 consumidores que adquiriram unidades entre julho e agosto deste ano revelou que, entre os atributos considerados na escolha do imóvel, a localização aparece em primeiro lugar, citada por 41% dos entrevistados. Na sequência estão a facilidade de pagamento, com 20%, e o atendimento do corretor, com 14%.

Turismo e economia

A Luck Receptivo aposta na conexão entre turismo e comércio local com o lançamento de um Clube de Benefícios, inicialmente em Pernambuco. A iniciativa reúne restaurantes, lojas, atrações e serviços parceiros, oferecendo vantagens aos turistas e criando um novo canal de divulgação para negócios da região. O projeto integra a estratégia da empresa de ampliar sua atuação com produtos digitais e fortalecer a cadeia econômica do turismo.

Formação contabil

O empresário Danilo Mandarino, sócio-fundador da Methodus Contabilidade, estará à frente de um curso de Finanças e Controladoria, com início no dia 24 de outubro, no Recife. Mandarino abordará questões relacionadas à gestão financeira das empresas, incluindo fluxo de caixa, endividamento, análise de resultados e investimentos.

Grupo Essential

O mercado funerário brasileiro, setor bilionário de forte impacto no orçamento familiar, avança na digitalização para oferecer maior previsibilidade financeira ao consumidor. De olho nessa transição, o Grupo Essential, empresa pernambucana com mais de 20 anos de atuação, lança a U+ Seguro, focada na contratação 100% digital e desburocratizada de assistência. O grupo projeta alcançar 15 mil vidas cobertas até 2027 e prevê um crescimento anual de 30% nas vendas a partir de 2028.

 

© Divulgação

Lula sanciona o perdão do MEI e aumento de faturamento como ação de campanha nas eleições.
  •  

Getty Images busca fechar capital em acordo de falência apoiado pela Koch

A Getty Images entrou com pedido de falência no capítulo 11 nesta quarta-feira (21) com um plano de reestruturação de dívida que tornaria a empresa de mídia visual privada.

Sob o plano de reorganização pré-estabelecido, a família Getty e afiliados da Koch Equity Development assumiriam a propriedade total da empresa por meio de um investimento de capital de até US$ 533 milhões, disse a Getty em um comunicado à imprensa. Os acionistas existentes seriam eliminados.

A Getty, que espera continuar operando durante a falência, garantiu até US$ 143 milhões em financiamento de uma afiliada da Koch para ajudar com o processo de falência. Espera-se que a reestruturação seja concluída até o final do ano.

A falência segue o colapso da planejada fusão de US$ 3,7 bilhões da Getty com a rival Shutterstock, um acordo projetado para reduzir custos e desalavancar. A Getty abandonou o plano depois que um regulador do Reino Unido condicionou a venda à Shutterstock vender seu negócio editorial.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

  •  

Justiça rejeita ação do MPT contra Uber sobre pontos de apoio a motoristas

A 64ª Vara do Trabalho de São Paulo julgou improcedentes os pedidos apresentados pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) em ação civil contra a Uber relacionada à disponibilização de pontos de apoio aos motoristas, segundo decisão de terça-feira (20).

Na ação, o Ministério Público buscava obrigar a plataforma a disponibilizar pontos de apoio aos motoristas em todo o Brasil, com instalações sanitárias, água potável e espaços adequados para espera, repouso e alimentação. Além disso, o órgão solicitou o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.

A avaliação da Justiça é de que o processo não tratava do reconhecimento de vínculo empregatício, mas da garantia de condições adequadas de saúde, higiene e segurança aos motoristas, deliberou a juíza do Trabalho substituta Camila Ascenção Queiroz Freitas.

A decisão, contudo, entendeu que as Normas Regulamentadoras são aplicáveis a outras relações jurídicas quando houver previsão legal expressa, não sendo possível estender suas obrigações aos motoristas de aplicativos por analogia.

A sentença também considerou que a implementação de medidas de proteção exige a definição das responsabilidades do poder público, das plataformas e de outros agentes envolvidos.

Entre os fundamentos apresentados, a juíza abordou a existência de iniciativas nos âmbitos legislativo e municipal, além de parcerias para a criação de pontos de apoio.

A magistrada também avaliou que a imposição de obrigações exclusivamente à Uber poderia gerar desequilíbrio concorrencial. Ressaltou, ainda, as diferenças regionais que dificultariam a adoção de uma solução única em âmbito nacional.

Com base nesse entendimento, foi afastada a indenização por danos morais coletivos, uma vez que a juíza concluiu que não houve conduta omissiva por parte da empresa nem responsabilidade que justificasse a reparação.

A sentença também não afastou a necessidade de proteção aos motoristas colaboradores, mas concluiu que as medidas solicitadas não poderiam ser impostas à plataforma nos termos apresentados pelo MPT.

SP: Entenda treta sobre serviço de mototáxi entre Justiça, 99 e Uber

 

  •  

Meta tem lucro de US$ 9,86 bi no 3° tri, avanço de 264%

A Meta obteve um lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 264% em relação ao mesmo período do ano passado, com o lucro ajustado por ação em US$ 3,83, abaixo da projeção dos analistas da FactSet de US$ 6,54.

A empresa afirmou que os lucros teriam sido de US$ 7,40 por ação, se não fosse por uma cobrança de quase US$ 10 bilhões resultante de um acordo legal multiestadual nos EUA, decorrente dos casos de dependência de adolescentes em redes sociais.

Já a receita da dona do Facebook foi de US$ 64,60 bilhões no período, acima da expectativa dos analistas de US$ 63,34 bilhões.

“Alcançamos marcos importantes neste trimestre em direção à entrega de superinteligência pessoal para todos – incluindo o lançamento do Muse e Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira”, disse o CEO Mark Zuckerberg em um comunicado à imprensa.

As despesas de capital (capex), incluindo os pagamentos de principal relativos a arrendamentos financeiros, totalizaram US$ 34,91 bilhões no terceiro trimestre.

A Meta afirmou que desembolsará entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em despesas de capital este ano, ante sua previsão anterior de capex de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões.

Para o trimestre atual, a Meta disse que espera vendas entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões. Antes dos resultados, os analistas estavam projetando US$ 73,65 bilhões em vendas no quarto trimestre.

A Meta também anunciou o estabelecimento de ações ordinárias Classe C, que se tornarão efetivas em janeiro e não afetarão o controle de voto do CEO Mark Zuckerberg.

Às 17h32 (de Brasília), as ações da Meta subiam 4,2% no after hours de Nova York.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

  •  

Tesla tem lucro de US$ 787 milhões no 3° trimestre, queda de 43,8%

A Tesla registrou lucro líquido de US$ 787 milhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 43,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,48, disse a empresa nesta quarta-feira (21) em comunicado.

A expectativa dos analistas consultados pela FactSet era de um lucro ajustado por ação de US$ 0,45.

O fluxo de caixa livre foi de US$ 1,53 bilhão no trimestre, ante número negativo no segundo trimestre, mesmo com a empresa citando investimentos em inteligência artificial (IA) e robótica para ganhar espaço nesses setores. Os gastos de capital mais que dobraram em relação ao ano anterior, chegando a US$ 4,73 bilhões.

A companhia também reportou US$ 28,05 bilhões em receita para o período, praticamente estável em relação ao terceiro trimestre do ano passado, e em linha com previsão dos analistas de US$ 28,05 bilhões.486.532

A Tesla ainda informou que vendeu veículos elétricos globalmente no terceiro trimestre, uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano passado – sua maior fonte de receita. Os modelos SUV Model Y e o sedã Model 3 registraram o maior número de vendas. Nos EUA, o Model Y foi, de longe, o veículo elétrico mais vendido nos EUA.

Às 17h48 (de Brasília), as ações da Tesla subiam 3,4% no after hours de Nova York.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

  •  

Shows do BTS podem mover mais de R$ 330 milhões em São Paulo, diz SPTuris

Os três shows do BTS em São Paulo podem movimentar mais de R$ 330 milhões na economia da capital paulista, segundo estimativa da SPTuris (São Paulo Turismo), empresa municipal de turismo e eventos, que considera a arrecadação com ingressos e os gastos dos visitantes na cidade.

As apresentações marcadas para os dias 28, 30 e 31 de outubro devem reunir um público total de 253,3 mil pessoas. Os ingressos se esgotaram em menos de 90 minutos durante a venda realizada em abril.

A receita bruta estimada com a venda de ingressos chega a quase R$ 260 milhões, afirma a SPTuris com base nos preços divulgados pela Ticketmaster para os diferentes setores do estádio.

A empresa calcula que cerca de 20% do público de shows e festivais internacionais seja formado por turistas. No caso do BTS, isso representa mais de 50 mil visitantes, com gasto médio estimado em R$ 1.500 por pessoa.

Com isso, a expectativa é de que os turistas movimentem mais R$ 75 milhões na cidade, principalmente nos setores de hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.

“Queremos que quem venha à cidade para assistir a um grande espetáculo possa descobrir novos roteiros, explorar a gastronomia, conhecer nossos atrativos e aproveitar a variedade de experiências que a capital oferece”, afirmou coronel Marcelo Salles, presidente da SPTuris.

A alta procura pelos shows também ficou evidente na venda de ingressos. Segundo a Ticketmaster, mais de 630 mil pessoas participaram do processo de compra, gerando uma demanda superior a 1,2 milhão de ingressos.

Turismo além dos shows

A passagem do BTS pela capital paulista também deve impulsionar o interesse por atrações ligadas à cultura sul-coreana.

Bairros como Bom Retiro e Liberdade concentram restaurantes, cafeterias e lojas especializadas em gastronomia e produtos coreanos, que podem fazer parte do roteiro dos fãs.

O fim de uma era: como Taylor Swift impulsionou economia dos EUA

 

  •  

IBM registra lucro de US$ 2,19 bilhões no 3° tri, alta de 26%

A IBM anunciou um lucro líquido de US$ 2,19 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma alta de 26% em comparação com o mesmo período no ano passado. Por ação, o lucro operacional diluído foi de US$ 2,95, acima dos US$ 2,85 esperados pela FactSet.

Nos três meses encerrados em 30 de setembro, a receita avançou 5% e chegou em US$ 17,1 bilhões, superando as expectativas de US$ 16,82 bilhões. A receita do setor de software subiu 8% no período, chegando em US$ 7,8 bilhões. Já na área de infraestrutura, o crescimento foi de 4%, em US$ 3,7 bilhões.

No relatório divulgado nesta quarta-feira (21), a IBM afirmou esperar um crescimento da receita na faixa de 4% a 5%, a câmbio constante, para o ano completo de 2026.

Além disso, o conselho de administração da empresa aprovou o pagamento de dividendos trimestrais em dinheiro no valor de US$ 1,69 por ação ordinária aos acionistas registrados em 10 de novembro de 2026.

Por volta das 17h58 (de Brasília), as ações da IBM avançavam 3,4%, em reação aos resultados.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Como montar uma carteira diversificada

Montar uma carteira diversificada é uma das estratégias utilizadas por investidores para reduzir a dependência do desempenho de uma única aplicação. Ao distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores e mercados, é possível combinar diferentes fontes de risco e retorno e construir uma estratégia mais adequada aos objetivos financeiros.

Diversificação, porém, não significa simplesmente acumular produtos. Uma carteira com muitos investimentos pode continuar concentrada se todos estiverem sujeitos aos mesmos fatores de risco. O ponto central é combinar ativos com características e comportamentos diferentes.

A definição dessa composição deve levar em conta fatores como perfil de risco, prazo e objetivos financeiros. Também é importante entender que uma carteira bem estruturada não precisa ser modificada sempre que a Bolsa, o câmbio ou os juros oscilarem.

O que é uma carteira de investimentos diversificada?

Para a gerente de Estratégia de Investimentos do Inter, Daniela Barreto, uma carteira diversificada é aquela que distribui o patrimônio entre diferentes investimentos de acordo com uma estratégia previamente definida. A ideia é evitar que o resultado financeiro dependa excessivamente de um único ativo, setor ou cenário econômico. A gerente pontua que a diversificação pode envolver diferentes classes de ativos:

  • Renda fixa: pode contribuir para previsibilidade, preservação de capital e objetivos de diferentes prazos
  • Renda variável: oferece maior potencial de valorização, mas também está sujeita a oscilações mais intensas
  • Fundos de investimento: permitem acesso a estratégias e mercados variados por meio de uma mesma estrutura
  • Investimentos internacionais: ampliam a diversificação geográfica e reduzem a dependência exclusiva da economia brasileira
  • Alternativas: podem ser consideradas conforme o perfil, o horizonte e os objetivos do investidor

O benefício da diversificação está na combinação de investimentos que não necessariamente reagem da mesma maneira aos movimentos do mercado. Quando um ativo tem desempenho negativo, outro pode sofrer impacto menor ou até apresentar resultado positivo. Nesse contexto, o investidor precisa observar quais riscos estão por trás de cada aplicação e como eles se relacionam.

Como definir a composição de uma carteira diversificada

Daniela Barreto observa que a alocação precisa ser compatível com a capacidade e a disposição do investidor de assumir riscos, além do prazo e da finalidade de cada recurso.

Um dos primeiros passos é separar os objetivos financeiros. Dinheiro destinado à reserva de emergência, por exemplo, possui necessidades diferentes daqueles recursos que serão utilizados para aposentadoria ou para um projeto de longo prazo. Também é importante considerar:

  • Perfil de risco: investidores conservadores, moderados e arrojados podem ter diferentes níveis de exposição a ativos voláteis
  • Horizonte de investimento: quanto mais distante estiver o objetivo, maior pode ser a capacidade de suportar oscilações, desde que isso seja compatível com o perfil
  • Objetivo financeiro: comprar um imóvel, formar uma reserva ou buscar crescimento patrimonial exige estratégias diferentes
  • Necessidade de liquidez: recursos que podem ser necessários no curto prazo não devem ser submetidos aos mesmos riscos de um investimento de longo prazo
  • Diversificação geográfica e setorial: distribuir os investimentos entre diferentes mercados pode diminuir a dependência de uma única economia ou segmento

A idade também pode influenciar a estratégia, mas não deve ser analisada isoladamente. Uma pessoa mais jovem pode ter um horizonte maior para determinados objetivos, enquanto alguém próximo de utilizar o patrimônio pode priorizar maior estabilidade. Em ambos os casos, perfil de risco, renda, patrimônio e metas precisam ser considerados em conjunto.

Quando é preciso mudar ou rebalancear a carteira?

Revisar uma carteira não significa trocar constantemente os investimentos. Uma estratégia pode permanecer praticamente igual durante longos períodos quando os objetivos e as condições que justificaram a alocação continuam válidos.

Uma revisão formal pode ser realizada semestralmente ou anualmente, além de ser antecipada quando ocorrer algum evento relevante. Entre os principais gatilhos estão:

  • Mudança no cenário econômico: alterações significativas em juros, inflação ou câmbio podem modificar as perspectivas de determinadas classes de ativos
  • Mudança de objetivo: a proximidade da compra de um imóvel ou da aposentadoria, por exemplo, pode exigir uma nova distribuição dos recursos
  • Alteração do horizonte: quanto mais próximo estiver o momento de utilizar o dinheiro, menor tende a ser a capacidade de suportar grandes oscilações
  • Desvio na participação dos ativos: uma forte valorização pode fazer determinado investimento ocupar uma parcela muito maior da carteira do que a planejada
  • Mudança no perfil de risco: circunstâncias financeiras e pessoais podem alterar a capacidade ou a disposição de assumir riscos

Nessas situações, uma das alternativas é o rebalanceamento. O processo consiste em ajustar os pesos dos investimentos para que a carteira volte, total ou parcialmente, à distribuição definida na estratégia.

Por exemplo, se a renda variável deveria representar 30% da carteira, mas uma forte valorização fez essa participação chegar a 40%, o investidor pode avaliar a necessidade de reduzir essa exposição e direcionar recursos para outras classes.

É preciso mudar os investimentos sempre que o mercado oscila?

Não. Oscilações de curto prazo, por si só, não são necessariamente motivo para modificar uma carteira. Um dos riscos para o investidor é tomar decisões impulsivas diante de quedas ou altas do mercado. Vender um ativo depois de uma desvalorização e recomprá-lo quando os preços já subiram pode transformar uma oscilação temporária em uma perda efetiva. Uma rotina de acompanhamento pode ser mais eficiente quando segue alguns princípios:

  • Definir previamente a alocação de acordo com objetivos e perfil
  • Acompanhar a participação de cada classe de ativo
  • Estabelecer critérios para o rebalanceamento
  • Revisar a estratégia diante de mudanças estruturais
  • Evitar alterações motivadas exclusivamente por notícias ou movimentos de curto prazo
  • Considerar o prazo de cada objetivo antes de aumentar ou reduzir a exposição ao risco

Plataformas digitais também podem facilitar o acompanhamento. O Super App Inter reúne alternativas de investimento para diferentes perfis e permite acompanhar os recursos em um mesmo ambiente. A ferramenta pode ajudar na visualização da carteira, mas a decisão sobre a alocação deve continuar baseada nos objetivos e no perfil de cada investidor.

FAQ – Perguntas frequentes sobre carteira diversificada de investimentos

O que significa ter uma carteira diversificada?

Significa distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores, estratégias ou regiões, buscando reduzir a dependência de uma única fonte de risco ou retorno.

Quantos investimentos são necessários para uma carteira ser diversificada?

Não existe um número ideal. O mais importante é analisar a exposição aos diferentes riscos. Muitos produtos semelhantes podem continuar formando uma carteira concentrada.

Como escolher a proporção entre renda fixa e renda variável?

A divisão deve considerar perfil de risco, objetivos, prazo, necessidade de liquidez e capacidade financeira. Não existe uma proporção única adequada para todos os investidores.

Com que frequência devo revisar minha carteira?

Uma revisão formal pode ser feita semestralmente ou anualmente. Também é recomendável reavaliar a estratégia diante de mudanças importantes nos objetivos, no perfil, no horizonte financeiro ou no cenário econômico.

Preciso mudar minha carteira quando a Selic muda?

Não necessariamente. A mudança dos juros altera as condições de diferentes investimentos, mas não significa que seja necessário fazer alterações bruscas. A decisão deve considerar a estratégia como um todo.

O que é rebalanceamento de carteira?

É o ajuste da participação dos investimentos para aproximar a carteira das proporções estabelecidas originalmente. Ele permite corrigir concentrações sem necessariamente abandonar a estratégia de longo prazo.

Investimentos internacionais ajudam a diversificar?

Sim. Ativos de outros países podem ampliar a diversificação geográfica e reduzir a dependência do desempenho da economia brasileira. A proporção adequada depende dos objetivos e do perfil do investidor.

Qual é um erro comum ao diversificar investimentos?

Um dos principais é confundir quantidade de produtos com diversificação. Outro é concentrar recursos em um ativo que teve bom desempenho recentemente ou alterar a carteira frequentemente por causa das oscilações de curto prazo.

  •  
❌