❌

Reading view

Um saxofone, uma vida, uma saudade

VTM

Em tempos, pertencera aos quadros da Banda de Mateus, sendo considerado um dos mais insignes saxofonistas que por ali passaram.

O seu regresso trazia consigo as saudades da terra, as memórias de outros tempos e, sobretudo, aquele talento musical que não conhece fronteiras nem se apaga com a distância. Para quem o conhecia, a sua presença representava o reencontro com um músico de reconhecidos méritos, alguém que deixara a sua marca no seio de uma coletividade que tanto contribuiu para a formação musical e cultural de tantos jovens da região.

Nesse dia, antes da procissão, eu, como Mestre da Banda, fui abordado pelo presidente da centenária coletividade, António Matos, que me perguntou se o António Claustro – como era conhecido – poderia tocar no concerto à noite. Confesso que fiquei surpreendido e hesitante na resposta. Afinal o músico não tinha participado em qualquer ensaio e como seria natural, a sua presença no concerto levantava-me algumas dúvidas.

Foi então que António Claustro olhou para mim. No seu olhar havia determinação, mas também uma emoção difícil de descrever. E, com uma firmeza que ainda hoje guardo na memória, disse-me:

– Não tenhas receio, porque a alma da música da nossa terra sempre me acompanhou.

E como duvidar de alguém que falava assim da música?

A noite chegaria, e com ela o momento de transformar aquelas palavras em arte.

Já no final, incapaz de esconder o que me ia na alma, dirigi-me ao grande músico para lhe agradecer a sua presença naquela noite inesquecível.

E então aconteceu o abraço.

Um abraço forte e apertado, um abraço carregado de sentimentos que dispensavam as palavras. Um abraço de emoção tão profundo que me fez lembrar uma mãe lavada em lágrimas de alegria ao receber um filho que julgava distante e perdido.

Abambres teria oportunidade de escutar um saxofonista cuja ligação à Banda de Mateus ultrapassava os limites de uma simples passagem pelos seus quadros. Era um daqueles músicos que transportava consigo o nome da sua terra, mesmo quando a vida os levava para longe.

Depois daquele concerto, não tive mais dúvidas: António Claudino – o nosso Claustro – era, sem dúvida, um dos mais prestigiados saxofonistas que passaram pela Banda de Mateus.

Aquele enorme artista deixou-nos naquela ocasião uma lição que vai muito para além da música: há paixões que permanecem connosco para toda a vida.

Há músicos que quando tocam, deixam um pouco da sua alma em cada um de nós.

António Claudino – Claustro – foi, para mim, um desses músicos inolvidáveis.

The post Um saxofone, uma vida, uma saudade appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

  •  

Rádio MEC transmite ao vivo concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás

Logo Agência Brasil

O novo concerto da temporada 2026 da Orquestra Filarmônica de Goiás é atração da Rádio MEC nesta quinta-feira (22), ao vivo, às 20h. Conduzido pelo maestro  Neil Thomson, diretor artístico da Filarmônica, e pelo regente convidado Jean Louis Steuerman, o espetáculo inédito da série “Natureza e Sons” ocorre no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia.

Como solistas, o concerto terá a participação de dois convidados de destaque no cenário erudito: o maestro e pianista Jean Louis Steuerman e o violinista Carmelo de Los Santos. O repertório escolhido transita por diferentes períodos históricos da música clássica.

Notícias relacionadas:

Apresentado por Pedro Pontes na Rádio MEC, o programa começa com o “Concerto para Piano nº 7”, de Johann Sebastian Bach, obra do período barroco originalmente composta para cravo e cordas. Depois, será apresentado o “Concerto para Violino e Orquestra”, do compositor brasileiro Ronaldo Miranda, peça contemporânea que explora novas sonoridades orquestrais. O repertório inclui ainda a “Sinfonia nº 4, Op. 98”, de Johannes Brahms, uma das principais obras do período romântico.

Com o tema “Natureza e Sons”, a temporada de 2026 da Orquestra Filarmônica de Goiás explora a vitalidade da natureza e como ela inspirou composições de diversas gerações e escolas musicais ao redor do mundo. As apresentações levam o público a se conectar com a humanidade e com o meio ambiente.

Sobre a orquestra 

Fundada em 2012, a Orquestra Filarmônica de Goiás é conhecida por sua versatilidade e excelência artística. Foi criada como instrumento de difusão de obras musicais, escritas especificamente para orquestra de câmara, formada por músicos da antiga Orquestra de Câmara Goyazes.

O grupo tem se destacado em apresentações tanto no Brasil quanto no exterior, sob o comando do britânico Neil Thomson, com um repertório que abrange desde o barroco até a música contemporânea. Seus projetos de gravação revelam um olhar diferente para o repertório, em especial o nacional: depois de gravar peças pouco ouvidas de Guerra-Peixe, a filarmônica se dedicou ao registro integral das sinfonias de Claudio Santoro.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como "A Rádio de Música Clássica do Brasil", a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

  •  

Grupo Dell’Acqua e Francisco Brazão no XXVI Concerto de Natal de Lagoa

A Igreja Matriz de Porches recebe no dia 6 de dezembro, pelas 17h00, o XXVI Concerto de Natal de Lagoa, com a atuação do grupo Dell’Acqua e a participação especial de Francisco Brazão, cuja entrada é gratuita.

Vigésima sexta edição do já tradicional Concerto de Natal de Lagoa. O projecto Dell’Acqua – Carla Pontes (soprano), Grace Borgan (flauta transversal) e Cristiana Silva (piano) – e o convidado especial Francisco Brazão (baixo-barítono) interpretam várias obras alusivas à quadra natalícia, num concerto que celebra o espírito do Natal na Igreja de Porches.

Uma organização da Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa, em parceria com o Município de Lagoa e a Junta de Freguesia de Porches, e com o apoio da Paróquia de Nossa Senhora da Encarnação. Concerto gratuito, de entrada livre, recomendado para maiores de 6 anos e limitado à lotação existente.

Apesar de ser um evento gratuito, qualquer donativo será bem-vindo para ajudar a paróquia e a associação Ideias do Levante.

O Concerto de Natal de Lagoa, promovido pela Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa, é já um clássico da quadra natalícia que traz o espírito de Natal até às famílias! Junte-se a nós na Igreja Matriz de Porches e comece a celebrar o Natal com este incrível concerto.

Sobre o projecto Dell’Acqua

O projecto Dell’Acqua reúne três intérpretes radicadas no Algarve. Carla Pontes (soprano), natural de Alfama, Lisboa, licenciou-se em ensino artístico e foi docente durante 16 anos, estudando canto com diversos professores em Portugal e no estrangeiro; conhecida sobretudo como cantora lírica no sul do país, traz na voz o fado, o rock, o pop e o lírico.

Grace Borgan (flauta transversal), natural dos EUA, estudou em Viena, em Cáceres e na Ouachita Baptist University, onde se licenciou em Música; venceu o Concurso Anual de Concertos de Ouachita (2006) e trabalhou com flautistas como James Galway.

Cristiana Silva (piano) estudou no Conservatório de Portimão e na Academia de Música de Lagos e licenciou-se em Piano na Escola Superior de Música de Lisboa, com Jorge Moyano; premiada em vários concursos, gravou para a Antena 2 com o Trio Flaugotiano.

  •  

Quarteto de Sopros da Orquestra do Algarve leva música clássica à Igreja Matriz de Pechão

No próximo dia 19 de setembro, às 19:00, a Igreja Matriz de Pechão recebe o Quarteto de Sopros da Orquestra do Algarve, num concerto integrado no programa comemorativo do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.


O espetáculo corresponde ao terceiro concerto do ciclo “APOS: Música Clássica no Território”, promovido no âmbito da parceria entre o Município de Olhão e a Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS), contando ainda com o apoio da Junta de Freguesia de Pechão.
Com o título “Clássicos ma non troppo”, o concerto propõe uma formação pouco habitual na música de câmara: o quarteto de sopros. Íntimo e simultaneamente versátil, este formato conheceu particular popularidade nas primeiras décadas do século XIX, período em que compositores como Gioacchino Rossini e Vincenzo Gambaro escreveram obras especificamente para esta formação.
O programa percorre diferentes épocas e universos musicais, reunindo obras de Rossini, Schubert, Gambaro e Daniel Dorff. Entre os momentos do concerto estará o andamento lento do célebre quarteto de cordas “A Morte e a Donzela”, de Franz Schubert, numa adaptação para esta formação de sopros.
A proposta musical chega ainda aos nossos dias através de Daniel Dorff, compositor norte-americano que, em 1990, escreveu um tango originalmente para quarteto de clarinetes. O sucesso da obra levou o compositor a criar mais de uma dúzia de versões para diferentes formações instrumentais, sendo apresentada nesta ocasião a sua 14.ª versão.
O Quarteto de Sopros da Orquestra do Algarve é composto por Joaquim Moita (fagote), Luís Miguel Garcia (flauta), Emídio Costa (clarinete) e Todd Sheldrick (trompa).
O concerto tem entrada livre, constituindo mais uma oportunidade para aproximar a música clássica de diferentes espaços e públicos do concelho de Olhão, levando a programação cultural para além dos espaços convencionais e valorizando, simultaneamente, o património local.

  •  
❌