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Resultados do trimestre testam resistência da rentabilidade das cotadas da bolsa


A Navigator arranca esta quinta-feira a época de divulgação dos resultados da bolsa lisboeta. Depois de um semestre histórico, que aponta para um novo ano de lucros recorde na bolsa, as cotadas do PSI mostram as contas de um trimestre marcado pela escalada dos preços dos combustíveis, que vai testar a capacidade das companhias portuguesas protegerem os lucros neste ambiente. Os analistas esperam que a energia e a banca continuem a destacar-se, enquanto as exportadoras poderão ser afetadas pelo clima de instabilidade internacional.

João Queiroz, head of trading do Banco Carregosa, destaca que esta época de apresentação de resultados será "particularmente relevante para aferir até que ponto as empresas portuguesas conseguiram preservar a rentabilidade num…

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Ativo do dia: Spacex descola mais de 12% em bolsa após resultados e possível fusão de 3,5 biliões


O ativo:

Ações da Space Exploration Technologies Corporation (SpaceX). A empresa de Elon Musk domina o espaço. Em 2025, foi responsável por mais de 50% de todos os lançamentos orbitais do planeta e acumula, de longe, mais lançamentos do que qualquer outro operador. Estreou-se no mercado no passado mês de junho, no maior oferta pública inicial (IPO, na sigla anglosaxónica) da história, numa operação que atraiu uma forte procura.

A titã do espaço disparou, esta quarta-feira, depois de ter reportado um conjunto de resultados que superou as estimativas dos analistas, deixando bons indicadores para um futuro, no qual poderá estar combinada com a Tesla, numa megaoperação que criaria uma empresa com uma capitalização bolsista acima de 3,5 biliões de dólares, caso o magnata Elon Musk avance com a intensão de juntar os dois negócios.

O marco:

A SpaceX disparou até um máximo de 12,44% para 166,18 dólares, durante a sessão desta quarta-feira, depois de a empresa ter mostrado as contas do último trimestre. A confirmar-se este desempenho no fecho da sessão, esta será a maior valorização diária da companhia desde o passado dia 7 de agosto.

A empresa seguia a valorizar 10,5% no mercado norte-americano, numa sessão marcada pelo otimismo em torno das ações ligadas à inteligência artificial, numa sessão em que os investidores aguardam os números da Nvidia no terceiro trimestre.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa:

O forte conjunto de resultados apresentado pela SpaceX e as previsões da empresa de satélites para os próximos trimestres foram bem recebidas pelo mercado, com analistas e investidores a aplaudirem os números reportados pela empresa de Musk. As receitas da companhia dispararam 161% no terceiro trimestre de 2026, para 14,6 mil milhões de dólares, enquanto o resultado líquido atingiu 4,4 mil milhões de dólares, contra perdas de 1,1 mil milhões no período homólogo.

A empresa adiantou que prevê investir, no último trimestre do ano, entre 35 mil milhões e 40 mil milhões de dólares em infraestruturas físicas, o que representa um aumento significativo face aos 19,6 mil milhões de dólares investidos este trimestre. Além disso, a SpaceX confirmou que está no bom caminho para atingir, até dezembro, um ritmo anualizado de receitas recorrentes de 100 mil milhões de dólares. As receitas poderão subir para um valor entre 500 mil milhões e um bilião de dólares no final de 2027, graças à forte adesão ao Grok Bot, adiantou Musk na apresentação de resultados. Para o primeiro trimestre de 2027, a empresa prevê receitas entre 33 mil milhões e 37 mil milhões de dólares. .

Além dos bons números reportados, as ações também estiveram a reagir positivamente à notícia que está a ser estudada uma fusão com a Tesla, o que poderia criar uma gigante mundial. “Há muitas vantagens em combinar as duas empresas, uma vez que estamos praticamente na singularidade da superinteligência [novo termo designado por Donald Trump para fazer referência à IA]”, afirmou Musk, numa referência à possibilidade de a inteligência artificial atingir capacidades que ultrapassem significativamente as humanas.

O que esperar a seguir:

“A SpaceX continua a corresponder às elevadas expectativas e acreditamos que esta tendência se manterá, à medida que novos contratos de capacidade de computação começarem a gerar receitas no quarto trimestre, a Starship avança rumo à captura em voo do veículo e do propulsor, e o desempenho e as funcionalidades do Grok continuam a melhorar. Acreditamos que este conjunto de ativos é único e criará valor ao longo do tempo, à medida que a administração concretiza cada um destes objetivos“, antecipam os analistas do UBS, numa nota onde comentaram as contas da empresa.

“A SpaceX está a demonstrar a sustentabilidade do crescimento das receitas provenientes da inteligência artificial e a sua capacidade para cumprir prazos ambiciosos de implementação, levando os investidores a rever em alta as suas previsões, à medida que as dúvidas começam a dissipar-se”, afirmou Anthony Valentini, analista do Barclays.

A generalidade dos analistas aplaudiu as contas e as estimativas da empresa para 2027, mostrando-se convencidos que a companhia tem margem para continuar a valorizar e a entregar bons resultados. O JPMorgan foi um dos bancos que reviu em alta as suas previsões para a empresa após as contas. O banco de investimento atribui uma recomendação de overweight à SpaceX e mais do que duplicou o seu preço-alvo apara as ações da empresa, de 240 para 500 dólares, o que representa uma subida potencial de quase 240% face ao fecho de terça-feira.

A evolução das ações estará, assim, dependente da confirmação destas perspetivas positivas e da capacidade da empresa de monetizar os investimentos em IA. Por outro lado, os títulos irão reagir a uma possível união à Tesla.

A frase:

As ambições da SpaceX são maiores do que as de qualquer empresa que tenhamos visto. Importa salientar que se espera que a inteligência artificial seja o motor de crescimento a longo prazo […] Continua a existir um potencial de valorização significativo, à medida que a empresa está literalmente a construir a próxima fronteira.

Doug Anmuth

Analista do JPMorgan

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Ex-secretária de Estado do Turismo Rita Marques entra na comissão executiva do Grupo Pestana


A antiga secretária de Estado do Turismo Rita Marques vai juntar-se à comissão executiva do Grupo Pestana, assumindo os pelouros de tecnologias de informação e marketing, avança o grupo em comunicado. A ex-governante liderava até agora a Fundação Livraria Lello, no Porto, depois de em 2023 ter estado envolvida em polémica por ter aceitado o convite para ir trabalhar para o World of Wine (WoW), projeto turístico da dona da Taylor’s.

Rita Marques junta-se agora ao grupo Pestana, que vai ainda reforçar a sua comissão executiva com a ex-administradora do Montepio Helena Soares de Moura, que fica com as áreas de Recursos Humanos Corporativos e Comunicação & Relações Institucionais.

“Com estas designações, o Pestana Hotel Group reforça a sua estrutura de gestão com duas profissionais com percursos consolidados de liderança e experiências distintas, mas complementares”, refere o grupo hoteleiro em comunicado enviado às redações.

Antes de integrar o Pestana Hotel Group, Rita Marques desempenhava as funções de presidente da Fundação Livraria Lello e de Program Director na Porto Business School.

“Estas duas entradas traduzem uma renovação importante da Comissão Executiva e reforçam o Pestana Hotel Group em áreas estratégicas para o seu desenvolvimento. Os novos membros da Comissão Executiva trazem percursos distintos e complementares, que acrescentam novas competências à nossa gestão e à capacidade do Grupo para continuar a crescer, inovar e consolidar a sua presença nos diferentes mercados”, realça o CEO José Theotónio.

Rita Marques foi secretária de Estado de António Costa entre outubro de 2019 e dezembro de 2022. Um mês e meio após sair do Governo, foi convidada para o cargo de administradora da The Fladgate Partnership. Surgiram então alegações de que estaria em causa a lei de incompatibilidades, incluindo por parte do então presidente Marcelo Rebelo de Sousa e também da própria autarquia gaiense. Este coro de críticas levou então Rita Marques a desistir de liderar a empresa de turismo.

 

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Ativo do dia: Tumulto em França atira juros para máximos de 24 anos


O ativo:

O “benchmark” da dívida francesa voltou a estar sob forte pressão, no arranque da semana. Depois de um fim de semana de grande violência nas principais cidades francesas, com o clima de contestação a alastrar-se a outras cidades europeias, os investidores estiveram a desfazer-se da dívida e das ações gaulesas, com o euro a sofrer também com a crise no país.

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O marco:

O clima de grande contestação em França e os receios que a extrema-direita saia vencedor das eleições do próximo ano continua a pressionar as obrigações gaulesas, atirando os juros do país para máximos de várias décadas.

A taxa das obrigações a 10 anos voltaram a superar a fasquia dos 4,9%, o valor mais elevado desde 2002, com as yields gaulesas a registarem a maior subida diária (13 pontos base) desde finais de setembro. Além disso, o spread da dívida francesa face às alemãs bunds voltou a saltar para máximos de duas semanas, enquanto o diferencial para as obrigações italianas atingiu um novo recorde.

A causa:

A crise social e política que França atravessa continua a pressionar o sentimento dos investidores, que temem que o país não consiga aprovar um Orçamento do Estado para controlar as contas públicas. O clima de violência que se vive no país há várias semanas e que tem vindo a escalar está a deteriorar a confiança de investidores e empresários, a poucos meses das eleições presidenciais.

“O facto de isto acontecer após um fim de semana de protestos mostra que as esperanças de reforma estão em suspenso”, defende Hank Calenti, estratega global de mercados da SMBC, referindo-se aos esforços para reduzir os défices e reformar o sistema de pensões.

“França enfrenta atualmente uma crise social, uma crise migratória, uma crise energética, uma crise económica e uma crise orçamental, destaca Louis-Vincent Gave, da Gavekal Research. Os protestos relacionados com os aumentos do custo de vida estão a alastrar-se para outros países.

O que esperar a seguir:

A evolução da situação francesa e a capacidade — ou incapacidade — do Eliseu aprovar um orçamento para controlar as finanças do país será determinante para o desempenho dos juros do país.

A proposta inclui medidas no valor de 43 mil milhões de euros para reduzir o défice, mas os analistas receiam que alcançar um compromisso afigura-se difícil num Parlamento profundamente dividido e poderá tornar-se ainda mais complicado com as eleições presidenciais a apenas seis meses de distância.

“Embora os protestos violentos não sejam representativos da vasta maioria da população, os acontecimentos do fim de semana vêm, ainda assim, sublinhar o delicado equilíbrio que o Governo tem de encontrar entre satisfazer as exigências da população e tranquilizar os mercados”, afirmou Erik Liem, estratega do Commerzbank. “O agravamento dos protestos contra o elevado custo de vida está a aprofundar a divisão entre os extremos da esquerda e da direita, o que poderá deixar as discussões sobre o Orçamento num impasse“, defende. Uma situação que tenderá a continuar a pressionar as obrigações gaulesas.

A frase:

Os problemas orçamentais de França são, por si só, suficientemente difíceis de resolver, mas a tarefa torna-se ainda mais complicada com a aproximação das eleições presidenciais e a existência de um Parlamento sem maioria, onde a construção de consensos se tem revelado frequentemente uma missão impossível.

Themistoklis Fiotakis

Estratego do Barclays

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Nova porta-voz da Casa Branca despedida após cinco dias no cargo


A nova secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, foi despedida esta sexta-feira, menos de uma semana depois de ter assumido o cargo, avança o The New York Times. Esta saída relâmpago ocorre depois de o Presidente Donald Trump ter adiantado aos jornalistas que aconselhou a sua nova porta-voz a “reconsiderar” a sua posição.

“Sinceramente, se estivesse no seu lugar, reconsideraria”, afirmou, ao recordar a conversa que tivera com Zacharia. “Katie, precisa disto? Não me parece que precise disto“, acrescentou o republicano, numa referência à mesma conversa.

Zacharia, que assumiu as funções esta semana, teve um início atribulado, com a sua primeira e última conferência de imprensa na terça-feira, seguida de uma vaga de notícias em torno das qualificações da nova porta-voz da Casa Branca. Apesar de se apresentar como advogada, terá chumbado no exame de acesso à profissão.

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Produção automóvel volta a travar a fundo em setembro e já cai 10% no ano


Depois de ter tombado 45% em agosto, a produção automóvel voltou a travar em setembro. Após mais este resultado negativo, o setor acumula uma descida homóloga superior a 10%, nos nove primeiros meses do ano, mostram os dados da ACAP.

“Em setembro de 2026 foram produzidos em Portugal 24.691 veículos automóveis o que representou um decréscimo de 32,7% face ao mês homólogo de 2025″, adianta a associação que representa o setor, em comunicado. Em termos acumulados, acrescenta, entre janeiro e setembro, saíram das fábricas instaladas em Portugal 231.473 veículos, ou seja, menos 10,1% do que em igual período do ano anterior.

Recorde-se que, durante o mês de agosto, a fábrica da Autoeuropa viu a sua produção quase totalmente interrompida, devido às remodelações de modo a preparar a unidade para o fabrico do novo modelo elétrico ID.Every1. Após um período de férias, entre 25 de julho e 16 de agosto, seguiu-se mais uma paragem de uma semana, em lay-off, de 17 a 23 de agosto.

A produção na fábrica de Palmela só foi retomada a 24 de agosto, uma paragem que condicionou a produção automóvel, uma vez que a Autoeuropa é a principal exportadora nacional. No entanto, setembro manteve a tendência de quebra, mesmo sem paragens em Palmela.

Quase 98% para exportação

De acordo com os dados, 97,9% do total produzido no país seguiu para exportação. Segundo a ACAP, a Europa continuou a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional, com 93,1%, com a Alemanha (21,2%), França (12,5%), Itália (12,4%) e Turquia (11,3%) no topo do ranking.

Em termos de grandes regiões, o mercado africano, liderado pela África do Sul (1,1%) e pela Tunísia (1,1%), manteve o segundo lugar nas exportações de automóveis fabricados em Portugal com 2,9% das exportações. Já a América ocupa o terceiro lugar com 1,6% das exportações de veículos automóveis fabricados em Portugal.

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