José Luís Carneiro intensifica pressão sobre Montenegro com novo artigo de opinião, apelando ao "sentido de Estado" do PSD para afastar a habitação de "alinhamentos conjunturais".
Socialistas reúnem-se para validar proposta do líder para viabilizar Orçamento do Governo pela abstenção. Ao mesmo tempo procuram mostrar distância, mas com conta, peso e medida.
Com protestos pela habitação na rua e o OE em debate, o PS tenta equilibrar oposição ao Governo e imagem responsável (com mais um apelo a entendimento). Comissão Política reúne-se esta quarta-feira.
Carneiro evita comprometer-se com uma segunda fase da privatização, mas a nova formulação do partido é menos fechada do que até aqui. Tema provoca resistência interna. Pedro Nuno Santos é contra.
Os socialistas veem nas divisões do PSD um trunfo, mas não ignoram os riscos do regresso de Passos: eleições antes de estarem prontos e uma possível maioria de direita com Chega e IL.
Socialistas querem crédito por processo que iniciaram, lembrando que Montenegro teve dúvidas. Defendem que Estado mantenha posição estratégica e que uma venda total passe por diálogo no Parlamento.
Líder do PS pressionar Montenegro a despachar Luís Neves e garante estabilidade no OE. Quanto à defesa que Passos faz de acordos com o Chega, diz que é “o regresso aos três Salazares”.
Carneiro na Comissão Nacional ao estilo Passos Coelho 2012 e o "que se lixem as eleições": "Não fui eleito para pensar no partido." Mas está a medir forças com Chega e vai à luta da especialidade.