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Arrecadação federal bate novo recorde ao somar R$ 239,4 bi em setembro

A arrecadação de tributos do governo federal bateu mais um recorde. Em setembro, somou R$ 239,384 bilhões. É o maior resultado da série histórica para o mês.

O resultado de setembro representa um acréscimo real (IPCA) de 5,62% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dados da Receita Federal foram divulgados nesta quinta-feira (22).

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No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a arrecadação federal alcançou o valor de R$ 2,351 trilhões, representando um acréscimo pelo IPCA de 6,97%. O resultado também é o maior da série histórica para o período.

De acordo com o Fisco, o acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Rendimentos do Capital, e do IRPJ e da CSLL. Destaca-se, ainda, a arrecadação de Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

Em relação às receitas administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado, em setembro de 2026, foi de R$ 231,4 bilhões, representando um aumento real de 5,03%. No acumulado do ano, a arrecadação federal com esse tipo de receita alcançou R$ 2,250 trilhões, acréscimo real (IPCA) de 6,89%.

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Governo propõe destinar R$ 12 bilhões de emendas para custear tarifa zero

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da “tarifa zero” prevê destinar 26,8% do valor reservado às emendas parlamentares para custear o transporte público gratuito aos finais de semana. Segundo o ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), o percentual equivale a R$ 12 bilhões em 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou a PEC ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (21). A medida havia sido anunciada na semana passada, em suas redes sociais.

“A PEC destina parcela das emendas impositivas que estão no Orçamento para a tarifa zero, especialmente nos fins de semana e feriados. A proposta é que um percentual das emendas seja canalizado automaticamente para o custeio desse serviço”, disse Moretti nesta quarta-feira (21).

 

A proposta orçamentária de 2027 reservou cerca de R$ R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares.

Na cerimônia, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, também afirmou que a PEC avança para uma “qualificação” das emendas parlamentares.

“O que o senhor [presidente Lula] propõe é uma qualificação. É dar qualidade para as emendas parlamentares”, declarou Moretti.

Após o recebimento da PEC, caberá ao Congresso o avanço ou não da proposta. O trâmite de uma proposta do tipo exige análise em comissões e votações em dois turnos nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

O envio da PEC foi assinado em evento no Palácio do Planalto em que também foi formalizada a sanção do projeto de lei que aumenta o limite do faturamento dos MEIs (Microempreendedores Individuais).

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