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Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

Uma investigação do Projeto de Transparência em Tecnologia (Tech Transparency Project, TTP, em inglês), centro de informação e pesquisa da organização sem fins lucrativos Campaign for Accountability (CfA), revela como a Meta vem mobilizando influenciadores, grupos de pais, organizações da sociedade civil e especialistas para promover seus próprios mecanismos de proteção infantil e influenciar o debate sobre novas leis de segurança digital em diferentes países, inclusive no Brasil.

Segundo o TTP, a estratégia combina eventos patrocinados, pesquisas de opinião encomendadas pela própria Meta e parcerias pagas com influenciadores e organizações que passam a divulgar mensagens favoráveis às soluções da empresa. O relatório chama atenção para o risco de que essa atuação transfira o debate sobre políticas públicas para campanhas de comunicação conduzidas pela própria plataforma.

O levantamento identificou iniciativas semelhantes na Austrália, Nova Zelândia, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Canadá, França e Espanha. Em comum, está a tentativa da empresa de promover ferramentas como o recurso Contas de Adolescente Instagram e os controles parentais como alternativas à adoção de medidas regulatórias mais restritivas, especialmente limites de idade para acesso às redes sociais.

O caso brasileiro

O Brasil é um dos maiores mercados do Instagram e, desde março de 2026, está sob as novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que estabelece obrigações para plataformas digitais relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de aferição de idade, supervisão parental e prevenção de riscos.

De acordo com o TTP, a empresa realizou um evento em junho deste ano semelhante aos chamados Acampamentos de Segurança do Instagram (Instagram Safety Camps em inglês), voltado à promoção das ferramentas de segurança do Instagram, que aqui no Brasil ganhou o nome de “Em Modo Seguro”. O evento contou com a participação do humorista Fábio Porchat e de influenciadores, incluindo Talitah Sampaio. A organização também denuncia uma série de publicações patrocinadas de influenciadores brasileiros promovendo as Contas de Adolescente. Entre os nomes citados estão Fernanda Fabris, Douglas Silva e o casal Maju Mendonça e Arthur Luis Cardoso.

A reportagem tentou contato com todos os influenciadores brasileiros mencionados na investigação para saber os seus posicionamentos sobre as ações da Meta, mas não recebemos retorno até o momento da publicação. O espaço segue aberto para respostas.

  • Publicação de Talitah Sampaio no Instagram sobre o evento da campanha “Em Modo Seguro”, promovido pela Meta, ao lado do apresentador Fábio Porchat
    Publicação de Talitah Sampaio no Instagram sobre o evento da campanha “Em Modo Seguro”, promovido pela Meta, ao lado do apresentador Fábio Porchat
  • Publicação do perfil Mãe Por Amor no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação do perfil Mãe Por Amor no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
  • Publicação de Douglas Silva no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação de Douglas Silva no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
  • Publicação de Maju Mendonça no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação de Maju Mendonça no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta

Um dos pontos destacados pelo levantamento é a repetição da mesma mensagem utilizada pela Meta em outros mercados: a ideia de que ferramentas de supervisão parental e contas específicas para adolescentes seriam uma alternativa mais adequada do que restrições amplas de acesso às redes sociais.

O ECA Digital entrou em vigor em março deste ano, com novas responsabilidades para as plataformas, enquanto parlamentares continuam discutindo propostas que podem ampliar as restrições de acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, como o Projeto de Lei 94/26 na Câmara dos Deputados, que debate sobre a proibição do acesso de menores de 16 anos a redes sociais. 

A estratégia da Meta não começou agora

A atuação identificada pelo TTP também se insere em um movimento mais amplo de profissionalização do lobby das Big Techs no Brasil. Uma investigação da Agência Pública e do Centro Latino-americano de Investigação Jornalística (CLIP), parte do projeto A Mão Invisível das Big Techs, mapeou 74 profissionais de 16 grandes plataformas que atuam diretamente nas articulações das empresas com os poderes Executivo e Legislativo. Dois em cada três desses profissionais tinham passado anteriormente por órgãos públicos, como ministérios, casas legislativas, Presidência da República ou agências reguladoras, prática conhecida como porta giratória.

A Meta aparece como a empresa com o maior contingente identificado: com 19 profissionais em posições de políticas públicas ou relações governamentais, ela fica à frente do Google, se considerados também os profissionais ligados ao YouTube. A reportagem aponta ainda que Meta e Google tiveram atuação particularmente agressiva contra o PL das Fake News entre 2022 e 2024, com anúncios em jornais, aeroportos e outras ações públicas para pressionar contra o projeto.

Um modus operandi global de lobby

Para André Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), a estratégia identificada pelo TTP é parte de um modus operandi global das Big Techs. Segundo ele, o uso de influenciadores não é um recurso secundário, mas uma ferramenta já incorporada às estratégias de lobby das grandes empresas de tecnologia: “Os próprios influencers são mapeados como um recurso lobístico a ser utilizado por essas empresas”, afirma.

Fernandes diferencia ainda lobby de advocacy. Enquanto o lobby corresponde à defesa de interesses privados perante tomadores de decisão, o advocacy estaria relacionado à apresentação de informações e evidências para a construção de políticas públicas voltadas à proteção de direitos. 

No caso analisado pelo TTP, porém, ele identifica uma atuação que vai além da interlocução direta com autoridades. “A intenção realmente é uma mobilização pública orquestrada para a defesa da solução que a empresa entende”, afirma.

Para o diretor do IP.rec, essa estratégia ganha ainda mais relevância no Brasil porque o lobby não possui regulamentação capaz de estabelecer, de forma ampla, mecanismos de transparência e controle sobre essas relações. Segundo ele, a ausência de registros sobre reuniões, temas discutidos e atores envolvidos dificulta o escrutínio público das estratégias de influência.

Ele também chama atenção para práticas como eventos patrocinados e reuniões fechadas. Na avaliação de Fernandes, esse tipo de atuação pode produzir “uma falsa percepção da realidade”, especialmente quando estudos produzidos pelas próprias empresas são utilizados para sustentar suas posições.

Para Maria Mello, gerente de Digital do Instituto Alana, as ferramentas anunciadas pela Meta podem representar algum avanço, mas não enfrentam, por si só, problemas estruturais do funcionamento das plataformas. 

O recurso Contas de Adolescentes concentra-se principalmente na restrição de interações, com configurações privadas por padrão, filtros de mensagens e redução do contato com pessoas desconhecidas. O problema é que ainda faltam informações que permitam verificar como a empresa efetivamente modera os conteúdos destinados a esse público: “Precisamos ter acesso aos relatórios de risco”, afirma Mello, defendendo mais transparência sobre a atuação das plataformas e sobre a moderação de conteúdo.

Ela também chama a atenção para uma questão central do ECA Digital: a necessidade de enfrentar mecanismos de design que estimulam o uso prolongado das plataformas. Notificações excessivas, reprodução automática de conteúdos e recompensas relacionadas ao tempo de uso são previstos na regulamentação como exemplos de práticas que podem incentivar um uso excessivo, problemático ou compulsivo.

“Essa é uma ação que isoladamente, sem adoção de mudanças relacionadas ao design, não funciona”, avalia. Para Mello, existe ainda um risco importante na forma como a Meta vem promovendo suas ferramentas: o deslocamento da responsabilidade das plataformas para famílias e adolescentes.

Ao divulgar controles parentais e recursos de segurança por meio de influenciadores, especialistas e campanhas voltadas às famílias, a empresa pode fazer com que a discussão deixe de ser sobre a responsabilidade estrutural das plataformas e passe a ser sobre como pais e adolescentes utilizam esses serviços, critica. “A supervisão parental é parte da política de proteção online à criança e adolescente”, afirma Mello. Mas, segundo ela, “sozinha, ela não vai substituir a responsabilidade das plataformas de construir ambientes seguros e transparentes.

Restrição de idade e o limite da autorregulação

A discussão também envolve uma questão central para o avanço de leis de proteção infantil: até que ponto cabe às próprias plataformas estabelecer os limites de segurança de seus produtos. Para André Fernandes, a sucessão de controvérsias envolvendo as Big Techs enfraqueceu a possibilidade de confiar exclusivamente na autorregulação. Ele resume a questão a partir de uma formulação do filósofo da tecnologia Luciano Floridi: “o tempo da autorregulação acabou.”

Na avaliação de Fernandes, diante de sucessivos episódios de desrespeito a direitos e de estratégias de influência das empresas, medidas como restrição de acesso e verificação etária passam a ser necessárias. “Me parece que é preciso, sim, uma medida mais enérgica da sociedade”, afirma.

Publicidade nas escolas e a disputa pelo discurso

Maria Mello chama atenção ainda para outro episódio relacionado à estratégia de comunicação da Meta no Brasil. Ela menciona como exemplo as recentes denúncias da organização Ctrl Z sobre a promoção de publicidade das Contas de Adolescentes do Instagram na porta de escolas em São Paulo, em uma ação de comunicação mercadológica diretamente direcionada a crianças e adolescentes. Para o Instituto Alana, a prática configura publicidade abusiva e ilegal no país.

A partir disso, Mello questiona o volume de recursos empregados pela empresa na promoção das Contas de Adolescentes. “Eu fico me perguntando se o volume de investimento que a empresa faz para a divulgação dessas contas […] não valeria a pena se usado justamente para fazer as mudanças previstas no ECA Digital”, afirma.

A observação coloca em perspectiva a estratégia global descrita pelo TTP: não se trata apenas de a Meta desenvolver ferramentas de proteção, mas também de como a empresa escolhe comunicar essas ferramentas e ocupar o debate público sobre segurança infantil.

Procurada para comentar a estratégia apontada pelo levantamento, a Meta defendeu as parcerias com pais e criadores de conteúdo como parte de uma atuação de longo prazo para ampliar a conscientização sobre ferramentas de segurança: 

“Trabalhamos com pais e criadores de conteúdo há muitos anos para difundir as ferramentas que ajudam a manter os adolescentes seguros online. Firmar parcerias com criadores de conteúdo para aumentar a conscientização sobre recursos de segurança é uma prática comum em todo o setor, e é uma das formas mais eficazes de garantir que os pais conheçam as proteções disponíveis para eles e suas famílias. Temos orgulho desse trabalho e continuaremos a atuar em conjunto com pais e especialistas nessa área”.

Em 2019, Mark Zuckerberg afirmou que, em sua própria casa, não queria que seus filhos passassem muito tempo diante de uma televisão ou de um computador. “De modo geral, não quero que meus filhos fiquem sentados diante de uma televisão ou de um computador por muito tempo”, disse o CEO da Meta.

Para Mello, a discussão deveria estar centrada em saber se as plataformas são seguras “by design”, ou seja, se seus próprios sistemas, funcionalidades e arquiteturas são construídos para proteger direitos de crianças e adolescentes, e não apenas se famílias e usuários estão utilizando corretamente as ferramentas disponíveis.

Diante do poder econômico e político das Big Techs, André Fernandes aponta ser necessário garantir que a construção e a implementação das regras ocorram em ambientes transparentes e plurais, nos quais o setor privado não seja o único ator capaz de definir os termos do debate.

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Ainda sobre a inflação de alimentos no Brasil

Começo a coluna aproveitando o gancho do meu colega Gustavo Faleiros, que gentilmente me trouxe para conversa ao falar sobre a inflação de alimentos, em sua coluna da semana passada. (Para quem ainda não leu, Gustavo traz uma excelente explicação sobre o impacto das mudanças climáticas no preço dos alimentos.) 

Trago aqui mais algumas camadas desse problema tão complexo, me baseando no relatório “A Inflação de Alimentos No Brasil: Um Fenômeno Estrutural, Específico E Sistêmico”, do economista Valter Palmieri Junior., e nas formulações dos que são, indiscutivelmente, os maiores especialistas no assunto: o Instituto Fome Zero (IFZ).

Como bem colocado pelo Gustavo, a inflação de alimentos se tornou uma preocupação em vários países, especialmente a partir da pandemia do COVID-19. Mas, aqui no Brasil, o fenômeno propriamente dito é mais antigo, e já é percebido há duas décadas. 

A inflação de alimentos acontece quando os preços de alimentos e bebidas crescem mais do que a inflação como um todo. Ou seja, quando o Índice de Preços de Alimentos e Bebidas (IPAB) cresce mais do que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) –pelo qual normalmente medimos a inflação no Brasil. 

E isso acontece praticamente todo ano desde 2007. De lá para cá, o preço dos alimentos subiu 1,6 vez mais do que o restante dos preços. Por isso, especialistas vêm alertando para o problema da inflação dos alimentos há bastante tempo. 

Mas, desde a pandemia, uma coisa mudou: o grupo que puxava o crescimento do IPAB até então era, sobretudo, o da alimentação fora do domicílio. Ou seja, preços de comida em bares, lanchonetes e restaurantes. Desde 2020 é o grupo de alimentos consumidos no domicílio quem cresce mais, acumulando uma alta de 65% em apenas seis anos! 

Essa mudança tem efeitos perversos. A despesa com alimentação é incontornável: todos precisam comer. É claro que existem diferenças na alimentação de pessoas com mais e menos dinheiro, mas, no limite, todos gastam com isso. É uma conta que pesa mais para quem ganha menos e precisa destinar uma parcela maior de seu orçamento para a comida. 

Dados do IBGE mostram que a alimentação representava, em 2018, 23,8% dos gastos das famílias que ganhavam até dois salários-mínimos. Já para as que ganhavam mais de 25 salários-mínimos, era apenas 11,5%. Com a escalada dos preços desde então, é bem provável que essa proporção tenha subido, com ainda mais intensidade para os mais pobres. 

Comer fora muitas vezes é um luxo, a base da alimentação da maioria dos brasileiros é de refeições preparadas em casa. Essa opção segue sendo a mais barata, mas seu custo vem crescendo com maior rapidez. 

Aqui, vale destacar: são os alimentos in natura e minimamente processados – aqueles colhidos diretos do pé ou compostos de poucos ingredientes – que recebem a maior alta de preços, o que também é grave do ponto de vista nutricional. 

O preço das frutas cresceu 2,8 vezes mais do que a inflação geral nos últimos vinte anos, e o dos legumes, 1,9 vez mais. 

Em resumo, o biscoito recheado é mais barato que a maçã. Assim, quem tem menos renda também está perdendo, aos poucos, o direito a uma alimentação saudável. 

No relatório, Palmieri Junior. destaca cinco principais fatores que explicam a inflação de alimentos. Um deles, o Gustavo trouxe: as mudanças climáticas. 

Escolho focar em outro: nosso modelo agroexportador. Em especial porque, curiosamente, defensores históricos do agronegócio decidiram ligar, neste período eleitoral, para o custo de vida dos brasileiros. 

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionou, em seu discurso de lançamento da campanha, a preocupação das famílias brasileiras com os preços nas prateleiras.

Nikolas Ferreira (PL-MG) lançou um vídeo em que faz compras no mercado e, com preços mentirosamente inflacionados, reclama do custo das coisas. 

No vídeo, o Nikolas acompanha uma mulher fazendo uma compra de cinco alimentos (café, ovo, feijão, leite e picanha), que soma R$255,96. Porém, o jornalista Guga Noblat foi a um supermercado de Brasília (DF) e comprou as mesmas coisas, a fim de fazer uma checagem de preços, e chegou a uma conta de R$137,36 – 86% a menos.

Acontece que é incoerente defender a expansão desenfreada do agronegócio e depois reclamar de uma de suas consequências mais imediatas, como fazem ambos os candidatos mencionados e muitos outros. 

Explico. 

A guinada agro do Brasil levou à redução expressiva dos hectares destinados ao cultivo de alimentos básicos, que foram perdendo espaço, principalmente, para a soja, o milho e a cana de açúcar, mais vendidos no mercado externo, como mostra o gráfica abaixo. 

Infográfico sobre a inflação de alimentos no Brasil
Fonte: Palmieri Junior (2026). A inflação de alimentos no Brasil: um fenômeno estrutural, específico e sistêmico

Isso mudou bastante a dinâmica e os custos de produção agrícola no Brasil, mesmo para alimentos que são mais consumidos internamente do que exportados. O feijão, por exemplo. 

Como explica Palmieri Junior, ao privilegiar as culturas de exportação, recursos fundamentais, como terras, crédito e incentivos fiscais são deslocados para esses cultivos, o que acaba esvaziando a produção dos demais alimentos, que se tornam menos atrativos. 

Também o preço da terra sobe, porque a agricultura se torna uma zona de investimento lucrativo, o que também encarece os alimentos à mesa. 

Ainda que esse deslocamento produtivo não signifique uma escassez literal da comida no supermercado, certamente influencia sua dinâmica de preços, tanto pela falta de incentivos quanto pela redução da oferta.

O modelo agroexportador que prioriza o cultivo de commodities ao de alimentos não é o único fator para a elevação do preço da comida. Mas é um bem importante. 

E em um mundo de instabilidades internacionais, guerra e mudanças climáticas, é um dos poucos sobre os quais a política interna ainda consegue decidir. 

Talvez não possamos controlar totalmente o preço dos combustíveis e fertilizantes ou o tamanho do El-Niño – mesmo que a ação humana contribua para todos esses fatores.  

Mas a forma como produzimos comida ainda é uma escolha política nossa. 

Direcionar incentivos produtivos para alimentos –  como feijão, arroz, mandioca e batata – em vez de commodities, como a soja, retomar os estoques reguladores da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e investir na logística de transporte e armazenagem para o mercado interno são políticas públicas importantes, eficazes e, sobretudo, muito possíveis. Mas requerem vontade política. 

Por isso, fica o apelo para que a soberania alimentar seja uma bandeira – atenta, e não demagógica – também nestas eleições. 

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Trabalha no turismo e vive do verão? Como conseguir crédito com rendimento sazonal

O mercado de trabalho algarvio vive em dois ciclos extremos: na preparação da última época alta, o desemprego na região caiu 23,3% num único mês (menos 3.971 inscritos), depois de ter disparado na ordem dos 60% nos meses de inverno, segundo a análise da Randstad com dados do INE, IEFP e Segurança Social. O turismo assegura 74.300 postos de trabalho no Algarve, quase 17% do emprego total da região, entre restauração, hotelaria e atividades ligadas à época. Para dezenas de milhares de pessoas, isto significa uma realidade que os manuais de finanças pessoais ignoram: o rendimento não é igual todos os meses e há meses em que pode nem existir.

É com essa realidade que os bancos são confrontados quando um trabalhador sazonal pede um crédito. E a resposta curta à pergunta que muitos fazem: “será que sequer consigo?”, é sim. Rendimento sazonal não é impedimento para obter crédito. No entanto, a forma de o provar, os documentos que se juntam e até o mês do ano em que o pedido é feito mudam substancialmente as probabilidades e as condições. Este guia responde às perguntas mais comuns.

Como é que os bancos olham para um rendimento que varia?

Pela média e pela consistência; não pelo mês bom. Na avaliação de um pedido de crédito, as instituições analisam tipicamente o rendimento médio dos últimos 12 meses (ou mais), a declaração de IRS e os movimentos bancários, procurando responder a uma pergunta simples: este rendimento, visto ao ano, suporta a prestação com folga? Um recibo de agosto de 1.800€ vale menos do que parece se novembro e dezembro estiverem a zeros; inversamente, três ou quatro épocas consecutivas no mesmo setor, ainda que com contratos a termo, desenham um padrão de fiabilidade que os bancos sabem ler.

O tipo de vínculo pesa: um contrato sem termo é o cenário mais confortável, mas contratos a termo renovados com historial, trabalho a recibos verdes com atividade aberta há mais de dois anos e declarações de IRS consistentes são perfis financiáveis todos os dias. O que as instituições penalizam não é a sazonalidade em si: é a imprevisibilidade sem historial que a comprove. E porque os critérios variam de banco para banco (o que um recusa, outro aceita e é nos perfis menos convencionais que essa variação é maior), a comparação junto de várias instituições, feita diretamente ou através de um intermediário de crédito como a e-loan, vale nos perfis sazonais ainda mais do que nos restantes.

O mês em que pede importa?

Mais do que se imagina. Um pedido feito em outubro ou novembro, com a época alta acabada de documentar, recibos dos meses fortes, extratos com saldos saudáveis, eventualmente o IRS do ano anterior já entregue, apresenta o requerente no seu melhor momento comprovável. O mesmo pedido em março, depois de um inverno de rendimento mínimo e com a conta a refletir a época baixa, conta uma história diferente ao mesmo banco.

Não é por acaso: quem trabalha no turismo e pode escolher o momento do pedido tem no calendário uma vantagem gratuita; quem não pode (porque a necessidade não escolhe o mês) compensa com documentação mais completa.

Que documentos fortalecem o pedido?

A regra de ouro do rendimento irregular: quanto mais história documentada, menor a perceção de risco. O dossier forte inclui as declarações de IRS dos últimos dois anos (a prova de que o rendimento anual se repete), extratos bancários de 6 a 12 meses (mostrando o ciclo completo, não só o verão), o contrato de trabalho ou os recibos verdes, e uma declaração da entidade patronal a confirmar a recorrência do vínculo, nos casos de quem regressa todos os anos ao mesmo empregador.

Montar este processo e apresentá-lo a várias instituições é, de resto, o trabalho de um intermediário de crédito: a figura, registada e supervisionada pelo Banco de Portugal, que faz a ponte entre o consumidor e os bancos. Com um pedido de crédito pessoal através da e-loan, o mesmo dossier é apresentado a várias instituições em simultâneo e as propostas chegam comparadas, com a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) de cada uma lado a lado, relevante para qualquer consumidor, mas especialmente para perfis sazonais, em que as condições oferecidas variam mais de banco para banco do que nos perfis de rendimento fixo.

Como se calcula a taxa de esforço quando o rendimento não é igual todos os meses?

Sobre a média anual, nunca sobre o mês bom. A taxa de esforço (a percentagem do rendimento consumida por prestações de crédito, com a referência prudencial nos 35%) só é honesta, num perfil sazonal, se for calculada sobre o rendimento total do ano a dividir por doze. Uma prestação de 300€ pode parecer confortável em agosto e tornar-se impossível em janeiro; a conta pela média anual revela desde o início se ela cabe no ano inteiro.

E há uma segunda regra que os perfis sazonais conhecem melhor do que ninguém: a prestação deve deixar espaço para a almofada de inverno. Se o rendimento de verão tem de financiar os meses baixos, a margem depois da prestação não é conforto, é a condição de sobrevivência do orçamento.

E se os créditos existentes já pesam demasiado na época baixa?

É o cenário clássico da região: prestações assumidas com o otimismo de julho que se tornam sufocantes em fevereiro: várias pequenas, com seguros e comissões duplicados, ou saldos de cartão que rolam ao pagamento mínimo durante o inverno (a modalidade mais cara do mercado, com TAEG máxima legal de 18,5% no trimestre atual). Para estes casos, a consolidação de créditos: juntar tudo numa única prestação, dimensionada para caber na média anual e não no mês de agosto, pode devolver o controlo do orçamento. A e-loan, enquanto intermediária vinculada, compara este tipo de solução junto de várias instituições financeiras, com a análise a considerar o perfil sazonal do rendimento; a comparação deve incluir sempre o MTIC, porque prestação mais baixa com prazo mais longo pode significar custo total maior.

Quando adiar o pedido é a melhor decisão

A honestidade que falta a muitos guias: há momentos em que o melhor crédito é o que não se contrata. Quem está na primeira época no setor, sem historial que comprove a recorrência do rendimento, obterá condições piores do que obterá daqui a um ano, se o pedido puder esperar pela segunda época documentada, deve esperar. Quem teve incumprimentos recentes deve regularizá-los e deixar o registo sarar antes de qualquer pedido. E quem faz as contas pela média anual e chega a uma taxa de esforço no limite não deve contar com o verão seguinte para desempatar, no Algarve, toda a gente conhece alguém a quem uma época má trocou as contas.

Rendimento sazonal exige mais planeamento do que rendimento fixo, mas quem domina o seu ciclo, documenta o seu historial e escolhe o momento certo chega à mesa de negociação em igualdade de circunstâncias. E no Algarve, dominar o ciclo é uma competência regional.

Perguntas frequentes (FAQ)

Consigo obter crédito com um contrato de trabalho sazonal?

Sim. As instituições avaliam sobretudo a média e a consistência do rendimento anual, declarações de IRS, extratos de 6 a 12 meses e historial de épocas consecutivas e não apenas o tipo de contrato. Contratos a termo renovados com historial comprovado são perfis financiáveis; o que penaliza é a ausência de histórico, não a sazonalidade em si.

Trabalho a recibos verdes só no verão. Que documentos preciso?

As declarações de IRS dos últimos dois anos, os recibos emitidos, extratos bancários que mostrem o ciclo anual completo e, idealmente, prova de recorrência (o mesmo cliente ou empregador em épocas consecutivas). Atividade aberta há mais de dois anos com rendimento anual consistente é o perfil que as instituições procuram.

Qual é a melhor altura do ano para pedir crédito com rendimento sazonal?

O outono, imediatamente após a época alta: os recibos dos meses fortes estão frescos, os extratos refletem os melhores saldos do ano e o rendimento da época é comprovável. Um pedido idêntico feito no fim do inverno apresenta o mesmo perfil no seu momento mais fraco.

Posso consolidar créditos tendo rendimento sazonal?

Sim, e é uma solução frequente na região: juntar prestações dispersas numa única, dimensionada para a média anual do rendimento (e não para os meses altos), pode aliviar precisamente os meses de inverno. A comparação deve ser feita com a TAEG e o MTIC de cada proposta, porque o alargamento do prazo pode aumentar o custo total.

Quanto custa recorrer a um intermediário de crédito?

Nada, no modelo de intermediação vinculada: a remuneração é paga pelas instituições financeiras. É o caso da e-loan, intermediário de crédito vinculado registado no Banco de Portugal com o n.º 0001398, que apresenta cada processo a várias instituições em simultâneo e devolve as propostas comparadas, o registo de qualquer intermediário pode ser confirmado na lista pública do Portal do Cliente Bancário.

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GNR Setúbal | Alcochete – Apreensão de cerca de 4 200 litros de combustível

📷GNR

O Comando Territorial de Setúbal, através de militares das várias valências do Destacamento Territorial do Montijo, apreendeu, no dia 21 de agosto, cerca de 4 200 litros de combustível, no interior de um armazém, no concelho de Alcochete, segundo a Guarda Nacional Republicana.

Na sequência de uma denúncia relativa à existência de diversos recipientes com combustível armazenados no local, foram deslocadas patrulhas ao armazém, onde foram identificados três indivíduos que se encontravam no local para proceder à recolha do combustível.

📷GNR

Os indivíduos não conseguiram justificar a posse e a proveniência do combustível, motivo pelo qual o mesmo, bem como os restantes materiais relacionados, foram apreendidos:
– 210 jerricãs de 20 litros cheios;
– 16 jerricãs de 20 litros vazios;
– 6 depósitos de líquidos com capacidade para 1000 litros;
– 2 porta-paletes (manual e hidráulico);
– 1 equipamento porta-cargas;
– 3 lonas de proteção;
– 1 cinta de aperto com roquete;
– 1 saco com diversas tampas plásticas para jerricãs;
– 1 veículo ligeiro.

Os três indivíduos, com idades compreendidas entre os 28 e os 34 anos, foram constituídos arguidos.

A operação contou com o apoio do Destacamento de Intervenção de Setúbal.

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Por: Dino Frazão
Data: 22 de agosto de 2026

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GNR apreende arma e droga escondidas numa bicicleta elétrica em Quarteira

A Guarda Nacional Republicana apreendeu um revólver municiado, cerca de 114 gramas de haxixe e 16,6 gramas de cocaína durante uma ação de patrulhamento realizada no dia 19 de agosto, em Quarteira.

Segundo o Comando Territorial de Faro da GNR, os militares do Subdestacamento Territorial de Quarteira receberam, por volta das 18h00, uma informação sobre um homem que estaria a esconder algo no assento de uma bicicleta elétrica.

Os militares iniciaram diligências para localizar o veículo, que foi encontrado poucos minutos depois junto de um grupo de cinco pessoas.

Durante a abordagem e a verificação da bicicleta, a GNR encontrou produto estupefaciente, material alegadamente relacionado com o tráfico de droga e uma arma de fogo municiada.

Como nenhum dos elementos do grupo assumiu a posse da bicicleta elétrica, os cinco suspeitos foram identificados.

A operação resultou na apreensão do veículo, de um revólver municiado, de 113,8 gramas de haxixe e de 16,6 gramas de cocaína.

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Cinco dias de música, tradições e fé marcaram as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires em Castro Marim

As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, que decorreram entre os dias 13 e 17 de agosto, ficaram marcadas pela presença de milhares de pessoas e por um programa recheado de iniciativas religiosas, musicais e culturais, sem esquecer as tradições do território.

O primeiro dia, a 13 de agosto, iniciou os festejos com uma missa na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, em Castro Marim, seguida de uma Procissão das Velas pelas várias artérias da vila.

A 14 de agosto iniciaram-se as celebrações na Zona Envolvente à Casa do Sal, com a abertura da Mostra de Artesanato, um baile com Hugo Madeira e Ângelo Correia e ainda um espetáculo do grupo de dança ARUTLA.

O grande destaque desta noite foi um grandioso concerto de Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que apresentou um espetáculo em nome próprio, a celebrar a música portuguesa.

O dia principal destas festas assinalou-se a 15 de agosto, começando com o Hastear da Bandeira Nacional no edifício dos Paços do Concelho, com a participação da Banda Musical Castromarinense.

Na tarde desse mesmo dia, decorreu a Recitação do Terço e uma missa solene na Igreja de Castro Marim, seguida do ponto alto das celebrações: a Procissão em Honra de Nossa Senhora dos Mártires, o evento religioso com mais impacto no concelho, que atraiu uma multidão em nome da fé.

Nessa noite, o recinto da Mostra de Artesanato acolheu uma atuação de André Filipe Duo, seguido de um grande espetáculo protagonizado pelos portugueses The Gift, com a icónica Sónia Tavares na voz, que apresentaram os maiores êxitos de uma das bandas com mais sucesso a nível nacional.

A noite terminou com a performance do projeto Time Travel, assinado por Possessivo e DJ Karussa, que utilizando a nostalgia e a sua energia, recordaram grandes músicas do passado e do presente.

O dia 16 de agosto foi dedicado à juventude, com uma tarde repleta de atividades como insufláveis radicais, jogos lúdicos e uma zona de animação, que antecipou o lançamento do Orçamento Participativo Jovem. Para terminar a tarde, decorreu uma Color Party com a atuação do DJ TuXx.

Já na noite de domingo, subiu ao palco a dupla Só Nós Dois, antecedendo a um grande espetáculo do alentejano Buba Espinho. A encerrar, a música eletrónica tomou conta do recinto pelas mãos da DJ Joana Faria.

As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Mártires terminaram na segunda-feira, dia 17 de agosto, com o habitual concerto de verão da Banda Musical Castromarinense.

O evento foi organizado pelo Município de Castro Marim, em parceria com a Junta de Freguesia e a Paróquia de São Tiago.

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GNR APREENDE 16 VEÍCULOS PESADOS POR ADULTERAÇÃO DO SISTEMA ADBLUE NOS DISTRITOS DE LEIRIA, COIMBRA E CASTELO BRANCO

A Guarda Nacional Republicana, através do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) do Destacamento de Trânsito da Guarda, realizou uma grande operação policial no dia 7 de agosto que culminou na apreensão de 16 veículos pesados de mercadorias por adulteração dos sistemas de controlo de emissões poluentes.

Segundo a Guarda Nacional Republicana, a ação resultou de uma investigação que decorria há cerca de um ano e três meses. Durante a operação, os militares deram cumprimento a três mandados de busca em oficinas, escritórios e parques de uma empresa, tendo fiscalizado 71 veículos pesados de mercadorias, dos quais 66 foram submetidos a perícias técnicas.

Nas diligências foram detetadas alterações nos sistemas eletrónicos de 16 pesados, concebidas para inibir a injeção de AdBlue e interferir com o sistema SCR (Redução Catalítica Seletiva). Esta adulteração visava eliminar ou reduzir o consumo do aditivo para baixar os custos de exploração das viaturas, comprometendo os limites de emissões de óxidos de azoto e alterando as características técnicas legais dos veículos.

Da operação resultou a apreensão de:
• 16 veículos pesados de mercadorias;
• 5 computadores;
• 3 equipamentos de diagnóstico;
• Diversos equipamentos utilizados na programação e alteração de sistemas eletrónicos.

De acordo com as estimativas dos peritos técnicos que acompanharam a fiscalização, a vantagem económica associada a estas fraudes nos 16 veículos pode ascender a várias dezenas de milhares de euros.

A operação contou com o apoio dos Comandos Territoriais de Leiria e de Castelo Branco, além da Secção de Investigação Criminal (SIC) do Comando Territorial da Guarda. A GNR relembra que este tipo de adulteração constitui uma alteração ilegal que afeta o ambiente e a concorrência leal no setor dos transportes, garantindo que manterá a fiscalização rigorosa deste ilícito.

Data: 10 de agosto de 2026
Por: Dino Frazão

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CHAVES: Despiste mortal de motociclo em Vila Verde de Oura vitima jovem de 29 anos

📷 Bombeiros Vidago

Um jovem de 29 anos perdeu a vida este sábado na sequência do despiste do motociclo em que seguia, na localidade de Vila Verde, na freguesia de Oura, no concelho de Chaves.

O alerta foi recebido pelas 17h53. À chegada dos meios de emergência ao local, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória, tendo sido iniciadas de imediato as manobras de reanimação pelos operacionais presentes. Apesar de todos os esforços das equipas de socorro, o óbito acabou por ser declarado no local pelo médico da VMER de Chaves.

Segundo a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, a circulação rodoviária na zona teve de ser condicionada para permitir os trabalhos de socorro e os procedimentos das autoridades.

Nas operações esteve envolvida a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago (com uma ambulância de socorro, um veículo de socorro e assistência tático e 7 elementos), a VMER de Chaves e a GNR dos Destacamentos de Vidago e Chaves (com duas patrulhas, 4 elementos e o Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação – NICAV).

As causas exatas do acidente estão agora sob investigação das autoridades competentes.

À família e amigos enlutados, endereçamos as nossas mais sentidas condolências.


9 de agosto de 2026
Por: Dino Frazão

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Centro(s) e Periferia(s): Vozes das Independências e o Lugar das Novas Nações

E se experimentar a cidade de Lisboa fosse menos condicionado por mapas coloniais e mais capaz de questionar territórios de poder, subalternidade e resistência? Por via da arte e de debates, agosto convida a deslocamentos entre Arroios, a Quinta do Mocho e a Cova da Moura. No livro O Espaço do Cidadão, Milton Santos sustenta que «o modelo cívico forma-se, entre outros, de dois componentes essenciais: a cultura e o território». Tal enunciado desloca a compreensão da cidadania para além da (…)

- Outros artigos
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Perché le scuole al caldo sono un problema da risolvere

I periodi di caldo si allungano e interessano mesi in cui le scuole sono aperte. Ciò ha conseguenze sugli apprendimenti e sul benessere degli studenti. Ci sono buone ragioni per investire subito in misure di raffrescamento degli edifici scolastici.

L'articolo Perché le scuole al caldo sono un problema da risolvere proviene da Lavoce.info.

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Município avança com obra de requalificação do Posto Territorial da GNR de São Brás de Alportel

O Município de São Brás de Alportel deu início à execução da empreitada de requalificação do Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR), com a assinatura do Ato de Consignação da obra que teve lugar esta segunda-feira, dia 3 de agosto.

A intervenção permitirá melhorar as condições de acessibilidade, segurança e funcionalidade daquela infraestrutura, contribuindo para um serviço público de maior qualidade.

A cerimónia de assinatura do Ato de Consignação, realizada no dia 3 de julho, reuniu representantes do Município, entidades locais, empresa adjudicatária e GNR. O documento foi assinado pela Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, e por João Paulo Benedito, representante da empresa J.G. Benedito, adjudicatária da empreitada.

A sessão contou ainda com a presença do Vice-Presidente da Câmara, Pedro Ornelas e da Vereadora Mónica Inácio, do Presidente da Assembleia Municipal, Vítor Guerreiro, do Presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e do Presidente da Assembleia de Freguesia, Amável de Sousa. Em representação da GNR estiveram presentes o Coronel Marco Henriques, Comandante do Comando Regional;o Capitão Franco, Comandante do Destacamento e João Santos, comandante do Posto de São Brás de Alportel.

Este projeto contempla um conjunto abrangente de trabalhos de reabilitação destinados a modernizar o Posto Territorial da GNR, proporcionando instalações mais dignas, seguras e acessíveis para os profissionais e para os cidadãos que diariamente recorrem aos seus serviços.

Entre as intervenções previstas destacam-se a pintura integral do edifício, interior e exterior, reparações estruturais pontuais, a intervenção na cobertura da garagem, a substituição de portas e janelas por caixilharias mais eficientes e a criação de uma antecâmara envidraçada na entrada principal, contribuindo para um maior conforto na área de atendimento ao público.

A intervenção inclui ainda a criação de dois novos espaços funcionais no primeiro piso, a reabilitação dos balneários e instalações sanitárias, bem como importantes melhorias ao nível da acessibilidade, nomeadamente a execução de rampas, a instalação de um elevador para acesso ao piso superior e a criação de um lugar de estacionamento acessível.

Esta empreitada é concretizada no âmbito do Contrato de Cooperação Interadministrativo celebrado entre o Município de São Brás de Alportel e o Ministério da Administração Interna para a reabilitação do edifício do Posto Territorial da GNR. O contrato de empreitada foi adjudicado pelo valor de 273.994,97 euros, tendo os trabalhos um prazo de execução de 100 dias e conclusão prevista para o final de novembro de 2026.

Com este projeto, o Posto Territorial da GNR de São Brás de Alportel passará a dispor de instalações mais modernas, funcionais e acessíveis, proporcionando melhores condições para o desempenho da missão da GNR e para o atendimento à população. A empreitada representa, assim, a valorização de uma infraestrutura pública essencial ao concelho, reforçando a qualidade do serviço prestado à comunidade.

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Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga (com vídeo)

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga durante a manhã do próximo dia 4 de agosto.

O movimento começará assim que o barco atracar.

Os pescadores vão deitar mãos à obra para colocar a pescaria em terra, usando apenas a força braçal e muitas canastras.

De imediato, as sardinhas serão colocadas em caixas e vendidas à oferta mais alta.

O passo seguinte caberá às mulheres, que as vão dividir por outras caixas para que sigam viagem.

Pelo meio, haverá ainda o desafio de gerir a azáfama: impedir que as crianças deambulem por ali para roubar peixe e explicar aos curiosos turistas o que está a acontecer.

Esta recriação histórica das descargas de sardinhas à moda antiga decorre a partir das 09h30 no Cais Gil Eanes.

O momento servirá de lançamento perfeito para o Festival da Sardinha, que é inaugurado ao fim da tarde desse mesmo dia.

Com este evento, a sardinha voltará a ser a grande imagem de marca da cidade de Portimão, prometendo arrancar com muita comida, bebida e animação musical.

O evento vai contar com concertos de Matias Damásio (dia 4), Némanus (5 de agosto); Átoa (dia 6), Cuca Roseta (dia 7), Fernando Daniel (dia 8) e Xutos & Pontapés (dia 9).

VÍDEO:

YouTube Video

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

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Portugueses preparam férias com rigor financeiro, recorrem às poupanças e evitam endividamento

●      Mais de 99% dos portugueses recusam recorrer a crédito para financiar as férias ●      68,4% elaboram um orçamento dedicado exclusivamente aos meses de verão ●      52% pagam as férias com recurso a poupanças feitas ao longo do ano ●      77,1% controlam ativamente os gastos diários durante a estadia para evitar excessos Um novo estudo conduzido pela aplicação de […]
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PENAFIEL: CONDUTOR DE PESADO DETIDO POR FRAUDE EM CARTÃO DE TACÓGRAFO


O Comando Territorial do Porto, através do Destacamento de Trânsito de Penafiel, deteve ontem, dia 27 de julho, um homem de 46 anos por utilização fraudulenta de um cartão de condutor no concelho de Penafiel.

Durante uma ação de fiscalização rodoviária, os militares abordaram um veículo pesado de mercadorias e detetaram que o motorista estava a utilizar o cartão de uma terceira pessoa. Segundo o Comando Territorial do Porto, o objetivo seria registar de forma fraudulenta os tempos de condução e a atividade profissional, de forma a ocultar o verdadeiro responsável e a impedir a correta fiscalização das pausas e dos períodos de repouso legalmente estabelecidos.

O infrator foi detido e constituído arguido, tendo os factos sido remetidos para o Tribunal Judicial da Comarca de Penafiel.

Segundo as autoridades policiais, este tipo de prática pode camuflar o incumprimento dos descansos obrigatórios, potenciando a fadiga ao volante e colocando em risco a segurança rodoviária, além de representar uma concorrência desleal no setor dos transportes.

Por: Dino Frazão
Data: 28/07/2026

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FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA

FPT, marca do Iveco Group dedicada ao projeto, produção e venda de sistemas de propulsão e soluções para aplicações on-road e off-road, marítimas e de geração de energia, está reforçando sua colaboração com a Italyure Yachts, um estaleiro jovem, dinâmico e de grande sucesso com sede em Torre Annunziata (Campânia, Itália), ao qual a marca fornece motores para seus iates por meio da AS Labruna, um dos principais distribuidores de motores marítimos de marca para o sul da Itália. De 2021 foram produzidas 26 embarcações da Italyure Yachts equipadas com motores FPT, o que corresponde a 52 motores.

  www.fptindustrial.com


No segmento de lazer, a FPT vem registrando um crescimento exponencial no interesse e no número de clientes, graças às características específicas de seus motores marítimos: confiabilidade, eficiência, densidade de torque e alta relação potência/peso.

A marca atua no mercado de propulsão marítima desde 1965, oferecendo uma linha completa de motores líderes em sua categoria, com cilindradas de 3 a 15,9 litros e potências, que variam de 85 a 1.000 hp, enquanto a linha específica para iates varia 230 a 1.000 hp. Todos os dias, na Itália, são lançados dois novos barcos equipados com motores marítimos da FPT. A presença de mais de 200 pontos de atendimento na região do Mediterrâneo é uma forte garantia de resposta rápida em caso de problemas, garantindo um suporte contínuo.


FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA
Fundada em 2020, a Italyure Yachts consolidou-se no setor de fabricação e venda de iates walk-around de luxo. Sua unidade de produção moderna, localizada dentro do complexo naval “Condomínio Marina di Torre Annunziata”, ocupa uma área de 126.000 metros quadrados, dos quais 30.000 são cobertos e conta com uma doca técnica interna privada de 10.000 metros quadrados, equipada para operações de içamento e lançamento de embarcações de até 200 toneladas. Aqui, a Italyure Yachts gerencia internamente todas as fases da produção, desde o projeto até o acabamento final.


FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA 
FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA

Esses iates fabricados na Itália, fruto da combinação perfeita entre conhecimento artesanal, visão de engenharia, inovação técnica e design contemporâneo, tornaram- se a escolha preferida das empresas de charter, que levam turistas para admirar o Golfo de Nápoles e a Costa Amalfitana. Para essa missão específica, que envolve longas viagens e exige uma navegação tranquila e segura, mesmo nas condições mais adversas, além de até 1.500 horas de uso entre abril e outubro, a Italyure Yachts optou por dois motores FPT N60, que representam as soluções mais competitivas, duráveis, confiáveis e adequadas para iates de charter, além de serem as configurações ideais para esse tipo de embarcação. Assista ao vídeo para conhecer os momentos mais marcantes da navegação da Italyure, com tecnologia da FPT.

No dia 8 de junho, a FPT e a AS Labruna estiveram entre os convidados selecionados para o “Italyure Day”, um evento realizado em Praiano a Mare (Itália), que contou com a participação de empresas de charter, além de clientes e clientes em potencial da Italyure. Representantes da Italyure, da FPT e da AS Labruna fizeram discursos, destacando a importância da parceria nos setores de lazer e de fretamento.


FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA 
FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA 
FPT E ITALYURE: POTÊNCIA E DESIGN A SERVIÇO DA EXCELÊNCIA NÁUTICA
 
“Somos uma opção confiável e consolidada para aplicações recreativas”

, comentou Alessandro Mor, Gerente de Portfólio e Produtos da FPT Marine. “Nosso modelo de negócios se baseia em distribuidores dedicados e uma rede de vendas qualificada e eficiente, que oferece orientação em cada etapa e suporte abrangente em todas as fases, desde a compra e instalação, passando pela manutenção e atendimento pós-venda, até o fim da vida útil do produto. Essa abordagem torna a FPT uma parceira sólida e proativa para os principais estaleiros de iates de lazer e de fretamento, como a Italyure Yachts.”

“Nosso objetivo é criar embarcações que não sejam meramente meios de transporte, mas verdadeiras expressões de arte e engenharia”, acrescentou Raffaele Vitiello, CEO da Italyure Yachts. “E oferecer uma linha de iates walk-around excepcionais, que se distinguem por uma variedade de layouts interiores e soluções de propulsão, capazes de combinar alto desempenho inigualável. “É por isso que os motores marítimos da FPT são nossa escolha preferencial.”

“Para esse tipo de cliente, o relacionamento humano é fundamental”, afirmou Massimo Labruna, CEO da AS Labruna. “E temos orgulho de apoiar a Italyure Yachts e seus clientes na criação de iates capazes de manter o máximo desempenho ao longo do tempo, garantindo a máxima eficiência de navegação”

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A Penteadora implementa sistemas de reciclagem têxtil e produção de não-tecidos da Andritz

Novas linhas de reciclagem mecânica e produção de não-tecidos transformam resíduos têxteis em materiais industriais para aplicações técnicas de alto desempenho.

  www.andritz.com
A Penteadora implementa sistemas de reciclagem têxtil e produção de não-tecidos da Andritz

A Penteadora e a Andritz colaboraram para comissionar uma linha completa de reciclagem têxtil mecânica e produção de não-tecidos agulhados na unidade de Unhais da Serra, em Portugal. A instalação permite o processamento contínuo de resíduos têxteis para a fabricação de componentes estruturais voltados a setores técnicos.

Contexto da Cooperação e Desafios Industriais
A Penteadora, uma empresa integrada do Grupo Paulo de Oliveira especializada em têxteis de lã para aplicações técnicas, atua como operadora do sistema. A Andritz assumiu o papel de fornecedora da tecnologia, entregando a infraestrutura de maquinário necessária para processar a complexidade de misturas sintéticas e fibras técnicas. A cooperação foi estabelecida para atender à necessidade de gerenciamento de fluxos de resíduos têxteis próprios e externos, exigindo equipamentos com capacidade para garantir a estabilidade do processo de automação industrial e a qualidade do material reciclado.

Solução Técnica e Responsabilidades
A solução técnica implementada divide-se em duas infraestruturas principais. A linha de reciclagem têxtil mecânica engloba processos automatizados de corte, mistura, abertura de fibras e cardagem. O sistema incorpora uma tecnologia de separação mecânica avançada projetada para remover elementos rígidos, como botões e zíperes. Este mecanismo de triagem otimiza a eficiência operacional ao proteger a integridade dos equipamentos subsequentes contra danos causados por metais ou polímeros duros. Paralelamente, a linha de não-tecidos agulhados processa as fibras recuperadas por meio de entrelaçamento mecânico, formando mantas estruturadas que atendem a parâmetros rigorosos de resistência e densidade para uso industrial.

Implementação e Casos de Uso
Os sistemas foram instalados e operam em capacidade integral na unidade de Portugal, utilizando resíduos pré e pós-consumo como matéria-prima de entrada. Os materiais resultantes da linha de não-tecidos agulhados são direcionados para aplicações técnicas específicas, incluindo mantas para isolamento térmico, barreiras acústicas automotivas ou arquitetônicas e soluções de proteção contra impactos. O processamento direto desses resíduos na planta permite a manutenção de uma capacidade de produção certificada, cumprindo os padrões técnicos das normas ISO 9001 e GRS, além das especificações OEKO-TEX.

Resultados e Impacto Operacional
A integração das linhas reduz a dependência de matérias-primas virgens e aumenta a eficiência na utilização de recursos internos da fábrica. Sobre a lógica de implementação e o impacto dos sistemas, Miguel Fernandes, Administrador da A Penteadora, afirma: "Com as novas tecnologias de reciclagem e não-tecidos da Andritz, podemos transformar resíduos têxteis em materiais de alto valor para aplicações industriais. Este investimento fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade e circularidade, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades para produtos inovadores em não-tecidos e um uso mais eficiente dos recursos."

Editado por Natania Lyngdoh, editora do Induportals, com assistência de IA.

www.andritz.com

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FPT E GREEN POWER SYSTEMS AJUDAM A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LEITE EM PÓ NA ARGÉLIA

A FPT e seus distribuidores, Bimotor e Avoni Industrial, juntaram-se à Green Power Systems para fornecer energia a um dos maiores projetos agroindustriais do Norte da África, que deve revolucionar a produção de leite em pó na Argélia.

  www.fptindustrial.com


O projeto, no valor de US$ 3,5 bilhões e cofinanciado pelo Fundo Nacional de Investimento da Argélia e pela produtora de laticínios do Catar Baladna Q.P.S.C., envolve a construção de uma das maiores fazendas leiteiras integradas e unidades de produção de leite em pó do mundo, ocupando 117.000 hectares de terras agrícolas e projetada para abrigar 270.000 vacas leiteiras.

Localizada na província de Adrar, na Argélia, a unidade agroindustrial deve iniciar a produção no final de 2027. Quando estiver em pleno funcionamento, prevê-se que a unidade produza até 100.000 toneladas de leite em pó por ano, cobrindo cerca de 50% das necessidades da Argélia. Por estar localizada em uma região do Saara, onde as temperaturas costumam ultrapassar os 40°C por mais de 130 dias por ano, a área agrícola destinada à alimentação das vacas leiteiras é o ponto central de um gigantesco projeto de irrigação contínua, no qual os grupos geradores fornecidos pela Green Power Systems e equipados com motores FPT desempenham um papel crucial.


FPT E GREEN POWER SYSTEMS AJUDAM A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LEITE EM PÓ NA ARGÉLIA

Grupos geradores em operação na Argélia

No total, a Green Power Systems forneceu 50 grupos geradores GP330 S/I-A, equipados com os motores FPT CURSOR 13, com potência de até 330 kVA, que representam a solução ideal para o funcionamento contínuo de sistemas de irrigação em condições extremas, 24 horas por dia.

Os sistemas Green Power Systems, equipados com motores FPT, dão suporte a sistemas de irrigação por pivô central, um método de irrigação de culturas no qual o equipamento gira em torno de um pivô central e as culturas são irrigadas por aspersão, criando uma área irrigada circular centrada no pivô. Menos trabalhoso e mais eficiente no uso da água, esse método de irrigação é particularmente eficaz em grandes extensões de terras áridas e pode transformá-las rapidamente em áreas produtivas para a agricultura.


FPT E GREEN POWER SYSTEMS AJUDAM A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LEITE EM PÓ NA ARGÉLIA   
FPT E GREEN POWER SYSTEMS AJUDAM A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LEITE EM PÓ NA ARGÉLIA
 
Sistemas de irrigação por pivô central

“A participação da Green Power Systems neste projeto confirma ainda mais seu papel como parceira internacional confiável no fornecimento de soluções de geração de energia para aplicações agroindustriais e de infraestrutura em grande escala”

, afirma Flavio Faggiolini, Gerente da Área de Exportação da Green Power Systems. “Em projetos dessa magnitude, a continuidade do fornecimento de energia é essencial para garantir o bom funcionamento de toda a infraestrutura. A colaboração com a FPT contribuiu para a entrega de uma solução alinhada aos requisitos de confiabilidade do contexto operacional.”

“Fazer parte de um projeto de tão grande porte, destinado a melhorar a segurança alimentar da Argélia e a criar cerca de 5.000 empregos locais, é ao mesmo tempo uma grande honra e uma grande responsabilidade”, acrescenta Vittorio Bertalli, Diretor de Vendas da FPT para a região EMEA. “Mas estamos confiantes de que nossos motores CURSOR 13, juntamente com os produtos de alta tecnologia da Green Power Systems, mais uma vez atenderão às expectativas mais exigentes.”

POTÊNCIA CONFIÁVEL, SEMPRE E EM QUALQUER LUGAR

O CURSOR 13 foi projetado para oferecer desempenho robusto e eficiência otimizada de combustível para aplicações de geração de energia, abrangendo desde padrões de emissões não regulamentados até os padrões Stage V/Tier 4 Final. Projetado com um injetor unitário controlado eletronicamente, este motor garante fornecimento preciso de potência, resposta rápida à carga e otimização consistente de combustível em todas as condições operacionais.

A configuração G-Drive oferece uma solução pronta para integração
, enquanto as versões altamente regulamentadas incorporam um sistema ATS com a tecnologia patenteada Hi-eSCR2, permitindo uma redução avançada das emissões sem comprometer o desempenho. O motor oferece a capacidade de alternar entre as frequências de 50 Hz e 60 Hz, facilitando o gerenciamento de estoque para os clientes. Com um intervalo de manutenção de 600 horas, líder no setor, o CURSOR 13 maximiza o tempo de operação e minimiza as necessidades de manutenção.

C13 para a Green Power Systems - Especificações técnicas

Certificação: não regulamentado
Número de cilindros / válvulas: 6L / 4
Sistema de injeção: ECR
Tratamento de ar: TAA
Deslocamento [litros]: 12,9
Furo x curso [mm]: 135 x 150
Potência em modo de espera [kW] @ 1500 rpm: 330
Potência Principal [kW] @ 1500 rpm: 300
Potência em modo de espera [kW] @ 1800 rpm: 360
Potência Principal [kW] @ 1800 rpm: 327
Dimensões [C x L x A, mm]: 2281 x 1223 x 1454

As especificações completas estão disponíveis no site da FPT


FPT E GREEN POWER SYSTEMS AJUDAM A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO DE LEITE EM PÓ NA ARGÉLIA

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As câmaras Flir X-Series suportam a análise não destrutiva dos manuscritos antigos de Herculano

Os investigadores estão a utilizar termografia pulsada e imagiologia térmica de alta velocidade para revelar inscrições ocultas e avaliar o estado de frágeis papiros carbonizados sem contacto físico.

  www.flir.com
As câmaras Flir X-Series suportam a análise não destrutiva dos manuscritos antigos de Herculano

A tecnologia de imagiologia térmica da Flir está a ajudar investigadores em Itália a revelar texto oculto nos papiros de Herculano, uma coleção única de manuscritos antigos carbonizados durante a erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. Utilizando termografia pulsada que tira partido da porta de entrada analógica lock-in rápida de 2,775 MHz disponibilizada pelas avançadas câmaras de imagiologia térmica Flir, os cientistas estão a recuperar escrita anteriormente invisível a olho nu, ao mesmo tempo que obtêm novos conhecimentos sobre a frágil estrutura interna dos documentos. Todas as imagens são provenientes de S. Ceccarelli et al., SciRep 15, 34466 (2025).

Este importante projeto é liderado por investigadores do Institute of Heritage Science, pertencente ao Conselho Nacional de Investigação de Itália (CNR), que estão a explorar formas não destrutivas de estudar e preservar o que continua a ser a única biblioteca sobrevivente do mundo greco-romano antigo.

Descobertos durante escavações realizadas no século XVIII na Villa dei Papiri, em Herculano, os pergaminhos sobreviveram à erupção vulcânica graças à carbonização provocada pelo calor intenso e ao seu enterramento sob material vulcânico. Embora este processo extraordinário tenha preservado os manuscritos, criou também desafios significativos para historiadores e conservadores que procuram lê-los e protegê-los.

Muitos dos papiros foram desenrolados mecanicamente há vários séculos e montados em suportes de conservação. Contudo, os fragmentos resultantes são extremamente frágeis, frequentemente compostos por múltiplas camadas e, em muitos casos, quase impossíveis de ler.

Os limites da imagiologia convencional
Um dos principais desafios enfrentados pelos investigadores é o facto de tanto o substrato de papiro carbonizado como a tinta serem pretos, tornando a diferenciação extremamente difícil através de métodos de imagiologia convencionais, uma vez que o contraste na gama visível se perde. Outras técnicas mais sofisticadas, como a imagiologia por raios X, podem funcionar, especialmente quando combinadas com inteligência artificial, mas são mais complexas e dispendiosas, exigindo o transporte dos papiros para laboratórios especializados onde estas tecnologias estão disponíveis.

Para responder a estes desafios, os conservadores recorreram à termografia pulsada, uma técnica que combina excitação luminosa controlada com imagiologia térmica de alta velocidade. O método consiste em iluminar o papiro com um breve impulso de luz e registar a resposta térmica resultante ao longo do tempo.

As inscrições superficiais tornam-se visíveis quase imediatamente nos primeiros fotogramas infravermelhos após a excitação, porque a tinta absorve a luz de forma diferente do material de papiro circundante. À medida que o calor se propaga pela amostra nos segundos seguintes, começam a surgir detalhes estruturais mais profundos e características subjacentes. Este comportamento térmico dependente do tempo oferece aos investigadores uma forma eficaz de distinguir a escrita do material de suporte.


As câmaras Flir X-Series suportam a análise não destrutiva dos manuscritos antigos de Herculano

Imagiologia térmica avançada

No centro do projeto está a utilização das câmaras de imagiologia térmica Flir X-Series. Combinando imagiologia infravermelha de alta velocidade e elevada sensibilidade com capacidades avançadas de análise térmica, estas câmaras são ideais para ambientes científicos e de investigação onde a precisão e a integridade dos dados são essenciais.

Ao operar no espectro infravermelho de onda média, as câmaras Flir X-Series permitiram aos investigadores captar eventos térmicos rápidos com uma sensibilidade excecional, tornando visíveis diferenças subtis de temperatura entre áreas com tinta e sem tinta dos papiros durante a análise por termografia pulsada. A série X inclui uma porta de entrada analógica lock-in rápida concebida para receber sinais de referência externos, permitindo análises térmicas de alta velocidade com uma taxa de amostragem de 2,775 MHz. Esta capacidade permite aos investigadores detetar sinais muito ténues ou diferenças mínimas de temperatura nos materiais.

Os investigadores utilizaram duas lâmpadas de flash para gerar uma excitação controlada, limitando simultaneamente o aumento de temperatura dos papiros a 2–3°C, muito abaixo de qualquer nível considerado prejudicial para este material antigo. Sistemas especiais de filtragem impediram igualmente a exposição à radiação ultravioleta e minimizaram reflexões infravermelhas indesejadas.

Segundo a equipa do projeto, a elevada sensibilidade, a resolução espacial e as avançadas capacidades de aquisição das câmaras Flir X-Series revelaram-se particularmente importantes para identificar contrastes térmicos finos e preservar a nitidez das imagens ao longo de todo o processo de aquisição.

A capacidade de transmitir e gravar continuamente dados térmicos sem perda de fotogramas também apoiou o pós-processamento detalhado e a análise através do software Flir Research Studio.

Importa salientar que o método permanece totalmente sem contacto e não destrutivo, um requisito crítico quando se trabalha com artefactos frágeis do património cultural que não podem ser manipulados fisicamente nem removidos dos seus suportes históricos.


As câmaras Flir X-Series suportam a análise não destrutiva dos manuscritos antigos de Herculano

Muito para além da recuperação de texto

Embora o principal objetivo do projeto seja revelar texto oculto, a termografia pulsada também fornece informações estruturais valiosas para os especialistas em conservação.

À medida que o calor se difunde através do papiro ao longo de períodos mais prolongados, os dados térmicos começam a revelar características como padrões de fibras, camadas sobrepostas e pontos de adesão entre o papiro e o respetivo suporte. Estes detalhes ajudam os conservadores a compreender melhor o estado físico dos manuscritos e a identificar áreas onde poderá estar a ocorrer deterioração ou destacamento.

A capacidade de investigar simultaneamente a escrita e a morfologia do substrato a partir do mesmo conjunto de dados térmicos oferece vantagens significativas para o planeamento de restauros e estratégias de preservação a longo prazo. A técnica é particularmente útil porque algumas regiões dos manuscritos contêm múltiplas camadas comprimidas criadas durante o processo histórico de desenrolamento. Nestas áreas, secções subjacentes permaneceram unidas em vez de se separarem completamente, criando uma estrutura complexa difícil de analisar através de métodos tradicionais de imagiologia.

Os investigadores observaram ainda que algumas tecnologias concorrentes podem envolver equipamentos mais volumosos, requisitos de posicionamento mais restritivos ou menor qualidade de imagem ao examinar materiais em camadas.

Potencial futuro

Um dos desafios ainda por resolver consiste em identificar texto localizado no verso dos papiros ou oculto em secções com múltiplas camadas, onde apenas uma quantidade limitada de luz de excitação consegue penetrar. Embora seja possível detetar informação térmica residual proveniente de camadas mais profundas, os sinais obtidos tornam-se progressivamente mais fracos e difusos à medida que o calor se propaga através do material.

Para ajudar a ultrapassar estas limitações, a equipa do CNR está agora a explorar a utilização de técnicas de processamento baseadas em inteligência artificial. A análise assistida por IA poderá melhorar ainda mais a diferenciação entre a tinta e o substrato de papiro, potencialmente aumentando a legibilidade e apoiando futuras interpretações dos textos.

Independentemente do que o futuro reserve, a equipa está confiante de que a termografia pulsada se tornará uma ferramenta complementar cada vez mais valiosa ao lado de outras técnicas avançadas de ciência do património. Este projeto demonstra o papel crescente da tecnologia de imagiologia térmica Flir na investigação científica e na preservação. Ao combinar aquisição térmica de alta velocidade com métodos avançados de análise, os investigadores conseguem agora estudar alguns dos artefactos históricos mais frágeis do mundo de formas que anteriormente eram impossíveis.

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Teledyne FLIR OEM lança a Boson SX8, a primeira câmara térmica LWIR SXGA de 8 µm em conformidade com a NDAA

A Boson SX8 de 1280 × 1024 e a Boson SX8-CZ 15–75 oferecem dimensões, peso e consumo energético otimizados, com imagiologia térmica de elevado desempenho.

  www.flir.com
Teledyne FLIR OEM lança a Boson SX8, a primeira câmara térmica LWIR SXGA de 8 µm em conformidade com a NDAA
A Teledyne FLIR OEM

, uma unidade de negócio da Teledyne Technologies Incorporated, anunciou o lançamento da Boson® SX8, o primeiro módulo de câmara térmica de infravermelhos de onda longa (LWIR) não arrefecido, isento de ITAR, em conformidade com a NDAA e produzido em volume, que combina um passo de pixel de 8 mícrones com resolução SXGA (1280 × 1024). O avançado pixel de 8 mícrones proporciona o melhor desempenho térmico da indústria e quatro vezes a resolução dos atuais módulos de câmaras térmicas VGA (640 × 512) não arrefecidas produzidas em grande volume, tudo isto num formato compacto de dimensões semelhantes.

Concebida para elevado desempenho e otimizada para aplicações de defesa e industriais com restrições de dimensão, peso e consumo energético (SWaP), a família Boson SX8 permite a integradores e operadores ver mais, ver mais longe e implementar imagiologia térmica de elevado desempenho à escala de produção.

Essencial para sistemas aéreos não tripulados (UAS), sistemas de combate a UAS, segurança perimetral, dispositivos portáteis, sistemas de guiamento, aumento visual e sistemas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), a família Boson SX8 oferece um desempenho anteriormente disponível apenas em sistemas de imagiologia térmica por infravermelhos de onda média (MWIR) arrefecidos, mais pesados, maiores e com maior consumo energético.

“Ao reduzir a área do pixel em 55% em comparação com o formato padrão de pixel LWIR de 12 mícrones, a Boson SX8 representa um momento transformador para a imagiologia térmica”, afirmou Paul Clayton, Presidente da Teledyne FLIR OEM. “Ao combinar esta avançada arquitetura de pixel de 8 mícrones com resolução térmica SXGA em produção à escala total, estamos a proporcionar aos clientes uma maior perceção situacional e um maior alcance efetivo, sem comprometer o SWaP nem a confiança na cadeia de abastecimento.”

Além de várias opções de lentes fixas, a nova Boson SX8-CZ 15–75 inclui uma objetiva com zoom contínuo (CZ) de 5x integrada de fábrica para ampliar ainda mais o alcance de desempenho. Esta opção combina o módulo de câmara com uma objetiva de zoom contínuo de 15–75 mm, concebida e calibrada como um sistema único. A integração proporciona um desempenho ótico otimizado com focagem contínua durante o zoom, compensação de gradientes térmicos, alinhamento de fábrica e uma garantia de fonte única, reduzindo o risco de integração e acelerando o tempo de colocação no mercado.

Inovação de engenharia disponibilizada à escala de produção
A Boson SX8 e a Boson SX8-CZ 15–75 são fabricadas em grande volume nos Estados Unidos pelo principal fornecedor mundial de módulos OEM de câmaras térmicas. Concebida para implementação em produção, a família Boson SX8 oferece aos OEMs um caminho de baixo risco desde o desenvolvimento até ao fabrico em plena escala, incluindo integração com os produtos de software incorporado inteligente Prism™ da Teledyne FLIR OEM.

A Teledyne FLIR OEM irá demonstrar a família de produtos Boson SX8 na Eurosatory 2026, no stand da Teledyne FLIR em Paris, onde os visitantes poderão conhecer os mais recentes avanços em imagiologia térmica de alta definição otimizada para SWaP. Para mais informações, visite oem.flir.com/bosonsx8.

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Amanirenas: la regina di Kush che ottenne da Augusto una pace favorevole

Nel dicembre del 1910, la sabbia di Meroë restituì due occhi ancora aperti.

La missione archeologica guidata da John Garstang stava scavando un piccolo edificio sacro nell’attuale Sudan quando, sotto i gradini dell’ingresso, apparve una testa di bronzo. Era più grande del naturale, pesava circa diciassette chilogrammi e conservava un dettaglio rarissimo: pupille di vetro inserite in anelli metallici e iridi di calcite. Il volto aveva lineamenti regolari, capelli disposti con cura sulla fronte e un’espressione immobile, costruita per comunicare autorità.

Gli archeologi riconobbero Augusto.

La testa dell’imperatore, realizzata probabilmente in Egitto fra il 27 e il 25 a.C., apparteneva in origine a una statua più alta di un uomo. Il corpo era scomparso. La testa era stata trasportata per centinaia di chilometri verso sud e deposta sotto l’accesso di quello che il British Museum descrive come un santuario della Vittoria. La collocazione appare intenzionale: chi entrava nell’edificio passava sopra il volto del sovrano di Roma.

Per quasi duemila anni Augusto rimase sotto i piedi dei suoi nemici.

La storia di quel gesto conduce a una guerra combattuta lungo il Nilo alla fine del I secolo a.C., quando Roma aveva appena trasformato l’Egitto in una provincia. A sud si estendeva il regno di Kush, una potenza africana governata da una donna il cui nome non compare nei resoconti romani. Le iscrizioni locali la chiamano Amanirenas.

Il regno oltre la frontiera egiziana

Quando Ottaviano conquistò l’Egitto, Kush possedeva una storia millenaria. I suoi sovrani avevano dominato l’Egitto nell’VIII e nel VII secolo a.C., fondando la XXV dinastia. Il centro del potere si era poi spostato a Meroë, fra il Nilo e il fiume Atbara: una città di palazzi, templi, officine e necropoli dominate da piramidi dalle pareti ripide.

I siti archeologici dell’isola di Meroë testimoniano l’estensione delle relazioni costruite dal regno. L’architettura univa elementi kushiti, egizi, mediterranei e mediorientali; le officine lavoravano il ferro, mentre carovane e vie fluviali trasportavano oro, avorio, animali, ceramiche e prodotti di lusso. Kush partecipava ai commerci del mondo antico da una posizione autonoma, collegando l’Africa interna alla valle del Nilo e al Mediterraneo.

La regione più contesa era la Bassa Nubia, a sud della prima cateratta. Templi, comunità e funzionari egizi e kushiti occupavano uno spazio nel quale i confini cambiavano senza interrompere i rapporti religiosi ed economici. Meroë e i Tolomei avevano cercato a lungo di controllarlo; Roma voleva ora rendere stabile e redditizia la nuova provincia.

La documentazione kushita presenta una difficoltà particolare. Gli abitanti di Meroë utilizzavano una propria lingua e una propria scrittura. Gli studiosi conoscono il valore fonetico dei segni e riescono quindi a pronunciare molti testi; gran parte del loro significato rimane ancora incerta. Come mostra una recente sintesi sui rapporti fra Meroë e l’Egitto, la storia del regno deve essere ricostruita accostando archeologia, iscrizioni non pienamente comprese e testimonianze scritte dai suoi avversari.

La sovrana che Roma chiamò Candace

Amanirenas regnò negli ultimi decenni del I secolo a.C. Il suo nome appare in iscrizioni meroitiche insieme ai titoli qore e kandake. Il primo indicava la sovranità regale; il secondo designava una donna della famiglia dominante, spesso la madre del re, e in alcuni casi una sovrana capace di governare in prima persona.

Gli autori greci e romani trasformarono quel titolo nel nome proprio “Candace”. Cassio Dione parla di lei come della guida degli “Etiopi”, termine con il quale gli antichi indicavano le popolazioni poste a sud dell’Egitto. Strabone la descrive come una donna virile e cieca da un occhio. Sono poche parole, diventate il nucleo di quasi ogni racconto moderno su Amanirenas.

La veridicità dell’accecamento e la sua causa restano sconosciute. La ferita ricevuta in battaglia appartiene alla ricostruzione moderna. Anche l’aggettivo “virile” rivela lo sguardo di un autore per il quale il comando militare femminile rappresentava un’anomalia. Il racconto di Strabone conserva informazioni preziose, ma le dispone dentro una narrazione favorevole a Roma.

L’identificazione della Candace di Strabone con Amanirenas è molto probabile, ma non esplicita. Le iscrizioni associano la sovrana ad Akinidad, personaggio di rango elevato coinvolto negli eventi. È stato spesso presentato come suo figlio, benché il legame familiare rimanga incerto. Della guerra possediamo nomi e titoli isolati; le decisioni della corte di Meroë restano fuori dalla nostra portata.

Roma arriva alla prima cateratta

Nel 30 a.C., un anno dopo la vittoria di Azio, Ottaviano prese possesso dell’Egitto. La morte di Marco Antonio e Cleopatra chiuse la storia del regno tolemaico e consegnò a Roma una delle regioni più ricche del Mediterraneo. Augusto affidò il governo della provincia a prefetti scelti direttamente da lui, evitando che un senatore potesse impadronirsi delle risorse e del grano egiziano.

La frontiera meridionale richiedeva uomini e fortezze. Nel 25 a.C. il prefetto Elio Gallo portò gran parte delle truppe in Arabia meridionale; la spedizione fallì e lasciò temporaneamente meno protetta la valle del Nilo.

Intanto, in Bassa Nubia cresceva l’opposizione alle richieste fiscali romane. L’esercito kushita avanzò verso nord, forse per sostenere le comunità in rivolta e ristabilire l’influenza di Meroë. Nell’autunno del 25 a.C. attaccò Syene, l’attuale Assuan, Elefantina e File: fece prigionieri, saccheggiò gli insediamenti e abbatté statue del nuovo signore dell’Egitto.

Fra quelle immagini potrebbe essersi trovato il colosso di bronzo al quale apparteneva la testa scoperta nel 1910.

Il volto portato a sud

Augusto comprese presto il valore politico del proprio ritratto. Monete e statue diffusero nell’impero un volto eternamente giovane, riconoscibile per le ciocche ordinate sulla fronte e per un’espressione controllata. Quelle immagini trasformavano un uomo lontano in una presenza quotidiana. Comparivano nelle piazze, nei templi e negli edifici pubblici, rendendo visibile l’autorità romana.

Recidere una testa imperiale significava quindi colpire qualcosa di più di una statua. I Kushiti portarono a sud prigionieri e immagini di Augusto. Molte sarebbero state restituite durante le successive trattative; il bronzo di Meroë rimase nel regno e assunse una funzione nuova.

La sabbia protesse i lineamenti e gli occhi intarsiati, mentre il peso dei passi continuava a gravare sopra la soglia. Il ritratto concepito per affermare il potere di Roma divenne un trofeo. La propaganda imperiale venne utilizzata contro il suo stesso artefice: Augusto continuava a essere riconoscibile, ma la sua posizione comunicava la sconfitta simbolica dell’invasore.

L’identità di chi decise di seppellire la testa resta sconosciuta. Il gesto appartiene comunque alla guerra combattuta durante il regno di Amanirenas e alla rappresentazione kushita di quel conflitto. Nelle decorazioni del santuario comparivano inoltre prigionieri davanti a un sovrano di Meroë; la scena del re vittorioso sui nemici apparteneva a una tradizione figurativa più antica e alla propaganda regale più che alla cronaca certa di una battaglia.

Petronio risale il Nilo

Roma reagì con il nuovo prefetto d’Egitto, Gaio Petronio. Strabone gli attribuisce meno di diecimila fanti e ottocento cavalieri contro trentamila Kushiti: numeri costruiti per esaltare l’efficienza romana e da leggere con cautela. Il dato essenziale è che l’esercito di Meroë fu respinto.

Petronio conquistò Pselchis, presso l’attuale el-Dakka, e avanzò verso Premnis, identificata con Qasr Ibrim. Prigionieri e bottino furono inviati a nord; secondo Strabone, mille catturati raggiunsero Augusto e altri furono venduti come schiavi.

Secondo Strabone e la versione più concisa di Cassio Dione, Petronio avanzò fino a Napata, antico centro regale e religioso vicino alla quarta cateratta, e la distrusse. La notizia celebrava una penetrazione romana impressionante. Alcuni studi recenti ne dubitano: la distanza di oltre settecento chilometri da Qasr Ibrim, il caldo e le difficoltà di rifornimento rendono incerta una marcia tanto rapida. La devastazione di Napata potrebbe essere stata amplificata o collocata nel racconto per dare alla spedizione una conclusione esemplare.

Petronio tornò verso l’Egitto e fortificò Qasr Ibrim con quattrocento uomini e provviste per due anni. Dall’alto di una rupe, la posizione controllava i movimenti sul Nilo. Amanirenas non considerò conclusa la guerra: le forze kushite tentarono di riprendere la fortezza e costrinsero il prefetto a tornare in sua difesa.

Gli scontri principali erano terminati a vantaggio di Roma; Kush restava fuori dal suo dominio.

Gli ambasciatori sull’isola di Samos

Il conflitto terminò lontano dal campo di battaglia. Amanirenas inviò ambasciatori a trattare. Strabone racconta che, quando Petronio ordinò loro di rivolgersi a Cesare, i delegati risposero di non sapere chi fosse né dove trovarlo. Il prefetto fornì una scorta e li fece accompagnare fino all’isola di Samos, dove Augusto si trovava durante il viaggio verso la Siria.

L’aneddoto permette allo scrittore romano di rappresentare i Kushiti come estranei all’ordine imperiale. La sostanza dell’accordo racconta una realtà diversa. Nell’inverno del 21-20 a.C. gli ambasciatori ottennero condizioni molto favorevoli: Roma abbandonò le posizioni più avanzate, limitò la propria zona d’influenza alla parte settentrionale della Bassa Nubia e cancellò gli obblighi economici imposti a Kush.

Strabone scrive che Augusto concesse tutto ciò che gli ambasciatori chiedevano e rinunciò perfino ai tributi. Il linguaggio presenta la pace come un atto di generosità imperiale. Dal punto di vista di Meroë, il risultato aveva un significato concreto: il regno rimaneva indipendente, era esente da tributi e conservava il controllo del proprio territorio centrale.

Anche Roma ottenne ciò di cui aveva bisogno. La frontiera egiziana divenne più stabile e una lunga campagna verso sud non assorbì altre truppe. Nei secoli successivi il confine conobbe tensioni e incursioni, ma fu anche attraversato da mercanti, pellegrini, sacerdoti e funzionari. Templi e culti della Bassa Nubia continuarono a collegare le due sponde politiche.

Le legioni avevano prevalso sul campo. Amanirenas trasformò la resistenza in un successo diplomatico.

La voce incisa a Hamadab

Quattro anni dopo il ritrovamento della testa di Augusto, la missione di Garstang scavò un piccolo tempio a Hamadab, pochi chilometri a sud di Meroë. Ai lati dell’ingresso si trovavano due grandi stele. Una rimase sul posto; l’altra venne trasferita al British Museum.

La stele di Hamadab misura più di due metri e presenta oltre quaranta righe in scrittura meroitica. Nella parte superiore Amanirenas e Akinidad compaiono davanti a divinità, mentre una fascia mostra prigionieri legati. I nomi dei due governanti sono leggibili. Nel testo compare anche la parola Areme, che molti studiosi interpretano come il nome di Roma.

Potrebbe trattarsi della versione kushita della guerra combattuta fra il 25 e il 21-20 a.C. L’ipotesi è affascinante e rimane discussa. La comprensione della lingua meroitica è ancora insufficiente per ottenere una traduzione continua. Possediamo dunque un lungo testo forse dedicato al conflitto, la cui voce ci raggiunge soltanto per frammenti.

Per oltre duemila anni la storia di Amanirenas è dipesa soprattutto da autori legati al mondo romano. Strabone descrisse la sovrana attraverso il genere e il corpo; Cassio Dione ridusse la guerra a una sequenza di vittorie di Petronio. Le iscrizioni restituiscono nomi, titoli e immagini, senza offrirci ancora il racconto che la corte di Meroë voleva tramandare.

La vittoria sotto i piedi

Definire Amanirenas la regina che sconfisse Roma sarebbe semplice e impreciso. Le truppe kushite ottennero un successo iniziale, poi furono battute e persero diverse posizioni. La rappresaglia di Petronio penetrò profondamente nel territorio del regno, anche se l’arrivo a Napata resta discusso. Il costo umano della guerra ricadde sui prigionieri, sugli abitanti ridotti in schiavitù e sulle comunità attraversate dagli eserciti.

Il risultato finale andò oltre le vittorie di Petronio. Kush conservò il proprio governo, evitò il tributo e ottenne una frontiera negoziata. Amanirenas emerge meno come l’eroina solitaria costruita dalla leggenda e più come una sovrana capace di sostenere la guerra, assorbire una sconfitta e riconoscere il momento della diplomazia.

La testa bronzea fu portata a Londra nel 1911. Oggi gli occhi di vetro e calcite continuano a fissare i visitatori del British Museum. La loro eccezionale conservazione dipende dal luogo nel quale il ritratto venne sepolto e dal significato che i Kushiti attribuirono alla sua presenza.

Il volto creato per rendere Augusto presente ai confini dell’impero è arrivato fino a noi perché, oltre quel confine, qualcuno decise di deporlo sotto i propri passi.

L'articolo Amanirenas: la regina di Kush che ottenne da Augusto una pace favorevole su Vanilla Magazine scritto da Matteo Forlani

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