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Um novo passo para compreender o envelhecimento: estudo revela papel dos vasos linfáticos na manutenção e reparação óssea

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7 de setembro, nasce Camilo Pessanha, o poeta quase esquecido

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A Mão Invisível das Big Techs

Quando o economista escocês Adam Smith, conhecido como pai do liberalismo, falou no século 18 sobre “a mão invisível do mercado”, ele previa que ao buscar seu próprio benefício os indivíduos poderiam favorecer o conjunto da sociedade. Mas Smith também advertiu que os comerciantes costumam mancomunar-se e manipular as regras a seu favor e que o Estado deve evitar monopólios e garantir bens públicos. Hoje está claro que, se não fiscalizadas, Big Techs e demais empresas atuam como Smith temia: moldam as leis, cooptam governos e manipulam a opinião pública em benefício próprio.

Diante de avanços legislativos, existe um setor que tem se destacado nas ações de lobby anti-regulação em todo o mundo: as Big Techs, um grupo seleto de companhias bilionárias como Meta (dona do Facebook, WhatsApp e Instagram), Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Apple – conhecida como as “Big Five” – e outras, como a chinesa ByteDance (dona do TikTok), a gigante argentina Mercado Livre, e novos players da corrida pela inteligência artificial, como a OpenAI. 

Juntas, as gigantes da tecnologia têm um impacto maior em todos os aspectos da vida das pessoas do que muitos governos. No entanto, diferentemente dos governos, cujo objetivo é servir ao público e que têm de responder a ele, as Big Techs têm como objetivo maximizar lucros e prestar contas a seus acionistas.

Há poucos dados sobre como elas agem para influenciar legislações. Hoje, as Big Techs são o setor que mais gasta em lobby na União Europeia, onde são obrigadas a declarar seus investimentos. Em 2024, o setor gastou 67 milhões de euros, um aumento de 57% desde 2020. Nos Estados Unidos – onde também são forçadas a publicizar seu gasto em lobby, elas gastaram 61 milhões de dólares no mesmo ano, um aumento de 13% em comparação com 2023. Para abrir portas com a administração Trump, empresas como Amazon, Meta, Google e Microsoft doaram 1 milhão de dólares cada para o comitê da cerimônia de posse, e os CEOs se enfileiraram durante o evento.

Pela primeira vez, uma investigação colaborativa e transfronteiriça conseguiu identificar quase 3 mil ações de lobby das Big Techs realizadas em parlamentos e governos de todo o mundo, que podem ser acessadas nesta base de dados interativa. Também registramos processos judiciais e projetos de lei envolvendo as regras do jogo na indústria de tecnologia.

Conheça aqui as táticas de lobby identificadas neste projeto e a nota metodológica.

Explore o lobby das Big Techs em 2.977 ações de influência: clique e navegue no painel interativo

Tornar visíveis a “mão invisível” das Big Techs é uma tarefa que as organizações participantes deste projeto consideram urgente. Por isso, todas realizam um disclaimer coletivo sobre financiamentos recebidos de empresas tecnológicas atualmente ou no passado. Veja aqui a lista completa.  

Depois do lançamento, a RSF publicou um comunicado sobre as revelações:

“Essa investigação inédita, conduzida com ajuda da RSF, mostra a enorme influência que as grandes corporações de tecnologia exercem sobre decisões estratégicas que afetam diretamente o futuro do jornalismo, seja por meio de lobbies contra legislações democráticas ou de esforços para evitar uma remuneração justa pelo conteúdo jornalístico. O projeto confirma a necessidade de enfrentar o desequilíbrio de poder que favorece as grandes plataformas online em detrimento da saúde das sociedades democráticas. Se legisladores cederem ao lobby das big techs, o futuro do jornalismo estará ameaçado — assim como o direito dos cidadãos a acessar informação confiável.

Artur Romeu, Diretor da RSF América Latina

Mas como as Big Techs operam no resto do mundo? 

As grandes empresas de tecnologia têm mais dinheiro do que muitos países. Segundo seu relatório financeiro, a Alphabet, dona do Google, teve uma receita de 350 bilhões de dólares em 2024, quase o equivalente ao PIB do Chile, três vezes o do Equador e dez vezes o de El Salvador. A Meta teve uma receita de 164 bilhões de dólares em 2024, mais de três vezes a produção econômica do Paraguai. A receita da Amazon no ano passado foi de quase 638 bilhões de dólares, um valor equivalente ao PIB da Argentina e um terço do PIB brasileiro.

Seu poder de barganha é maior em países menos desenvolvidos, e as Big Techs sabem usá-lo. Em alguns países – como é o caso da maioria dos países da América Latina e do Sul Global, inclusive o Brasil – o lobby não é regulamentado, e, portanto, é ainda mais difícil registrar ações de lobby e mensurar em que medida elas afetam as regulações aprovadas no Congresso. 

Mas essas mãos que moldam as sociedades não devem continuar agindo nas sombras. Esse trabalho é feito por profissionais bem pagos que fazem parte de operações complexas, chamados internamente de “relações governamentais”, ou “assuntos públicos”. Estes departamentos, por sua vez, contratam terceiros para atuar em seu nome, como escritórios de advocacia ou associações empresariais. Essas operações investem em maneiras de construir e manter relacionamentos com autoridades, distribuindo benesses; promovem reuniões privadas, happy hours e jantares após o expediente; e forjam alianças com base no acesso às suas tecnologias.

Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), lobby e atividades de influência são “ações realizadas diretamente ou por meio de qualquer outra pessoa física ou jurídica, dirigidas a funcionários públicos no exercício do processo de tomada de decisão, às suas partes interessadas, à mídia ou a um público mais amplo, e que visam promover os interesses dos agentes de lobby e influência com referência aos processos de decisão pública e processos eleitorais”.

Estratégias de lobby frequentemente extrapolam o relacionamento com agentes públicos e podem incluir campanhas de manipulação da opinião pública, da imprensa, financiamento para institutos e até para a produção de conhecimento científico.

Sarah Wynn-Williams, ex-executiva do Facebook, descreve em seu livro, “Careless People”, como seus chefes na empresa de tecnologia, surpresos com seu próprio poder e ingênuos, começaram a negociar com os governos do mundo e, movidos apenas pelo lucro, acabaram “crescendo rápido e infringindo leis”. A autora estava parafraseando com ironia o slogan de Mark Zuckerberg, fundador e controlador da Meta: “Movam-se rápido e quebrem as coisas”.  

Para documentar como funcionam essas operações de lobby, o projeto A Mão Invisível das Big Techs vai publicar três séries de reportagens que descortinam como estas corporações têm buscado moldar leis e regulações, atuado judicialmente contra governos e realizado operações de influência para evitar regulações que buscam mitigar seus impactos negativos sobre a sociedades e sobre a política; como têm influenciado o debate sobre a informação pública; e qual é o impacto ambiental dos datacenters.

Big Tech

A Mão Invisível das Big Techs é uma investigação transnacional e colaborativa liderada pela Agência Pública e o Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), em conjunto com Crikey (Austrália), Cuestión Pública (Colômbia), Daily Maverick (África do Sul), El Diario AR (Argentina), El Surti (Paraguai), Factum (El Salvador), ICL (Brasil), Investigative Journalism Foundation – IJF (Canadá), LaBot (Chile), LightHouse Reports (Internacional), N+Focus (México), Núcleo (Brasil), Primicias (Equador), Tech Policy Press (EUA) e Tempo (Indonésia). O projeto tem o apoio da Repórteres Sem Fronteiras e da equipe jurídica El Veinte, e identidade visual da La Fábrica Memética.

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Fibrose pulmonar idiopática: desconhecimento e diagnóstico tardio continuam a ser desafios

A fibrose pulmonar idiopática (FPI) é uma das doenças fibróticas do interstício mais frequentes e talvez a mais grave: não tratada, associa-se a uma expectativa de sobrevivência mediana entre 3 e 5 anos após o diagnóstico. No Dia Mundial desta doença, assinalado a 7 de setembro, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta para a […]
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De 66 mil a 666 mil euros, preço dos imóveis varia dez vezes consoante o concelho

O preço médio dos imóveis apresenta diferenças muito significativas consoante o concelho. Os dados do Barómetro dos Concelhos do Imovirtual mostram que, em agosto de 2026, Faro apresenta o preço médio de venda mais elevado, com 666.125 euros, enquanto no Sátão o valor é de 66.150 euros. Entre os dois extremos existe uma diferença de […]
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Investigadores testam com sucesso estratégia de edição genética para a doença de Machado-Joseph

Um estudo, desenvolvido por uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e do GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica, revela novos dados que podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas para a doença de Machado-Joseph. Esta doença afeta o cérebro e as capacidades motoras, tendo […]
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4 de setembro, Larry Page e Sergey Brin criam a Google

No dia 4 de setembro de 1998, os ‘Google Guys’ criam aquele que viria a tornar-se no maior motor de busca do mundo, o Google, que se transformou numa empresa multinacional de serviços online e software. Com a missão de “organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil”, nasceu, a 4 de setembro de […]
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Colangite Biliar Primária: a importância do diagnóstico precoce e do tratamento atempado

Artigo de Opinião de João Madaleno, Assistente Hospitalar Graduado de Medicina Interna, Serviço de Medicina Interna e Unidade de Transplantação Hepática de Adultos da Unidade Local de Saúde de Coimbra, membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) Assinalado a 13 de setembro, o Dia Internacional da Consciencialização para a Colangite Biliar Primária […]
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Renda das casas sobe 4,9% em agosto e afasta-se da tendência de queda

Os preços das casas para arrendar em Portugal subiram 4,9% em agosto, face ao mesmo mês do ano anterior, sendo o segundo mês consecutivo de subidas após um primeiro semestre em queda. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 18,1 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês, […]
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3 de setembro, nasce Alves dos Reis, o maior burlão português

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Investigação mostra que características psicológicas dos decisores impactam a gestão das empresas

Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) está a estudar a forma como certas características psicológicas de responsáveis financeiros se relacionam com as decisões financeiras no seio das pequenas e médias empresas (PMEs). O objetivo central dos investigadores passa por compreender como o mindfulness (capacidade de manter a atenção deliberada e sem julgamento […]
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Espécies invasoras em águas portuguesas sobem para 231

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Custo de arrendar casa em Lisboa e Porto estabiliza no último ano

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2 de setembro, morre Pierre de Coubertin, fundador dos Jogos da era moderna

No dia 2 de setembro recordamos o pedagogo e historiador francês, que ficou na história como o fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna. Chamava-se Pierre de Coubertin e morreu neste dia, em 1937. Pierre de Coubertin nasceu em Paris, a 1 de janeiro de 1863, numa família da aristocracia francesa. Este descendente de Fernando […]
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1 de setembro, nasce Lobo Antunes, o escritor dos mitos reais

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Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro voltam a atacar Agência Pública

A Agência Pública de Jornalismo Investigativo, agência de notícias mais premiada do Brasil, está sob novo ataque por parte do influenciador Paulo Figueiredo. Nos últimos 10 dias, ele fez pelo menos quatro postagens na rede social X atacando a reputação da organização e da sua diretora executiva, Natalia Viana, além de ter lhe enviado mensagens irônicas e agressivas. 

As postagens foram realizadas pouco depois da Agência Pública solicitar a ambos as suas versões sobre os fatos apurados  em duas reportagens. Na primeira, a Pública noticiou que Paulo doou US$ 10 mil dólares, o máximo permitido, à deputada republicana Elvira Salazar um mês antes dela propor um projeto de lei para penalizar Alexandre de Moraes; a segunda reportagem, feita em parceria com o ICL Notícias, traz um levantamento sobre o estilo e padrão de vida do influenciador e seu aliado Eduardo Bolsonaro nos EUA. 

Em ambos os casos, Figueiredo chamou a Agência Pública de “agência puta” e fez diversos ataques misóginos à equipe e à diretora executiva. Segundo Paulo, é assim “como jornalista que se prostitui tem que ser tratado(a)”. Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e ex-deputado, retuitou uma das postagens no X, ampliando seu alcance.  

Estes não são os primeiros ataques misóginos da dupla às jornalistas da Agência Pública, uma organização sem fins lucrativos que é referência internacional em jornalismo investigativo contando no seu portfólio com mais de 90 prêmios, como o prêmio Gabo da Fundação Gabriel García Márquez, o Prêmio de Excelência Jornalística da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos e o Prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia, nos EUA. 

Em abril de 2024, Eduardo e aliados lançaram uma campanha de desinformação contra a Agência e sua repórter. 

Dias antes, a Agência Pública fora o primeiro veículo brasileiro a noticiar a campanha liderada por Eduardo Bolsonaro para pedir retaliações ao Brasil por conta do processo judicial contra Jair Bolsonaro e outros cúmplices por tentativa de Golpe de Estado – muito antes da articulação render sanções reais contra empresas brasileiras e membros do Judiciário, no ano passado. 

Após a publicação, Eduardo Bolsonaro e Figueiredo passaram a acusar a Pública de ser “a mídia de George Soros”. Passaram ainda a expor nossa repórter, citando seu nome, e incitando seu público online. Paulo Figueiredo ofendeu nossa repórter. 

Há mais de quatro anos investigamos e documentamos as articulações e relações internacionais de Eduardo Bolsonaro, por se tratar de tema de absoluto interesse público que afeta a maioria da população. O tipo de jornalismo realizado pela Agência Pública, técnico e aprofundado, colabora com a qualidade do debate público acerca de alguns dos mais relevantes episódios recentes da história brasileira. 

Estes ataques, entretanto, não são isolados a um veículo. Eles se inserem em um contexto maior de violência e misoginia do grupo bolsonarista voltado às mulheres jornalistas. 

De acordo com relatório da Abraji, no ano de 2024, 31% dos registros de ataques contra jornalistas foram motivados por gênero, um salto em relação ao ano anterior. Durante o governo Bolsonaro, Jair e seus filhos realizavam em média um ataque a jornalista por dia, segundo a mesma organização. A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras chegou a declarar que os ataques à imprensa eram um método do governo de Jair Bolsonaro.

Os ataques recentes são ainda mais graves porque suscitam violência contra profissionais mulheres em um momento de aumento de casos de feminicídio que tem sido, inclusive, pauta durante esta campanha eleitoral. 

Com as postagens de Paulo e o retuite de Eduardo, nossa diretora e a própria Agência têm recebido diversas mensagens agressivas e ameaçadoras, que estão sendo devidamente documentadas para ação posterior. 

Repudiamos essas tentativas de intimidação e ataque à nossa reputação e nossa equipe, formada majoritariamente por mulheres. Eles são ainda mais chocantes quando vindos de figuras centrais a uma campanha para a presidência da República que promete agir contra a violência de gênero. 

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5 definições do telemóvel que deve desativar já

Sabia que o seu smartphone continua a trabalhar para terceiros mesmo quando está parado em cima da mesa? Em segundo plano, dezenas de processos invisíveis gastam a carga da bateria, consomem dados móveis e partilham informações pessoais com servidores remotos. A boa notícia é que não precisa de ser um especialista em tecnologia para resolver […]
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30 de agosto, morre Nasoni, o arquiteto que espalhou arte no norte

A 30 de agosto de 1773, morre o italiano Nicolau Nasoni, um dos mais importantes arquitetos do Porto e de outras cidades do norte do país, que preservam belos edifícios do século XVIII. Nasoni morreu inexplicavelmente pobre. Nasoni teve grande proximidade com fidalgos do Porto, em virtude da ocupação profissional do seu avô. Nascido em […]
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