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Aumento de javalis leva Quercus a pedir plano “estruturado e abrangente”

A Quercus defendeu esta quinta-feira a criação de um plano “estruturado e abrangente” para responder ao aumento da presença de javalis em zonas urbanas, considerando que o projeto-piloto do Governo baseado em incentivos ao abate é insuficiente para enfrentar o problema a longo prazo.

Para a organização ambientalista, a resposta deve ir além da redução do número de animais e integrar diferentes áreas de intervenção. “A gestão populacional do javali em Portugal deve ser enquadrada, na opinião da Quercus, através de um Plano de Ação estruturado e abrangente, com medidas multisectoriais que abordem a raiz do problema e apresentem resultados a longo prazo”, refere a associação, em comunicado.

A posição surge num contexto de registo de problemas relacionados com a presença de javalis em diferentes regiões do país, entre os quais prejuízos na agricultura e acidentes rodoviários.

A Quercus defende, contudo, que é necessário conhecer primeiro a dimensão e distribuição do problema. A associação considera que “antes de pagar pelo abate dos animais, é preciso saber se e onde existem efetivamente densidades excessivas”, sublinhando que o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) fala em “correção de densidade, pelo que pagar por cabeça e abater o maior número possível de animais não significará necessariamente um resultado eficaz e uma redução dos prejuízos”.

Proteção das culturas e compensações aos agricultores

Para combater os prejuízos causados pela presença dos javalis, a Quercus avançam com medidas “que podem e devem ser implementadas”, como o investimento na proteção das culturas agrícolas, a necessidade de garantir que as compensações aos agricultores afetados são justas e estão a ser pagas e a adoção de estratégias que visam uma caça sustentável.

“Se a caça é apresentada como instrumento de gestão populacional, é necessário avaliar também o seu efeito sobre a população e os danos no ecossistema e na biodiversidade, e não apenas apresentar o número total de animais abatidos”, referiu a organização, que também quer saber se a densidade populacional do javali vai ser quantificada antes e depois da implementação do projeto-piloto.

Projeto-piloto prevê pagamento por animal abatido

O Governo vai lançar um projeto-piloto, que se baseia num incentivo para combater o aumento da densidade populacional dos javalis em 60 concelhos do país, através do pagamento pelo abate de machos (50 euros) e fêmeas (70 euros), segundo a Quercus, uma organização não governamental e sem fins lucrativos.

“Pagar por cabeça e abater o maior número possível de animais não significará necessariamente um resultado eficaz e uma redução dos prejuízos”, considera a Quercus, frisando que “vê com cautela a criação do projeto-piloto de incentivo ao abate de javalis, na medida em que acaba por tratar a consequência em vez de lidar com as causas”.

Regressão do lobo e abandono do território entre as causas apontadas

Segundo a Quercus, a “regressão histórica do lobo-ibérico, um predador natural do javali, em grande parte do território português é um dos fatores-chave que explica a aparente maior densidade populacional e dispersão geográfica do javali”.

Outro fator que também contribui para a dispersão do javali está, de acordo com a organização, relacionado com “o abandono progressivo da gestão do território e a diminuição do habitat natural disponível”, uma vez que com menos recursos disponíveis nos ecossistemas naturais, os animais procuram alimento noutros locais, invadindo explorações agrícolas ou até mesmo contentores de resíduos urbanos.

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1.000 cães e 280 gatos no mesmo evento em Braga

A Expo Animal está de volta ao Forum Braga no sábado e domingo, com mais expositores e cerca de 1.000 cães e 280 gatos a participar.

Depois de ter recebido cerca de 21 mil visitantes em 2025, a Expo Animal deste ano contará com 58 expositores, um aumento de 5% face à edição anterior.

Para Luís Rodrigues, administrador executivo da InvestBraga, a evolução da Expo Animal demonstra a capacidade de construir um evento que ultrapassa a dimensão estritamente expositiva. “A Expo Animal tem demonstrado, edição após edição, uma enorme capacidade de mobilização, atraindo milhares de pessoas ao Forum Braga. Em 2025, recebemos cerca de 21 mil visitantes e este ano voltámos a crescer também na componente expositiva, passando de 55 para 58 expositores. São números que confirmam a consolidação de um evento que tem vindo a ganhar dimensão e relevância”, destacou, esta quarta-feira, na apresentação do evento.

A edição de 2026 do evento organizado pela InvestBraga volta também a assumir uma dimensão internacional, através da presença de participantes e juízes provenientes de diferentes geografias. A vertente profissional e competitiva cruza-se, ao longo dos dois dias, com uma programação dirigida ao grande público, permitindo à Expo Animal reunir criadores, especialistas, famílias e apaixonados pelo mundo animal num mesmo evento, segundo a organização.

A edição deste ano reforça a estratégia de transformar a visita à Expo Animal numa “experiência mais abrangente, acrescentando novas iniciativas e momentos de contacto, descoberta e aprendizagem”. A componente de pedagogia e sensibilização assume, neste contexto, uma “importância crescente”, com particular atenção às gerações mais novas. Através da programação, a organização pretende “promover uma relação mais informada e responsável com os animais e sensibilizar para temas relacionados com o seu cuidado e bem-estar”.

“Não queremos que a Expo Animal seja apenas uma exposição de animais. Queremos que seja um espaço que proporciona experiências, transmite conhecimento e contribui para sensibilizar quem nos visita. Há uma aposta muito concreta nas gerações mais novas e a diversidade da programação demonstra que estamos disponíveis para utilizar também as nossas feiras como instrumentos capazes de fazer a diferença nas comunidades”, sublinhou Ana Rita Ribeiro, diretora do Forum Braga.

A programação foi, por isso, construída para proporcionar um dia diferente em família, conjugando entretenimento, contacto com diferentes animais, competição e momentos de aprendizagem. A vertente competitiva mantém-se como um dos pilares da Expo Animal 2026, reunindo criadores e exemplares de referência e reforçando a capacidade de Braga para acolher provas com elevados padrões técnicos e organizativos.

De acordo com José Olímpio, diretor de operações do Forum Braga, a organização tem vindo a trabalhar para garantir condições adequadas não apenas nas áreas onde decorrem as competições, mas também nos espaços destinados à preparação dos animais e na circulação do público.

“A componente competitiva é um dos elementos essenciais da Expo Animal. Temos procurado garantir todas as condições para que os criadores que vêm a Braga encontrem uma organização à altura das suas expectativas e para que, simultaneamente, o público consiga circular de forma fluida e acompanhar as diferentes provas”, explicou.

As monográficas e provas especializadas voltam a assumir um papel de destaque. Entre os momentos que exigem uma resposta organizativa reforçada encontra-se a presença do Pastor Alemão, pela dimensão e especificidades associadas à respetiva competição.

A componente felina chega igualmente a 2026 com um novo marco. “Este ano batemos o recorde de participação nos gatos. É um resultado que demonstra o crescimento desta vertente da Expo Animal e que, naturalmente, coloca a fasquia ainda mais alta para 2027”, salientou José Olímpio. Ao longo do fim de semana serão ainda distinguidos os melhores exemplares presentes nas diferentes competições, culminando com a eleição do melhor cão e do melhor gato da Expo Animal 2026.

A exposição funciona, em ambos os dias, entre as 10:00 e as 19:00. Os bilhetes custam 2 euros (4 aos 10 anos) e 3,5 euros (11 anos ou mais), sendo que as crianças até aos três anos têm entrada gratuita.

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Feira Equestre do Sul regressa a Albufeira com três dias de competição e espetáculos

A Marina de Albufeira recebe, entre sexta-feira e domingo, 9 a 11 de outubro, a segunda edição da Feira Equestre do Sul, que reúne competições, demonstrações, espetáculos e outras atividades relacionadas com o universo do cavalo. A entrada é livre.

Organizado pela Câmara Municipal de Albufeira, o certame procura, segundo a autarquia, combinar desporto, tradição e música ao longo de três dias, com propostas destinadas tanto aos apreciadores das modalidades equestres como ao público que pretende conhecer melhor este universo.

O programa inclui provas de Dressage, Equitação de Trabalho e saltos de obstáculos, além de demonstrações, Cavalhadas e um Desfile de Coudelarias. A oferta é complementada por exposição, artesanato e tasquinhas.

A abertura do recinto está marcada para as 17:00 de sexta-feira, seguindo-se a inauguração oficial às 18:00.

Charanga da GNR participa no espetáculo de abertura

Um dos principais momentos da primeira noite será o espetáculo equestre das 21:30, que contará com a participação da Charanga da GNR e acompanhamento musical de Gonçalo Rosa, na guitarra portuguesa, e Melissa Simplício, na voz.

A programação musical de sexta-feira fica completa com um concerto dos Compis del Cante.

A vertente competitiva prolonga-se durante todo o fim de semana. Entre as provas previstas encontra-se a Taça de Dressage do Sul, cuja final está marcada para domingo, além das competições de Ensino, Maneabilidade e Velocidade de Equitação de Trabalho.

Os concursos de saltos de obstáculos e a prova de Obstáculos/Potência fazem igualmente parte do programa desportivo preparado para esta segunda edição.

A organização reservou também espaço para a aprendizagem e partilha de conhecimentos. Bruno Rodrigues Silva orientará duas masterclasses de Dressage, na sexta-feira e no domingo, enquanto o Picadeiro Fernando de Oliveira apresentará uma demonstração com Bruno Cavalinhos.

O Traje Português de Equitação estará igualmente em evidência através de um workshop dedicado à ligação entre o universo equestre e o património cultural associado ao cavalo.

Cavalhadas e Desfile de Coudelarias marcam sábado

No sábado, as Cavalhadas e o Desfile de Coudelarias assumem particular destaque. O desfile está marcado para as 21:30 e contará com a participação da fadista Sara Paixão.

A noite prossegue com a atuação do DJ Alexandre Ramos.

O último dia da Feira Equestre do Sul será dedicado, entre outros momentos, às finais das competições e à entrega de prémios. O encerramento está previsto para as 18:00, com um sunset animado pelo DJ Gonçalo Rosa.

O Município de Albufeira apresenta a feira como uma iniciativa destinada a aproximar diferentes públicos do mundo equestre, conjugando competição, cultura e convívio num programa aberto às famílias.

A segunda edição da Feira Equestre do Sul conta com o apoio da Marina de Albufeira e a parceria da DeCasta.

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Neste parque de acesso gratuito no Algarve pode observar uma espécie da família dos veados e fazer piqueniques todo o ano

Um parque de acesso gratuito em Tavira permite observar gamos em liberdade, fazer percursos pela mata e aproveitar uma zona de merendas longe das praias mais procuradas do Algarve. Trata-se do Parque de Lazer da Mata da Conceição, um espaço verde com aproximadamente 40 hectares integrado numa área florestal bastante mais extensa.

Uma publicação da autoria da página de Instagram @mileswithmi refere que uma das principais particularidades do parque é precisamente a presença dos gamos, uma espécie pertencente à família dos veados. Atualmente, vivem ali algumas dezenas destes animais, que circulam pelo espaço e podem ser observados por quem visita a mata.

Tudo começou com apenas três gamos

A presença destes animais no parque remonta a setembro de 1997. Nessa altura, a Autoridade Florestal Nacional introduziu no espaço apenas três exemplares: uma fêmea adulta, uma cria e um macho jovem.

Com o passar dos anos, a população aumentou e os gamos tornaram-se uma das imagens mais características desta zona de lazer. Apesar disso, quem visita o parque encontra muito mais do que os animais, uma vez que todo o espaço está preparado para atividades ao ar livre.

Mata começou a ser arborizada há mais de um século

O parque faz parte do Perímetro Florestal da Conceição de Tavira, que ocupa cerca de 457 hectares. A arborização desta área começou em 1920, inicialmente através da plantação de espécies como acácias e eucaliptos.

Na época, a utilização do território tinha sobretudo objetivos florestais e económicos. Entre as finalidades encontrava-se a produção de lenha destinada aos fornos de cal, antes de parte da propriedade assumir a atual função recreativa.

Percursos chegam aos 2,4 quilómetros

Mais tarde, aproximadamente 40 hectares foram vedados e convertidos no atual Parque de Lazer da Mata da Conceição. O recinto dispõe de diferentes percursos pedestres, com extensões que variam entre cerca de um quilómetro e 2,4 quilómetros.

Segundo a mesma fonte, existem ainda parque de merendas, parque infantil e um observatório de aves. A combinação destas estruturas permite que o espaço seja utilizado tanto por famílias como por quem procura caminhar ou passar algumas horas em contacto com a natureza.

Durante o verão há atividades para famílias

Nos meses de verão são também promovidas diferentes iniciativas no parque. Entre as atividades referidas encontram-se caminhadas, sessões de ioga, observação de aves e estrelas e programas que incluem acampamentos.

Existe, porém, uma regra importante para quem pretende visitar o espaço: não é permitida a entrada de animais de estimação. A restrição assume particular relevância num parque onde existe uma população de gamos a circular livremente.

Horários mudam consoante a época do ano

O Parque de Lazer da Mata da Conceição pode ser visitado ao longo de todo o ano, embora os dias e horários de funcionamento sejam diferentes consoante a estação. Entre 22 de setembro e 20 de junho, abre aos fins de semana e feriados, entre as 10 h e as 17 h.

Já entre 21 de junho e 21 de setembro, o funcionamento é mais alargado, de terça-feira a domingo e feriados, entre as 11 h e as 19 h. A entrada permanece gratuita, permitindo conhecer uma zona menos associada à imagem habitual do Algarve e onde os gamos são uma das principais atrações.

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Associação de Barcelos procura terreno para construir centro de proteção animal

A Associação Projecto Animais de Barcelos (APAB) está à procura de um terreno, preferencialmente nos arredores de Braga, para construir de raiz um novo centro de proteção animal, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado a O MINHO, a APAB salienta que tem 19 anos de atividade, já ajudou mais de 8.000 animais e tem atualmente 80.000 euros de apoio aprovado pela Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) para a construção do novo centro.

“No entanto, a concretização do projeto depende agora de encontrar um terreno com as características adequadas. O atual abrigo funciona num espaço arrendado, que terá de ser desocupado, e encontra-se bastante degradado, chegando a entrar água nas boxes quando chove”, explica a APAB.

Por isso, a associação barcelense procura “um terreno com pelo menos 2.500 m², preferencialmente agrícola, sem condicionantes RAN ou REN, com água e eletricidade nas proximidades e sem habitações imediatamente confinantes”.

“Temos o financiamento aprovado, temos o projeto e temos uma equipa com competências em comportamento e bem-estar animal, treino, educação e psicologia. O que nos falta é o terreno onde tudo isto possa acontecer”, explica Patrícia Ramalho, fundadora e presidente da APAB, citada no comunicado.

A urgência é acrescida pelas condições do atual abrigo. O espaço é arrendado e o senhorio já comunicou à associação que terá de ser desocupado. As instalações encontram-se também bastante degradadas, ao ponto de entrar água nas boxes quando chove.

Nos últimos cinco anos, a associação tem registado uma taxa de sucesso nas adoções próxima dos 100%, resultado que atribui, entre outros fatores, ao acompanhamento realizado após a adoção.

“Para nós, a adoção não termina quando o animal sai do abrigo. O acompanhamento pós-adoção é uma parte essencial do nosso trabalho e permite prevenir problemas, apoiar as famílias e garantir que as adoções são realmente bem-sucedidas”, explica Patrícia Ramalho.

A construção de um centro de raiz permitirá melhorar significativamente as condições de acolhimento dos animais e criar espaço para desenvolver novos projetos nas áreas da neurodivergência, educação de crianças e interação entre pessoas e animais.

“Não estamos à procura de financiamento para começar um projeto. Temos já um apoio aprovado. Precisamos de encontrar o terreno que nos permita concretizá-lo”, sublinha a presidente da APAB, apelando, por isso, a proprietários, empresas, instituições ou particulares que possam conhecer um terreno com estas características ou ajudar a encontrar uma solução.

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PAN quer criar registo nacional de agressores de animais

O PAN agendou para debate no Parlamento, no próximo dia 21, duas iniciativas legislativas para criar um registo nacional de agressores de animais e para criminalizar autonomamente a prática de zoofilia em Portugal.

Estas duas iniciativas foram anunciadas pelo PAN, em comunicado, hoje, dia em que se assinala o Dia do Animal.

Para reforçar a proteção dos animais, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) quer criminalizar autonomamente a prática de zoofilia, reforçando por esta via “a proteção penal dos animais e garantindo uma resposta mais eficaz perante atos de natureza sexual praticados sobre animais”.

Já com a criação do registo nacional de agressores de animais, segundo o PAN, o objetivo é “garantir o acesso das entidades competentes, como as associações de proteção animal, às condenações ou contraordenações por crimes contra animais, promovendo a fiscalização, garantindo o cumprimento das penas e prevenindo a reincidência dos maus-tratos a animais”.

Em comunicado, o PAN adianta, ainda, que vai avançar no Parlamento com um conjunto de diplomas “para prevenir e combater o abandono”.

Projetos que, de acordo com este partido, “vão desde o apoio às famílias, à realização de campanhas de esterilização, mas também medidas mais dissuasoras, como a perda de pontos na carta de condução ou a licença de condução para quem abandona animais na estrada ou na via pública”.

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Especialista em cães avisa quem quer ter um Pastor Alemão: “Nas mãos erradas pode tornar-se num problema enorme”

Ter um cão inteligente e com grande capacidade de aprendizagem pode parecer uma vantagem para qualquer família. No entanto, no caso do Pastor Alemão, são precisamente algumas destas qualidades que exigem mais dedicação por parte dos donos.

O alerta é feito pelo educador canino Manuel Balibrea, que abordou nas redes sociais algumas das raças que considera particularmente exigentes e que, por esse motivo, não recomenda a qualquer pessoa.

No caso do Pastor Alemão de linhas de trabalho, o especialista destaca sobretudo a combinação entre inteligência, energia e disciplina.

Precisa de muito mais do que simples passeios

“O Pastor Alemão de trabalho é esforço, inteligência e disciplina em estado puro”, afirma Manuel Balibrea, citado pelo El Economista.

A elevada capacidade de aprendizagem desta raça significa também que necessita de oportunidades para utilizar essas competências. Não basta, por isso, limitar a rotina do animal a pequenos passeios para fazer as necessidades.

Exercício físico, educação e atividades que proporcionem estímulo mental devem fazer parte da rotina, sobretudo quando se trata de exemplares com elevada motivação para o trabalho.

O próprio especialista descreve cada movimento destes cães como uma demonstração de “energia contida” e considera que foram selecionados para conseguir trabalhar sob pressão.

“Este cão precisa de desafios diários“

É precisamente aqui que pode começar o problema para alguns donos. Um Pastor Alemão sem atividade suficiente ou sem uma educação adequada pode tornar-se difícil de gerir.

“Este cão precisa de desafios diários, direção firme e alguém capaz de estar à altura”, explica Manuel Balibrea.

O especialista alerta ainda que, “nas mãos erradas”, toda esta capacidade pode transformar-se num problema, razão pela qual considera essencial perceber as necessidades da raça antes de levar um exemplar para casa.

É uma das raças mais inteligentes

A facilidade de treino do Pastor Alemão é reconhecida também por organizações especializadas. O American Kennel Club (AKC), por exemplo, caracteriza a raça como inteligente, corajosa e confiante, destacando a sua predisposição para aprender diferentes tarefas.

Estas características ajudam a explicar a utilização histórica de Pastores Alemães em funções policiais, militares, de busca e salvamento, assistência e outras atividades de trabalho.

Contudo, nem todos os Pastores Alemães apresentam exatamente o mesmo nível de energia ou temperamento. A linhagem, idade, socialização, treino e características individuais têm influência no comportamento de cada animal.

Antes de escolher esta raça, o mais importante é, por isso, perceber se existe disponibilidade para lhe proporcionar exercício, treino, socialização e estímulo mental de forma regular. A inteligência que tornou o Pastor Alemão famoso pode ser uma enorme vantagem, mas exige igualmente tempo e dedicação por parte do dono.

Leia também: Atenção, ‘pais’ de cães e gatos: estas 8 plantas comuns em casa podem ser perigosas para os animais

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Atenção, ‘pais’ de cães e gatos: estas 8 plantas comuns em casa podem ser perigosas para os animais

Ter plantas em casa ou no jardim é perfeitamente compatível com ter animais de estimação, mas nem todas as espécies são seguras. Algumas plantas bastante comuns podem provocar desde irritação e problemas digestivos até complicações graves quando são ingeridas por cães ou gatos.

O site da revista americana de lifestyle Good Housekeeping reuniu oito plantas que devem merecer atenção especial de quem tem animais em casa. A publicação recomenda contactar um veterinário imediatamente caso exista suspeita de ingestão de uma planta potencialmente tóxica.

Lírios são particularmente perigosos para os gatos

Os lírios estão entre as plantas que exigem mais cuidados, sobretudo quando existem gatos em casa. Determinadas espécies dos géneros Lilium e Hemerocallis podem provocar lesões renais graves mesmo após uma exposição reduzida.

A ASPCA, organização não-governamental americana dedicada à proteção e ao bem-estar dos animais, alerta que, nos gatos, até o contacto com pólen ou a ingestão da água de uma jarra onde estiveram lírios pode representar um risco. Nestes casos, uma intervenção veterinária rápida é particularmente importante.

Aloé vera pode provocar vómitos e diarreia

Apesar de ser conhecida pela utilização do gel em produtos para a pele, a aloé vera também pode representar um problema para cães e gatos se partes da planta forem ingeridas.

Entre os sintomas associados estão vómitos, letargia e diarreia. A Good Housekeeping ressalva, contudo, que o gel propriamente dito é considerado comestível pela ASPCA.

Azálea pode provocar problemas graves

Comum em jardins, a azálea também deve ser mantida longe de animais curiosos.

A ingestão pode causar sintomas como diarreia e fraqueza e, nos casos mais graves, coma ou problemas cardíacos em cães e gatos.

Jibóia pode irritar a boca

A jibóia, também conhecida como pothos, é uma das plantas de interior mais populares devido à sua resistência e crescimento rápido.

Os seus ramos compridos podem, contudo, chamar a atenção dos animais. Se forem mordidos, podem provocar irritação e inflamação na boca, além de salivação excessiva, vómitos e desconforto gastrointestinal.

Cica está entre as mais perigosas

A cica, ou Cycas revoluta, é utilizada frequentemente em jardins e paisagismo, mas pode ser altamente tóxica para cães e gatos.

Todas as partes da planta são perigosas, incluindo as sementes. A ingestão está associada a vómitos, alterações na coagulação do sangue e insuficiência hepática, podendo ser fatal.

Hortênsias também exigem cuidado

As hortênsias contêm compostos capazes de libertar cianeto. Em pequenas quantidades, o mais habitual é surgir desconforto gastrointestinal, mas o risco aumenta consoante a quantidade ingerida e o tamanho do animal. Por esse motivo, a recomendação passa por impedir que cães e gatos tenham acesso às flores e folhas.

Bolbos dos narcisos são a parte mais perigosa

Nos narcisos, o maior perigo encontra-se nos bolbos. A ingestão de grandes quantidades pode provocar tremores, convulsões, descida da pressão arterial e alterações do ritmo cardíaco.

Loendro pode ser fatal

Também bastante utilizado como planta ornamental, o loendro completa a lista. A ingestão de partes desta planta pode provocar salivação excessiva, tremores e problemas cardíacos e, nos casos mais graves, levar à morte do animal.

Se existir suspeita de que um cão ou gato mastigou ou ingeriu alguma destas plantas, a recomendação é não esperar pelo aparecimento de sintomas e contactar um veterinário para avaliar a situação.

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Os destinos em Portugal com mais hotéis que aceitam animais de estimação

Portugal é o segundo país da União Europeia com mais cães por habitante e mais de metade dos lares portugueses têm um animal de estimação. Não é de admirar que, todos os verões, cada vez mais pessoas optem por viajar com os seus cães ou gatos. No entanto, encontrar um hotel que aceita animais de […]
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