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Ficções belicistas: a teatralização da guerra

Líderes europeus vestem uniformes militares e brincam com guerra nuclear. Uma ordem sem futuro troca esperança por medo e arrisca autodestruição.

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Em um surto de simulação, durante a recente Cúpula Europeia do Ártico, em Rovaniemi, Finlândia, líderes europeus vestiram trajes militares para transmitir uma mensagem de preparação para uma confrontação com a Rússia, enquanto a máquina política e midiática repete, quase em uníssono, o alerta contra a “ameaça russa”. A declaração oficial da Cúpula coloca a segurança no centro das discussões e insiste na necessidade de fortalecimento da presença e das capacidades europeias na região, considerada estratégica para a segurança continental.

Essa encenação tem algo de profundamente inquietante. Tais dirigentes apresentam-se na condição de representantes de sociedades mobilizadas para a guerra, enquanto governam países profundamente divididos e enfrentam uma crescente erosão da confiança pública. Por si só, essa distância entre a retórica das lideranças e a disposição real das sociedades deveria recomendar prudência. Em vez disso, assistimos à construção de uma atmosfera psicológica de confrontação. E é justamente aí que começa o perigo.

O risco real de autodestruição

Em primeiro lugar, há um elemento de fingimento, pois a Europa não dispõe das condições industriais necessárias para sustentar autonomamente uma mobilização militar prolongada na escala sugerida pela retórica belicista. O próprio esforço para reconstruir estoques, aumentar a produção de munições e recuperar capacidade industrial demonstra o quanto essa estrutura foi reduzida nas últimas décadas. Mas a questão mais grave não é industrial, mas estratégica.

A Federação Russa dispõe de um enorme arsenal nuclear e de sistemas de ataque avançados, inclusive mísseis hipersônicos. Isto não significa que a Rússia possua superioridade tecnológica em todos os campos, mas algo muito mais importante para essa reflexão: qualquer guerra direta entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a Rússia envolveria forças capazes de provocar uma destruição de escala civilizacional. A Rússia e os EUA continuam concentrando a esmagadora maioria das ogivas nucleares existentes, ao mesmo tempo em que os principais Estados nucleares modernizam seus arsenais e os mecanismos de controle de armas se enfraquecem. Portanto, tratar uma confrontação direta com a Rússia como apenas mais uma opção de política externa não é demonstração de coragem: é cortejar uma possibilidade de autodestruição.

Quando se atravessa determinado limiar, já não existe garantia de que os acontecimentos permaneçam sob o controle daqueles que os iniciaram. É este o ponto ausente da atual teatralização belicista.

E há algo ainda mais perturbador. A linguagem da destruição voltou a ser pronunciada abertamente pelas próprias lideranças ocidentais. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Donald Trump proclamou que os EUA poderiam “aniquilar” o Irã caso não fosse alcançado um acordo. Se uma ameaça dessa natureza – uma “solução final” – pode ser pronunciada na ONU sem provocar uma ruptura política proporcional à enormidade do que está sendo dito, algo extremamente grave está ocorrendo com a percepção ocidental dos limites da guerra. Porque a normalização da linguagem de aniquilação não permanece necessariamente confinada ao adversário contra o qual foi originalmente dirigida.

Hoje pode ser o Irã. Amanhã, numa espiral de escalada que ninguém consiga mais controlar, podem ser cidades europeias. É neste sentido que os atuais devaneios belicistas deixam de ser apenas uma encenação política e passam a representar um perigo concreto de autodestruição da própria civilização europeia. A Europa, que durante séculos foi um dos centros fundamentais da civilização ocidental, atravessou duas guerras mundiais e conheceu diretamente o que significa transformar rivalidades políticas em guerras de aniquilação. Justamente por isso, seria de esperar que suas lideranças fossem as primeiras a compreender que uma guerra entre potências nucleares não oferece uma segunda oportunidade para se corrigirem erros de cálculo.

No entanto, os vemos brincando com símbolos militares, discursos de mobilização, inimigos existenciais e horizontes de confrontação, como se ainda estivéssemos no mundo anterior a Hiroshima e Nagasaki. A ficção consiste precisamente nisso: representar a guerra como instrumento político disponível sem encarar até o fim o que ela poderia significar. E, se a confrontação escapar ao controle, não serão apenas governos, partidos ou alianças militares que pagarão o preço, mas a própria civilização que esses dirigentes afirmam estar defendendo.

Quem precisa da ameaça?

Então, perguntemos: quem está por trás de toda essa falsidade? Quem alimenta essa representação? Quem necessita dessa atmosfera permanente de ameaças? E por que uma ordem política em evidente crise de legitimidade parece encontrar na perspectiva da guerra uma das últimas narrativas capazes de justificar a sua própria continuidade?

A resposta mais simplória consistiria em explicar essa atitude como uma tentativa de manter regimes impopulares sob uma imaginária ameaça externa, ao mesmo tempo em que se condenam ou reprimem as forças políticas emergentes, apresentadas como agentes externos ou instrumentos de uma potência inimiga – no caso, vinculadas à “besta” russa.

Sem dúvida, há algo disso. A História oferece numerosos exemplos de governos que recorrem à ameaça externa para recompor coesões internas deterioradas, desacreditar adversários e justificar medidas que enfrentariam maior resistência em circunstâncias normais. Mas essa explicação é insuficiente. A crise não diz respeito apenas à legitimidade de um grupo de líderes europeus. Ela atinge o próprio sistema que os colocou nessa posição de poder – e é ele que está em crise.

A crise da ordem liberal-financeira

O chamado “mundo baseado em regras”, a globalização financeira, o livre comércio elevado à condição de dogma e a progressiva substituição da economia produtiva pela financeirização, estão sendo confrontados pelo retorno do Estado nacional soberano, das políticas industriais, da segurança energética, das cadeias produtivas estratégicas e da defesa dos interesses econômicos nacionais. Paradoxalmente, esse retorno do Estado nacional poderia representar também um caminho para que o Ocidente recuperasse parte de suas próprias raízes civilizatórias, essencialmente cristãs, nas quais o poder político não era concebido como absoluto, mas submetido a uma ordem moral superior.

Em profundidade, porém, o que se encontra por trás dessas quimeras é uma crise ainda maior: a crise do sistema liberal-financeiro organizado em torno de bancos centrais “independentes”, da autonomia crescente do poder financeiro em relação às comunidades nacionais e de uma concepção econômica que, ao longo de décadas, deslocou progressivamente o centro da riqueza da produção para as rendas financeiras. Esse sistema possui raízes históricas na formação da ordem comercial e financeira anglo-holandesa dos séculos XVII e XVIII, que posteriormente seria projetada sobre grande parte do mundo por meio das estruturas imperiais e financeiras britânicas e, depois, estadunidenses.

Com o passar do tempo, esse modelo adquiriu formas novas, mas conservou uma característica essencial: a capacidade do poder financeiro de se apresentar como uma realidade quase exterior à política, como se suas decisões fossem técnicas, neutras e independentes das escolhas soberanas das sociedades. É justamente essa arquitetura que hoje começa a ser questionada.

Uma religião secular sem promessa de redenção

O sistema profundo das oligarquias ocidentais perdeu a capacidade de gerar ideias e projetos capazes de mobilizar as sociedades em torno de um horizonte de futuro. Essa esterilidade se expressa também na mediocridade de grande parte das atuais lideranças, cada vez mais administradoras de uma ordem em crise do que criadoras de uma nova realidade política. A política liberal transformou-se, assim, em uma espécie de religião secular sem promessa de redenção. E esta talvez seja uma de suas características mais inquietantes.

Os grandes movimentos políticos dos séculos XIX e XX, mesmo quando conduziram sociedades inteiras à catástrofe, ainda prometiam alguma forma de redenção histórica: a sociedade sem classes, a grandeza nacional, o império, a revolução, o homem novo ou uma ordem futura supostamente definitiva.

A religião secular da ordem liberal em decomposição já não oferece sequer isso. Ela exige sacrifícios sem apresentar um paraíso futuro. Exige empobrecimento em nome da estabilidade, perda de soberania em nome das regras, desindustrialização em nome da eficiência e da “proteção” do meio ambiente, censura em nome da democracia e, finalmente, admite até mesmo o risco da guerra em nome da preservação de uma ordem cuja finalidade já não consegue explicar. Não existe mais uma verdadeira promessa de redenção. Existe apenas a promessa de que o sistema continuará existindo. Nas palavras do ex-chanceler da União Europeia, Josep Borrel, “nós somos o jardim do Éden, o resto é a selva”.

Nesse ponto, a política deixa de defender a sociedade e passa a exigir que a sociedade se sacrifique para defender o sistema. É precisamente aí que uma religião secular pode tornar-se autodestrutiva: quando a conservação da ordem existente passa a valer mais do que a conservação daqueles que vivem sob essa ordem.

Da minoria criadora à minoria dominante

Esse é, talvez, um dos sinais mais profundos de esgotamento civilizatório. Uma elite deixa de ser criadora quando já não consegue imaginar um futuro distinto da simples continuação de si mesma. O historiador inglês Arnold Toynbee percebeu com enorme profundidade esse fenômeno ao distinguir a minoria criadora da minoria dominante. Uma minoria criadora exerce liderança, porque oferece respostas capazes de inspirar adesão. Sua autoridade nasce de sua capacidade de responder aos desafios históricos e de produzir formas novas de organização, cultura e sentido. Quando essa capacidade desaparece, a antiga minoria criadora pode converter-se numa minoria dominante, que já não lidera porque inspira, mas conserva-se porque controla. A persuasão é progressivamente substituída pela disciplina; a imaginação, pela administração; o projeto, pela propaganda; e a confiança, pelo medo.

É nesse momento que o sistema corre o risco de transformar a própria crise em justificativa para continuar existindo. Quanto mais fracassa, mais exige poder. Quanto mais perde legitimidade, mais necessita de inimigos. Quanto menos consegue imaginar um futuro, mais dramaticamente precisa apresentar o presente como uma batalha existencial.

Quando o temporal ocupa o lugar do transcendente

Aqui, a reflexão do filósofo germano-estadunidense Eric Voegelin sobre as ideologias totalitárias como “religiões políticas” se encontra com a de Toynbee sobre a desintegração das civilizações. Quando uma sociedade perde a referência a uma ordem transcendente, a necessidade humana do absoluto não desaparece necessariamente. Ela pode simplesmente ser transferida. A nação, a raça, a classe, o partido, a revolução, o mercado, as “regras”, a democracia entendida não como regime político, mas como categoria moral absoluta – qualquer realidade temporal pode ser sacralizada e elevada a uma condição que já não admite questionamento.

Nesse processo, o temporal ocupa o lugar do transcendente. Mas há uma diferença decisiva entre os antigos movimentos políticos e essa possível religião secular de uma ordem esgotada. Os primeiros prometiam uma redenção futura. Essa última parece pedir o sacrifício presente apenas para impedir que o sistema desapareça. É uma religião secular sem escatologia, paraíso, homem novo e um horizonte verdadeiramente novo. Seu único futuro é a continuação indefinida do presente.

Quando o medo substitui a imaginação

Possivelmente, essa ausência de futuro é o que explica a crescente importância do medo: do inimigo externo; da ruptura; da dissidência; da perda do controle. O medo de que aquilo que durante décadas foi apresentado como inevitável deixe subitamente de sê-lo. Quando uma ordem não consegue mais produzir esperança, precisa produzir medo. E quando o medo substitui a imaginação, o conflito pode converter-se numa forma de legitimação. A guerra, então, deixa de ser apenas um instrumento externo de política e pode tornar-se uma necessidade interna do sistema. É justamente aí que os devaneios belicistas contemporâneos adquirem uma dimensão muito mais profunda do que a discussão cotidiana sobre a Rússia, Ucrânia, OTAN ou os gastos militares.

A questão passa a ser civilizacional. Uma ordem que perdeu a capacidade de imaginar o seu próprio futuro pode começar a aceitar riscos que, em condições normais, pareceriam impensáveis. Pode terminar confundindo a sobrevivência de suas estruturas com a sobrevivência da própria civilização. E essa confusão é uma das mais perigosas que uma elite possa cometer. Porque instituições, regimes econômicos e sistemas políticos são históricos. Civilizações são muito maiores do que eles. Quando um sistema passa a exigir que a civilização se arrisque para que ele próprio sobreviva, a relação entre meios e fins foi completamente invertida.

Os sinais de uma mudança de época

É nesse ponto que se torna possível falar verdadeiramente em autodestruição.

Uma civilização pode começar a autodestruir-se, não porque tenha deixado de acreditar, mas porque transformou a sua própria ordem histórica em objeto de crença absoluta. E quando os dirigentes deixam de imaginar um futuro diferente daquele que administram; quando a guerra começa a substituir a política; quando o medo substitui o projeto; quando a conservação das instituições passa a ser considerada mais importante do que as pessoas para as quais essas instituições deveriam existir; não estamos diante apenas de uma crise política ou econômica, mas de uma profunda crise civilizacional.

E quando uma elite perde a capacidade de imaginar, criar e persuadir, isto pode ser o sinal premonitório de que uma época está terminando. Mas não necessariamente de que a civilização esteja condenada. Pode significar exatamente o contrário: que as estruturas que já não conseguem responder aos desafios do presente estão abrindo espaço para outras formas de organização, outras ideias e uma recuperação de princípios que pareciam esquecidos. Porque a perda da imaginação de uma ordem não significa o fim da imaginação humana. E quando aqueles que governam já não conseguem conceber nada além da perpetuação de si mesmos, talvez, este seja precisamente o primeiro sinal de que algo novo começa a aproximar-se.

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Sanctioned 22-Year-Old Tanker Makes Rare Late-Season Arctic Voyage

A 22-year-old product tanker sanctioned by the European Union is making an unusual late-season voyage along Russia's Northern Sea Route, highlighting the growing use of older, lower-specification vessels to move petroleum products through the Arctic.
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China Completes First Season of Regular Arctic Container Service

China has completed the first season of regular weekly container shipping between China and Europe via the Northern Sea Route, with the operator completing all eight sailings planned for 2026 before ending departures slightly earlier than scheduled because of Arctic ice forecasts.
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South Korean Operator Emerges as New Force in Arctic LNG Shipping

New company takes on four Arc4 LNG carriers as Seoul looks to expand Busan’s role in Arctic shipping. A newly established South Korean ship manager is emerging as a potential new player in Arctic LNG shipping, taking control of four ice-class LNG carriers while planning a rapid expansion into the specialized fleet needed to transport gas along Russia’s Northern Sea Route.
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Shadow Fleet Traffic on Northern Sea Route Surges as Arctic Safety Concerns Grow

The number of shadow-fleet vessels carrying Russian oil and LNG through the Northern Sea Route has surged this summer, according to a new analysis by the Bellona Environmental Transparency Center, raising concerns about the ability to respond to accidents in one of the world's most remote shipping environments.
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Trump’s Greenland security deal is a Danish sop for keeping NATO united against Russia

Trump’s plan for militarizing the Arctic at the cajoling of Europeans is another ominous sign among many.

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James Jatras, a veteran U.S. foreign policy analyst, discusses how the recent security deal between Trump and Denmark over Greenland is really about easing tensions within NATO.

And keeping the Western military bloc hard-focused on Russia.

The signing of a new security agreement with Danish PM Mette Frederiksen on the sidelines of the United Nations General Assembly on September 22 looked odd. Frederiksen was photographed smiling with Trump, yet only a few months ago, the Danish leader and other European governments were in uproar over Trump’s threats to annex Greenland.

The Arctic island has an abundance of untapped mineral and rare-earth metals. Trump has framed the annexation as a benign move by the U.S. for protection against Russia and China. He previously ridiculed Denmark’s defenses as amounting to “two dogsleds.”

Recall that earlier this year Trump was threatening to withdraw from NATO if the U.S. was not given full control over Greenland. The Europeans then sprang to Copenhagen’s support and pledged to send troops to Greenland to defend Danish sovereignty.

But with the new security deal, all the recriminations seem to have disappeared. Danish PM Federiksen is smiling like a “Cheshire Cat,” and European Commission President Ursula von der Leyen hailed the renewed strengthening of the NATO bloc.

Jatras contends that Trump does not acquire any significant access to Greenland’s vast natural resources after this new deal. Denmark still retains sovereignty over the Arctic island, albeit describing it as a self-ruling territory under Greenlander administration.

What Trump gets is more U.S. militarization of the Arctic territory, which is actually what the European NATO members want.

Washington is planning to increase American military bases in Greenland and install an anti-missile defense shield called Golden Dome. This militarization will exacerbate already fraught tensions with Moscow because it potentially makes Russia more vulnerable to a nuclear attack from a new front in the Arctic.

The European NATO leaders don’t like Trump, notes Jatras, but they are worried that his maverick behavior is undermining the unity of the transatlantic alliance, which is, in turn, weakening the anti-Russia agenda.

By giving Trump the appearance of increased security control over Greenland, Denmark and the other European NATO hawks gain a more unified alliance whose top priority is to ramp up the anti-Russia agenda, as seen primarily with the proxy war in Ukraine.

In this interview, we discuss other issues: the dearth of diplomacy in Washington since the end of the Cold War, the duplicity in the Trump administration claiming it wants peace with Moscow yet doing nothing to pursue that, indeed doing the opposite, like ending arms control treaties and militarizing the Arctic.

Jatras is pessimistic about the prospects of the political class in the U.S. and Europe finding a breakthrough out of increasingly dangerous relations with Russia. He sees the only way forward as the total internal collapse in the West, leading to a new political leadership. The current dynamic and lack of diplomacy in the West are leading to war.

Trump’s plan for militarizing the Arctic at the cajoling of Europeans is another ominous sign among many.

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First U.S. Coast Guard Arctic Security Cutter in Finland Nears Half Its Blocks Launched as Second Approaches Construction

Rauma Marine Constructions in Finland has made rapid progress on the first of two Arctic Security Cutters it is building for the U.S. Coast Guard, with almost half of the vessel's blocks already launched and construction of the second ship approaching, according to the Finnish shipbuilder's chief executive.
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EU-funded Arctic city co-operation expands with launch of new BRIDGE project

Towns and cities from around the Arctic took part in the launch of an EU-funded Arctic co-operation initiative that will enable more municipal leaders, Indigenous representatives and youth to work together.

The European Union has launched a new initiative gathering 21 towns and cities from across the Arctic to work together on shared priorities. BRIDGE, Building Resilient International Dialogue and Governance for Arctic Engagement, is led by the Arctic Mayors’ Forum (AMF), building on the foundations of the Arctic Regional and Urban Cooperation network (AURC).    

AURC
European Commission

“At a time of ever-increasing environmental and geopolitical change, cooperation among Arctic communities is more important than ever,” said Peter M. Wagner, Head of the European Commission’s Service for Foreign Policy Instruments, speaking at the EU Arctic Forum 2026 in Brussels. “We are proud to launch a new phase of EU support to Arctic cities forging connections across borders, building local capacity, and delivering tangible benefits for their residents.” 

“A safe, resilient and inclusive Arctic isn't a side interest for the EU, it's a shared project,” said Patti Bruns, AMF Secretary General. “I’m excited about our work over the next four years, bringing together communities from Alaska, Canada, Greenland, the Faroe Islands, Iceland, Norway, Sweden and Finland to strengthen cooperation between local governments who face increasing challenges – and opportunities.”

More cities co-operating in a permanent structure

BRIDGE integrates AURC’s approaches and methods into AMF’s permanent structure, extending the cooperation to more Arctic mayors and urban practitioners. 

Despite variations in size and governance structures, Arctic communities share a surprising range of challenges. Building on AURC achievements, these cities are now identifying common themes for the next four years of peer learning, exchanges, study visits, and collaborative problem-solving.

AURC
European Commission

AURC sparked positive changes in Arctic communities 

In 2024, AURC gathered 15 Arctic local authorities from Canada, Finland, Greenland, Iceland, Norway, Sweden and Alaska in the United States for the first time to work together on sustainable development. After two years of structured cooperation with expert support, positive local results were already visible. 

“Whether it was learning from Tromsø’s approach to community hubs or troubleshooting heavy equipment with our Canadian neighbours, AURC provided us with a roadmap for growth,” says Assisaun Toovak, Mayor of Utqiaġvik, the northernmost town in the United States. “We aren’t just a remote town in Alaska: we’re a key player in a global Arctic community.”

From new international welcome houses and services in Rovaniemi (Finland), Gällivare and Luleå (Sweden) and Tromsø (Norway) to plans for a new Youth Commission in Fairbanks North Star Borough (USA) inspired by peers in Sweden, Norway, Iceland and elsewhere, AURC sparked an array of positive local changes across the Arctic. These span citizen engagement and youth participation; attracting and retaining talent; sustainable tourism; culture and inclusive economic development; and resilience and emergency preparedness.

AURC
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Arctic connections supporting resilience and sustainability

Beyond these tangible changes on the ground, trusted exchanges between mayors and staff of Arctic local authorities are boosting knowledge, capacity to adapt, and new initiatives. So far, these include cross-border cultural exchanges, focused workshops for sustainable Arctic tourism professionals, and best-practice sharing on wildfire preparedness. 

Another major result is a new Interreg Aurora project TALENT NORTH, Attracting and Anchoring Global Talent in the Arctic, developed by the Arctic Six universities alliance and AMF, along with administrations and universities of several Arctic cities.

Erkki Parkkinen, Mayor of Salla, Lapland (Finland), said: “It was the best thing for Salla to join AURC: I can now exchange good practices with friends across the Arctic. It’s very important for our municipalities to stay in touch with each other, for the future of the Arctic, for resilience.”

Read more about positive changes EU-funded cooperation has sparked in Arctic towns and cities. 

BRIDGE is funded by the European Commission’s Service for Foreign Policy Instruments (FPI), working closely with the European External Action Service, the diplomatic wing of the EU, and the Directorate-General for Maritime Affairs and Fisheries (DG MARE).

Arctic Mayors’ Forum is pan-Arctic forum representing the voices of Arctic Peoples through elected leaders at the municipal and community level. They provide an open, collaborative platform for their members, including Indigenous Peoples from around the Arctic.

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Iceland Votes No: Sovereignty Over Brussels

On August 29, 2026, Icelanders delivered a verdict that carried an uncomfortable implication for Brussels. By 52.8 percent to 47.2 percent, they rejected the proposal to resume EU accession negotiations. The result was not a rejection of Europe. It was a vote for retaining control. The final tally was close but unambiguous: 118,040 votes against […]
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Commissioners Kadis and Micallef participate in Arctic youth dialogue

On 1 September in Brussels, Fisheries and Oceans Commissioner Costas Kadis and Intergenerational Fairness, Youth, Culture and Sport Commissioner Glenn Micallef jointly hosted the Youth Policy Dialogue ‘How to make Arctic youth participation more inclusive’.

The ten young participants were selected via the EU-funded project Youth Together for Arctic Futures, a workstream under the EU Arctic Youth Dialogue initiative. During the discussion, they will share their experiences and ideas on how the EU can better support the inclusive participation of Arctic youth in decision-shaping processes on issues that matter to young people. During the dialogue, the Commissioners will also ask for the participants’ opinions on the forthcoming Blue Generational Renewal Strategy, a flagship initiative under the European Ocean Pact aimed at making careers in the maritime sectors more attractive.

The Dialogue took place in the framework of the EU Arctic Forum and the Arctic Youth and Indigenous Peoples’ Dialogues, which took place on 1-2 September opened by International Partnerships Commissioner Jozef Síkela and Kadis. The Forum came at an important moment as the EU is updating its Arctic policy in the context of evolving geopolitical, economic and environmental developments.

The EU Arctic Forum, Arctic Youth and Indigenous Peoples’ Dialogues, which bring together a range of Arctic stakeholders to discuss developments in the region and the future of the EU’s engagement in the Arctic, are integral parts of the EU Arctic policy. Youth Policy Dialogues are part of the European Commission's commitment to mainstream the voice of young people in EU policymaking, as set out in President von der Leyen's Political Guidelines for 2024-2029.

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EU may be asked to aid Denmark in potential Greenland conflict

Brussels (dpa) – Germany and the other European Union member states could be required to provide assistance at Denmark’s request in the event of a violent conflict over Greenland, a spokeswoman for EU foreign policy chief Kaja Kallas said on Thursday.

The comments came after inconclusive talks between US and Danish officials in Washington on Wednesday.

Greenland is part of the territory of the Kingdom of Denmark, a NATO member, and therefore in principle falls under the mutual solidarity clause in Article 42(7) of the EU treaty, the spokeswoman told dpa.

At the same time, she emphasised that the question of applying it is not now on the table since a military confrontation with the United States is considered very unlikely because presumably no one would take on the world’s most powerful military power.

US President Donald Trump wants to incorporate the vast, resource-rich island into the United States, saying the US needs to own the country for its security needs, which he sees as being threatened by China and Russia.

The Europeans want to convince Trump that Greenland can be best protected within NATO.

Following unsuccessful talks in Washington on Wednesday to resolve the Greenland dispute, EU states including Germany announced they would send troops to the island for a mission in support of Denmark.Russia’s ambassador to Denmark, Vladimir Barbin, has accused NATO of seeking to militarise the Arctic amid the US demands. He said Copenhagen was pursuing a confrontational approach by involving NATO, driving a rise in military tensions in the Arctic. (15-16 January)

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