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Muitas prateleiras cheias e carrinhos a postos. O Mercadona de Portimão está quase a abrir (com fotos)

A escassos dias da abertura, o novo supermercado Mercadona em Portimão já parece estar praticamente em condições de receber os seus clientes.

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Empreendimento de milhões de euros está a ser construído em Ferragudo (com fotos)

Continuam a decorrer a bom ritmo as obras que vão levar à construção do Pestana Ferragudo Village Golf & Residences, um grande empreendimento turístico e residencial de luxo do Algarve.

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Junta de Freguesia de Ferragudo promove debate sobre o futuro do Algarve e de Portugal

A Sala da Assembleia de Freguesia de Ferragudo acolhe no próximo dia 30 de outubro, com início pelas 19h00, um debate sobre o futuro do Algarve e de Portugal, o qual conta com a presença de Jack Soifer.

Tendo em conta que o futuro do Algarve e de Portugal também se constrói com conversa, ideias e participação, este debate é aberto à comunidade para refletir, conversar e trocar perspetivas sobre os desafios e oportunidades que o futuro reserva à sociedade, pelo que a autarquia quer que os cidadãos vão participar, questionar, partilhar ideias e fazer parte da conversa.

A sessão contará com Jack Soifer como orador e dinamizador e será realizada em português e inglês, criando um espaço onde residentes de diferentes nacionalidades poderão participar e dar o seu contributo.

Jack Soifer é um investidor, consultor e empresário, com uma carreira internacional de 40 anos em 12 países, residente em Portugal há cerca de três décadas.

O debate realiza-se na Sala da Assembleia de Freguesia de Ferragudo, 1.º andar do Mercado – entrada pela Rua Vasco da Gama -, pelo que tendo em conta que a sala dispõe de apenas 50 lugares, a autarquia recomenda que reserve lugar com antecedência através dos seus contatos.

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Vizinhos convidam Luís Trigacheiro para novo single que homenageia o ‘vagar’ alentejano – TVI

Os Vizinhos, banda que nasceu no final de 2024 com raízes em Évora, só precisaram de pouco mais de um ano para conquistar o país, cujo sucesso é tanto que o grupo de amigos alentejanos está prestes a estrear-se nos coliseus de Lisboa a 21 de novembro e Porto a 28 de novembro, como revela a reportagem da TVI.

Antes da estreia nas emblemáticas salas lusas no final de novembro, os Vizinhos ainda tiveram tempo de lançar um novo single, no qual cantam ao lado de um conterrâneo, Luís Trigacheiro, de Beja, em que a banda e convidado homenageiam o tão caricaturado ‘vagar’ do Alentejo que acaba por ser uma imagem de marca da região.

Constituem a banda David Mendonça (vocalista e acordeonista), Francisco Cartaxo (bandolim e voz), Tomás Cartaxo (guitarra e voz) e Miguel Brites (baixo e voz).

Os Vizinhos nasceram de uma amizade consolidada no Grupo Académico Seistetos da Universidade de Évora, pelo que a formação oficial data do final de 2024, tendo o projeto a público sido lançado no início de 2025, o qual tornou-se um fenómeno viral com o single de estreia ‘Pôr do Sol’, lançado em março de 2025, o qual continua a acumular milhões de visualizações e audições nas plataformas digitais.

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D. Vitorino Soares inicia Semana das Missões este domingo em São Brás de Alportel

Bispo do Algarve vai estar com as comunidades paroquiais da Diocese a partir de 11 de outubro

O Bispo do Algarve, D. Vitorino José Pereira Soares, que iniciou o seu ministério no Algarve no passado dia 19 de setembro, começa este domingo, 11 de outubro, a iniciativa “FAROL – Fé que aproxima, Igreja que encontra”, cujo objetivo é estar presente e próximo das comunidades paroquiais da Diocese.

A iniciativa começa na Paróquia de São Brás de Alportel e coincide com o início da Semana das Missões, que este ano celebra o seu primeiro centenário.

Três semanas depois de iniciar o seu ministério na região algarvia, o Bispo quer criar momentos de encontro, escuta e diálogo e conhecer a realidade concreta de cada paróquia.

D. Vitorino Soares

D. Vitorino Soares quer também valorizar a diversidade das comunidades, o trabalho dos párocos e o empenho dos leigos na vida e na missão da Igreja. A iniciativa tem natureza pastoral e relacional e não pretende ser uma visita pastoral canónica.

FAROL = Um nome inspirado no mar e na luz

O nome FAROL vem da forte ligação histórica e simbólica do Algarve ao mar e à luz que orienta os caminhos. Na vida da Igreja, o farol lembra a luz da fé e a esperança cristã: uma presença que «orienta sem se impor» e «ilumina sem substituir o caminho de cada um». As letras do nome podem também ler-se como um acrônimo: Fé, Acolhimento, Relação, Oração e Ligação.

Objetivos

A iniciativa quer promover o encontro pessoal do Bispo com as comunidades e conhecer mais de perto a realidade humana, espiritual e pastoral de cada paróquia.

D. Vitorino Soares quer ainda escutar os párocos, valorizar o serviço de sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos e favorecer uma cultura de proximidade, corresponsabilidade e participação na missão evangelizadora.

D. Vitorino Soares

Na nota pastoral que se publica a seguir, em que apresenta a iniciativa, D. Vitorino Soares sublinha que “O FAROL pretende ser mais do que uma ronda de visitas: deseja constituir-se como sinal de proximidade, escuta e comunhão entre o Bispo e as comunidades que formam esta querida Diocese do Algarve.”

Calendário dos primeiros encontros

11 de outubro – São Brás de Alportel

  • 10h30 – Eucaristia na Igreja Matriz de São Brás de Alportel
  • 12h00 – Eucaristia na Capela do Alportel

18 de outubro (domingo) – Castro Marim, Monte Gordo e Vila Real de Santo António (centésimo Dia Mundial das Missões)

  • 10h30 – Missa em Monte Gordo
  • 12h00 – Missa em Castro Marim
  • 17h30 – Missa em Vila Real de Santo António

25 de outubro – Tavira

  • 9h00 – Missa na Conceição de Tavira
  • 11h00 – Encontro com a comunidade de língua inglesa
  • 11h30 – Missa na Igreja de Santiago

A Diocese do Algarve convida todas as comunidades a acolher o seu novo Pastor e a participar nestes momentos de fé, encontro e comunhão.

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PJ detém no Algarve homem procurado na Alemanha

A Polícia Judiciária (PJ), informa em comunicado que, através da Unidade de Informação Criminal, localizou e deteve no Algarve sem especiaficar a localidade, no cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciárias da Alemanha, um cidadão estrangeiro, do sexo masculino, com 57 anos, suspeito da prática do crime de tráfico de estupefacientes.

Durante o ano de 2022, no decurso de uma investigação, diz a PJ que foi apurado que o homem dedicava-se ao tráfico de haxixe, no município de Bitz, na Alemanha.

Numa busca domiciliária, foi encontrado na sua posse, uma elevada quantidade de comprimidos de oxicodona e buprenorfina.

Por estes factos, poderá vir a ser condenado na pena de 15 anos de prisão. A PJ finaliza a sua missiva adiantando que o homem irá ser presente ao Tribunal da Relação de Évora, para aplicação de uma medida de coação.

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Rally de Portugal sai do WRC 2027 e Portugal perde retorno de cerca de 200 M€

ACP cancela na totalidade a realização da mítica prova que voltou ao WRC em 2007 no Algarve

O Rally de Portugal vai ficar fora do Campeonato Mundial de Rallyes (WRC) em 2027 e a próxima edição da prova foi cancelada para outro qualquer campeonato, nacional ou europeu.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) atribuiu a decisão a uma alteração de última hora promovida pelo promotor do campeonato – grupo francês Cosmobilis -, afastando qualquer relação com os incidentes registados na edição de 2026.

“O Rally de Portugal não se vai realizar em 2027”, confirmou o ACP à Agência Lusa, admitindo o regresso da prova ao calendário WRC em 2028, porém, a organização garante ainda que a exclusão não está relacionada com questões financeiras nem com a mudança prevista do centro nevrálgico da prova, de Matosinhos para Viseu.

O ACP esclarece que a alteração do calendário teve como objetivo tornar o WRC “geograficamente tão diverso e intercontinental quanto possível”, acabando por afetar o Rally de Portugal, que se realizaria entre 13 e 16 de maio, tendo como base a cidade de Viseu.

A organização rejeita também a existência de indemnizações, explicando que, apesar dos contratos estabelecidos, os calendários são ratificados anualmente pelo promotor e pela Federação Internacional do Automóvel.

Prova portuguesa é fundadora do Mundial de Rallyes

A prova portuguesa, uma das fundadoras do Campeonato do Mundo de Rallyes, integrou o WRC desde 1973, com exceções em alguns anos, e regressou ao calendário em 2007, de forma mais regular, tendo então como base o Algarve.

Rally de Portugal 2009

Saliente-se que, esta será apenas a segunda vez desde a primeira edição, em 1967, que o Rally de Portugal não se realiza, depois do cancelamento de 2020 devido à pandemia de Covid-19.

Recorde-se que a primeira temporada WRC contou com 13 provas, sendo cada uma realizada num país ou território diferente, no caso, no Mónaco (Rally de Monte Carlo), Suécia (Rally da Suécia), Portugal (Rally de Portugal), Quénia (Safari Rally), Marrocos (Rally de Marrocos), Grécia (Rally da Acrópole), Polónia (Rally da Polónia), Finlândia (Rally dos 100 Lagos/Rally da Finlândia), Áustria (Rally dos Alpes Austríacos), Itália (Rally de Sanremo), Estados Unidos (Rally Press-on-Regardless), Reino Unido (Rali RAC) e França (Tour de Corse / Rally de Córsega).

Portugal perde cerca de 200 milhões de euros

O Automóvel Club de Portugal lamenta o impacto da decisão para o país e recorda que o estudo realizado em 2025 apontou para um retorno superior a 193 milhões de euros para a economia nacional através da realização do Rally de Portugal.

Carlos Barbosa (Foto: ACP – Arquivo)

Apesar de não se ter disponibilizado para prestar declarações, o presidente do ACP, Carlos Barbosa, partilhou com a Agência Lusa, em resposta por escrito, que “um sentimento de grande surpresa e de choque, do qual resultou uma sensação clara de frustração” com este desfecho.

No calendário WRC para 2027 divulgado na passada semana pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pelo Promotor Cosmobilis, o Rally de Portugal é a única prova a ficar de fora em relação a este ano, enquanto que o calendário é alargado de 13 para 15 provas, entrando os Estados Unidos e o Reino Unido, reentrando a Arábia Saudita – que não se realizou este ano -, como jornada de encerramento.

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Começou a contagem decrescente para a 40.ª bp Ultimate Baja Portalegre 500

A 40.ª edição da bp Ultimate Baja Portalegre 500 arranca na próxima quinta-feira, dia 15 de outubro, com base em Portalegre, para uma celebração muito especial, cuja mais carismática competição de todo-o-terreno em Portugal, volta a percorrer os míticos caminhos do Alto Alentejo e reúne uma impressionante lista de inscritos com um total de 441 participantes em todas as categorias.

Nos automóveis, competem o campeão nacional em título, Gonçalo Guerreiro, o líder do campeonato, Luís Cidade, a quase totalidade de pilotos com mais vitórias em Portalegre, Miguel Barbosa, Ricardo Porém e João Ferreira, entre inúmeros concorrentes de Portugal e provenientes de outras geografias.

Nas motos, destaque para o número de participantes com o líder do campeonato e vencedor da prova em 2025, Micael Simão, ou o recordista absoluto de triunfos – com oito vitórias no total – António Maio, à cabeça. 

Micael Simão

A prova pontuável para as Taças do Mundo e Europeia de Bajas, bem como para os campeonatos nacionais de cada categoria conta com uma das maiores listas de inscritos da história da baja nas últimas duas décadas.

A categoria mais popular volta a ser a das motos, no total, são 115 concorrentes. Seguem-se os SSV que, mais uma vez, se aproximam da centena de participantes. Desta feita, são 85 aqueles que se apresentam em Portalegre para a 40ª edição da clássica alentejana.

Nos automóveis, a divisão é feita entre os concorrentes FIA e aqueles que contam para o evento nacional/FPAK. Nos primeiros, são 65 equipas, enquanto na segunda lista há 36. Os quads são 42, tanto como aqueles que competem nas categorias de Promoção e Hobby. Destaque ainda para o futuro da modalidade. Os concorrentes da Mini Baja são 55 pilotos com idades compreendidas entre os oito e os 16 anos. 

“A forte adesão das equipas e dos pilotos que se inscreveram nesta edição especial da bp Ultimate Baja Portalegre 500 é uma demonstração da importância que a prova tem, tanto em Portugal como além-fronteiras. Há 20 anos, desde a 20ª edição, que não contávamos com um número tão elevado de participantes. Não temos dúvidas de que este evento que nasceu em 1987 se tornou numa referência da modalidade e é isso que pretendemos celebrar. Acreditamos que as condições estão todas reunidas para que a bp Ultimate Baja Portalegre 500 continue a ser um excelente evento de desporto motorizado e que continua a marcar todos aqueles que vivem a modalidade de forma apaixonada, seja a competir, seja a assistir com milhares de pessoas no terreno a apoiar os concorrentes”, afirma o alcoutenejo Orlando Romana, Diretor de Prova. 

Para aceder às diversas listas de inscritos clique aqui. Além de tão numerosa lista de inscritos, reveladora do interesse em participar numa edição tão cheia de significado, haverá uma série de iniciativas paralelas, como será uma exposição alusiva à história da bp Ultimate Baja Portalegre 500, com diversas viaturas emblemáticas expostas em pleno Parque de Assistência, e competições específicas para carros e motos vintage.

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O dia em que subir um lanço de escadas deixou de ser normal

Tudo começou com um cansaço aparentemente banal. Uma pessoa ativa, profissionalmente realizada, habituada a uma vida normal, começa a sentir que algo mudou. As escadas parecem mais longas. O percurso habitual até ao trabalho torna-se mais exigente. Ao final do dia, a energia desaparece mais depressa do que seria expectável. Primeiro atribui-se a culpa ao stress. Depois à idade. Mais tarde, à falta de descanso. Mas o cansaço não passa.

Meses depois surgem outros sinais. Perda de peso sem explicação. Suores noturnos. Uma sensação constante de fraqueza. Finalmente, chega o diagnóstico: Mielofibrose. Para a maioria dos portugueses, o nome diz pouco ou nada. No entanto, para quem recebe este diagnóstico, representa uma mudança profunda na sua vida.

Embora seja uma doença pouco conhecida, a Mielofibrose tem um impacto significativo na vida de quem com ela convive. Por isso, vale a pena falar sobre esta doença, que permanece praticamente invisível para a sociedade até ao momento em que entra, sem aviso, na vida de alguém.

A Mielofibrose é um cancro raro do sangue que afeta a medula óssea. À medida que a doença evolui, a produção normal de células sanguíneas torna-se menos eficaz, levando frequentemente ao aparecimento de anemia, aumento do baço e sintomas constitucionais como febre, perda de peso, fadiga e suores noturnos.

Apesar dos avanços científicos das últimas décadas, continua a existir uma realidade difícil de ignorar: muitas pessoas vivem durante bastante tempo com sintomas que são subvalorizados, quer pelos próprios doentes, quer por quem os rodeia. Talvez porque todos nós nos habituámos a normalizar o cansaço.

Vivemos numa sociedade onde estar cansado é quase um estado permanente. Trabalhamos mais. Dormimos menos. Acumulamos responsabilidades. Por isso, quando alguém se queixa de fadiga persistente, raramente imagina que possa estar perante uma doença hematológica grave.

Contudo, para muitos doentes com Mielofibrose, a anemia torna-se uma das manifestações mais incapacitantes da doença. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema: cerca de 38% dos doentes apresentam anemia no momento do diagnóstico, percentagem que ultrapassa os 50% durante a evolução da doença. Mas os números contam apenas parte da história.

A verdadeira dimensão da anemia mede-se de outra forma. Mede-se no avô que deixou de brincar com os netos porque já não tem energia. Na pessoa que abandona a atividade física que sempre praticou. No profissional que passa a ter dificuldade em cumprir um dia de trabalho. Na família que reorganiza a sua rotina em função de consultas, exames ou transfusões. Mede-se, sobretudo, na perda gradual de autonomia. É por isso que, quando falamos de Mielofibrose, não estamos apenas a discutir resultados laboratoriais. Estamos a falar de qualidade de vida.

Sabemos hoje que a anemia associada à Mielofibrose não é apenas um sintoma incómodo. Está associada a um pior prognóstico da doença e constitui um dos fatores considerados na avaliação do risco destes doentes. Além disso, pode aumentar a necessidade de cuidados médicos e condicionar profundamente o bem-estar físico, emocional e social.

Recentemente, um grupo de hematologistas portugueses, do qual faço parte, reuniu a evidência científica disponível e a experiência da prática clínica nacional para desenvolver recomendações destinadas a melhorar a abordagem das alterações sanguíneas que afetam os doentes com Mielofibrose. O objetivo é simples: contribuir para cuidados mais uniformes, mais eficazes e mais centrados nas necessidades reais das pessoas que vivem com esta doença. Mas os profissionais de saúde não conseguem mudar esta realidade sozinhos. A consciencialização da sociedade continua a ser uma peça fundamental.

Nenhuma campanha de sensibilização eliminará uma doença rara. Mas pode ajudar a reduzir o desconhecimento que frequentemente a acompanha. Pode fazer com que mais pessoas valorizem sintomas persistentes. Pode levar alguém a procurar ajuda mais cedo. Pode diminuir o isolamento que muitas vezes acompanha os doentes com patologias pouco conhecidas.

Por isso, deixo um convite simples. Valorizemos os sinais que o nosso corpo nos dá. Nem todo o cansaço esconde uma doença grave. Felizmente, a esmagadora maioria das vezes não esconde. Mas quando o cansaço é persistente, inexplicável e acompanhado por sinais como perda de peso involuntária, anemia, febre, suores noturnos ou aumento abdominal, merece ser investigado. Porque, por vezes, a diferença entre ignorar um sintoma e procurar uma explicação pode mudar o rumo de uma vida. Porque nenhuma doença rara deveria permanecer invisível apenas porque afeta poucos doentes. A cada uma dessas pessoas, a sua doença não parece rara. Parece apenas a coisa mais importante do mundo.

* Hematologista – ULS de Santa Maria, Coautora da publicação ‘Gestão prática das citopenias no doente com mielofibrose adaptada à realidade em Portugal’

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