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O dia em que subir um lanço de escadas deixou de ser normal

Tudo começou com um cansaço aparentemente banal. Uma pessoa ativa, profissionalmente realizada, habituada a uma vida normal, começa a sentir que algo mudou. As escadas parecem mais longas. O percurso habitual até ao trabalho torna-se mais exigente. Ao final do dia, a energia desaparece mais depressa do que seria expectável. Primeiro atribui-se a culpa ao stress. Depois à idade. Mais tarde, à falta de descanso. Mas o cansaço não passa.

Meses depois surgem outros sinais. Perda de peso sem explicação. Suores noturnos. Uma sensação constante de fraqueza. Finalmente, chega o diagnóstico: Mielofibrose. Para a maioria dos portugueses, o nome diz pouco ou nada. No entanto, para quem recebe este diagnóstico, representa uma mudança profunda na sua vida.

Embora seja uma doença pouco conhecida, a Mielofibrose tem um impacto significativo na vida de quem com ela convive. Por isso, vale a pena falar sobre esta doença, que permanece praticamente invisível para a sociedade até ao momento em que entra, sem aviso, na vida de alguém.

A Mielofibrose é um cancro raro do sangue que afeta a medula óssea. À medida que a doença evolui, a produção normal de células sanguíneas torna-se menos eficaz, levando frequentemente ao aparecimento de anemia, aumento do baço e sintomas constitucionais como febre, perda de peso, fadiga e suores noturnos.

Apesar dos avanços científicos das últimas décadas, continua a existir uma realidade difícil de ignorar: muitas pessoas vivem durante bastante tempo com sintomas que são subvalorizados, quer pelos próprios doentes, quer por quem os rodeia. Talvez porque todos nós nos habituámos a normalizar o cansaço.

Vivemos numa sociedade onde estar cansado é quase um estado permanente. Trabalhamos mais. Dormimos menos. Acumulamos responsabilidades. Por isso, quando alguém se queixa de fadiga persistente, raramente imagina que possa estar perante uma doença hematológica grave.

Contudo, para muitos doentes com Mielofibrose, a anemia torna-se uma das manifestações mais incapacitantes da doença. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema: cerca de 38% dos doentes apresentam anemia no momento do diagnóstico, percentagem que ultrapassa os 50% durante a evolução da doença. Mas os números contam apenas parte da história.

A verdadeira dimensão da anemia mede-se de outra forma. Mede-se no avô que deixou de brincar com os netos porque já não tem energia. Na pessoa que abandona a atividade física que sempre praticou. No profissional que passa a ter dificuldade em cumprir um dia de trabalho. Na família que reorganiza a sua rotina em função de consultas, exames ou transfusões. Mede-se, sobretudo, na perda gradual de autonomia. É por isso que, quando falamos de Mielofibrose, não estamos apenas a discutir resultados laboratoriais. Estamos a falar de qualidade de vida.

Sabemos hoje que a anemia associada à Mielofibrose não é apenas um sintoma incómodo. Está associada a um pior prognóstico da doença e constitui um dos fatores considerados na avaliação do risco destes doentes. Além disso, pode aumentar a necessidade de cuidados médicos e condicionar profundamente o bem-estar físico, emocional e social.

Recentemente, um grupo de hematologistas portugueses, do qual faço parte, reuniu a evidência científica disponível e a experiência da prática clínica nacional para desenvolver recomendações destinadas a melhorar a abordagem das alterações sanguíneas que afetam os doentes com Mielofibrose. O objetivo é simples: contribuir para cuidados mais uniformes, mais eficazes e mais centrados nas necessidades reais das pessoas que vivem com esta doença. Mas os profissionais de saúde não conseguem mudar esta realidade sozinhos. A consciencialização da sociedade continua a ser uma peça fundamental.

Nenhuma campanha de sensibilização eliminará uma doença rara. Mas pode ajudar a reduzir o desconhecimento que frequentemente a acompanha. Pode fazer com que mais pessoas valorizem sintomas persistentes. Pode levar alguém a procurar ajuda mais cedo. Pode diminuir o isolamento que muitas vezes acompanha os doentes com patologias pouco conhecidas.

Por isso, deixo um convite simples. Valorizemos os sinais que o nosso corpo nos dá. Nem todo o cansaço esconde uma doença grave. Felizmente, a esmagadora maioria das vezes não esconde. Mas quando o cansaço é persistente, inexplicável e acompanhado por sinais como perda de peso involuntária, anemia, febre, suores noturnos ou aumento abdominal, merece ser investigado. Porque, por vezes, a diferença entre ignorar um sintoma e procurar uma explicação pode mudar o rumo de uma vida. Porque nenhuma doença rara deveria permanecer invisível apenas porque afeta poucos doentes. A cada uma dessas pessoas, a sua doença não parece rara. Parece apenas a coisa mais importante do mundo.

* Hematologista – ULS de Santa Maria, Coautora da publicação ‘Gestão prática das citopenias no doente com mielofibrose adaptada à realidade em Portugal’

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VI Festival de Harpa do Algarve tem o Concerto de Abertura a 1 novembro

No âmbito do seu plano de produções musicais para 2026, a Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa, acaba de anunciar ao diariOnline Região Sul que em parceria com vários entidades algarvias, nomeadamente Municípios, Juntas de Freguesia, Santas Casas da Misericórdia, Paróquias e Associações, vai organizar o VI Festival de Harpa do Algarve.

O evento, terá lugar nos concelhos de Lagoa, Albufeira e Monchique, nos dias 1, 15, 22 e 28 de novembro de 2026, com os horários a consultar no calendário, que oportunamente será divulgado.

Para já, fique a saber que o Concerto de Abertura, no dia 1 de novembro, irá ter lugar na Igreja Matriz de Lagoa e será partilhado com o XIX Festival de Órgão do Algarve, numa parceria com a Associação Música XXI, de Faro, reunindo harpa e órgão num mesmo programa.

O Festival de Harpa do Algarve é produzido pela associação cultural Ideias do Levante, em parceria com vários municípios, juntas de freguesias e santas casas do Algarve.

Recorde-se que a primeira edição do evento decorreu ao longo do ano de 2021, via online e/ou presencial, em vários concelhos algarvios, com vários concertos e/ou workshops realizados em Albufeira, Lagoa, Loulé, Monchique, etc.

A presente edição tem como directora artística do Festival a harpista Helena Madeira.

Haspista Helena Madeira dirige o Festival

Subjacente a cada edição mantém-se a proposta de recolha de donativos para auxiliar instituições sem fins lucrativos do Algarve na área de apoio social e humano.

Para mais informações sobre o festival poderão os interessados estabelecer contacto via www.algarveharpfestival.info

Programação

1 de novembro de 2026, 18:00 hrs, concerto partilhado com o XIX Festival de Órgão do Algarve, numa parceria com a Associação Música XXI.
Atuam: Rebeca Csalog (harpa) & Ricardo Toste (órgão) na Igreja Matriz de Lagoa.

15 de novembro de 2026, 17:00 hrs, no concelho de Albufeira.
Atuação: Helena Madeira (harpa) & Luís Lourenço (kora), na Igreja Matriz de Paderne.

22 de novembro de 2026, 17:00 hrs, no Município de Lagoa.
Atua: Rebeca Csalog (harpa) na Igreja da Misericórdia de Lagoa.

28 de novembro de 2026, 16:30 hrs, no Município de Monchique.
Atua: Katy Salvidge (harpa) na Igreja da Misericórdia de Monchique.

Os espectáculos são gratuitos, de entrada livre, recomendados para maiores de 6 anos e limitados à lotação existente. 

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Albufeira | Dia Internacional do Idoso: Câmara Municipal recorda um dia de proximidade

A música, a dança e a partilha marcaram os melhores momentos das comemorações do Dia Internacional do Idoso, que reuniram cerca de 480 seniores, no dia 1 de outubro, em Albufeira. Da Praça dos Pescadores ao Espaço Multiusos, a iniciativa “+ProximIdade”, organizada pela Guarda Nacional Republicana em parceria com a Câmara Municipal de Albufeira, proporcionou […]

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Albufeira | Apresentações Literárias marcam Outubro na Biblioteca Municipal Lídia Jorge

A Biblioteca Municipal Lídia Jorge recebe já amanhã, dia 10 de outubro, às 15h00, a apresentação de “A Ordem da Luz e o Início de Tudo”, de Emanuel Fernandes. A sessão abre uma programação que inclui ainda “No Palco da Vida”, de Paula Fernandes, no dia 17, e “With the Absolute Heart of the Poem […]

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Dia do Idoso em Albufeira recorda proximidade

A música, a dança e a partilha marcaram os melhores momentos das comemorações do Dia Internacional do Idoso, que reuniram cerca de 480 seniores, no dia 1 de outubro, em Albufeira

Entre os momentos que marcaram este dia esteve o encontro dos participantes com os militares da GNR, na Praça dos Pescadores. A demonstração cinotécnica e a presença da patrulha de cavalaria despertaram a curiosidade dos seniores e deram lugar a momentos de interação, num ambiente de proximidade.

A energia dos participantes fez-se sentir nas atividades dinamizadas pela Câmara Municipal de Albufeira. Da ginástica às danças do mundo, da dança gold ao chi kung, houve oportunidade para experimentar diferentes formas de movimento e partilhar o gosto pela atividade física.

As atividades de empreita com palma e de pintura trouxeram também a criatividade e os saberes tradicionais a esta manhã de encontro.

O passeio de comboio turístico até ao Espaço Multiusos de Albufeira foi outro dos momentos do programa, que prosseguiu com um almoço-convívio. À mesa, o encontro deu espaço à conversa e à partilha, antes de a música assumir o protagonismo. O Grupo de Cantares Alentejanos da GNR e os cantores Filipa Sousa, César Matoso e Dany Tavares asseguraram a animação musical da celebração.

A valorização dos seniores esteve igualmente presente na intervenção do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, que destacou o percurso e o contributo de cada participante: “Estão aqui cerca de 480 jovens. Vocês são histórias, são famílias e são pessoas que nunca poderão ser esquecidas.”

O autarca reforçou ainda a importância de assegurar às pessoas mais velhas um lugar central na comunidade: “Uma comunidade, para ser realmente valiosa e equilibrada, tem que valorizar os seus idosos.” Integrada no programa da GNR “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, a iniciativa aproximou a população sénior das instituições e proporcionou oportunidades de participação e contacto.

Do primeiro encontro na Praça dos Pescadores à animação no Espaço Multiusos, ficaram os momentos de um dia que destacou a importância do convívio e dos laços de comunidade no combate ao isolamento social.

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Parque de Vale Faro acolheu a FAESA – Feira Ambiental e Sustentável de Albufeira

O Parque de Vale Faro acolheu, nos dias 4 e 5 de outubro, a FAESA – Feira Ambiental e Sustentável de Albufeira. Organizada pela Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, a iniciativa reuniu atividades dedicadas à sustentabilidade, ao bem-estar e à criatividade, com propostas para diferentes idades.

Ao longo de dois dias, a feira apresentou um programa que conjugou artesanato, workshops, palestras, atividades infantis e momentos musicais. O contacto com as práticas sustentáveis e a valorização de materiais naturais e reutilizados estiveram em destaque, num espaço de partilha e aprendizagem ao ar livre.

A componente musical marcou várias propostas do programa, desde o atelier sustentável à construção de instrumentos com materiais reciclados. Os workshops de tecelagem em tear, sabonete feltrado e arte botânica proporcionaram oportunidades para explorar técnicas artesanais e diferentes formas de expressão criativa.

Para os mais novos, a programação incluiu jogos tradicionais, atividades nas tendas infantis e o bioconto “A Árvore em Mim”. A iniciativa “Algas à Tela – da Praia à Arte” estabeleceu também uma ligação entre os elementos do meio marinho e a criação artística.

FAESA (Foto: Inês Henrique)

O bem-estar constituiu outra vertente da feira, com sessões de pilates e yoga, palestras e uma área dedicada a terapias. A alimentação esteve igualmente presente, através do workshop “Lancheira Mediterrânica”, integrado na programação do primeiro dia.

A música complementou as atividades no Parque de Vale Faro, com atuações de Medicina Laurinha, um concerto de violino por Isabel Carvalhaes e um concerto de saxofone por Ricardo Jesus.

A vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, esteve presente na iniciativa, que associou a sensibilização ambiental ao convívio e à participação da comunidade.

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W Algarve promises a ‘Supernatural’ Halloween night

W Algarve Clive Henry - Supernatural

W Algarve in Albufeira is preparing a night of music, costumes and Halloween-inspired cocktails as its W Lounge transforms into a suitably spooky setting for ‘SUPERNATURAL’ on Saturday, October 31.

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Prisão preventiva para médico detido em Albufeira por violar paciente em consulta

Vítima de 52 anos foi sujeita à prática de atos sexuais de relevo.

O médico que foi detido, em Albufeira, por violar uma paciente durante uma consulta, ficou esta quarta-feira em prisão preventiva, após ter sido presente a juiz no Tribunal de Portimão.

Em notícia avançada pelo CM, é referido que o clínico tem 61 anos, é de nacionalidade estrangeira, mas já reside em Portugal há muito tempo. Foi detido em Albufeira quando estava a dar consultas num outro estabelecimento de saúde.

O crime terá ocorrido no passado mês de junho, segundo a Polícia Jiudiciária, “em ambiente totalmente controlado pelo arguido”, tendo a vítima, de 52 anos, sido sujeita à prática de atos sexuais de relevo, com a introdução de dedos na vagina, quando o médico lhe dizia que estava a fazer o diagnóstico para as dores que sentia.

A Judiciária confirma que o detido “já possui antecedentes policiais e criminais, tendo sido condenado por crimes contra autodeterminação sexual, ocorridos em diferentes unidades hospitalares privadas na região do Algarve”.

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Albufeira coroou campeões na final da Taça de Portugal de Sisal

Pela primeira vez, o Algarve acolheu a final da Taça de Portugal de Sisal, com Albufeira a reunir cerca de 150 atletas de todo o país, a qual foi disputada no dia 4 de outubro, no Pavilhão Desportivo dos Olhos de Água.

A competição juntou 16 equipas masculinas e 8 femininas, tendo os troféus sido conquistados pelos Flight Club CDC, nos masculinos, e pela equipa Lagoa Woman’s, nos femininos.

A precisão e a concentração marcaram uma jornada dedicada às setas, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira. As 24 equipas presentes garantiram o apuramento através das respetivas fases regionais, com representantes das associações do Porto, Zona Oeste, Lisboa, Ribatejo e Setúbal.

A abertura da competição contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, num momento que assinalou a estreia da Taça de Portugal de Sisal no Algarve. A região já tinha acolhido duas finais nacionais, mas recebeu agora, pela primeira vez, esta competição, cuja organização decorre de forma rotativa pelas diferentes associações.

Campeões da Taça de Portugal

No setor masculino, o Flight Club CDC, da Associação de Setas de Lisboa, conquistou a Taça de Portugal, enquanto o Cidade Nova Darts, da Associação de Setas da Zona Oeste, alcançou o segundo lugar. As equipas Casal Vau NF Darts, da Zona Oeste, e SC Bar Sem Lona, de Lisboa, ficaram classificadas no terceiro/quarto lugar.

Na competição feminina, a vitória coube à equipa Lagoa Woman’s, da Associação de Setas do Ribatejo, seguida das Funny Girls, da Associação de Setas de Setúbal. O Café ZáZá, da Zona Oeste, e o PQP Check à Gaja, de Lisboa, ficaram igualmente classificados no terceiro/quarto lugar.

Campeãs da Taça de Portugal

Para além da disputa dos troféus por equipas, o Open Cidade de Albufeira destacou as prestações individuais. José de Sousa venceu a competição masculina, seguido de Álvaro Revez e Miguel Ângelo Ferreira, enquanto Paulo Barreira terminou na quarta posição.

José de Sousa

Na prova feminina, Carina Vieira conquistou o primeiro lugar, à frente de Susana Barbeiro e Telma Filipa, com Diana Silva em quarto.

Integrada na programação de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026, este evento deu espaço a uma modalidade em que a precisão, a estratégia e o controlo emocional assumem particular importância.

David Silva – 1.º Open Juniores

A participação de equipas, atletas individuais e juniores evidenciou a diversidade de praticantes que as setas reúnem em contexto competitivo.

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