❌

Reading view

Passeios na História de Tavira dá a conhecer a arquitetura modernista

Os “Passeios na História de Tavira” regressam, no próximo dia 17 de outubro, pelas 10h30, com um percurso dedicado à arquitetura modernista na cidade, orientado por Ricardo Costa Agarez, arquiteto e investigador do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

Entre as décadas de 1930 e 1960, Tavira conheceu a construção de edifícios públicos e privados que introduziram novas formas de pensar e construir a arquitetura, procurando conciliar os princípios da modernidade com as tradições locais e as características da cidade. Estas construções, por vezes discretas entre o edificado histórico, constituem testemunhos das transformações urbanas e sociais do século XX.

Ao longo do percurso, serão abordados alguns destes edifícios, procurando compreender as circunstâncias que estiveram na origem da sua construção, as necessidades a que procuraram responder e o papel que desempenharam na vida da comunidade. A visita será também uma oportunidade para refletir sobre a importância da arquitetura modernista na identidade urbana de Tavira e na construção de uma cidade diversificada e viva.

Ricardo Costa Agarez é arquiteto e investigador na área da história e teoria da produção do ambiente construído. É investigador principal no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde coordena a iniciativa Arquitectura Aqui – Comunidade, Proximidade, Ação: Equipamento de Utilização Coletiva em Portugal e Espanha 1939-1985. Entre as suas publicações destacam-se A Construção do Algarve (2023), A Habitação Apoiada em Portugal (2020) e Algarve Building (2016).

“Passeios na História de Tavira” têm como finalidade dar a conhecer o passado da cidade e do concelho, a paisagem, os monumentos e as personagens históricas, bem como sensibilizar para a necessidade de proteger e valorizar a herança patrimonial.

Os interessados em participar, no número máximo de 30 pessoas, deverão preencher, até dia 15 de outubro, o formulário de inscrição clicando aqui.

Para mais informações, contate a Divisão de Turismo, Património e Museus de Tavira pelo telefone 281 320 545 ou pelo e-mail: edu.museus@cm-tavira.pt .

  •  

Festa do Cinema Francês regressa a Tavira com duas sessões

A 27.ª edição da Festa do Cinema Francês percorre várias cidades de Portugal e chega a Tavira no dia 13 de outubro, com duas sessões.

Às 10h30 a sessão é dedicada à comunidade escolar e vai transmitir “O Canto das Florestas” (Le Chant des forêts), de Vincent Munier, com Michel Munier, Simon Munier, Vincent Munier. O realizador leva o público pelo coração das florestas. “Foi lá que aprendeu tudo com o seu pai, Michel, um naturalista que passou a vida a descobrir a floresta. Chegou agora o momento de transmitir esse conhecimento a Simon, o filho de Vincent. Três olhares, três gerações, o mesmo fascínio pela vida selvagem”, pode ler-se numa nota da autarquia.

“A Comédia Francesa” (De la comédie française), de Bertrand Usclat & Martin Darondeau, vai passar às 21h. Com Pauline Clément, Laurent Stocker, Julien Frison, Marina Hands e Adeline D’Hermy, é uma comédia “irreverente e cheia de energia” que mergulha nos bastidores da mais prestigiada instituição teatral francesa. “Três horas antes de subir o pano, a estreia de Nina na direção transforma-se numa vertiginosa corrida contra o tempo, onde cada imprevisto, cada ego e cada detalhe técnico ameaçam fazer ruir o espetáculo”, diz a mesma nota.

Sob a direção de Anne Delseth, a Festa continua a ser um “espaço de descoberta, diálogo cultural e partilha” entre França e Portugal.

Organizada pela Associação Il Sorpasso, em parceria com a Embaixada de França, o Institut Français du Portugal e as Alliances Françaises, a Festa integra o programa MaisFRANÇA.

Os bilhetes podem ser adquiridos aqui.

  •  

Tavira reforça combate ao isolamento social no Mês Sénior

O Município de Tavira assinala outubro com um programa dedicado à população sénior, procurando promover o envelhecimento ativo, combater o isolamento social e reforçar a participação na comunidade. A iniciativa integra uma estratégia desenvolvida ao longo de todo o ano, em articulação com entidades locais, para apoiar a autonomia, a saúde e a qualidade de vida das pessoas mais velhas.

Mais do que assinalar o Mês Sénior, a autarquia pretende valorizar o contributo desta população para a comunidade e proporcionar oportunidades de convívio, aprendizagem e participação social.

O envelhecimento demográfico, a solidão e a dispersão geográfica do concelho colocam desafios à intervenção social, tornando necessária uma resposta articulada entre o município e as entidades da Rede Social de Tavira.

A autarquia é parceira de vários projetos de intervenção psicossocial dirigidos à população sénior, entre os quais o Cuidame-te, Lado a Lado, Lado a Lado 2.0 – CLSD 5 G, Amor com Tempero 2.0, Info. Cuidador 2.0 e Projeto 360.º Saúde Mental Algarve 2.0.

Estas iniciativas incluem atividades de estimulação cognitiva, apoio psicológico individualizado, exercício físico e ginástica sénior, bem como ações de informação, sensibilização e prevenção.

O trabalho desenvolvido passa também pela cooperação com as instituições sociais do concelho, que asseguram respostas essenciais à permanência das pessoas mais velhas no seu meio familiar e comunitário. Entre estas encontram-se os centros de dia, os serviços de apoio domiciliário e as cantinas sociais, que prestam acompanhamento aos utentes e às respetivas famílias.

Saúde e participação na comunidade

A promoção da saúde e a prevenção da doença são outras das áreas de intervenção do município, através de iniciativas relacionadas com a atividade física, a alimentação saudável, a saúde mental, a literacia em saúde e a capacitação dos cuidadores.

A valorização da Dieta Mediterrânica integra igualmente esta estratégia, enquanto modelo alimentar associado a hábitos saudáveis, à convivência e à qualidade de vida.

No combate ao isolamento social, o objetivo passa por criar oportunidades de participação e reforçar as relações de proximidade, reconhecendo as pessoas seniores como elementos ativos da comunidade.

Neste âmbito, destaca-se o Grupo Idade Sénior (GIS), integrado na Rede Social de Tavira, que promove a articulação entre entidades, a partilha de recursos e o desenvolvimento de respostas conjuntas, ajustadas às necessidades da população.

É neste contexto de intervenção continuada que se insere a programação do Mês Sénior 2026, preparada em colaboração com as entidades que integram o GIS.

  •  

Aumentar salários não chega: é preciso devolver poder de compra aos portugueses

Portugal enfrenta uma realidade económica que merece uma reflexão séria: apesar dos aumentos salariais anunciados ao longo dos últimos anos, muitas famílias continuam a sentir enormes dificuldades em fazer face às despesas mensais. Para milhares de trabalhadores, receber mais ao final do mês não significa necessariamente viver melhor.

O problema está na diferença entre aquilo que aparece no recibo de vencimento e aquilo que efetivamente sobra depois de pagar a renda da casa, a alimentação, a eletricidade, a água, os transportes, os seguros e os impostos. É nesta diferença que reside uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa: a dificuldade crescente em transformar o trabalho numa verdadeira garantia de estabilidade financeira.

Não basta aumentar os salários se o custo de vida continuar a absorver os rendimentos das famílias

Os aumentos salariais são importantes e necessários. Contudo, não podem ser apresentados como uma solução isolada, nem utilizados como único indicador da melhoria das condições de vida dos portugueses.

Quando o salário aumenta, mas as despesas essenciais acompanham essa subida, o resultado pode ser uma melhoria praticamente impercetível no orçamento familiar.

A questão fundamental é simples: o que interessa não é apenas quanto ganha um trabalhador, mas aquilo que consegue fazer com o dinheiro que recebe.

O peso dos impostos sobre quem trabalha

Uma política económica centrada nas pessoas deve começar por reconhecer o valor do trabalho. Quem trabalha a tempo inteiro, cumpre os seus deveres e contribui para o funcionamento do país deve ter condições para viver com dignidade, constituir poupanças e preparar o futuro.

É por isso que o aumento dos salários deve ser acompanhado por uma redução responsável da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, em particular nos escalões baixos e intermédios. Não faz sentido promover aumentos salariais sem avaliar quanto desse esforço chega efetivamente ao bolso dos trabalhadores.

O objetivo deve ser claro: permitir que os portugueses conservem uma parcela maior do rendimento que conquistam com o seu trabalho.

Esta redução fiscal deve ser acompanhada por uma gestão eficiente dos recursos públicos, pela avaliação da despesa do Estado e pelo combate ao desperdício. Aliviar os impostos não pode significar ignorar a sustentabilidade das contas públicas, mas também não pode continuar a ser tratado como uma questão secundária para quem vive com um orçamento limitado.

O trabalho deve compensar, e o esforço de quem produz riqueza tem de se traduzir numa melhoria concreta das condições de vida.

A habitação tornou-se um dos maiores obstáculos à estabilidade financeira

A crise da habitação é outro dos fatores que mais contribuem para a pressão sobre os rendimentos das famílias. Em diversas regiões do país, o valor das rendas e dos imóveis afastou-se da capacidade financeira de muitos trabalhadores, incluindo aqueles que têm emprego estável.

Para um jovem que pretende sair de casa dos pais, para um casal que deseja constituir família ou para um trabalhador que procura viver perto do seu local de trabalho, encontrar uma habitação a um preço comportável tornou-se um desafio cada vez maior.

Quando uma parte excessiva do salário é destinada à renda ou à prestação da casa, ficam comprometidas outras necessidades fundamentais. Poupar torna-se difícil, enfrentar uma despesa inesperada pode representar um problema grave e o recurso ao crédito pode transformar-se numa solução de recurso para despesas correntes.

Não podemos normalizar uma realidade em que trabalhar não chega para garantir o acesso a uma habitação digna. É necessário travar a escalada dos preços através de uma resposta estrutural: aumentar a oferta de habitação, simplificar e acelerar os processos de licenciamento, disponibilizar terrenos, recuperar imóveis devolutos e criar condições para construir a custos mais comportáveis.

Devem igualmente ser avaliadas medidas proporcionais que reduzam os comportamentos especulativos e promovam uma utilização mais eficiente do património habitacional, sem desincentivar a construção, o arrendamento ou o investimento necessário para aumentar a oferta.

A solução não passa por procurar culpados de forma indiscriminada, mas por corrigir os desequilíbrios que impedem o mercado de responder às necessidades reais da população.

Combater a inflação e recuperar o poder de compra

A inflação representa outro desafio, sobretudo quando incide sobre despesas das quais as famílias não podem prescindir. A alimentação, a energia e os transportes ocupam uma parcela significativa dos orçamentos familiares, pelo que qualquer aumento persistente nestes custos reduz a margem financeira disponível. É importante, contudo, distinguir a inflação geral da evolução dos preços da habitação. São fenómenos relacionados com o custo de vida, mas que exigem respostas diferentes.

No combate à inflação, o país deve promover a concorrência, a produtividade e o funcionamento eficiente dos mercados, avaliando medidas temporárias e devidamente fundamentadas quando os aumentos dos bens essenciais colocam em causa as condições de vida das famílias mais vulneráveis.

Na habitação, é necessário atuar sobre a oferta, os custos de construção, o licenciamento e os desequilíbrios entre os preços praticados e a capacidade financeira dos agregados familiares. Os aumentos salariais devem, por isso, ser avaliados em função da evolução do poder de compra real, e não apenas pelo número de euros acrescentados ao vencimento.

Uma economia que permita viver, e não apenas sobreviver

Portugal precisa de uma estratégia económica que articule três objetivos fundamentais: salários dignos, impostos mais baixos sobre o trabalho e habitação acessível.

Estas medidas devem ser acompanhadas pelo crescimento da produtividade, pela valorização das empresas que investem e criam emprego e por uma utilização criteriosa dos recursos públicos. Só assim será possível construir uma economia que concilie melhores rendimentos com estabilidade financeira e oportunidades reais para as novas gerações.

O crescimento económico não pode ser avaliado exclusivamente através de indicadores macroeconómicos. Esses indicadores são importantes, mas devem ser acompanhados por uma pergunta essencial: estão os portugueses a viver melhor?

Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muitas famílias sem capacidade para poupar, adquirir habitação ou enfrentar imprevistos. É precisamente por isso que as políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus resultados concretos na vida das pessoas.

Não se pretende defender aumentos salariais artificiais, desligados da produtividade, nem ignorar as dificuldades das empresas. Pretende-se exigir uma política económica equilibrada, em que o Estado, as empresas e os decisores públicos assumam as suas responsabilidades e em que o trabalhador não seja o elemento esquecido desta equação.

A dignidade de quem trabalha deve estar no centro das prioridades nacionais

O verdadeiro progresso não consiste em ganhar mais euros para pagar despesas cada vez maiores. Consiste em ganhar o suficiente para viver melhor, poupar, constituir família e construir um futuro com segurança e liberdade.

Portugal precisa de devolver aos seus cidadãos a confiança de que o trabalho continua a ser um caminho de mobilidade social e de realização pessoal. Aumentar salários é necessário. Reduzir a carga fiscal sobre o trabalho é essencial. Garantir habitação acessível é urgente.

Sem estas três dimensões, corremos o risco de continuar a anunciar melhorias económicas que uma parte significativa da população não consegue sentir na sua vida quotidiana.

Trabalhar para sobreviver não pode ser o destino de quem trabalha honestamente.
Trabalhar tem de voltar a ser um caminho para uma vida melhor.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Vogal da Direção Política Nacional do REAGIR

  •  

PSP registou quase 2500 infrações e deteve 239 pessoas na última semana em todo o país

No Algarve foram detidas 14 pessoas por diferentes ilícitos criminais

A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou informa em comunicado que, na pretérita semana, entre 3 e 9 de outubro, registou 2.479 infrações em 271 ações de prevenção e fiscalização na sua área de responsabilidade em todo o país.

Adianta a PSP na sua missiva que foram fiscalizados 10.094 condutores e controlados 4.511 carros por radar, tendo sido detidas 239 pessoas por crimes rodoviários, dos quais 116 por condução sob efeito de álcool e 97 por condução sem carta.

No mesmo período e na sua área de responsabilidade, a PSP salienta que registou de 1.091 acidentes, dos quais resultaram 434 feridos, dos quais 17 graves e uma vítima mortal.

No que concerne ao Algarve, o Comando Distrital de Faro da PSP desenvolveu uma intensa atividade operacional da qual resultaram 14 detenções relacionadas com diferentes ilícitos criminais.

A PSP de Faro adianta que realiza diariamente ações de prevenção, fiscalização e patrulhamento de proximidade, reforçando o compromisso com a segurança pública, a ordem e a tranquilidade da população.

  •  

Na próxima semana o gasóleo deve descer 1 cêntimo e a gasolina subir 5 cêntimos

A semana fechou com o preço do Brent acima dos 100 dólares, valor referência para Portugal, pelo que na próxima semana, 12 a 18 de outubro, o preço dos combustíveis volta a sofrer alterações com o gasóleo a descer 1 cêntimo e a gasolina a subir 5 cêntimos.

Segundo a Revista ACP, de acordo com a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o preço médio do litro do gasóleo esta sexta-feira, 9 de outubro, custava 2,146 euros enquanto o preço médio da gasolina totalizava 2,073 euros.

Assim, a confirmarem-se as previsões para a próxima semana, o preço médio do diesel vai descer para 2,136 euros por litro e a gasolina vai subir para os 2,123 euros por litro.

Segundo a Revista ACP, esta previsão consiste em valores médios tendo como base os preços da matéria-prima no fecho dos mercados da última quinta-feira, ou seja, havendo oscilações nas cotações do crude e dos combustíveis até ao final desta sexta-feira, poderá ocorrer alguma variação de preços face ao previsto.

Pode ainda encontrar postos de combustível com variações de preços diferentes, uma vez que este setor, e consequentemente a sua política de preços, está liberalizado.

Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os EUA, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região. A guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações.

Desde que começou a guerra no Médio Oriente, o Governo comprometeu-se a aplicar uma nova redução extraordinária e temporária no ISP, sempre que se verifique um aumento do preço dos combustíveis superior a 10 cêntimos, para mitigar a escalada de preços. A redução extraordinária tem um efeito cumulativo a cada semana.

De acordo com uma estimativa do Conselho das Finanças Públicas, o desconto extraordinário no ISP vai retirar à receita fiscal do Estado 777 milhões de euros. 

Além do ISP, o Governo avançou com medidas adicionais, incluindo libertar até 10% das reservas estratégicas do combustível do país, na sequência de uma ação conjunta com os países da Agência Internacional de Energia, para conter a flutuação de preços nos mercados internacionais.

Ainda segundo a Revista do ACP, mais recentemente, o executivo liderado por Luís Montenegro decidiu criar uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Setor Petrolífero, que vai ser aplicada às empresas dos setores do petróleo bruto e da refinação, cuja medida pretende taxar a 33% os lucros extraordinários das petrolíferas.

  •  

D. Vitorino Soares lança «FAROL» para se aproximar das paróquias do Algarve

A iniciativa começa hoje em São Brás de Alportel. O calendário inclui encontros em Monte Gordo, Castro Marim, VRSA e Tavira.

O conteúdo D. Vitorino Soares lança «FAROL» para se aproximar das paróquias do Algarve aparece primeiro em Barlavento.

  •  

D. Vitorino Soares inicia Semana das Missões este domingo em São Brás de Alportel

Bispo do Algarve vai estar com as comunidades paroquiais da Diocese a partir de 11 de outubro

O Bispo do Algarve, D. Vitorino José Pereira Soares, que iniciou o seu ministério no Algarve no passado dia 19 de setembro, começa este domingo, 11 de outubro, a iniciativa “FAROL – Fé que aproxima, Igreja que encontra”, cujo objetivo é estar presente e próximo das comunidades paroquiais da Diocese.

A iniciativa começa na Paróquia de São Brás de Alportel e coincide com o início da Semana das Missões, que este ano celebra o seu primeiro centenário.

Três semanas depois de iniciar o seu ministério na região algarvia, o Bispo quer criar momentos de encontro, escuta e diálogo e conhecer a realidade concreta de cada paróquia.

D. Vitorino Soares

D. Vitorino Soares quer também valorizar a diversidade das comunidades, o trabalho dos párocos e o empenho dos leigos na vida e na missão da Igreja. A iniciativa tem natureza pastoral e relacional e não pretende ser uma visita pastoral canónica.

FAROL = Um nome inspirado no mar e na luz

O nome FAROL vem da forte ligação histórica e simbólica do Algarve ao mar e à luz que orienta os caminhos. Na vida da Igreja, o farol lembra a luz da fé e a esperança cristã: uma presença que «orienta sem se impor» e «ilumina sem substituir o caminho de cada um». As letras do nome podem também ler-se como um acrônimo: Fé, Acolhimento, Relação, Oração e Ligação.

Objetivos

A iniciativa quer promover o encontro pessoal do Bispo com as comunidades e conhecer mais de perto a realidade humana, espiritual e pastoral de cada paróquia.

D. Vitorino Soares quer ainda escutar os párocos, valorizar o serviço de sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos e favorecer uma cultura de proximidade, corresponsabilidade e participação na missão evangelizadora.

D. Vitorino Soares

Na nota pastoral que se publica a seguir, em que apresenta a iniciativa, D. Vitorino Soares sublinha que “O FAROL pretende ser mais do que uma ronda de visitas: deseja constituir-se como sinal de proximidade, escuta e comunhão entre o Bispo e as comunidades que formam esta querida Diocese do Algarve.”

Calendário dos primeiros encontros

11 de outubro – São Brás de Alportel

  • 10h30 – Eucaristia na Igreja Matriz de São Brás de Alportel
  • 12h00 – Eucaristia na Capela do Alportel

18 de outubro (domingo) – Castro Marim, Monte Gordo e Vila Real de Santo António (centésimo Dia Mundial das Missões)

  • 10h30 – Missa em Monte Gordo
  • 12h00 – Missa em Castro Marim
  • 17h30 – Missa em Vila Real de Santo António

25 de outubro – Tavira

  • 9h00 – Missa na Conceição de Tavira
  • 11h00 – Encontro com a comunidade de língua inglesa
  • 11h30 – Missa na Igreja de Santiago

A Diocese do Algarve convida todas as comunidades a acolher o seu novo Pastor e a participar nestes momentos de fé, encontro e comunhão.

  •  

PJ detém no Algarve homem procurado na Alemanha

A Polícia Judiciária (PJ), informa em comunicado que, através da Unidade de Informação Criminal, localizou e deteve no Algarve sem especiaficar a localidade, no cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciárias da Alemanha, um cidadão estrangeiro, do sexo masculino, com 57 anos, suspeito da prática do crime de tráfico de estupefacientes.

Durante o ano de 2022, no decurso de uma investigação, diz a PJ que foi apurado que o homem dedicava-se ao tráfico de haxixe, no município de Bitz, na Alemanha.

Numa busca domiciliária, foi encontrado na sua posse, uma elevada quantidade de comprimidos de oxicodona e buprenorfina.

Por estes factos, poderá vir a ser condenado na pena de 15 anos de prisão. A PJ finaliza a sua missiva adiantando que o homem irá ser presente ao Tribunal da Relação de Évora, para aplicação de uma medida de coação.

  •  

O dia em que subir um lanço de escadas deixou de ser normal

Tudo começou com um cansaço aparentemente banal. Uma pessoa ativa, profissionalmente realizada, habituada a uma vida normal, começa a sentir que algo mudou. As escadas parecem mais longas. O percurso habitual até ao trabalho torna-se mais exigente. Ao final do dia, a energia desaparece mais depressa do que seria expectável. Primeiro atribui-se a culpa ao stress. Depois à idade. Mais tarde, à falta de descanso. Mas o cansaço não passa.

Meses depois surgem outros sinais. Perda de peso sem explicação. Suores noturnos. Uma sensação constante de fraqueza. Finalmente, chega o diagnóstico: Mielofibrose. Para a maioria dos portugueses, o nome diz pouco ou nada. No entanto, para quem recebe este diagnóstico, representa uma mudança profunda na sua vida.

Embora seja uma doença pouco conhecida, a Mielofibrose tem um impacto significativo na vida de quem com ela convive. Por isso, vale a pena falar sobre esta doença, que permanece praticamente invisível para a sociedade até ao momento em que entra, sem aviso, na vida de alguém.

A Mielofibrose é um cancro raro do sangue que afeta a medula óssea. À medida que a doença evolui, a produção normal de células sanguíneas torna-se menos eficaz, levando frequentemente ao aparecimento de anemia, aumento do baço e sintomas constitucionais como febre, perda de peso, fadiga e suores noturnos.

Apesar dos avanços científicos das últimas décadas, continua a existir uma realidade difícil de ignorar: muitas pessoas vivem durante bastante tempo com sintomas que são subvalorizados, quer pelos próprios doentes, quer por quem os rodeia. Talvez porque todos nós nos habituámos a normalizar o cansaço.

Vivemos numa sociedade onde estar cansado é quase um estado permanente. Trabalhamos mais. Dormimos menos. Acumulamos responsabilidades. Por isso, quando alguém se queixa de fadiga persistente, raramente imagina que possa estar perante uma doença hematológica grave.

Contudo, para muitos doentes com Mielofibrose, a anemia torna-se uma das manifestações mais incapacitantes da doença. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema: cerca de 38% dos doentes apresentam anemia no momento do diagnóstico, percentagem que ultrapassa os 50% durante a evolução da doença. Mas os números contam apenas parte da história.

A verdadeira dimensão da anemia mede-se de outra forma. Mede-se no avô que deixou de brincar com os netos porque já não tem energia. Na pessoa que abandona a atividade física que sempre praticou. No profissional que passa a ter dificuldade em cumprir um dia de trabalho. Na família que reorganiza a sua rotina em função de consultas, exames ou transfusões. Mede-se, sobretudo, na perda gradual de autonomia. É por isso que, quando falamos de Mielofibrose, não estamos apenas a discutir resultados laboratoriais. Estamos a falar de qualidade de vida.

Sabemos hoje que a anemia associada à Mielofibrose não é apenas um sintoma incómodo. Está associada a um pior prognóstico da doença e constitui um dos fatores considerados na avaliação do risco destes doentes. Além disso, pode aumentar a necessidade de cuidados médicos e condicionar profundamente o bem-estar físico, emocional e social.

Recentemente, um grupo de hematologistas portugueses, do qual faço parte, reuniu a evidência científica disponível e a experiência da prática clínica nacional para desenvolver recomendações destinadas a melhorar a abordagem das alterações sanguíneas que afetam os doentes com Mielofibrose. O objetivo é simples: contribuir para cuidados mais uniformes, mais eficazes e mais centrados nas necessidades reais das pessoas que vivem com esta doença. Mas os profissionais de saúde não conseguem mudar esta realidade sozinhos. A consciencialização da sociedade continua a ser uma peça fundamental.

Nenhuma campanha de sensibilização eliminará uma doença rara. Mas pode ajudar a reduzir o desconhecimento que frequentemente a acompanha. Pode fazer com que mais pessoas valorizem sintomas persistentes. Pode levar alguém a procurar ajuda mais cedo. Pode diminuir o isolamento que muitas vezes acompanha os doentes com patologias pouco conhecidas.

Por isso, deixo um convite simples. Valorizemos os sinais que o nosso corpo nos dá. Nem todo o cansaço esconde uma doença grave. Felizmente, a esmagadora maioria das vezes não esconde. Mas quando o cansaço é persistente, inexplicável e acompanhado por sinais como perda de peso involuntária, anemia, febre, suores noturnos ou aumento abdominal, merece ser investigado. Porque, por vezes, a diferença entre ignorar um sintoma e procurar uma explicação pode mudar o rumo de uma vida. Porque nenhuma doença rara deveria permanecer invisível apenas porque afeta poucos doentes. A cada uma dessas pessoas, a sua doença não parece rara. Parece apenas a coisa mais importante do mundo.

* Hematologista – ULS de Santa Maria, Coautora da publicação ‘Gestão prática das citopenias no doente com mielofibrose adaptada à realidade em Portugal’

  •  

Tavira assinala 20 anos da Biblioteca Álvaro de Campos com ciclo dedicado ao livro antigo

A Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, assinala os 20 anos da sua abertura com um ciclo de palestras e iniciativas dedicado ao livro antigo e ao património bibliográfico. Sob o tema “O Livro Antigo: Memória, Valor e Património”, o programa decorre nos dias 23 e 24 de outubro, no edifício da antiga cadeia.

A programação arranca no dia 23, às 18h00, com a palestra “O Valor do Livro: critérios para a valorização do livro”, dinamizada por Pedro de Azevedo, livreiro-antiquário e perito avaliador de livros, manuscritos e gravuras.

A sessão abordará os principais critérios utilizados na avaliação de livros antigos, nomeadamente os fatores que determinam a sua raridade e influenciam o seu valor histórico, cultural e comercial. A iniciativa servirá também de introdução à jornada de avaliação de livros antigos marcada para o dia seguinte.

No dia 24, entre as 10h00 e as 12h30, realiza-se a “Bolsa do Livro – Jornada de avaliação de livros antigos”, novamente conduzida por Pedro de Azevedo. Os participantes poderão apresentar obras para avaliação individual, sendo aceites livros impressos até 1900, inclusive, num máximo de quatro exemplares por pessoa.

A avaliação terá como referência o critério de mercado, correspondente ao valor previsível de venda em leilão, não constituindo qualquer oferta ou compromisso de compra.

Ainda no dia 24, às 17h00, terá lugar a comunicação “A biblioteca de D. Manuel II na biblioteca da Fundação da Casa de Bragança”, apresentada por Vicente Vivaldo Fino, bibliotecário e diretor-adjunto do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança.

A sessão será dedicada à biblioteca reunida por D. Manuel II, constituída por obras dos séculos XV a XVII, com particular destaque para a tipografia portuguesa do século XVI. Serão abordados a constituição da coleção, os seus catálogos, a preservação pela Fundação da Casa de Bragança e os critérios de tratamento e gestão documental aplicados às coleções patrimoniais.

O ciclo pretende aproximar o público do livro antigo e contribuir para a valorização e divulgação do património bibliográfico, abordando questões relacionadas com a avaliação, preservação e gestão de coleções históricas.

  •  

Outubro traz grandes histórias ao Teatro Municipal António Pinheiro

O cinema está de regresso ao Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, com uma programação diversificada ao longo do mês de outubro. Entre as “Terças de Cinema”, com sessões pelas 21h00, e o Cineclube de Tavira, pelas 20h00, o público poderá descobrir comédias, thrillers, cinema de autor e propostas para toda a família.

No âmbito da Festa do Cinema Francês, é possível assistir, no dia 13, “A Comédia Francesa” (De la Comédie-Française), uma irreverente e enérgica farsa que mergulha no caos dos bastidores do prestigiado teatro parisiense nas três horas que antecedem uma atribulada estreia.

Ainda, nas Terças de Cinema, dia 20, o público terá a oportunidade de usufruir de “Santo António: O Casamenteiro de Lisboa”, a nova e popular comédia de Ruben Alves, onde dois funcionários municipais enfrentam o ultimato de revitalizar os célebres casamentos da capital para salvarem os seus postos de trabalho.

O dia 27 apresenta “Heart of the Beast: Heróis Inseparáveis”, um tenso thriller de sobrevivência protagonizado por Brad Pitt que acompanha o doloroso percurso de um veterano de guerra com stress pós-traumático e do seu leal cão de combate perdidos no implacável deserto do Alasca.

Integrado nas sessões do Cineclube, no dia 14, é a vez de “Natal Amargo”, a nova e aguardada obra de Pedro Almodóvar que mergulha num registo de autoficção íntimo e reflexivo.

No dia 21, o Cineclube de Tavira exibe “Animal”, uma comovente sessão de curtas-metragens que explora o reino animal e a profunda ligação entre humanos e a natureza, através de histórias de descoberta, cuidado e empatia familiar.

Os bilhetes têm o valor de €5,00 para as Terças de Cinema, sendo de €4,00 nas sessões do Cineclube de Tavira. Toda a programação disponível clicando AQUI. Os ingressos estão disponíveis na bilheteira do Teatro e online AQUI.

  •  

Tavira exibe comédias, thrillers e cinema de autor em outubro

O Teatro Municipal António Pinheiro, em Tavira, apresenta durante outubro uma programação cinematográfica que reúne comédias, thrillers, cinema de autor e curtas-metragens. As sessões decorrem às terças-feiras, às 21h00, no âmbito das “Terças de Cinema”, e às quartas-feiras, às 20h00, nas propostas do Cineclube de Tavira.

A programação arranca no dia 13, com “A Comédia Francesa” (De la Comédie-Française), integrada na Festa do Cinema Francês. O filme acompanha os bastidores do prestigiado teatro parisiense nas três horas que antecedem uma estreia atribulada, num registo de farsa marcado pelo caos e pelo humor.

No dia 14, o Cineclube de Tavira apresenta “Natal Amargo”, a mais recente obra de Pedro Almodóvar, que explora a autoficção através de uma narrativa íntima e reflexiva.

A comédia regressa ao grande ecrã no dia 20, com “Santo António: O Casamenteiro de Lisboa”, de Ruben Alves. A história acompanha dois funcionários municipais que têm de revitalizar os tradicionais casamentos de Santo António para evitar perderem os seus empregos.

No dia 21, o Cineclube propõe “Animal”, uma sessão de curtas-metragens dedicada ao mundo animal e à relação entre os seres humanos e a natureza. As histórias abordam temas como a descoberta, o cuidado e a empatia no contexto familiar.

A programação termina no dia 27, com “Heart of the Beast: Heróis Inseparáveis”, um thriller de sobrevivência protagonizado por Brad Pitt. O filme acompanha um veterano de guerra com stress pós-traumático e o seu cão de combate, ambos perdidos no inóspito deserto do Alasca.

Os bilhetes para as sessões das “Terças de Cinema” custam cinco euros, enquanto os espetáculos do Cineclube de Tavira têm o preço de quatro euros.

A programação completa pode ser consultada em tm-antoniopinheiro.pt. Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira do teatro e através da plataforma BOL.

  •  

INCULTA destaca a palavra, a criação e a participação na sua primeira edição, em Tavira 

A primeira edição da INCULTA – Iniciativa Cultural Álvaro de Campos | Tavira – que contará com a intervenção, entre outros criadores, de Lídia Jorge, afirma-se

O conteúdo INCULTA destaca a palavra, a criação e a participação na sua primeira edição, em Tavira  aparece primeiro em Algarve 7.

  •  
❌