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Brasil é 2º maior importador de pesticidas proibidos na UE, diz Oxfam

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Pesticidas considerados tóxicos demais para utilização dentro da União Europeia (UE) continuam sendo fabricados por empresas do bloco e exportados para dezenas de países ao redor do mundo. No Dia Mundial da Alimentação, relatório da Oxfam aponta que o Brasil foi o segundo maior importador desses produtos proibidos pela UE, recebendo cerca de 15 mil toneladas em 2024. Os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar.

A Oxfam concluiu que as políticas e regulamentações da UE levam à aplicação de critérios desiguais e de caráter colonial em relação aos agrotóxicos altamente perigosos (AAPs). Isso porque tais mecanismos de regulação seguem protegendo parcialmente sua própria população e meio ambiente enquanto permitem que substâncias proibidas continuem sendo produzidas e exportadas para outros países.

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Em países como Brasil e África do Sul, as plantações são pulverizadas com grandes quantidades de AAPs fabricados pelas empresas europeias. A Oxfam ressalta que, além das frutas, vegetais e commodities agrícolas, trabalhadores rurais, suas comunidades e o meio ambiente são expostos aos impactos desses produtos químicos tóxicos.

“Não é aceitável que a União Europeia proíba determinados agrotóxicos para proteger sua própria população e, ao mesmo tempo, permita que essas mesmas substâncias sejam produzidas e exportadas para outros países”, apontou a diretora da Oxfam Brasil, Viviana Santiago.

Dados do relatório mostram que, em 2024, os Estados-Membros da UE exportaram quase 122 mil toneladas de pesticidas proibidos dentro do bloco, mais do que o dobro do volume exportado em 2018.

Segundo o doccumento, 93 países importam agrotóxicos perigosos da UE, sendo 75% deles de baixa e média renda do Sul Global

A Oxfam alerta que os pesticidas altamente perigosos representam cerca de um terço dos ingredientes ativos utilizados em todo o mundo e são empregados principalmente em países do Sul Global, onde os mecanismos de proteção e regulamentação costumam ser mais frágeis.

“Esse duplo padrão transfere os riscos para trabalhadores rurais, comunidades e territórios do Sul Global, enquanto os benefícios econômicos ficam concentrados em poucas empresas”, acrescentou Viviana Santiago.

A análise aponta que, no Brasil, os AAPs correspondem a 49% de todos os agrotóxicos vendidos, uma proporção muito superior à observada em países da UE, como a Alemanha, onde representam apenas 12% das vendas.

O relatório destaca ainda que seis dos dez pesticidas mais vendidos no Brasil são proibidos na União Europeia, mas continuam sendo pulverizados sobre lavouras e áreas próximas a florestas por tratores, aviões e drones.

“Esse uso intensivo está diretamente ligado ao modelo agrícola baseado em grandes monoculturas voltadas para exportação, como soja, café e cana-de-açúcar, altamente dependentes de agrotóxicos”, apontou a Oxfam, em nota.

Além dos impactos para a saúde humana e o meio ambiente, o relatório mostra como esse sistema beneficia um pequeno grupo de grandes corporações. Segundo os dados analisados, quatro empresas controlam 61% do mercado global de pesticidas e obtiveram cerca de € 2,7 bilhões em receitas (R$ 15,37 bilhões) pela venda de pesticidas altamente perigosos.

A Oxfam avalia que tais números evidenciam a concentração nas mãos das grandes multinacionais agroquímicas do poder econômico e dos lucros gerados por esse comércio de produtos tóxicos. Enquanto isso, os riscos à saúde e ao meio ambiente são transferidos para países do Sul Global.

“É preciso interromper a exportação de agrotóxicos proibidos e avançar em regras que coloquem a saúde, os direitos das pessoas e a proteção ambiental acima dos interesses comerciais”, afirmou Viviana Santiago.

Apesar do cenário em que há amplo uso de agrotóxicos, a Oxfam aponta que a expansão do mercado brasileiro segue acelerada. “Em 2025, o país registrou um novo recorde de aprovações, com 725 novos pesticidas autorizados, um aumento de quase 10% em comparação com o recorde anterior de 663 produtos registrados em 2024”, apontou a entidade.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Agricultura e aguarda posicionamento.

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Papa Leão XIV apresenta melhora após cirurgia para retirar câncer de pulmão

O papa Leão XIV, de 71 anos, apresenta evolução positiva após passar por uma cirurgia para retirada de parte do pulmão direito, onde foi identificado um câncer. Segundo comunicado divulgado pelo Vaticano nesta sexta-feira (16), a recuperação do pontífice é constante e ele já consegue realizar suas atividades diárias com autonomia.

A primeira aparição pública do papa desde a hospitalização está prevista para domingo, quando ele deverá participar da tradicional oração. Embora sua agenda estivesse suspensa até 20 de outubro, foi aberta uma exceção para o compromisso.

Exames indicam recuperação dentro do esperado

Na quinta-feira, Leão XIV foi submetido a exames de rotina, que apresentaram resultados normais. Uma radiografia do tórax também apontou uma boa recuperação do pulmão operado.

De acordo com o boletim médico, a evolução geral do pontífice está dentro do esperado. Durante a recuperação, ele realizou atividades cotidianas de forma independente e participou de sessões de fisioterapia.

O papa está internado no Hospital Gemelli, em Roma, instituição conhecida por atender e receber para tratamentos e cirurgias outros pontífices.

Vaticano não detalhou extensão do tumor

Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, tipo mais comum de câncer de pulmão. Na tarde de terça-feira (13), os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito do pontífice.

Segundo o Vaticano, o procedimento foi concluído com sucesso e não houve complicações. Até agora, porém, não foram divulgadas informações sobre o tamanho do tumor ou sobre uma possível disseminação da doença para os linfonodos próximos. Esses dados são importantes para avaliar o prognóstico.

Viagem à América do Sul continua nos planos

Mesmo durante a recuperação do pontífice, os preparativos para a viagem à América do Sul, prevista para novembro, seguem em andamento. Até o momento, o Vaticano não informou alterações no planejamento da visita.

Vaticano informou que o pontífice já realiza atividades diárias com autonomia e deve aparecer em público no domingo | Foto: Reuters

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Qué es Starshield, la versión militar de Starlink, y qué consecuencias tiene para Ucrania que Trump lo limite

Equipos de emergencia ucranianos prestan asistencia traes el impacto de un misil en un edificio residencial en Kiev.

Desde las primeras horas del miércoles, el Ejército ucraniano ha observado restricciones a la hora de usar Starshield, la versión militar de Starlink, clave para interceptar los ataques con misiles y drones de Rusia. Los diplomáticos ucranianos en Washington se movieron a toda velocidad para activar a los congresistas más afines a la causa de Kiev. No sabían a qué obedecía la limitación, pero se temían lo peor. Donald Trump había dado un paso más en su pacto con Putin, quien le ofreció suministrarle diésel a cambio de una mayor presión a Ucrania. Trump necesita desesperadamente que baje el precio del galón, pero así no lo va a conseguir.

El anuncio sorprendió al presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, en Londres, donde se encontró con el primer ministro, Andy Burnham, firme defensor de la causa ucraniana. Zelenski, en una muestra de desesperación, acusó de traición a Trump. El presidente de Estados Unidos ha arremetido contra Zelenski en Truth Social este jueves, poco después de despertarse. En resumidas cuentas, le llama desagradecido, y le echa en cara la ayuda prestada por EEUU a Ucrania, aunque baila todas las cifras. Trump dice que EEUU ha aportado 350.000 millones de dólares, y han sido 132.000, la mayor parte en armas y préstamos. La UE ha dado más del doble, al contrario de lo que asegura Trump.

Las refinerías rusas, en el objetivo de Kiev

Dado que Rusia sigue atacando las infraestructuras energéticas de Ucrania, Zelenksi ha anunciado que Kiev volverá a considerar un objetivo las refinerías. Es decir, lo que Trump vendió como una tregua energética es de nuevo un espejismo. Lo injusto es que Trump vuelve a culpar a Ucrania y a Zelenski. Y esta vez no es por no tener buenas cartas, sino por jugarlas con astucia y herir donde más duele a Putin.

El líder ruso ha respondido buscando cómo hacer más daño a la población. A la vez intenta dividir a los aliados. Con Trump lo tiene fácil, ya que tiene debilidad por los "hombres fuertes". Quizá haya algo más en la trastienda.

Estamos en un momento de extraordinaria gravedad en el que la ruptura de Trump y Zelenski tendría graves consecuencias. Habría muchos más muertos en Ucrania. En Washington, donde hay muchos partidarios de Ucrania incluso entre los republicanos, se intenta recomponer la situación. También los europeos mueven sus fichas para que la tensión se resuelva sin ceder ante Washington. La última ocurrencia de los mediadores de Trump, Jared Kushner y Steve Witkoff, es que descongelen 100.000 millones de dólares de activos rusos y los transfieran a un fondo controlado por Washington. Los europeos se han negado.

En este momento es clave lo que pase con Starshield, una unidad de negocio de SpaceX que desarrolla sistemas de satélites militares y de inteligencia para el Pentágono. El servicio de Starshield es independiente del servicio comercial de banda ancha de Starlink, aunque en ocasiones la distinción resulta difusa. En X, Elon Musk ha dejado clara la diferencia y ha especificado que si Starschield está limitado es por decisión del Pentágono, y en última instancia del presidente Trump. Las comunicaciones seguras de Starshield se basan en Starlink, la amplia red de 11.000 satélites que Musk y SpaceX han lanzado al espacio desde 2019.

Qué ha pasado con Starshield

El asesor de la Presidencia ucraniana en materia de drones, Serguí Beskrestnov, informó el miércoles de que las terminales de Starlink que emplea el Ejército ucraniano en algunos de sus ataques (Starshield es la versión militar) dejaron de funcionar cuando los drones que las utilizan sobrepasaron la velocidad de 100 millas (unos 160 kilómetros) por hora. El sistema de comunicaciones por satélite está fabricado por SpaceX, propiedad de Elon Musk, pero lo gestiona el Pentágono. Los receptores Starshield en los drones funcionan como un sistema de guía a bordo.

Cómo afecta la restricción a Ucrania

Ha tenido dos consecuencias inmediatas: dejó inoperativos, en la práctica, la mayoría de los drones utilizados por Ucrania para atacar detrás de las líneas del frente y obstaculizó el funcionamiento de los sistemas de defensa aérea que impiden que los drones rusos bombardeen Kiev.

Ucrania utiliza los sistemas Starlink para dirigir muchos drones de medio alcance hacia sus objetivos, lo que constituye una capacidad ofensiva fundamental en primera línea. Los Shahed rusos vuelan a velocidades cercanas a las 200 mph, por lo que la nueva restricción implica que los drones interceptores ucranianos no tienen ninguna posibilidad de darles caza. Sin embargo, para las misiones ucranianas de largo alcance que han atacado con éxito refinerías de petróleo rusas en los últimos meses no se utiliza.

Starlink/Starshield destapa la dependencia europea

El ministro de Asuntos Exteriores de Polonia, Radoslaw Sikorski, preguntó a Elon Musk si estaba "haciendo política" con Starlink en Ucrania, tras conocerse las limitaciones a sus servicios al país víctima de la agresión rusa. Polonia sostiene que corre con los gastos de la suscripción a Starlink de Kiev.

Los países europeos han prestado un firme apoyo a Ucrania, pero los problemas relacionados con datos cruciales ponen de relieve la dependencia que tienen tanto Ucrania como Europa de la tecnología estadounidense en materia de comunicaciones por satélite y sistemas de alerta de misiles. Las soluciones europeas, como las que ofrece el operador de satélites Eutelsat, no se pueden adaptar directamente a las necesidades en tiempo de guerra, ya que la tecnología está obsoleta y no está diseñada para uso militar.

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La desesperación de las familias de los presos saharauis en huelga de hambre y "torturados" por Marruecos: "No sabemos nada de ellos"

Familiares de los presos saharauis de Gdeim Izik, detenidos en Marruecos

Los presos conocidos como el grupo de Gdeim Izik saben bien lo que es el sufrimiento. Detenidos hace dieciséis años, durante todo este tiempo han soportado unas condiciones durísimas en prisión, en cárceles a cientos de kilómetros de sus seres queridos. Su delito, denunciar la ocupación del Sáhara Occidental por parte de Marruecos. Para denunciar su penosa situación, el pasado 23 de septiembre iniciaron una huelga de hambre que algunos mantienen hasta el día de hoy. Tres semanas después, sus familias han alzado la voz para exigir su liberación.

El relato de sus familiares arroja serias preocupaciones sobre la integridad de los prisioneros políticos. Aseguran que, desde que iniciaron su protesta, los presos han sido víctimas de "torturas" y "aislamiento" por parte de Marruecos, además de un importante deterioro de su estado de salud. Su inquietud es tal que temen "seriamente" por la vida de sus familiares.

A esto se añade que las autoridades marroquíes no les permiten visitar a algunos de los detenidos. "No sabemos nada de ellos", denuncian las familias. En el caso de Ahmed Sbaai, su hermana asegura haberlo conseguido visitarlo en "pocas ocasiones" desde el comienzo de la huelga. En estos encuentros, lo vio "muy debilitado y con una importante pérdida de fuerzas". Sin embargo, cuando el miércoles acudió nuevamente a la prisión, las autoridades le informaron de que habían trasladado a su hermano al hospital, pero se niegan a darle el nombre del centro para que pueda comprobar personalmente cómo se encuentra.

Batalla de estómagos vacíos

Marruecos nunca ha tratado bien a los presos de Gdeim Izik. Las autoridades de Rabat desmantelaron brutalmente este campamento a las afueras de El Aaiún ocupado en noviembre de 2010. Allí se habían concentrado miles de activistas saharauis para protestar contra la ocupación alauí. A los que fueron detenidos y condenados a duras penas de prisión, les esperaban años de maltrato en las cárceles marroquíes.

Las huelgas de hambre son recurrentes entre los presos de este grupo. En esta ocasión, los presos han iniciado la "batalla de estómagos vacíos" por lo que consideran una detención "ilegal e injusta" de dieciséis años. Grupos como la Federación Internacional por los Derechos Humanos (FIDH) y la Organización Mundial Contra la Tortura (OMCT) están siguiendo "con profunda preocupación" la evolución de la protesta.

Como era de esperar, la administración carcelaria no ha reaccionado bien a las demandas de los presos saharauis. Sus familias han denunciado que, desde el inicio de la huelga, se han producido "nuevos traslados, restricciones de visitas, interrupciones de comunicaciones y un preocupante deterioro del estado de salud de varios presos". De hecho, de los nueve presos que se sumaron a la protesta –Mohamed Bachir Boutanguiza, Ahmed Sbai, Abdallah Abbah, Hussein Zaoui, Hassan Dah, Nama Asfari, Mohamed Lamin Hadi, Mohamed Bani y Bachir Khada–, cuatro se han visto obligados a suspenderla por el deterioro de su salud.

Los presos denuncian torturas

Los testimonios de los presos saharauis desde dentro de las prisiones son alarmantes. Hassan Dah fue trasladado de la prisión en la que se encontraba sin que las autoridades penitenciarias informasen a la familia. Durante varios días, sus allegados preguntaron por su paradero, sin obtener respuestas. Cuando finalmente consiguieron visitarlo, sus familiares lo encontraron "en un estado de salud extremadamente delicado".

Sin embargo, los hechos más graves fueron denunciados por el propio recluso. Hassan les relató a sus familiares que "fue trasladado desnudo y sometido a torturas y malos tratos durante su desplazamiento a la nueva cárcel".

En el caso de Mohamed Bachir Boutenguiza, su madre –una mujer de edad muy avanzada– y sus hermanas consiguieron visitarle tras varias jornadas frente a las puertas de la cárcel. Lo que presenciaron aumentó todavía más su angustia. "Estaba tan debilitado que no podía caminar por sus propios medios y, durante el encuentro, vomitó sangre delante de ellas", relatan con pesar las familias.

Al deterioro por la huelga de hambre se suma que muchos de los presos sufrían problemas de salud previos. Así le sucede a Hussein Zaoui, que padece problemas renales, asma e hipertensión arterial, agravados durante sus años de encarcelamiento. Sus hijas llevan varios días esperando a la entrada de prisión, con la esperanza de ver a su padre, sin recibir ningún tipo de respuesta a sus peticiones. Han llegado a expresar que no saben si su padre sigue vivo o ha muerto.

Detenciones cuestionadas por la ONU

"La gravedad de la situación actual exige pasar de las declaraciones a las actuaciones urgentes de protección", demandan las familias de los nueve presos saharauis. La realidad es que muchos de estos hombres ni siquiera deberían estar entre rejas.

En noviembre de 2023, el Grupo de Trabajo de la ONU sobre la Detención Arbitraria emitió una resolución en la que concluía que la privación de libertad del grupo de Gdeim Izik era arbitraria. Por ello, el organismo solicitó la excarcelación inmediata de los prisioneros saharauis. Tres años después, las autoridades marroquíes no han movido un dedo para asegurar el cumplimiento del dictamen.

También se ha pronunciado sobre este caso el Comité contra la Tortura de la ONU, que ha dictaminado en varias ocasiones que las confesiones que se usaron para meter a los presos del grupo de Gdeim Izik en la cárcel fueron obtenidas bajo tortura. Marruecos no ha investigado ninguna de estas denuncias, a pesar de que así se lo ha instado Naciones Unidas.

Marruecos reprime también a las familias

En los últimos días, las familias han intensificado la presión sobre las autoridades marroquíes. Este lunes, una concentración frente a la Delegación General de la Administración Penitenciaria en Rabat exigió la liberación de los presos. Según el periódico Le360, propiedad del secretario personal de Mohamed VI, "elementos separatistas" causaron "un caos generalizado" al izar la bandera de la "república imaginaria" –en referencia a la República Árabe Saharaui Democrática– y corear consignas en contra de Marruecos.

La concentración, muy incómoda para las autoridades marroquíes, poco acostumbradas a este tipo de reivindicaciones en la capital, se saldó con varios detenidos. La organización Front Line Defenders ya ha pedido la liberación inmediata del defensor de derechos humanos saharaui Hassana Eddouihi y seis estudiantes, arrestados después de que la policía disolviese "de forma violenta" una protesta pacífica.

Desde la Liga para la Protección de los Presos Saharauis en las Cárceles Marroquíes han denunciado lo que consideran "una grave violación de los derechos y libertades fundamentales". Además, aseguran que esta situación agrava el sufrimiento de las familias de los presos, "que se enfrentan a condiciones psicológicas y humanas particularmente difíciles".

Además, las autoridades alauís han prohibido la entrada a su territorio a la activista francesa Claude Mangin, esposa de uno de los presos de Gdeim Izik. Su marido, Naama Asfari, es uno de los cuatro reclusos que han abandonado la huelga de hambre. No es la primera vez que sucede. El año pasado, Marruecos le impidió desembarcar en Tánger cuando trataba de llegar a suelo marroquí para reunirse con su esposo, tras una campaña de vigilancia y acoso que comenzó en territorio español.

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Maduro y su esposa se declaran "no culpables" de los nuevos cargos por tortura

El depuesto presidente venezolano Nicolás Maduro y su esposa, Cilia Flores, se declararon este jueves no culpables de los nuevos cargos de conspiración para cometer torturas que les imputó la Fiscalía de Estados Unidos.

Maduro y Flores comparecieron en el Tribunal del Distrito Sur de Nueva York ante el juez federal Alvin Hellerstein una semana después de que la Fiscalía los acusara de conspiración para cometer torturas y extendiera a ambos el cargo de conspiración para cometer narcoterrorismo, que hasta ahora solo pesaba contra el depuesto líder.

Preguntado por el juez, Maduro se declaró no culpable y aseguró que está basada en "falsas acusaciones y testimonio contra su persona". Según dijo, se trata de una "suma de elementos y ataques que ya conocía en el pasado".

Flores, por su parte, fue más comedida y se limitó a declararse "completamente inocente" y "no culpable" de los nuevos cargos, según EFE.

Ambos afirmaron al juez haber sido informados por sus abogados de la nueva acusación y haber recibido una copia en español de la misma.

Esta fue una de las pocas veces que se puedo escuchar hablar a ambos desde que fueran presentados ante la justicia estadounidense el pasado mes de enero tras ser arrestados en Caracas y trasladados a Nueva York.

Tras su declaración, la audiencia se centró en el calendario a seguir. El juez aplazó hasta el 14 de junio de 2027 el inicio del juicio y no está previsto que se celebre otra audiencia hasta el mes de diciembre.

La última audiencia antes de que inicie el juicio tendrá lugar el próximo 7 de junio.

La defensa solicitó contar con más tiempo para poder preparar su respuesta a la nueva acusación de la Fiscalía estadounidense.

Tras la nueva acusación, Maduro y Flores están imputados de conspiración para cometer narcoterrorismo, conspiración para importar cocaína a EEUU, posesión y conspiración para poseer armas destructoras, además de conspiración para cometer torturas.

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FMI insiste na dívida excessiva de "demasiados países"

"Os países ricos são os principais infratores", sublinhou a diretora do FMI, salientando que "nenhum crescimento económico" pode reverter a pressão inflacionista "sem esforço fiscal".

© RUNGROJ YONGRIT/EPA

Kristalina Georgieva referiu ainda que "a IA também aumenta a inflação a curto prazo", sendo que "ainda falta saber em que medida o fará no futuro e com que rapidez"
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Atirador mata pelo menos 4 pessoas em escola dos Estados Unidos

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Um atirador de 16 anos abriu fogo nessa quinta-feira (15) em uma escola em Bend, no estado norte-americano do Oregon, matando quatro pessoas, incluindo três crianças. Ele foi morto por um morador da comunidade que o havia perseguido até dentro da escola, informou a polícia.

O atirador entrou na Escola Primária Silver Rail atirando nas portas trancadas, disse a polícia, sem fornecer mais detalhes além da idade do suspeito.

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As vítimas são crianças de 5, 8 e 11 anos e um professor. Além disso, um aluno de 7 anos e um professor de 54 foram levados ao hospital com ferimentos graves, informou o chefe de polícia de Bend, Mike Krantz, em entrevista.coletiva

A governadora do Oregon, Tina Kotek, que participou da coletiva, agradeceu ao integrante da comunidade que “interveio heroicamente para impedir mais perdas de vidas”.

“Nenhum pai ou mãe deveria passar por um dia assim, e nenhuma comunidade deveria ter que viver isso. E à medida que soubermos mais sobre as crianças e os adultos que foram mortos ou feridos, e sobre suas famílias e entes queridos, vamos chorar muito, vamos chorar juntos e, provavelmente, vamos chorar em particular”, disse Kotek.

Krantz afirmou que o membro da comunidade, cuja identidade ele não revelou, viu o suspeito entrar na escola e o perseguiu.

Tiroteios em escolas se tornaram um fenômeno recorrente na vida norte-americana, incluindo ataques de grande repercussão, como os ocorridos na Columbine High School em 1999, na Sandy Hook Elementary School em 2012, na Marjory Stoneman Douglas High School em 2018 e na Robb Elementary School em Uvalde, Texas, em 2022.

Cada tiroteio reacende os debates sobre as leis de porte de armas em um país onde o direito ao porte é protegido pela Segunda Emenda da Constituição. Defensores do direito ao porte de armas têm sugerido o armamento de professores como forma de defesa.

Krantz disse que todos os policiais de Bend passaram por um dia inteiro de treinamento para lidar com atiradores ativos em agosto.

“Infelizmente, isso é algo para o qual treinamos regularmente, e precisamos fazer isso”, declarou Krantz. “Essa será uma investigação longa.”

* (Reportagem adicional de Kanishka Singh e Jasper Ward)

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

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Fluminense vence Flamengo e abre vantagem na Copa do Brasil Feminina

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No primeiro Fla-Flu pelas quartas de final da Copa do Brasil Feminina, melhor para as tricolores. Na noite desta quinta-feira (15), o Fluminense venceu o Flamengo por 2 a 1 no clássico realizado no Estádio Luso-Brasileiro.

O jogo de volta também será no estádio da zona norte do Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira (22), às 19h (horário de Brasília), mas com mando tricolor. Ao Flu, basta o empate para classificação às semifinais. O Rubro-Negro tem de ganhar por ao menos dois gols de diferença no tempo normal. Se o triunfo for por um gol, igualando a soma dos placares, a decisão será nos pênaltis.

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O Fluminense chegou a marcar duas vezes na etapa inicial, mas o primeiro gol foi anulado por impedimento. Aos 34 minutos, Lelê aproveitou a saída errada da goleira Vivi Holzel, que trombou com a zagueira Núbia, e mandou para o gol. O lance, porém, foi anulado por impedimento da atacante, após intervenção de Philip Georg Bennett, árbitro de vídeo da partida. A partida ficou paralisada por seis minutos.

Aos 45, as tricolores, enfim, abriram o marcador. A atacante Raquel Fernandes cruzou da esquerda e a zagueira Nath Rodrigues apareceu na pequena área por trás da defesa rubro-negra para concluir no canto de Vivi Holzel.

O Flamengo tentou responder logo na volta do intervalo. Aos 20 segundos do segundo tempo, Cristiane recebeu às costas da marcação e finalizou na saída da goleira Kemelli. A atacante, no entanto, estava bem adiantada e o gol foi anulado por impedimento.

Aos nove minutos, as Meninas da Gávea foram novamente às redes. Desta vez, o gol valeu. Acionada por Fabi Simões na entrada da área pela direita, a também atacante Laysa sinalizou o cruzamento mas chutou direto, acertando o ângulo de Kemelli para deixar tudo igual no Luso-Brasileiro.

Apesar do melhor momento rubro-negro, foi o Fluminense quem chegou ao segundo. Aos 18 minutos, a lateral Keké lançou na área desde a ponta direita, Lelê dominou de costas para a marcação e rolou para a volante Driely chutar rasteiro e acertar o canto direito de Vivi Holzel, que sequer se mexeu.

A missão do Flamengo ficou mais difícil aos 39, quando a meia Mariana recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulsa. Mesmo com uma jogadora a menos, as Meninas da Gávea se lançaram a frente com a estreia da atacante paraguaia Fabíola Sandoval, que estava no Cruzeiro, mas de maneira desorganizada, sem sucesso. O Fluminense aproveitou a superioridade numérica para ter o controle do jogo até o apito final. 

Empate no Beira-Rio

Na última quarta-feira (14), Internacional e Atlético-MG empataram por 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre. Os times se reencontram na próxima terça-feira (20), às 19h, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A decisão será nos pênaltis em caso de novo empate.

A zagueira Giovanna Barraca colocou as Vingadoras à frente logo aos dois minutos do primeiro tempo e Pimenta quase ampliou aos 15 da etapa final, mas o segundo gol das mineiras foi anulado por toque de braço. Sete minutos depois, a também atacante Caty, de pênalti, evitou a derrota das anfitriãs.

Nesta sexta-feira (16), ocorre o primeiro duelo entre Bahia e São Paulo. A bola rola no Batistão, em Aracaju, a partir de 19h. A segunda partida será na próxima quarta-feira (21), no mesmo horário, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

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Presidente mexicana está a ficar farta dos EUA

Presidente mexicana está a endurecer posição face aos norte-americanos, perante acusações de corrupção ligadas ao narcotráfico que afetam o seu partido. A presidente do México está a adotar uma postura mais firme perante os Estados Unidos. Apesar de manter a cooperação bilateral no combate ao narcotráfico, Claudia Sheinbaum tem criticado a atuação da administração de Donald Trump, acusando Washington de interferir demasiado nos assuntos internos do país. Na semana passada, durante uma reunião no Palácio Nacional, a presidente confrontou os principais responsáveis mexicanos pela segurança e pelos serviços de informações devido aos planos para congelar contas bancárias de antigos funcionários

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Transmissão em direto da execução de Nidal Hasan cancelada

“Muitas pessoas muito boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer”, sustentou Donald Trump. Mantém-se a data de execução por fuzilamento e familiares das vítimas poderão assistir. O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira que o Pentágono não transmitirá em direto a execução de Nidal Hasan, condenado à morte pelo ataque que matou 13 pessoas em Fort Hood, em 2009, contrariando o secretário da Defesa. Trump afirmou nas redes sociais que a transmissão pública da execução “poderia ter sido um forte elemento dissuasor para o mundo testemunhar como a América lida com terroristas e escumalha como Hasan”. Contudo, acrescentou líder

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Imprensa estrangeira vê vitória de Lula em aprovação do fim da 6x1

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A aprovação do fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, repercutiu na imprensa internacional, que destacou que a votação foi uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do 2º turno das eleições no Brasil.

O jornal espanhol El País escreveu no título que “dezenas de milhões de trabalhadores conquistam um segundo dia livre no Brasil, uma vitória política para Lula”.

Na Argentina, o jornal Clarín classificou a aprovação como “jogada política de Lula: Brasil aprova redução da jornada de trabalho, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições”.

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O também argentino La Nacion disse que a votação é “a grande aposta de Lula antes do segundo turno”, acrescentando que “o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mudou de posição e anunciou seu voto favorável 48 horas antes da sessão".  

O jornal inglês Financial Times, especializado em economia e finanças, destacou que os legisladores brasileiros “votaram para abolir uma semana de trabalho de seis dias na maior economia da América Latina”.

O jornal diz que a votação foi uma “vitória para Lula” próxima ao segundo turno eleitoral, acrescentando ainda as críticas dos grupos empresariais que reclamam de aumento de custos. 

“Terminar a semana de trabalho de seis dias alinhará o Brasil com muitas nações de renda mais alta, onde as horas de trabalho diminuíram à medida que a produtividade e a eficiência melhoraram”, escreveu o Financial Times.

O também britânico The Guardian aponta vitória de Lula com a aprovação e calcula que a mudança pode afetar até 30 milhões de pessoas no Brasil.

“A proposta começou como um movimento do TikTok chamado Vida Além do Trabalho, fundado por um assistente de farmácia que entrou na política após seu sucesso e mais tarde foi abraçado por Lula”, escreveu o The Guardian.

Mudança de posição

A imprensa estrangeira ainda lembrou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o 2º turno contra Lula, era contrário à proposta de emenda à constituição (PEC) que acaba com a 6x1, mas acabou mudando de posição poucos dias antes da votação.

“Mesmo depois de mudar sua posição, Bolsonaro disse na terça-feira que ‘apoia algo ainda melhor’, referindo-se a uma proposta alternativa que há muito tempo defendia em que o pagamento seria baseado nas horas realmente trabalhadas”, acrescentou o The Guardian.

A agência de notícias dos Estados Unidos (EUA) Associated Press (AP) apontou que o único voto contrário foi “do ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que atuou durante o governo do presidente Jair Bolsonaro”.

A AP explicou que os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) “deixaram de bloquear a medida popular para que ele não fosse prejudicado em sua disputa acirrada contra Lula”.

 

Rio de Janeiro (RJ), 30/06/2026 – Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6x1 e caminham pela Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 30/06/2026 – Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6x1 e caminham pela Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Manifestantes participam de ato pelo fim da escala 6x1 e caminham pela Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aprovação no Senado

O plenário do Senado concluiu a aprovação da PEC do fim da 6x1 na noite de quarta (14), com 75 votos a favor e apenas um contrário.

A oposição, que era contrária à aprovação da matéria, mudou de lado após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar o tema no plenário.

Em entrevista à TV Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que, se eleito, Flávio Bolsonaro deve aprovar a PEC 12/2026, que prevê um contrato “por hora trabalhada”.

Entenda a PEC

O texto da PEC que acaba com a 6x1 prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

>> Saiba mais detalhes sobre como vai funcionar o fim da 6x1

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para até 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.

 

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“Onde está a carne?” é a pergunta que reina nas eleições nos EUA

E “quanto custa?”, já agora. Preço da carne de vaca torna-se arma política inesperada na campanha para as eleições de novembro. “Onde está a carne? E quanto custa?”. Estas perguntas estão na cabeça dos eleitores, resume a Associated Press. O preço da carne de vaca está a assumir um papel central na campanha para as eleições intercalares de novembro nos EUA, com democratas e republicanos a utilizarem os hábitos alimentares e o custo dos alimentos para conquistar eleitores. A discussão sobre a carne tornou-se mais um ponto de confronto político, num contexto marcado pela inflação e pelo aumento do custo

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E "quanto custa?", já agora. Preço da carne de vaca torna-se arma política inesperada na campanha para as eleições de novembro.
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FMI destaca apoio a reformas em Timor-Leste

FMI prevê que economia timorense continue a crescer nos próximos anos, ainda que enfrente desafios relacionados com a sustentabilidade orçamental e a dependência das receitas petrolíferas.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Timor-Leste tornou-se oficialmente o 11.º Estado-membro da ASEAN em outubro de 2025
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14 de outubro: Dia Internacional dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE)

AF! A 14 de outubro assinala-se o Dia Internacional dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE), uma data que não deve ser vista apenas como uma efeméride ambiental, mas como um aviso sobre o ritmo insuficiente da recolha e reciclagem do lixo eletrónico. Na União Europeia, quase metade destes resíduos ainda não é recolhida […]
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Colômbia vive protestos contra o governo de La Espriella

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O governo de Abelardo de la Espriella soma apenas dois meses e, nesta quarta-feira (14), enfrentou um grande desafio nas ruas, que refletem a rejeição popular à sua gestão.

Em um cenário de alta tensão política e social, milhares de pessoas marcharam em Bogotá, Cali, Medellín, Bucaramanga, Pereira e Riohacha para expressar rejeição à agenda econômica e de segurança do presidente, ao aumento do custo de vida, à escalada da violência, ao retrocesso de conquistas sociais e às tentativas de criminalizar e coibir o direito ao protesto.

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A convocação reuniu sindicatos, coletivos estudantis, centrais sindicais e o Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC). A amplitude da aliança, que abrangeu desde o movimento docente até as comunidades originárias, marcou o tom de uma jornada que extrapolou a capital e se replicou em seis cidades do país.

Na mobilização em Bogotá, espera-se a presença do ex-presidente Gustavo Petro, acompanhado por lideranças progressistas.

Os manifestantes enfatizaram o caráter pacífico do protesto, em resposta a alegações difundidas pela Casa de Nariño que buscam deslegitimar as reivindicações da sociedade civil colombiana.

O estopim foi o Decreto 1525, assinado por De la Espriella. A norma estabelece regras para a atuação das forças de segurança em manifestações e autoriza as autoridades a dispersá-las diante de distúrbios graves. Os governos locais responderam com ampla presença de agentes uniformizados nas principais cidades.

A oposição interpretou essa operação como uma tentativa de reprimir, de antemão, o direito de manifestação.

Essa leitura acirrou ainda mais os ânimos em um dia que os organizadores haviam anunciado como uma expressão do descontentamento devido ao custo de vida e ao desmonte de programas sociais. O descontentamento não se limita ao decreto. Os setores mobilizados questionam o conjunto das primeiras decisões do presidente, ao qual acusam de desmontar conquistas sociais e de encarecer a vida da maioria da população.

A Fecode, Federação Colombiana de Educadores, saiu em defesa da educação pública e da saúde do professores. A entidade reivindicou, ainda, a reconstrução da infraestrutura escolar afetada por emergências anteriores — como o terremoto e as réplicas registradas no Vale do Cauca — e denunciou a estigmatização sofrida pelo sindicalismo docente.

As comunidades indígenas e camponesas, por sua vez, rejeitaram os megaprojetos e as medidas econômicas que colocam em risco seus territórios ancestrais. O CRIC alertou que a administração de De la Espriella busca minar a autonomia de suas organizações.

A pauta econômica concentrou boa parte do descontentamento. O encarecimento do custo de vida e as políticas que, segundo os organizadores, corroem direitos adquiridos levaram trabalhadores de diversos setores produtivos às ruas.

Os protestos na Colômbia assumem, assim, a dimensão de um primeiro grande embate social contra o Executivo, apenas dois meses após o início de sua gestão. As centrais sindicais e os movimentos populares situam o conflito na defesa de conquistas históricas, em oposição a uma agenda que consideram regressiva.

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Governo da Colômbia assina decreto que criminaliza protestos sociais

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O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou um decreto que visa legalizar a repressão contra manifestações pacíficas no país. O decreto foi assinado poucas horas antes da primeira manifestação convocada por setores da oposição para esta quarta-feira. Os protestos foram convocados por organizações sociais, estudantis e sindicais. 

Segundo o governo, o objetivo é reforçar os mecanismos de controle e garantir a ordem pública durante as manifestações populares.

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Durante uma transmissão pela televisão nacional, o presidente colombiano destacou que o protesto pacífico constitui uma “garantia constitucional”, embora tenha destacado que esse direito “não autoriza agredir outros cidadãos, destruir bens, ameaçar trabalhadores nem impedir o acesso de ambulâncias e serviços de emergência”.

Entre as disposições anunciadas está o acompanhamento permanente das manifestações pelas autoridades. O decreto estabelece que os agentes encarregados da supervisão devem manter uma distância mínima de quatro metros, como parte dos protocolos de controle previstos para esses eventos.

Além disso, o decreto autoriza a intervenção das forças de segurança quando for detectado o porte ou o uso de armas de fogo, armas brancas, explosivos ou artefatos incendiários. Também prevê intervenções em casos de retenção de pessoas contra sua vontade ou agressões contra terceiros.

O documento inclui proteção específica para servidores públicos, pessoal uniformizado, missões médicas e equipes jornalísticas, estabelecendo competências de atuação diante de qualquer ataque ou ameaça dirigida contra esses setores durante as mobilizações.

O Executivo apresentou ainda outras iniciativas legislativas de seu programa de governo, entre elas, um projeto de lei para o combate a grupos armados organizados e um estatuto antiterrorista.

 

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Missão LIDERE uniu Vidigueira ao Estado de Santa Catarina no Brasil

Missão LIDERE no Brasil, empreendida pelo Concelho de Vidigueira reforça cooperação internacional, inovação e promoção do território

Ricardo Bonito e Diogo Conqueiro, respetivamente Presidente da Câmara Municipal de Vidigueira e Presidente da Junta de Freguesia de Vila de Frades, integraram uma comitiva de representantes portugueses na Missão LIDERE, que se deslocou ao Estado de Santa Catarina, no Brasil, entre os dias 5 e 10 de outubro.

A missão permitiu afirmar o concelho de Vidigueira no plano internacional, estabelecendo contactos estratégicos nas áreas da inovação, do desenvolvimento económico, do turismo e da cultura.

​De entre os principais marcos desta agenda de trabalho e promoção territorial, a autarquia de Vidigeuira destaca: A Sessão de Boas-Vindas e Receção Oficial, acolhimento institucional protagonizado pela Prefeita de Lages, num gesto de cordialidade que reforçou os laços de amizade e cooperação entre os dois municípios.

​SEMIARE 2026

Como nos revela a autarquia vidigueirense, a apresentação da excelência do concelho de Vidigueira, foi alicerçada em três eixos fundamentais em termos de identidade e projeção internacional:

  • O Vinho, a casta Antão Vaz e a​ tradição secular do Vinho de Talha;
  • ​A herança histórica ligada à figura incontornável de Vasco da Gama, Conde da Vidigueira;
  • A oferta de Enoturismo de excelência que posiciona todo o concelho como um destino turístico de referência.

​Em termos de Inovação e Empreendedorismo no Orion Parque Tecnológico, relizou-se uma visita de trabalho a este centro estratégico de referência em Lages, dedicado ao ecossistema de inovação, tecnologia e apoio ao tecido empresarial.

Foi uma experiência enriquecedora que serve de inspiração para a estruturação de projetos no concelho de Vidigueira, como o futuro Espaço E3 (Espaço Empresas e Empreendedorismo) em Vila de Frades, focado na atração de investimento e no apoio aos empreendedores locais.

​Redes Empresariais e Expolages

Foi assegurada presença na Sessão de Abertura da Expolages e em reuniões de trabalho com Empresarios, Associações Comerciais e Industriais locais, promovendo o intercâmbio de oportunidades de negócio e a aproximação entre tecidos produtivos.

​O Projeto Ovibeja América mereceu apresentação e debate em torno desta iniciativa estratégica, fortalecendo pontes de cooperação e visibilidade entre o Alentejo e o continente sulamericano.

A autarquia de Vidigueira aproveita esta nota enviada à imprensa para expressar agradecimento profundo ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) pela extraordinária hospitalidade, rigor e pela forma tão calorosa como recebeu a comitiva portuguesa ao longo de toda a missão.

​Importa ainda destacar que esta missão representou mais um passo firme na valorização do património de todo o concelho de Vidigueira, na “promoção da nossa economia e na construção de novas oportunidades para o futuro do nosso território e da nossa gente.”
Ricardo Bonito impulsiona o lema: “Juntos a valorizar o nosso concelho e a construir o futuro!“

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Trump anuncia exploração de petróleo e gás na Groenlândia

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O presidente dos  Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que “uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais” está prestes a começar na Groenlândia — uma declaração polêmica sobre um território que tem resistido aos seus esforços para controlá-lo e proibiu novas perfurações em busca de petróleo bruto.

Trump descreveu a ilha dinamarquesa do Ártico, administrada por um governo semiautônomo, como “nossa nova e bela Groenlândia”. Ele divulgou mensagem nas redes sociais elogiando o que chamou de ganhos dos EUA, decorrentes de um acordo de segurança assinado em setembro.

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O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia se recusou a comentar a declaração de Trump.

O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca e o Ministério de Recursos Minerais da Groenlândia não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

A Groenlândia está envolvida em uma disputa com Trump, que vem afirmando desde 2019 que os EUA deveriam comprar ou tomar posse da ilha, estrategicamente localizada e rica em minerais, por razões de segurança. Em várias ocasiões, ele se recusou a descartar o uso da força.

Juntamente com a Dinamarca, os EUA e a Groenlândia chegaram a um acordo no mês passado para permitir que os Estados Unidos reforçassem sua presença militar na ilha — um acordo que parecia ter resolvido o impasse.

O acordo não concedeu quaisquer direitos de mineração ou perfuração.

“Uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar”, escreveu Trump em postagem em sua plataforma Truth Social.

“Há especialistas que afirmam que a quantidade de petróleo facilmente acessível é muito maior do que a de praticamente qualquer outro território, em qualquer lugar do mundo”, acrescentou ele, sem citar nenhum acordo específico ou projeto de desenvolvimento concreto.

A Groenlândia proibiu a mineração de urânio em seu território, bem como toda futura exploração de petróleo, em 2021.

O governo afirmou que está analisando se uma empresa do Texas, a Greenland Energy, pode utilizar licenças anteriores a essa proibição.

A empresa informou, em agosto deste ano, que tinha planos de perfurar em busca de petróleo em 2027 em uma bacia ainda não explorada na costa leste da Groenlândia, embora não tivesse licença própria para tal. A proprietária anterior, a Arco, investiu pesadamente em trabalhos sísmicos na década de 1970, mas nunca chegou a perfurar.

O consultor independente dinamarquês em política de segurança Jacob Kaarsbo disse que os comentários de Trump poderiam ser vistos como um sinal de que seu desejo de controlar a Groenlândia permanece inalterado.

“É extremamente perigoso considerar esse acordo entre o governo Trump e a Dinamarca como algo que tenha alterado as intenções de Trump”, declarou.

O acordo de 10 páginas entre EUA, Dinamarca e Groenlândia abriu caminho para duas novas bases militares e para o sistema de defesa antimísseis “Domo de Ouro” de Trump, ao mesmo tempo em que reafirmou a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação.

“Qualquer ataque futuro aos Estados Unidos terá que passar pela Groenlândia, onde nossa Defesa derrubará rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outra forma de arma ainda nem sequer concebida”, disse Trump em postagem hoje.

“Isso nos dá tempo, localização e linha de visão como em nenhum outro lugar do mundo!”, acrescentou.

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Recuperação do papa ocorre conforme o esperado, diz Vaticano

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A recuperação do papa Leão 14 após a cirurgia pulmonar está ocorrendo conforme o esperado. Ele já começou a caminhar em seu quarto no hospital e a se alimentar normalmente, informou o Vaticano nesta quarta-feira (14).

Exames de sangue e uma radiografia de tórax realizados hoje mostraram resultados pós-operatórios normais, disse o Vaticano, acrescentando que o pontífice, de 71 anos, passou por fisioterapia respiratória.

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O papa foi diagnosticado na terça-feira com adenocarcinoma, a forma mais comum de câncer de pulmão, depois que os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito durante uma cirurgia.

De acordo com o Vaticano, o papa deverá passar cerca de uma semana em recuperação no hospital. Todos os seus compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro.

Eleito pelos cardeais de todo o mundo em maio de 2025, Leão XIV é relativamente jovem para um líder da Igreja. Ele gosta de esportes, incluindo tênis, e não é conhecido por ser fumante nem por ter tido problemas de saúde recentes.

*(Reportagem de Crispian Balmer)

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Correios disponibilizam coleta para descarte de eletroeletrônicos

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Todas as 6.868 agências dos Correios no Brasil que têm o serviço Balcão Cidadão disponibilizaram, a partir desta quarta-feira (14), Dia Internacional do Lixo Eletrônico, o serviço de coleta de eletroeletrônicos pós-consumo. O serviço é gratuito e recebe equipamentos de até 30 quilos.

Os pontos de coleta dos Correios agora integram o Sistema de Logística Reversa Circulare, por meio de parceria com a empresa Circular Brain, que já realizava a coleta gratuita de grandes eletrodomésticos e eletroeletrônicos em todo o país. 

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“Milhões de brasileiros já utilizam as agências dos Correios em seu dia a dia. Agora, essa capilaridade também contribui para que a população tenha mais facilidade para dar a destinação correta a equipamentos eletrônicos sem uso”, destaca o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon.

Serão recebidos itens como celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros eletroeletrônicos de pequeno porte, que devem ser acondicionados em uma caixa aberta de até 1 metro cúbico. Pilhas, baterias e lâmpadas não poderão ser descartadas no local.

Na agência dos Correios, o cliente faz a entrega do volume para checagem do conteúdo pelo atendente e informa nome, CPF, endereço, e-mail e telefone, para a emissão de um comprovante de envio. O fechamento da embalagem é feito no local.

Cada equipamento é destinado ao parceiro do sistema de logística reversa que seja homologado junto à rede e todo o processo é rastreado até a destinação final de cada equipamento.

Segundo Marcus Oliveira, diretor executivo da Circular Brain, muitas pessoas guardam esses pequenos eletrônicos em casa por não saberem como dar a destinação adequada e também por não haver ponto de entrega voluntária em suas cidades.

“Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão”, acrescenta.

Brasil

De acordo com o último Monitor Global de Resíduos Eletrônicos, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2024, o Brasil é o terceiro maior gerador de resíduos eletrônicos na América do Sul e gera 2,4 milhões de toneladas ao ano.

Desse volume, apenas 3% são coletados, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e o decreto 10.240/2020 obrigarem fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar a logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico, com metas de coleta e pontos de entrega distribuídos pelos municípios.

Marcus Oliveira lembra que além de contaminar o solo, a água e trazer riscos à saúde, o descare inadequado também é um desperdício de matéria-prima para a indústria, assim como o não descarte.

“Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio ambiente”, conclui.

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