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Famalicão eliminado da Taça pelo Paredes da Liga 3

O Paredes, da Liga 3, eliminou hoje o Famalicão, da I Liga, da Taça de Portugal de futebol, ao vencer por 1-0, num encontro da terceira eliminatória decidido por Miguel Moreno.

O avançado marcou aos 40 minutos e garantiu o apuramento para a quarta ronda, numa partida em que o guarda-redes Fábio Matos também foi decisivo para o triunfo dos anfitriões.

Vice-líder da Série A da Liga 3, o Paredes entrou melhor, apoiado pelos seus adeptos, e conseguiu condicionar a equipa de Carlos Carvalhal, que só criou perigo uma vez antes do intervalo.

Aos 16 minutos, Romeo Beney tentou surpreender com um remate em arco, mas encontrou uma grande defesa de Fábio Matos, que manteve o nulo.

O golo surgiu aos 40, quando João Vigário lançou Miguel Moreno nas costas da defesa famalicense. O atacante ganhou em velocidade e rematou colocado, dando vantagem aos locais pouco antes do descanso.

Na segunda parte, o Famalicão procurou empatar, mas voltou a esbarrar em Fábio Matos. Aos 63 minutos, o guarda-redes negou o empate a Sorriso, que rematou no interior da área, e, aos 67, voltou a destacar-se perante uma tentativa de Aboubakar.

A equipa minhota não conseguiu evitar a eliminação, depois de ter perdido por 4-1 com o Alverca no campeonato, enquanto o Paredes prolongou o bom momento na Taça.

Após o apito final, registaram-se momentos de tensão, com agressões, insultos e empurrões, num desfecho marcado pela exaltação de ânimos.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal das Laranjeiras, em Paredes.

Paredes – Famalicão, 1-0.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Miguel Moreno, 40 minutos.

Equipas

– Paredes: Fábio Matos, Pedro Araújo, Dénis Duarte, Gustavo Fernandes, João Vigário (Francisco Canário, 65), Brais Val, Diogo Silva, Daniel Rodrigues (Ruca, 73), Miguel Moreno (Yuk Jin-Young, 86), Franco Almara e Erik Santana.

(Suplentes: Tiago Gonçalves, Zé Oliveira, David Veiga, José Macedo, Diogo Outeiro, Vasco Rocha, Francisco Canário, Ruca e Yuk Jin-Young).

Treinador: Agostinho Bento.

– Famalicão: Zlobin, Rodrigo Pinheiro, Leo Realpe, Victor Rofino, Gustavo Garcia (Pedro Bondo, 56), Van de Looi (Salas, 90), Mathias Amorim, Tamaz Szukcs (Pedro Santos, 56), Romeo Beney (Gil Dias, 56), Sorriso e Koustias ((Abubakar, 64).

(Suplentes: Garbriel Cabral, Marcos Peña, Pedro Bondo, Serafimovic, Abubakar, Pedro Santos, Paulo Moreira, Salas, Gil Dias).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Miguel Fonseca (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Rodrigo Pinheiro (58), Pedro Araújo (73), Pedro Bondo (90+5), Aboubakar (90+5), Salas (90+5). Cartão vermelho direto para Gil Dias (após o apito final).

Assistência: 2.483 espetadores.

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BE diz que destino da lei do arrendamento é o “caixote do lixo” e vê Ventura “à rasca”

O coordenador do BE defendeu hoje que a lei do arrendamento terá como destino o “caixote do lixo” e considerou que o presidente do Chega está “à rasca” depois de se ter disponibilizado para viabilizar a proposta do Governo.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, após uma reunião da Mesa Nacional do BE, José Manuel Pureza defendeu que o Governo, “perante a grandeza das mobilizações, perante a enorme capacidade de juntar gente, não tem outro remédio que não seja ouvir, e ouvir bem, aquilo que a rua está a dizer”.

“O Governo, se fosse responsável, não faria outra coisa que não fosse ouvir, escutar com atenção e tomar decisões em relação a isso”, sustentou, criticando as palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que disse que o executivo não vai ceder “aos gritos que vêm da rua”.

Minutos depois de André Ventura ter anunciado um conjunto de medidas para a habitação, Pureza afirmou que o presidente do Chega demonstrou estar numa “situação aflitiva” depois do acordo com o PSD que permitiu aprovar na generalidade as alterações à lei do arrendamento propostas pelo Governo.

“Dizendo as coisas em bom português, André Ventura está à rasca. É o que resulta claramente daquela conferência de imprensa”, atirou.

O líder bloquista antecipou que as alterações à lei do arrendamento terão o mesmo destino da revisão da lei laboral que o Governo pretendia fazer: “Isso vai acontecer e já todos perceberam que isso vai ser assim, dada a força das mobilizações […]. O destino dessa lei é o mesmo que teve o pacote laboral, ou seja, o caixote do lixo”.

Inquirido sobre as propostas anunciadas pelo Chega, Pureza acusou Ventura de ter dedicado mais de metade da conferência de imprensa à imigração enquanto votou favoravelmente o regime dos vistos ‘gold’.

“A única coisa que seria séria por parte de André Ventura, é essa única proposta que, na verdade, ele tem que fazer, é a proposta de rasgar o acordo que fez com o PSD”, afirmou.

Pureza afirmou que “só a esquerda está em condições de apresentar propostas” que respondam à “aflição das pessoas”, recordando as iniciativas do Bloco para fixar tetos nas rendas e atribuir à Caixa Geral de Depósitos “um papel orientador em matéria de política de crédito para a compra de habitação”, reduzindo as suas margens de lucro na mesma proporção de eventuais aumentos das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE).

Questionado sobre a postura do Presidente da República nesta matéria, o coordenador do Bloco sublinhou que o partido “nunca teve nenhuma ilusão” sobre António José Seguro, mas considerou “lamentável” que o chefe de Estado se tenha pronunciado “não para falar de habitação”, mas sim de segurança.

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CHEGA leader announces emergency legislative package for housing

He may not know the difference between a citizen and a hamburger, but André Ventura and his right wing party CHEGA are winning with the Portuguese electorate. Image: Miguel A Lopes/ Lusa

With Portugal’s housing crisis now taking centre stage, President of CHEGA, André Ventura, has announced that his party will present an “emergency legislative package” for housing – accepting that it

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Carneiro considera que Ventura poderá ganhar prémio Nobel da hipocrisia

O secretário-geral do PS considerou hoje que o líder do Chega, André Ventura, poderá ganhar o prémio Nobel da hipocrisia porque se mostra preocupado com a habitação, mas apoia a lei das rendas do Governo.

“Eu diria que ele está mesmo em condições de poder ganhar o prémio Nobel da hipocrisia”, disse José Luís Carneiro à margem da apresentação de um livro sobre Germano Sousa no Palácio da Bolsa, no Porto.

O líder socialista lembrou que André Ventura se mostrou, esta tarde, preocupado com as rendas das casas quando, ele próprio, apoiou a lei das rendas do Governo PSD/CDS-PP e esteve contra os movimentos que se manifestaram pelo direito à habitação.

“Ele [André Ventura] apoiou a lei das rendas do Governo que permite lançar na instabilidade e na imprevisibilidade os mais jovens e que, por esta via, têm mais dificuldades em aceder ao arrendamento e que lançou, igualmente, a imprevisibilidade no futuro dos mais idosos que vivem nas grandes cidades”, insistiu.

Numa conferência de imprensa na sede nacional do Chega, em Lisboa, André Ventura defendeu a necessidade de um entendimento entre os partidos para aprovar medidas que possam “tocar verdadeiramente nos pontos que interessam em matéria da habitação em Portugal e dos grandes problemas” dos últimos anos.

José Luís Carneiro prometeu bater-se “com todas as forças” para fazer cair a lei das rendas que o Governo de Luís Montenegro pretende aprovar no Parlamento e que lançará na imprevisibilidade e na insegurança os mais jovens, as famílias das classes médias e, particularmente, os mais idosos.

“Esta é a palavra de confiança que eu quero deixar ficar às portuguesas e aos portugueses”, frisou, acrescentando que o PS fez da habitação, a par da saúde e do aumento do custo de vida, uma das suas prioridades. 

Questionado sobre as manifestações pela habitação, o secretário-geral do PS salientou que o direito de manifestação é um direito fundamental e deve compatibilizar-se com a ordem pública, a segurança e o bem-estar de todos. 

“É esse equilíbrio que deve ser garantido por parte de quem se manifesta, que tem naturalmente a minha solidariedade, porque quem se manifesta está a manifestar-se por um direito fundamental, está a manifestar-se pelas suas dificuldades em enfrentar o custo de vida, o custo de vida com a habitação, o custo de vida com os combustíveis, o custo de vida com os bens alimentares e, portanto, eu estou solidário com essa causa”, concluiu.

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Why are people protesting across Europe?

School conditions, unaffordable housing and the cost of living have brought demonstrators on to the streets in several countries

Young people have been taking to the streets across Europe, including in Spain, France and Portugal, to protest over their unhappiness at the state of schools and the wider cost of living crisis.

In France, high school pupils have clashed with police in often violent protests over long hours, missing teachers, dilapidated classrooms and an opaque university admissions system. Pupils routinely miss months of teaching due to unfilled staff absences.

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© Photograph: Benoît Tessier/Reuters

© Photograph: Benoît Tessier/Reuters

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A cidade portuguesa que ficou com Espanha e que Marrocos ainda reclama

Quando, em 1640, Portugal recuperou a independência, Ceuta permaneceu fiel ao rei espanhol. Mas, quase quatro séculos depois, ainda tem uma bandeira portuguesa, com o padrão preto e branco de Lisboa, e o escudo português ao centro. A crise migratória que varreu Ceuta, no final de julho, voltou a acender as tensões entre Madrid e Rabat. Mas a história desta pequena cidade, situada na costa africana do estreito de Gibraltar, tem também um capítulo português. E foi decisivo para o seu destino. Para os marroquinos, chama-se Sebta, do nome árabe Sabta, nota a Al Jazeera. Esteve durante 700 anos nas

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Quarteirense Renato da Silva e setubalense Rita Xufre vencem na dupla jornada da Taça de BMX em Setúbal

Renato da Silva (Team BMX Quarteira) e Rita Xufre (Núcleo Bicross de Setúbal/VSPublicidade), estiveram em destaque na sétima prova pontuável da Taça de Portugal de BMX Race ao vencerem as provas das categorias principais.

Na primeira de duas jornadas no Parque Verde da Bela Vista, em Setúbal, Renato da Silva voltou a mostrar-se o mais forte em competição ao vencer Leonardo Carmo (Team BMX Quarteira) e Bernardo Rocha (Team BMX Quarteira), que completaram o pódio.

Nas atletas femininas, por sua vez, Rita Xufre foi a mais rápida, tendo superado a algarvia Íris Moraru (Clube Bicross de Portimão), segunda classificada, e Maria Pinto (Casa do Povo do Alqueidão), que foi terceira.

Nas categorias mais jovens, Martim Reis (Linda a Pastora Sporting Clube) venceu em sub-17, Guilherme Carolino (Clube Bicross de Portimão) e Mafalda Piedade (Team BMX Quarteira) em sub-15, Tomás Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube) e Adélia Pereira (Clube Bicross de Portimão) em sub-13, Francisco Gil (Clube Bicross de Portimão) em sub-11, Vicente Cardoso (Linda a Pastora Sporting Clube) e Luna Alves (Team BMX Quarteira) em sub-9 e Lourenço Bento (Linda a Pastora Sporting Clube) em sub-7.

Nota ainda para os triunfos de Carlos Rosado (Clube Bicross de Portimão) em Cruiser 40+ e Michelle Smith (Clube Bicross de Portimão) em Cruiser feminina.

A Taça de Portugal de BMX prossegue este domingo, com a oitava e última prova pontuável. A ação terá lugar a partir das 10h30, novamente no Parque Verde da Bela Vista, em Setúbal.

Para aceder à classificação completa clique aqui, para aceder ao ranking da Tala de Portugal clique aqui.

Com colaboração da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC)
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Do Algarve para o mundo Charlie Spot ultrapassa 2 milhões de streams

Charlie Spot, nome artístico de Hélder Ferreira, um madeirense que reside no Algarve, DJ & Produtor, ultrapassou recentemente a marca dos 2 milhões de streams acumulados nas plataformas digitais, assinalando uma etapa importante na sua carreira, iniciada em 2005.

Charlie Spot

Nascido em Machico, na Ilha da Madeira, e como referido, atualmente a desenvolver o seu trabalho a partir do Algarve, mais precisamente de São Brás de Alportel, de onde o artista, de forma independente, atua nos géneros Afro House, Tech House e sonoridades de influência latina.

Entre os momentos de maior destaque da sua trajetória está o tema “Klara”, que alcançou o 1.º lugar mundial na categoria Tech House da Traxsource em 2021.

Este marco de 2 milhões de streams reflete a expansão do seu trabalho para públicos nacionais e internacionais, cujos dados podem ser consultados clicando aqui.

Sobre Hélder Ferreira vs Charlie Spot

O artista ‘algarvio’ veio da Madeira para o Algarve com três anos e cresceu em Albufeira, onde viveu até aos 18. Depois de uns anos fora ao Serviço da Força Aérea Portuguesa, regressou novamente a Albufeira e, há cerca de sete ou oito anos, mudou-se para São Brás de Alportel, onde reside atualmente.

Charlie Spot esteve ligado ao projeto Algarve Summer Grooves, o qual foi desenvolvido durante cinco anos, sendo uma compilação de música eletrónica lançada anualmente nas lojas FNAC, com o objetivo de levar o nome do Algarve a todo o país, incluindo às ilhas, e dar a conhecer a região através da música eletrónica.

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Atleta algarvio João Sustelo brilha na Estafeta Mista em Lagoa

João Sustelo, natural de Silves brilhou na abertura da época desportiva de Atletismo em Corta-Mato e leva o Clube Areias de São João ao Pódio Regional

O atleta silvense João Sustelo, a representar o Clube de Atletismo Areias de São João (CASJ), confirmou o excelente momento de forma no arranque da época 2026/2027.

Depois de ter vencido no início de outubro o 7.º Cross “Memorial José Menino” em Castro Marim, o atleta voltou a estar em destaque este fim de semana no Campeonato Regional de Corta-Mato – Estafeta Mista, realizado em Lagoa.

Integrado na equipa do CASJ — ao lado de Guilherme Sousa, Júlia Allende e Eva Bento —, João Sustelo assumiu o 3.º percurso da estafeta e rubricou uma exibição memorável, registando a segunda marca individual mais rápida na prova em 4 minutos e 14 segundos e o tempo absoluto mais rápido da sua equipa, impulsionando o Clube de Atletismo Areias de São João à conquista do 3.º lugar do pódio regional com o tempo total de 19 minutos e sete segundos.

João Sustelo

Reagindo ao resultado e ao desafio técnico do traçado em Lagoa, João Sustelo destacou a evolução do seu ritmo de prova.

“As curvas são bastante difíceis e deslizam bastante, mas fui o 2.º mais rápido de todos em prova no percurso. Sinto que estou a voar! Levamos um troféu para o clube Areias de São João. No próximo fim de semana, em Faro, tenho o Campeonato Regional de Corta-Mato Longo, vai ser mais difícil, pois vão estar lá os melhores de todos, ainda assim, estou num bom momento, sinto-me confiante e vou dar o meu melhor do início ao fim”, disse João Sustelo no final da prova.

Com o cumprimento do primeiro grande objetivo coletivo do mês e uma demonstração clara de ritmo e liderança nos percursos mais rápidos do campeonato, João Sustelo consolida a sua posição como uma das figuras do atletismo algarvio no início desta época desportiva, apontando agora baterias aos próximos desafios regionais de Corta-Mato Longo.

Para aceder a todos os resultados sugere-se que clique aqui.

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Netanyahu condemns ‘monkey’ slur against Eisenkot, claims Likud members face worse

PM says remarks by pundit Yinon Magal, widely seen as a Netanyahu mouthpiece, 'highly inappropriate,' asserts incorrectly that businesswoman called Likud supporters chimpanzees and baboons
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Housing protesters camp out in Lisbon and Porto as living costs fuel anger

Protesters demanding affordable homes remained camped in central Lisbon and Porto today after yesterday’s demonstrations against rising living costs, with some already planning how to combine their working week with

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‘We are suffocating’: protests spread to Lisbon and Milan as housing and living cost tensions intensify

Hundreds at Lisbon tent camp demand action, as Giorgia Meloni says march in Italy was exploited by ‘hooligans’

The angry protests that have convulsed Spain and France in recent weeks have spilled over to Italy and Portugal, with rioters clashing with police and setting property on fire in Milan, and a tent encampment springing up in Lisbon over the weekend.

A march in central Milan on Saturday to protest against rising living costs began peacefully but ended with masked rioters throwing stones, paving blocks and other objects at riot police and setting fire to barricades made from bar tables.

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© Photograph: Piero Cruciatti/AFP/Getty Images

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‘We are suffocating’: protests spread to Lisbon and Milan as housing and living cost tensions intensify

Hundreds at Lisbon tent camp demand action, as Giorgia Meloni says march in Italy was exploited by ‘hooligans’

The angry protests that have convulsed Spain and France in recent weeks have spilled over to Italy and Portugal, with rioters clashing with police and setting property on fire in Milan, and a tent encampment springing up in Lisbon over the weekend.

A march in central Milan on Saturday to protest against rising living costs began peacefully but ended with masked rioters throwing stones, paving blocks and other objects at riot police and setting fire to barricades made from bar tables.

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© Photograph: Piero Cruciatti/AFP/Getty Images

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A crise da habitação: menos proibições, mais soluções

O Alojamento Local tornou-se um dos principais alvos do debate sobre a habitação. Mas, enquanto se multiplicam as restrições, continua por resolver a questão essencial: onde estão as casas de que as famílias precisam?

A crise da habitação em Portugal é real. No Algarve, afeta os jovens, as famílias e os trabalhadores que precisam de viver perto dos seus empregos. Mas reconhecer o problema não significa aceitar que limitar o Alojamento Local (AL) seja, por si só, a solução.

Nos últimos anos, o AL tornou-se um dos principais alvos das políticas habitacionais. A ideia é simples: reduzir os alojamentos turísticos fará regressar casas ao mercado residencial e baixar os preços. Mas a realidade é mais complexa.

Lisboa perdeu uma parte significativa dos seus registos de AL nos últimos anos, sem que isso tenha produzido a descida das rendas que muitos esperavam. Este facto não prova que o AL não tenha impacto na habitação; demonstra, isso sim, que cancelar registos não garante, por si só, mais casas disponíveis ou rendas mais acessíveis.

Uma licença cancelada não constrói uma casa, não recupera um imóvel devoluto nem obriga um proprietário a arrendar.

A crise é também de oferta

Como tem sido defendido pelo economista Manuel Caldeira Cabral, a crise da habitação é também uma crise de oferta. A falta de construção, os licenciamentos demorados, os custos elevados e os obstáculos à reabilitação dificultam a resposta às necessidades das famílias.

No Algarve, a análise exige ainda mais cuidado. Albufeira não é Faro, Lagos ou um município do interior. As realidades habitacionais variam entre concelhos e até entre freguesias. Precisamos de dados locais que permitam perceber onde existe pressão habitacional, quais as suas causas e que medidas podem produzir resultados.

Também merece reflexão a utilização de apartamentos como escritórios, consultórios, clínicas e outros espaços profissionais. São atividades legítimas, mas importa estudar quantas frações poderiam, legal e tecnicamente, regressar à habitação e se algumas destas atividades poderiam ocupar espaços comerciais devolutos. Não se trata de proibir, mas de avaliar todas as possibilidades de aproveitar melhor o património imobiliário.

Uma política habitacional eficaz deve, por isso, facilitar a construção, acelerar licenciamentos, incentivar a reabilitação e criar condições para aumentar a oferta, incluindo no arrendamento de longa duração.

Liberdade com responsabilidade

Uma perspetiva liberal defende a liberdade económica, o respeito pela propriedade privada e um Estado que remova obstáculos desnecessários, em vez de multiplicar restrições sem demonstrar a sua eficácia.

Isto não significa defender um mercado sem regras. Significa exigir que as regras sejam claras, proporcionais e fundamentadas, protegendo o interesse público sem penalizar indiscriminadamente quem investe e cumpre a lei.

Também a discussão europeia sobre a regulação do alojamento de curta duração deve ser conduzida com clareza e proporcionalidade. A ALEP — Associação do Alojamento Local em Portugal — tem levantado preocupações quanto à falta de clareza e aos riscos de restrições desproporcionadas. O impacto do AL deve ser avaliado com dados e medidas adequadas à realidade de cada território, não com soluções uniformes para problemas diferentes.

O turismo é essencial para a economia algarvia, gerando emprego e rendimento para milhares de pessoas e empresas. Defender o turismo não significa ignorar as dificuldades dos residentes. Significa reconhecer que habitação acessível e atividade económica podem e devem coexistir.

O que deve fazer Albufeira?

Albufeira precisa de conhecer melhor o seu parque habitacional, identificar imóveis devolutos, compreender os obstáculos à construção e à reabilitação e estudar incentivos à disponibilização de casas para arrendamento permanente.

Precisa também de limpar e atualizar os registos de Alojamento Local, identificando estabelecimentos que já não estão em atividade, não dispõem do seguro obrigatório ou não cumprem os requisitos legais. A fiscalização deve ser efetiva e as irregularidades devem ter as consequências legalmente previstas, garantindo os direitos dos titulares.

Esta não é uma posição contra o AL. É uma defesa de um setor mais transparente, profissional e responsável, com condições justas para quem cumpre as suas obrigações.

O objetivo não pode ser simplesmente reduzir o número de alojamentos turísticos. Tem de ser aumentar as possibilidades reais de os residentes encontrarem uma casa onde possam viver.

Menos ideologia, mais resultados

A crise da habitação não se resolve escolhendo culpados. Resolve-se identificando os problemas, removendo Obstáculos e avaliando as políticas pelos seus resultados.

A minha experiência profissional na gestão de Alojamento Local e a minha ligação à Delegação do Algarve da ALEP permitem-me acompanhar as dificuldades de proprietários e operadores. Essa experiência reforça a importância de ouvir diferentes intervenientes e de tomar decisões baseadas em factos.

No Algarve, a pergunta essencial não é quantas licenças conseguimos cancelar. É quantas casas conseguimos disponibilizar e que condições criamos para que as próximas gerações possam continuar a viver e trabalhar na região.

Menos burocracia. Mais oferta. Regras proporcionais. Liberdade com responsabilidade.

É por aqui que devemos começar.

* Vice-Coordenadora do Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal de Albufeira

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PJ detém em Évora cidadão de 53 anos foragido à justiça

A Unidade Local de Investigação Criminal de Évora da Polícia Judiciária (PJ) procedeu à detenção de um cidadão de 53 anos, para cumprimento de uma pena de prisão de três anos e seis meses.

O homem, sobre o qual recaía um mandado de detenção emitido pelo Tribunal de Loures, em fevereiro de 2025, tinha sido condenado pelos crimes de receptação e detenção de arma proibida, em junho de 2024, encontrando-se desde aí em parte incerta. A PJ adianta que o homem foi detido em Évora e conduzido ao Estabelecimento Prisional de Elvas.

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Ex-ministra das migrações acusa sucessor de ceder ao Chega

A ex-ministra socialista com a tutela da imigração acusou hoje o seu sucessor, António Leitão Amaro (PSD), de ceder ao discurso extremista do Chega e de promover o medo em relação aos imigrantes em Portugal.

“Eu acho que a chegada de Luís Montenegro ao governo e, em particular, a ação do ministro Leitão Amaro, permitiu aumentar um sentimento negativo sobre a imigração que nunca houve em Portugal”, afirmou, em entrevista à Lusa, a eurodeputada Ana Catarina Mendes, antiga ministra dos Assuntos Parlamentares.

Em entrevista à Lusa sobre os três anos de criação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que se assinalam em 29 de outubro, Ana Catarina Mendes recordou que, durante anos, PS e PSD consensualizaram as políticas de migração.

Elogiou em particular o antigo ministro da Administração Interna social-democrata Miguel Macedo, que “foi o responsável pela transposição da diretiva do retorno” e “procurou criar consensos”, sem “opções radicais ou extremadas”.

Contudo, um acontecimento recente mudou a visão da política migratória do centro-direita: “O aparecimento de um partido extremista em Portugal, que usou a imigração para causar medo”, o que tornou impossível aos governos socialistas de António Costa encontrar pontos de encontro com o PSD para a política de imigração.

A ex-governante recordou que os sociais-democratas “votaram contra a extinção do SEF” (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que veio a dar lugar à AIMA), sem haver “uma tentativa sequer de perceber o que isto queria dizer” do ponto de vista da política migratória.

Para a ex-ministra, o PSD “renunciou à própria história” neste tema por medo de perder eleitorado: “Julgo que o medo de que um partido extremista tivesse mais votos do que o PSD” levou à construção desta ideia de que “os socialistas descontrolam a imigração”, subscrevendo os discursos de André Ventura.

“Todos os relatórios internacionais saúdam a política de imigração de então”, disse Ana Catarina Mendes, considerando por isso “que falta rigor e às vezes falta estudo sobre as matérias”.

“Eu acho que nós hoje estamos confrontados com um mundo do imediato, do sensacionalismo, onde as perceções se tornam verdade, onde as redes sociais disseminam desinformação”, salientou.

As sociedades lidam, “em termos mundiais, com uma agenda claramente contra a imigração e que encontrou na imigração o bode expiatório para o ressentimento, os males do mundo”.

“A AIMA tem condições para ter orçamento próprio”, deu lucro e “não faz política de integração porque o governo não sabe (…) ou não quer”, acusou a ex-governante.

Ana Catarina Mendes lamentou o que classificou como uma “quebra de solidariedade europeia”: “A primeira reação de 22 Estados-membros, que Portugal, felizmente, não subscreveu, a pedir suspensão de Schengen em Espanha” por causa dos incidentes em Ceuta, quando se trata de “uma fronteira externa da União Europeia”, que é uma responsabilidade partilhada.

A eurodeputada criticou também o comportamento dos deputados do Partido Popular Europeu (PPE), que integra PSD e CDS, na aprovação do Regulamento do Retorno na UE, com o apoio da extrema-direita.

“Naquele dia, celebraram efusivamente, dizendo ‘Vão para casa. Devolvam-nos aos seus países’”, recordou a eurodeputada, que disse estar a lutar em Bruxelas para que “o projeto europeu continue a ser um projeto de solidariedade, de democracia e de liberdade”.

Por isso, “as políticas de migração devem ser políticas olhadas com aquilo que é o rigor dos factos”, resumiu.

Ana Catarina Mendes reconheceu no entanto que os serviços públicos têm de acompanhar o aumento da procura.

Por isso, a primeira das 34 lojas AIMA previstas foi aberta no Algarve, na loja do Cidadão, para “criar um caminho de integração documental”.

“Nós, na altura, também fomos dizendo que não estava tudo bem e que era preciso reforçar os serviços públicos e isso estava interligado”, porque as “coisas não se fazem por gavetas” e a imigração é “também uma política integrada” com várias áreas do governo, como a saúde ou a educação.

Defendeu por isso a necessidade de “serviços públicos para todos os cidadãos, sejam nacionais ou sejam estrangeiros, que estejam em Portugal”.

“Sempre houve imigração” e “cabe aos governos gerir a situação”, e “não culpar os mais fracos”, acusou Ana Catarina Mendes.

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