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Altolà di Confindustria al governo sulla manovra: “No alle mancette elettorali, facciamo cose che servano al Paese”

“Come le chiamano i giornalisti, mancette elettorali? Vediamo di fare cose che servono per il Paese”, con “una visione di politica industriale a lungo termine”. Il presidente di Confindustria, Emanuele Orsini, non le ha mandate a dire al governo Meloni mentre chiudeva il convegno di Capri dei Giovani imprenditori.

È necessario oggi “costruire misure a lungo termine“, perché “ad accontentare tutti non ci si riesce”, dice. “In questo momento è giusto contenere i conti” ma, sulla manovra, “è importante, visto che siamo in campagna elettorale, che si facciano cose che servono per il futuro e che si pensi a un piano industriale del Paese”.

Quindi per Orsini è bene “continuare il super ammortamento in investimenti. Visto che abbiamo un problema di produttività, abbiamo chiesto di far sì che le aggregazioni tra piccole imprese o fusioni, per cercare di creare dei poli più produttivi, possano essere aiutate fiscalmente”. Non solo. “Abbiamo chiesto anche, visto che sappiamo che il Pnrr ha dato uno 0,5% al Pil quest’anno, di continuare, di fare un nuovo piano che possa attrarre gli investimenti dai fondi pensione e dai capitali dei privati che sono sui conti correnti che oggi non vengono utilizzati”.

Secondo il numero uno degli industriali, queste misure vanno messe in terra oltre alla patrimonializzazione, “oltre al come riuscire a fare in ogni modo far sì che comunque le nostre imprese possano essere più competitive”.

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Clubes de tiro fazem anúncios proibidos de descontos em armas para apoiar Flávio Bolsonaro

O número de urna de Flávio Bolsonaro (PL) está sendo usado por clubes de tiro em promoções e ofertas de armas, munições e outros serviços no Instagram como forma de apoio ao presidenciável, apesar de a legislação eleitoral proibir que pessoas jurídicas façam campanha para candidatos. A sanção pode ser uma multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil, além da remoção do conteúdo.

O Clube de Tiro, Caça e Colecionismo Bala de Prata, do procurador do Pará Flavio Luiz Rabelo Mansos Neto, passou a impulsionar, em 13.out.2026, um anúncio oferecendo 22% de desconto no valor de filiação ao clube e na concessão do certificado de registro (CR), que é a licença emitida pelo Exército que autoriza uma pessoa a ser colecionar, atirador desportivo ou caçador (CAC) e que precisa ser vinculada a um clube de tiro.

A promoção, com cores vibrantes em verde e amarelo no número acompanhada da frase “Brasil acima de tudo!”, indica ser válida até 25.out., data do segundo turno da eleição.

Publicação com promoção de 22% de desconto do CT Bala de Prata que também foi impulsionada no Instragram

A página já tinha postado, dois dias antes, um aviso de que a rede social estaria “reservada” para realizar “propaganda eleitoral gratuita” para Flávio Bolsonaro. Na imagem, constam as logomarcas de mais outros dois clubes de tiro: Ranger Master e Clube de Tiro Esportivo do Grão Pará (CTEGP), em que o procurador é, respectivamente, sócio e presidente. A legenda informa que o estabelecimento não está recebendo pix para fazer campanha e que não esconde a sua posição.

Aviso de “propaganda eleitoral gratuita” postada no perfil da Bala de Prata no Instagram

Os três clubes também haviam parabenizado publicamente a reeleição dos deputados federais Delegado Caveira e Joaquim Passarinho, a eleição de JK do Povão na Assembleia Legislativa do Pará, todos do PL, e de Dr. Daniel (Podemos) como governador do estado.

Por que isso importa?

  • A pauta armamentista é um dos principais motes de bolsonaristas, tendo sido a facilitação do acesso e da aquisição uma das principais políticas da gestão Jair Bolsonaro (2019-2022), cujo filho e presidenciável, além de parlamentares aliados, tentam retomar.

Em nota, a assessoria da Procuradoria-Geral do Estado Pará disse que o procurador “já requereu aposentadoria e está aguardando a conclusão do processo e que as atividades privadas mencionadas não possuem vínculo institucional com a PGE”.

O Redneck, clube que também vende armas e munições, localizado em Saltinho (SP), promoveu a campanha “22 na cabeça”. Primeiro, com desconto de 50% em munições de calibre .22, publicado em 2.out., que se encerrou em uma semana. Depois, devido ao “sucesso”, postou em 9.out. um novo vídeo oferecendo 22% desconto em dois modelos de rifles do mesmo calibre somente no final de semana passado.

Em ambas as publicações, o sócio e presidente da Associação Nacional Rifle (ANR), Rafael Buscariol Zampaulo, aparece mostrando os produtos: “Vai ter que digitar, escrever na postagem, ’22 na cabeça’ ou ‘é 22’, ‘Redneck é 22’, mas tem que ter o 22 escrito lá. [Você] vai ter que compartilhar no seu story. Feito isso, vocês fazem o print e aí fica guardadinho na mão ou já manda para a Carly [consultora] e a Carly faz o pedido das suas maquininhas [armas]”, instrui.

Além desses, o Núcleo localizou outros clubes de tiro em diferentes regiões do país que fizeram postagens com promoções vinculando o número 22. “Juntar o incentivo à compra de arma com propaganda eleitoral é uma ilegalidade explícita”, explica Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

Apesar de em parte das postagens não haver uma menção direta ao nome de Bolsonaro, o contexto indica a propaganda irregular, aponta Isabela Damasceno, advogada e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP).

“O TSE não exige mais aquele trinômio, que é o candidato pedido o voto, mais o cargo. A alusão, mesmo que de forma indireta e dissimulada, sobre a candidatura e o pleito é reconhecida como um elemento eleitoral. Por se tratar de uma temática que esse candidato defende, que esse candidato colocou enquanto plano de governo, eu acho que fica muito tipificado que é um apoio de forma direta e ilegal para esse candidato. Então, entendo que sim, inclusive por algumas jurisprudências do tribunal, pode ser considerado um ilícito eleitoral essas propagandas”, afirma.

No caso do Redneck, o apoio a bolsonaristas tem mais um fundamento. Segundo o site Metrópoles, a ANR recebeu R$920 mil em emendas parlamentares dos deputados federais Mario Frias e Luiz Philippe de Orleans e Bragança, ambos do PL de São Paulo, que foram direcionadas a empresas de Zampaulo, sendo uma delas o Redneck.

O repasse seria irregular por ferir o princípio da impessoalidade, ou seja, a associação não poderia contratar empresas do mesmo grupo econômico ou que tivesse conflito de interesse. O caso está sendo apurado pelo Ministério do Esporte uma vez que os repasses teriam como objetivo viabilizar um projeto para incentivar o esporte de tiro ao prato em Saltinho.

Procurada pelo WhatsApp, uma atendente encaminhou o contato do outro proprietário do clube, André Teixeira. Ele solicitou comprovações de que se tratava de um contato de uma repórter e parou de responder depois que o Núcleo enviou link do site e contato de e-mail institucional. Os dois vídeos promocionais foram apagados.

Qualquer cidadão ou cidadã pode fazer uma denúncia de irregularidade eleitoral por meio do aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral, disponível tanto para Android quanto iOS. Você precisa se identificar por meio de autenticação pelo e-Título ou pelo Gov.br. A denúncia deverá conter informações que permitam a identificação e a apuração da possível irregularidade e poderá ser acompanhada de fotos, vídeos ou áudios que contribuam para demonstrar a ocorrência relatada.

Além disso, a advogada ressalta que se o candidato em questão tiver participação direta ou conhecimento do apoio e não fizer nada, ele pode ser enquadrado na infração de abuso do poder econômico, o que pode levar à cassação.

O Núcleo identificou que, em uma das publicações de propaganda eleitoral do clube de tiro Bala de Prata, havia curtida do deputado federal Delegado Caveira. Além disso, ele mesmo segue a página no Instagram.

Publicação de apoio a candidatos pela página do CT Bala de Prata com curtida do deputado federal reeleito Delegado Caveira

Em Carapicuíba (SP), o clube SPGuns também foi explícito: “promoção fora Lula: 22% de desconto em todos os serviços de despachante” para “colocar a documentação em dia”. A publicação, de 8.out., destaca que a promoção vale até 25.out. A empresa tem como sócios Renato Portante Soares e Lindemberg Araújo e apagou a publicação após o Núcleo entrar em contato para pedir posicionamento.

O IAT Clube de Tiro, em São Pedro da Aldeia (RJ), foi na mesma linha. A foto de capa indicava em letras garrafais com os dizeres “promoção de eleição” e “filiação anual com 22% de desconto”. No vídeo postado em 30.set., o instrutor e sócio Marcelo Pinto alertava que a oferta era limitada até 2.out. “Aproveita essa promoção porque, depois que o Flávio ganhar, depois que tudo acontecer, os preços vão subir, né, galera? A gente vai estar muito valorizado”, diz.

Uso da função pública

No caso do Rearmy Clube de Tiro, do empresário Walter Alves de Oliveira Junior, a publicação oferece um curso gratuito de atendimento pré-hospitalar em ambientes táticos para 20 participantes caso “os nove dedos” não vença a eleição. A imagem é acompanhada de uma foto do instrutor Weslei Leonardo Lopes, que é comandante da Guarda Civil Municipal de Tanguá (RJ), usando um uniforme semelhante ao da corporação, empunhando um fuzil, e na braçadeira está escrita a sigla “GCM”.

O post, de 6.out., aponta que a promoção vale até o dia 31 do mês e foi apagado após a reportagem contatar o clube.

Reprodução da promoção em que o comandante da GCM de Tanguá aparece

Para as especialistas entrevistadas, Lopes também está infringindo a legislação eleitoral por se utilizar da função pública para promover apoio político. “Ele, enquanto pessoa física, pode manifestar a predileção dele no candidato que ele entender, mas utilizar qualquer estrutura da coisa pública, do cargo que ele exerce para fazer essa manifestação, isso é uma conduta vedada”, sinaliza Isabela Damasceno, da ABRADEP.

Carolina Ricardo, do Sou da Paz, ainda aponta possível conflito de interesse. “Você trabalha pela segurança pública, mas trabalha no clube de tiro e faz propaganda de um clube de tiro. Ou seja, incentiva as pessoas a usar arma e atirar. Se você quer melhorar a segurança pública, você precisa promover a segurança pública e não incentivar a autodefesa”, avalia.

Em Araguaína (TO), a Delta Armas, que tem clube de tiro e loja de armas e equipamentos táticos, tem como sócios o servidor público federal Diego de Lana Acácio, lotado desde 2012 no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e a dentista Fagna Araújo de Lana. O Núcleo não localizou postagens que vinculem a função dele às propagandas, apesar de ele fazer publicações em “collab” com a página da empresa.

Esse clube publicou, dois dias após o primeiro turno, uma promoção “em homenagem ao 22” com desconto para a compra de rifle calibre .22 até 24.out.2026. O clube já tinha feito outra oferta, às vésperas da votação, em 3.out., de duas filiações gratuitas caso Lula não fosse reeleito e Bolsonaro ganhasse. A página também já fez outras publicações com Diego Acácio vestindo camisetas com a frase “fora Lula”, mostrando uma arma com a frase “em outubro será PT”, que significa pistola Taurus, e divulgando evento de adesivaço pró-Bolsonaro organizado pelo clube.

À reportagem, a Delta Armas disse que, antes de dar um posicionamento, está “realizando as verificações necessárias para que qualquer esclarecimento seja feito com responsabilidade e precisão”.

Além disso, a reportagem também encontrou publicações de clubes de tiros realizando apenas campanha política, sem a oferta de descontos ou promoções. Um exemplo é o Artire Clube, em Rio Claro (SP), do empresário Euclides Emanuel Fernandes Speranza Dias. Ele gravou vídeo, em 9.set. ao lado do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) e do vereador Coronel João Arraes (PL) que disputavam, respectivamente, a reeleição e o cargo de deputado estadual, e afirmou que Lula acabaria com os clubes de tiro se conseguisse um quarto mandato.

A página da empresa também continha um vídeo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro incentivando o voto em Arraes e um post com os números de candidatos “para acabar com o PT”. Além dos dois parlamentares citados, o apoio foi para Ricardo Salles (que desistiu) e Guilherme Derrite (que se elegeu) para o Senado, Tarcísio de Freitas para governador de São Paulo (eleito) e Flávio Bolsonaro para presidente.

Em contato com o Núcleo via WhatsApp, a esposa de Euclides Dias e sócia da loja de armas, Gislaine Speranza Cordebelli Dias, disse que o posicionamento dele é enquanto pessoa física e que “nada tem haver com pessoa jurídica”, apesar de as publicações terem sido realizadas na página institucional do clube de tiro. Ela encaminhou o contato direto dele, mas não houve retorno.

Bilynskyj, que conseguiu se reeleger, já tinha feito declarações prometendo um “revogaço” dos decretos assinados pelo presidente Lula que freavam o acesso a armas para a população. De acordo com levantamento da Agência Pública, o partido dele, o PL, liderou o volume de doações por empresários do ramo armamentista, com R$ 420 mil injetados nas campanhas de candidatos.

O Núcleo procurou todos os clubes citados, os deputados Delegado Caveira e Paulo Bilynskyj, além da Prefeitura de Tanguá, mas não houve retorno.

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“Così l’Ugl ha difeso l’azienda per salvare il suo delegato”: l’inchiesta di “Mi Manda Rai Tre” su Autogrill

Dopo il servizio di Far West, andato in onda un anno fa su Rai3, che faceva luce sulle condizioni igieniche e di lavoro all’interno di Autogrill, il sindacato Ugl difese subito l’azienda e definì “piangenti in anonimato” i dipendenti intervistati. Oggi, a un anno di distanza, viene fuori un audio privato in cui il segretario generale di Ugl Terziario dice di avere usato quel comunicato, da lui firmato, come una sorta di merce di scambio per evitare il licenziamento di un loro delegato, che in quel periodo rischiava di essere messo alla porta dal colosso della ristorazione. A scoprire la traccia è la trasmissione Mi Manda Rai Tre, che andrà in onda domani mattina alle 8 con il servizio completo.

Riepiloghiamo. A ottobre 2025, il giornalista Andrea Sceresini ha raccolto una serie di testimonianze a volto coperto da parte di lavoratori Autogrill: questi raccontavano turni estenuanti, continua pressione da parte dei capi, timori per la sicurezza soprattutto nelle ore notturne e anche una serie di falle nelle pulizie. C’era chi ammetteva di fare ricorso a psicofarmaci per poter sopportare lo stress a cui si è sottoposti svolgendo questo lavoro, chi sosteneva di non sentirsi tranquillo quando, di notte, si è da soli a gestire l’intero ristorante. Dopo l’uscita di questo servizio dalla durata di oltre otto minuti, l’Ugl Terziario rispose con un comunicato dal titolo surreale: “Il Far West della disinformazione”. E poi una serie di valutazioni: “Ci rendiamo conto – scriveva – che i lavoratori Autogrill in versione ‘pentiti di mafia’ facciano maggiore audience ma, con il massimo rispetto per gli anonimi intervistati, c’era una strada più semplice”.

Perché l’Ugl volle minimizzare queste testimonianze che raccontavano di lavoratori sull’orlo della disperazione, le stesse persone che i sindacati dovrebbero difendere e rappresentare? Una parte della risposta è nel servizio che i telespettatori potranno vedere domani su Mi Manda Rai Tre. La registrazione esclusiva riguarda una riunione a cui partecipava proprio Luigi Giulio De Mitri Pugno, segretario Ugl Terziario. Dalla sua stessa voce sembra emergere che il comunicato era stato quantomeno preannunciato a un dirigente di Autogrill e, infatti, De Mitri Pugno racconta di un manager che lo aveva ringraziato per la solidarietà e lui aveva risposto “ma che grazie per la solidarietà, mi devi fare un bonifico”. Quel bonifico era una metafora, non si trattava di soldi ma del salvataggio del delegato a rischio licenziamento. Mi Manda Rai Tre ha sentito De Mitri Pugno che ha escluso di aver concordato con l’azienda il comunicato, ha persino ipotizzato che l’audio sia stato creato con l’intelligenza artificiale per poi rivendicare di aver evitato un licenziamento.

L’Ugl è un sindacato vicino al centrodestra nel quale ha militato a lungo l’attuale sottosegretario leghista al Lavoro, Claudio Durigon. In questi anni, soprattutto Durigon ha spesso proposto norme per rompere il “monopolio” di Cgil, Cisl e Uil per favorire le altre sigle, tra le quali la stessa Ugl. Sebbene in diverse situazioni sia a fianco dei tre confederali, negli scorsi anni l’Ugl ha fatto parlare di sé anche per essere stato l’unico sindacato disposto a firmare il contratto dei rider accettando le condizioni volute dalle piattaforme del food delivery.

Tutte le puntate de Lo Stato delle Cose sono su Raiplay.it

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No, the world zionist movement is not an antisemitic conspiracy theory

The World Zionist Organization was founded in 1897. It has an elaborate structure, including a World Zionist Congress, a Zionist General Council, a Zionist Executive, and a Zionist Supreme Court. And this is just one of the many such entities…

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Universities fire dozens amid pressure from Zionist billionaires

Major drivers of the repression include pressure from wealthy pro-Israel donors, government interference, and the political loyalties of university administrators and trustees, according to a new report.

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Meet the US generals and admirals advancing Israeli policy

The Jewish Institute for National Security of America (JINSA) has taken credit for a number of recent legislative efforts on behalf of Israel, including NDAA Section 219

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When will this White House madness end?

By Philip GIRALDI

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The United States competes with Israel for the “Most Hated” Distinction

It was another horrific week in Washington with President Donald Trump actually succeeding in coming out with an apparently improvised comment that equaled or maybe even exceeded his ghastly performance at the United Nations where he speculated over whether he should “annihilate” Iran and drive it back into the Stone Age. It would seem that ninety plus million dead Persians would satisfy Donald’s blood lust when it comes to killing innocent civilians, but the latest musing by our beloved leader had him addressing a campaign rally in Nebraska, where he appeared to be declaring that he might well consider wanting to continue the war against Iran even if the price to pay from the Iranians were to be retaliation consisting of eliminating some of our cities. He said “It’s a small price to pay for keeping the world safe, for keeping our country safe, and it’s going to be over with very soon. Let ’em take out Los Angeles, let ’em take out San Diego.”

Trump clearly saw the whole thing as some kind of quid pro quo expecting that even Californians would consider the price to pay worth it if it kept Iran from obtaining a nuclear weapon but he failed to make any reasonable connection between the nonexistent weapon and the good to come out of annihilation of millions of Americans. The irony is, of course, that since Iran has no nukes and nor is it even developing that resource, a point generally made by US intelligence, it could not in any event destroy either or both of the West Coast cities. But then again, Trump is not given much to deep thinking and what he tends to say is what is roiling around among the three brain cells that might actually be functioning in his oversize head at any moment.

Interestingly, the video recording the gathering shows the Nebraska crowd of MAGA supporters cheering the exchange, seemingly unaware that the war never needed to be fought, that Iran was not and is not any military threat to the United States, and that the whole bloody thing could be ended by Trump repeating his frequent declaration of “victory” before ordering all the troops home and putting an end to it. That way no one “loses” and no more innocents have to die but somehow that does not appear to be an option circulating in the White House.

In the wake of the comment, both California’s Democratic Governor Gavin Newsom and San Diego Republican Mayor Todd Gloria called out President Trump for his willing to see Americans die in large numbers due to bad policies coming out of Washington. Newsom wrote on social media how “After sending the National Guard to occupy California, Donald Trump is now saying our foreign enemies should ‘take out’ Los Angeles and San Diego. He is deranged and dangerous.” Gloria added “San Diego is not collateral damage. We are not expendable. And we are never a ‘small price to pay.’ Keep our city out of your reckless war talk.”

The White House inevitably pushed back in support of Trump’s comments, with communications director Steven Cheung writing on social media how “The media freakout over President Trump’s comments is not rooted in reality. He was clearly stating US cities would have been threatened if a nuclear Iran hadn’t been stopped. America is safer because of the President. Iran has no nuclear, no navy, no air force, and no money.” Interestingly, Trump’s communications director, who interpreted the comment backwards by claiming falsely that the president had “stopped” an Iranian nuke, was incapable of understanding what Trump actually said and instead invented what he might have been wanting to say. All of which explains why the White House is as dysfunctional as it is.

Beyond that, something at least veering towards a bit of constructive policy did take place on September 30th when the United States completed its troop withdrawal from Iraq, which it has been de facto occupying for the past 23 years. The withdrawal, which took place after multiple requests by the Iraqi government, appears to be due to the desire to move US troops out of the effective range of some of the Iranian short range-missiles and drones which could easily reach Iraq. The soldiers and airmen will be moving to next door Jordan which means they will still be near enough to intervene if the Iraqis become naughty and do anything that is not perceived as being in American “interests.”

Some will recall that back in January 2020, then President Donald Trump ordered the assassination of the Iranian head of the Iranian Revolutionary Guards Qasim Soleimani who had just landed in Baghdad Airport to join in peace talks between his country and the Iraqis. Peace talks are not the sort of thing that Trumpists are good at, particularly if they involve actual or potential enemies of Israel, so Soleimani had to be stopped. The Iraqis are certainly aware that the departure of US soldiers does not mean an end to American intervention, which can indeed be at the point of a gun but which might also be through sanctions and other less kinetic means.

All of which is to suggest that the game is not over yet and Trump is quite capable of doing something very stupid in an attempt to salvage whatever remains from his reputation. What is behind a lot of this nonsense is the evil circle involving Trump himself and his good friends in Israel. Make no mistake that Israel is dedicated to becoming “Greater Israel” while also eliminating its potential enemies in Asia and Africa. And, unlike Iran, it is actually nuclear armed thanks to the material and technology that it stole from the United States before killing President John F Kennedy who tried to stop them. And the witless Donald will do everything in his power to help Prime Minister Benjamin Netanyahu be reelected, be it because he is being blackmailed or because he loves the man so much. Be that as it may, Trump will cooperate fully with Netanyahu or whoever succeeds him, no matter what. So too will there be the usual consensus on doing everything to please the Jewish state coming from the usual crowd of Israel firsters in Congress, in the mainstream media and among the Foundations that have come to rely on the money and “respect” that comes from inhabiting the same space as those who are beloved by Zion.

For those who have not yet aware of just how deeply the Zionist activists have inserted themselves in the body politic, I would greatly recommend an article put out by the highly respectable Quincy Institute that just appeared this past week written by Kelley Vlahos, the Editor in Chief of Responsible Statecraft. It provides the sordid details of how the Israel Lobby backed up by Jewish billionaires has been able to create and then subvert a conservative movement that originally appeared to support American interests to make them instead do Israel’s bidding. She describes how “The annual confab, [NatCon 2026] ostensibly launched for American conservatives in 2019, is in Jerusalem this week, largely focused on shoring up US support for the Jewish state.” If Israel is successful, it will bring about a proposed US-Israeli integration at the Pentagon and take its place as a “partner” of the United States in defense matters as well as in foreign policy. Make no mistake, Israel will bleed us dry and then discard our carcass without even a backward glance. It will be the end of our country. President Donald J Trump and his predecessor Joe Biden have done much to move this process along and it is to them and the cowards in Congress and the media that we the owe the deep hole that we as a once-upon-a-time proud and independent people will soon find ourselves in.

Original article:  www.unz.com

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New IDF Website Frames Slain Gaza Journalists as Terrorists

Since October 2023, no nation’s military has killed nearly as many journalists as Israel, a fact that often opens them up to considerable criticism. The IDF aims to quell those concerns with a new round of official narrative

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Estaria Israel armando uma das maiores facções criminosas brasileiras?

Fuzis israelenses ARAD-7 apreendidos com TCP, facção que não foi classificada como terrorista pelos EUA. Israel já armou cartéis na Colômbia e México.

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Na última semana 7 fuzis ARAD-7, de fabricação israelense, foram apreendidas pela Polícia Federal do Brasil, em uma transportadora localizada em Niterói, Rio de Janeiro, enquanto eram preparados para serem remetidos para narcotraficantes da organização Terceiro Comando Puro (TCP). Estes são os mesmos narcotraficantes que controlam um território chamado “Complexo de Israel”, que reúne as favelas Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco Bocas e Pica-Pau.

2 anos atrás atrás escrevemos aqui no Strategic Culture Foundation um artigo sobre o perigo do “narcopentecostalismo” – a vinculação profunda entre o narcotráfico e o neopentecostalismo em algumas favelas – apontando para este novo fenômeno como uma possível ameaça de segurança nacional para o Brasil, bem como eventual foco de atividades de desestabilização do tecido social e perseguição religiosa. De fato, nos territórios do TCP, igrejas católicas e centros religiosos afrobrasileiros são fechados e atacados com violência.

Não obstante, na época em que escrevemos aquele artigo, julho de 2024, não havia ainda elementos materiais suficientes para afirmar de forma incisiva a existência de uma conexão direta entre o narcopentecostalismo e o Estado de Israel. Os traficantes do TCP exaltavam o Estado de Israel, usavam patches e uniformes israelenses, mas tudo isso era circunstancial e podia ser explicado pela mera adesão ao discurso evangélico.

Agora, porém, dispomos de mais evidências específicas para poder retornar ao tema e lançar a preocupação sobre o possível vínculo entre Israel e uma das principais organizações narcotraficantes brasileiras.

Afinal, até agora ainda não se sabe como esses fuzis israelenses modernos chegaram até o ramo logístico de uma importante organização criminosa brasileira, quando esse fuzil específico ainda é pouco comum entre forças policiais brasileiras e inexiste entre os militares.

A primeira objeção que se poderia levantar seria sobre o “interesse” de Israel em armar ou financiar uma organização criminosa no Brasil. Bem, não seria a primeira vez.

Nos anos 80, 500 armas automáticas (incluindo rifles IMI Galil e submetralhadoras Uzi) e 200 mil cartuchos de munição foram encontrados em um armazém pertencente ao Cartel de Medellín, uma das maiores organizações narcotraficantes da Colômbia. À época, as “investigações independentes” concluíram que o responsável pela operação, o mercenário e militar israelense aposentado Yair Klein, havia agido por conta própria. O próprio Klein, porém, sempre afirmou que suas atividades na Colômbia (que envolviam não apenas venda de armas, mas também treinamento de grupos paramilitares) contavam com ciência e autorização das autoridades israelenses.

O vínculo de Klein com o aparato estatal israelense, demonstrando que ele não era, realmente, um “agente independente”, é confirmado pelo fato de que quando ele foi preso em Serra Leoa em 1999 por vender armas para os insurgentes da Frente Revolucionária Unida, o Estado de Israel interveio para garantir a sua libertação, bem como recusou todos os pedidos de extradição.

Uma outra notícia interessante e recente envolve o México, onde autoridades declararam que 80% das armas encontradas com os soldados dos cartéis narcotraficantes tinham origem estadunidense… e a maior parte dos 20% restantes tinha origem israelense. De fato, Israel exportou 24 mil armas automáticas entre 2006 e 2018, oficialmente, para as instituições militares e policiais do México, e mais 18 mil em anos mais recentes. Observe-se, porém, que as estimativas de observatórios independentes sugerem que os cartéis mexicanos, como um todo, dispõem de um arsenal de algumas centenas de milhares de armas automáticas. Se, algo como 15-20% dessas armas tiver origem israelense, então estamos falando de qualquer número entre 20 mil e 100 mil armas de origem israelense nas mãos dos cartéis. São números que simplesmente não batem com os números das exportações oficiais de armas israelenses para as forças de segurança mexicanas.

Um último ponto que pode chamar a atenção é a atenção recente que os EUA têm dado às organizações criminosas brasileiras, com os grupos PCC e CV categorizados como grupos terroristas pelo governo de Donald Trump. O que chama a atenção é o fato do TCP – 3ª maior organização criminosa do Brasil, com presença em alguns outros países da região, ação em vários estados brasileiros e pelo menos um vínculo verificável com um indivíduo ligado à rede de financiamento da Al-Qaeda, para não falar numa aliança operacional com o PCC – ter ficado de fora da categorização.

Naturalmente, pode ser coincidência. Mas ainda assim, é uma coincidência interessante que a organização criminosa neopentecostal armada, aparentemente, por Israel, é exatamente aquela que não foi categorizada como terrorista pela Casa Branca.

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Dos clubes de tiro ao poder: segmento de armas injeta mais de R$ 1,2 milhão nas eleições

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

O mercado do tiro participa das eleições financiando campanhas e lançando candidatos próprios, enquanto alguns parlamentares eleitos defendem suas pautas no Congresso. Empresários de clubes de tiro e fabricantes, comerciantes e importadores de armas despejaram pelo menos R$ 1,2 milhão na campanha deste ano, revela cruzamento de dados feito pela Agência Pública. 

O levantamento, que considera doações registradas no Tribunal Superior Eleitoral até 30 de setembro, mostra que 96 candidatos foram beneficiados com financiamento de 98 empresários ligados ao setor.

Há ainda 28 sócios e administradores que registraram candidaturas próprias – metade deles concorrem pelo PL, partido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Eles disputam principalmente cargos de deputado estadual (17), mas há registros para deputado federal, vice-governador e 1º suplente de senador.

Entre os candidatos que receberam doações desses empresários, estão nomes conhecidos, como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Kim Kataguiri (Missão-SP) e Julia Zanatta (PL-SC), que concorrem à reeleição. Com exceção de Zanatta, que recebeu R$ 5 mil, os outros dois deputados receberam valores baixos, inferiores a R$ 400. Os três defenderam ou beneficiaram o setor durante seus mandatos.

As maiores quantias foram recebidas pelos candidatos filiados ao PL (R$ 420 mil), ao Republicanos (R$ 153 mil) e ao Novo (R$ 133 mil) – juntas, as três legendas de direita e extrema direita concentram quase 60% dos R$ 1,2 milhão doados a candidatos.

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As doações registradas até agora são menores do que as computadas nas eleições de 2022, quando 118 empresários do setor doaram R$ 2,69 milhões a 126 candidatos. 

O cruzamento considerou todos os clubes de tiro, fabricantes, vendedores e importadores de armas e munições com registro no Exército e cruzou com a base de dados da Receita Federal para chegar aos nomes dos sócios e administradores. Desde 2015, é proibido que empresas façam doações a campanhas políticas – esse espaço é hoje ocupado por pessoas físicas.

A doação de campanha é permitida por lei e não implica nenhuma irregularidade. Ela, no entanto, pode ser um indicativo dos setores que serão defendidos e beneficiados caso os financiados sejam eleitos.

Para Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, esse apoio eleitoral ajuda a sustentar uma agenda do setor, que passa pela compra de armas, pela redução da tributação e pelo funcionamento dos clubes. “O lobby parlamentar visa prioritariamente à aprovação de projetos de lei que flexibilizem o comércio, ampliem o porte de armas para categorias funcionais, diminuam tributos e reduzam o controle estatal sobre os clubes de tiro. Apoiar candidatos alinhados garante uma bancada ativa e comprometida com a ampliação contínua das garantias econômicas e operacionais do setor”, analisa a especialista.

Na avaliação de Felippe Angeli, coordenador de advocacy do Justa, a proibição de doações empresariais em 2015 mudou a forma de participação desse mercado no financiamento eleitoral. “Desde a proibição de doações de pessoas jurídicas, donos e executivos das grandes indústrias, além de empresários de clubes de tiro, continuam doando como pessoas físicas. Eles encaram essas doações como investimento estratégico”. A leitura do coordenador descreve a articulação do setor – os registros de doação, isoladamente, não são suficientes para revelar a motivação de cada financiador.

Conflito de interesses?

Julia Zanatta (PL-SC) é uma dessas pontes entre o setor e o Congresso. Aos 41 anos, a catarinense natural de Criciúma construiu sua ascensão política alinhada ao bolsonarismo e às pautas conservadoras. Formada em jornalismo e direito, Zanatta chegou à Câmara na eleição de 2022 e fez da defesa das armas uma marca do mandato. Em 2025, ela destinou uma emenda parlamentar de R$ 800 mil (posteriormente ampliada para cerca de R$ 999 mil) para a prefeitura de São José, em Santa Catarina, contratar um clube de tiro de um aliado seu para realizar treinamentos para a Guarda Municipal.

Deputada federal Julia Zanatta em foto, no Instagram, em um trono de fuzis
Deputada federal Julia Zanatta em foto, no Instagram, em um trono de fuzis

Em novembro de 2025, o ICL Notícias revelou que uma auditoria do Tribunal de Contas de Santa Catarina identificou indícios de direcionamento na contratação. A prefeitura negou irregularidades e afirmou ter seguido a legislação. À época, a deputada disse em suas redes sociais que a destinação da emenda atendeu a todas as exigências legais de transparência e rastreabilidade. Afirmou ainda que manteria o direcionamento de verbas para treinamentos em clubes de tiro, estendendo o investimento para a aquisição de armamentos, fuzis e munições.

Carolina Ricardo, do Sou da Paz, faz uma dura crítica quando o apoio político se transforma em destinação de dinheiro público sem transparência. “Uma coisa é a atuação política legítima no processo legislativo, outra, completamente diversa, é o desvio de emendas públicas para custear campeonatos privados ou pagar serviços de clubes particulares sem concorrência transparente. O direcionamento de emendas para capacitação de Guardas Civis Municipais em estandes privados exemplifica o uso personalista do recurso público, frequentemente desprovido de rigor licitatório.”

Além dessa emenda, a bandeira pró-armas de Zanatta aparece em seus discursos, nas visitas aos clubes de tiro e nos nomes que ajudaram a financiar sua campanha. Um deles é Filipe Silveira Pavei, sócio-administrador da Pavei Brasil e de outras empresas de comércio e importação de armamentos. Em 2022, ele doou R$ 10 mil à deputada. Na campanha deste ano, o levantamento identificou um aporte de R$ 5 mil. O empresário também contribuiu para a campanha de outros candidatos.

A Agência Pública procurou Zanatta, Kataguiri, Nikolas Ferreira e o empresário Filipe Silveira Pavei, mas eles não responderam até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Dinheiro público, campanha própria

Um empresário do setor simboliza como negócios e política se retroalimentam. Wagner Higa de Freitas é sócio de uma empresa de comércio de armas e também presidente da Federação de Tiro do Mato Grosso do Sul. A federação foi contemplada por uma emenda de R$ 3 milhões do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), anunciada em dezembro de 2025. Além de ter sido beneficiado com dinheiro público, Higa de Freitas é candidato a deputado estadual (PL-MS) neste ano e recebeu doações de cinco empresários do setor para sua campanha.

A emenda de Pollon, segundo o G1, era para a melhoria das estruturas dos 61 clubes de tiro filiados à federação de Freitas, para a aquisição de um playground e para a realização do primeiro Campeonato Estadual de Tiro em 2026. À época, Pollon defendeu a destinação do recurso público como uma forma de valorizar o tiro esportivo.

Apesar de, neste ano, Pollon ainda não ter recebido doações de empresários do setor, o deputado e candidato à reeleição é conhecido defensor dos clubes de tiro e das empresas de armas.

Deputado federal Marcos Pollon (à dir.) em cena de vídeo ao lado de Wagner Higa de Freitas, no Instagram
Deputado federal Marcos Pollon (à dir.) em cena de vídeo ao lado de Wagner Higa de Freitas, no Instagram

Aos 45 anos, o advogado de Mato Grosso do Sul é fundador do PROARMAS, movimento que mobiliza apoiadores do acesso civil ao armamento. Antes de pedir votos, ele já atuava no debate sobre as regras para caçadores, atiradores e colecionadores, os CACs. Em 2022, foi eleito com 103.111 votos, a maior votação para deputado federal no estado.

Durante o seu mandato, o bolsonarista apresentou projetos que beneficiam o setor, inclusive no campo tributário. Duas das propostas apresentadas propõem isenção de tributos a armas, munições e equipamentos comprados por atiradores desportivos registrados ou por mulheres vítimas de violência doméstica. Pollon também quer criar, com recursos públicos, o “Programa Minha Primeira Arma”, que subsidia a aquisição do primeiro armamento. Para os clubes de tiro, o deputado defende qualificá-los como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). O deputado usa o mesmo argumento, o do tiro como atividade de interesse coletivo, ao destinar recursos públicos à federação de Mato Grosso do Sul.

Pollon e Zanatta assumiram seus mandatos no início de 2023, em meio a uma virada na política de armas. Entre 2019 e 2022, o governo Bolsonaro ampliou a quantidade de armamentos e munições que civis e CACs podiam comprar e reduziu a fiscalização do setor. Porém, no seu primeiro dia de governo, Lula assinou o Decreto 11.366, que revogou normas da gestão anterior, suspendendo novos registros de clubes de tiro e CACs e restringindo a compra de armas e munições por civis.

Ainda em 2023, o Supremo Tribunal Federal também invalidou trechos dos decretos de Bolsonaro que flexibilizavam o acesso a armas.

Em julho, o governo publicou a nova regulamentação do Estatuto do Desarmamento, e Zanatta, cinco dias depois, tentou reverter parte das restrições no Congresso.

Carolina vê nessa reação uma mudança na forma de atuação política dos defensores das armas. “O debate público arrefeceu em relação à exaltação bélica de 2022 [sob Bolsonaro], mas a articulação legislativa prossegue de maneira silenciosa. Com os limites impostos pelos decretos do atual Executivo e a atuação da Polícia Federal, os parlamentares do setor concentram seus esforços em projetos de lei infraconstitucionais e negociações de bastidores.”

Grandes doadores, grandes negócios

No levantamento da Agência Pública, apenas cinco doadores concentram mais da metade (55,6%) dos recursos investidos nos candidatos deste ano. Bernardo Simões Birmann, membro do conselho de administração da Taurus e administrador da AMTT CBC Comércio Varejista Ltda, destinou R$ 150 mil a Thiago Virgilio Teixeira de Souza (Republicanos-RJ), candidato a deputado estadual. Além disso, ele também injetou R$ 50 mil na campanha do deputado federal Roberto Luiz (PL-RJ), candidato à reeleição. É o maior valor destinado por um empresário a candidatos no levantamento de 2026.

Birmann também aparece entre os financiadores de 2022. Naquele pleito, destinou R$ 100 mil a Julio Lopes (PP-RJ) e R$ 35 mil a Hugo Leal (PSD-RJ). A presença do mesmo doador em duas eleições mostra a continuidade das contribuições, embora os beneficiários tenham mudado.

Outra parcela expressiva vem de dirigentes de entidades esportivas. Ronaldo Baumgarten Neto, presidente do Tabajara Tênis Clube, que tem um estande de tiro, doou R$ 100 mil à candidatura para a Câmara dos Deputados de João Paulo Kleinübing (PL-SC).

Atirador em clube de tiro empunha pistola e mira para a câmera
Cinco empresários ligados a empresas de armas e clubes de tiro concentram 55,6% dos recursos investidos nos candidatos deste ano

Procuramos Bernardo Simões Birmann, da Taurus, Thiago Virgilio Teixeira de Souza (Republicanos-RJ), Ronaldo Baumgarten Neto e João Paulo Kleinübing (PL-SC), mas eles não responderam até a publicação deste texto.

Empresários que disputam cargos

Maycon Henrique Tombini reúne as duas formas de participação. Identificado como sócio da Liga Nacional de Rifle, ele disputa uma vaga de deputado federal pelo PL de Goiás e investiu R$ 184,5 mil na própria campanha. 

Em 2022, Tombini constava como financiador de outras candidaturas, com destaque para os R$ 66,9 mil destinados ao Major Vitor Hugo (PL-GO), que foi deputado federal entre 2018 e 2022, mas não conseguiu se eleger naquele ano. Agora, ele está entre os que buscam ocupar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados. 

Entre os empresários-candidatos, destaca-se também um dos conselheiros da Taurus, a maior fabricante de armas do país. José Paulo Cairoli (MDB) foi vice-governador do Rio Grande do Sul e hoje concorre a uma vaga como 1º suplente ao Senado.

Procurados, Maycon Henrique Tombini, Major Vitor Hugo, Wagner Higa de Freitas e José Paulo Cairoli não se manifestaram até a publicação deste texto.

A questão do armamento e dos incentivos ao setor ultrapassa os muros empresariais e os corredores do poder – e atinge diretamente a sociedade.

Para Ricardo, a discussão sobre quem financia e quem decide a política de armas precisa considerar também quem sofre suas consequências. “A violência armada não se dispersa de maneira neutra: ela incide com maior gravidade sobre as populações negras, periféricas e vulneráveis. O incremento de armas em circulação, seja pela letalidade direta, seja pelo extravio e incremento do poder bélico de grupos criminosos, recrudesce de forma trágica a desigualdade e a insegurança nos territórios mais desassistidos do país.”

METODOLOGIA

A Pública cruzou listas de quatro grupos empresariais que estão na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército com cadastros da Receita Federal e dados eleitorais do TSE. Entraram no cruzamento registros de clubes de tiro e fabricantes, vendedoras e importadoras de armas de fogo, munições, armas de pressão, produtos menos letais e insumos como peças, carregadores e acessórios. Ficaram de fora atividades exclusivamente químicas, explosivos de mineração, fogos de artifício e blindagem de veículos sem vínculo com armas.

Foram identificadas pessoas físicas que aparecem como sócios, administradores e dirigentes, além de empresários individuais e representantes cadastrais de sócios. O cruzamento eleitoral combina nome e os dígitos disponíveis do CPF. A base da Receita foi obtida em agosto de 2026: esses vínculos não comprovam, por si, que a mesma função era exercida em 2022. Diferenças de grafia e empresas sem pessoa física identificada no cadastro também limitam a abrangência do levantamento.

Os dados eleitorais foram extraídos em 30 de setembro de 2026. Repetições causadas pelo vínculo de uma pessoa com mais de uma empresa foram descontadas, e as abas por atividade não foram somadas entre si. Como a eleição está em curso, os valores de 2026 são parciais. A inclusão no levantamento identifica um vínculo cadastral e uma movimentação declarada, sem presumir irregularidade ou uma motivação comum a todos os doadores.

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Os candidatos das Big Techs nas eleições 2026

Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.

Para que regular Inteligência Artificial? Essa fala não saiu da boca de lobistas de corporações de Big Techs dos Estados Unidos, mas de uma parlamentar do Brasil. Enquanto o presidente Donald Trump apoia sem restrições o avanço da IA – que ele passou a chamar de “superinteligência” -, políticos brasileiros têm atuado alinhados às grandes empresas de tecnologia, indo contra regulamentações nacionais que afetam diretamente os seus modelos de negócios.

Um levantamento feito a partir do painel “O meu candidato é da bancada das big techs?”, da organização sem fins lucrativos Ctrl Z, mostra quais candidatos nas eleições de 2026 têm esse tipo de atuação.

A análise foi feita a partir da atuação dos parlamentares em projetos de lei, decretos, requerimentos, emendas e outras tramitações no Congresso que podem afetar o funcionamento e o modelo de negócios das big techs. Entre as matérias analisadas estão o PL 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, que tinha como objetivo estabelecer mecanismos de responsabilização das plataformas digitais; o PL 2338/2023, sobre regulação da inteligência artificial; o PL 2628/2022, que deu origem ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente; o PL 896/2023, , que altera a Lei nº 7.716/1989 para incluir crimes praticados em razão de misoginia, incluindo condutas como injúria e incitação ao ódio contra mulheres na internet; o PL 4675/2023, que estabelece novas regras de defesa da concorrência nos mercados digitais; e o REDATA, regime especial de tributação para serviços de data centers. 

Além da atuação individual, o levantamento mostra que vários políticos têm atuado em conjunto em projetos que beneficiam ou reduzem a fiscalização sobre as Big Techs. Caroline de Toni, Bia Kicis, Marcel Van Hatten, Kim Kataguiri e Gilson Marques, por exemplo, fazem parte do grupo que apresentou cerca de 13 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para sustar os decretos nº 12.975 e nº 12.976 relacionados ao Marco Civil da Internet, que estabelece medidas para responsabilizar plataformas e proteger mulheres contra assédio, perseguição, ataques coordenados e divulgação de imagens íntimas sem consentimento, alegando que o governo teria extrapolado seu poder regulamentar.

Já Gilson Marques, Kim Kataguiri, Gustavo Gayer, Bia Kicis votaram contra a Emenda de Plenário nº 68 ao REDATA, que defendia a aplicação de salvaguardas ambientais mais rígidas, como exigências de fontes de energia 100% renováveis para habilitação, e o direcionamento de contrapartidas fiscais para fundos públicos ou programas socioambientais.

A reportagem pediu o posicionamento a todos os políticos citados. O espaço segue aberto para manifestações.

Veja a atuação de cada político abaixo.

Adriana Ventura (NOVO-SP)

Dep. Adriana Ventura (NOVO-SP)

Candidata à reeleição para a Câmara, foi vice-presidente da Comissão Especial de Inteligência Artificial da Câmara e integrou duas comitivas de parlamentares que visitaram o Vale do Silício. No retorno da viagem, a política voltou com discurso alinhado ao das empresas de tecnologia em relação à regulação das IAs: “Para que estamos fazendo isso? Por que a gente precisa ter pressa? Países estão discutindo isso dois, três, quatro, cinco anos!”, declarou durante palestra em maio de 2024 sobre a aplicação da IA no setor de saúde, mencionando também que a pressa poderia “matar a inovação”. 

Também apresentou a emenda n° 34/2025 ao texto do ECA Digital, propondo mudanças no artigo 11 do projeto em relação às ferramentas de inteligência artificial destinadas a crianças e adolescentes. A proposta estabelecia que esses recursos fossem revisados regularmente em colaboração com especialistas e órgãos competentes e previa a possibilidade de desabilitar funcionalidades consideradas não essenciais ao funcionamento básico dos sistemas. Votou contra a urgência do PL 2630/2020.

Procurada pela Pública, Adriana Ventura afirmou que sua atuação na regulação de plataformas e IA busca conciliar proteção dos cidadãos, liberdade de expressão, segurança jurídica e inovação. Sobre o ECA Digital, disse ter defendido critérios técnicos, segurança e autonomia das famílias. Também defendeu uma regulação proporcional aos riscos, com responsabilidades definidas e sem criar barreiras à inovação ou à concorrência.

Caroline de Toni (PL-SC)

Dep. Caroline de Toni (PL - SC)

Candidata ao senado pelo PL em Santa Catarina, está na liderança por uma das vagas do estado, de acordo com a última pesquisa da Quaest. Também votou contra a urgência de regulação das plataformas digitais e apresentou requerimento para a criação de uma nova Comissão Especial para analisar o PL 4675, proposta que não foi aprovada. 

Na discussão do REDATA, Caroline de Toni apresentou as emendas n° 110 e 111, propondo mudanças que ampliavam a abrangência dos benefícios tributários e flexibilizavam condições para que empresas de data centers tivessem acesso ao regime. A proposta permitia, por exemplo, que empresas do setor anteriormente habilitadas no Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação (REPES) continuassem utilizando as regras anteriores até a aprovação de sua habilitação no REDATA. Também dispensava essas empresas da exigência de apresentar um novo projeto de instalação ou ampliação para aderir ao regime. 

Gilson Marques (NOVO-SC)

Dep. Gilson Marques (NOVO - SC)

Candidato à reeleição para a Câmara, gabaritou contra a regulação digital: votou “não” à urgência de regular as plataformas digitais, à regulação da inteligência artificial e ainda ao ECA Digital.

Para a Pública, Gilson Marques afirmou ser contrário ao PL 2.630/2020 comparando regulação de discurso desinformativo nas plataformas à censura: “Falar que Lula é ladrão é fakenews? Então me prendam… Esse é o problema deste projeto. Queria dar poder ao governo definir o que é a verdade, e perseguir quem discorda dele”. Sobre o PL 2.338/2023, defendeu que “não há necessidade de regular um centímetro a mais”.

No ECA Digital, criticou a previsão de remoção de conteúdos que possam causar dano psicológico a adolescentes e questionou os mecanismos de verificação de idade, alegando riscos à privacidade e à liberdade de expressão. Também questionou mudanças no Marco Civil da Internet: “Há no decreto do governo a responsabilização das plataformas se não retirarem “imediatamente” conteúdo de ‘golpe de estado’. Se eu defender fechar o STF, isso é um conteúdo de golpe de estado? E se minha defesa for que todos os tribunais superiores e o STF sejam unificados no STJ, é defesa de golpe de estado?”

Sobre a legislação contra misoginia, afirmou que “o que causa insegurança para as mulheres é falta de punição para criminoso. Montesquieu já dizia: ‘leis inúteis enfraquecem as leis necessárias’. Se for aprovado, o projeto da misoginia colocará o Brasil mais longe de combater seus problemas reais, e aumentará a censura, a perseguição a opositores”.

Por fim, no REDATA, disse defender investimentos e infraestrutura digital, mas criticou a criação de benefícios tributários sem avaliação de custos e resultados e defendeu contrapartidas claras para os incentivos.

Júlia Zanatta (PL-SC)

Dep. Julia Zanatta (PL - SC)

Candidata à reeleição para a Câmara, votou contra o requerimento de urgência para regular as plataformas digitais e se manifestou contra o PL da misoginia, argumentando que o projeto poderia representar risco à liberdade de expressão e à liberdade religiosa. Também se posicionou contra o PL 4675, que trata de mercados digitais. Como vice-líder do PL na Câmara, apresentou pedidos para retirar o projeto de pauta em diferentes ocasiões, além de requerimentos de votação nominal, em uma articulação de obstrução que também envolveu o então líder do partido, Sóstenes Cavalcante.

Marcel van Hattem (NOVO-RS)

Dep. Marcel van Hattem (NOVO - RS)

Candidato à reeleição para a Câmara, apresentou cinco emendas de alteração ECA Digital, defendeu a realização de audiência pública sobre denúncias de exploração infantil, mas também apresentou emendas ao PL 2628 que alteravam obrigações das plataformas relacionadas ao gerenciamento de riscos por faixa etária e ao acesso de menores a conteúdos ilegais ou nocivos. 

Van Hattem também se posicionou contra o PL 4675 e apresentou requerimento de votação nominal. No caso do REDATA, apresentou duas emendas à MP 1.318/2025, que originalmente criava o regime. Posteriormente, o conteúdo da medida provisória foi incorporado ao PL 278/2026, que deu origem à Lei nº 15.504/2026. 

Bia Kicis (PL-DF)

Dep. Bia Kicis (PL - DF)

Candidata à reeleição para a Câmara, durante a tramitação do ECA Digital, apresentou emendas ao ECA Digital que alteravam obrigações impostas às plataformas. Também esteve entre as deputadas do PL que apresentaram PDLs contra decretos relacionados ao Marco Civil da Internet e à misoginia online. 

Eduardo Girão (NOVO-CE)

Senador, Eduardo Girão (NOVO - CE)

Membro do Senado pelo NOVO-CE e candidato à vice-presidência ao lado de Zema (NOVO-MG), também gabaritou contra a regulação digital: não aprovou o texto do PL 2630 no Senado, se posicionou contra a regulação da inteligência artificial e foi um dos quatro votos contrários ao ECA Digital no Senado, confirmados na ata oficial da sessão de 27/08/2025, junto com Carlos Portinho, Luiz Carlos Heinze e Jaime Bagattoli. 

Fernando Máximo (PL-RO)

Dep. Dr. Fernando Maximo (PL - RO)

Na liderança da disputa por uma das vagas no senado, Máximo apresentou quatro emendas ao PL 2628: duas delas o Intercept Brasil revelou que foram criadas diretamente por Marconi Borges Machado, gerente de políticas públicas da Meta no Brasil desde 2017. Uma das propostas retirava das plataformas a obrigação de apresentar determinados relatórios de moderação; outra alterava previsões relacionadas a multas e sanções criminais. As duas foram rejeitadas pelo relator. Outra emenda apresentada por Máximo, sem a identificação de Machado nos metadados, contribuiu para a retirada do chamado “dever de cuidado” do texto final. Votou contra a urgência de regulação das plataformas digitais

No caso do REDATA, Máximo apresentou emendas à MP 1.318/2025, que originalmente criou o regime. A medida provisória perdeu eficácia, mas seu conteúdo foi posteriormente incorporado ao PL 278/2026, aprovado pelo Congresso e sancionado como a Lei nº 15.504/2026. 

Gustavo Gayer (PL-GO)

Dep. Gustavo Gayer (PL-GO)

Também na disputa pelo senado pelo PL em Goiás, votou contra o requerimento de urgência do PL 2630/2020. Os cinco requerimentos apresentados por ele durante a tramitação da regulação da inteligência artificial, trataram de impactos da regulação sobre a concorrência e envolveram discussões sobre as grandes empresas do setor. Gayer também esteve entre os deputados do PL que apresentaram emendas ao PL 2628 que alteravam obrigações das plataformas.

Durante o debate sobre o ECA Digital, afirmou que “a esquerda está usando a denúncia do Felca como arma ideológica”. Também é autor de PDL que questiona decretos do governo relacionados ao tema. 

Kim Kataguiri (MISSÃO-SP)

Dep. Kim Kataguiri (MISSÃO - SP)

Candidato à reeleição para a Câmara, votou contra o requerimento de urgência do PL 2630/2020. Sobre o PL 2338/2023, afirmou que uma regulação excessiva poderia frear o avanço do setor, mesmo argumento de Adriana Ventura. Kataguiri também esteve na primeira comitiva da Frente Digital a visitar as big techs no Vale do Silício em 2022, viagem bancada com dinheiro da Câmara. Além disso, criticou publicamente o ECA Digital em seu perfil no X. 

Publicação de Kim Kataguiri nas redes sociais sobre o Eca Digital

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Caught on Tape: AIPAC CEO Boasted of Controlling Trump’s National Security Officials

In a stunning leaked 2025 recording, AIPAC CEO Elliot Brandt openly bragged about how AIPAC manipulates key figures in Trump’s national security inner circle, pushing them toward another costly war on behalf of Israel – Marco Rubio, CIA head John Ratcliffe, and Congressman Mike Waltz

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New online database tracks pro-Israel political donations in the United States

A searchable record of pro-Israel political money drawn primarily from US Federal Election Commission filings and public disclosures. It lists 11,168 donors, tracks funding linked to 523 members of Congress, details spending against 49 candidates targeted for defeat, etc

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Como as Big Techs estão moldando serviços digitais do governo da Nigéria

Esta reportagem foi produzida com o apoio do Pulitzer Center e faz parte da etapa africana da “Mão Invisível das Big Techs”, uma investigação transnacional liderada pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP).

Em fevereiro de 2025, representantes de três das empresas de tecnologia mais poderosas do mundo se reuniram com a Comissão de Proteção de Dados da Nigéria (NDPC na sigla em inglês). Meta, Microsoft e Google estavam no encontro para discutir uma colaboração com o governo nacional. Vincent Olatunji, chefe da comissão, mostrou-se satisfeito “com a perspectiva de colaborar com gigantes globais da tecnologia”. Ele destacou a importância da “sinergia entre setor público, privado, grupos da sociedade civil e academia”.

Na época, a Meta travava uma disputa com os órgãos reguladores nigerianos sobre a forma como lidava com os dados pessoais de milhões de pessoas. Em julho de 2024, outro ente regulador do país, a Comissão Federal de Concorrência e Proteção ao Consumidor (FCCPC, na sigla em inglês), havia multado a Meta e o WhatsApp em US$ 220 milhões, após uma investigação de 38 meses. O órgão concluiu que os nigerianos não tinham controle suficiente sobre a forma como suas informações eram coletadas, compartilhadas e utilizadas.

Em vez de pagar a multa, a Meta recorreu da decisão e perdeu. Posteriormente, a empresa de Mark Zuckerberg ameaçou suspender seus serviços. Apesar do prazo de 60 dias para o pagamento, que terminou em junho de 2025, a Meta continua operando normalmente enquanto o impasse jurídico permanece sem solução.

Poucos dias após a reunião de fevereiro de 2025 com a NDPC ter sido divulgada publicamente, o próprio órgão também aplicou outra multa de US$ 32,8 milhões à Meta.

Nos meses seguintes, porém, a multa de US$ 32,8 milhões foi derrubada. Segundo uma investigação do Premium Times, um acordo anulou a penalidade, bem como oito determinações a serem cumpridas pela Meta, liberando a empresa das obrigações decorrentes do caso. O site informou que diversas exigências regulatórias específicas foram substituídas por compromissos mais amplos da Meta de cumprir a legislação nigeriana de proteção de dados e fortalecer suas medidas de proteção de dados.

Em seguida, a mesma NDPC anunciou que, “em colaboração com a Meta”, havia traduzido a Lei de Proteção de Dados da Nigéria para idiomas locais. 

Em maio de 2026, outro órgão do governo lançou o GovGuide Nigeria, um bot de inteligência artificial desenvolvido com a tecnologia da Meta para ajudar os nigerianos a navegar pelos serviços públicos.

O The Continent perguntou à Meta e a órgãos do governo nigeriano quando começaram as discussões sobre o GovGuide. Na Nigéria, as empresas não são obrigadas a registrar reuniões desse tipo em um cadastro. Não existe um registro público que mostre quais empresas estão procurando autoridades do governo, o que querem delas ou o que é discutido a portas fechadas.

Por isso, o The Continent começou a construir esta base de informações.

Nossa investigação identificou pelo menos 17 interações documentadas publicamente entre grandes empresas de tecnologia e o Estado nigeriano desde 2024. Elas incluem reuniões com o presidente do país, Bola Tinubu, e órgãos reguladores, além de encontros sobre projetos governamentais de inteligência artificial, programas de treinamento, financiamento e discussões sobre políticas públicas.

Muitas dessas interações são contatos corriqueiros entre o governo e empresas que atuam em um dos maiores mercados digitais da África. Mas outras colocam as empresas de tecnologia em contato mais próximo com as instituições responsáveis por decidir como elas devem operar na Nigéria.

O caso da Meta mostra a responsabilidade dos órgãos reguladores.

A principal preocupação de diferentes órgãos nigerianos era o fato de que os usuários do WhatsApp não tinham opções suficientes sobre o que era feito com seus dados. As informações coletadas sobre as pessoas podem ser usadas para criar perfis de seus interesses e comportamentos e, entre outras coisas, determinar quais anúncios elas recebem. 

A Comissão de Concorrência e Proteção ao Consumidor também concluiu que a Meta compartilhava e transferia informações pessoais de nigerianos sem a devida autorização e oferecia aos usuários locais menos proteção sobre seus dados do que aos usuários de alguns outros países.

Lançamento do bot GovGuide Nigeria, desenvolvido com o apoio da Meta
Lançamento do bot GovGuide Nigeria, desenvolvido com o apoio da Meta

O GovGuide levanta questões relacionadas ao mesmo problema. A plataforma alimentada por inteligência artificial ajuda os nigerianos a encontrar e compreender informações do governo por meio de texto, voz e WhatsApp, em inglês, iorubá, hauçá e igbo. 

Mas seu aviso de privacidade informa que a plataforma pode coletar nomes, dados de contato, endereços, identificadores emitidos pelo governo, geolocalização, informações sobre o dispositivo e o endereço IP, além dos comandos enviados pelos usuários ao chatbot, documentos, imagens, áudios e registros de conversas. Essas informações podem ser utilizadas para personalizar serviços, realizar análises e pesquisas e aprimorar o chatbot e os modelos de aprendizado de máquina.

O advogado especializado em privacidade Olumide Babalola, que atuou como advogado no caso Odunola Kehinde v. Vesti, uma ação envolvendo alegadas divulgações não autorizadas de dados, destaca que o caso da NDPC contra a Meta tratava fundamentalmente da forma como a empresa lidava com os dados dos nigerianos.

“O marco regulatório nigeriano de proteção de dados, de modo geral, proíbe o processamento de dados pessoais, exceto quando existe uma base legal para isso”, explica Babalola. 

“Na ausência de qualquer documento que estabeleça o contrário, a Meta não tem base legal para utilizar os dados dos cidadãos de maneira não divulgada. No caso do GovGuide, o contexto é completamente diferente. Os cidadãos estão interagindo com o que acreditam ser um serviço governamental, e não uma rede social pública. A presunção deveria ser de que qualquer processamento de dados ocorre estritamente com o objetivo de fornecer esse serviço governamental, a menos que seja obtido consentimento explícito e informado para qualquer outro uso.”

A NDPC também foi questionada sobre se a colaboração proposta com a Meta, mencionada no início da reportagem e discutida na reunião de fevereiro de 2025, avançou enquanto o processo relacionado à privacidade contra a empresa permanecia ativo e durante seu posterior acordo. Nem os órgãos envolvidos nem a Meta responderam às perguntas sobre o GovGuide ou sobre a colaboração. Os registros das 17 interações coletados pelo The Continent mostram que as medidas regulatórias e as discussões sobre colaboração ocorreram no mesmo período, mas não comprovam que ambas estivessem relacionadas.

Mais parcerias com Big Techs

Entre as 17 interações entre Big Techs e o Estado nigeriano identificadas pela reportagem nos últimos três anos, há registros de financiamentos, treinamentos, reuniões com autoridades de alto escalão, projetos de tecnologia e relações com órgãos reguladores.

É difícil determinar a real dimensão das interações entre o governo, os órgãos reguladores e as Big Techs devido à falta de registro único sobre as reuniões oficiais. Muitos dos acordos que sustentam essas parcerias também não são públicos, deixando apenas um quadro parcial de quão profundamente as Big Techs se integraram às ambições digitais da Nigéria.

Ali Sabo, chefe de Direitos Digitais da ONG Centre for Information Technology and Development (Citad), descreve a relação entre empresas e governo como uma “influência sutil”.

“Embora seus projetos possam contribuir para o desenvolvimento nacional, essas empresas também moldam silenciosamente a maneira como os formuladores de políticas enxergam a tecnologia e a governança.”

Se não houver controle, alerta Sabo, as plataformas tecnológicas estrangeiras ameaçam a independência do governo, levam a uma dependência excessiva de determinados fornecedores e podem restringir futuras opções de políticas públicas. “As parcerias precisam ser transparentes, protegidas por salvaguardas claras e abertas à participação de universidades, organizações da sociedade civil e desenvolvedores locais de tecnologia.”

Em outubro de 2024, o governo nigeriano firmou uma parceria com a organização pan-africana Data Science Nigeria para anunciar uma doação de cerca de 2 milhões de dólares do Google para programas nacionais de formação de talentos em inteligência artificial vinculados ao Ministério Federal das Comunicações, Inovação e Economia Digital. 

Treinamento de IA para servidores nigerianos com apoio do Google, em outubro de 2025
Treinamento de IA para servidores nigerianos com apoio do Google, em outubro de 2025

Entre os programas implementados estavam o DeepTech Ready Track, voltado para 20 mil alunos avançados; o programa Experience AI para professores, que pretendia alcançar 25 mil professores e 125 mil estudantes; e o Government AI Campus, para servidores públicos. Esses programas visam familiarizar milhares de nigerianos com ferramentas específicas, programas de certificação e ecossistemas de software desde cedo. 

Mas, segundo analistas ouvidos pela reportagem, essas empresas estão, na prática, garantindo clientes para seus ecossistemas.

Taiwo Kola-Ogunlade, gerente de comunicação e relações públicas do Google para a África Ocidental, afirmou que os produtos da empresa utilizam “tecnologia de ponta no setor” para proteger as informações dos usuários e citou os controles de privacidade, o registro da empresa junto à NDPC e a nomeação de um responsável pela proteção de dados. No entanto, ele não informou onde os dados gerados pelos programas do setor público são armazenados, por quanto tempo são mantidos ou se podem ser utilizados para aprimorar produtos comerciais de inteligência artificial.

Em 2025, a Microsoft firmou uma parceria com o Ministério Federal das Comunicações, Inovação e Economia Digital, a Data Science Nigeria e a Lagos Business School, localizada na capital nigeriana. As instituições lançaram a AI National Skills Initiative (AINSI), com o objetivo de capacitar 35 mil pessoas em inteligência artificial. Os participantes também receberam certificados vinculados ao programa nacional 3 Million Technical Talent (3MTT). Outra parceria da Microsoft com a ONG Junior Achievement Nigeria (JA Nigeria) apresentou milhares de jovens estudantes aos conceitos básicos de inteligência artificial generativa.

Grace, estudante da Federal University of Technology Akure, participou do programa Microsoft/JA Nigeria Career Essentials AI e recebeu acesso gratuito ao Microsoft Copilot e ao LinkedIn Premium. Mais tarde, ela e outros participantes levaram o programa a estudantes de outro campus. Mas sua experiência também mostra como a empresa apresenta aos jovens seu ecossistema tecnológico mais amplo, para além da inteligência artificial.

Questionada sobre privacidade e acesso aos dados, a Microsoft forneceu números sobre inscrições, atividades de aprendizagem e certificações. Entretanto, a empresa não divulgou os acordos comerciais, valores dos contratos, informações sobre compras públicas ou condições de licenciamento solicitados. Sobre o papel de seus próprios produtos nos treinamentos, a companhia afirmou: “determinadas trilhas de treinamento podem incluir tecnologias da Microsoft, quando pertinentes ao currículo”.

O analista de tecnologia Eze Hanson considera esses programas uma combinação de filantropia estratégica e desenvolvimento de força de trabalho, mas alerta para riscos ocultos. “A incorporação de um conjunto de redes de desenvolvedores, caminhos de certificação e plataformas de busca de emprego com treinamento em massa apoiado pelo Estado pode ser percebida como uma forma de criar uma base cativa de usuários e padronizar a dependência nacional de uma infraestrutura tecnológica”, explica Hanson.

Essa preocupação se contrapõe às próprias ambições da Nigéria de conquistar maior independência digital. O país está tentando assumir mais controle sobre seus dados e sua infraestrutura digital. Mas faz isso enquanto se torna cada vez mais dependente das empresas que fornecem dinheiro, treinamento e tecnologia para essa transformação. Muitos dos acordos que definem essas relações continuam fora do alcance do público.

“Quando o governo estabelece parcerias com empresas multinacionais para lidar com dados e serviços públicos, o público tem o direito de conhecer os termos do acordo”, afirmou Adekunle Omolabi, ativista da sociedade civil pela transparência.

Por enquanto, os anúncios são públicos, mas grande parte do que foi acordado nos bastidores, não.

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